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CINESIOLOGIA
Funcionamento do
sistema
neuromuscular,
parte 2
Prof. Dr. Felipe P Carpes
Website de apoio
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AVISOS
Tópicos e objetivos
- Compreender a contribuição dos componentes elásticos para a produção de
força pelo estudo do ciclo alongamento-encurtamento
- Compreender a diferença entre músculos monoarticulares e biarticulares
no contexto da produção de força
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Retrospectiva
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Retrospectiva
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Retrospectiva
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Retrospectiva
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Retrospectiva
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Retrospectiva
Ciclo alongamento-encurtamento
Hamill & Knutzen (2008), p.76
“Se a ação muscular concêntrica, ou de
encurtamento, for precedida por uma
ação muscular excêntrica, ou de
pré-alongamento, a ação concêntrica
resultante será capaz de gerar maior
força”
Enoka (2000), p.245
“sequência excêntrica-concêntrica na
qual o músculo é primeiro alongado e
em seguida encurtado”
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Quick remember: Armazenamento de energia elástica
Força elástica
s
k
F
=
⋅
∆
k = constante de proporcionalidade
∆s = mudança no comprimento
A energia potencial elástica é
armazenada no componente
elástico em série do músculo
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1 voluntário
Ciclo alongamento-encurtamento
Hamill & Knutzen (2008), p. 76
“Se a ação muscular concêntrica, ou de
encurtamento, for precedida por uma
ação muscular excêntrica, ou de
pré-alongamento, a ação concêntrica
resultante será capaz de gerar maior
força”
IMPLICAÇÃO
PRÁTICA
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Ciclo alongamento-encurtamento
Pré-alongamento/carga pode potencializar em até 30% a força muscular
na ação concêntrica
potencialização reflexa
pré-ativação
redução mecanismos inibitórios
Pré-alongamento tem de ser rápido
até 0,9 segundo
mais que isso energia elástica dissipa em calor
Dependência da fibra muscular
maior benefício em fibras tipo II
rápida formação de pontes cruzadas
Pliometria
treinamento
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Músculos mono- e biarticulares
Número de articulações que um músculo cruza
monoarticulares
biarticulares
Músculos monoarticulares
ações previsíveis;
sabe-se quanto podem trabalhar ao longo da amplitude
de movimento;
mudam o comprimento de fibras intrafusais em proporção
ao ângulo articular, logo, permitem corrigir movimentos,
sinalizando ao SNC sobre amplitude e velocidade de
movimentos angulares;
Músculos biarticulares
possuem menor velocidade de encurtamento;
redistribuem torque e potência através de um membro;
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Insuficiência ativa e passiva
Lembrete: um músculo encurta ~40% de
seu comprimento
Insuficiência passiva
Quando um músculo não consegue
alongar o suficiente
para garantir toda
amplitude de movimento
Insuficiência ativa
Quando um músculo não consegue
encurtar o suficiente
para garantir toda
amplitude de movimento
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Paradoxo do Lombard
Ao levantar de uma cadeira, flexores do
quadril e extensores do joelho são ativos ao
mesmo tempo – coativação.
Posteriores da coxa estendem o quadril e
flexionam o joelho
Reto femoral flexiona o quadril e estende o
joelho
Quando os dois agem junto, ambas
articulações estendem.
Paradoxo do Lombard
Posteriores da coxa
Origem na tuberosidade isquiática
Inserção posterior ao joelho
Reto femoral
Origem espinha ilíaca ântero inferior
Inserção na patela
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Paradoxo do Lombard
Posteriores da coxa
Origem na tuberosidade isquiática
Inserção posterior ao joelho
Reto femoral
Origem espinha ilíaca ântero inferior
Inserção na patela
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Paradoxo do Lombard
Posteriores da coxa
Origem na tuberosidade isquiática
Inserção posterior ao joelho
Reto femoral
Origem espinha ilíaca ântero inferior
Inserção na patela
Então, por que ambas
articulações estendem?
a
b
c
1.5
2.0
2.5
3.0
3.5
a b
c
100
75
50
25
0
Comprimento do sarcômero [µm]
te
ns
ão
g
er
ad
a
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Relação força-comprimento
Rassier, D. E. et al. J Appl Physiol 86: 1445-1457 1999
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Relação força-comprimento
Rassier, D. E. et al. J Appl Physiol 86: 1445-1457 1999
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Relação força-comprimento
Articulação do joelho – torque isométrico
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Herzog et al., 1991
Relação força-comprimento
Primeiro rápido comentário sobre adaptação funcional
Adaptação do reto femoral no ciclismo e na corrida
Relação força-comprimento
Segundo rápido comentário sobre adaptação funcional
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Especificidades na relação força-comprimento
Maior potencial de torque nas amplitudes
médias, coincidindo com a influência do
torque externo da F gravidade sobre
objetos seguros pelas mãos
Potencial de torque maior próximo a
posição neutra (0º abdução), que
coincide com a maior necessidade dos
abdutores para estabilidade no plano
frontal quando se caminha
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Relação força-comprimento
Algumas situações em que a relação F-C tem importância significativa:
Posição de largada na corrida de velocidade;
Ângulo do joelho no levantamento de pesos;
Projeto de equipamentos de treinamento com pesos;
Projeto de bicicletas;
Relação força-comprimento
Algumas situações em que a relação F-C tem importância significativa:
Posição de largada na corrida de velocidade;
Ângulo do joelho no levantamento de pesos;
Projeto de equipamentos de treinamento com pesos;
Projeto de bicicletas;
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Relação força-velocidade – o conceito
1,0
0,5
0
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
Força
/
Potência
[normalizada]
Força
Potência
Velocidade
[normalizada]
Pontes cruzadas ~300 ciclos/segundo
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Relação força-velocidade
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Muscle Nerve 23: 1647–1666, 2000
Relação força-velocidade
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Muscle Nerve 23: 1647–1666, 2000
Relação força-velocidade
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Lieber, 2002
Características funcionais dos músculos
FORÇA VELOCIDADE FORÇA
VELOCIDADE
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Características funcionais dos músculos
Características funcionais dos músculos
Á
re
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2)
Aumentando excursão
A
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Comprimento da fibra (mm)
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