A ÁRVORE DA VIDA E A DA MORTE

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A ÁRVORE DA VIDA E A DA MORTE

A ÁRVORE DA VIDA E A DA MORTE

Antes de falarmos sobre a Árvore da Morte, vamos recordar alguns pontos sobre a Árvore da Vida:

A Árvore da Vida, os 22 caminhos, lâminas do tarô e as respectivas letras cabalísticas que representam cada caminho:

A figura da Árvore com os caminhos relacionados aos arcanos do tarô começa de cima para baixo. Pode parecer estranho, pois a maioria pensa que, sendo o tarô uma jornada

do Louco à iluminação, ela deveria começar de baixo para cima, de Malkut à Kether, mas não é assim. Tudo começa em kether. kether é a Centelha Divina, é de onde vem tudo, todo o potencial.

A idéia do ocultismo não é subir a outros planos, mas sim manifestar em nosso plano (malkuth) a energia desses planos de existência.

Para se trabalhar esse potencial (1-kether) é preciso conhecê-lo (2-chokma), mas não basta conhecê-lo, deve-se também entende-lo (3-bimah), pois o conhecimento sem o

entendimento é a mesma coisa que dar um dicionário a um analfabeto.

Uma vez que você acessa esse potencial (1-kether), o conhece (2-chokma) e o entende (3-bimah), então descobre que pode utilizar esse potencial tanto para fazer coisas (4-chesed), como para obter coisas (5-geburah). Deve-se trabalhar com ambos, saber doar e saber receber, para obter o equilíbrio (6-tiphereth), ou seja, chegar à harmonia. Uma vez que você encontra o meio termo (tiphereth) entre dar e receber chega a hora de utilizá-lo. Esse é o primeiro passo para se criar algo.

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Para criar qualquer coisa é preciso utilizar a criatividade (7-netzach), porém, de nada adianta a criatividade, se ela não tiver lógica (8-hod).

Da criatividade atuando junto à lógica, encontra-se o fundamento (9-yesod). E, por fim, essa idéia toma forma no plano físico (malkuth).

O Mago representa este caminho de ligação entre o macro e o microcosmo: O braço direito para o alto, segurando uma baqueta, símbolo máximo da elevação. O braço esquerdo para baixo, a moeda, símbolo máximo da matéria terrena. A letra aleph e o mago na carta. Ele É O ELO!

No corpo do mago apresentam-se o vermelho o azul e o amarelo (ativo, passivo e neutro), nele estão contidas todas as formas do universo, ele é o verdadeiro

microcosmos. O mago é então o elo que liga o que está em cima com o que está em baixo.

Como podemos perceber, existe uma distância muito grande entre nosso potencial e utilizá-lo. Por isso a jornada do louco em busca da sabedoria inicia-se em kether (o potencial) e termina em malkuth (o plano físico).

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a toda ação prática sob esses Caminhos. Nos caminhos, além das letras e cartas do tarot, encontramos os planetas, arcanjos e anjos correspondentes.

As 10 sephirots e as 22 letras da cabala formam os 32 caminhos da sabedoria.

Sabemos que todo ponto tem seu contra ponto, toda luz tem sua sombra, para realçar o contraste. Então, assim como existe a árvore da vida, existe a árvore da morte. Existe a cabala, e existe a goecia; existem as Sephiroth, existem as Qliphoth; existem os caminhos da sabedoria e existem os túneis da degeneração.

Para ir um pouco além, vamos explicar o seguinte: todos os seres derivam do nome de DEUS, o "SHEMHAMPHORASH". Como vivemos em um mundo de dualidade, ele se desdobra em um feixe de luz e sombras, pois toda parte tem uma contraparte oposta, gerando dessa forma 72 ANJOS e 72 DEMÔNIOS.

Na verdade, segundo as Leis Herméticas, esses 72 seres seriam um só, divididos em dois:

- "LVX" (Árvore da Vida) - "NOX" (Árvore da Morte)

Tanto em LVX, quanto em NOX há 72 dois anjos e 72 demônios.

A árvore da Vida é relacionada à Cabala, e é representada pelas 10 Sephirots (fluxos de energia) e a Árvore da Morte é relacionada à goecia e é representada pelas 10 Qliphoth. Sephiroth é o plural de Sephira e Qliphoth é o plural de Qliphah.

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A imagem em branco, é a representação da árvore da vida, cada um dos círculos é uma sephira e essas linhas que os ligam são os caminhos (repare que são 22 linhas). Veja agora que a árvore da vida reflete uma sombra atrás dela, formando uma figura idêntica, porém na cor preta. Essa é a representação de Nox, a árvore da Morte. Cada um dos círculos da árvore é uma Qliphoth, e as linhas que os ligam são os túneis. Existem as 10 Sephiroth e os 22 caminhos da Sabedoria. Da mesma forma, existem também as 10 Qliphoth e os 22 túneis da degeneração.

Por exemplo, o túnel na Árvore da Morte, por exemplo, que conduz os desequilíbrios humanos até o plano físico, é Thantifaxath, onde estamos agora, atravessando um período de extrema devastação dos recursos naturais, destruição de ecossistemas e o

medo pelos cataclismos que estão por vir nessa sequência de destruições.

Espero ter conseguido auxiliar um pouco sobre o assunto, tentei deixar o assunto o mais claro possível, uma vez que para melhor compreendê-lo deve-se ter uma base sobre cabala, sephiroth e goecia. Mas, no próximo texto, continuaremos a falar um pouco mais a respeito.

Postado por Lupy às 12:480 comentários

Marcadores:Cabala

A ÁRVORE DA VIDA E OS JOGOS

A ÁRVORE DA VIDA E OS JOGOS

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A Revista Wired publicou recentemente um Guia Simplificado de todos os tipos de jogos que existem, elaborado pelo jornalista Steven Leckart e, surpresa, a organização

final dos tipos de jogos recai no mesmo diagrama que lida com a estrutura dos deuses, religiões e Ordens Iniciáticas: a Árvore da Vida. Você pode conferir o diagrama em tamanho grande nohttp://www.wired.com/special_multimedia/2009/mf_enigmatrix. Não apenas semelhante em forma, mas o conceito por trás de cada uma das divisões

segue o mesmo arquétipo da esfera correspondente:

A Matemática corresponde a Malkuth, a srcem, aos números em estado bruto, o elemento Terra dos jogos.

Através do Caminho de Tav (imaginação), conectam-se aos Jogos que se utilizam de matemática, como bilhar, dardos, boliche e outros.

A esfera dos Jogos equivale a Yesod, ao uso da matemática de maneira a nos levar para mais próximo da Mágica (Keter).

No Pilar Esquerdo (Rigor, Razão) da Árvore temos os Jogos de Tabuleiro

(Hod/Mercúrio, que envolve o uso da razão), a Teoria dos Jogos (Geburah/Marte, a organização por trás das estratégias) e finalmente os Códigos (Binah/Saturno, os limitadores).

No Pilar Direito (Misericórdia) temos os jogos de Carta (Netzach/Vênus, pois envolvem mais blefe e emoções do que jogos de tabuleiro), Plot (Chesed/Júpiter, que se relaciona com o Santo Graal, o fluxo de idéias formando uma trama e os jogos de RPG) e

finalmente Mistérios (Hochma/Urano, o Caos primordial dos mistérios divinos). No Pilar Central, temos a evolução da Matemática (Malkuth/Terra) em direção à Magia, primeiro transformando-se em Jogos (Yesod/Lua), depois em Puzzles(Tiferet/Sol) e

finalmente em Mágica (Keter/Netuno). Simplesmente fantástico!

Postado por Lupy às 12:370 comentários

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COLAR RITUALÍSTICO DE NAPOLEÃO

COLAR RITUALÍSTICO DE NAPOLEÃO

Colar ritualístico que pertenceu a Napoleão Bonaparte, Imperador da França enquanto atuava como Mestre da jurisdição da Ordem Rosacruz situada em Paris.

Napoleão Bonaparte (1769-1821) foi Grande Mestre da Ordem Rosacruz na França. As abelhas, símbolo tradicional da família Bonaparte, representam a busca pelo conhecimento e pela Verdade.

Este colar foi dado a Harvey S. Lewis em 1926. Postado por Lupy às 12:240 comentários

Marcadores:Cabala, Ocultismo, Personalidades

O SÍMBOLO DA ESVÁSTICA

O SÍMBOLO DA ESVÁSTICA

Entre as representações simbólicas do Centro do Mundo, a da esvástica tem que ser especialmente destacada, pois além de ser um equivalente do símbolo da cruz e da roda, e participar, portanto, de suas significações gerais, nela aparecem outras variantes que nos confirmarão na certeza de que os símbolos constituem autênticos veículos do Conhecimento.

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Por se encontrar na arte de todos os povos tradicionais desde a mais remota Antigüidade, a esvástica é um dos símbolos que remetem diretamente à Tradição hiperbórea ou primordial. Ela é, efetivamente, uma cruz, só que a essa cruz se lhe adicionam quatro linhas em seus extremos, formando assim outros tantos ângulos retos ou esquadrias, de tal maneira que ditas linhas sugerem ou levam implícito o movimento de giro em torno a seu centro, gerando assim à circunferência.

Agora bem, devido a que essa circunferência (que, recordemos, simboliza a

manifestação universal) não está figurada de forma expressa na esvástica, esta, mais do que um símbolo do cosmos, aparece como um símbolo da ação vivificante que sobre ele exerce o Princípio, considerado como o autêntico “Motor imóvel”.

Efetivamente, o mais importante na esvástica é o ponto fixo, símbolo do Centro, o qual permanece inalterável e imutável, e no entanto é o que transmite sua energia à Roda

Cósmica, gerando-a e dando a vida a todas as coisas, seres e mundos contidos nela, os quais depois de cumprir o desenvolvimento completo de todas suas possibilidades retornam novamente a ele.

Como se vê, estas significações não têm absolutamente nenhuma relação com o uso político que se fez deste símbolo nos tempos modernos.

Adicionaremos que, aos quatro ângulos ou esquadrias da esvástica, também podemos observá-los nas quatro posições cardeais que a constelação da Ursa Maior descreve em seu ciclo diário em torno da estrela polar, a qual, devido à posição central que ocupa no céu –pois todos os corpos estelares rotacionam a seu redor– se considerou efetivamente como a morada simbólica do Princípio, também chamado a Grande Unidade em outras tradições.

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como já sabemos, e não deixa de ser interessante recordar a este respeito que no Zohar a Ursa Maior recebe o nome de Balança (também na antiga tradição Chinesa recebia este nome), adicionando que esta se acha “suspensa num lugar que não existe”, o que equivale a dizer no imanifestado, que é onde reside verdadeiramente o equilíbrio e harmonia de toda a manifestação.

Na tradição indiana, ademais, a esvástica aparece como um dos signos distintivos dos brahmanes, e de fato nessa mesma tradição se afirma que as sete estrelas que compõem

aquela constelação representam a cada um dos sábios (chamados rishis) que transmitem o Conhecimento de um ciclo a outro da humanidade.

Postado por Lupy às 10:330 comentários

Marcadores:Ocultismo,Simbolismos

INTRODUÇÃO BÁSICA AOS TIPOS DE KABBALAH

INTRODUÇÃO BÁSICA AOS TIPOS DE KABBALAH

(Mantive o Cabalá ao invés do termo que prefiro, Kabbalah, porque constava no srcinal desta maneira).

A tradução literal da palavra Cabalá é ‘aquilo que é recebido”. Para receber, devemos ser receptivos. Devemos nos abrir, criando um receptáculo para absorver aquilo que desejamos entender, até nos tornarmos parte da Cabalá. Abrir o ser para uma realidade mais elevada, visualizar o espírito dentro da matéria, elevar nossa consciência até o

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ponto em que nossa percepção da realidade é completamente mudada, e o Divino dentro de toda a Criação é revelado.

Falando de forma geral, a Cabalá está dividida em três categorias:

-a teórica, que se preocupa basicamente com as dimensões interiores da realidade; -a dos mundos espirituais, almas, anjos e coisas semelhantes, e

-a meditativa, na qual a meta é treinar a pessoa que está estudando para atingir estados meditativos mais elevados de consciência e talvez, até um estado de profecia através do emprego dos Nomes Divinos, permutações de letras e assim por diante. Este último tipo de Cabalá é o mágico, que se preocupa em alterar e influenciar o curso da natureza. A grande maioria dos textos mais importantes da Cabalá mágica jamais foi publicada, talvez por um bom motivo. Além de ser um assunto altamente complexo para dominar, mesmo quando dominado às vezes pode ser perigoso.

R. Joseph Della Reina (1418-1472) foi um dos grandes mestres da Cabalá mágica. Conta a lenda que ele tentou utilizar seus poderes espirituais para trazer a suprema Redenção, e no processo de fracasso ficou espiritualmente ferido. Alguns dizem que cometeu suicídio, ao passo que outros afirmam que se transformou num apóstata. Outros ainda dizem simplesmente que enlouqueceu.

Muitos cabalistas na geração seguinte tomaram suas ações como uma advertência contra a prática da Cabalá transcendental avançada e mágica. A partir de então, os elementos mágicos da Cabalá têm, para todos os fins e propósitos, se extinguido, e seu

conhecimento completamente esquecido.

Qualquer que seja o motivo, a Cabalá meditativa nunca foi uma disciplina popular. Um dos grandes proponentes da Cabalá meditativa foi Rabino Abraham Abulafia (1240-1296). A escola mística que ele dirigia estava basicamente interessada num método para atingir estados meditativos mais elevados. Ele acreditava que através do seu método de meditação, a pessoa estava apta a atingir um nível de profecia.

Ele propunha usar um mantra escrito, querendo dizer que em vez do costumeiro mantra verbal ou visual, a pessoa deveria escrever uma palavra repetidamente, muitas vezes, em diversos estilos e configurações. Deveria tentar alterar a seqüência da palavra e permutar e circundar as letras da palavra em todas as maneiras possíveis: combinando e

separando as letras, compondo associações completamente novas de letras, agrupando-as e depois agrupando-as juntando com outros grupos, e agrupando-assim por diante. Isso era feito até a pessoa atingir um estado mais elevado de percepção.

Ora, embora Abulafia fosse um escritor prolífico e autor de mais de quarenta livros durante sua vida, mesmo assim a maioria de suas obras jamais foi publicada. De fato, mesmo durante sua vida, muitos dos outros grandes cabalistas se opuseram a ele e aos seus ensinamentos.

Portanto, a Cabalá, na qual a meta era atingir o estado transcendental de consciência, jamais se tornou importante embora em nível individual, havia diversos cabalistas,

especialmente aqueles da Safed do século dezesseis, que incorporaram seus

ensinamentos como uma maneira de atingirem estados mais elevados de percepção e consciência.

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O que nos resta é a dimensão teórica da Cabalá. A vasta maioria da Cabalá que foi e está sendo continuamente produzida está toda dentro do âmbito teórico. O corpo principal deste tipo de Cabalá é o sagrado livro Zohar, uma obra de ensinamentos do

místico talmúdico do segundo século, Rabi Shimon bar Yochai, que foram transmitidos de geração em geração até serem publicados no final do Século Treze pelo cabalista R. Moshe de Leon.

É o aspecto teórico da Cabalá que tem sido desenvolvido através dos tempos em diversos estágios. Para fins práticos, a tradição deste estilo de Cabalá pode ser dividida em três estágios básicos:

O primeiro é a era da publicação do Zohar, com a mística do livro e a geração seguinte que articulou estes ensinamentos.

O segundo seriam os místicos do Século 16 que viveram na cidade de Safed. Este período específico da história é mencionado como a grande Renascença Cabalista. O

movimento foi guiado pelos profundos e sistemáticos ensinamentos de R. Yitschac Luria (1534-1572).

O terceiro desenvolvimento da Cabalá foi com o nascimento de R. Yisrael ben Eliezer (1698-1760), conhecido como Báal Shem Tov, o Mestre do Bom Nome, fundador do Movimento Chassídico, que de maneira direta ou indireta tem orientado todos os outros movimentos até os dias de hoje.

Alguém que tenha tido apenas vislumbres da Cabalá teórica – o novato – tende a considerá-la um escrito repleto de fantasia, ocorrências e imagens estranhas, fantásticas paisagens místicas, aparentemente irracionais, irreais e sem base na realidade. Ao abrir

a obra clássica da Cabalá teórica, o Zohar, surpreende-se com a imaginação dos autores, mas talvez o fascínio termine aí. Para o novato ele se parece com um livro de fantasia, nada, além disso.

Um famoso mestre cabalista, o Tsadic de Zitshav, disse certa vez sobre a Cabalá que estes três estágios em seu desenvolvimento podem ser relacionados com uma parábola. Numa época em que viajar era uma aventura perigosa e árdua e a maioria das pessoas jamais saíra de sua própria aldeia, um homem viajou a um país distante. Ao voltar,

reuniu o povo de seu vilarejo e entusiasmado, relatou as aventuras de sua viagem. Falou sobre uma ave que tinha visto num país distante, cuja aparência era fantástica. Por exemplo, o pássaro tinha feições humanas; as pernas eram como as de uma girafa. Os aldeões zombaram da história, considerando-a pura fantasia. Inspirado pelas aventuras que ele contou, um aldeão saiu para fazer a mesma viagem, determinado a ver o mundo por si mesmo. Anos depois retornou à aldeia, um homem do mundo. Assim como o

viajante que tanto o inspirara, ele reuniu as pessoas do lugar e relatou suas aventuras. Também falou sobre aquele pássaro fantástico, mas sua descrição era um pouquinho diferente. A face da ave, disse ele, não era realmente humana, embora lembrasse bastante um homem, e as pernas eram longas e finas, definitivamente lembrando uma

girafa; no entanto, não eram realmente pernas de girafa. Ao ouvirem a história deste homem, os aldeões ficaram divididos. Alguns acreditaram piamente no homem, cuja história era mais convincente que a do primeiro viajante. Apesar disso havia muitos cépticos, para quem a história ainda soava inventada e irreal.

Um dos habitantes da vila estava determinado a pôr um ponto final no assunto deste pássaro estranho e empreendeu a longa viagem para vê-lo por si mesmo. Ao voltar,

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reuniu os moradores locais e triunfante, declarou: O assunto está resolvido! Abriu uma bolsa grande e dali retirou a estranha e fantástica ave. Desta vez ninguém duvidou. Esta parábola se relaciona com os três estágios de desenvolvimento do âmbito teórico da

Cabalá.

O autor do Zohar, a obra magna do pensamento cabalista, Rabi Shimon bar Yochai, foi o primeiro a descrever a Divina presença e nosso relacionamento com o Ein Sof. No Zohar, encontramos histórias tão estranhas e fantásticas, configurações e imagens tão míticas e místicas, que mal podemos acreditar.

No Século 16 em Safed, a cidade dos místicos, a Cabalá começou a adotar uma forma de análise mais abrangente e detalhada. Os padrões e os processos de pensamento sistemático começaram a aparecer na literatura cabalista. Por fim, com o nascimento do Movimento Chassídico, a Cabalá amadureceu. O Chassidismo é o movimento místico fundado pelo R. Yisrael ben Eliezer, o Báal Shem Tov. Ele trouxe a imagem do Criador até a realidade. Estes conceitos místicos não eram mais irreais e distanciados, mas se tornaram uma parte concreta da nossa vida diária, afetando cada faceta da criação. O Céu foi trazido à Terra.

A opinião das pessoas sobre o propósito da Cabalá está repleta de equívocos. Um dos mais populares é que o estudo da Cabalá pretende transformar a pessoa num vidente, capaz de ter habilidades miraculosas e sobrenaturais. Isso, no entanto, é equivocado. O supremo propósito no estudo da Cabalá é a perfeição do Ser. Transformar o Ser num indivíduo melhor, mais expandido, mais transcendente, mais sintonizado com a essência e as raízes da própria alma, é isso que a Cabalá oferece àqueles que realmente desejam recebê-la. O critério da jornada autêntica e cabalista é aquele que faz um círculo completo e a pessoa termina voltando ao mundo do aqui e agora.

O Talmud fala dos quatro Sábios que entraram no pomar celestial e tiveram uma experiência transcendental. Ben Azzai olhou e morreu. Ben Zoma olhou e ficou transtornado. Em outras palavras, ficou louco. Acher (o outro, nascido Ben Avuyah) olhou e arrancou suas plantas, ou seja, transformou-se num herege. Rabi Akiva entrou e saiu em paz. O pomar representa os reinos espirituais mais elevados. Rabi Akiva foi o único sábio, dentre estes quatro, que pôde entrar e sair no pomar místico sem sofrer danos.

Sendo um homem de grande estatura espiritual, um mestre verdadeiro e equilibrado, ele percebeu que o objetivo não é se identificar com a luz e não retornar, como fez BenAzzai, ou mentalmente, como Ben Zoma. Também não era sentir alívio pessoal ou

êxtase, mas sim ir e voltar para cá, com a sabedoria adequada para servir aqui e agora. A jornada deve percorrer um círculo completo no comportamento do dia-a-dia da pessoa.

Agora, porém, o âmago de toda a Cabalá é o objetivo distinto de atrair a Luz Infinita da santidade abstrata para a realidade do dia-a-dia. E os primeiros cabalistas eram

conhecidos como “Homens de labuta” – seus esforços não eram de natureza física, mas trabalharam durante toda a vida para se aperfeiçoarem e elevar seu nível de consciência até o ponto de uma percepção espiritual da realidade. Com a chegada do Báal Shem Tov, esta noção adquiriu um significado novo. Com os ensinamentos do Báal Shem Tov, a trilha tornou-se tão clara a ponto de este refinamento poder ser alcançado. A Cabalá é comparada à proverbial “árvore da vida”. É um estudo da vida, e assim como a vida não pode ser estudada num livro, mas somente através da própria vida,

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também o estudo da Cabalá somente é eficaz quando se pratica os seus ensinamentos em nossa vida diária. A Cabalá estudada como uma matéria escolar num livro é como alguém que estuda ‘amor’, mas jamais o experimenta por si mesmo.

É preciso apenas um breve vislumbre da obra dos grandes mestres da Cabalá teórica para perceber que a grande maioria dos textos não tratam de transformação do caráter.

Embora seja verdade que a literatura mística cabalista seja voltada ao ato de relacionar o teórico com a vida diária, a Cabalá em si parece não se importar tanto com a pessoa. Ao contrário, parece estar interessada em explicar as esferas celestiais, anjos, almas e ‘coisas’ deste tipo, não como o indivíduo pode vencer o comportamento negativo. No entanto, isso não implica que a Cabalá não esteja interessada na pessoa em si. Ao

contrário! Na verdade, há incontáveis declarações em todas as obras da Cabalá sobre a negatividade dos maus traços de caráter, como raiva, preguiça, depressão, e outros. A condenação mais severa da depressão, fúria e outras emoções prejudiciais são

encontradas nas obras da Cabalá. Porém o método cabalista de refinamento de caráter é uma abordagem bem diferente daquela que estamos acostumados a encontrar. Não é uma batalha que combate a negatividade em seu próprio campo, e também não se trata de superar o negativo com o positivo. Sua abordagem é vir de outro ponto de vantagem e ver as coisas sob outra perspectiva.

O objetivo fundamental do pensamento místico é fazer a pessoa entender que não há nada além do Infinito. Ao ler as várias configurações, mapas e diagramas que a Cabalá apresenta, a pessoa desperta à conscientização de que tudo que realmente existe é o Ein Sof. Há uma sensação que deve ser despertada quando penetramos nas verdades da Cabalá, e esta é a sensação de que o mundo como temos a tendência de percebê-lo, separado, independente de um criador, é apenas uma ilusão, e na realidade não há nada que não seja a luz infinita. Tendo esta noção em mente, consciente ou

subconscientemente, estamos aptos a conquistar todas as nossas emoções e traços negativos.

(Texto: DovBer Pinson)

Postado por Lupy às 10:110 comentários

Marcadores:Cabala

AS ORDÁLIAS

AS ORDÁLIAS

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As Ordálias são as maiores e mais perigosas provas de um ocultista sincero. São elas que separam as crianças dos magistas. Abaixo, relato um texto do Aleister Crowley para ajudar a entendê-las melhor:

“Essas ordálias cegas, presumivelmente, referem-se a tais testes de aptidão, como os referidos a pouco. Nos mistérios antigos, era possível distinguir as ordálias formais. Um jovem entraria num templo para ser iniciado, e ele saberia bem que sua vida dependia de provar-se merecedor. Hoje o candidato sabe que as iniciações não são fatais, e que qualquer ordália proposta a ele, obviamente, aparecem apenas como pura formalidade.

Em uma Ordem Mágica genuína, não existem juramentos extravagantes. O candidato aceita o compromisso por si só, e sua obrigação é apenas “obter um conhecimento científico da natureza e forças do meu próprio ser”. Não há punições relacionadas a violação da obrigação, porém, como esta resolução está em contraste com os juramentos de outras Ordens no tocante a simplicidade e naturalidade, assim também com relação as punições.

O rompimento com a egrégora atualmente envolve os mais assustadores perigos para a vida, liberdade e razão. A menor negligência é encarada com a mais implacável justiça. O que acontece é isso: quando um homem afirma cerimoniosamente sua ligação com a Ordem (A verdadeira Iniciação), ele adquire, toma contato, com todas as forças daquela Ordem (egrégora).

Ele é capacitado, a partir desse momento, a fazer sua verdadeira vontade, da melhor forma possível, sem interferência. Ele adentra uma esfera em que cada perturbação é, direta e instantaneamente, compensada. O indivíduo colhe a conseqüência de cada ação

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imediatamente. Isso é porque ele entrou no que posso chamar de mundo fluídico, onde cada distúrbio é ajustado automática e instantaneamente.

Assim, normalmente, supõe-se um homem como Sir Robert Chiltern (“Um Marido Ideal”) que age de forma corrupta. Seu pecado sempre o assombra, não diretamente, mas depois de muitos anos, de modo a não manifestar uma conexão lógica com seu ato. Se Chiltern fosse um probacionista da A.’.A.’. (astrum Argentum, a Ordem fundada por Crowley) seus atos seriam respondidos imediatamente. Ele vendeu um segredo oficial por dinheiro. Ele teria descoberto, dentro de poucos dias, que um de seus próprios

segredos foi revelado, com desastrosas conseqüências pessoais.

Além disso, tendo iniciado uma corrente de deslealdade, por assim dizer, ele seria vítima de uma torrente da mesma até conseguir eliminar a possibilidade de vir a agir desse modo novamente. Seria prematuro classificar este aparente exagero de punições como injustas. Não seria suficiente para cumprir a regra de pagar um “olho por um olho”.

Se você perdeu sua visão, você não tropeça em alguma coisa uma vez só, mas continuaria tropeçando de novo até recobrar o sentido perdido.

As punições não são aplicadas deliberadamente pelos Chefes da Ordem, elas ocorrem respeitando o curso natural dos eventos. Eu não deveria me conter em dizer que esses eventos foram arranjados pelos Chefes Secretos. O método, se eu o compreendo

corretamente, pode ser ilustrado por uma analogia: suponha que eu tivesse sido avisado por Eckenstein, a testar a firmeza das rochas numa escalada, antes de me apoiar nelas.

Eu negligencio a instrução. É desnecessário a ele, percorrer o mundo todo e enfraquecer as rochas em meu caminho – elas estarão lá. E eu começo a escalar, e as falhas ocorrerão ou não, à medida que eu as encontrar. Da mesma maneira, se eu esquecer alguma instrução mágica, ou cometer alguma falha de magia, minha própria fraqueza me punirá à medida que as circunstâncias determinarem o apropriado método. Pode-se dizer que essa doutrina não seja uma questão de Magia(k), mas de bom senso. Verdade. Mas Magia(k) é bom senso. Qual é a diferença então, entre o Magista e o profano? A diferença, é que o Magista determinou que a natureza será para ele, um

modo fenomenal de expressar sua realidade espiritual. As circunstâncias, portanto, de sua vida são uniformemente adaptadas à sua obra.

Outro exemplo: O mundo revela-se ao advogado de modo totalmente diferente do que o faz ao carpinteiro e, o mesmo evento, ocorrendo aos dois homens, sugerirá dois

diferentes treinos de pensamento e conduzirá os dois, a diferentes resultados. Meus erros de julgamento, devido à aniquilação de meu ego e a conseqüente falta de direção sentida por meu corpo e mente, produziram seu efeito imediato. Eu não compreendi a extensão do meu erro e sua real causa, porém, senti-me forçado a voltar à minha própria órbita”.

As Ordálias afetam TODOS os despertos ou aqueles que estão começando a emanar alguma luz. Gosto muito do filme Matrix, quando o Morpheus explica para o Neo que “Até que todos os aprisionados sejam libertados, eles são potenciais agentes do outro lado”. Não há exceções.

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Disse o mestre: "Por que temeis homens de pouca fé? Afinal, tudo é possível ao que crê. Só se libertam do medo àquilo que é imposto, aqueles que enfrentam tal obstáculo. Do temor ressurge o Dragão recebendo sua valentia. Enfrenteis o Dragão e ele fugirá; fujais, e ele correrá atrás de vós.Se é a enfermidade que o assusta, não perturbe sua mente e pelo poder de sua Vontade e ficará imune, afinal só se torna suscetível aos germes da doença aquele que permite o medo tomar conta de si, baixando sua vibração no mesmo grau que eles"...

Diz Marcelo Del Debbio sobre suas experiências: “Vocês não fazem idéia das torrentes de problemas e privações que eu passei até conseguir publicar a Enciclopédia, que é um verdadeiro trabalho de tributo às Egrégoras dos Deuses. Todos os tipos de problemas que vocês puderem imaginar ocorreram; de divórcio à falta de grana à perda de arquivos à escolha entre retornar para uma vida acadêmica ortodoxa confortável (ensinando Semiótica e História da arte em uma faculdade) ou dedicar meus últimos recursos e esforços para enfrentar alguns MESES de problemas até a publicação da obra…” No Sefirah ha Omer, muitos de vocês estão sendo testados, e vai ficar mais difícil antes

de melhorar. Quanto mais potencial você demonstrar, mais será testado, com o objetivo de tentá-lo a desistir e voltar à vidinha confortável.

A Verdadeira Liberdade só é atingida na conscientização de que o mal nada pode contra si, afinal a pior ordália é a falta de conscientização de que temos uma influência

considerável sobre os resultados de nossas vidas.

Não permita a falta de fidelidade consigo mesmo, pois para superar as Ordálias, é necessário muito mais do que o desejo, muito mais do que saber o que se quer, precisamos realmente querer o que se quer, pois o que são os atos dos homens, senão

uma forma de declarar ao Universo o seu intento.

Continua o Mestre: "E, nas sombras da mente quando elevardes o vosso pensamento, na busca ansiosa por uma resposta divina, lembre-se que a divindade é você, você é Deus e

Deus é você, nenhum existiria com a ausência do outro"... Prossiga, com Vontade! Então, seja um Vencedor!

Postado por Lupy às 09:170 comentários

Marcadores:magia, Ocultismo

DOMICÍLIO, EXÍLIO, EXALTAÇÃO E QUEDA

DOMICÍLIO, EXÍLIO, EXALTAÇÃO E QUEDA

Se o planeta se encontra no signo oposto ao de seu domicílio, diz-se que está em “exílio”, sendo suas influências contrárias ou desfavoráveis.

Além disso, quando a influência planetária é afim a do signo em que se encontra, diz-se que o planeta está em “exaltação”.

Quando está no oposto, suas energias são hostis e o planeta se acha em “queda”. Isto se compreende melhor com o seguinte quadro:

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Desta tabela, podemos perceber que as relações de energia são equilibradas e seguem uma lógica baseada em harmonias e desarmonias das vibrações.

Todo o conjunto é completo e complementar, o que dispensa as invencionices como Lilith, Ofiúco, Quiron, Ceres, Sputnik, etc…

Postado por Lupy às 09:100 comentários

Marcadores:astrologia

29/06/2010

29/06/2010

AS ÁRVORES E O SELO DE SALOMÃO

AS ÁRVORES E O SELO DE SALOMÃO

No “Jardim do Éden” existem duas árvores: A árvore do Conhecimento do Bem e do Mal e A árvore da Vida (a árvore das Sephiroth).

A árvore da Vida nasce nas raízes da árvore do Conhecimento. "Todo aquele que comer dos frutos da árvore do Conhecimento morrerá, mas ao mesmo tempo será como um Deus, pois seus olhos se abrirão e conhecerá o Bem e o Mal".

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A árvore da Vida tem uma Serpente de Fogo enroscada em seu tronco. Este é o Dragão da alquimia, o Oroboros. Esta árvore é a Cruz da iniciação, o Caduceu de Hermes com as duas Serpentes enroladas. Dai veio a srcem e representaçao do símbolo do Caduceu. A Serpente no caso, seria a Mãe, Ísis, Nuit, Kundalini, o Espírito Santo.

Na árvore da Vida estão o céu e a terra, Kether e Malkuth, o Macrocosmos e o Microcosmos. Lá estão as sete igrejas da ísia, os sete anjos, os sete selos e as sete trombetas do Apocalipse.

"Todo aquele que quiser viver e não quiser morrer, passará pela árvore da Vida e será devorado pela sua Serpente de Fogo" (irá nascer, viver, crescer, aprender, para depois envelhecer, definhar e morrer).

"Sobe da terra para o Céu e desce novamente à Terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores. Desse modo obterás a glória do mundo.E se afastarão de ti todas

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as trevas.Nisso consiste o poder poderoso de todo poder: Vencerás todas as coisas sutis e penetrarás em tudo o que é sólido". Isto porque para nascer é preciso primeiro morrer (ciclo das reencarnações), é necessário descer ao túmulo, ao Hades e, para isso, existe a árvore da Vida.

Como já vimos, a árvore da vida é um conceito cabalístico. Ela é formada pelas dez emanações de Ain Soph, chamadas Sephiroth. A essência de todas as Sephiroth é a mesma, mas cada uma possui uma propriedade particular. A essência é universal, o que muda é a emanação de cada Sephirah. Segundo a cabala, a síntese da árvore da vida é Adam Kadmon, o Homem Arquetípico.

Essas emanações se manifestam em quatro diferentes planos, interconectando as dez sephiroth em camadas cada vez mais densas.

Atziluth o Mundo das Emanações - Kether Chokmah Binah Beriah o Mundo das Criações - Chesed Geburah Tipareth Yetzirah o Mundo das Formações - Netzach Hod Yesod Asiyah o Mundo das Ações - Malkuth

As três sephiroth superiores formam um mundo abstrato e representam o estado

potencial. As seis sephiroth interiores se agrupam em uma dimensão conhecida por Zeir Anpin, formando o elo entre o abstrato e a matéria. Estão firmemente interconectadas entre si. A última sephirah inferior é a representação do nível material.

No pilar esquerdo da árvore rege o princípio feminino. No pilar direito da árvore rege o princípio masculino. No pilar central da árvore existe a ligação entre os dois princípios.

O topo da árvore representa o bem e a base o mal.

Na Árvore da Vida, as sephiroth são: Kether Coroa; Chokmah Sabedoria; Chesed Misericórdia; Geburah Julgamento; Tipareth Beleza; Netzach Vitória; Hod -Esplendor; Yesod - Fundamento; Malkuth - Reino; Daath - Conhecimento. "E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e

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árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela".

Existe uma analogia utilizando ambas as formas do pentagrama como representações da árvore da vida:

Vejamos como a Árvore da Vida e a Árvore do Conhecimento se conectam:

Repare no centro da imagem, no hexágono, a linha vertical representa a Árvore da Vida e a linha horizontal a Árvore do Conhecimento. A conexão entre elas forma um dos triângulos que compõe o Selo de Salomão. Isto é, na parte central dos dois triângulos encontramos um hexágono, que é dividido verticalmente e horizontalmente por duas linhas formando uma cruz, as quais são chamadas,respectivamente, Árvore da Vida e Árvore do Conhecimento.

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Dos dois triângulos que compõem o “Selo de Salomão”, o superior representa o mundo não manifestado do espírito puro e o conhecimento acerca dele foi reservado aos iniciados de um grau elevado – os eleitos, ou iluminados – e é o campo do Misticismo. O triângulo inferior, que representa o universo manifestado, é o terreno do Ocultismo. A parte inferior do hexágono, que corresponde ao triângulo inferior, é chamada de “Templo de Salomão” e é a esfera da atividade masculina.

A parte superior, que corresponde à Morada de Adonai, o Senhor, é a esfera do elemento feminino, a Inteligência, que é chamada na Cabala a Filha, a Casa da Sabedoria, a Face do Sol.

Veja uma curiosa representação da Árvore da Vida (das sephiroth):

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Postado por Lupy às 13:230 comentários

Marcadores:Cabala

A TEMPERANÇA NO TAROT

A TEMPERANÇA NO TAROT

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Esta lâmina traz uma mulher que dilui o vinho de uma taça com um pouco de água de uma ânfora.

A figura da Temperança, inicialmente, é um apelo à moderação que surge junto com a preocupação relativa aos excessos associados, principalmente, à comida, à bebida e ao

sexo.

Não se trata, contudo, de uma proposta de abstinência. Como pregava Aristóteles, “tanto a deficiência como o excesso de exercício destroem a força”, logo, antes de qualquer outra coisa, é o reconhecimento do que é saudável e o trabalho para permanecer dentro

destes limites.

Temperança deriva de temperar e entendemos que o tempero realça um sabor quando, na verdade, temperar tem por objetivo suavizar (tornar mais brando) aquilo que é

temperado.

O vinho diluído em água tem o seu teor alcoólico reduzido, diminuindo, também, o risco da embriaguez. Talvez sirva de ícone por ser o elemento com possibilidade de “maior estrago social”. Desde de Noah (Noé) que o vinho tem má fama, mas entre os judeus é revelado que o valor numérico de yayin (“vinho”) e sod (“secredo”) é o mesmo

(70), sendo sod um nível de profundo conhecimento dos códigos presentes na Torá. Tomado na dose correta, “o vinho entra e os segredos [do Universo] emergem”, ditado

muitas vezes alterado com uma conotação negativa para “o vinho entra e as palavras saem” exatamente porque as pessoas se perdem no torpor do álcool.

Água e vinho, contudo, compartilham de outra referência simbólica: na tradição judaica, a água está associada à Chessed (Misericórdia) e o vinho à Guevurá (Severidade), de modo que colocar água no vinho também pode ser interpretado como adição de Amor

ao Julgamento.

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latência entre causa e efeito, dando oportunidade ao aprendizado/evolução do intemperante. Muitas vezes não se trata de evitar a punição, mas permitir até que esta

semente de karma negativo seja purificada antes que ecloda.

Temperaça, por sua vez, destacava os atributos da alma sobre os do corpo – ou a razãoque domina os instintos – ganhando conotações mais espirituais/alquímicas com o passar do tempo.

Algumas pessoas, por exemplo, não gostam da carta da Temperança para relacionamentos porque falta paixão, mas paixão é fogo morro acima – é rápido e consome tudo ao redor. O fogo bem regulado – podendo ser mais intenso quando

necessário – é aquele que se faz útil por muito mais tempo.

Porém, é a imagem da mulher que com água (Amor) tempera o fogo (Paixão). É neste ponto que consciência e autocontrole se fazem mais necessários, pois com a primeira se

determina a dose certa e com a segunda dominamos o impulso de querer mais e mais, o que pode ser difícil – você sabe que é errado, mas se deixa levar pela busca do prazer

imediato, pela vaidade e/ou pela ira ainda que se martirize com culpas depois. As dualidades estão presentes em muitas lâminas do Tarot: o Mago aponta para o Céu com uma das mãos e para a Terra com a outra; a Papisa se coloca entre duas colunas; o Papa tem dois acólitos, o Enamorado duas mulheres e o Diabo dois escravos; o Carro é puxado por dois cavalos; o Sol traz duas crianças; a Justiça carrega uma balança com

dois pratos.

A Temperança parece não fugir à regra, mas uma coisa a diferencia: ela traz consigo a habilidade de reunir dois elementos para criar um terceiro completamente novo. Existe uma abordagem mais espiritualista a este respeito. Romper com as dualidades, neste caminho, seria alcançar uma conexão genuína com a Unidade, que está além do

tempo, espaço e movimento, mas não estou levando o assunto a este nível da experiência – que na Temperança, por sinal, ainda está longe da real possibilidade de

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A dualidade aqui é tema porque a mente ordinária (no sentido de comum, e não de inferior) está habituada a perceber o mundo através das comparações: eu reconheço a

saúde a partir da doença, o belo a partir do feio, e por aí vai.

Estabelecer o peso de uma coisa a partir de outra, por sinal, é bem do feitio da carta da Justiça e uma conseqüência natural disso é uma visão de mundo dividida entre “gosto” e

“não gosto”, que em suas condições extremas, levam ao apego e à aversão. Não se trata aqui de se discutir preferências, mas como se reage a elas.

Penso nas cartas do Tarot que melhor representariam estas forças e vejo o Diabo (15) e a Morte (13), respectivamente, e a Temperança (14) entre eles.

Em uma das etapas do processo alquímico – e é muito difícil descrever a Temperança sem ficar tentado escrever um pouco sobre Alquimia – o Sol e a Lua (o conteúdo das ânforas dourada e prateada, respectivamente) são dissolvidos em um único recipiente para que deles se obtenha a prima matéria (o elemento primordial ou indiferenciado) que dará srcem, mais adiante, à Pedra Filosofal. No Solutio, a água faz com que cada

componente perca a sua identidade; eliminando as resistências de ambos. “A Morte transforma; a Temperança transmuta”.

A água evapora, condensa e precipita, mas não deixa de ser água – isto é transformação. Quando a essência é alterada, como no caso do chumbo (Pb) que se converte em ouro

(Au) – dois elementos distintos na tabela periódica – estamos diante de uma transmutação.

A presença da Temperança em um jogo pode indicar a mudança que se faz necessária se encontra em um nível mais profundo. Muitas vezes entra em cena tratamentos psicológicos de resignificação das falsas crenças ou as terapias que mexem no corpo energético, como é o caso da Cura Prânica, que atua no conteúdo emocional do paciente

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Algumas pessoas falam mal de um relacionamento marcado pela Temperança, mas, pela minha ótica, o que acontece muitas vezes é que as energias mescladas promovem

mudanças significativas nos padrões de comportamento de ambos para melhor. “Isto também ocorre com a carta da Morte?” Ocorre. A diferença é que a Morte muda pela cobrança que o outro me faz ou eu mesmo me faço para estar à altura do outro – na

maioria das vezes, um processo unilateral. A mudança da Temperança (de novo cabe o uso da palavra transmutação) é sutil, faz com que as diferenças não “se atritem” e promove alterações positivas, de dentro para fora, na forma de pensar, sentir e se

relacionar – entre eles e com o mundo que os cerca.

Muda para melhor porque está implícito na Temperança – ou no processo alquímico, como um todo – o refinamento dos seus componentes.

Obviamente, se a Temperança não está bem no jogo de um casal, podemos pensar que não existe troca entre eles ou que esta mistura de energia os está envenenando e o mais provável é que eles não se percebam prejudicados até que algo mais radical aconteça.

E que o anjo da Temperança promova a alquimia interior que você necessita para que uma nova consciência desperte em direção à liberdade e à integridade.

(Texto: Marcelo Bueno) Postado por Lupy às 13:050 comentários

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16/06/2010

16/06/2010

OS SÍMBOLOS E OS ANIMAIS

OS SÍMBOLOS E OS ANIMAIS

Em todos os tempos os animais foram usados como símbolos, como por exemplo, em sistemas astrológicos, sendo talvez o chinês aquele que mais importância lhes dá.

Símbolos utilizados na Astrologia Chinesa: Rato, Búfalo, Tigre, Gato, Dragão, Serpente, Cavalo, Cabra, Macaco, Galo, Cão, Javali (Porco)

Símbolos usados na Astrologia Zodiacal: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes

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Símbolos usados na Astrologia Védica (Jataka Desh Marga): Mesha (bode), Vrishabha (Touro), Mithuna (Gêmeos), Kataka (Câncer - caranguejo), Simha (Leão), Kanya (Virgem), Tula (Libra), Vrischka (Escorpião), Dhanus (Sagitário), Makara (Capricórnio

- cabeça de veado e corpo de crocodilo), Kumbha (Aquário), Meena (Peixes) Algumas características simbólicas dos principais animais:

ABELHA - Era um símbolo da realeza no Antigo Egito e dizia-se que esse inseto havia sido gerado a partir das lágrimas de Rá, o deus-sol egípcio. Sua imagem mais difundida é a de símbolo da alma. Os opostos bem/mal, também se encontram simbolizados nela.

O mal se encontra simbolizado pelo ferrão e o bem pelo mel.

ÁGUIA - Animal solar, é visto como sendo um mediador entre os reinos divino e espiritual. Na heráldica, é o pássaro dos reis e dos líderes. A águia é considerada como sendo o rei dos pássaros e tem a ver tanto com o desejo de poder, como com a elevação

espiritual, com os altos vôos do pensamento e da fantasia. Na Mitologia grega, está associada à Zeus, o deus maior do Olimpo; na mitologia germânica à Wotan, o deus maior do Válhalla; no mito cristão, ela é um símbolo de São João e para Jung, um

símbolo do pai. Tal como a Fênix, pode ser considerada como um símbolo de Regeneração espiritual. A acuidade do seu olhar que lhe permite fitar o sol diretamente,

faz com que seja considerada um símbolo da clarividência.

ANDORINHA - Ave migratória que parte no inverno mas que tem assegurado o seu retorno no verão. É um símbolo do eterno retorno, das situações cíclicas que desde o

início sabemos qual será o final, uma vez que são repetitivas.

ARANHA – Devido à sua teia tecida habilmente e ao seu posicionamento central, é considerada na Índia como símbolo da Ordem Cósmica, assim como a tecelã (Maya) do mundo sensível. É a Criadora Cósmica e a senhora do destino; podendo ser ainda um

símbolo do narcisismo, pois é o símbolo da obsessão do Ego no centro de tudo. ARMINHO - É considerado um animal símbolo da pureza.

ASNO - Simboliza a perseverança, a estupidez, a melancolia e a sexualidade. É um dos animais de Dioniso assim como de Saturno e possui qualidades saturnas. Ser transformado em asno implica ser dominado por essas qualidades. O filósofo Lúcio foi transformado num asno, o animal em permanente cio e odiado por Ísis, que mais tarde édesencantado e iniciado nos mistérios da deusa da lua egípcia. O baú-berço de Dioniso

era puxado por um asno.

BALEIA - Simboliza a escuridão abissal e misteriosa, o inconsciente, o local para onde o herói precisa de retornar para que seja possível o seu renascimento. No mito do herói,

a baleia é um símbolo da Grande-Mãe devoradora em cujo ventre o deus-herói se transforma, e nesse confronto com a Grande-Mãe, temos o simbolismo de que é o ego do homem que precisava ser transformado. A luta do herói contra a baleia ou qualquer

outro monstro marinho é um símbolo da luta pela libertação da consciência do eu, das ligações com o inconsciente e a sua salvação torna-se dessa maneira num símbolo da

vitória do consciente sobre o inconsciente. A saída do ventre da baleia significa um renascer ou uma ressurreição, tanto que o símbolo da baleia é comum a vários ritos de iniciação. A entrada no seu ventre é análoga à descida ao sub-mundo e à passagem pelo

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BODE - No Oriente, os demônios aparecem em imagens com a pata fendida do bode. É considerado um símbolo de THOR, além de ser considerado um símbolo da fecundidade e da libido. O bode é a montaria de Agni, o deus regente do fogo para os

vedas, daí que ele seja considerado como um animal solar. O termo bode expiatório, simboliza o indivíduo sobre o qual recaem as projeções do mal que os outros gostariam

de executar mas que não ousam. Então, ele é empurrado cada vez mais para que desempenhe esse papel.

BOI - No Cristianismo, São Lucas tinha como símbolo o boi, é considerado como sendo um símbolo da bondade e da calma. Na China, o boi em argila é um símbolo do frio, além de ser um símbolo yin e os gregos consideravam-no sagrado posto que era objeto

de imolação.

BORBOLETA - Simboliza o ar, enquanto elemento da psique. É considerada um símbolo de transformação e de um novo começo.

CABRITO - É um símbolo do renascimento com ascensão ao divino. A cabra é tanto o símbolo da iniciadora como da ama de leite, uma representação da mãe.

CACHORRO - Na antiguidade era tido como o guardião da vida eterna. Em várias culturas antigas a imagem do cão estava ligada à simbólica da morte. Na Pérsia antiga, os cães alimentavam-se dos cadáveres dos mortos e na Rússia era costume levar um cão junto da cama do moribundo para que recebesse alimento das suas mãos, alimento esse

que garantia que o cão servisse de guia da sua alma para o outro mundo. Hécate, a deusa do nascimento e que estava relacionada ainda à magia, à iniciação e à

morte, recebia sacrifício de cães. Nos túmulos romanos era comum encontrar-se imagens de cachorros e Cérbero era o famoso cão do Hades, o mundo do post mortem que correspondia a uma espécie de purgatório. Na Grécia, o cachorro pertencia também

a Esculápio, o responsável pelas curas, pela sua capacidade de se curar por meios próprios, ingerindo erva. No Egito, era considerado como sendo um símbolo de Anúbis,

o deus com cabeça de chacal e que era um guia para o mundo inferior. Pela sua capacidade de adaptação ao homem, costuma ser um símbolo da fidelidade no

relacionamento.

CARACOL - Simboliza a regeneração periódica.

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masculino. É ainda um símbolo de Agni, o deus do fogo dos vedas, a sua montada. A imagem em sonhos de numerosos rebanhos de carneiros enfatiza a brandura, pela

inocência que é característica desse animal.

CAVALO - O cavalo é uma das formas simbólicas mais puras da natureza instintiva é a energia que apóia o ego consciente sem que esse perceba, a energia que gera o fluxo da vida e que dirige a nossa atenção para as coisas, influenciando as nossas ações através

de uma motivação. O cavaleiro é o ego, enquanto que o cavalo é o símbolo da nossa energia instintiva e animal. Quando juntos representam o movimento harmônico da

natureza. Na imagem do cavalo a libido instintiva à disposição do inconsciente por vezes encontra-se bastante ligada ao tema da sexualidade. O cavalo simboliza o sentimento de se estar vivo posto que é o fluxo da vida que não criamos, mas que nos

carrega no exercício da nossa vida.

Na mitologia ele é associado às deusas-mães, sendo que podemos encontrar associações entre a imagem do cavalo e o simbolismo da mãe que pode ser vista como sendo o cavalinho de balanço da criança e isso devido a primitivamente ela costumar carregar o

seu filho às costas. A sua imagem também se encontra associada à da árvore dos mortos, pois ele é um animal que a alma utiliza para cavalgar para o outro mundo,

servindo assim de ligação entre o mundo dos vivos e o dos mortos.

No mito de Odin, a sua mãe era o "Corcel Assustador", o Freixo Universal Yggdrasil de onde ele surge em suspensão. Hécate às vezes é representada com cabeça de cavalo e

tanto Deméter quanto Fílina para poderem escapar das perseguições de Crono e de Posseidon, transformaram-se em cavalos. Nos países europeus, o diabo tem uma pata equina que possui como srcem Wotan, e em quase todos os mitos o diabo cavalga uma

bruxa cavalo.

Na Holanda, é costume se pendurar um casco de cavalo nas estrebarias com a finalidade de afastar os feitiços. É considerado também um símbolo do tempo e representa o vento pela sua velocidade. Se a imagem é de um cavalo branco, indica tratar-se de um impulso

instintivo que naturalmente se dirige à consciência e se ele possuir asas pode ser considerado como sendo um símbolo de uma forma alada do princípio transcendente.

Quando em sonhos o cavalo joga a sonhadora no chão, exprime um tema sexual ou aponta para um conflito erótico, o que também costuma ser simbolizado pelo seu coice.

Sendo o cavalo um símbolo da quantidade de energia à disposição do homem, quando as imagens giram sobre o seu sacrifício, podem estar apontando para uma fase de introversão, pois o sacrifício de animais quando não é feito como simples oferenda possui uma simbólica religiosa elevada, estabelecendo uma relação entre o herói e a divindade. O sacrifício surge então como a imolação do instinto, a união com o divino o

seu abate ou sacrifício pode simbolizar a dissolução do instinto até então inconsciente. Quando se trata de um esquartejamento, o que está sendo simbolizado é que uma nova

ordem está a ser criada pela consciencilização e reflexão, além da existência de uma disposição interior para receber o arquétipo do SELF.

CEGONHA - Simboliza a contemplação filosófica. Na mitologia grega, Antígona, a irmã de Príamo gabou-se a Hera da beleza dos seus cabelos, o que fez com que a deusa invejosa os transformasse em serpentes. Zeus apiedando-se de Antígona, transformou-a

posteriormente em cegonha. CIGARRA - Simboliza a negligência.

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COBRA - Simboliza uma força inconsciente da natureza que não é boa nem má, o seu estado ainda é indiferenciado e corresponde à base do instinto e da impulsividade natural. Pode ser considerada como um símbolo do falo e possui conotações sexuais simbolizando a existência de conflitos eróticos quando a imagem aparece em sonhos. A

cobra frequentemente aparece na mitologia, no simbolismo da religião ou em cultos e ritos, onde podemos encontrar imagens da serpente do paraíso, a Mitgard germânica, da

cobra da época de Moisés e das cabeças de serpentes das Górgonas malignas. Essa imagem está associada ainda à Grande-Mãe que geralmente é retratada como sendo uma

mulher forte, de seios nus e com os braços estirados para fora, segurando uma cobra em cada mão.

COELHO - Tanto para o negro como para o índio americano esse animal era visto como sendo a encarnação animal do herói. A festa da Páscoa possui um simbolismo que se aproxima desta idéia. Originalmente estava relacionada com o culto da lua e era nessa

data que se celebrava a ressurreição do herói da lua e que foi incorporada na liturgia cristã. Pelo facto de procriarem com bastante rapidez e de terem uma prole numerosa

encontra-se vinculado à lua e assim como a Páscoa, é um símbolo de vida nova e de fecundidade da natureza feminina em conexão com a deusa.

CORUJA – Considerada a “águia da noite”, é símbolo da vigilância, da meditação e da capacidade de enxergar nas trevas. Simboliza também a sabedoria, por influência da

mitologia grega, tanto que Atena, deusa da guerra e da sabedoria, tinha uma coruja como mascote.

Os gregos consideravam a noite como o momento do pensamento filosófico e da revelação intelectual e a coruja, por ser uma ave noturna, acabou representando essa busca pelo saber. Há ainda uma outra explicação para tal relação, da qual, certamente, o animal não se orgulharia tanto. Com seus olhos grandes e desproporcionais, a coruja se tornou também símbolo da feiúra. Numa língua nórdica antiga, ela era chamada de ugla, palavra que imitava o som emitido pela ave e que daria srcem ao termo ugly, "feio" em

inglês.

“Assim, a coruja segue o estereótipo do sábio, que geralmente é tido como alguém mais preocupado com as divagações interiores que com a aparência externa”, diz o helenista

(estudioso da civilização grega) Antônio Medina Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP). Mas não foi em todas as culturas que o animal se transformou em símbolo

de inteligência.

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anunciaria a proximidade da morte. Além disso, outros animais também foram usados em civilizações diferentes para representar a sabedoria, como a tartaruga para os

chineses e o salmão para os celtas.

CORVO – O crocitar do corvo era para os romanos um sinal de esperança (crás! crás! em latim: amanhã! amanhã!). Para os celtas era um importante totem. O organismo do corvo tem de metabolizar as putrefações que consome. Para facilitar o metabolismo ele

tem de voar a grandes alturas, onde há maior pressão atmosférica entre outros fatores. Numa simbologia especial pode traduzir-se que, todos os pensamentos inferiores que contraímos neste plano, ou nesta dimensão, poderão ser eliminados se nos elevarmos ou

transcendermos a um plano ou a uma dimensão superior.

COTOVIA - É considerada como sendo um símbolo da união entre os reinos terrestre e celestial.

CROCODILO - Símbolo da abundância, que é considerado como sendo o senhor do mundo subterrâneo. No Egito, é um símbolo dos defuntos.

ELEFANTE - A rainha Maya, mãe de Buda, da mesma forma que Maria recebeu a visita do Espírito Santo quando da concepção de Cristo, sonhou que um elefante branco

entrou no seu ventre na noite em que concebeu o Salvador. Um mito antigo conta que houve uma época em que os elefantes podiam voar e mudar de forma como nuvens. As

trombas ameaçadoras de um elefante em sonhos podem ter um caráter sexual pelo aspecto fálico e podem ainda estar exprimindo um conflito erótico. Frequentemente, oselefantes são considerados como sendo símbolo da castidade.

ENGUIA - Simboliza tudo aquilo que é escorregadio.

ESCARAVELHO - Besouro egípcio, que simboliza o ciclo do sol e a ressurreição. FAISÃO - É um símbolo do despertar masculino, além de ser considerado um pássaro

mensageiro. Ele simboliza a luz, donde é uma imagem ígnea.

FALCÃO - Era considerado como sendo a própria encarnação de Hórus no Egito e é um símbolo masculino, solar que suplantou o feminino, lunar na passagem do matriarcado

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FLAMINGO - É um pássaro rosado de grande porte que é um símbolo da alma em ascensão para o encontro com a luz.

FOCA - Simboliza a virgindade como decorrência da esterilidade afectiva da pessoa. FORMIGAS - São consideradas símbolos dos instintos e encontram-se relacionadas ao

sistema neuro-vegetativo e por vezes são associadas à vulva. Simbolizam ainda a atividade permanente.

GAFANHOTO - Pela sua característica de causador de destruição das plantações, a sua imagem simboliza os aspectos destruidores da personalidade do indivíduo. GALO - É considerado um símbolo do tempo, além de possuir um princípio solar, masculino, que aparenta altivez. Os sonhos em que o ego onírico aparece representado

na imagem do galo, certamente deverão estar a referir-se aos aspectos de soberba da personalidade do ego.

GANSO - Na Grécia antiga representava um aspecto especial da Mãe-Natureza ou a deusa da natureza, Nemesis. Era ainda considerado como sendo um mensageiro do

mundo espiritual.

GARÇA - É considerada como sendo um dos símbolos de Cristo e no Egito era tida como pássaro sagrado.

GATO - É considerado um animal feminino, pois representa tanto o espírito da natureza capaz de criar canções folclóricas e contos de fadas, como o negro feminino, aquele

aspecto que nos é bastante familiar através das bruxas. É dessa forma associado à natureza instintiva da mulher, ao prazer e refinamento. É um símbolo da clarividência e

dos poderes mediúnicos.

GAVIÃO - No Egito, o deus Hórus era representado por um homem com cabeça de gavião e simbolizava força e poder. Por isso, o gavião também simbolizava, como a águia, os poderes do Sol. Pode ser também o símbolo da rapina, roubo, caça assim como

a maioria das aves da mesma espécie, munidas de garras recurvadas.

A fêmea é maior e mais forte do que o macho e isso também faz do gavião um símbolo do poder feminino e é associado ao casal em que a mulher exerce domínio sobre o

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homem.

No Brasil, caracteriza o sujeito perspicaz, esperto, fino, astuto. A falcoaria era, inicialmente, um esporte aristocrático e, desta forma, a representação de um gavião

pousado no pulso era um sinal de poder, domínio, força.

GAZELA - Tem a característica de simbolizar a alma humana quando a procura de Deus e é considerada como sendo uma imagem do ideal espiritual. Na Índia, é vista

como sendo um símbolo de Prana, o Senhor dos Ventos.

GOLFINHO - Essa imagem costuma aparecer em sonhos evocando os poderes de transfiguração.

GRALHA - Simboliza o princípio feminino.

GRILO - Esse inseto simboliza a vida, a morte e a ressurreição, e costuma-se dizer que a aparição do grilo simboliza a perspectiva da felicidade.

JAVALI - Na mitologia germânica é um dos símbolos de Wotan; na mitologia hindu é um dos símbolos de Vishnu. Na mitologia grega, quando do episódio da morte de Adónis, aparece como sendo um símbolo de um dos aspectos da natureza de Afrodite, a

mãe-amante em seu aspecto animal, violento e destruidor, que tanto é capaz de criar como de tomar a vida. No mito de Ártemis, corresponde à natureza agressiva, feroz e destruidora da deusa quando contrariada nos seus afectos. No mundo cristão, pode ser visto como um símbolo do demônio.

JUMENTO - É considerado como sendo um símbolo da paz, da paciência e da humildade

LAGARTO - É considerado como sendo um dos símbolos transcendentes de profundidade posto que combina uma atividade sub-aquática com a vida terrestre que

assustam as crianças.

LEÃO - No cristianismo simbolizava São Marcos; na mitologia egípcia era um antigo símbolo da ressurreição nos rituais fúnebres; no simbolismo medieval era considerado um agente da ressurreição; na simbologia alquímica é a divindade que encerra em si o

mistério da morte e renascimento, além de que representava o rei em sua forma pós-mortal. Ele era o guardião do mundo subterrâneo. Quando aparece uma imagem do herói lutando com o leão é comum que se encontre desarmado posto que esse é um

símbolo da sua luta consigo mesmo. Em sonhos quando ele aparece, sabe-se que a personalidade se acha confrontada com fortes e apaixonados desejos, paixões e afetos

que se tornam mais fortes que o próprio ego.

O leão é o sol inferior, uma representação teriomórfica do princípio masculino que representa o aspecto terreno do símbolo do rei. Encontra-se ainda associado à concupiscência e ao orgulho além de ser um animal combativo mas que pode sugerir impulsos agressivos saudáveis. Quando aparece nas imagens das deusas da lua, é uma

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LOBO - Na mitologia germânica era considerado como sendo um dos animais de Wotan; na mitologia grega pertencia a Apolo o deus do sol, o princípio da consciência. Era ainda considerado como sendo um animal de todos os deuses da guerra. Quando em sonhos de mulheres, a figura do lobo pode representar o animus ou a atitude devoradora que as mesmas podem ter ao serem possuídas por ele, pois no seu aspecto negativo é um

animal bastante destrutivo, que simboliza o princípio do mal e do demônio. Porém, na mitologia romana, os gêmeos Rômulo e Remulo foram criados por uma loba,

que os aceitou como filhos depois de abandonados. Representa a loba a figura da Mãe amorosa.

O lobo é tido como um elemento feminino que vive ansioso pelo peito e que quer constantemente que lhe retirem a sensação de fome, podendo então aparecer a sua

imagem simbolizando uma paixão regressiva.

MACACO - Simboliza uma caricatura animalesca, uma imagem desprezível do homem MORCEGO - simbolizam a clarividência, pois que vêem além das formas e das aparências, sem necessidades da visão ocular. Captam os campos magnéticos pela força

da própria energia e sensibilidade.

PAPAGAIO - É considerado como sendo um dos símbolos de Maomé, além de simbolizar a petrificação em função do caráter repetitivo da sua fala, desvinculado de qualquer raciocínio. É, portanto, uma personificação específica de conteúdos que são repetidos sem questionar e sem que se pare para fazer uma avaliação. Costuma ainda ser um símbolo do inconsciente. Em algumas histórias árabes, ele simboliza o psicopompo,

uma espécie de Hermes, que fala sempre a verdade, embora de forma um tanto dúbia. PÁSSARO - Simboliza de modo geral as entidades psíquicas de caráter intuitivo e mental, pois é considerado como uma entidade sem corpo e alada. É um apropriado símbolo da transcendência. Pode ainda estar representando o SELF que surge como um

princípio único, uma intuição da totalidade oriunda das profundezas do inconsciente. Por vezes é associado aos pensamentos autônomos que nos surgem para depois desaparecerem com relativa autonomia. É uma intuição profunda, a verdade invisível

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Na alquimia, o pássaro encontra-se vinculado ao medo da morte, à separação da alma do corpo, que é a Sublimação definitiva; sendo que existem representações medievais em

que a alma deixa o corpo do morto em forma de pássaro. Nos tratados alquímicos, aparece como um guia em direção à experiência interior e os alquimistas

consideravam-no como formas gasosas de matéria sublimada, de forma que os espíritos, os vapores e as substâncias evaporadas eram simbolizados por eles, usando representações distintas

das suas espécies.

O pássaro SIMORG é um pássaro mitológico de imensas proporções e de cor preta que representa a alma coletiva de todas as aves. Na mitologia germânica, os pássaros pertencem a Wotan e na mitologia greco-romana a Apolo sendo que uma das suas características seria a capacidade de profetizar. Possui ainda o simbolismo de ser um

anjo.

PATO - Pode ser considerado um dos símbolos do SELF pela sua capacidade de adaptação e estilo de vida distintos. É um animal da terra, água e ar. É pois considerado

como sendo uma função transcendental, ou seja, a capacidade que tem a psique inconsciente de se transformar e de nos levar a uma nova situação que anteriormente

nos parecia bloqueada. O pato está em casa, em todos os domínios da natureza. No Ocidente, tal qual os gansos, está ligado à figura dos demônios e bruxas que com

freqüência possuem pés de pato ou de ganso.

PAVÃO - É um símbolo da ressurreição e do Cristo, tal qual a Fênix que também é considerada como sendo um símbolo solar. Na mitologia grega é considerado como sendo um dos animais atribuídos à deusa Hera. É ainda considerado como sendo um símbolo da imortalidade e da totalidade, muito embora a sua imagem esteja associada à

vaidade.

PEIXES - É considerado um símbolo de Cristo, além de um dos símbolos do SELF. São vistos como símbolos transcendentais de profundidade e podem simbolizar um

conteúdo emergindo espontaneamente do inconsciente.

O peixe tem um duplo aspecto, tanto de redentor como daquilo que deve ser redimido. Leviatã também era um mostro que possuía por símbolo o Peixe, e, no próprio signo zodiacal de Peixes, encontramos dois peixes que nadam em direções antagônicas, como

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O peixe pode ainda simbolizar a lascividade e os instintos mais baixos. Em diversos mitos, simboliza a revelação da Profunda Sabedoria. Nos sonhos, por vezes, o peixe é

um símbolo da criança não nascida, pois antes de nascer, vivemos na água como um peixe. Ele traz em si o simbolismo de renovação e renascimento, além de simbolizar os

conteúdos autônomos do inconsciente.

PICA-PAU - É considerado um símbolo do princípio paterno. Em Roma, era tido como um "Pater Familias" e no mito de Rômulo e Remo, foi ele quem colocou o alimento nas

suas bocas por intermédio do seu bico.

POMBA - Na tradição cristã, a pomba simboliza a pureza, o Espírito Santo e em contos de fadas, uma mulher-amante do tipo Vênus. Na alquimia, a pomba simboliza a

operação alquímica da albedo.

PORCO - Pode simbolizar a baixa sensualidade. Circe transformava em porcos os homens que a desejavam.

RÃ - As rãs de um modo geral, são associadas à Mãe-Terra, além de representarem o útero. Hécate,a deusa com cabeça de rã é uma deusa da terra, que tem poderes sobre a vida e a morte. Ela tanto é capaz de envenenar como de dar vida à alguém. As rãs e os sapos têm sido associados ainda a bruxarias, pois é comum que os encontremos como

ingredientes indispensáveis nas poções mágicas.

O ato de sonhar com a rã, simboliza que um determinado conteúdo inconsciente está pronto para se tornar consciente, bastando para isso que se queira.

RAPOSA - Na China e no Japão, a raposa é tida como um animal feiticeiro e feminino. Em decorrência disso, costuma-se associá-la à natureza feminina instintiva e primitiva da mulher. Nesses países acredita-se que as bruxas, assim como as mulheres histéricas, costumam tomar a forma da raposa. Ela pode ainda aparecer simbolizando as almas

penadas ou como o duplo da consciência humana.

RATOS - Costumam simbolizar a parte inconsciente do ser humano, assim como as preocupações noturnas e as fantasias autônomas. São considerados animais-espírito que

algumas vezes aparecem simbolizando conteúdos eróticos. Podem ainda aparecer simbolizando a apropriação indébita dos objetos ou dos afetos

SALAMANDRA - É um símbolo da transformação psíquica.

SALMÃO - É um símbolo de sabedoria e de conhecimento do futuro, além da vitalidade saudável.

SAPO - É considerado em todas as mitologias como um elemento masculino. Na alquimia, traz o simbolismo da prima-matéria que sofre transformação uma vez que exprime a cobiça desenfreada que costuma afogar a pessoa em seu próprio excesso. O

sapo quando morre, fica negro e entra em estado de putrefação, enchendo-se do seu próprio veneno. O alquimista submetia então essa carcaça ao fogo do processo

alquímico até transformá-lo num elixir capaz de matar ou salvar o indivíduo. SERPENTES - Costumam simbolizar o sistema nervoso autônomo, a energia instintiva

e são símbolos transcendentes da profundidade e costuma também estar associado à sabedoria, à cura e ao auto-conhecimento . O mito da tentação da serpente no jardim do Éden, refere-se à necessidade de auto-realizarão do homem, o princípio da individuação,

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Referências