KPMG Auditores Independentes
Fevereiro de 2013
KPDS 51378
Vigor Alimentos S.A.
Relatório dos auditores independentes
sobre as demonstrações contábeis
2
Relatório dos auditores independentes sobre as
demonstrações contábeis
Aos
Acionistas, Conselheiros e Administradores da
Vigor Alimentos S.A.
São Paulo - SP
Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Vigor Alimentos S.A.
(“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que
compreendem o balanço patrimonial, em 31 de dezembro de 2012, e as respectivas
demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos
fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas
contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis
A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das
demonstrações contábeis individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e
das demonstrações contábeis consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório
financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), e de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela
determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres
de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com
base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de
auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a
auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as
demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a
respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os
procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos
riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por
fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes
para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para
planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para
fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma
auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a
razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da
apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
04530-904 - São Paulo, SP - Brasil
Caixa Postal 2467
01060-970 - São Paulo, SP - Brasil
Internacional
55 (11) 2183-3034
Internet
www.kpmg.com.br
3
Opinião sobre as demonstrações contábeis individuais
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em
todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Vigor Alimentos S.A., em 31
de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o
exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Opinião sobre as demonstrações contábeis consolidadas
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis consolidadas acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada
da Vigor Alimentos S.A., em 31 de dezembro de 2012, o desempenho consolidado de suas
operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo
com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International
Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Ênfase
Conforme descrito na nota explicativa nº 2, as demonstrações contábeis individuais foram
elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Companhia essas
práticas diferem da IFRS, aplicável às demonstrações contábeis separadas, somente no que se
refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo
método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo.
Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto.
Outros assuntos
Demonstrações do valor adicionado
Examinamos também as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA)
referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012, cuja apresentação é requerida pela
legislação societária brasileira para companhias abertas e como informação suplementar pelas
IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos
mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão
adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às
demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
São Paulo, 28 de fevereiro de 2013
KPMG Auditores Independentes
CRC 2SP014428/O-6
Orlando Octávio de Freitas Júnior
Contador CRC 1SP178871/O-4
Parecer dos auditores independentes
(Em milhares de reais)
31.12.12 31.12.11 31.12.12 31.12.11 31.12.12 31.12.11 31.12.12 31.12.11
ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE CIRCULANTE
Caixa e equivalentes de caixa (Nota 6) 92.775 5 104.597 5 Fornecedores (Nota 14) 130.695 - 130.096
-Contas a receber de clientes (Nota 7) 174.873 - 182.342 - Empréstimos e financiamentos (Nota 15) 99.321 - 105.879
-Estoques (Nota 8) 109.107 - 114.997 - Obrigações fiscais, trabalhistas e sociais (Nota 16) 53.822 - 54.807
-Impostos a recuperar (Nota 9) 128.334 - 130.054 - Imposto de renda e Contribuição Social a pagar 30 - 252
-Despesas antecipadas 470 - 633 - Outros passivos circulantes 11.372 - 11.750
-Outros ativos circulantes 7.944 - 8.792
-TOTAL DO CIRCULANTE 295.240 - 302.784 -TOTAL DO CIRCULANTE 513.503 5 541.415 5
NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE
Empréstimos e financiamentos (Nota 15) 78.485 - 82.651 -Realizável a Longo Prazo Obrigações fiscais, trabalhistas e sociais (Nota 16) 249.325 - 249.506
-Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 18) 39.444 - 40.024
-Créditos com empresas ligadas (Nota 10) 535 - - - Provisão para riscos processuais (Nota 17) 2.391 - 4.997
-Depósitos, cauções e outros 18.719 - 20.163 - Outros passivos não circulantes - 351
Impostos a recuperar (Nota 9) - - 245
-Total do Realizável a Longo Prazo 19.254 - 20.408 - TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 369.645 - 377.529 -PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 19)
Investimentos em controladas (Nota 11) 39.011 - - - Capital social 1.191.378 5 1.191.378 5
Imobilizado (Nota 12) 450.460 - 464.441 - Reserva de lucros 30.653 30.653
Intangível (Nota 13) 866.946 - 878.338 - Ajustes acumulados de conversão 2.258 - 2.258
-1.356.417
- 1.342.779
-TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 1.375.671 - 1.363.187 - TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.224.289 5 1.224.289 5 TOTAL DO ATIVO 1.889.174 5 1.904.602 5 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.889.174 5 1.904.602 5
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Consolidado
(Em milhares de reais)
2012 2011 2012 2011
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (Nota 20) - - 1.330.176 -Custo dos produtos vendidos - - (935.495)
-LUCRO BRUTO - - 394.681 -(DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS
Administrativas e gerais (1.608) - (74.221) -Despesas com vendas - - (267.293) -Resultado financeiro líquido (Nota 22) (1.075) - (7.766) -Resultado de equivalência patrimonial (Nota 11) 33.336 - - -Outras receitas (despesas) - - (902)
-30.653
- (350.182) -RESULTADO ANTES DA PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO
SOCIAL 30.653 - 44.499 -Imposto de renda e contribuição social do exercício (Nota 18) - - (23.430) -Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 18) - - 9.584
- (13.846) -LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 30.653 - 30.653 -ATRIBUÍDO A:
Participação dos acionistas controladores 30.653 -30.653
-Lucro líquido (básico) por ações no final do exercício - em reais (Nota 21) 0,22
-As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Demonstrações de resultados abrangentes para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011
(Em milhares de reais)
2012
2011
2012
2011
30.653
-
30.653
-Outros resultados abrangentes
Ajuste acumulado de conversão em controladas
169
-
169
-Variação cambial sobre investimentos no exterior
2.089
-
2.089
-Total do resultado abrangente do exercício
32.911
-
32.911
-Total do resultado abrangente do exercício atribuível a:
Acionistas da Companhia
32.911
-
32.911
-32.911
-
32.911
-As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Consolidado
Lucro líquido do exercício
Demonstração das mutações do patrimônio líquido para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011
(Em milhares de reais)
Capital
social
Reserva de
lucros
Ajustes
acumulados
de conversão
Lucros
acumulados
Total
SALDOS EM 01 DE JANEIRO DE 2011
-
-
-
-
-Integralização de capital
5
-
-
5
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011
5
-
-
-
5
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011
5
-
-
5
Aumento de capital - Integralização de investimento na Vigor
330.427
-
-
330.427
Aumento de capital - Integralização de ágio na Vigor
860.946
-
-
860.946
Constituição de reserva de lucros para expansão
21.829
(21.829)
Constituição de reserva legal
1.533
(1.533)
Constituição de reserva especifica para dividendos obrigatorios não distribuidos
-
7.291
(7.291)
-Ajustes acumulados de conversão em controladas
-
-
169
-
169
Variação cambial de investimentos líquidos
-
-
2.089
-
2.089
Lucro líquido do exercício
30.653
30.653
1.191.378
30.653
2.258
-
1.224.289
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012
Demonstrações dos fluxos de caixa para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011
(Em milhares de reais)
2012
2011
2012
2011
Fluxo de caixa das atividades operacionais
Lucro líquido do exercício
30.653
-
30.653
-Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas
pelas atividades operacionais:
. Depreciação e amortização
-
-
15.757
-. Encargos financeiros e variações cambiais
334
-
12.589
-. Perdas estimadas de créditos de liquidação duvidosa
-
-
(246)
-. Resultado de equivalência patrimonial
(33.336)
-
-
-. Resultado na venda de imobilizado
-
-
5.459
-. Imposto de renda e contribuição social diferidos
-
-
(9.583)
-(2.349)
-
54.629
-Redução (aumento) em ativos
Contas a receber
-
-
(26.966)
Estoques
-
-
488
Impostos a recuperar
-
-
(17.578)
Outros ativos circulantes e não circulantes
(47)
-
36.537
Créditos com empresas ligadas
(38.354)
-
3.964
-Aumento (redução) em passivos
Fornecedores
1
-
21.931
Outros passivos circulantes e não circulantes
45
-
(37.859)
Ajustes de avaliação patrimonial e acumulados de conversão
-
-
2.258
-Caixa líquido gerado (aplicado) nas atividades operacionais
(40.704)
-
37.404
-Fluxo de caixa das atividades de investimentos
Adições no ativo imobilizado e intangível
-
-
(69.191)
Incorporação caixa Vigor
85.030
199
Caixa líquido gerado (aplicado) nas atividades de investimentos
85.030
-
(68.992)
-Fluxo de caixa das atividades de financiamentos
Empréstimos e financiamentos captados
50.000
-
173.595
-Pagamentos de empréstimos e financiamentos
(1.556)
-
(359.095)
-Integralização de capital
5
-
5
Caixa líquido gerado (aplicado) nas atividades de financiamentos
48.444
5
(185.500)
5
Variação líquida no exercício
92.770
5
(217.088)
5
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
5
-
321.685
-Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício
92.775
5
104.597
5
Informações adicionais:
- Juros pagos e recebidos
24
(8.809)
- Imposto de renda e contribuição social pagos
(23.412)
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Consolidado
Controladora
Demonstrações do Valor Adicionado para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011
(Em milhares de reais)
2012
2011
2012
2011
Receitas
Vendas de mercadorias, produtos e serviços
-
-
1.603.148
-Outras receitas
-
-
2.088
-Perdas estimadas de créditos de liquidação duvidosa
-
-
246
-
1.605.482
-Insumos adquiridos de terceiros
Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos
-
-
(945.534)
-Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
(304)
-
(308.998)
-Outras
-
-
-
-(304)
-
(1.254.532)
-Valor adicionado bruto
(304)
-
350.950
-Depreciação e Amortização
-
-
(15.757)
-Valor adicionado líquido produzido pela entidade
(304)
-
335.193
-Valor adicionado recebido em transferência
Resultado de equivalência patrimonial
33.336
-
-
-Receitas financeiras
1.580
-
52.734
-Outras
-
-
146
-VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR
34.612
-
388.073
-DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Pessoal
Remuneração direta
1.122
-
137.577
-Benefícios
-
-
22.393
-FGTS
-
-
7.213
-1.122
-
167.183
-Impostos, taxas e contribuições
Federais
1.088
-
34.422
-Estaduais
-
-
96.129
-Municipais
-
-
83
-1.088
-
130.634
-Remuneração de capitais de terceiros
Juros
1.736
-
51.947
-Aluguéis
-
-
3.762
-Outras
13
-
3.894
-1.749
-
59.603
-Remuneração de capitais próprios
Lucros retidos do exercício
30.653
-
30.653
-30.653
-
30.653
-VALOR ADICIONADO TOTAL DISTRIBUÍDO
34.612
-
388.073
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
(Em milhares de reais)
1
Contexto operacional
2
a. Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do CPC)
3
As presentes demonstrações contábeis incluem:
A Companhia aplicou as práticas contábeis definidas na Nota 3 em todos os períodos apresentados.
As principais políticas contábeis aplicadas na elaboração destas demonstrações contábeis estão definidas abaixo. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os períodos apresentados, salvo disposição em contrário.
a) Apuração do resultado
Nas demonstrações do resultado a receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos, bem como após a eliminação das vendas entre empresas do grupo, na nota explicativa 18 apresentamos a conciliação da receita líquida. É reconhecida no resultado do período quando os riscos e benefícios inerentes aos produtos são transferidos para os clientes.
c. Entendimento sobre a elaboração das demonstrações contábeis
O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades da controlada Vigor.
A demonstração contábil de 31 de dezembro de 2012 contempla as seguintes operações:
- Controladora: Capitalização inicial da Companhia, mais o aumento de capital através de cessão de investimento e ágio na Vigor, pela controladora JBS S.A, no dia 20 de janeiro de 2012. Adicionalmente, contempla o resultado de equivalência patrimonial do exercicio.
Naquela data a Companhia tornou-se investidora em 100% na S.A. Fábrica de Produtos Alimentícios Vigor (“Vigor”), uma sociedade com sede na cidade de São Paulo e, tem como objetivo industrializar e comercializar laticínios em geral, leite “in natura” e derivados e também no refino, na industrialização e na comercialização de óleos, derivados de origem vegetal, macarrão instantâneo, sucos e iogurte, além de participar como sócia de outras sociedades.
A Vigor, mediante concessão de registro pelo “Foods and Drug Administration - FDA” está credenciada a exportar para os Estados Unidos da América, o registro autoriza a exportação de toda a sua linha de produção.
A Dan Vigor, controlada indireta, é uma joint-venture entre dois grandes grupos lácteos: a Vigor, empresa tradicional de alimentos e conhecedora do mercado brasileiro, e Arla Foods, a maior empresa de laticínios escandinava, e uma das dez maiores empresas de laticínios do mundo. Com a experiência e know-how destes dois grandes grupos, foi lançada a marca Danubio, e desde 1986 vem se dedicando exclusivamente à produção de queijos e derivados lácteos. A fábrica está sediada no município de Cruzeiro/SP, e ocupa uma área de 10 mil m2, numa grande estrutura. A consolidação é feita proporcional aos 50%, conforme IAS 31/ CPC 19 - Investimento em empreendimento controlado em conjunto (Joint Venture).
A Vigor Alimentos S.A (Companhia) é uma sociedade por ações que se rege por Estatuto e pelas disposições legais aplicáveis, cujo objeto social é a participação em outras sociedades no Brasil ou no exterior, como sócia ou acionista (holdings) e administração de bens próprios, tendo como prazo de duração indeterminado.
A Companhia tem sede no município de São Paulo, podendo estabelecer filiais, agências ou escritórios em qualquer parte do território nacional, ou exterior, onde e quando a Diretoria julgar conveniente.
No dia 20 de janeiro de 2012, a controladora JBS S.A efetuou capitalização de R$ 1.191.373 na Vigor Alimentos S.A, através de cessão de investimento (R$ 330.427) e ágio (R$ 860.946) na S.A.Fábrica de Produtos Alimentícios Vigor.
A Companhia foi constituída em 03/01/2011.
Essas demonstrações contábeis consolidadas são apresentadas em reais, o qual é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras são apresentadas em milhares de reais.
b. Moeda funcional e de apresentação
Regime Tributário Transitório (RTT) - Os valores apresentados nas demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2012 consideram a adoção do Regime Tributário de Transição (RTT) pela Companhia e sua controlada, conforme facultado pela Lei n° 11.941/09, que tem por objetivo manter a neutralidade fiscal das alterações ocorridas na legislação Brasileira, introduzidas pela Lei n° 11.638/07 e pela própria Lei n° 11.941/09.
Base de preparação
- As demonstrações contábeis consolidadas da Companhia foram preparadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2012 comparativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e estão de acordo com o International Financial Reporting Standards (IFRS) emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB) e também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil; e
- As demonstrações contábeis individuas da controladora preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Não há diferença entre o patrimônio líquido e o resultado consolidado e o patrimônio líquido e resultado da companhia em suas demonstrações contábeis individuais. Assim sendo, as demonstrações contábeis consolidadas e as demonstrações contábeis individuais estão sendo apresentadas lado-a-lado em um único conjunto de demonstrações contábeis.
A emissão das demonstrações contábeis individuais e consolidadas foi autorizada pela Diretoria em 28 de fevereiro de 2013.
Conforme comunicado, em 21 de junho 2012 foi concluída com sucesso a última etapa da Oferta Pública Voluntária de Aquisição de Ações Ordinárias de Emissão da JBS S.A mediante Permuta por Ações Ordinárias de Emissão da Companhia, por meio da efetivação do leilão da Oferta. A partir desta data a Companhia passou a ter governança própria e estrutura independente da JBS S.A, com seus papéis negociados no Novo Mercado, segmento de mais elevado padrão de governança corporativa da BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros. Assim o controle acionário da Companhia passou para a FB Participações S.A.
Em 21 de novembro de 2012, a Companhia adquiriu quotas representativas de 100% (cem por cento) do capital social da Laticínios MB Ltda. (“Laticínios MB”), por meio de Contrato de Compra e Venda de Quotas celebrado entre as partes.
A Laticínios MB está sediada na Cidade de Lima Duarte, Estado de Minas Gerais, é uma empresa de referência e tradição na produção de queijo tipo Reino, além de outros queijos especiais. A empresa possuí 190 (cento e noventa) colaboradores em 2 plantas, nas cidades de Lima Duarte e Santa Rita de Ibitipoca.
Conforme AGE realizada em 28 de dezembro de 2012, foi aprovado o Protocolo e a Justificação firmado em 23 de novembro de 2012, tendo por objeto a incorporação pela Companhia, de sua controlada S/A Fábrica de Produtos ALimentícios Vigor.
A demonstração contábil de 31 de dezembro de 2011 não possui o conjunto completo de demonstrações contábeis, pois nessa data havia ocorrido apenas a capitalização inicial da Companhia a título de sua criação, sendo apresentado então, apenas o Balanço Patrimonial.
- Consolidado: Consolidação dos saldos de balanço das controladas Dan Vigor e Laticinios MB Ltda em 31 de dezembro de 2012.
Resumo das principais práticas contábeis
Como não existiu resultado de equivalência patrimonial no exercício de 2011, nesse período a Companhia não possui movimentos em sua demonstração de resultado, demonstração de valor adicionado, demonstração do resultado abrangente e demonstração de fluxo de caixa, (que possui movimento apenas com a capitalização inicial de R$ 5 pela controladora JBS S.A) apresentadas em milhares de reais.
(Em milhares de reais)
• Derivativos
As despesas são apuradas em conformidade com o regime contábil de competência.
• Passivos financeiros não derivativos
Baseada em uma política de gerenciamento de risco do corporativo, a companhia contrata instrumentos financeiros derivativos para minimizar o risco de perda com exposição, principalmente, de riscos de variações de taxas de câmbio, das taxas de juros, dos preços de commodities, riscos de créditos e risco de liquidez, entre outros, que podem afetar negativamente o valor dos ativos e passivos financeiros ou fluxos de caixa futuros e lucros.
O valor justo dos instrumentos financeiros derivativos é calculado pela tesouraria com base nas informações de cada operação contratada e nas respectivas informações de mercado nas datas de encerramento das demonstrações contábeis, tais como taxas de juros e câmbio.
As despesas com a constituição da perda estimada para créditos de liquidação duvidosa são registradas na rubrica “Despesas com vendas” na demonstração do resultado consolidado. Quando não existe expectativa de recuperação destes créditos, os valores creditados na rubrica “Perda estimada com créditos de liquidação duvidosa” são revertidos contra a baixa definitiva do título ao resultado do período. A Companhia e suas controladas registram e divulgam seus instrumentos financeiros e derivativos de acordo com o IAS 39/CPC 38 Instrumentos financeiros: Reconhecimento e Mensuração, IFRIC 9 -Reavaliação de derivativos embutidos e IFRS 7/CPC 40 - Instrumentos Financeiros Divulgações. Os instrumentos financeiros são reconhecidos apenas a partir do momento em que a Companhia e suas controladas se tornam parte das disposições contratuais dos instrumentos.
O valor contábil do ativo financeiro é reduzido diretamente pela perda por redução ao valor recuperável para todos os ativos financeiros, com exceção das contas a receber, em que o valor contábil é reduzido pelo uso de uma provisão. Recuperações subsequentes de valores anteriormente baixados são creditadas à provisão. Mudanças no valor contábil da provisão são reconhecidas no resultado.
• perda no valor recuperável de ativos não financeiros; • perdas na redução de impostos a recuperar; • valor justo instrumento financeiro;
• provisões para passivos tributários, cíveis e trabalhista; • perda estimada com crédito de liquidação duvidosa; • vida útil do ativo imobilizado.
No processo das aplicações das políticas contábeis da Companhia, a Administração fez os seguintes julgamentos, o que eventualmente pode ter impacto material nos valores reconhecidos nas demonstrações contábeis:
b) Estimativas contábeis
Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa, bancos e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação.
A Companhia reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros (incluindo passivos designados pelo valor justo registrado no resultado) são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou quitadas.
• Redução ao valor recuperável de ativos financeiros
f) Perda estimada de créditos de liquidação duvidosa
Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os principais ativos que a controlada Vigor possui classificados nesta categoria são "Contas a receber" e "Créditos com pessoas ligadas".
A mensuração subsequente dos instrumentos financeiros ocorre a cada data de balanço de acordo com as regras estabelecidas para cada tipo de classificação de ativos e passivos financeiros. Revisões das estimativas contábeis são reconhecidas nas demonstrações contábeis do período em que ocorrer a revisão.
Em conformidade com o IAS 18/CPC 30 - Receitas, a controlada Vigor reconhece a receita quando, e somente quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurança;
(ii) a entidade tenha transferido para o comprador os riscos e benefícios mais significativos inerentes à propriedade do bem; (iii) é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Companhia e sua controlada;
(iv) a entidade não mantenha envolvimento continuado na gestão dos bens vendidos em grau normalmente associado à propriedade nem efetivo controle de tais bens; (v) as despesas incorridas ou a serem incorridas, referentes à transação, possam ser confiavelmente mensuradas.
A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados decorrentes de possíveis imprecisões inerentes ao processo de sua determinação.
c) Caixa e equivalentes de caixa
e) Instrumentos financeiros
As contas a receber de cliente correspondem aos valores devidos pelos clientes no curso normal do negócio da controlada Vigor. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, o montante correspondente é classificado no ativo não circulante.
• Mantidos até o vencimento
Ativos financeiros, exceto aqueles designados pelo valor justo por meio do resultado, são avaliados por indicadores de redução ao valor recuperável no final de cada período. As perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas se, e apenas se, houver evidência objetiva da redução ao valor recuperável do ativo financeiro como resultado de um ou mais eventos que tenham ocorrido após seu reconhecimento inicial, com impacto nos fluxos de caixa futuros estimados desse ativo.
Caso a Companhia tenha intenção e a capacidade de manter títulos de dívida até o vencimento, então tais ativos financeiros são classificados como mantidos até o vencimento. Os investimentos mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis. Após seu reconhecimento inicial, os investimentos mantidos até o vencimento são mensurados pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. A Companhia não possui instrumentos financeiros nesta categoria.
As perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa são calculadas com base na análise do "aging list", provisionando os itens de longa data, mas também considerando as perdas avaliadas como prováveis, cujo montante é considerado pela Administração da companhia como suficiente para cobrir eventuais perdas na realização das contas a receber.
d) Contas a receber
As contas a receber de clientes são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizável, menos a eventual perda estimada com crédito de liquidação duvidosa (PECLD) e a eventual perda estimada de valor recuperável quando necessário. Ou seja, na prática, são reconhecidas pelo valor faturado, ajustado pela eventual perda estimada com crédito de liquidação duvidosa e pela eventual perda estimada de valor recuperável, caso exista indícios de redução do valor recuperável.
A companhia Vigor tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: empréstimos, financiamentos, fornecedores e outras contas a pagar.
• Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado
Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como "mantido para negociação" e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos da Companhia. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativo são reconhecidas no resultado do período.
(Em milhares de reais)
Impostos correntes
De acordo com os requerimentos do IAS 37/CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, os ativos contingentes são reconhecidos somente quando é "praticamente certo" seu êxito, ou com base em decisões judiciais favoráveis, transitadas em julgado. Os ativos contingentes com êxitos prováveis são apenas divulgados em nota explicativa.
h) Investimentos
k) Outros ativos circulantes e não circulantes
Redução ao valor recuperável
Ao fim de cada exercício, é feita revisão do valor contábil dos ativos tangíveis e intangíveis para determinar se há alguma indicação de que tais ativos sofreram alguma perda por redução ao valor recuperável. Se houver tal indicação, o montante recuperável do ativo é estimado com a finalidade de mensurar o montante dessa perda, se houver.
O montante recuperável é o maior valor entre o valor justo menos os custos na venda ou o valor em uso. Na avaliação do valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao valor presente pela taxa de desconto, antes dos impostos, que reflita uma avaliação atual de mercado do valor da moeda no tempo e os riscos específicos do ativo para o qual a estimativa de fluxos de caixa futuros não foi ajustada.
O valor residual e vida útil dos ativos e os métodos de depreciação são revistos no encerramento de cada exercício, e ajustados de forma prospectiva, quando for o caso.
l) Fornecedores
m) Imposto de renda e contribuição social
De acordo com o IAS 16/CPC 27 - Ativo Imobilizado, é registrado ao custo de aquisição. A depreciação dos bens é calculada pelo método linear por taxas calculadas de acordo com o tempo de vida útil-econômica estimada dos bens.
n) Passivos circulantes e não circulantes
p) Empréstimos e financiamentos
São demonstrados ao valor de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos auferidos até a data do balanço.
j) Intangível
Os empréstimos tomados pela controlada Vigor são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Em seguida, passam a ser mensurados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos, juros e variações monetárias e cambiais conforme previstos contratualmente, incorridos até as datas dos balanços, conforme demonstrado na nota 15.
Conforme previsto nas práticas definidas pelo IFRS a Companhia apresenta, quando aplicável, ativos e passivos a valor presente, de acordo com o CPC 12 – Ajuste a valor presente. Os ativos e passivos monetários de curto e longo prazo são ajustados pelo seu valor presente, no entanto o ajuste sobre o saldos de curto prazo ocorrem quando o efeito é considerado relevante em relação às demonstrações contábeis consolidadas tomadas em conjunto.
Os passivos contingentes são provisionados quando as perdas forem avaliadas como prováveis e os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes avaliados como perdas possíveis são apenas divulgados em nota explicativa e os passivos contingentes avaliados como perdas remotas não são provisionados e nem divulgados.
q) Ajuste a valor presente de ativos e passivos
No cálculo do ajuste a valor presente a Companhia considerou as seguintes premissas: (i) o montante a ser descontado; (ii) as datas de realização e liquidação; e (iii) a taxa de desconto.
Os itens do ativo imobilizado, intangível com vida útil definida e outros ativos (circulantes e não circulantes), quando aplicável, têm o seu valor recuperável testado no mínimo anualmente, caso haja indicadores de perda de valor. Os ativos intangíveis com vida útil indefinida têm a recuperação do seu valor contábil testada quando houver indicadores potenciais de perda no valor recuperável ou anualmente, independentemente de haver indicadores de perda de valor, nos termos do IAS 38/CPC 4 - Ativos intangíveis.
O ativo intangível é demonstrado ao custo de aquisição ou formação, deduzido da amortização. Os ativos intangíveis com vida útil indefinida não são amortizados, sendo estes submetidos aos testes anuais de "impairment" para avaliação e validação da recuperabilidade dos mesmos.
Em função da mudança da prática contábil brasileira para plena aderência ao processo de convergência às práticas internacionais, na adoção inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 27 (IAS 16), havia a opção de utilizar o conceito de custo atribuído (deemed cost), conforme previsto nos Pronunciamentos Técnicos CPC 37 (IFRS 1) e CPC 43, com base nessas praticas, na data de adoção inicial do IFRS a Vigor optou por aplicar o conceito de custo atribuído.
Nas demonstrações contábeis individuais da Companhia as informações contábeis da controlada são reconhecidas através do método de equivalência patrimonial.
Correspondem aos valores devidos aos fornecedores no curso normal do negócio.Se o prazo de pagamento é equivalente a um ano ou menos, os saldos de fornecedores são classificados no passivo circulante. Caso contrário, o montante correspondente é classificado no passivo não circulante. Quando aplicável, são acrescidos encargos, variações monetárias ou cambiais.
Os ativos e passivos fiscais diferidos são compensados caso haja um direito legal de compensar passivos e ativos fiscais correntes, e eles se relacionam a impostos de renda lançados pela mesma autoridade tributária sobre a mesma entidade sujeita à tributação.
Se o montante recuperável de um ativo calculado for menor que seu valor contábil, o valor contábil do ativo é reduzido ao seu valor recuperável. A perda por redução ao valor recuperável é reconhecida imediatamente no resultado e é revertida caso haja mudanças nas estimativas utilizadas para determinar o valor recuperável. Quando a perda por redução ao valor recuperável é revertida subsequentemente, ocorre o aumento do valor contábil do ativo para a estimativa revisada de seu valor recuperável, desde que não exceda o valor contábil como se nenhuma perda por redução ao valor recuperável tivesse sido reconhecida para o ativo em períodos anteriores. A reversão da perda por redução ao valor recuperável é reconhecida diretamente no resultado.
Impostos diferidos
A taxa de desconto utilizada pela Companhia considerou as atuais avaliações de mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos para cada ativo e passivo. São registrados com base no lucro tributável, de acordo com a legislação e alíquotas vigentes.
São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos, variações monetárias ou cambiais.
O imposto de renda e a contribuição social diferidos (impostos diferidos) são calculados sobre as reservas de reavaliação, diferenças temporárias entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis. Os impostos diferidos são determinados usando as alíquotas de imposto vigentes na data do balanço e que devem ser aplicadas quando os respectivos impostos diferidos ativos forem realizados ou quando o imposto de renda e a contribuição social diferidos passivos forem liquidados.
o) Ativos e passivos contingentes
Os impostos diferidos ativos são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que o lucro real futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias, despesas tributárias e créditos tributários possam ser usados.
De acordo com o IAS 2/CPC 16 - Estoques, os estoques são registrados ao custo médio de aquisição ou produção, que não supera os valores de mercado ou valor líquido de realização. O custo desses estoques são reconhecidos no resultado quando da venda.
Um item de imobilizado é baixado quando vendido ou quando nenhum benefício econômico futuro for esperado do seu uso ou venda. Eventual ganho ou perda resultante da baixa do ativo (calculado como sendo a diferença entre o valor líquido da venda e o valor contábil do ativo) são incluídos na demonstração do resultado, no período em que o ativo for baixado.
As variações cambiais de investimentos em moeda estrangeira são reconhecidas no patrimônio líquido, na rubrica de ajustes acumulados de conversão.
i) Imobilizado g) Estoques
(Em milhares de reais)
ATIVO Consolidado Dan Vigor Eliminações Consolidado sem Dan Vigor
Circulante 541.415 14.885 (267) 526.263 Não circulante 1.363.187 12.775 30.410 1.380.822 TOTAL DO ATIVO 1.904.602 27.660 30.143 1.907.085 Circulante 302.784 3.799 6.770 305.755 Não circulante 377.529 222 (267) 377.040 Patrimônio líquido 1.224.289 23.639 23.640 1.224.290 1.904.602 27.660 30.143 1.907.085
IAS 19 - "Benefícios a Empregados", alterada em junho de 2011. Essa alteração foi incluída no texto do CPC 33 (R1) - "Benefícios a Empregados". A norma é aplicável a partir de 01 de janeiro de 2013. Os principais impactos previstos para a sua adoção nas demonstrações financeiras da Companhia são os seguintes: (a) reconhecimento imediato dos custos dos serviços passados; (b) a reposição dos juros do passivo e do retorno esperado dos ativos por uma única taxa de juros líquida deverá gerar um pequeno aumento do custo do plano na demonstração de resultado. A norma não trará impactos para a Companhia. IAS 28 - "Investimentos em Coligadas e Controladas em Conjunto", IFRS 11 - "Acordo Contratual Conjunto" e IFRS 12 - "Divulgações sobre Participações em Outras Entidades", todas emitidas em maio de 2011. A principal alteração introduzida por essas normas é a impossibilidade de consolidação proporcional de entidades cujo controle dos ativos líquidos seja compartilhado através de um acordo entre duas ou mais partes e que seja classificado como uma joint venture.
O IFRS 11 conceitua dois tipos de classificação para acordos:
Joint operations - quando as partes controlam em conjunto ativos e passivos, independentemente de estes ativos estarem em uma entidade à parte (separate vehicle), de acordo com os dispositivos contratuais e essência da operação. Nesses acordos, os ativos, passivos, receitas e despesas são contabilizados na entidade que participa do acordo joint operator na proporção de seus direitos e obrigações.
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
w) Novo IFRS, alterações e interpretações emitidas pelo IASB aplicável às demonstrações financeiras consolidadas v) Apresentação de relatórios por segmentos
De acordo com o IFRS 8/CPC 22 - Informações por segmento - O relatório por segmentos operacionais é apresentado de modo consistente com o relatório interno fornecido para a Diretoria Executiva da Companhia, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho por segmento operacional e pela tomada de decisões estratégicas, estando de acordo com o modelo de organização vigente. Os itens incluídos nas demonstrações contábeis da controlada são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico no qual a empresa atua (“moeda funcional”), sendo convertidas em Reais pela taxa cambial correspondente à data de encerramento do balanço para ativos e passivos, pela taxa histórica para as movimentações ocorridas no patrimônio líquido e pela taxa cambial média do período para as contas de receitas e despesas, quando aplicável. Com o registro no resultado dos efeitos da variação cambial.
s) Conversão de moedas estrangeiras Moeda funcional e de apresentação
Novos pronunciamentos contábeis do IASB e interpretações do IFRIC foram publicados e / ou revisados e têm a adoção opcional em 31 de dezembro de 2012. A administração avaliou o impacto desses novos pronunciamentos e interpretações e decidiu não antecipar a adoção pois não terá um impacto significativo sobre as informações anuais da Companhia e sua controlada no ano da adoção inicial. Os principais pronunciamentos e interpretações são apresentados a seguir:
Diluído: Calculado através da divisão do lucro líquido atribuído aos detentores de ações ordinárias da controladora pela quantidade média ponderada de ações ordinárias disponíveis durante o período, mais a quantidade média ponderada de ações ordinárias que seriam emitidas na conversão de todas as ações ordinárias potenciais diluídas em ações ordinárias.
As demonstrações contábeis da controlada Vigor Limited, sediada no exterior, onde a Vigor detém 100% de participação, são elaboradas, originalmente, em moeda local, e para fins de cálculo da equivalência patrimonial e consolidação, são convertidas às práticas contábeis - IFRS e para Reais pela taxa cambial correspondente à data de encerramento do balanço para ativos e passivos, pela taxa histórica para as movimentações ocorridas no patrimônio líquido e pela taxa cambial média do período para as contas de receitas e despesas. Os ganhos e perdas decorrentes das movimentações do patrimônio líquido e reconhecimento do resultado pela taxa cambial média, são reconhecidos diretamente no patrimônio líquido, na conta de ajustes acumulados de conversão, nos termos definidos pelo IAS 21/CPC 2 - Efeitos nas mudanças nas taxas de câmbio e conversão de demonstrações contábeis.
t) Investimentos em controladas e controladas em conjunto ("joint ventures")
u) Resultado por ação
De acordo com o IAS 33/CPC 41 - Resultado por ação, a Companhia apresenta o cálculo do resultado por ação segregado da seguinte forma:
IAS 1 - "Apresentação das Demonstrações Financeiras". A principal alteração é a separação dos outros componentes do resultado abrangente em dois grupos: os que serão realizados contra o resultado e os que permanecerão no patrimônio líquido. A alteração da norma é aplicável a partir de 1o de janeiro de 2013 e não trará impactos para a Companhia.
As transações em moedas estrangeiras são convertidas para sua respectiva moeda funcional da controlada. Ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira na data das demonstrações contábeis são convertidos para a moeda funcional pela taxa cambial correspondente à data de encerramento do balanço. As variações cambial positivas e negativas dos itens monetários é a diferença entre custo amortizado em moeda estrangeira convertidos à taxa de câmbio no final do período.
De acordo com os requerimentos do IAS 31/CPC 19 - Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) , “Joint ventures” são aquelas entidades nas quais o controle é exercido conjuntamente pela Companhia e por um ou mais sócios. Os investimentos em “joint ventures” são reconhecidos pelo método de consolidação proporcional, a partir da data em que o controle conjunto é adquirido. De acordo com esse método, os componentes do ativo e passivo e as receitas e despesas das “joint ventures” são somados às posições contábeis consolidadas, na proporção da participação do investidor em seu capital social, conforme descrito na nota 11.
Não vigente:
Básico: Calculado através da divisão do lucro líquido do período, atribuído aos detentores de ações ordinárias da controladora, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias disponíveis durante o período. Nas demonstrações contábeis individuais da Companhia, a participações em entidade controlada é reconhecida através do método de equivalência patrimonial.
Joint ventures - quando as partes controlam em conjunto os ativos líquidos de um acordo, estruturado através de uma entidade a parte e os respectivos resultados desses ativos são divididos entre as partes participantes. Nesses acordos, a participação da entidade deve ser contabilizada pelo método de equivalência patrimonial e apresentado na rubrica "Investimentos". O método de consolidação proporcional não será mais permitido com controle em conjunto. A norma é aplicável a partir de 1°de janeiro de 2013 e terá efeitos na companhia. Demonstramos abaixo o balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado em 31/12/2012 com os efeitos da norma , desconsolidando os ativos, passivos e resultado da Dan Vigor:
As seguintes novas normas, alterações e interpretações de normas foram emitidas pelo IASB, mas não estão em vigor para o exercício de 2012. A adoção antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, não foi permitida, no Brasil, pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
r) Consolidação
As demonstrações contábeis consolidadas incluem as demonstrações contábeis da Companhia e de sua controlada. O controle é obtido quando a Companhia tem o poder de controlar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade para auferir benefícios de suas atividades.
Quando necessário, as demonstrações contábeis das controladas são ajustadas para adequar suas políticas contábeis àquelas estabelecidas pela Controladora. Todas as transações, saldos, receitas e despesas entre a Companhia e sua controlada são eliminados integralmente nas demonstrações contábeis consolidadas.
(Em milhares de reais)
RESULTADO Consolidado Dan Vigor Eliminações Consolidado sem Dan Vigor
Receita operacional líquida 1.330.176 43.638 47.369 1.333.907
Custo dos produtos vendidos (935.495) (30.955) (47.369) (951.909) LUCRO BRUTO 394.681 # 12.683 - 381.998
(341.514)
(4.435) - (337.079)
Resultado financeiro líquido (7.766) (80) - (7.686)
Demais (despesas) receitas (902) 54 - (956)
Resultado equivalencia patrimonial - - 5.427 5.427 (13.846)
(2.795) - (11.051) 30.653
5.427 5.427 30.653
4
Combinação de negócios
Aquisição do Laticínios MB LtdaResumo da operação de alocação de ágio
Valor Investido na Laticínios MB 13.500
Patrimônio Líquido da Laticínios MB em 20/11/2012 (87) Ágio residual (Goodwill) 13.587
Alocação de ágio - R$ mil
Ágio gerado na operação 13.587
(-) Valor justos do imobilizado (3.460) (+) Reflexo do IR/CS das investidas 1.176
Ágio residual (Goodwill) 11.303
5
INCORPORAÇÃO DA S/A FABRICA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS VIGORATIVO PASSIVO
CIRCULANTE 505.711 CIRCULANTE 278.361
Caixa e equivalentes de caixa 85.030 Fornecedores 130.693
Contas a receber de clientes 174.873 Empréstimos e financiamentos 82.487
Estoques 109.107 Obrigações fiscais, trabalhistas e sociais 53.779
Impostos a recuperar 128.334 Imposto de renda e Contribuição Social a pagar 29
Despesas antecipadas 423 Outros passivos circulantes 11.373
Outros ativos circulantes 7.944 NÃO CIRCULANTE 375.519
NÃO CIRCULANTE 514.190 Empréstimos e financiamentos 45.152
Depósitos, cauções e outros 18.719 249.324
Investimentos em controladas 39.011 Imposto de renda e contribuição social diferidos 39.444
Imobilizado 450.461 2.391
Intangível 5.999 39.208
TOTAL DO ATIVO 1.019.901 TOTAL PASSIVO CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE 653.880 ACERVO LÍQUIDO INCORPORADO 366.021
Demonstramos abaixo os valores incorporados:
Obrigações fiscais, trabalhistas e sociais Provisão para riscos processuais Débitos com empresas ligadas Imposto de renda e contribuição social
IFRS 12 - "Divulgação sobre Participações em Outras Entidades", considerada em um novo pronunciamento, o CPC 45 - "Divulgação de Participações em Outras Entidades". Trata das exigências de divulgação para todas as formas de participação em outras entidades, incluindo acordos conjuntos, associações, participações com fins específicos e outras participações não registradas contabilmente. A norma é aplicável a partir de 1° de janeiro de 2013. A norma não trará impactos para a Companhia.
IFRS 13 - "Mensuração de Valor Justo", emitido em maio de 2011, e divulgada em um novo pronunciamento, o CPC 46 - "Mensuração do Valor Justo". A norma tem como objetivo aprimorar a consistência e reduzir a complexidade nas divulgações requeridas pelos IFRS. As exigências não aumentam o uso do valor justo na contabilidade, porém orienta como deve ser aplicado quando seu uso for requerido ou permitido por outra norma. A norma é aplicável a partir de 1o de janeiro de 2013, e há uma isenção para aplicação das novas exigências de divulgação para períodos comparativos. A norma não trará impactos para a Companhia.
IFRS 9 - "Instrumentos Financeiros", emitido em novembro de 2009. O IFRS 9 é o primeiro padrão emitido como parte de um projeto maior para substituir o IAS 39. O IFRS 9 retém, mas simplifica, o modelo de mensuração e estabelece duas categorias de mensuração principais para os ativos financeiros: custo amortizado e valor justo. A base de classificação depende do modelo de negócios da entidade e das características contratuais do fluxo de caixa dos ativos financeiros.
A parcela do ágio após as alocações mencionadas foi registrado como "Ágio decorrente de expectativa de rentabilidade futura", para fins contábeis, o qual não é amortizável, e se sujeita a teste anual de recuperabilidade (teste de impairment) para atendimento ao IAS 38.
Conforme AGE realizada em 28 de dezembro de 2012, foi aprovado o Protocolo e a Justificação firmado em 23 de novembro de 2012, tendo por objeto a incorporação pela Companhia, de sua controlada S/A Fábrica de Produtos ALimentícios Vigor.
A orientação incluída no IAS 39 sobre impairment dos ativos financeiros e contabilização de hedge continua a ser aplicada. A norma é aplicável a partir de 1o de janeiro de 2015.
Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia.
Em 21 de novembro de 2012, a Companhia adquiriu quotas representativas de 100% (cem por cento) do capital social da Laticínios MB Ltda. (“Laticínios MB”), por meio de Contrato de Compra e Venda de Quotas celebrado entre as partes.
A Laticínios MB está sediada na Cidade de Lima Duarte, Estado de Minas Gerais, é uma empresa de referência e tradição na produção de queijo tipo Reino, além de outros queijos especiais. A empresa possuí 190 (cento e noventa) colaboradores em 2 plantas, nas cidades de Lima Duarte e Santa Rita de Ibitipoca.
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
Preço de Compra: O valor total do Preço de Compra das Quotas foi de RS 15.500.000.00 (quize milhões e quinhentos mil reais), dos quais R$ 13.500.000.00 (treze milhões e quinhentos mil reais) foram pagos na data da assinatura do contrato.
Ajuste do Preco de Compra: O saldo restante do Preço do Compra no valor de R$ 2.000.000.00 (dois milhões do reais), estará sujeito ao Ajuste do Preço de Compra de acordo com cálculos estabelecido em contrato, que levará em conta a posição do balanço final de 31 de dezembro 2012.
Para fins de alocação de ágio, nos termos da IFRS 3, foi apurada mais valia referente ao grupo de imobilizado. Os outros ativos e passivos já estavam registrados à valor justo. O cálculo do ágio residual por rentabilidade futura (goodwill), após a alocação da mais valia do ativo imobilizado, encontra-se apresentado abaixo:
IFRS 10 - "Demonstrações Financeiras Consolidadas", incluída como alteração ao texto do CPC 36(R3) - "Demonstrações Consolidadas", emitido em maio de 2011. Esta norma está baseada nos princípios existentes quanto à identificação do conceito de controle como fator determinante de quando uma entidade deve ser consolidada das demonstrações financeiras. A norma provê orientação adicional para auxiliar na determinação de controle quando há dúvida na avaliação. A norma é aplicável a partir de 1o de janeiro de 2013 e não trará impactos para a Companhia.