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POSICIONAMENTO POR SATÉLITES

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(1)

POSICIONAMENTO POR SATÉLITES

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE TECNOLOGIA E RECURSOS HUMANOS UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA CIVIL

(2)

SUMÁRIO

1. HISTÓRICO

2. COMPONENTES DO GPS 3. COMO FUNCIONA O GPS?

4. ERROS NAS OBSERVÁVEIS GPS 5. MÉTODOS DE POSICIONAMENTO 6. APLICAÇÕES

(3)
(4)

LORAN (Long-Range Navigation System)

Sistema de navegação de longa distância criado no início da década de 1940

Muito utilizado durante a II Guerra Mundial

A posição é determinada pela análise do intervalo de tempo entre pulsos de sinais de rádio entre duas ou mais estações terrestres de coordenadas conhecidas.

(5)

Projeto SPUTNIK

Um conjunto de satélites artificiais lançados a partir de 1957 pela União Soviética. SPUTNIK 1 foi o primeiro satélite artificial do mundo e era do tamanho de uma bola de basquete.

Projeto VANGUARD

Um conjunto satélites artificiais lançados a partir de 1958 pelos Estados Unidos. É o mais antigo equipamento feito pelo homem ainda em órbita.

(6)

OMEGA (Global Low Frequency Navigation System)

Primeiro sistema de radionavegação de abrangência mundial Desenvolvido em 1968 pela Aeronáutica dos EUA para detectar bombardeiros e submarinos russos.

(7)

TRANSIT (Navy Navigation Satellite System - NNSS)

Primeiro sistema de navegação por satélite a ser usado

operacionalmente.

Formado por uma constelação de 5 satélites.

Inicialmente utilizado pela Aeronáutica dos Estados

Unidos a partir de 1960 para obter informações precisas sobre mísseis submarinos.

(8)

GLONASS - GLObal NAvigation Satellite System

Sistema de radionavegação russo criado em 1976 composto por 24

satélites. Primeiro satélite lançado em 1982. Em 2002, apenas 7 satélites em operação.

GALILEO

Sistema de radionavegação global criado pela União Européia em 2002.

(9)

Abreviatura de Global Positioning System

GPS

Sistema de radionavegação desenvolvido pelo Departamento de Defesa (DoD) do Estados Unidos que fornece posicionamento altamente preciso para usuários militares e civis

Nome verdadeiro: NAVSTAR (Navigation System with Time and Ranging)

(10)

Permite a qualquer usuário saber a sua localização, velocidade e tempo, 24 horas por dia, sob quaisquer condições

atmosféricas e em qualquer ponto do globo terrestre.

Não necessidade de visibilidade entre as estações (métodos de levantamento convencionais)

Adota como referência o elipsóide World Geodetic System de 1984 (WGS-84).

(11)

Histórico do GPS

1983, sistema disponível para o uso civil

1993, constelação de 24 satélites é alcançada

1 de maio de 2000, código SA é desativado, aumentando Precisão para uso civil de 100 m para 10 m;

1978, primeiro satélite lançado;

1978 a 1985, 11 satélites são lançados

1995, sistema é declarado operacional

(12)
(13)

Componente Espacial

Constelação de 24 satélites em 6 planos orbitais (4 satélites em cada plano)

Concebido de forma que

existam no mínimo 4 satélites visíveis acima do horizonte em qualquer ponto da superfície e em qualquer altura.

Altitude de cerca de 20.200 km Inclinação de 55° do Equador

(14)

Componente Espacial

Cada satélite construído

para durar aproximadamente 10 anos;

Constantemente estão sendo construídas

substituições e lançadas em órbita.

(15)

Satélites do Bloco I

Quantidade: 11

Lançamento: 1978-1985 Peso: 845 Kg

Vida Útil: 4,5 anos

Energia: Painéis solares (400 w) + baterias reservas

Situação: desativados

(16)

Satélites do Bloco II

Tipo: Bloco II A (Advanced) Quantidade: 19

Lançamento: 1990-96

Relógios Atômicos: 4 (2 Rubídio + 2 Césio)

Tipos: Bloco II Quantidade: 9

Lançamento: 1998 Peso: 1500 Kg

(17)

Satélites do Bloco II

Tipo: Bloco II R (Replenishment) Lançamento: 2005

Peso: 2 Toneladas Energia: 750 w

Relógios: 3 Rubídios Valor: US$ 75 milhões

(18)

Satélites a lançar

Tipo: Bloco II F (Follow on) Relógios: Maser de hidrogênio Energia: 50 w Sinais: Banda L5

(19)

Componente de Controle

Responsável pelo rastreamento dos satélites, atualização de suas efemérides (posições orbitais) e calibração e sincronização dos seus relógios.

Determina as órbitas de cada satélite e prevê a sua trajetória nas 24h seguintes. Esta informação é enviada para cada satélite para depois ser transmitida por este, informando o receptor do local onde é possível encontrar o satélite.

(20)

10 estações de rastreio

1 MCS (Master Control Station)

(21)

Localização das estações de controle GPS

(22)

Estações de rastreio

Rastreiam satélites de sua cobertura Coletam dados dos sinais dos satélites

Enviam os dados para a estação de controle principal

Estações originais (até 2005)

1. Havaí

2. Ilha da Ascensão (Oceano Atlântico)

3. Kwajalein (Oceano Pacífico, nordeste de Nova Guiné) 4. Diego Garcia (Oceano Índico)

(23)

Estação de rastreio do Havaí

(24)

• Em 2005, 6 novas estações da NGA (National Geospatial- Intelligence Agency) foram instaladas

Estações da NGA (a partir de 2005)

• Cada satélite é monitorado por no mínimo 2 estações

• Órbitas (dados de efemérides) calculadas com maior precisão

• No futuro próximo, 5 novas estações NGA serão utilizadas,

permitindo que caada satélite seja monitorado por no mínimo 3 estações

(25)

• Localizada em Colorado Springs, EUA

Estação de controle principal

• Processa os dados das estações de rastreio

• Detecta as efemérides e relógios dos satélites

• Calcula novas efemérides

• Retransmite os dados (1 ou 2 vezes ao dia) para as estações de Ascension Islands, Diego Garcia ou Kwajalein que, por sua vez, os retransmitem para os satélites via antenas de transmissão

(26)
(27)

Inclui todos aqueles que usam um receptor GPS para receber e converter o sinal GPS em posição, velocidade e tempo.

Componente Usuário

Inclui ainda todos elementos necessários neste processo como as antenas e softwares de processamento

(28)

Função básicas de um receptor GPS

1. Informar as coordenadas de sua posição na Terra.

2. Dar orientação de navegação para outro ponto qualquer.

Outras funções:

• capacidade de armazenar pontos e rotas na memória • ambiente em que você vai utilizar o GPS

• possibilidade de conectá-lo a uma antena externa • interface para PC

• altímetro barométrico acoplado • bússola eletrônica acoplada

(29)

Componentes do Receptor

• Antena com pré-amplificador; • Seção de Radiofreqüência (RF) • Microprocessador

• Oscilador (relógio)

• Interface com o usuário; • Provisão de energia; • Memória

(30)

Antena com pré-amplificador

1. Detecta ondas eletromagnéticas emitidas pelos satélites 2. Converte a energia da onda em corrente elétrica

3. Amplifica o sinal

4. Envia o sinal para a parte eletrônica do receptor

Requisitos:

• Boa sensibilidade para recepção de sinal fraco

• Recepção em todas as elevações e azimutes visiveis • Boa estabilidade do seu centro de fase em relação ao centro geométrico (levantamentos geodésicos)

• Proteção contra multi-caminhamentos (ground plane e choke ring)

(31)

Tipos de antenas

(32)

Choke Ring Ground Plane

Equipamentos de antena para proteção contra

multicaminhamentos

(33)

Canais

Unidades eletrônicas que rastreiam os satélites visíveis Podem ser:

Multicanais (canais paralelos)

Rastreiam continuamente um dos satélites visíveis No mínimo 4 canais são necessário

Seqüênciais

Altera entre satélites dentro de intervalos regulares Multiplex

Seqüências efetuadas entre satélites numa velocidade muito alta

(34)

Seção de Radiofreqüência (RF)

Converte os sinais que entram no receptor para uma freqüência mais baixa, a qual é mais fácil de ser tratada nas demais partes do receptor

Microprocessador

Obtém e processa os sinais

Decodifica as mensagens de navegação Calcula posições e velocidades

(35)

Interface com o usuário

Selecionar opções de coleta de dados

Monitoramento das atividades do receptor

Mostra coordenadas, satélites que estão sendo rastreados, DOP, ângulo de elevação, etc.

Memória

Armazena pseudodistâncias, medidas de fase da portadora e efemérides transmitidas

Alguns receptores podem armazenar dados diretamente em cartões ou ser conectados ao PC (exigindo porta serial e softwares específicos)

(36)

Suprimento de energia

Baterias comuns (pilhas)

Bateria interna recarregável Entrada de energia externa

(37)

Tipos de receptores

Quanto à aplicação

De navegação

Geodésico

Para SIG

Quanto ao dados

De simples freqüência (Portadora L1)

De dupla freqüência (Portadoras L1 e L2)

(38)

Receptores de

navegação

(39)

Nokia N82

Antena integrada

Software Nokia Maps

Guia por voz

Valor: 450 euros

Receptores de

navegação

(40)

Receptores

em veículos

Receptores de

navegação

(41)

Receptores

Geodésicos

(42)

Receptores

para SIG

(43)
(44)
(45)

Baseia-se na determinação da

distância entre um ponto, o receptor, a outros de referência, os satélites.

Como funciona o GPS?

Sabendo a distância que nos separa de 3 pontos podemos determinar a nossa posição relativa a esses

pontos através da intersecção de 3 circunferências cujos raios são as distancias medidas entre o receptor e os satélites.

São necessários, no mínimo, 4 satélites para determinar a nossa posição corretamente.

(46)

1 satélite

Mede-se a distância d1 do satélite 1: algum lugar na superfície

de uma esfera imaginária que tem seu centro no satélite .

(47)

2 satélites

Mede-se a distância d1 do satélite 1 e, ao mesmo tempo, distância d2 do satélite 2: círculo onde as suas esferas se interceptam.

(48)

3 satélites

Mede-se, ao mesmo tempo: as distâncias d1, d2 e d3

Somente 2 pontos A e B onde a esfera de distância d3 corta o círculo: a intercessão das esferas das distâncias d1 e d3

(49)

4 satélites

Determina se o ponto correto é A ou B

Na prática, o quarto satélite é desnecessário, pois,

geralmente, um dos 2

pontos deverá se localizar na Terra

Necessária em razão do não sincronismo entre os relógios dos satélites e do usuário

(50)
(51)

Cada satélite transmite um sinal que é recebido pelo receptor.

Distância = Velocidade x Tempo

O receptor mede o tempo que os sinais demoram a chegar até ele. Multiplicando o tempo medido pela velocidade do sinal (a velocidade da luz no vácuo = 300 m/s), obtemos a distância receptor-satélite.

(52)

Relógios dos satélites devem ser muito precisos (atômicos) porque a luz se move extremamente rápido.

Exatidão de um nano segundo (0,000.000.001 segundos)

Sincronizar os receptores e os satélites de modo que estejam gerando o mesmo código exatamente no mesmo tempo.

Receber os códigos do satélite e identificar a diferença de tempo que o sinal levou para chegar até nós.

(53)

Os satélites transmitem constantemente duas ondas portadoras na banda L (usada para rádio), geradas simultaneamente a

partir de uma frequência fundamental de 10,23 MHz:

Característica das ondas portadoras

Onda portadora L1 (Link one)

Frequência: 1575.42 MHz (154 x 10,23 MHz) Comprimento: 19 cm

Onda portadora L2 (Link two)

Frequência: 1227,60 MHz (120 x 10,23 MHz) Comprimento: 24 cm

(54)

Códigos modulados sobre as portadoras

Código de Aquisição Livre - C/A (Coarse Acquisition) Modulado sobre a onda portadora L1

Frequência: 1,023 MHz Comprimento: 300 m

Código Preciso/Protegido - P (Precise/Protected) Modulado sobre as ondas portadoras L1 e L2

Frequência: 10,23 MHz Comprimento: 30 m

(55)

Os códigos são PseudoRandômicos (PseudoRandom Noise -PRN), ou seja, emitem longa seqüência de pulsos aparentemente confusos, mas que se repete a cada milésimo de segundos, para serem comparados facilmente e de modo inequívoco.

Cada satélite transmite códigos PRN únicos que permite distingui-los entre si.

(56)

Mensagens de Navegação

São também moduladas sobre as ondas portadoras

Fornecem informações básicas para o cálculo das posições dos satélites

Parâmetros orbitais

Dados para correção da propagação da atmosfera Coeficientes para correção dos erros dos relógios Saúde dos satélites

(57)

Serviços disponibilizados pelo DoD dos E.U.A.

SPS - Standard Positioning Service

Disponível para todos os usuários; Opera apenas em L1;

Aquisição de sinais através da sintonia do código C/A.

PPS - Precise Positioning Service

Disponível apenas para usuários autorizados pelo governo EUA; Opera em L1 e L2

Aquisição de sinais através da sintonia do código P(Y).

(58)

Limitação do nível de acuracidade

SA (Selective Availability)

AS (Anti-Spoofing)

Criptografia do código P

Geração de códigos P falsos: código Y

Entre 25 de abril de 1990 e 1 de maio de 2000 Manipulação das mensagens de navegação

(59)

Observáveis GPS

Medidas utilizadas para a determinação da posição, velocidade e tempo.

Pseudo-Distância

Fase da onda portadora

(60)

Pseudo-Distância

As medidas de distância entre o satélite e a antena do receptor baseiam-se em códigos gerados nos satélites e no receptor.

(61)

O retardo entre a chegada de uma transição particular do código gerado no satélite e a sua réplica gerada no receptor corresponde ao tempo de propagação do sinal no trajeto ligando o satélite ao receptor.

A distância é obtida pela multiplicação do tempo de

propagação do sinal , resultante do processo de correlação, pela velocidade da luz (300 Km/s).

Posicionamento por Satélites

(62)

Fase da Onda Portadora

Diferença entre a fase do sinal do satélite recebido no receptor e a fase do sinal gerado no receptor, ambas no instante da

recepção

(63)

Fonte: FREIBERGER JÚNIOR, 2002

Ambigüidade

As medidas de fase da onda portadora são registradas no receptor a partir da primeira observação em um dado instante To, passando a monitorar o número inteiro de ciclos N1 após o instante To.

(64)

O número inteiro de ciclos N1 no instante To é desconhecido, logo a contagem de ciclos obtida No é um valor ambíguo.

Assim, resta a determinação do número efetivo de

comprimentos de onda no instante No, utilizando uma incógnita chamada de ambigüidade.

Resolução ou fixação de ambigüidades

(65)
(66)

Erros Dependentes dos Satélites

Erros nas efemérides

Erros nas coordenadas dos satélites Podem chegar até 20 m

Podem ser eliminados pelo posicionamento relativo

E

rros nos relógios dos satélites

Podem chegar até 80 nano-segundos (0,000.000.08 s) o que correspode a cerca de 24 m

(67)

Erros Dependentes do receptor/antena

Variação do centro de fase da antena*

Em um levantamento, todas antenas devem ser calibradas Antenas devem ser orientadas numa mesma direção (norte)

Modelos iguais de receptores não apresentam grandes problemas

*Centro de fase é o ponto no qual as medidas dos sinais são refenciadas Geralmente não coincide com o centro geométrico da antena

(68)

Erros Dependentes do receptor/antena

Erros nos relógios dos receptores

Podem ser eliminados pelo posicionamento relativo

Erros entre os canais

Quando o sinal de cada satélite percorre canais diferentes Corrigidos automaticamente pelo receptor no início de cada levantamento

(69)

Erros de propagação dos sinais

Refração da Troposfera Refração da Ionosfera

(70)

Refração da Troposfera

Erros podem chegar até 30 m dependendo da densidade

atmosférica (massa gasosa) e do ângulo de elevação do satélite

Refração da Ionosfera

Variação em função do número de elétrons presentes ao longo do caminho percorrido pelo sinal que enfraquece o sinal, podendo fazer com que o receptor perca a sintonia com o satélite

Erros podem ser minimizados pelo posicionamento relativo e com o uso de receptores de dupla freqüencia

(71)

Erros de propagação dos sinais

Perdas de ciclos

Interrompimento na contagem do número de ciclos durante o período de observação em razão de obstrução do sinal de um ou mais

satélites, impedindo que chegue até o receptor

Pode ser solucionado com introdução de nova ambiguidade no modelo de ajustamento

(72)

Erros da propagação dos sinais

Multicaminhamento (Multipath)

Quando o receptor recebe, além do sinal que chega diretamente à antena, sinais refletidos em superfícies vizinhas a ela.

Similar ao efeito fantasma de TV

Para atenuar esse efeito: Antenas Choke rings

Evitar levantamentos em locais propícios ao

(73)
(74)

Métodos de Posicionamento

Planejamento

Reconhecimento

Monumentalização

Em tempo real

Pós-processado

Absoluto

Relativo

(75)

Planejamento

Definir vértices a serem implantados

Método de posicionamento a ser adotado Número de equipes

Número de membros de cada equipe Equipamentos

Reconhecimento

Verificar as condições locais

Identificar objetos que possam obstruir sinais ou produzir multicaminhamentos

Monumentalização

Materializar o ponto de interesse com chapa de aço ou bronze fixada em rocha, calçada ou pilar de concreto Ser fácil de encontrar e ter resistente à destruição

(76)

Posicionamento em Tempo Real

• Quando há necessidade de posicionamento instantâneo ou quase instantâneo

• Aplicações marítimas e aeronáuticas • Pouso e decolagem de aviões

Posicionamento Pós-Processado

• Quando não há necessidade de posicionamento em tempo real • Permite aplicar técnicas mais rigorosas de controle de qualidade, obtendo-se maiores precisões

• Aquisição de pontos de controle para aerofotogrametria • Dados são transferidos do receptor para computador

• Quando forem utilizados receptores diferentes fabricantes todos os arquivos devem ser convertidos para RINEX

(77)

Posicionamento Absoluto

• Consiste em obter coordenadas de um ponto isolado;

• Utilizado em navegação de baixa precisão e em levantamentos expeditos

• Até 1 de maio de 2000:precisão de aproximadamente 100 m

• A partir de 2 de maio de 2000, precisão melhora em torno de 10 m

• Quando informações são pós-processadas, com dados do IGS, precisão em torno de poucos centímetros

(78)

DOP (Dilution of Precision)

Auxilia na indicação da precisão dos resultados que serão obtidos

Depende de:

1) Desvio-padrão da observação expresso pelo Erro Equivalente do Usuário (UERE – User Equivalent Range Error)

(79)

Tipos de DOP

HDOP: Posicionamento Horizontal VDOP: Posicionamento Vertical

PDOP: Posicionamento Tridimensional TDOP: Posicionamento no Tempo

GDOP

Efeito combinado de PDOP + TDOP

É o inverso do volume V de um tetraedro formado pelas posições do usuário e dos 4 satélites

GDOP = 1 / V

(80)

Melhor geometria ocorre quando o volume é maximizado, quando a distribuição dos satélites é boa, o que implica um PDOP mínimo

(81)

Posicionamento Relativo

A posição de um ponto é determinada com relação a de outro(s) cujas coordenadas são conhecidas

Utilizado em atividades geodésicas, topográficas e cadastrais

Método Estático

Métodos Intermediários (Estático Rápido e Semi-Cinemático) Método Cinemático

(82)

• O objeto a ser posicionado deve estar em repouso

Método Estático

• 2 ou mais receptores rastreiam simultaneamente os satélites visíveis por um período de 20 minutos a algumas horas

• Precisão da ordem de 1 a 0,1 ppm (partes por milhão)

• Quando as linhas base for maiores que 10 km e a precisão

requerida melhor que 1 ppm é preciso usar receptor de dupla freqüência

(83)

• Um receptor serve como base, permanecendo fixo sobre uma

estação de referência coletando dados, enquanto um outro percorre as estações de interesse, onde permanece parado entre 5 a 20 min para coletar dados

Método Estático Rápido

• Quando se deseja alta produtividade, mas há obstruções entre as estações a serem levantadas

• Não há necessidade de continuar rastreando os satélites durante o deslocamento entre estações, o que permite desligar o receptor

(84)

Adequado para linhas bases de até 10 km

Método Estático Rápido

Precisão entre 1 a 10 ppm

Para obter razoável precisão é preciso solucionar as ambigüidades No deslocamento, os satélites alteram suas geometrias, o que é essencial para solucionar as ambigüidades

(85)

• Também chamado de Pseudo-Estático ou de Stop and Go

Método Semi-cinemático

• Coletam-se dados por pelo menos 2 períodos de tempo na mesma estação de modo que a geometria envolvida entre as duas estações e os satélites se altere e, com isso, solucione as ambigüidades

• As 2 coletas devem estar separadas por um intervalo de 20 a 30 min. Durante esse intervalo outras estações podem ser ocupadas por períodos de tempo relativamente curtos ( 5 a 20 min)

(86)

Requer que o receptor continue rastreando os mesmos satélites durante as visitas às estações, mas a trajetória entre as estações não é de interesse

Método Semi-cinemático

As distâncias entre as estações deve ficar em até 10 km com receptores de simples freqüência

(87)

• Um receptor ocupa uma estação com coordenadas conhecidas enquanto o outro se desloca sobre as feições de interesse

Método Cinemático

• As observáveis simultâneas dos 2 receptores geram as duplas diferenças, reduzindo os erros nas observáveis

• Se não houver perda de sintonia, a ambigüidade permanece a mesma durante todo o levantamento e é possível solucionar a ambigüidade se o levantamento durar mais de 20 min

(88)

Diferencial GPS (DGPS)

As posições absolutas, obtidas com um receptor móvel, são corrigidas por

um outro receptor fixo, estacionado num ponto de coordenadas conhecidas.

Esses receptores comunicam-se através de link de rádio.

(89)

Real Time Kinematic (RTK)

Semelhante ao DGPS

Utiliza a fase da onda da portadora visando melhorar os resultados

Precisão na ordem de poucos centímetros

(90)

Problemas dos métodos RTK

Link de rádio para transmitir/receber dados numa taxa de 2400 bps, exigindo o uso de VHF ou UHF, o que limita seu uso a distâncias menores que 4,3 Km

Latência de dados: atraso no processamento dos dados desde a coleta na estação de referência até o instante que estes se tornam disponíveis no receptor móvel

Degradação da precisão com o afastamento da estação de referência

(91)

DGPSI (DGPS Invertido)

Aplicados em serviços de vigilância e sistemas AVL (Automatic Vehicle Location)

As estações móveis enviam os dados à estação base, onde são aplicadas as correções

A posição corrigida é de maior interesse para uma estação monitora central

(92)

WADGPS (Wide Area GPS)

Composta por, no mínimo, uma estação monitora, estações de referência e sistemas de comunicação

Cada estação de referência é equipada com oscilador e receptor GPS de alta qualidade

As medidas coletadas em cada estação são enviadas para a estação monitora a qual estima e analisa os dados e faz as correções necessárias

As correções são enviadas para os usuários via satélites de comunicação (microondas), redes FM, etc. e os usuários aplicam as correções

(93)

WADGPS (Wide Area GPS)

Também chamada de DGPS por Satélite Precisão na ordem de 1 a 10 m

Usuários devem pagar uma taxa anual para utilização dos serviços

Serviços disponíveis no Brasil OMNISTAR

LandStar

(94)

GPS com SIG

Quando se deseja não somente saber a posição dos objetos mas também os seus atributos

Suporte às atividades de cadastro

Requer planejamento cuidadoso dos dados Elaboração de Dicionário de Dados

(95)

Dicionário de Dados

Banco de dados com as feições a serem levantadas, contendo os seus possíveis atributos e valores.

Evitar possíveis erros de cadastro

Compatibilização com o banco de dados do SIG (número e tamanho de campos, níveis e tipos de caracteres)

Transferido ao coletor de dados que o operador utilizará em campo

Treinamento da equipe de campo

(96)

Funções do coletor de dados

Evitar necessidade de revisita aos pontos coletados

Coletar concomitantemente dados de diferentes tipos em uma mesma viagem

Permitir a introdução de novos dados ao conjunto de dados coletados, de modo manual ou utilizando equipamentos LASER integrado ao receptor

Recuperar os atributos registrados e alterar somente o que for diferente quando se precisar repetir a coleta de feições com pequenas variações de atributos

(97)

Manipulação de Polígonos

• Fechar polígonos automaticamente

• Criar centróide automaticamente (locais em geral não possíveis de serem ocupados com a antena do GPS) • Associar os atributos dos polígono ao seu centróide Manipulação de Linhas

• Permitir a manipulação de uma única linha e não de um conjunto de pontos interligados

• Permitir, ao levantar uma seqüência de segmentos de linha que apresenta atributos parecidos, que todos os atributos do segmento anterior sejam copiados para o segmento seguinte, sendo preciso apenas alterar o atributo que será modificado (segmentação dinâmica)

(98)
(99)

Transportes (logística) Esporte e Lazer Proteção Civil Topografia e Geodésia Militares Meteorologia

Monitoramento de Abalos Sísmicos Roteiros de Viagens

Georreferenciamento de imagens de satélite Atualização de informações cartográficas

Atualização de Sistemas de Informação Geográfica

(100)

CARTOGRAFIA

TELE ATLAS (www.teleatlas.com )

Empresa holandesa que disponibiliza mapas digitais 2D e 3D para navegação e serviços baseados em localização.

Realizou acordo com a GOOGLE para suprimir dados para o Google Maps

(101)

Logística

Automatic Vehicle Location (AVL)

Monitoramento de veículos Transportadoras

Determinar onde, por quanto e a que horas cada veículo de uma frota foi abastecido

Verificar se o motorista excedeu a velocidade

(102)

Receptor Trim Trac

Não utiliza antenas

Funciona quando o veículo está em movimento e em intervalo pré-configurado

Pode ser colocado no interior do veículo (porta-luvas) Transmissão de dados através de SMS Dimensões: 13 x 6 x 3 cm Peso:102 gramas Celular GSM triband (900/1800 e 1900 MHz) integrado

(103)

Objects Location and Management (OLM)

Não apenas os veículos podem ser monitorados, mas também qualquer outro objeto

Carga do caminhão; Cabeças de gado;

Tornozeleiras para presidiários

(104)

Seguradoras de veículos

Serviços de rastreamento

Auxiliar na localização de veículos após o furto

Situações de emergência

EUA obrigam operadoras de telefonia móvel a localizar de onde partiram chamadas para auxiliar no serviço de emergência 911 Fim da privacidade

(105)

Roteamento

Lazer, esportes e viagens

Traçar rotas

Caminhos respeitam sentido das vias Sistema de voz para guiar motoristas Celular com mapas de localização de telefones cadastrados

Serviço pago pelo clientes

Receber mensagens da situação do trânsito evitando ruas congestionadas e criar novas rotas

(106)

Transportes Públicos

GPS em ônibus - Projeto GEOSIT Uberlândia

• Monitorar a velocidade, tempo de percurso e de parada em cada ponto;

• Alertar em caso de acidente ou problemas mecânicos;

• Comunicação imediata sobre problemas no trânsito, como bloqueios ou semáforos quebrados;

• Fiscalizar o itinerário de cada linha de ônibus; • Ajustar em tempo real dos horários de partida;

(107)

• Passageiros podem acompanhar, do ponto de ônibus,

quanto tempo terá que esperar até a chegada de cada ônibus; • Botão de emergência em caso de assalto;

• Orientar a polícia na identificação de grupos criminosos e traçar com mais precisão o perfil dos assaltos ( número de ocorrências, freqüências, e localidade).

(108)

Radio-Frequency Identification (RFid)

Etiquetas em peças de vestuário emitem sinais captados por antenas

Sistemas semelhante ao de cobrança de pedágios em que um

dispositivo colocado no vidro do carro se comunica com uma antena

Jaquetas com GPS e sinal de pânico em casos de emergência

Referências

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