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OLHAR PEDAGÓGICO: A IMPORTÂNCIA DA BRINCADEIRA NOS

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Academic year: 2021

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OLHAR PEDAGÓGICO: A IMPORTÂNCIA DA BRINCADEIRA NOS ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL

CHERUBINI, Iris Cristina Barbosa (UNIOESTE)

Resumo: Este trabalho tem por propósito divulgar a importância da brincadeira como recurso metodológico e pedagógico em turmas de educação infantil. Apresentamos de forma sucinta algumas observações realizadas durante o estágio supervisionado e obrigatório da disciplina de Prática III, do curso de Pedagogia da UNIOESTE, campus de Cascavel. A problemática foi levantada tendo em vista a organização imposta pela estrutura das instituições públicas municipais para Educação Infantil. O trabalho foi realizado durante o ano de 2013 e foi divido em etapas. A saber: Estudo da fundamentação teórica na educação infantil; estudos de observação do campo de estágio, reuniões de relato; reuniões para planejamento; observações em salas de educação infantil; estudo dos documentos que norteiam a prática pedagógica da instituição; regências; construção de projeto para formação de professores e entregas dos relatórios a professora da universidade. Nesse percurso salientamos que a utilização dos brinquedos e das brincadeiras oportunizou salientar a importância do desenvolvimento cognitivo e social da criança por meio de brincadeiras em sala de aula ou nos espaços da escola. Nesse sentido destacamos que o trabalho pedagógico teça práxis em novos olhares o ser professor e o ser criança, pois os espaços de educação infantil precisam estar formatados de maneira que permitam o desenvolvimento pleno da criança. Nessa perspectiva ressaltamos o respeito à criança nos seus direitos de sujeito “completo” enquanto o seu período infantil.

Palavras-chave: Estágio; Educação Infantil; Brincadeiras.

OLHAR PEDAGÓGICO: A IMPORTÂNCIA DA BRINCADEIRA NOS ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL

CHERUBINI, Iris Cristina Barbosa (UNIOESTE).

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Partindo do pressuposto que o brincar é uma atividade humana e, portanto cultural e histórica, ou seja, assumi diversas significações sociais de acordo com o modelo econômico e político de determinada sociedade. Consideramos que a atividade pedagógica por meio da brincadeira com turmas da educação infantil assume um papel importante para o desenvolvimento cognitivo da criança.

Entretanto percebemos que as atividades principais nos primeiros anos de vida não se constituem como necessidade nos espaços de educação infantil. Ou seja, as instituições de educação para criança pequena não contemplam em seus encaminhamentos metodológicos pedagógicos momentos para as brincadeiras e para o brinquedo. Diante de tal situação, acreditamos ser de grande relevância problematizar tais situações.

As concepções de criança e de Infância são históricas, ou seja, os conceitos remontam as perspectivas de sociedade, de trabalho e de educação. Para que tenhamos uma visão de totalidade da educação e seus modelos se faz necessário compreender o contexto da sociedade a qual se desejar pesquisar. Pois essas condições dadas esclarecem a ótica da qualidade da educação formal para a primeira infância.

Portanto os modelos de educação oferecidos pelo Estado refratam as intencionalidades das políticas educacionais para com a qualidade na formação dos pequenos “aprendizes”. Porém tomamos para recorte teórico as atividades na educação infantil, buscando entender porque as práticas pedagógicas na instituição observada não contemplam as brincadeiras infantis em seus planejamentos pedagógicos diários.

Este trabalho apresenta de maneira breve algumas questões, observadas durante o estágio supervisionado. E tem por objetivo contribuir na discussão entre os colegas da Pedagogia a função social da brincadeira.

As questões que permearam o trabalho são: Por que o brinquedo e o brincar não fazem parte da metodologia pedagógica? Qual o entendimento das professoras sobre a atividade da brincadeira em sala de aula? Por que a sala se organiza de forma a impedir os movimentos amplos das crianças? Até que ponto a rotina contribui no desenvolvimento infantil? Baseando-nos nessas questões fundamentaremos o texto na perspectiva do materialismo histórico dialético, sendo a mesma perspectiva proposta nos documentos da instituição observada.

Nesse sentido buscamos em Elkonin (2009), a defesa do jogo como sendo uma forma de desenvolvimento da criança. Para subsidiar os estudos não deixamos de citar

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Luria (2008) com estudos sobre o desenvolvimento cognitivo. Porém será a partir de Mello (1987), que abordaremos a organização do espaço, do brincar e da periodização infantil, tentando articular com as atividades principais, as quais fazem parte de cada período do desenvolvimento físico e psíquico da criança.

Então procuraremos recorrer a esses estudiosos para tecer considerações sobre a importância do brinquedo no desenvolvimento sendo importante nos encaminhamentos metodológicos planejados pelo professor de educação infantil.

O estudo se apoiou na pesquisa ação- reflexão, que baseada nas observações e registos num diário de bordo em que foi problematizado o tema do brincar nos espaços para educação infantil. No diário de bordo se encontram as anotações referentes a todas as atividades realizadas durante o estágio. O estágio é parte integrante do curso de Pedagogia da UNIOESTE, sendo de caráter obrigatório. Foi realizado em seis etapas. A primeira foi à organização das equipes de estágio. A segunda construção do cronograma de atividades, essas compreendiam reuniões na universidade e estudos dirigidos; Após os estudos foi escolhida a instituição de estágio e a definição da data para reconhecimento dos espaços institucionais. Na primeira visita fizemos leituras do Projeto Político Pedagógico, para que pudéssemos compreender a gerência e as metodologias aplicadas.

A instituição do estágio é de caráter confessional, portanto tem o seu embasamento pedagógico na moral utilizando de projetos que visam à formação do caráter cristão. As crianças atendidas em sua maioria pertencem à classe popular e residem próximo ao Centro.

O estágio realizou-se durante o ano letivo de 2013. Observamos turma do infantil IV, que possui crianças na faixa etária de 3 a 4 anos de idade. Essa instituição funciona em parceria com a secretaria de educação municipal de Cascavel.

Atualmente há 480 crianças matriculadas, desde a educação infantil até o 5º ano do ensino fundamental. Sendo que a educação infantil atende aproximadamente 150 crianças desde o berçário o nível pré-escolar.

Acompanhando Suely Amaral Mello (1987) concordamos que o desenvolvimento infantil na perspectiva do brincar reflete sobre na importância didática da brincadeira no desenvolvimento infantil. Entendemos que, a viabilidade pedagógica dos recursos, brinquedos, é significativa como metodologia pedagógica.

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Porém ressaltamos que a atividade do brincar deve ter uma intencionalidade didática, portanto não pode ser concebido o brincar pelo brincar. Pois o último é uma atividade espontânea da criança, enquanto o primeiro possui objetivos pedagógicos claros.

A brincadeira é um recurso que promove aprendizagens significativas, tanto no âmbito cognitivo quanto no interacional. Contudo a formação dos profissionais da educação infantil com vistas às atividades lúdicas apresenta-se de forma descontextualizada, ou seja, as atividades são voltadas para o mecanicismo, que contemplam atividades xerocadas, em que as crianças pintam e colam. Podemos então supor que as atividades lúdicas em sala de aula não são contempladas nos planejamentos das professoras Baseando-se nessa hipótese podemos inferir algumas considerações. São elas: organização do espaço, tempo para cumprir os conteúdos, “desorganização” dos espaços, relutância da equipe pedagógica na questão de “indisciplina”, cobrança dos pais de que seus filhos não estão fazendo atividades escolares, como exemplo: ler, contar, aprender as letras e os números.

Logo presumimos que a concepção de educação infantil também está carregada da ideologia da produção. Isto é, os espaços são organizados de forma a preparar o trabalho em larga escala, em que todos fazem as mesmas atividades, todos sentam do mesmo jeito, etc. Ou seja, a educação infantil normatiza a infância na perspectiva da racionalidade produtiva do trabalho. Mas, como romper?

Nesse sentido concebemos que a formação docente tem caráter primordial na prática pedagógica, isto porque o profissional que possui estudos teóricos sobre Psicologia infantil, Metodologias pedagógicas, entre outras saberá trabalhar a autonomia da criança em sala de aula. Aí está à questão os profissionais se formam a toque de caixa, em cursos a distância, em que a preocupação com a qualidade formativa não está em questão. Mas o nosso enfoque não é a formação docente.

Voltemos para perspectiva das atividades do brincar. Entendemos que há várias interpretações sobre o assunto, devido a isso o Mello (1987) ressalta o brincar como atividade humana, situada historicamente, portanto carrega os conceitos culturais de uma determinada sociedade.

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A creche e a escola da infância podem e devem ser o melhor lugar para a educação das crianças pequenas - crianças até os 6 anos –,pois aí se pode intencionalmente organizar as condições adequadas de vida e educação para garantir a máxima apropriação das qualidades humanas – que são externas ao sujeito no nascimento e precisam ser apropriadas pelas novas gerações por meio de sua atividade nas situações vividas coletivamente. O conjunto dos estudos desenvolvidos sob a ótica histórico-cultural aponta como condição essencial para essa máxima apropriação das qualidades humanas pelas crianças pequenas o respeito às suas formas típicas de atividade: o tateio, a atividade com objetos, a comunicação entre as crianças, e entre elas e os adultos, o brincar (MELLO, 1987, p.85).

As instituições de ensino que ofertam a educação infantil devem se organizar de maneira que atendam as especificidades do desenvolvimento infantil.

Dessa maneira a formação dos professores para a educação infantil deverá voltar os olhares nas especificidades lúdicas em cada período do desenvolvimento infantil, isto é, quando se utiliza o termo “escola” ou “centro de educação” infantil.

Por isso devemos pensar pedagogicamente os espaços e o tempo de maneira que contribuam ao desenvolvimento pleno da criança. E para que a Educação Infantil seja considerada como espaço contíguo de criatividade e aprendizagem significativa é urgente repensar a prática docente.

A instituição escolar que atende a educação infantil, precisa funcionar com fundamentos teóricos metodológicos, que venham contribuir para o entendimento da criança em cada etapa do seu desenvolvimento.

A criança no período de 3 a 6 de idade precisa desenvolver os conceitos operacionais por meio da apropriação do objeto ou da atividade, e é por meio dessas que acontece o desenvolvimento psíquico e cognitivo.

Desta forma que Mello, afirma que a criança:

(...) começa a gostar dos jogos com regras simples (do tipo vivo-morto, duro-mole, etc... e cada vez mais complexos quanto às regras). Ao perceber a existência de regras, a criança a começa própria a criar regras. É importante prestar atenção a isto e não tratar como se fosse mania da criança, mas como uma conquista. A linguagem continua a deslanchar e deve continuamente ser estimulada: ouvir histórias para ampliar o vocabulário, vivenciar experiências diferentes e sempre falar sobre elas, conhecer objetos novos e falar sobre eles, relatar as experiências vividas fora da escola (hora da roda), adivinhar o conteúdo de um pacote na roda __cada um tateando, cheirando,

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balançando, ouvindo e falando das características percebidas (hora da novidade) __, conversar sempre sobre as experiências vividas na escola... (MELLO, 1987, p.1)

Portanto observamos que as atividades desempenhadas durante as regências que envolviam as brincadeiras de criança foram significantes para a conscientização profissional sobre as funções do brincar na educação infantil. Tendo em vista que o brinquedo estimula as interações sociais da criança e por meio dessas elas se sente sujeito das ações, portanto a aceitação dos colegas é mais fácil para sua compreensão.

Para que isso aconteça de maneira satisfatória à criança precisa de estímulos do meio social a que faz parte, especificamente a instituição de educação infantil.

Mas como organizar atividades que contemplem brincadeiras, atividades infantis? Realmente observar, analisar e gerir não é simples função para o professor, mas quando bem articuladas aos conteúdos o brincar passa a ser uma estratégia incorporada na práxis pedagógica. Nesses momentos, o professor deve propor brincadeiras em espaços que não sejam apenas a sala de aula, esses momentos podem acontecer no pátio da escola, no parque, na quadra, no canto da sala, brincadeiras em frente ao espelho.

É necessário que as instituições escolares que atendem a educação infantil sejam planejadas e organizadas, para que existam espaços para aplicação de atividades lúdicas e recreativas e uma reflexão a cerca do currículo, das propostas pedagógicas e metodológicas, que fragmentam o trabalho pedagógico.

De acordo com Vygotsky: “o ser humano cresce num ambiente social e a interação com outras pessoas é essencial ao seu desenvolvimento” (apud DAVIS e OLIVEIRA, 1993, p. 56).

Portanto um ambiente estimulante para a criança é aquele em que ela se sente segura e ao mesmo tempo desafiada, onde ela sinta o prazer de pertencer a aquele ambiente e se identifique com o mesmo e principalmente um ambiente em que ela possa estabelecer relações entre os pares.

Um ambiente que priorize a brincadeira infantil e os brinquedos de crianças permite que a criança entenda a sua realidade, seus anseios, suas fantasias. Os ambientes devem ser planejados de forma a satisfazer as necessidades da criança.

A sensação de segurança e confiança é indispensável visto que mexe com o aspecto emocional da criança. Oportunizando as crianças de interagirem e em certos

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momentos que desejarem ficarem sozinhas brincando. David & Weinstein citados por Carvalho e Rubiano (2001) afirmam que:

(...) é altamente recomendável que ambientes institucionais ofereçam oportunidade para as crianças desenvolverem sua individualidade, permitindo-lhes ter seus próprios objetos, personalizar seu espaço e, sempre que possível participar nas decisões sobre a organização do mesmo. (CARVALHO e RUBIANO, 2001, p.109).

A afirmação do autor é válida tanto para pensar a organização das salas de aula, quanto para o espaço da escola. Pois a organização dos vários espaços possibilita, quando pensadas proporcionar melhores possibilidades de ensino e aprendizagem.

Com relação à periodização da educação infantil, devem-se considerar as especificidades de cada idade das crianças. Tais considerações propõem partir do pressuposto de que cada idade possui uma atividade norteadora que ajudará a criança em seu desenvolvimento, compreendendo assim a realidade que o cerca, são essas atividades que marcarão a passagem de um estágio a outro. Mas as etapas posteriores não irão anular as anteriores, mas sim são usadas como suporte de novas aprendizagens e significações.

Tomamos para análise do pressuposto metodológico o Currículo de Cascavel para a Educação Infantil, que preconiza a periodização infantil da seguinte forma:

No período compreendido entre 0 a 1 ano de idade: há a comunicação emocional do bebê com o adulto, e com os objetos que fazem parte do seu contexto social. Esse período é marcado pela total dependência do adulto. Servindo de base para o desenvolvimento sensório motor e contribui para o surgimento dos sentimentos e emoções humanos. A interação com os adultos permitirá o desenvolvimento das afetividades.

De 1 a 3 anos: há a atividade objetal e manipulativa, caracterizada principalmente pela manipulação de objetos, neste período o adulto apresentará a criança os objetos e a ajudará a compreender o significado social de cada um, dessa forma, é importante que a criança seja apresentada vários objetos diferentes para que possa compreender melhor a cultura a qual esta inserida. É importante ressaltar que a criança só conseguirá compreender o significado de cada objeto, por meio da imitação do adulto.

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Contudo, no decorrer dos anos passa a vigorar a imaginação da criança, nesse período, a criança passa a se utilizar da imaginação, sendo por meio da brincadeira que ela irá desempenhar as funções sociais pelo imaginário. O Currículo de Cascavel apresenta o seguinte exemplo: “A régua se torna um pente que a criança passa pelos cabelos da boneca, na inexistência do objeto pente”. (2004:22)

De 3 a 6 anos, tem inicio a brincadeira de papéis sociais, em que a criança volta sua atenção para o uso de objetos utilizados por adultos. Os encaminhamentos metodológicos pedagógicos abordarão atividades estimulantes à percepção infantil. Nesse período a criança elabora significados aos objetos e por consequência as ações humanas. É nesse período que a criança desenvolverá sua argumentação, uma vez que, a encenação apresentada na brincadeira de papéis sociais lhe permite isso.

Nesse aspecto, o brincar no período de 3 a 6 anos é caracterizado pelo jogo de regras simples, e vai se tornando mais complexo no percurso do desenvolvimento infantil.

As histórias infantis sejam por livros ou numa roda de conversa antes da aula, também assumem grande importância, uma vez que ampliam o vocabulário da criança, e desenvolvem a linguagem.

Para Vygotsky (1984) a brincadeira é responsável pela criação da zona de desenvolvimento proximal, pois durante a brincadeira a criança se comporta de forma como se fosse mais velha. Ele ainda salienta a importância do faz de conta como compreensão nas relações com o adulto, onde a criança internaliza habilidades, regras e valores da sociedade que também acontece na brincadeira com jogos.

Nesse sentido, o papel do professor da educação infantil está em mediar e intervir na zona de desenvolvimento proximal, organizando espaços e tempos de acordo com a periodização do desenvolvimento da criança.

Partindo dos referenciais teóricos estudados passamos para o registro das observações na instituição.

Nas reuniões realizadas na Universidade relatávamos os escritos e discutíamos situações vivenciadas. Sempre na perspectiva teórica de Vygotsky, constatamos que a importância do brincar está associada ao aprendizado infantil. Para isso, pretendemos realçar os aspectos positivos das brincadeiras como recurso metodológico e pedagógico em turmas de educação infantil.

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Nosso enfoque se deu na abordagem metodológica da brincadeira na turma do infantil III. As crianças tinham de três a quatro anos de idade. Composta de meninos e de meninas. A turma é dinâmica e participativa, de modo que contemplou as atividades planejadas. Os objetivos das atividades era observar a importância das brincadeiras sistematizadas em turmas da educação infantil, buscando compreender a atividade principal para o desenvolvimento das crianças, que articuladas à organização dos espaços e as atividades principais promovessem aprendizagens significativas.

As análises feitas compreenderam as atividades das brincadeiras como recursos metodológicos e pedagógicos na educação infantil. Nesse sentido observamos as formas de organização do trabalho pedagógico aliada aos interesses das crianças na instituição do estágio supervisionado.

II-Referencial teórico norteador para o desenvolvimento do projeto

Diante da necessidade encontrada de estudar sobre o brincar na educação infantil, a importância do brincar atrelado ao desenvolvimento da criança na sala de aula foi enfatizado durante o estágio. Pretendemos levantar informações que ajude a entender como a brincadeira pode auxiliar no processo da prática educativa em sala de aula, quais os aspectos a serem analisados para o desenvolvimento de atividades que envolvam o brincar, e como elas contribuem para o desenvolvimento infantil.

Com a implantação da Lei de nº 9.396 de 26 de dezembro de 1996 que muda o nome de pré-escola para educação infantil percebemos que as concepções de educação para a infância no que diz respeito às especificidades são consideradas.

Entretanto o caráter assistencialista continua nos estabelecimentos para a educação infantil. Mesmo que o termo, creche tenha mudado para centro de educação infantil.

Consideramos, então, que as instituições de educação infantil, são espaços importantes para as crianças interagirem e desenvolverem-se, para que de fato ocorram às aprendizagens nesse espaço as metodologias e encaminhamentos pedagógicos não devem proporcionar atividades de prontidão. Mas sim um espaço dinâmico de interações em que pelas experiências com os outros, ou seja, lugares que a criança seja protagonista de sua vida escolar.

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III-Considerações finais

Consideramos, então, que as instituições de educação infantil, são espaços importantes para as crianças interagirem e desenvolverem-se, para que de fato ocorram às aprendizagens nesse espaço as metodologias e encaminhamentos pedagógicos não devem proporcionar atividades de prontidão. Mas sim um espaço dinâmico de interações em que pelas experiências com os outros, a criança possa ser protagonista de sua vida escolar.

IV-Referências bibliográficas

CARVALHO, Maria Campos de; RUBIANO, Márcia R. Bonagamba. Organização dos Espaços em Instituições Pré-Escolares. In: OLIVEIRA, Zilma (org.) Educação

Infantil: muitos olhares. 5. Ed. São Paulo: Cortez, 2001.

Currículo Para Rede Pública Municipal De Ensino de Cascavel. 2004. Disponível em: http://www.cascavel.pr.gov.br/secretarias/semed/pagina.php?id=107 Acesso em 10 julhos 2013.

DAVIS, Claudia. OLIVEIRA, Zilma. Psicologia na educação. São Paulo: Cortez, 1993.

ELKONIN, D. B. Psicologia do jogo. São Paulo: Martins Fontes, 1998.LEONTIEV, A. Os princípios psicológicos da brincadeira pré-escolar. In. VYGOTSKY. L. S; LEONTIEV. A; LURIA, A.R. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. 4 ed. São Paulo: Ícone, 1988.MELLO, Suely Amaral. A brinquedoteca como espaço de formação de professores da infância. 2003. Disponível em: http://www.unesp.br/prograd/PDFNE2003/A%20brinquedoteca.pdf. Acesso em 11 de julho de 2013.

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