MARCO C O N C E ITUAL PARA A PRÁTICA AS SISTE N CIAL DE E N FE RMAGE M
E N QUANTO PROC E S S O E DUCATIVO E M SAÚDE
Maria Elisabeth Kleba da Silva * Flávia R.S.Ramos Gonzaga * Mta Machado Verdi *
R E S U MO
- Parti n d o d o princípio que o processo educativo em saúde é um dos processos de trabalho d a enfermagem, e que o a profu n d a mento e busca de definições qua nto a o mesmo é uma d a s gra n des necessida des da pro fissão, as autora s a presenta m co nceito s básicos para uma fun d a mentação d a a ssistência de enfermagem que recupere a articulação educação-cida d a nia, n a pers pectiva de uma visão dialética d o processo de trabalho d a en fermagem. O marco pro posto inclui os co nceitos de ho mem, socied ade, pro cesso saúde-doença, sistema s de saúde, enfermagem, educação, partici pação, práxis e cid a d a nia.ABSTRACT
- The purpose of this study wa s to develo p a co nceptual fra mework for nursin g pratice including a educatio n health processo The fra mework focuses o n an educatio n a nd citizen ship articula tio n in the pers pective of a dialetic view of nursing work processo The Co nceptual fra mework includes the con�epts of huma n, society, health-illnes process, systems of health, nursing, education, p a rticipatio n, praxis a n d citizen ship.1 I N T R O D U ÇÁO
A prática de enfenagem tem sido tema de muitos debates denro da categoria, que busca amplir e deinir seu espaço como proissão de saber esecico. Este saber, que iluencia de cisivaente as ações a serem desenvolvidas, necessita deinições clras, objetivas e abran gentes, para que possa sustentr com coerência e tneza a atuação que impulsiona.
Segundo NEVES e GONÇALVES12 a pr r dos eventos preocupntes, a proissão fonu la postulados, proposições e princípios com o objetivo de fonar um corpo de conhecimentos referencial te6rico ou conceitual, adequando sua intervenção. No entanto, para que as idéias se tonem operantes, como nos refere CASTO RIADIS3, "devem encanar-se em instumentos e étodos de trabalho", que são considerados novos na medida em que realizam "uma nova maneira de conceber as relações da atividade produtiva com seus meios e seu ohjeto".
Nesta persectiva, este trabalho apresenta alguns conceitos, na intenção de contribuir para o ediensionaento da enfenagem enquanto prática social inserida no processo maior de tra balho em saúde. Denro deste processo , enten demos a educação em saúde como um dos pro cessos particulres a ser realizado pela enfer magem, de fona articulada aos objetivos gerais da assistência.
Para ALMEIDA et alii1, a educação, en quanto processo de trabalho da enfenagem, é
visualizada como um "insumental - objeto que pecisa ser mais estudado e que possibilita um avanço no modelo de saúde coletiva pra o tra balho em enfenagem". Isto relete um momen to hist6rico da proissão, que busca, entre ou tras questões, compreender melhor os potenciais da educação enquanto dimensão da pr6pia as sistência.
Este estudo inicial é resultado de uma ca minhada conjunta das autoras, no curso de Mes trado em Enfenagem da UFSC. Durante tês semeses de aprendizagem te6rica, construimos as concepções aqui expostas através de muitas leituras e discussões, especilmente dentro ds disciplinas de Fundamentos Filos6icos e Te6ri cos da Enfenagem, Met,odologia da Assistên cia de Enfenagem em Saúde Coletiva e Prática Assistencial de Enfenagem. Neste processo, foi de undmental importância a paticipação , incentivo e apoio das professoras Eloita Perera Neves. Arruda, Eliana Marlia Faia, Lygia Paim Müller Dias e Maria Teesa Leopardi.
O objetivo principal deste rabalho é apre sentar um Marco Conceitul , buscando cons truir um referencial para a assistência de enfer magem, principalente enquanto processo de educação em saúde. Os conceitos trabalhados são: homem, sociedade, processo saúde-doença, sistema de saúde, enfenagem, educação, pti cipação, práxis e cidadania, que serão apresen tados a seguir, nesta seqüência.
* Aluns do Cuso de Mesrado em Enfenagem da Universidade Federal de Sana Caarina
2 CONCEITOS
Hoem
a homem é "simultaneamente ser particu lar e ser genérico" (HELLER").
�
um ser, não absração, ois através de seu copo materializa sua existência que adquie signiicado por meio de sua consciência.E
genérico enquanto ex pressão de suas relações sociais e é prticulr a medida em que airma e exprime sua individua lidade em cada uma de suas elações com o mundo.Em sua essência social, o homem atrma-se como sujeito, relacionando-se ativaente com o. mundo, ransformando a natueza, os ouros hoens e a si mesmo. "Cada hoem se rans foa em si esmo, se modilca, na medida em que tansforma e modilca todo o conjunto de. elações do qual ele é o onto cental" GRAM-. scra.
Segundo Fromm ,apud VEIA20, "o ho mem é o único ser capaz de compeender as póprias forças a que está subodinado e que or meio dessa compeensão pode toar pte ativa no pr6prio destino" .
Com base nos autores acima referidos po de-se destacar alguns pessupostos acerca do hoem:
- o homem é social e hist6rico, pois viven cia condições deerminadas hist6rica e socil ente;
- o homem é produtivo, sendo que através do trabalho apeende e se apropria da ealidade;
- o homem possui consciência e liberdade, o que imprime seu potencial pra, na unidade de suas elaçes sociais e por meio de sua natu reza política, ransfor as condições objetivas
e subjetivas de sua existência; .
- o homem é um ser em movimento, inte gante da dinâmica da construção da hist6ria, ou seja, está "no rimo e luxo da vida, sempe em mutação" (HA YIO).
Sciedade
Sendo o hoem de natureza essencialmente social, constitui em seu processo hist6rico, a partir de suas relaçes com ouros homens, es utura que viabilizam a produção e eprodução de sua vida. Tais esuturas condicionam de ua certa forma a vida dos indivíduos, pois conrolam seus conlitos através de valoes, nomas e leis constituídos forml e informl mente, suil ou explicitamene.
A sociedade é entendida então como a toa liade das relações que o indivíduo faz pe, ou seja, o conjunto das elações sociais dos hoens ene si e destes com a natueza. Tal concepção subenende um processo dinâmico e dialéico, onde as forças individuais e sciais são ao mesmo temo condicionadas e condicio nanes.
A base da esutura socil é "a totalidade das elções de produção e das forças produti vas, que fom sua esutua conômica ( ••• ) à qual coespondem deerminadas fomas de consciência scial" (Hhn e Kosing, apud QUEIROZ e EGR y16. Refoçando tal conceito, GRAMSCra nos colca que a sociedade adquie dois comonentes básicos: ma inaestrutua baseada na produção, ou seja, na maneira como as pessoas se organizm pra sobreviver; e a sueestrutura - ciada forml e infomalmene, com ingedientes culturais e polticos que efor çam e estabilizam a ifestrutura.
As elações sociis vigentes em nossa so cieade, determinam a existência de classes e grupos sociis que êm signilcados diferentes. Pode-se entender classe socil como a foma de os indivíduos estem inseridos no prcesso de prdução numa sciedade. Por ouro lado, os indivíduos se eúnem em gruos sciais moti vados por alguma identidade que, além de os agrupr em sua classe, os une em tomo de inte esses e valores comuns.
Saóe - Dença
a conceito de saúde e doença é a expessão de a complexa ede de signitcações conce bidas elo homem em suas elações sociais.
?
u seja, este conceito está vinculado às pr6pnas conceções tlos6tcas, portanto, devido a sua subjetividade e complexidade pode ser melhor taduzido aávés de alguns pressupostos:- saúde e doença constituem uma unidade ao mesmo tempo indissciável e contadit6ria, pois fazem pte de um mesmo pocesso;
- o pocessõ saúde-dença expressa uma to talidade socil em suas dimensões coletiva e in dividual, que exraola a noção liner de cau saefeito, s evidencia o enente conlito e movimento da vida social;
- o prcesso saúde-doença possui funda mento material - traduz condições objetivas da vida social, mas está innsicamene elaciona do a subjetividade humana;
- a condição objetiva do pocesso saúde doença não se limita aos copos dos indivíduos, mas relete a dinâmica de suas elações num momento ist6rico e numa sociedade conceta;
- a conJição subjetiva do processo saúde doença se expressa nos signiicados que as condições objetivas adquirem nas elações so ciais, através da mediação da consciência;
- o homem como ser prático e consciene, integrado ao pocesso hist6rico de uma totli dade socil mais ampla, tem potencial de ação e ansfomação sobe esa sociedade e, poanto, sobe o prcesso saúde-doença.
Sisema de Sa4de
Entende-se por Sistema de Saúde o conjun to de olíicas. pos, serviços e ações que
se desenvolvem de acordo com a fora pópria de aiculação' das necessidades populres de saúde com os inteesses hegemônicos, ou seja, as espostas instituCionais ou não a esas neces sidades, dentro de ua organiação econômico - olítico - scial concea.
Sisema cl de Sa4de
o Sistea ocal de Saúde, por sua vez, como nos refere MACEO apud PAGANINP', "compeende a aticulação de todos os recursos existentes em uma zona pra sua melhor utili zação, adequação a ealidade local e sobretudo o estabelecimento de uma elação de mútua res onsabilidade com a população adscrita".
Unidade Bsica de Sa4de
A Unidade Básica de Saúde é então com peendida como a esruura adminisrativa na qual se organizam um conjunto de ecursos e mecanismos com a Ímalidade de desenvolver ações de promoção da saúde, adequada a uma ealidade especica. Entende-se aqui, que a pomoção da saúde engloba todos os níveis de ação.
Os sistemas locais e unidades básics de saúde epresentam difeentes instâncias . de gestão, planiicação e oeracionalização do Sis ema Nacional de Saúde. u seja, possuem es peciicidade e vaiáveis focos de abrangência, ao esmo tempo em que fazem parte de uma dinâmica mais global da qual emanam as die izes fundamentais de suas ações.
Efemagem
A enfemagem é uma prática scial que se "articula como as demais práticas t socieda de" (CASTLLANOS et alli4), se concretiza em todos os moentos da vida individual e co leiva e é detenada pela pópria organização scial em deteninado momento hist6rico.
Desenvolve um saer e prática póprios com a inlidade de atur no processo saúde dença, pois, enquanto prática dirigida para um resultado pessupõe um saber, que por si s6 não modiica a realidade, s constiui o conheci
mento indispensável que efetiva a prática rans: fomadora. Pra PIRES15 'a enfemagem ao pestar cuidados ao hoem �sá ealizando um abalho qu� tem uma �ção (objeto), petende chegar a um Ín (inalidade), utiliza conheci entos e técnicas (nstimentos de tabalho) pa ra provocar mudanças".
Segundo S ANCHZ V AZQUEZl1, "o obje to da prática pode ser a natureza, a sciedade que os homens eais, segundo deteminada ne cessidade de ansfomação onde o esultado é uma nova ealidade". Neste sentido, a enferma gem ode ser inepetada coo uma uidade de
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páticas podutiva, scial e cientica. Produtiva or ser um prcesso de rabalho inseido nas e laçes de produção que mantém em seu seio uma divisão scial e técnica e que possui objeto e Ímaliade deinidos" bem como insumentos de transfomação e autoransformação. Social por esar inserida numa organização social, pr ticipando s lutas de classe, ideol6gicas e de oder. E como prática cientíica porque em seu desenvolvimento refoça ou reformula a teoia que susenta suas conceçes noteadors da prática.
A pática de enfemagem se dá em difeen es dimensões, quis sejm, assistencil, adi nisrativa, educativa e organizativa. Na verda de, a deÍmição de is dimensões em sido foco de debaes na atualidade, pois sua compeensão ainda não está suicientemente clra. Ou seja, é necessáio deÍmir não s6 o que as compõem, em como as difeentes e iculaçes existentes ente si.
ducação
Segundo SAVIANpe, a educação "é uma prática scial mediadora no seio da prática so
cial global".
É
um prcesso de constituição dohomem e da sciedade, onto é um movimen to de tonar-se, guiado por um projeto hist6ico e políico.
eendendo do pojeto olítico que a die ciona, a educação pode sevr pra alienar o vi ver dos homens, acomodando-os às "cir cunstâncias", ou pode ser um elo para a sua li betação, na conquista da autonomia coletiva.
Aesar desa subordinação da educação à atividade poltica, ela traz em si um potencial de mudar os umos esabelcidos, através ds mudanças de concepção de mundo que acompa ham o movimento da . sciedade. Conforme CASTORIADIS", um fazer lúcido não se aliena na imagem do que está or vir, mas é redimen sionado à medida em que se efetiva e que se desvenda um novo saber.
dife-enes mOlentos ou até simultnemente, ser nsumento, elemento, ou o próprio pocesso de cosução da práxis.
Tendo como inalidade a emancipação do homem aravés de uma pática crítica e criativa, a educação se dá como um prcesso por não oder ser concebida estaticamente, nem desvin culada das conadições presentes na dinica social. Poranto, é um contnuo movmento de erceção, relexão e ação, diecionado por um pojeto histórico e político em seus momentos de conscienização, organizção e capacitação pra a sformação da realidade.
Pticipação
Paticipação é um processo dinâmico, se gundo SOUZ A 1Q "é o próprio prcesso de criação do homem ao pensar e agir sobre os de saios da natueza e sobe os desaios sciais nos quais ele próprio está situado". Deste con ceito se depeendem duas dimensões da pici pação: a participação como processo scial' ("esulado da ação de forças sociais") e parti cipação como "equisito de realização do ser humano" (SOUZA 19).
Tais dimensões se conapõem à noção de paticipação comp fenôeno de simples inte gração ou adesão, pois este repesenta formas das po}{ticas sociais obeem legitimação popu lar. Ao conário de smples concessão, parici pação pessupõe, segundo SOUZA 19, conscien tização, orgnização e capacitação, onde possa ocorer a redefição dos inteesses e mecanis mos de enfentamento social.
Baseando-se em DEMO·, pod--se levanar os seguintes pressupostos:
- participação é um processo, pois nunca está acabada ou suiciente; mas é um constante vir a ser onde se movimentam forças sociais ;
- participação é histórica e se expressa no cotidiano da dinâmica social;
- participação é uma dimensão básica da ci dadania e um eixo fundamental da po}{tica so cial;
- participação é conquista, pois possui co mo sentido básico o conlito, a luta de interes ses e a autopromoção (no sentido de ser sujei to);
- participação é uma forma de poder, pois visa intervir na ealidade, desocultar os modos de epessão e garantir, atavés de formas de re sistência e ansfomação, a articulação de no vos poderes;
- paticipação possui vários canais de ex pessão (organização da sociedade civil, edu cação, cultura, movimentos sciais, ec).
Portanto, a pticipação como uma prática social consciente é a foma de o ser humano unir-se à dinâmica das elações sociais em bus ca da ealização de objetivos comuns à coletivi- , dade.
Pxis
Segundo SANCHEZ V AZQUEZI7, a práxis é a "atividade prática social, ransfomadora, que coesonde à necessidades
p
ráticas e im plica em ceto grau de conhciento da reali dade que transfoma e das necessidades que sa tisfaz". Para ele, a fmalidade que impulsiona e direciona a prática é elaborada antecipadamen te, como um produto a ser alcançado por meio da ação ransfomadora. Esta elaboração dá-se por meio da consciência, que, a partr da pó pria prática e do objeto eal passível de trns formação, produz o conhecmento que' funda ena a ação humana.Para CASTOIADIS3, a prática é atividade consciente, mas ifeentemente da tCnica, não utiliza a teoria como um código preliinar em que o objetivo se alcança com um saber já ape endido. Ela se dá numa prática que desvenda ao mesmo tempo em que transfoma. "Ela se aoia sobre um saber ( •.. ) sempe fragmentáio e po visório ( •.. ). Elucidação e transfomação do real pogidem, na práxis, num condicionamento ecípoco" (Ibidem: 95).
A pxis humana se siua smulaneamente na esfera da consciência (subjetivo) e da ação (objetivo).
Na esfera da consciência a práxis requer: a. Conhecimento do objeto a ser transfor mado (e do seu potencial de tnsfomação);
b. mediação das inalidades projetadas; c. conhecmento dos meios e instumentos que ,odem ser utilizados na ransfomação;
d. conhecimento "das condições que abem ou fecham as possibilidades dessa ealização"
(SANCHEZ V AZQUEZI7); Na esfera da ação a práxis :
a. parte de um objeto real (natureza, socie dade ou os hoens eais) e tem como produto um objeto tansfomado;
b. se concetiza aravés de um trabalho hu mano, utilizando insumentos de trabalho;
c. é ciadora, pois, através dela o homem constrói a si e a ealidade, num prcesso de transfomção.
Assim, a práxis não pode ser considerada uma prática puramente mateial, nem puramente teóica, mas "requer um constante vai e vem de um plano a ouro, o que só ode ser assegurado se a consciência se mostrar ativa, ao longo' de todo um pocesso" ( • • • ) onde teoria e prática "convergem no poduto objetivo" ( ... ) ex pressão de sua unidade. (SANCHEZ VAr QUZ17).
Como nos refee CASTORIADIS3:
"a consciência humana como agente trans formador e criador ( .•• ), é essencialmente
uma consciência pática, uma rzão ope rante - ativa ( ... ). Mas esta prática não é exclusivamente uma modicação do
do material, ela é tmbém ainda mais, mo diicação das condutas dos homens e suas elações". (p.33)
O pocesso de trabalho de educação em saúde tem como objeto a pr6pria práxis indivi dual e coletiva, já que não se lmita a simples trnsmissão de conhecmentos ou a momentos estanques de conscientização ou de ação sobe as condições objetivas de vida, mas supõe uma pática que visa a capacitação dos homens, num processo indissociável de relexão e ação pra a trnsfomação da realidade. Como nos efere CASTORIADIS3, a práxis consiste neste "fazer no qual o outro ou os outros são visados como seres autônomos e considerados como o agente essencial do desenvolvimento de sua própia autonomia" (p.94).
Cidadania
Segundo FERREIRA 7, cidadania é a qualidade ou estado do cidadão, que , como l,
goza dos direitos civis e olíticos de um Estado e desempenha seus devees para com este. As sim, como expessão das relações ente indiví duo e Estado, cidadania adquire as seguintes cracterísticas :
- é histoicamente determinada, pois acom panha a dinâmica das ransformações s6cio -político - econômicas que configuram o Estado; - é um processo de conquista, pois nas raí zes de toda trnsformação e obtenção de cida dania está o conlito de inteesses, a relação en e podees.
A cidadania "tem seu copo e os seus lmi tes como uma situação scial, jurídica e políti ca", que expessa a metamofose de uma igul dade e liberdade absrata e/ou te6rica (enraizada na culura', em um estado de dieito (PACHE CO' 3 Como esta concetizção depende de condições objeivas como a natueza do Estado e do regie, o ipo de sociedade estabelecida e o nível de consciência da sociedade civil, as distoções da vida econômica e social geam fomas distintas de econhecimento da cidada nia. Ese econhecimento ocoe de acordo com a posição ocupda elo indivíduo no modo de proqução, a sua maior ou menor proximidade com a classe hegemônica e ela utilização de mecanismos de pessão que edmensionem a dinmica das elações sociais.
2
INTE R R E lAÇÁO DOS CO N C E ITOS
O homem, por sua essência, não pode ser
concebido isolado das relaçes sociais histori caente determinadas. Assim tmém o poces
so saúde-doença s6 pode ser compeendido em
sua deteminação social. Não apens as causas do processo saúde-doença são sociis, como também as necessidade de saúde por ele geradas
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serão duplente condicionadas ela estutua social: na forma como estas ncessidades se ex pessão e serão percebidas pelos indivíduos e classes sciais, bem como na foma como serão atendidas através da organização de Sistemas de saúde e de pocessos de trabalhos especicos.
A enfermagem, como um deses pocessos de rabalho esecicos da saúde é, ortanto, uma pática social que, alicerçada em um mode lo de saúde hegemônico, possui um sentido político, ao reforçar ou entar suerar o pojeto político dominante.
Podem-se distinguir difeenes dimensões que compõem esta prática, como a assistencil, a administraiva, a educativa e a organizativa. No entanto, a pr6pria proissão vem buscando apo undr tais dimensões, no sentido de melhor compeender suas aiculações e os possíveis processos particulaes de tabalho que estas ossam gear, como por exemplo, o processo de rabalho em educação e saúde.
A prática educaiva em saúde, por sua vez, em como um princípio ou elemento cental a paticipação, já que a sua conquista passa a ser fator neente ao prcesso de nsforação da práxis, objeto de rabalho do poissional na educação em saúde. Ese processo de transfor mação da práxis em práxis crítica e criativa, não aenas incorpora a paticipação, mas tem como erspectiva e possibilidade a pópia conquista da cidadania.
3
CO N S IDE RAÇÕE S FINAIS
Entendendo a prática educaiva como um dos principais pocessos de ablho da enfer magem é que apresentamos este Marco Concei tual, cujo eixo cenal localiza-se no conceito de educação enquanto pocesso que tem como tmalidade a emancipação do homem.
Procurou-se evidencir também, que as e lações entre os conceitos que comõem o pre sente marco, não se dão, linear ou seqüencial mente, mas fazem pte de um todo iculado e indicoomizável. Apesr da exigência didática de sua apresentação, que pode sugeir a cono tação de conceitos estanques, somente uma lei tura dilética de suas relaçes, poderá o enfer meiro utilizá-lo como uma base te6rica que pos sibilite uma efetiva relação teoia - pática. Por tanto, na comprensão das autoras, o raciocnio dilético não deve ser exercitado apenas na fomulação e intepetação de mrcos concei tuis pra a prática, como também, deve aco panhá-la ao longo de seu curso, no contato diá rio com a realidade.
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