Superior Tribunal de Justiça
RECURSO ESPECIAL Nº 898.174 - MS (2006/0234225-0)
RELATOR : MINISTRO SIDNEI BENETI RECORRENTE : DANIELA DIAS
ADVOGADO : ALMIR SILVA PAIXÃO - PROCURADOR DA
DEFENSORIA PÚBLICA - DEFENSOR PÚBLICO EMENTA
RECURSO ESPECIAL. CIVIL. REGISTRO DE
NASCIMENTO TARDIO. INDEFERIMENTO MANTIDO.
INSUFICIÊNCIA DE PROVAS DA NACIONALIDADE DA REQUERENTE.
I.- Deve ser mantida a decisão que indeferiu o pedido de registro de nascimento tardio na hipótese em que o juiz, diante do conteúdo fático-probatório dos autos, concluiu pela inexistência de provas de que a requerente nasceu em território brasileiro, principalmente em se tratando de pedido formulado em região de fronteira em que potencialmente mais insegura a situação do local do nascimento, e com conseqüências registrárias na nacionalidade .
II.- Recurso Especial improvido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso especial, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a) Relator(a).
Os Srs. Ministros Paulo de Tarso Sanseverino, Vasco Della Giustina (Desembargador convocado do TJ/RS), Nancy Andrighi e Massami Uyeda votaram com o Sr. Ministro Relator.
Brasília, 12 de agosto de 2010(Data do Julgamento)
Ministro SIDNEI BENETI
Relator
Superior Tribunal de Justiça
RECURSO ESPECIAL Nº 898.174 - MS (2006/0234225-0)
RELATOR : MINISTRO SIDNEI BENETI RECORRENTE : DANIELA DIAS
ADVOGADO : ALMIR SILVA PAIXÃO - PROCURADOR DA
DEFENSORIA PÚBLICA - DEFENSOR PÚBLICO RELATÓRIO
O EXMO SR. MINISTRO SIDNEI BENETI (Relator):
1.- DANIELA DIAS interpõe Recurso Especial, com fundamento na alínea "a" do permissivo constitucional, contra Acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul, Relator o Desembargador RUBENS BERGONZI BOSSAY, em ação de registro de nascimento tardio cujo pedido foi julgado improcedente em pelo i. Juízo de Primeiro Grau em razão da insuficiência de provas da nacionalidade da autora.
O Acórdão recorrido está assim ementado (fls. 71):
APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE REGISTRO DE NASCIMENTO TARDIO – PROVAS – INSUFICIÊNCIA – COM O PARECER – RECURSO NÃO PROVIDO.
Para se deferir o pedido de registro de nascimento tardio, as provas devem ser robustas, não bastando a simples afirmação no sentido de que a requerente nasceu em solo brasileiro, sem qualquer elemento que comprove tal alegação.
2.- As razões de Recurso Especial apontam violação do art. 50 da Lei de Registros Públicos, sustentando, em síntese, ser obrigatória a lavratura de assento de nascimento ocorrido em território nacional, salvo se provada a falsidade das declarações prestadas pelo requerente, o que não foi admitido pelo Acórdão.
3.- O Recurso Especial foi admitido na origem (fls. 96/97).
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4.- Instado, na pessoa do Dr. MAURÍCIO DE PAULA CARDOSO, o Ministério Público Federal opinou pelo provimento do Recurso (fls. 104/110).
É o relatório.
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RECURSO ESPECIAL Nº 898.174 - MS (2006/0234225-0)