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Relatório 1993

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Academic year: 2021

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FUNDA9.ÃO

GETULIO

~RGAS

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S I H L I O T E C A

MARIO HENRIQUE SIMONSEN fUNDAÇÃO GElÚLl J VARGAS

199807 L1798 353.811 F981r A I , 11111 111111 li 1111111111111111

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Presidente: Vice-presidente: Vogais: Suplentes: Presidente: Vice-presidente: Vogais: Suplentes:

FUNDAÇAo GETULIO VARGAS PRESIDENTE DE HONRA

Luiz Simões Lopes PRESIDENTE Jorge Oscar de Mello Flôres

VICE-PRESIDENTE Mario Henrique Simonsen

DIRETORA GERAL Celina Vargas do Amaral Peixoto

CONSELHO DIRETOR Jorge Oscar de Mello Flôres Mario Henrique Simonsen Aldo Baptista Franco

Celina Vargas do Amaral Peixoto Eliezer Baptista

Francisco Oswaldo Neves Dornelles Luiz Fernando da Silva Pinto Luiz Simões Lopes

Manoel Fernando Thompson Motta Manoel Pio Corrêa Jr.

Marcílio Marques Moreira Alfredo Amêrico de Souza Rangel

Carlos Alberto Pires de Carvalho e Albuquerque Eugenio Emílio Staub

Josê Luiz Miranda Oswaldo Antunes Maciel Pedro Leitão da Cunha

CONSELHO CURADOR Theodoro Arthou

Paulo de Tarso Leal Abgar Renault

Associação de Bancos do Estado de São Paulo Banco de Montreal

Carlos Moacyr Gomes de Almeida Diogo Lordello de Mello

Domingos Marques Grello Edmundo Barbosa da Silva Estado de Minas Gerais Estado de São Paulo Gilberto Duarte Prado Gilberto Ulhôa Canto Heitor Chagas de Oliveira

Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) Josê Ephim Mindlin

Mário Abrantes da Silva Pinto

Mauro Salles (Salles-Interamericana de PubliCidade S.A) Paulo Guilherme Aguiar Cunha (Cia. Ultragaz S.A) Rubens D·Almada Horta Pôrto

Sindicato das Empresas de Seguros Privados e Capitalização do Rio de Janeiro

Antonio Monteiro de Castro (Souza Cruz S.A) Armando Klabin (Klabin Irmãos & Cia.) Carlos Alberto Lenz Cesar Protãsio

Cristiano Buarque Franco Neto (Banco Bozano, Simonsen S.A) Fernando Roberto Moreira Salles (Unibanco)

Guilherme Augusto Frering (CAEMI Mineração e Metalurgia S.A) João Pedro Gouvêa Vieira Filho (Refinaria de Petróleo Ipiranga S.A) Luiz Roberto do Nascimento Silva

Mareio João de Andrade Fortes

Maria do Carmo Nabuco de Almeida Braga (Icatu Empreendimentos e Participações S.A)

Patrick de Larragoiti Lucas (Sul Amêrica Terrestres, Marítimos e Acidentes - Cia. de Seguros)

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SUMÁRIO

Introduçio

Relat6rio de Atividades

I Administraçio Superior, 1 1. Assembléia Geral, 1 2. Conselho Curador, 1 3. Conselho Diretor, 2 4. Presidência, 2 fi Direçio Geral, 4 1. Divisão Administrativa, 5 2. Divisão Financeira, 5

3. Divisão de Gestão da Informação, 6 Arquivo Central, 7

Biblioteca Central, 7

Centro de Informática - CIN, 7 Editora da FGV, 8

UI Institutos, Escolas e Centros, 9

1. Instituto Brasileiro de Economia - IBRE, 9 2. Instituto de Estudos Avançados em

Educa-ção - IESAE, 10

3. Escola de Administração de Empresas de São Paulo - EAESP, 10

4. Escola Brasileira de Administração Pública -EBAP,12

5. Escola de PósGraduação em Economia -EPGE,13

6. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil CPDOC, 14

7. Centro de Coordenação das Atividades de Proteção Ecológica - CECAPE, 15

Prestação de Contas

Informações Sintéticas sobre a Prestaçio de Contas do Exercício de 1993, 19 Balanço patrimonial. 20 Balanço orçamentário,21 Balanço financeiro, 22 Variação patrimonial, 23 Execução orçamentária, 24

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Parecer e Relat6rio da Auditoria doa

Balan-ços de 1993, 25

Anexos

Anexo 1 - Pesquisas e Estudos. 35 Anexo 2 - Produção Intelectual dos Professores. Técnicos e Pesquisadores. 44

Anexo 3 - Teses de Mestrado e Doutorado Aprovadas. 53

Anexo 4 - Congressos. Conferências e Seminários. 58

Anexo 5 - Cursos Ministrados pela FGV. 60 Anexo 6 - Publicações Editadas pela FGV. 78 Anexo 7 - Cooperação Técnica. Científica e

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INTRODUÇÃO

Vem sofrendo a Fundação Getulio Vargas. desde 1992. graves pressões no campo finan-ceiro. decorrentes. em grande parte. da situa-ção econõmica do país e. especialmente. da queda do valor das subvenções governamen-tais. Basta referir que de 14 milhões de dó-lares. transferidos em 1990 à Fundação. des-ceu a 6 milhões o montante da subvenção que recebeu do Governo Federal em 1993.

A Fundação obviamente se tem aplicado. com redobrado interesse e vigor. na mobiliza-ção dos seus estratos de liderança. objetivan-do a criação e a manutenção de ethos dinami-camente favoràvel à superação dessas dificul-dades.

Por outro lado. esforços vêm sendo empre-gados na institucionalização do planejamento estratégico associado à plena integração parti-cipativa. Pode-se afinnar que. por tudo isso. a instituição està. pouco a pouco. revendo subs-tancialmente suas fonnulações estratégicas e táticas. sempre com vistas a manter sua exce-lência acadêmica e propiciar sua independên-cia económico-financeira.

Nesse sentido. o programa iniciado em fins de 1992 e desenvolvido com intensidade em 1993 incorporou teses modernizantes. corres-pondendo a uma verdadeira reengenharia. que agindo participativamente reexaminou desde sua missão, filosofia e visão de objetivos até os planos de ação. desdobrando-os integrativa-mente às unidades e subunidades. com pleno envolvimento do pessoal da entidade.

O comportamento das finanças da Funda-ção. em 1993. ainda não apresentou resulta-dos favoráveis, mas é lícito assinalar que as medidas já adotadas e as previstas poderão a médio prazo levar a Fundação ao equilíbrio or-çamentário.

As páginas a seguir. que contêm o Relatório de Atividades e a Prestação de Contas do exer-cício de 1993. testemunham os propósitos atuais e justificam esperanças futuras no per-manente aprimoramento da instituição. para-lelamente à progressiva consecução de sua tranqüilidade financeira.

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ADMINISTRAÇÃO

SUPERIOR

1. Assembléia Geral

Assembléia Geral Ordinária

A 47ª Assembléia Geral da FGV reuniu-se em 27 de abril de 1993. Nessa ocasião, aprovou o ingresso de novos membros e elegeu, nos ter-mos estatutários, sete novos membros vogais e quatro suplentes para o Conselho Curador.

Coube-lhe ainda apreciar o Relatório Geral de Atividades e a Prestação de Contas corres-pondentes ao exercício de 1992. Com base nos pareceres dos relatores dos Conselhos Cura-dor e Diretor, bem como no laudo do perito contador e auditor independente incumbido do exame dos livros e documentos contábeis da Fundação, a Assembléia aprovou por una-nimidade o Relatório das Atividades e os ba-lanços que consubstanciam a Prestação de Contas da FGV referentes ao exercício de 1992 e ainda a proposta do Conselho Diretor no sentido de o resultado negativo do exercício ser imputado ao Fundo Patrimonial para co-bertura ao longo do exercício de 1993.

Assembléia Geral Extraordinária

A 10ª Assembléia Geral Extraordinária, real i -zada no dia 21 de outubro de 1993, aprovou três significativas alterações nos Estatutos da Fundação.

A primeira referia -se á institucionalização do titulo de presidente de honra atribuído ao dr. Luiz Simões Lopes, recomendação já feita pela Assembléia quando aprovara esse titulo em sessão ordinária. Além de perpetuar a

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mória do dr. Simões Lopes, a proposta incluía a criação de um quadro de honra, constituído pelo patrono da entidade, presidente Getúlio Vargas, e pelos ex-presidentes de honra, cujo titulo é vitalício. A segunda, apresentada ao Conselho Diretor e por este recomendada, pre-via a inclusão no art. 2º dos Estatutos, entre as finalidades básicas da FGV, a de atuar no campo da memória histórica com o objetivo de reunir, classificar e conservar arquivos de pes-soas fisicas e pespes-soas jurídicas, documentan-do, para preservação da memória brasileira, o desempenho, no cenário nacional, de homens públicos de grande notoriedade. Finalmente, a terceira indicação de emenda referia-se ao au-mento de dois cargos de vogais e um de su-plente no Conselho Diretor.

A Assembléia aprovou ainda o ingresso de novos membros e elegeu cinco novos membros para o Conselho Curador, sendo três vogais e dois suplentes. Para o preenchimento dos no-vos cargos criados no Conselho Diretor, foram eleitos dois novos membros vogais e dois su-plentes.

2. Conselho Curador

o

Conselho Curador reuniu-se, ordinaria-mente, no dia 19 de abril de 1993, tendo como relator da Prestação de Contas e do Relatório Geral da FGV, referentes ao exercício de 1992, o conselheiro Carlos Alberto Lenz Cesar Protá-sio. Em seu voto, o relator ressaltou que o dé-ficit observado no exercício não teria ocorrido caso a FGV tivesse recebido em 1992, do

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go-vemo federal. montante equivalente ao que re-cebera no exercício anterior. e que fora em grande parte coberto com o rendimento real das aplicações financeiras feitas ao longo do exercício. O Conselho aprovou. por unanimi-dade. o voto do relator e. conseqüentemente. o Relatório das Atividades e a Prestação de Contas correspondentes ao ano de 1992. ten-do proposto que o débito relativo ao déficit fos-se coberto pelos recursos do Fundo Patrimo-nial. na forma estatutária. Nessa ocasião. o Conselho também se manifestou favoravel-mente à admissão dos doadores. pelo presi-dente. no quadro de membros da Assembléia. bem como aos novos critérios de ingresso su-geridos pelo Conselho Diretor.

Em 18 de outubro. foi realizada a 87ª Ses-são Ordinária do Conselho. Nessa ocasião. sob a presidência do conselheiro Theodoro Arthou. o Conselho aprovou três emendas aos Es-tatutos da FGV. o ingresso de doadores ao quadro de membros da Assembléia Geral. e elegeu novos membros para os Conselhos Curador e Diretor.

3. Conselho Diretor

O Conselho Diretor da FGV reuniu-se. em ses-sões ordinárias. nos dias 25 de janeiro. 15 de fevereiro. 22 de março. 26 de abril. 24 de maio. 28 de junho, 26 de julho, 23 de agosto, 27 de setembro, 19 de outubro e 29 de novem-bro de 1993.

Marcaram essas reuniões as discussões em torno da situação financeira da FGV que, prin-cipalmente devido à drástica redução da sub-venção federal e à queda das taxas nas apli-cações financeiras, se mostrou desequilibrada ao longo de todo o exercício. Ressalte-se, neste sentido, que para melhor orientar o acompa-nhamento financeiro, a Divisão Financeira passou a elaborar, desde o início de 1993. o documento InJonnaçães gerenciais. contendo demonstrativos mensais das receitas e des-pesas da FGV. Dentre as diversas medidas propostas com vistas à recuperação do equilí-brio orçamentário, destaque-se que na reunião de novembro foi aprovado o estabelecimento de diretrizes orçamentárias para o ano de 1994. Assim, foi definido um déficit máximo para cada uma das unidades da FGV e foram programados cortes significativos nas uni-dades responsáveis por ativiuni-dades-meio, além

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da possibilidade de redução de déficit por au-mento real de receita.

Outros assuntos que mereceram a conside-ração do Conselho, alguns dos quais intima-mente relacionados ao equilíbrio financeiro da Fundação Getulio Vargas, são:

• o Programa de Integração e Planejamento Estratégico;

• mudanças no critério que regula o ingres-so de novos membros na Assembléia Ge-ral;

• a valorização do patrimônio imobiliário da FGV;

• política salarial;

• a criação de um fundo destinado a finan-ciar as atividades relacionadas com o FGV-Business;

• a implantação de um plano de comple-mentação salarial para aposentadoria vo-luntária.

4. Presidência

Como previsto no Relatório de 1992, a Presi-dência ultimou a elaboração do texto do ante-proJeto de Regimento Geral da Fundação, in-corporando vários aprimoramentos, e, segun-do o disposto no art. 89

, inciso m, e no art. 92 ,

inciso IX. dos Estatutos, encaminhou-o ao Conselho Diretor, que o aprovou na sessão de 25 de Janeiro. Pela Portaria nº 3, de

28-1-1993, foi expedido o Regimento Geral, que, em seu art. 36, estabeleceu a estrutura básica da Fundação Getulio Vargas, que se constituiu do Instituto Brasileiro de Economia (lBRE). da Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP). da Escola de Administração de Em-presas de São Paulo (EAESP). do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) e do Cen-tro de Coordenação das Atividades de Proteção Ecolôgica (CECAPE). Integra ainda a estrutura básica da Instituição, a Direção Geral, prevista no art. 10 dos Estatutos, à qual ficaram su-bordinadas as três divisões de apoio - a Fi-nanceira (DI F) , a Administrativa (DIA) e a de Gestão da Informação (DIGI).

Cabe mencionar, como fato relevante na di-reção superior da Fundação, a medida adota-da pela Presidência pela Portaria nº 5, de 15-3-1993. Por mútuo consentimento, o presi-dente avocou, para a sua competência, as atri-buições fIXadas no inciso VII do art. lOdos Estatutos, para a prática dos atos referentes à

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administração da Fundação, delegando á dire-tora-geral as atribuições de contatos externos da Fundação, especialmente os necessàrios ao encaminhamento das questões financeiras da Instituição, todas incluídas no art. 9º, inciso I, dos Estatutos, excetuando-se apenas os convênios ou contratos.

Durante o ano de 1993, a Presidência dedi-cou a maior atenção á implementação dos pro-cedimentos de integração participativa na enti-dade, principalmente através do planejamento estratégico, o que pressupõe, necessariamente, novas formas de gerência e desempenho, maior integração funcional, clima participativo e, co-mo ponto de excepcional importância, a forma-ção de espírito de equipe. Para assegurar, em caráter permanente, a efetivação desses propó-sitos, o presidente, pela Portaria nº 27, de 10-11-1993, e nos termos do art. 20, inciso I. do

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Regimento Geral, criou o sistema de integração e gestão participativa supervisionado e coorde-nado pelo Grupo de Coordenação Geral e cons-tituído pelas congregações das escolas e

gru-pos de coordenação dos órgãos de pesquisa e de apoio. Tem comungado, assim, a Presidên-cia da Fundação na crença de muitos es-pecialistas no campo da nova administração, baseada em desempenhos empresariais bem-sucedidos, no sentido de que a coesão do stalf

é que constitui a base da sinergia e, em conse-qüência, a chave do sucesso institucional.

Com esses pressupostos conceptuais a Pre-sidência não poupou esforços no sentido de internalizar, nos estratos hierárquicos da Ins-tituição, as práticas participativas do planeja-mento estratégico, adotando a postura perma-nente de compromisso com a atualização tec-nológica e a modernização operacional.

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DIREÇÃO GERAL

As atribuições regimentais da Direção Geral da FGV comportam um amplo leque de ativi-dades que fornecem suporte institucional à execução dos programas de trabalho de seus órgãos substantivos - escolas, centros e ins-titutos.

Entre as atividades realizadas no primeiro semestre de 1993, merecem especial destaque a implantação do Plano de Cargos e Salàrios e a criação do Grupo Especial do Cinqüen-tenàrio (GEC) encarregado da coordenação ge-ral do elenco de comemorações do cinqüen-tenário da FGV. Posteriormente, foram criadas três subcomissões incumbidas especifica-mente de planejar e executar atividades nas áreas acadêmica e de divulgação nacional e internacional.

Além disso, a Direção Geral, em conjunto com todas as unidades da Fundação, elaborou o Projeto Interamericano de Administração, encaminhado ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (EID) para financiamento.

Esse projeto destina-se à execução de um programa de trabalho que, numa perspectiva interdisciplinar, pretende contribuir para a ca-pacitação dos recursos humanos necessàrios ao desenvolvimento de projetos voltados para a reforma do Estado, preparando-os para atuar como agentes no processo decisório go-vernamental.

As cinco grandes áreas do projeto reúnem atividades de treinamento e especialização, realização de pesquisas, além de produção de análises e estudos sobre integração regional. Prevê ainda a criação de um núcleo de altos

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estudos que servirá de locus para análises e debates de alto nível visando à implementação de trabalhos que contribuam para a definição de um projeto nacional, incluindo temas como a pobreza, os direitos humanos, o desenvolvi-mento sustentável e governança.

Paralelamente, o núcleo funcionará como arcabouço institucional e unidade coordena-dora das atividades desenvolvidas no âmbito do Projeto Interamericano de Administração.

A Fundação Getulio Vargas recebeu a visita de diversos organismos internacionais com vistas a promover um programa de inter-câmbio cultural e de cooperação técnica. Den-tre essas entidades, cabe destacar os contatos estabelecidos com a Fundação Paul Getty, a Universidade da Califórnia, o Center for Stra-tegic and International Studies (CSIS) e a Mel-lon Foundation. Em junho, a convite da Divi-são de Gestão da Informação, o reitor da Uni-versidade de Colúmbia proferiu uma palestra sobre as atividades de informação e assistên-cia técnica mantidas por essa universidade com entidades nacionais e internacionais, e a eventual participação da FGV nesse amplo programa de relações internacionais.

Realizaram-se diversas reuniões com a Co-missão de Desenvolvimento Sustentável do Itamaraty, representantes da Fundação Alexandre de Gusmão e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para formalizar a criação do Centro In-ternacional de Desenvolvimento Sustentável, com sede na Fundação Getulio Vargas. O Cen-tro contará com o apoio financeiro das Nações

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Unidas e será coordenado por especialistas nacionais e estrangeiros, com a finalidade de desenvolver uma programação de cursos, se-minários e pesquisas.

A comissão executiva responsável pela ela-boração do Plano Diretor de Informática ini-ciou, em 1993, a implantação de novas tecno-logias de informação que capacitarão a Funda-ção como um todo, e suas unidades indivi-dualmente, a administrar sua base informa-cional e otimizar seus recursos operacionais.

Além disso, sob a coordenação da Presidên-cia e da Direção Geral, foram realizados almo-ços de trabalho com os presidentes da Petro-brás, Telebrás e EletroPetro-brás, resultando na as-sinatura de convênio entre o IBRE ~ a Petro-brás para a elaboração de índices a serem uti-lizados no reajustamento de contratos de for-necimentos de bens. Foi firmado também um convemo entre a Telebrás e a FGV para o desenvolvimento de projetos nos campos da administração, economia, ecologia, história e outros de atuação da Fundação, sobretudo no que tange a organização, administração de pessoal e elaboração de pesquisas.

Ainda no tocante a projetos de cooperação técnica, a Federação das Associações Comer-ciais do Rio Grande do Sul (Federasul) e a Fundação Getulio Vargas celebraram um convênio para a prestação de serviços de consultoria, visando a promover o desenvolvi-mento sócio-económico daquele estado.

No segundo semestre, foram firmados diver-sos convênios, dentre os quais cabe destacar o acordo de cooperação com a Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales de Buenos Aires, que desenvolverá atividades acadêmicas em conjunto com o Centro de Economia Mun-dial, e os contratos de prestação de serviços celebrados com a Eletrobrás e a Embratel. A FGV firmou também um convênio com a União Federal; por intermédio da Secretaria de Administração Geral do Ministério da Fazen-da, com a finalidade de formular e implemen-tar políticas e métodos de administração pú-blica e qualificação de recursos humanos. Es-ta secreEs-taria terá acesso, por intermédio de outro acordo firmado, aos Bancos de Dados ÁriesjResete e Bibl1odatajCalco, bem como a

disseminação seletiva de informações através do serviço Index.

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1. Divisão Administrativa

Na esfera administrativa, campo de ação da Divisão Administrativa, é fundamental desta-car a implantação do Plano de Cargos e Salá-rios, a definição de uma política salarial com-patível com este plano e o prosseguimento do sistema de treinamento e aperfeiçoamento dos funcionários. Além disso, implantou-se o Pla-no de Aposentadoria Especial, com recursos do Fundo de Atenuação de Encargos Traba-lhistas (Faet). Cesta Básica, Auxílio Filho Ex-cepcional e Auxílio Funeral. Dando continui-dade a esse amplo programa de assistência na área de recursos humanos foi firmado um acordo operacional com a American Express do Brasil Tempo & Cia. para lançar um cartão Afinidade-Sollo destinado somente a servi-dores e alunos da FGV.

Por fim, é fundamental destacar o Acordo Coletivo de Trabalho aditado em outubro, que mesmo firmado em um contexto de severas restrições orçamentárias, permitiu evitar o agravamento de perdas salariais.

Tendo em vista que o Centro de Economia Mundial vem, desde 1990, trabalhando em conjunto com o Comitê de Cooperação Empre-sarial (CCE) em todos os eventos patrocinados pelo comitê, a Presidência da FGV decidiu transferi-lo da Escola de Pós-Graduação em Economia para a Direção Geral, unindo-o ope-racionalmente ao CCE. Além de melhor opera-cionalização e economia, essa unificação deve-rá servir de embrião para programas mais am-plos ora em cogitação na cúpula direcional da FGV.

2. Divisão Financeira

A Divisão Financeira, além de suas atri-buições regulares, centradas no acompanha-mento da execução orçamentária e financeira da FGV, adotou medidas efetivas para o esta-belecimento de um orçamento em bases ge-renciais modernas, com a criação de centros de custos e a implantação de um sistema in-formatizado de acompanhamento orçamentá-rio, o que tem possibilitado à Fundação fazer face às sérias dificuldades financeiras dos últi-mos anos.

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3. Divisão de Gestão da Informação

Em 25 de agosto de 1993. o Conselho Diretor aprovou o Regimento Geral da FGV que. no seu art. 36. previa a criação da Divisão de Ges-tão da mfonnação (DIGI) como unidade orga-nizacional incumbida de congregar e dirigir as atividades do Arquivo Central. da Biblioteca Central. do Centro de Infonnática e da Editora da FGV. A instalação da Divisão. a rees-truturação administrativa. a modernização e infonnatização dos produtos e serviços ofereci-dos pelas suas subunidades marcaram as ati-vidades desenvolvidas no ãmbito da DIGI ao longo de 1993.

Tal como proposto pelo próprio corpo de funcionários da Divisão no ãmbito do progra-ma de planejamento estratégico da FGV. a DIGI tem como missão Mcoletar. armazenar. tratar. recuperar e disseminar a infonnação. com vis-tas a atender aos órgãos da FGV e à comuni-dade acadêmica. científica. empresarial e gq-vernamental, bem como à sociedade em geral: contribuir para o desenvolvimento brasileiro e projetar a imagem da instituição no ámbito nacional e internacional".

Tendo em vista a consecução desses objeti-vos. e de acordo com o regimento. aprovado pelo sr. presidente em 21-5-1993. a estrutura organizacional das unidades integrantes da Divisão foi parcialmente refonnulada. tendo sido criada a Secretaria Administrativa da Di-visão. Ainda no primeiro semestre de 1993 instalou-se o Grupo de Coordenação. ao qual compete colaborar no planejamento e coorde-nação das atividades da Divisão.

O processo de modernização e infonnatiza-ção dos serviços técnicos desenvolvidos pelas unidades da FGV está sendo favorecido pela criação da Divisão. fato que também se obser-va no ãmbito das subunidades que a com-põem.

No Arquivo Central. o sistema Star. criado pelo Centro de Infonnática. com vistas à pro-dução de inventários do acervo de documentos textuais e especiais foi instalado na rede de microcomputadores da FGV. possibilitando a integração progressiva dos arquivos setoriais ao Arquivo Central. Até 31-12-1993. já haviam sido incorporados ao sistema 3. 166 registros. sendo 2.966 do acervo de documentos tex-tuais e 200 do acervo fotográfico.

Paralelamente. foram mantidos contatos com empresas norte-americanas para a

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sição de um sistema de automação dos servi-ços de biblioteca capaz de atender tanto às necessidades das bibliotecas da FGV como às da rede Bibliodata. no que diz respeito à en-trada e saida de dados e catálogo coletivo. No segundo semestre. em conseqüência. a FGV recebeu a visita de duas empresas. cujos

soft-wares estão em processo de avaliação.

Merece também registro o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Centro de Infonnática no sentido de ampliar a rede de teleproces-samento da FGV. integrando à rede original IBM cerca de 113 estações de trabalho e tam-bém dando continuidade aos procedimentos necessários para conectar a FGV à Internet. no primeiro semestre de 1994. viabilizando dessa fonna a comunicação e o acesso a bases de dados no exterior. Esse trabalho tem sido desenvolvido concomitantemente às demais atividades do Centro. principalmente aquelas voltadas para o treinamento e o atendimento aos usuários. a ampliação das bases de dados Calco e Resete e o processamento de sistemas e serviços. hoje em número aproximado de 58.

Na esfera editorial. os rumos da Editora da FGV foram decisivamente influenciados pela criação do Conselho Editorial. em março de 1993. Sob a presidência do professor Fernan-do de Holanda Barbosa. o Conselho é res-ponsável não só por definir a política. como também por estimular a produção editorial da Fundação Getulio Vargas. Na mesma linha. o Fundo Institucional para Edições Seleciona-das - Fundo Ipês - ganhou nova regulamen-tação. destinando-se agora ao financiamento das publicações autorizadas pelo Conselho Editorial.

Finalmente. sob a coordenação do diretor da Divisão de Gestão da Infonnação. e cons-tituída por representantes de todas as uni-dades. a Comissão Executiva do Plano Diretor de Infonnática (PDI) teve suas atribuições re-fonnuladas e passará a orientar as ações vol-tadas para a implantação do referido plano em 1994. O trabalho da Comissão - em parte desenvolvido através de gru pos de trabalho es-pecíficos encarregados de gerenciar a implan-tação do PDI nas áreas económica. acadêmica. administrativa e de documentação - foi ini-ciado no segundo semestre de 1993.

Em tennos específicos. no que concerne às atividades típicas de cada subunidade da Divi-são. é de rigor registrar. ao final do ano de

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Arquivo Central

Além das atividades já referidas, foi dado pros-seguimento ao programa de avaliação da do-cumentação contábil da FGV, tendo sido revis-tos ou avaliados 285 volumes, compreendendo o período 1955-60, num total de 175.591 do-cumentos, dos quais 12.629 estão sendo obje-to de arquivamenobje-to permanente. A incorpora-ção desses documentos ao acervo obrigou o Arquivo Central a rever a documentação já ar-quivada. Foram revistas e/ou avaliadas 2.490 pastas.

E, em virtude de alterações na legislação, foi dado início à revisão da Tabela de Temporali-dade de Documentos do Arquivo da FGV, cuja nova edição está prevista para o segundo semestre de 1994.

Cumpre registrar ainda que no dia 28 de maio comemorou-se o 202 aniversário do Ar-quivo Central da FGV. A programação constou de duas palestras: Informação e Arquivo, por Luiz Fernando Cysneiros, do Centro de Infor-mática da FGV, e Globo-Cedoc: Preparando um Sistema de Informação para o Ano 2000, por Nisiclér Moreira Figueira, do Centro de Docu-mentação da Rede Globo de Televisão, e de uma exposição de documentos, seguida de co-quetel de confraternização. O Arquivo Central foi também responsável pela exposição de fo-tografias e documentos, preparada para come-morar o 90º aniversário do presidente de hon-ra da FGV, dr. Luiz Simões Lopes, e o 492 ani-versário da Fundação Getulio Vargas.

Com o objetivo de promover a integração e a divulgação das atividades desenvolvidas pelas diversas unidades da FGV, o Arquivo Central passou a realizar exposições de fotos e docu-mentos na data de aniversário de cada uni-dade.

Biblioteca Central

No segundo semestre de 1993 a Biblioteca Central deu início ao processo de ampliação e reestruturação de seu espaço fisico, remane-jando a coleção de periódicos para o 6º andar do Edificio Sede da FGV no Rio de Janeiro e integrando a seu acervo coleções até então fi-sicamente dispersas. O projeto global, que de-verá ser concluído no primeiro semestre de

1994, visa melhorar a distribuição do acervo bibliográfico e otimizar o desempenho da Bi-blioteca, colocando as informações à

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posição dos usuários de forma mais abran-gente e confortável.

Paralelamente aos estudos voltados para a automação de seus serviços, a Biblioteca Cen-tral ministrou sete cursos de treinamentC' para novos integrantes da rede Bibliodata/Calco e participou ativamente das reuniões das Comissões Técnicas da rede. Em 1994, convi-dada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciências e Tecnologia (IbictJ, a Biblioteca Central da FGV passou a integrar um projeto-piloto voltado para a regulamentação do uso de fax no atendimento às solicitações de co-mutação bibliográfica.

Finalmente, com o encerramento do Centro Interamericano de Comercialização (CICOMJ, e por solicitação da Direção Geral da FGV, a Bi-blioteca Central realizou o inventário de todo o acervo bibliográfico pertencente à biblioteca daquele órgão.

Centro de lrifonnática - eIN

Algumas atividades desenvolvidas pelo Centro marcaram significativamente o ano de 1993: foi concluída a ligação entre a FGV /Rio e a FGV /São Paulo, permitindo melhores comuni-cação e acesso aos dados disponíveis no equi-pamento central da Fundação Getulio Vargas, bem como a ligação desse equipamento à Rede Serpro; foi implantado o Sistema de Cobrança de Acesso on line ao banco de dados Áries/Re-sete, estando em fase final de implantação o mesmo serviço no banco de dados Biblioda-ta/Calco. Por força de convênio firmado com a Fundação Vitae, foram também concluídas a atualização e a automação da Lista de Cabeça-lhos de Assunto para a rede Bibliodata, o que possibilitará a administração e recuperação da lista de vocabulários autorizados da rede, através de terminais.

Tendo em vista o projeto de transferência para a rede FGV dos sistemas que atualmente estão no equipamento central (IBM) o segundo semestre de 1993 foi em grande parte dedica-do a treinar os técnicos dedica-do CIN para utilizarem o Oracle (sistema gerenciador de bancos de dados), o que irá permitir a administração in-tegrada dos dados coletados e produzidos pela FGV. Nessa mesma linha, encontram-se em fase final os estudos para a implantação dos serviços de fax que serão ligados à rede de computadores da FGV e do sistema CV (co-mércio varejista) que atende ao IBRE/CET,

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tendo como finalidade a coleta de dados para aferir a situação do comércio varejista nos es-tados. nas regiões e no país.

Editora da FGV

Em 1993. o Serviço Editorial. acompanhando a redefinição administrativa e organizacional da Editora e. conseqüentemente. o trabalho de modernização da Fundação Getulio Vargas. redigiu e deu início à implantação da normali-zação editorial e bibliogràfica de todas as pu-blicações editoradas pelo Serviço. Dentro das novas diretrizes. o Serviço Editorial apresen-tou novos projetos para as revistas RBE e

RAP. bem como sugestões para aprimoramen-to gráfico de Co,yuntura Econômica, tentando dar às revistas da FGV uma nova concepção editorial mais apta a enfrentar os desafios de competição no mercado.

No sentido de divulgar as publicações. o Serviço de Vendas optou por realizar campa-nhas promocionais. Em 1993. promoveu 17 campanhas. visando não só a renovação como também a venda de novas assinaturas e de obras avulsas. Esse trabalho. a despeito da atual conjuntura econômica fortemente

desfa-8

vorável à área editorial. possibilitou a manu-tenção do número de assinantes das revistas editadas pela FGV. registrando-se. em alguns casos. pequeno crescimento no total de as-sinantes. Complementarmente. e no intuito de facilitar o trabalho de comercialização. foi efe-tivada em 1993 a utilização de cartão de crédi-to para o pagamencrédi-to de publicações.

A Livraria J. Carneiro Felipe reabriu suas portas no dia 31-3-1993. A reinauguração ofi-cial. realizada em 9 de setembro com o lança-mento do livro A última década - ensaios da

FGV sobre o desenvolvimento brasileiro nos anos 90. organizado por Moacyr Fioravante e Lauro Vieira de Faria. contou com a presença de mais de 200 pessoas. O resultado financei-ro das atividades desenvolvidas pela Livraria em 1993 superou as metas iniciais previstas. Além do mais. como fruto de negociação com as editoras nacionais e seus representantes. a grande maioria das obras colocadas à venda foi cedida em consignação. Dessa forma. e le-vando-se em conta que a reforma fisica da loja foi financiada pelo Banco Real. deve-se des-tacar o baixo investimento feito pela FGV para ter uma livraria funcional. moderna e. em seu primeiro ano de funcionamento. lucrativa.

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INSTITUTOS, ESCOLAS E CENTROS

1. Instituto Brasileiro de Economia - IBRE

o

Instituto Brasileiro de Economia. criado em 1951. além de importante centro de geração de índices ou indicadores econômicos. cons-titui-se em um grande laboratório de pesquisa sobre economia aplicada. de caráter analítico e interpretativo. Suas atividades. desenvolvi-das através de cinco centros de estudo. vêm sendo reformuladas no sentido da abertura de novas linhas de atuação. sem prejuízo da qua-lidade dos levantamentos e dados rotineira-mente conduzidos.

Por exemplo. no Centro de Estudos de Eco-nomia e Governo (CEEG). em 1993. enfatiza-ram-se o desenvolvimento de estudos sobre a estrutura tributária e o desempenho da políti-ca fispolíti-cal. bem como a administração fispolíti-cal nas esferas municipal e estadual. Investimentos públicos e a elaboração de estatísticas e aná-lises referentes a índices do desenvolvimento social foram também objeto do trabalho do Centro que. em anos recentes. tem se dedica-do. ainda. às questões relativas à estratégia de política externa brasileira.

No Centro de Estudos Tendenciais (CET). duas novas linhas de estudos foram incorpo-radas. Paralelamente às tradicionais sonda-gens dos setores industriais de transformação e da construção. o Centro passou a cobrir o comércio varejista e o setor de serviços. Ini-ciou. também em 1993. a elaboração. em ca-ráter experimental. de relatórios setoriais do estado conjuntural das indústrias de bens de capital e de produtos alimentares. com base

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em informações das sondagens conjunturais. Foram ainda desenvolvidos dois outros proje-tos que deverão ser concretizados em 1994: a construção de um indicador sobre a confiança que os consumidores depositam na situação econõmica geral e na sua própria. como deter-minantes da compra de bens duráveis. e a identificação de Mindicadores antecedentes" que assinalam a inversão do ciclo dos negó-cios.

Em área de pesquisa correlata. o Centro de Estudos de Empresas (CEE) desenvolveu no-vas linhas de pesquisa que deverão ser repeti-das periodicamente: ranking dos 100 maiores bancos e rating de títulos emitidos por empre-sas. Com o intuito de manter a qualidade de seu banco de dados. que cobre cerca de 4 mil sociedades anônimas abertas e fechadas não-financeiras e 200 bancos comerciais. foi inicia-do. também em 1993. o trabalho de reclas-sificação setorial do cadastro do Centro. que deu origem a um software aplicativo para uso interno. como foi iniciado o desenvolvimento de um sistema de avaliação do risco (rating)

implícito nas emissões de capital de empresas. As atividades do Centro de Estudos Agríco-las (CEA) se concentraram na retomada da publicação Agroanalysis. interrompida em 1989. No ámbito do Centro de Estudos de Pre-ços (CEP). além das atividades rotineiras na área dos índices de preços. marcam o ano de 1993 a retomada da Pesquisa de Orçamentos Familiares. abrangendo. via amostragem. as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Os re-sultados da pesquisa permitem atualizar as

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ponderações do Índice de Preços ao Consumi-dor (IPC) e elaborar toda uma série de estudos sobre preferências dos consumidores. Foram, ainda, institucionalizados contatos com o se-tor financeiro a respeito do Índice de Preços, com a criação do Comitê do IGP-M, que na matéria representa a Confederação Nacional das Instituições Financeiras.

Duas unidades que, de certa forma, têm a responsabilidade de divulgar os trabalhos desenvolvidos nos centros de estudos do IBRE -a revist-a Coryuntura Econômica e o Banco de Dados Áries - também se incorporaram ao esforço de reformulação do Instituto.

Conjuntura Econômica foi objeto de um am-plo programa de modernização dos procedi-mentos tradicionalmente empregados em sua produção, comercialização e distribuição ten-do em vista transformar a revista numa ativi-dade auto-sustentável. No Banco de Dados foi implantado o sistema de comercialização avul-sa de dados através de fax, impressos e dis-quetes; foram aprimorados os processos de atualização, manutenção e expansão da base de dados; e foi concluído o projeto Conjuntura Eletrônica, que possibilitará a distribuição das informações em disquetes para uso em micro-computadores.

Finalmente, na esfera internacional. foram estabelecidas relações permanentes com o Ins-titute of Brazilian Business and Public Mana-gement Issues da Universidade de George Washington, e foi feita proposta á Internatio-nal Federation of Advanced Studies com vistas

à condução de um estudo multinacional sobre o novo paradigma tecnológico e o nível de em-prego.

Em 1993, foi aprovado internamente o novo regimento do Instituto. a ser submetido ao Conselho Diretor da FGV. Incorporou-se aos quadros do IBRE, na qualidade de vice-diretor. o economista Antonio Salazar Pessoa de Bran-dão.

2. Instituto de Estudos Avançados em Educação - IESAE

o

IESAE foi criado em 1971 com o objetivo de realizar estudos e pesquisas e oferecer ensino de pós-graduação na área de educação. Por decisão da administração superior da FGV. foi declarado extinto em 28-6-1990. Não obs-tante, o IESAE continuou desenvolvendo suas atividades acadêmicas. garantindo aos

mes-10

trandos a aquisição de todos os créditos e a orientação de suas dissertações de mestrado.

No ano de 1993 foram aprovadas 29 dis-sertações de mestrado e concedidos 19 certifi-cados de especialização em educação aos alu-nos que não concluíram suas dissertações ou preferiram essa opção. O Instituto ainda tem matriculados 32 alunos, exclusivamente dedi-cados à conclusão de suas dissertações, sob a orientação de 11 professores do quadro e dois professores colaboradores de outros progra-mas de pós-graduação. Três alunos têm bolsa de estudos do CNPq. e quatro. da Capes. De acordo com o Regulamento do IESAE. o prazo final para entrega das dissertações desses alu-nos é fevereiro de 1994.

O corpo docente do IESAE. além de ter par-ticipado de eventos científicos da área e de bancas de concurso e defesas de teses em ou-tras instituições. concluiu em 1993 um dos documentos analíticos mais importantes do CNPq: Avaliação e perspectiva na área de edu-cação 1982-1991. Tem sido ainda convidado pela Capes para participar de comissões de avaliação e visitas de acompanhamento a cur-sos de pós-graduação na área. tendo em vista o credenciamento desses cursos pelo Conselho Federal de Educação. Em especial, em julho de 1993 o professor Osmar Fávero. Coordena-dor-geral do IESAE. foi designado pela presi-dência da Capes coordenador da área de edu-cação. Por sua vez, o professor Gaudêncio Fri-gotto foi eleito vice-presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) para o período 1993-95. 3. Escola de Administração de Empresas de São Paulo - EAESP

A EAESP. criada em 1954, desenvolve suas atividades através de cursos de graduação. pós-graduação. especialização e extensão e de programas de pesquisa. publicações e assis-tência técnica.

Dentre as inúmeras atividades e realizações desenvolvidas pela EAESP em 1993, res-saltamos as que se seguem.

Na área acadêmica. vale destacar em es-pecial que teve início, em agosto. a primeira turma do Master Business Administration (MBA). com 35 participantes. O MBA. cuja criação foi fruto de um longo processo de es-tudos e discussões e dos esforços de todos os segmentos da EAESP, é a nova opção dentro

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do programa de pós-graduação stricto sensu,

que objetiva atender ás necessidades es-pecíficas do mundo empresarial.

Na área de educação continuada e es-pecialização, cursos conduzidos pelo Programa de Educação Continuada (GVPECJ, cabe men-cionar o Programa de Gestão Estratégica Mu-nicipal, voltado para prefeitos e assessores, o Programa de Direção Estratégica de Marke-ting, para presidentes e superintendentes de empresas e o Programa de Gestão Universitá-ria, realizado em Fortaleza em parceria com outras universidades, mediante convênio com a Associação Brasileira Universitária dos Es-tados e Municípios (Abruem). Em 1993 foi criada a Coordenadoria da Central de Casos, também vinculada ao GVPEC com o objetivo de incentivar e melhorar a elaboração e utili-zação de casos no ensino na EAESP, através do treinamento de docentes, intercâmbio com instituições congêneres e estímulo a publi-cações. Ainda no âmbito desse projeto e em conjunto com o Programa Permanente de Me-lhoria do Ensino (PPME), foram ministrados cursos sobre o método do caso e comunicação em sala de aula, especialmente dirigidos aos professores da escola.

Outro fato significativo na área acadêmica foi a consolidação do novo formato do Curso de Especialização em Administraçâo para Gra-duados (CEAGJ, que estará sendo implantado a partir do 1

º

semestre de 1994.

Ainda na área acadêmica, a EAESP recebeu em 1993 a visita de eminentes professores es-trangeiros que ministraram cursos em nossos programas de pós-graduação ou proferiram conferências e palestras. Os professores Mar-kus Schwaninger, da Universidade de

st.

Gal-len, Suíça, Paul de Smy, da Universidade Lui-gi Bocconi, Itália, Armando Gallegos, da Esan, Peru e Robert M. Blachburn, da Universidade de Cambridge, Inglaterra, conduziram os cur-sos do Termo Concentrado de Inverno, para o Mestrado e Doutorado. Atenderam também ao convite da EAESP os professores Thomas Clarke, da Leeds Metropolitan University, An-drew J. Senchack, da University of Texas at Austin, e Isabela Cunningham da área de marketing da University ofTexas at Austin.

A EAESP recebeu também um grupo de es-tudantes do MBA da Wharton School da Uni-versidade da Pensilvânia, que veio participar do Brazil Global Immersion Programme.

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Contribuiu também para a consolidação das relações internacionais a visita do diretor da Escola a diversas universidades es-trangeiras, assim como sua participação nos encontros anuais da American Assembly of Colegiate School of Business (AACSBJ, do Pro-gram of International Management (PIM) e a presidência da Assembléia Anual do Consejo Latinoamericano de Escuelas de Adminis-tración (Cladea).

O crescimento dos programas de intercâm-bio internacional levou a EAESP a criar o Pro-grama de Patrocínio Internacional, com a fina-lidade de desenvolver uma rede de empresas interessadas em patrocinar programas dessa natureza.

Na área de assessoria técnica e adminis-trativa, merece registro a institucionalização da participação de alunos de Mestrado e Dou-torado em projetos de prestação de serviços de consultoria a empresas privadas e órgãos pú-blicos, sob a forma de agrupamento técnico (GV-CONSULT) e sob a coordenação do Núcleo de Assessoria Técnica e Administrativa

(NA-TAD).

Quanto ao Sistema RAE de Publicações, constituído pela Revista de Administração de

Empresas (RAE) e INFORAE, os projetos de modernização e inovação iniciados em 1992, como qualidade gráfico-editoral e maior agres-sividade na captação de novos assinantes, vêm proporcionando resultados compensa-dores.

Dentre os eventos significativos de 1993, sublinhamos ainda a realização de uma série de palestras, debates e sessões especiais de ci-nema em que, sob a denominação de 30 Anos de História Mal Contada, discutiu-se a relação cultura-identidade no Brasil. A participação da Escola na Campanha Contra a Fome

tam-bém merece destaque.

No âmbito da melhoria da infra-estrutura, a EAESP deu continuidade aos grandes projetos de mudanças fisicas, com a total reconstrução de um pavimento de sete salas de aula. Cum-pre ressaltar que as reformas só estão sendo viabilizadas graças ao patrocínio de empresas do setor privado. Dentre as empresas que pa-trocinaram as reformas de salas de aula e contribuíram com doações de móveis, equipa-mentos, softwares e verbas para o Fundo de Bolsas merecem menção Philips, Dow Quími-ca, Unibanco, Gradiente, Giroflex, Credicard,

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Ora-cle e Microsoft. A inauguração do Laboratório ACER de Informática, em 1993, é fruto tam-bém dessa iniciativa. Empreendimentos dessa natureza terão ampla continuidade ainda no ano de 1994.

Ainda quanto às reformas físicas, des-tacamos a reconstrução do espaço destinado à sala de estudos para alunos de pós-graduação (3º andar do edifício da biblioteca). a reforma de um dos subsolos do edifício para abrigar o setor da gráfica, até então alojada em local precário, e a instalação do centro de convivên-cia para professores.

Vale também mencionar, na esfera de infra-estrutura, a aquisição, em 1993, de equipa-mentos de informática destinados às áreas acadêmica e administrativa, além de equipa-mentos comprados por professores, para fins didáticos.

Na área de treinamento de pessoal adminis-trativo, foram oferecidas 25 especialidades de treinamento no decorrer do exercício, envol-vendo 733 participantes, o que representou um aumento de 40% em relação ao periodo anterior.

Cabe finalmente mencionar a continuidade dos projetos iniciados no periodo anterior: Pla-no Diretor de Informática (PDI). PlaPla-no Diretor de Qualidade Total (PDQT). Plano de Cargos e Salários (PCS), Campanha para o Fundo de Bolsas.

4. Escola Brasileira de Administraçio Pública -- EBAP

A Escola Brasileira de Administração Pública, criada em 1952 sob os auspícios da ONU, desempenhou papel pioneiro na sistematiza-ção do ensino de administrasistematiza-ção na América Latina. Com o objetivo de desenvolver progra-mas de educação avançada em administração pública, a EBAP promove cursos em nível de pós-graduação, dedica-se ã produção e difu-são de conhecimentos e presta consultoria técnica a organizações governamentais e não-governamentais.

Na área do ensino, principal atividade da EBAP, os indicadores de desempenho normal-mente utilizados na avaliação de programas demonstram que o ano de 1993 foi extrema-mente favorável. Por exemplo, nos diferentes cursos oferecidos pela Escola, em nível de mestrado, especialização, aperfeiçoamento e

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extensão, foram ministradas 10.158 ho-ras/aula a 5.078 alunos.

Os números referentes à carga horária total de aulas apresentaram, em 1993, um signifi-cativo incremento de 43% em relação a 1992 quando se consideram especificamente os cur-sos sob responsabilidade dos professores do quadro da Escola. Mais ainda, os cursos reali-zados em Brasília, Manaus, Pelotas, Belém e Curitiba representaram um aumento de 71,5%, em relação a 1992, reforçando a voca-ção brasileira da Escola desde sua criavoca-ção.

Outra dimensão em que também se regis-traram resultados positivos é o número de alunos que freqüentaram diversos cursos. Apenas no tocante aos cursos de especiali-zação (mínimo de 360h/aula). o incremento em relação a 1992 foi de 49%. A ampliação da oferta de cursos de extensão levou a um ex-cepcional aumento de cerca de 54%, isto é, 850 alunos a mais que em 1992.

Quanto ao principal programa de ensino da Escola, o Curso de Mestrado em Adminis-tração Pública, merecem destaque três as-pectos: primeiro, foram aprovadas 11 dis-sertações, o que representa a continuidade do esforço para produção de dissertações (e, por-tanto, de titulação de mestres) que

se verifi-cara em 1992. Segundo, o curso concedeu cerca de 58 bolsas de estudo (Capes, CNPq, Programa Institucional de Capacitação de Do-centes - Picd), atendendo assim satisfatoria-mente às necessidades de financiamento da programação. Terceiro, para 1994, aumentou significativamente, no Concurso Nacional, o número de candidatos à EBAP para acesso aos cursos de Mestrado em Administração; enquanto o crescimento médio da demanda, com relação a todos os programas, foi de cerca de 22% em relação a 1993, a demanda es-pecífica para o Mestrado da EBAP cresceu cer-ca de 51%.

Na área da pesquisa, além dos oito projetos concluídos, dos 25 projetos em andamento, e de 10 publicações, cabe destacar os dois pro-jetos executados com financiamento do acordo

com o Ipea/Pnud/Bird, num total de cerca de

US$lOO mil. O projeto Reforma do Estado:

Al-ternativas Constitucionais e de Gestão Pública teve como objetivo estudar e propor formas al-ternativas de gestão pública e de novas re-lações do Estado com a sociedade. O projeto A Reforma Fiscal e a Questão Federativa teve co-mo objetivo analisar o impacto das diferentes

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propostas de refonna fiscal. do ponto de vista de suas implicações regionais e federativas vi-sando subsidiar as negociações políticas necessárias á aprovação de uma refonna fiscal no país.

Na área da consultoria técnica. manteve-se o mesmo número de projetos de 1992 (nove). Apesar disso. em 1993 registrou-se sensível diminuição nas receitas provenientes dessa atividade (cerca de 50% menos que em 1992). Enquanto em 1992 a receita da consultoria técnica representou 32.5% das receitas da escola. em 1993 esta participação foi de ape-nas 11.3%. Não obstante. enquanto em 1992 foram elaborados e negociados 13 projetos (sendo oito contratados). em 1993 foram ela-borados e negociados 28 projetos (mais que o dobro em relação a 1992). sendo executados sete novos projetos.

Nos dois núcleos regionais em que a EBAP opera Brasília e Manaus verificou-se significa-tiva expansão das atividades; contudo. do ponto de vista dos resultados financeiros. ne-nhum dos dois núcleos atingiu situação satis-fatória. Em Brasília. o destaque ficou por conta dos cursos especialmente desenhados para atender a demanda de diferentes ins-tituições (lO projetos no total); o núcleo de Brasília conseguiu reduzir o déficit. em 1993. para menos de 50% do déficit observado em 1992.

No que diz respeito às atividades baseadas em Manaus. por força do acordo FGV /EBAP / Instituto Superior de Administração e Econo-mia da Amazônia (Isae). foram realiZados 23 cursos. freqüentados por 654 alunos. e foram finnados sete contratos de consultoria técnica. Não obstante. o resultado financeiro efetiva-mente realizado ficou abaixo das receitas pro-jetadas. e em conseqüência as receitas líqui-das repassalíqui-das à FGV /EBAP não chegaram a 50% das despesas realiZadas.

Em 1993. buscou-se não sô a manutenção do tradicional intercámbio da EBAP com ins-tituições no exterior. como também a amplia-ção dessas relações. Por exemplo: por ocasião do 3º Encontro. realizado em Salvador. os chefes de Estado e de governo da América La-tina. Caribe. Portugal e Espanha aprovaram a criação do Fórum Pennanente sobre Gestão Pública e Problemas de Governo para a Améri-ca Latina. Caribe. Portugal e Espanha. sob a coordenação da EBAP. Continuam os entendi-mentos e articulações para operacionalizar o

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Fôrum. contando-se. para isso. com o apoio da Fundação Alexandre de Gusmão do Minis-tério das Relações Exteriores.

A EBAP esteve presente aos principais even-tos internacionais (encontros. workshops. sim-pôsios) na área de gestão e administração pú-blica. realizados em 1993. Sete professores participaram de diferentes eventos no exterior.

Finalmente. o quadro geral da despesa e da receita da Escola em 1993 oferece alguns ele-mentos importantes para reflexão. As receitas prôprias da EBAP (excluída a subvenção da FGV) cresceram 28%. em tennos reais. de 1992 para 1993. As despesas básicas de ma-nutenção (fundamentalmente. pagamento de pessoal) cresceram cerca de 57% de 1992 para 1993. Isso significa que os ajustamentos na estrutura salarial absorveram o esforço de am-pliação da receita. Por outro lado. as despesas associadas à geração de receitas próprias di-minuíram. em tennos relativos. de 1992 para

1993. Isto é. enquanto em 1992 essas des-pesas representaram cerca de 74% das recei-tas próprias. em 1993 esse percentual caiu para 40. Isso significa que a escola está geran-do mais receitas com menos despesas. Esse ganho em eficiência apresenta-se. certamente. como uma das fontes criticas para que seja possível atingir maiores níveis de desempenho financeiro em 1994.

5. Escola de P6s-Graduação em Ecunomia -EPGE

A EPGE tem por finalidade o ensino e a inves-tigação científica no campo da economia teóri-ca e apliteóri-cada. assim como a difusão e o apri-moramento da cultura econômica no país. Fundada em 1966. em substituição ao Centro de Aperfeiçoamento de Economistas (CAE) que. com o apoio da Usaid. da Fundação Rockefeller e da Capes, '~spondia pelo treina-mento de candidatos a bolsas de estudo no ex-terior. foi a primeira escola. no Brasil. a ofere-cer. em 1971. um Programa de Mestrado em Economia reconhecido pelo Conselho Federal de Educação. Três anos depois. em julho de 1974. foi ministrada a aula inaugural do Cur-so de Doutorado.

A EPGE iniciou seu ano letivo de 1993 em 4 de janeiro. com a realização dos exames pré-doutorais. isto é. com exames gerais sobre teo-ria econômica. para candidatos ao ciclo douto-ral. procedentes do Curso de Mestrado da

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Escola. Dos oito candidatos inscritos, quatro foram aprovados e aceitos. Os cursos regu-lares (Mestrado e Doutorado) tiveram início em 18 de janeiro, com o ingresso no Mestrado de 18 novos alunos, aprovados no concurso pú-blico, de ãmbito nacional, realizado pela

As-sociação Nacional de Pós-Graduação em Eco-nomia (Anpec). Em dezembro de 1993, a EPGE contava com um corpo discente de 90 estudantes (59 mestrandos e 31 doutorandos) sendo que 47 em diferentes fases de elabora-ção de teses, ou dependentes de exames ou trabalhos complementares. Ao longo do ano, foram ministradas 1.910 horas/aula aos 43 atuais alunos de disciplinas complementares de créditos. Vinte professores da Escola e três professores externos responderam pelas 47 cadeiras ou disciplinas oferecidas.

A Escola mantém, ainda, cursos de merca-do de capitais, macroeconomia para executi-vos, ciéncias contábeis lato sensu e es-pecialização em administração financeira. O Programa de Cursos Especiais realiza seminã-rios sobre os mais variados temas, além de cursos rápidos sobre contabilidade, matemáti-ca financeira, administração financeira, entre outros. Em 1993, no ámbito desse programa, foram oferecidos quatro cursos de pós-gradua-ção lato sensu (ainda não concluídos). com um total de 1.013 alunos.

No contexto de suas atividades acadêmicas, a EPGE promove, em convênio com a Price Waterhouse Auditores Independentes e com a Associação Brasileira de Companhias Abertas (AbrascaJ, um programa de treinamento de executivos. o FGV Business Controladoria. Em 1993. foi lançado. com grande êxito para a Escola. o curso FGV Business Finance. com 400 horas de duração e destinado a executivos financeiros.

No que diz respeito ás atividades especiais da Escola. tiveram também grande repercus-são os cinc.o seminários internacionais promo-vidos pelo Comitê de Cooperação Empresarial da FGV. com o apoio do Centro de Economia Mundial. e o trabalho que vem sendo desen-volvido pelo Centro de Estudos Japoneses. em parte financiado pela Sasakawa Peace Foun-dation. e que constitui uma importante fonte de informação sobre a economia e aspectos só-cio-políticos da sociedade japonesa.

No que concerne á difusão de conheci-mentos, a EPGE publica as séries Teses. Pes-quisa e Ensaios. Edita. ainda. a Revista

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leira de Ecorwmia, o mais tradicional periódico dedicado à apresentação de trabalhos de alta qualificação acadêmica no campo da economia. Finalmente, em novembro de 1993. a Con-gregação da Escola elegeu o professor Sérgio Ribeiro da Costa Werlang para substituir o professor Mario Henrique Simonsen que co-municara sua decisão de se afastar da Direção da Escola em 31 de dezembro de 1993, conti-nuando, porém, a lecionar na Escola e a exer-cer a vice-presidência da FGV. A partir de ja-neiro de 1994, portanto, o professor Werlang estará exercendo a direção da Escola, tendo indicado como subdiretor de ensino o profes-sor Aloisio Pessoa Araújo e como subdiretor de pesquisa, o professor Rubens Penha Cysne.

6. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil CPDOC

Em 1993 o CPDOC completou 20 anos de existência. Desde sua criação. o Centro desen-volve atividades ligadas à preservação de ar-quivos privados pessoais relevantes para a história política brasileira do pós-1930 e reali-za estudos e pesquisas sobre temas relaciona-dos a esse período, Essas atividades cons-tituem as finalidades básicas do Centro,

Dois eventos marcaram as atividades de-senvolvidas pelo CPDOC em 1993. Em 7 de maio, em conjunto com a EAESP e com a par-ticipação de juristas, cientistas políticos e so-ciólogos, foi realizado em São Paulo o Seminá-rio 50 Anos da CLT, Para comemorar os 20 anos do CPDOC. foi organizado, entre os dias 13 e 16 de setembro, um seminário que con-tou com a participação de alguns dos nomes de maior destaque internacional nos campos da história e da documentação histórica. O objetivo do encontro foi confrontar e debater idéias sobre alguns temas que constituem li-nhas de trabalho do CPDOC. como a história política e cultural. a utilizaçào da imagem co-mo fonte histórica e as questóes relativas à in-formatização da documentação, Participaram do seminário:

- René Remond. especialista em história políti-ca, um dos criadores do Institut d'Histoire du Temps Présent e diretor de estudos e pesqui-sas da Fondation Nationale de Sciences Politi-ques,

- Roger Chartier, diretor de estudos e pesqui-sas da École des Hautes Études en Sciences

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Sociales. Destaca-se por seus estudos na área de história cultural.

- Hayden White, professor de estudos his-tóricos da Universidade da Califórnia, Santa Cruz. É importante sua reflexão sobre a imagi-nação e o pensamento históricos.

- Pierre Sorlin, professor do Institut d'Études et de Recherches Cinématographiques et Au-dio-visuelles da Université de la Sorbonne Nouvelle. Sua preocupação central é a relação entre cinema e história, bem como a discussão metodológica sobre a questão da utilização da imagem como fonte.

- Charles Dollar, diretor-assistente do Techno-logy Research Staff do National Archives and Records Administration, em Washington. Tem suas preocupações voltadas para o problema das tecnologias de informação.

- Luciana Duranti, professora associada da University of British Columbia, especialista em arquivística, paleografia e diplomática.

Na ocasião, foram realizados também

workshops com os conferencistas e pesquisa-dores brasileiros, para maior troca de infor-mações sobre as pesquisas em andamento.

Em 1993, as atividades do Setor de Docu-mentação do CPDOC concentraram-se na or-ganização do acervo de Ulysses Guimarães, constituído de 30 mil documentos. A conclu-são dos trabalhos de organização desse acervo permitiu que o Setor de Pesquisa desse início à elaboração da biografia de Ulysses Gui-marães. Ao mesmo tempo, foi concluída a or-ganização dos arquivos de Otávio Marcondes Ferraz e Edmundo Macedo Soares, e dos do-cumentos de Ernani do Amaral Peixoto, envia-dos ao CPDOC após sua morte.

Foi reproduzida, para preservação e organi-zação do acervo, a quase totalidade das foto-grafias do arquivo Alzira Vargas; foram libera-das para consulta as fotografias dos arquivos Benedito Valadares, Nero Moura e Wenceslau Brás.

O Setor de Documentação se dedicou, por outro lado, a atualizar os catálogos do Subse-tor Audiovisual. Foram digitadas 4 mil fichas catalográficas, que, após desdobradas, alimen-taram os diversos catálogos com aproximada-mente 15 mil novas entradas. O Setor de Do-cumentação promoveu também uma revisão de seus procedimentos técnicos com vistas à publicação de sua 3ª edição. Dentro do pro-grama de preservação, esse setor continuou o trabalho de microfilmagem, iniciando no ano

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de 1993 a reprodução do arquivo de Gustavo Capanema.

O CPDOC mantém também o Programa de História Oral, onde são tomados depoimentos de personalidades da vida pública ou de lide-ranças políticas. Os pesquisadores do progra-ma, no ano de 1993, dedicaram-se principal-mente a uma reflexão metodológica sobre o uso das fontes orais. Como resultado desse es-tudo foram produzidos textos de análise meto-dológica das entrevistas que integram o acervo do programa, bem como textos de reflexão his-toriográflca acerca do tema. Esses trabalhos estão sendo preparados para serem editados em 1994. Paralelamente, desenvolve-se uma linha de trabalho voltada para a história de empresas e o uso das fontes orais.

Os pesquisadores do CPDOC deram conti-nuidade ao projeto 1964 e o Regime Militar, concluindo a primeira etapa do trabalho e pre-parando uma coletánea a ser publicada em 1994. Deu-se andamento também às linhas de pesquisa sobre as elites políticas regionais, a política externa brasileira e a história da im-prensa brasileira pós-3D. Foi iniciada a elabo-ração de um novo projeto de pesquisa sobre Democracia e Direitos Civis.

Os pesquisadores do CPDOC lançaram três números da revista Estudos Históricos, dedica-dos aos temas: teoria e história, os anos 20 e globalização.

Foram publicados o depoimento de Otávio Marcondes Ferraz e o livro A questão do

petró-leo no BrasiL

Finalmente, o CPDOC participou de inúme-ras atividades interinstitucionais e obteve a colaboração financeira do Ministério da

Cultu-rafPronac, da Vitae, Apoio à Cultura, Educa-ção e PromoEduca-ção Social, do Banco Central, da Companhia Souza Cruz e do Fininvest para o desenvolvimento de suas atividades.

7. Centro de Coordenação das Atividades de Proteção Ecol6gica - CECAPE

Criado em 13-11-1992, o CECAPE tem por missão desenvolver, promover e coordenar as atividades da Fundação Getulio Vargas des-tinadas a contribuir para a formulação da po-lítica nacional de proteção ao meio ambiente, compatível com o desenvolvimento sustentá-vel. Para que o CECAPE cumpra sua missão, cabem-lhe as seguintes atribuições:

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a) constituir-se em banco de dados no campo da proteção ao meio ambiente;

b) informar-se de todas as atividades da FGV no campo da ecologia, de iniciativa dos dife-rentes órgãos-fim da entidade;

c) sugerir novas atividades na área ecológica, propondo ã Direção Geral, quando for o caso, sua execução por outros órgãos da FGV; d) submeter ao Conselho de Administração do Fundo Ipês as obras que devam ser editadas à custa desse fundo.

Em 1993, as atividades do Centro concen-traram-se principalmente em fazer o levanta-mento, em todos os estados do Brasil, de in-formaçóes pertinentes à questão do meio

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biente, tendo em vista a constituição de um banco de dados.

Os resultados desse trabalho indicam exis-tirem no Brasil 140 entidades comprometidas a tomar iniciativas e adotar práticas ambien-talistas. Complementa esse trabalho um le-vantamento de toda a bibliografia sobre o te-ma existente na Biblioteca da FGV.

Em termos mais específicos, o CECAPE pro-moveu, em 5-6-1993, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, uma conferência sobre O Problema Mundial da Poluição. E, com o apoio do Senado Federal, publicou 5 mil exemplares do folheto A vez de um pacto planetário, distribuído aos prefeitos de todos os municípios brasileiros, bem como às biblio-tecas públicas.

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Informações sintéticas sobre a Prestação de Contas do Exercício de 1993

Encontram-se anexos os balanços patrimonial, orçamentário e financeiro, a variação patrimonial, bem como o demonstrativo acerca da execução orçamentária da despesa e da receita no exer-cício de 1993, segundo as unidades.

Cumpre esclarecer que, conforme evidenciam os balanços, o resultado do exercício de 1993 apresentou o saldo negativo de CR$ 986.054.465,15, assim constituído:

Resultado extra-orçamentário

Mutações ativas (almoxarifado, equipamentos e material permanente etc.)

Resultado da execução orçamentária (déficit)

Resultado do exercício

CR$

231.762.855,70 (1.217.817.320,85)

(986.054.465,15)

Cabe também a informação de que a FGV, como sempre, encontra-se devidamente em dia com todos os seus compromissos.

Finalmente, encontram-se à disposição dos Senhores Membros da Assembléia Geral, relatórios analíticos e pareceres que analisam os números e dados sintéticos alinhados nestes balanços.

Referências

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