DISSERTACAO
K
CADEIRA DE MATERIA MEDICA E THERAPEUTICA
DO J A R O R A N Q Y
Sen fstudo physio logico e
enipregotherapemlco era
algumasmolestias
PROPOSIQOES
TRES SOBRE GADA DMA DAS CADEIRAS DA FACULDADE
THESE
apresentEtda a Faculdade dc Medidna e tie Phanoacia do Rio de Janeiro
EM 30 DE NOVEMBRD DE 1894
K elta Bustvnfcada no dia. 4 dc
Janwtfl
dc1893
1APPROVAL PLENAMENTE*
FELO
M l TEIXEIRA JUNIOR
m
NATURAL
OE MINAS- GERAES
(OURO
PRETO)FILHO LSSHlMO r>F,
Manoel Thomaz Teixeira e D. H e n r i q u e t a F e r r e r i a d o s S a n t o s TeLxeira
TYP. ALDINA :
KUA SETH DE SETEtfBRO 79 ttto DE jAxiiiiig. 1 S 9
4
V
FACULDADE DE MEDIC 1 NA DO RIO DE JANEIRO
DTUKCt1 —J )r. Albino ko'lrigues de Alvartmgau
VIClM)IKi;( IOR—Ur
.
jnao Pizafro Gnl^
n.
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Anti.iiiiii de Mclto Munis Mina,L E N T E S C A T H E D R A T I C O S
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Eduardo i hapot r revost pomiugos [use l ri-fn-.
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JOHJ Maria 'I'viieim.„
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I]viirt'itiLr ],;:di-1:m d<: ^ H\ /.A Lopes;-
Augusu) 3 I'n u s I.mae
Marcus LL/errn =i ulcrmti
Phjrsicn nudiL’Ju
C-Jimlicninorgamca medicsi. Hotaniea r zoo] i mtdicas.
A5!i.Ltomin deSCripstivn.
Nist'jl'
^
ia theurica eprattqa,Oumku tr biologica*
Pliydol- i;J-i i l u" L- - x)i -rtiut-Eit.il. Phannoculogjft c artu de formulae Pafludugia ciimgiea-
<-hhmca ft))dyiioo L- mxicoEo
^
ja.Anatomia uta* icn-gjmrgUa e mmnnir3(lat
{ L- apjtardhon* Palliflogu KicdiCdu
iAnatomiaMateria meeDieijliysbla c ^ria p^fhol^gicaiR,
therapeutics. Obsti;lrici:i.
Mediefna Ie
^
:dHygiene v tntMdogii
.
Pathologla itural c historic 0a moiiiina.
Clitiicn ctrtirgtca—3’p cadeirfi,
Gmfca dermal
.
>lo£tea t hypliiligrapliica.Glinted j>rti|iedruuci*
CESnic-i. rinirijie i If1 cmlcirn.
ditiicfi oU&U'trica * gynecologic^,
Clinica <>]>1niiahnolngiea
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© ISSERTACAO
Do JAB 0 RA ND Y : sen estiAclo physio
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A O L E I T O R
Com o fim dc satisfazer
uma
disposigao do Regulamento das nossas Faculdades doMedium
a, emprehendemos
oprosente
tra-
balho,
que
, devido dcscassez
dotempo
que tivemospara
suaconfec
^
ao,
nao e tao complete coino desejavamos ;publicando
-o,
anossa preten
^
ao 6 tnais doque
modesta,
poisque
visaapenas
ocumprimento do dever.
A escolha do estudo do jaborandy para objecto da nossa these obedeceu & clous motivos : 1" o facto do ser o jaborandy um vegetal
pcrtencente a
rica flora brazileira ; 2°
a circumstancia de terrnos por muitasvezes
apreciado os admiraveis efteitos da prociosa planta brazileira notratamonto
de varias molestias, emque
a temos empregado.Nosso trabalho
comprehenderd
quatropartes
: naprimeira parte procuraremos expor
as diversus phasespor quo tem
passado o estudo do jaborandy ; na segunda estudaremos apharmacologia
d'
esse
vegetal ; na terceira apreciaremosos
seus effeitos physiolo-
gieos ; e finalmento na quarta e ultima parte
trataremos
de suasindicates
therapeuticas nas diversas molestias,
em que o mesmo tem sido empregado coinreaes vantagens
ede que
temos sidetestemunhas
.
Rio
,
3 de Outubro de 18114.i
\ ) Id i 204
PRIMEIBA PARTE
H i s t o r i c o
Enlre us plantUS medicinacs tie nossu flora
occupa
logarproemi
&cute o ptecio
&o vegetal conhecido sob onome
dc jabomndy,que
e o unico a verdadciro diaphoretics quepossue
a Thera-peutiea,
Como
tern
aconteeido a tanlasextras
plantasmedicinal
denossa exuberant
^
flora,
foi das miles dos indigenasquo
a Thera-
rapcutica recebeu
o )
ahvrandyt o maispoderoso
diaphoretics quepossum
EtTectivamente jft os iridigenas empregavao o jaboraudy no
iratamcnto das
mordcSuras
dos animuosvenenosos
,aproveitando
&asim suns admiravels propriedades therapeutical, quando esla planta veio ter is maos dos praticos
brazflJeir
^
hAppsur de
Pison,
nodecimo
septimo scculo, jd terdescrip to
mtnuc.iosamtmte o jaborandy em sua
Historic
Natural Medico,
ptt-
blieada oui Hi48, foi sdmente na segutida metade de nesso seculo, que os medicos brazileiros
come
^
arao aemprugar
a preoiosa pianta no tratamento de varies molestias,
ainda que empiricamente.
Ao que nos cocste
,
foi o Dr. Jouquim Josd Silva, (pae
), o prbmeiro medico brazilciro quo aprovcitou as adrmraveis
proprledades
therapeutical do jaborandy m>tratamento
decems
molestian,JA em 1852
come
^
arad tambem aempregabo
no tratamentode
seus doeutes. no Hospital MiUtar de Pernambuco, o Dr.
Hozendo
Aprigio Guimaraes
,
depots professor da Faculdade de Medicinada Bahia
,
, e o Dr. Pitanga, distincto elmico em Pernambuco,que
obtiver&O brilhaute resultado com oemprego
do jaborandy todasas yezes
que
desejavaoabundante
diaphorese.
Eutuu grande numoro de medicos brasiileiros comegarao a fazer largo emprego do jaborandy
,
sem eomtudo conhecersua composing chimica
; oque InfeUzmente
acontece dmultus
outrasr
y
L
4
pianlas medieinaes da nossa flora, quo sao emprcgadas grandr
numoro
de annos sem ocompetente
estudo,
sem quopossam per
conseguinte fazerparte
official daTherapeutiea .
Foe
sdmeute no fim do anno de 1873quo
o Dr. Coutinho,
dis-
tincto clinico em Pernambuco
,
levou AFranca
a preciosaplanta
corn o fim cxolusivo da
mesrna
so* conhecidu e con venientemente estudada pelos sabios mestres da cultaEuropa
.E’ pois justo que so ronda homenagem d memoria do Dr. Cou
-
tinlio, que teve a gloria de fazer com quo o jaborandy entrasse
para
o dominio da Therupeutica ; sem o que, talvcz ate hoje a
preciosa
planta brazileira estives.
se ainda sob o dominio do ctnpirismo.
Data de 1873, poisT a t'poea de
glorias para
o jaborandyque ,
desde essa occasiao, <:ome<jou a ser esturiado polos mais sabios phy
-
siologistas
,
cblmicos e medicos da velhuEuropa .
O primeiro foi o professor Gubler que ju
em
Man;.o de 1874, publlcvaa um estudo circumstanciado das propriedades do novo me-
dicamento ; em segundo logar vein o
professor
Rahuteau quo,
uniInez
mats
tarde,
common ica i\\ Sociedade do Biologia a resultado do experient ias feitas sobre si proj)rio com a preciosa planta.
N’
essa
occasiilo Foiporem
importada cmFranca
um grandeuumero de
plantas
quo,apes
ar de designadas sob o nome commum de jaborandy,
pertenciao & familias differentos pgoaavao
de actividade bem desigual, O profossor Gubler nssignalou osta confusao,
e pediuau professor Baillou
para
fazer oestudo botanico da planta.
Este distiiu'to professor, estudando as plantas fornccidas
pelo
pro-
fessor Gubler
,
determiuou os earaebres peculiares a espeeie do verdadciro jaborandy,que
reconheceu pertencer ar> genero pilo-
carpu$t da familia das Rutaccas.
Uma serle uumerosa de experiencias foi einpreUeudida
entuu por
grande uumero de medicos francczes,
desejosos do conhecer as admiraveis propriedades da planta brazileira, Eutre estes encon-trao
- se Galippe
e Hochefontaine,
Dali e Hardy,
Vulpian e Carville, e finalmonte Robin que escreveu uma memoria tan coinplcta quanto estudada sobre a nova planta,Desde o comedo de 1875 que a physionomia do jaborandy es- tava desenhnda cm quasi todos seus
detalhes
polos medicos Fran-ceses
, cujos nomes acabamos de eitar.N’
essa
oceasiuo, com efTeito, Vulpian e Carville tinhao des-
soberto o ant
agon
ismo do jaborandy com a atropina
; eGalippe ,
\ ) lo | zo 5
5
Hardy o TJoehefontaine
cstudavao
sua ac<£ao sobre o cora^
ao e apupjlla
.Finalmonte
Robin,
que cstudou magistralmcntc osefteitos
da nova planta sobre as
secre
^
oGS e sens produotos,
assimcomo
sobre a
temperatura
; denialssuppoz
suas propriedades galactogas,
que forao depoU confirmadas na Inglaterra
por Sydney
Ringer,
Gould c Pearl em numernsas
observances .
Com
os
estudos de GubloreVulpian
o jaborandyentrava
nodominio da
Tlierapeutiea
, quecome
^
ou desde logo a aprovcitarsuas propriedades sialagogas e diaphorcticas no Iratamento de varias molestias.
Forem
era necessario saber si estaspropriedades
tao admi- raveis do jaborandy pertetudao realmente a planta,
ou si eraodevidas em parte A quantidade e A
temperature
do vehieulo em-pregado
? Comeqou ontao o esludo pharmacologico da planta.JA as injechoes intra
-
venosas da soluyfio eoneentrada de folhas da planta, praticadas sobre animaes,
tinhao provado o uontrario, quando ;t deseoberta dapilocarpina
feita siinultaneamentepor Byasson
c Hardy cm 1875 veio cstabelecer de um motlo definitive o valor do medicamento.
A dcscoberta da
pilocarpi
na vein eolloear o jaborandy A f rente do todos os sudorificos ate ontao conhocidos,
confirman do-
se a&sinio
quo
dissomos no principle d’este historico, que
o jaborandy era o unico e verdadeirodiaphoretico
quepossue
a Therapeutics.
Com o novo alcaloide e as
prepa razees
das folhas comedoaentao a ser feita lima serie numerosa de
expcriencias
pelos medicosde varies paizes do
velho
Continente,
que cada vex mais coudr-
mavao as precio&as
propriedades
da esthnada planta brazileira.
Sao na Inglaterra as expcriencias de Sydney Ringer
,
Gould e Murrel quo estudlio emparticular
asvanities
thermicas e a ac^
aoeomparativa
do jaborandy na crcan^
a e noadulto ; e fimiimenteMartinwald
eTweedy
que insistent sobreeert
-as parlicularidades
produzidaspara
o 1ado da visao. Na Italia sao os professores Ca- tam.
Cassagrandi cRovida que com sens trabalhos vem enriqueceros estudos sobre o jaborandy
.
Na Allcxnanha silo Bardenhewer,
Curschmann
,
Lobirchs,
Fiiegei e Weberque ,
depois denumerosas exporiencias ,
chegarao a<> niesnm resultadoque
os medicos frau-
eezes que jft tinliao sc occupado do
assumpto.
Finalmen
te emFranca
um trabalbo dominmi todos os outros: 6 aquelle do pro.lessor Vulpian
que
magislralinente e do um modo claro e interes k0
saute estuda a physiologist do mcdicamento, o mocanismo physio
-
logies de sua ac
^
So ca incompatibi'
Ulade do mesmo coin a atrophia. Afc&
fins do 1ST5 esUiva eompletamefite ft:itoo
estudo physio-
logieo do jaborandy. D'estu data era riiante
como
^
itrao os mestresdo quasi todas
as
undoes da Europa a
fazcr cxpencncius maiscompletes
com os proparados do jaborandy notratamcnta
de variasmolcstiaSt
nas quaes podia scr util souemprego
cm vista de suaaec;ao physiologies
-
Quasi todas as publicationsque
apparecetn entao siio de ordem therapeutics.No eorrer do
nosso
modcstotrabaTho
tercraos oocasiao dc citarns
nomes
de varies medicos que fizerao publicities sobreesse assumptn
, quando nos occupations das divers
asmoles
tias cm quo tern sidn empregado ojaborandy
.Fksaomos
agora
a v6r
o que tie tern Foito noBrasil
sobre o jaborandy*Sem
fallar noemprego
daprectosa
pianta que desde 18&Wera
feito cmpiricamentc
,
forao sdmente os artigoS do Dr. Coutinho n do professor Gablerpublic
ados no Jomal de Thmtpmtica era 1874 que ehamaruo aatten
^
ao do itossos patriciospara essa
planta,Em 187ti comcQ&run os medicos brazileirbs a Fazer publicities iltiportantes sobre
o
jaborandye
applical- o
ao tralamento de variasmoiestvas. Eutre estes medicos citaromos os segutntes :
Dr, CaminhoA
,
onLao professor debotanic
a dc tiossa Faeuldade,
quo
tratou profieientemento do jaborandy cm nmamemom
lidaper
ante aAcademia
do Modieina cm 187G e publioada noa Anna&t Brazilienscs de Medicma.
Dr Mencorvo de Figuciredo. que foi o primeiro medico brazi
-
leiro a ensaiar o jaborandy no tratamento do croup
.
fteu trabalho aeha-
sc oonsignado cm umamemoria por clle
pubHeada cm 1S7 SJsob a
.
litulo—
Notas sob douscasos
decroup
.TfL cm 187ti o distincto din Leo e illustrado lento de nnssa Fa
-
culdade ,
Dp* Remcio de Abreu, cm sou sorvi^
oclinico
da Miseri-
cerdiiq assim como o Dr, Julio de Moura cm seu
service clinico
daCasa de ESaude de S
.
Sebastian^ empregavao
ojaborandy
no train-
mentinctosto daclinicosfebre
occupou araarella
* Dos r^ sultados
obtidospor
ostes dis.-
se
o Dr. Gonsalves
Ramos cm um artigo\
\ } lojlo < o
7
publfcado
na RevUtaMeSica
} cm IS76, sob otitulo
motria DOtratamento
da fcbrc amarella.No
tratamento
do nml doBright
o lllustrado Dr. TorresHonieni
,lauroado
lente declinica
medica dc nossa FaruIdado,em - pregava
o jaborandy com brilhanteresultado -
Areap
CLto
d'esievegetal assim sc exprimiu qlle ora
uma
do suns notavoisconferen -
ce
elinicas : i ( Notratamento
danephrite parenchimatosauguda
nao Vos esquegaes arnica de
recorror
li iufusSo do laboraiidy on ds Mijocgoeshypodermieas
dochlurhydrafco
dc sou alouUudo/Os
dlstinctos ophthalmolog
Istag Drs,HUario
doGouvOa
eMouru
Brazildos preparados
de jaborandy ocular
.Da
thermo
-empregao
com vantagem, c aconsclliao o SrnprcgO cm muitas alTecgocs doglobo
O Dr.Ataliba
deGomeiisoro
quo, deppis
de fa^
erlargo
eat-
prego
dos preparados dc jaborandy cm varias afTccgoes ocularcs,leu
perauto aSociedade
dc Medici na deParis ,
cm sua scssao de 11 deDezemhro
do 1880,importantes consider
agoos sobre
apilo
^carpina
apresent
&ndo
tvomesmo tempo
0bscry#g6es de sen omprego
nas referidas molestias.
Dr,
Epimacho
, depois dc vcrificar cm innumcros eases aIncompatlbi 11
dade dojaborandy com
oaconite , qnando associados , publics
o rcsultado desuas observances
na liemstados
Hoftpiktcsde 1883.
O Dr,
Anjo Coutinho
,que apresenta
d Academia deMediema
cm 1883 observagbes sobre o
emprego
do jaborandycomo
emme-nagogo e
derivative,Depois
de citar o que de mais important^
temosencon
tradesobre o jaborandyt e
que
conheccmos^ terminamos aqui o historico da prociosaplanta
brazdeira.W
I
SEGUHDA PARTE
P h a r m a e o l o g i a 4
NATUREZA E
CARACTERES DOJABORAJTDY — No
nflssdpai.z dii-sc vulgarnaente o
nome
de jaborandy A varias plantast pm-
tencentes ft Tamil ias divcrsas, quo gosao todasporftm
dc propnedadcs muis oumenos estimultuites ,
sialagagas
o #udonlicas.O professor BaiUou estudando a planta leyada, a Franga pclo Dr. Coutinho eslabeleecu os caractereB do VUrdadeiro jaborandy*
qua
elle reoonheceu pertcncfcr ao gcuero pilocarpus,da
familiadas
Rutaceas
,Ojoilocarpuia pinnatuSj tambem coahecidosob as
dcnomma
^
Qespilocarpus peniiatifoiius (Leandro), jahorandy do Dr. Coutiaho, ifyira
-
taht/y ttrrudu brttm ou arntda da maito (Marunhun), ft urnnrbusto
de l(11,
oOft 2 ou mosma mais dc ultuni, quo sc j&neortlraem rnmtos Estados do Brazil. *
E' no Ceaift
.
Maranhuo, Pernambuco, Minas o S. Paulo, quese
encontra
o jaboraudycm
maior ubundancia,Vegeta or
dinaria-
mente
nos terrenes seeeoscarenosos,
e espedetocnte Liasfraidas
dasmontanbas
,O jaborandy 0 um arbusto dc raiz cyli&drica
,
deuma
efir amarella pallida. s exfoliundcs e.msua superffeie cm delgadasplacas papvraceas
; ramos maia ou menus pubeseentes cm sua parte malanova ; folhas compostas: imparipennadas, com 7
—
9 o mais rara-
monte II foltolos ; fibres
em
pequeiios caches delga^ os ,
ora naextremidade dos ramos,
ora
eobre a baste, O fructo ft fonnado de cinco carpeSlaS) de que duns ou ties sdmente chcg&oft maturldadc.
As partes mais empregadas da planta sao as folhas, quo
sao
fomiadas de
7 - 9 - 11
fobolos firmes, coriaoeos,
cm geral ellipsoid* ^
ou oblongos
.
obtusos ou mesmo xaufrados no verliee ; sao inteiros nosBARDOS c
ligeiramente desiguaesnas
bases,
e aprcsontao uma eXtensfo) de 8 ft 12 ceuthiu e uma Uvrgura de li ft a eenUmclros,* 4
4
m
B
\ ) toTtf
10
A face iiifoi'ior <los foliolos
<
5 crivada dopoquenos pantos
escuros
,
que indicuo vacuolescheios
tie uui exudato liquido,
oleo-
rcsinoso
.
As folhas quanilo esmagadas entre os dedos
apresnntuo
umaroma
semelhante ao das folhas de laraneetra ou dos fenos aroma-
ticos ; quaudo
mastigadas apresentao
um sabor acre, porem semamargor , quo
6 umpouco
nauscoso.
A infusao
aquosa
das folhas do jaborandy tom umaColorado
escuro -
esverdeada, possue
a eheiro da planta < um saboramargo
.A solu
^ ao
sendoevaporada
d seectira deixa um residue escuro eamargo
napropor
^
ao de umagrm
, do residue para eineogr
, dofolhas* O extraeto dissolve
-
se DO alcool em parte,
fieando uma parte completamente dissolvida e outra cornpletamenteinsoluvel
jd’estas,
a segunda nao tem sabor tiem possue aegao
physiologica
notavel,
a solugSo alcoolica
por
6m 6 muitoamarga
e contem oprincipio
aromatico eas
substaneias activas do jaborandy.
Segundo Hardy
,
suacom
post00 ehimica
0a
seguinte:1° Um oleo essential muito semolhanto A essencia do limim
.
2° Um oleo
-
resina.
3° Saes mineraes,
4
° Principios extract
!vos
denatureza
indeterminada.5° Uma materia corante vcrde
- csmeralda .
G° Um
principio
activo com todos oscaracteres
dos alcaloidcs.
7ftUm alcaloide
incompIetameDtoe
estudado extrahido com apilocarpina ,
quo sc chama jaboraudina.
8° Uma substancia amorpha* amarcllada* que sc forma pela transformagao da pilocarpina* chamada jaborina
.
t
Principio activo ; extraegao da pilocarpina ;
sens saes
A pilocarpina
,
principio activo do jaborandy,
foi isolada annultanoamente por Byasson
c Hardy* As circumstancias que acompanhuo a dcscoberta d’este alcaloklepor
Hardy san particu-
Jarmante interessantes e instructivas*
Hardy
,
conhecedor dos etTeitosproduzidos
sobre oorgan
ismo pela muscarina, principio
activo da amanita-
muscaria}quo
sanmuito
semelhantes
aosproduzidos pelo
jaborandy,
entendeu que A4