1. IDENTIFICAÇÃO
PERÍODO: 5º CRÉDITO: 03
CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 45
NOME DA DISCIPLINA: DIREITO URBANÍSTICO NOME DO CURSO: DIREITO
2. EMENTA
Fontes, conceitos, fundamentos históricos e constitucionais do direito urbanístico. Princípios informadores do direito urbanístico. Estruturação das normas de direito urbanístico. Função socioambiental da propriedade urbana. Limitações administrativas à propriedade privada. Direitos de vizinhança. Uso e ocupação do solo urbano. Estatuto das cidades. Plano diretor municipal. Código de posturas municipal.
3. OBJETIVOS
ü Desenvolver competências e habilidades necessárias à compreensão do espaço urbano brasileiro, suas características e implicações na seara jurídica por meio do estudo sistematizado do Direito Urbanístico;
ü Compreender o marco jurídico da propriedade imobiliária urbana e os princípios informadores do Direito Urbanístico reconhecendo os direitos humanos como fundamento de uma sociedade equânime;
ü Discutir a tutela do espaço urbano, identificando a base constitucional e os elementos constitutivos da paisagem urbana com vistas a formação de Bacharel em Direito com conhecimento intelectual e técnico sem dissociar teoria e prática.
4. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
ü Compreensão ampla e consistente do fenômeno social na realidade urbanística e na prática jurídica;
ü Compreensão do processo de construção, deflagração, emergência, desenvolvimento e solução dos conflitos sociais, através de atividades curriculares tais como debates, resenhas críticas, fichamento e análise de decisões proferidas pelo STF;
ü Capacidade de atuar diante de casos concretos que envolvam problemáticas relativas aos Direito Urbanístico, finalizando na aplicação justa e equânime do Direito, como meio indispensável para a realização da Justiça e da paz social;
ü Compromisso com uma ética de atuação profissional em relação à organização democrática da vida em sociedade;
ü Leitura, compreensão e elaboração de textos, artigos científicos, resumos, resenhas e outros textos acadêmicos com a devida utilização das normas técnico-jurídicas.
5. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO AO DIREITO URBANÍSTICO
Fontes, conceitos e objeto. Princípios urbanísticos. Fundamentos constitucionais do direito urbanístico. Relações do direito urbanístico e suas interfaces com as demais disciplinas jurídicas. Autonomia do direito urbanístico.
UNIDADE 2 – COMPETÊNCIA URBANÍSTICA
Instrumentos legais da constituição e do código civil. Repartição constitucional de competências relativas à matéria. Instrumentos urbanísticos do município. Principais aplicações das normas municipais em matéria urbanística.
UNIDADE 3 – A FUNÇÃO SOCIOAMBIENTAL DA PROPRIEDADE URBANA
A função social da propriedade prevista na Constituição Federal, no Código Civil e no Estatuto das Cidades. Instrumentos para o cumprimento da função socioambiental da propriedade e da cidade. Parcelamento, edificação e utilização do solo. Imposto Sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana. Desapropriação para fins de reforma urbana.
UNIDADE 4 – TUTELA NORMATIVA FEDERAL EM MATÉRIA URBANÍSTICA
O estatuto das cidades (lei 10.257/01). A política nacional de mobilidade urbana (lei12.587/12). Os direitos de vizinhança e o Código Civil Brasileiro.
UNIDADE 5 – OS DIREITOS DE VIZINHANÇA
Uso anormal da propriedade. Árvores limítrofes. Passagem forçada. Passagem de cabos e tubulações. Águas. Limites entre prédios e direito de tapagem. Direito de construir.
UNIDADE 6 – TUTELA NORMATIVA MUNICIPAL EM MATÉRIA URBANÍSTICA
Lei orgânica. Uso e ocupação do solo urbano. Plano diretor municipal. Código de postura municipal.
6. MÉTODO DIALÉTICO
1. PROBLEMATIZAÇÃO Momento de sensibilização
Estreitamento entre a prática social e o conhecimento.
Caminho de predisposição para a aprendizagem significativa, considerando os alunos visuais, auditivos e cenestésicos.
PERGUNTAS DESAFIADORAE E MOTIVADORAS DE CURIOSIDADE
Objetivo: selecionar e fazer as principais interrogações, instigando a imaginação. Discutir
problemas.
Meta: estimular o maior número possível de perguntas.
Papel docente: desafiar a identificação dos limites e possibilidades do conhecimento,a partir de sua
prática social,explicitando a problemática do conteúdo, justificando sua importância, mediante: a) Breve roda de discussão, opiniões e crenças;
b) Perguntas norteadoras.
2. INSTRUMENTALIZAÇÃO Momento de apropriação
É a introdução ao conhecimento sistemático. Caminho de acesso aos instrumentos científicos. CONTEÚDO PROPRIAMENTO DITO
Objetivo: responder à problematização, apropriando-se dos conhecimentos. Meta: Exercitar os instrumentos possibilitadores de construção de conhecimento. Papel docente: por à disposição dos aprendentes o conteúdo sistematizado mediante:
a) Apresentação do conhecimento Científico por meio de ações docentes; b) Utilizar recursos necessários à aprendizagem.
3. CATARSE
Momento de significação
É a purificação: compreensão da problematização e instrumentalização. ELABORA ÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS
Objetivo: purificar as informações demonstrando por fala e atitudes o essencial que se compreendeu.
Saber expressar os pensamentos, ideias e conceitos.
Meta: Nova posição mental do aprendente em relação ao conteúdo.
Papel docente: instigar o aprendente a demonstrar a nova posição mental (= o que aprendeu),
mediante:
a) O aprendente manifesta a nova postural mental por um RESUMO de tudo o que aprendeu; b) O aprendente expressa essa síntese através de avaliação oral ou escrita (formal ou informal).
4. SINTÉSE
Momento de formação
É a consolidação da aprendizagem. Crítica ao conhecimento-científico PRÁTICA SOCIAL FINAL
Objetivo: Expressar a percepção das transformações ocorridas: conceituais, procedimentais e
atitudinais.
Meta: Nova produção (oral ou escrita) cultivando a constituição de significados. Novo agir, pensar,
fazer.
Papel docente: constar o assumir do aprendente na nova postura de ação:
a) Pela nova postura prática, novas atitudes, novas disposições;
b) Pelo compromisso e pelas ações que o aprendente se dispõe a executar.
7. SISTEMÁTICA DE AVALIAÇÃO
A avaliação do desempenho acadêmico é feita por disciplina e incide sobre a frequência e aproveitamento nas ações acadêmicas do discente, ambas eliminatórias.
A avaliação do aproveitamento será feita levando em consideração o grau em que os objetivos foram ou deixaram de ser alcançados pelo/a discente, e será traduzida em nota que varia de zero a dez, admitindo-se o meio ponto.
submetido, no mínimo, a três Avaliações Regulares, realizadas em conformidade com o Calendário Acadêmico da FEST, no horário de aula do professor.
Cada Avaliação Regular constitui-se de duas partes: a primeira parte é composta de uma prova escrita e sem consulta, realizada individualmente e correspondendo a 70% da nota. A segunda parte, que correspondente à 30% (trinta por cento) da nota, é de livre arbítrio do docente e deverá contemplar outro instrumento de avaliação que não prova escrita, contemplando em cada uma das avaliações regulares um instrumento diferenciado, podendo ser seminário, trabalho em dupla, trabalho individual, autoavaliação, debate, painel, prova oral, júri simulado, mapa conceitual, resumo ou outra estratégia.
Em relação à primeira parte, a prova, esta deverá ser elaborada pelo docente da disciplina e conter 10 (dez) questões de múltipla escolha, correspondente à 30% (trinta por cento) da nota e 2 (duas) questões discursivas, correspondente à 40% (quarenta por cento) da nota.
Em relação à segunda parte, de livre arbítrio do docente, está assim constituída no âmbito desta disciplina:
Para a Primeira Avaliação Regular será exigido do (a) acadêmico (a), a critério do professor, uma produção textual (resumo informativo, resenha crítica, fichamento, entre outros) a partir da leitura de um texto acadêmico (artigo científico, jurisprudências, etc.) direcionado pelo docente;
Para a Segunda Avaliação Regular será exigido dos (as) acadêmicos (as) a apresentação de seminário acerca de temas específicos da disciplina os quais serão direcionados pelo docente;
Para a Terceira Avaliação Regular será realizado debate e/ou mesa redonda em sala de aula acerca de temas específicos a serem direcionados pelo professor;
O/A discente que, ao final da segunda Avaliação Regular alcançar uma média inferior a 7,0 e igual ou superar a 5,0, considerando para o cálculo da média a somatória da primeira e segunda Avaliação Regular, poderá substituir a menor nota, quer seja da Primeira ou da Segunda Avaliação Regular.
Para substituir a menor nota, quer seja a Primeira ou Segunda Avaliação Regular, o/a discente deverá elaborar um artigo científico de revisão de conteúdo, fundamentado teoricamente em, no mínimo, três autores que discorram sobre o conteúdo referente ao mesmo da nota a ser substituída. O referido artigo científico deverá atender ao disposto nas normas da Fest e ser entregue ao professor da disciplina, cuja nota poderá ser substituída, até o dia 30 de maio do corrente semestre.
O mencionado artigo científico será avaliado pelo professor da respectiva disciplina e pelo coordenador de Pós Graduação da FEST, que atribuirão nota, variando de zero a dez, admitindo-se
meio ponto.
Acresce-se que se a nota do artigo científico for superior à nota a ser substituída e maior que sete, esse poderá ser publicado. Entretanto, se a nota do artigo científico for inferior a menor nota da média (1ª ou 2ª Avaliação Regular), será mantida a nota anterior.
Em caso de não realizar a prova, em uma das Avaliações Regulares, independentemente do motivo, o discente poderá requerer junto ao protocolo geral, na Recepção da Fest, no prazo de três dias úteis após a execução da Avaliação Regular não realizada pelo/a discente, o direito a realização de Avaliação de Segunda Chamada.
Portanto, a Avaliação de Segunda Chamada é uma oportunidade para o/a discente que, por algum motivo, não pode comparecer no dia da prova escrita da 1ª ou 2ª Avaliação Regular.
A Avaliação de Segunda Chamada poderá ser realizada mediante o pagamento da taxa de R$ 50,00 (cinquenta reais) e o deferimento do da Coordenadoria de vínculo do/a discente. Deferido o pedido, a Coordenadoria também definirá a data, que não poderá ser em horário que o/a discente deveria estar em sala de aula.
O deferimento do requerimento para a realização da prova de Avaliação de Segunda Chamada dar-se-à somente se esse estiver sido realizado dentro do prazo e anexado o comprovante de pagamento da taxa acima referida.
A falta de pagamento da taxa implica na impossibilidade de realizar a Avaliação de Segunda Chamada, ficando, portanto, o/a discente com nota 0 (zero) na prova para a qual havia feito a solicitação.
Ressalta-se que da Terceira Avaliação Regular não haverá Avaliação Substitutiva e nem Avaliação de Segunda Chamada.
Será considerado aprovado o/a discente que alcançar, no final do semestre, com base nas três Avaliações Regulares, nota média igual ou superior a sete, bem como tenha obtido o mínimo de setenta e cinco por cento (75%) de presenças.
O/A discente que após as três Avaliações Regulares alcançar nota média inferior a cinco, está reprovado, não sendo permitido a este a realização de Avaliação Final. Também está reprovado o/a discente que após ser submetido à avaliação final obtenha nota inferior a sete.
O/A discente que, após as três Avaliações Regulares, alcançar nota média final inferior a sete e igual ou superior a cinco, será submetido a uma Avaliação Final que será constituída de uma prova, individual, sem consulta, contendo 10 (dez) questões de múltipla escolha, versando sobre o conteúdo programático da disciplina, na sua integralidade, devendo o mesmo, obrigatoriamente, atingir no
mínimo a nota sete, desprezadas as notas das demais avaliações anteriores.
8. BIBLIOGRAFIA
BÁSICA:
SILVA, Jose Afonso da. Direito Urbanístico brasileiro. 7. ed. rev. atual. São Paulo: Malheiros. 2013. ANTUNES, Paulo Bessa. Direito Ambiental. 18. ed. rev. atual. Rio de Janeiro: lumem Juris. 2013. MILARE, Edis. Direito Ambiental: a gestão ambiental em foco. 6. ed. Revista dos
Tribunais, São Paulo. 2013.
COMPLEMENTAR
CARVALHO. Jose dos Santos. Comentários ao Estatuto das cidades. 5. ed. São Paulo. 2013.
DALLARI, Adilson Abreu; FIGUEIREDO. Lúcia Valle. Temas de direito urbanístico. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013.
DALLARI, Adilson Abreu; SARNO. Daniela Campos. Direito Urbanístico e Ambiental. 2. ed. Belo Horizonte: Editora Forum, 2013.
FIORILLO, Celso Antônio Pacheco. Estatuto da Cidade Comentado. 2. ed. São Paulo: RT, 2005 FREITAS, Vladimir Passos de. Temas Atuais de Direito Urbanístico e Ambiental. São
Paulo: Forum, 2009.
MUKAI, Toshio. O Estatuto da Cidade. São Paulo: Saraiva, 2006. _____. Direito Urbano e Ambiental. 4. ed. São Paulo: Fórum, 2010.
MEDUAR, Odete; ALMEIDA, Fernando dias Menezes. Estatuto das cidades. Lei 10.527/01de 10.07.2001. Comentários. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013.
LOCAL: Imperatriz-MA MÊS/ANO: Janeiro de 2018
NOME DO PROFESSOR: JOSE JAGNO RODRIGUES NEPOMUCENO e THIAGO VALE PESTANA