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Sodré Neto et al, 2021 89

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89

Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 89.102

A UTILIZAÇÃO DO CPAP COMO RECURSO FISIOTERAPÊUTICO NA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO EM MOTORISTAS.

THE USE OF CPAP AS A PHYSIOTHERAPEUTIC RESOURCE IN OBSTRUCTIVE SLEEP APNEA IN DRIVERS.

Antonio Carlos Negrão Gomes Sodré Neto

1

Lorrayne Ferreira Barboza

1

Michelle Porto Guarnieri De Souza

2

1

Discentes do curso de Fisioterapia do Centro Universitário São Francisco de Barreiras.

2

Fisioterapeuta, Pós-Graduada em Terapia intensiva e especialista em fisioterapia neonatal e pediátrica.

Endereço para correspondência:

Centro Universitário São Francisco de Barreiras (UNIFASB), Barreiras/BA. Avenida São Desidério, 2440, Bairro Ribeirão, CEP: 47.808-180, Barreiras-BA. E-mail:

[email protected]

RESUMO

INTRODUÇÃO: A apneia obstrutiva do sono (AOS) caracteriza-se como uma doença abstrusa recorrente do colapso parcial ou total das vias aéreas superiores ao longo do sono. A pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) segue como uma ótima opção para o tratamento da AOS, isso porque o aparelho possui um suporte pneumático que elimina os eventos de AOS nas vias aéreas e com isso impede que haja o colapso. OBJETIVO: Verificar a eficácia do CPAP no tratamento da apneia obstrutiva do sono em motoristas. MÉTODOS: Estudo de revisão bibliográfica, a amostra teve como critério a utilização dos seguintes descritores: Apneia do sono, CPAP, Motoristas, Disfunção Sexual Fisiológica. RESULTADOS: O CPAP quando associado a outro tratamento pode ter um resultado ainda mais satisfatório, porém o dispositivo por si trás melhora da função neurocognitiva, atividade simpática diurna e reduz a pressão arterial sistêmica. CONCLUSÃO: Foi possível evidenciar a eficácia do CPAP como opção terapêutica na apneia obstrutiva do sono.

Palavras-Chave: Apneia do Sono, CPAP, Motoristas, Disfunção Sexual Fisiológica.

ABSTRACT

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Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 89.102

INTRODUCTION: Obstructive sleep apnea (OSA) is characterized as an abstruse recurrent disease of partial or total collapse of the upper airways throughout sleep.

Continuous positive airway pressure (CPAP) is an excellent option for the treatment of OSA, because the device has a pneumatic support that eliminates the events of OSA in the airways and thus prevents the collapse. OBJECTIVE: To verify the effectiveness of CPAP in the treatment of obstructive sleep apnea in drivers. METHODS:

Bibliographic review study, the sample had as criteria the use of the following descriptors: Sleep Apnea, CPAP, Drivers, Physiological Sexual Dysfunction.

RESULTS: The CPAP when associated to another treatment can have an even more satisfactory result, but the device itself improves neurocognitive function, daytime sympathetic activity and reduces systemic blood pressure. CONCLUSION: It was possible to evidence the efficacy of CPAP as a therapeutic option in obstructive sleep apnea.

Keywords: Sleep Apnea; CPAP; Drivers; Physiological Sexual Dysfunction.

INTRODUÇÃO

Compreende que o sono não é um evento passivo, possuindo o seu próprio ritmo, com atuação do sistema nervoso central (SNC) em inúmeras atividades durante seu ciclo, que é constituído por dois estados distintos, o movimento ocular não rápido (NREM) e o movimento ocular rápido (REM). No NREM conhecido como sono de ondas lentas, possui três estágios: 1, 2 e 3, onde no terceiro estágio ocorre hipotonia muscular. Já o sono REM se inicia após noventa minutos do início do sono, conhecido também como sono paradoxal, nesse ciclo há existência do sonho e ocorre atonia muscular

1

.

A má qualidade do sono deve ser considerada como um problema de saúde pública isso porque durante o sono ocorrem vários processos fisiológicos como liberação hormonal, homeostase e equilíbrio energético, e um sono não saudável é um fator de risco para patologias crônicas, transtornos mentais e ausência da qualidade de vida

2

.

Caracteriza-se apneia obstrutiva do sono (AOS) como uma doença abstrusa recorrente do colapso parcial ou total das vias aéreas superiores ao longo do sono, ocasionando aumento do gás carbônico no sangue arterial e diminuição do aporte de oxigênio

3,4

.

A prevalência da apneia obstrutiva do sono na população geral é cerca de

32,8% com maior prevalência em homens adultos na proporção de 1 a cada 3,

segundo relatos recentes, e os principais fatores para o desenvolvimento são doenças

(3)

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cardiovasculares, aumento de peso, tabagismo, anormalidades das vias aéreas superiores, consequentemente sua sintomatologia baseia-se em sonolência diária excessiva, dor de cabeça matutina, despertares constantes e boca seca ao acordar, que são justificados pela hipóxia intermitente noturna que gera uma elevação da pressão arterial sistêmica por vasoconstrição além de outros fatores

5

.

As ocorrências de obstrução estão relacionadas à baixa ventilação dos fragmentos que impossibilitam o sono, como oxi-hemoglobina, hipercapnia, dispneia, hipoxemia além de sintomas de sonolência diária excessiva. A AOS pode ser decorrente a diversos fatores, os indivíduos obesos possuem uma pré-disposição maior por apresentar grande risco de oclusão da faringe devido o sobrepeso, já os indivíduos que possui a AOS tem maior risco para adquirir doenças cardiovasculares devido à disfunção da atividade respiratória que pode levar a hipoventilação, seguido de arritmia cardíaca, alteração sistólica, insuficiência cardíaca esquerda, infarto do miocárdio e hipertensão arterial

6

.

A AOS evidencia episódios respiratórios no decorrer da noite, tais como: apneia obstrutiva que é descrita por completa interrupção das vias aéreas superiores, que reduz o fluxo de ar em até 90% ou mais e, hipopneia obstrutiva definida pela diminuição do fluxo de ar em 30% ou mais do que o normal, a frequência desses episódios podem aumentar devido ao sobrepeso por causa do aumento do tecido adiposo na região torácica que impossibilita o trabalho eficaz da musculatura respiratória

7

.

Além dos efeitos prejudiciais em longo prazo, decorrente do colapso parcial ou total das vias aéreas, no dia a dia o indivíduo que sofre desse distúrbio do sono apresenta-se com aspecto de cansado, isso porque durante o período noturno processos fisiológicos que deveriam ocorrer falham devido essa obstrução que provoca um sono ruim

8

.

Conjectura que a AOS está ligada à disfunção sexual, com grande incidência

devido à insuficiência de oxigênio no sangue durante a noite de forma irregular que

acomete diretamente a ereção peniana pertinente a vasorregulação modificada,

aumento do tônus simpático, distúrbio endotelial, diminuição da formação do

monóxido de nitrogênio e ausência de oxigênio nos tecidos que mantem suas devidas

funções

9

.

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Foi evidenciado que motoristas portadores de AOS apresentavam alta incidência de acidentes de trânsito, cerca de duas vezes mais do que aqueles que não possuem nenhum distúrbio do sono, isso se explica por que, os mesmos apresentam dificuldade em manter um nível adequado de concentração, além de sofrerem interferência na coordenação psicomotora, que é necessária para dirigir

10

.

Para o diagnóstico da AOS são levados em consideração vários aspectos como história clínica do paciente, busca dos fatores de risco, o exame físico que é de muita relevância e a busca sobre a qualidade do sono, porém, só se confirma a patologia através do exame padrão para distúrbios do sono que é a polissonografia (PSG) de noite inteira, pois o mesmo irá detectar as ondas cerebrais, o nível de oxigênio no sangue a frequência cardíaca, respiratória e os movimentos dos olhos durante o exame

11

.

A PSG de noite inteira para ser capaz de classificar o índice de apneia/hipopneia (IAH) do sono pode ser realizada em pelo menos seis horas, compreendendo as seguintes classificações: AOS normal (IAH ≤ 5), leve (IAH > 5 e IAH ≤15), moderada (IAH>15 e IAH≤30) e grave (IAH>30)

7

.

Para a análise adequada das alterações do sono, além da avaliação clínica e medidas objetivas como a PSG, existem instrumentos subjetivos para investigação de variações durante os ciclos do sono, que podem ser utilizados tanto em rotinas clínicas como em pesquisa, algumas dessas escalas avaliam o sono em seus aspectos gerais, o Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) proporciona um índice tanto de gravidade, quanto de natureza do transtorno, isto é uma combinação de informação quantitativa e qualitativa em relação ao sono

12

.

A pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) como recurso terapêutico é a forma mais aceita e mais eficaz para distúrbios do sono, como no caso da AOS dos tipos moderada e grave segue como padrão ouro para tratar os períodos de apneia ou hipopneia durante o ciclo do sono, o que proporciona ao indivíduo uma melhor qualidade do sono

13

.

O CPAP segue como uma ótima opção para o tratamento da AOS, isso porque

o aparelho possui um suporte pneumático que elimina os eventos de AOS nas vias

aéreas e com isso impede que haja o colapso ou diminuição do espaço das vias

aéreas permitindo a passagem de ar e promovendo uma melhor qualidade durante os

ciclos do sono

7

.

(5)

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Estudos apontam que o uso do CPAP como recurso terapêutico na AOS é considerado o mais eficiente, pois mostram que após esse tratamento em motoristas que possuem esse distúrbio as taxas de acidentes de trânsito foram reduzidas significativamente, semelhantes às da população geral, diminuindo as falhas de concentração nos testes feitos de simulação de condução

14

.

Os acidentes de trânsito hoje em dia é uma das eminentes causas de morbimortalidade no mundo, em 2010 declarou que de 2011 a 2020 será a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. A grande meta é reduzir a quantidade de acidentes e números de mortes ou lesões associadas

15

.

Um motorista profissional expõe-se de diversos riscos no decorrer de sua trajetória, tornando-o mais vulnerável a acidentes de trânsito bem como desenvolvimento de doenças relacionadas à má alimentação, sedentarismo e um sono irregular, com o tempo a prática desses hábitos irregulares podem distender problemas de cognição, memória, atenção e tempo de reação que está associado ao aumento de acidentes

16

.

O projeto de Lei nº 9.726, de 2018 altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o código de Transito Brasileiro, para dispor sobre a obrigatoriedade do exame de polissonografia para habilitação nas categorias C, D e E, com as alterações do exame de aptidão física e mental incluindo a PSG sendo renovável a cada cinco anos, ou a cada três anos para condutores com mais de sessenta e cinco anos de idade, isso se explica porque estudos apontam que a fadiga e a sonolência contribuem para até 30% nas causas de acidentes nas estradas Brasileiras, podendo está relacionada também com a mudança de turno entre os motoristas, situações que alteram o metabolismo do indivíduo.

Desse modo o presente estudo tem como objetivo verificar a eficácia do CPAP no tratamento da apneia obstrutiva do sono em motoristas.

MÉTODOS

O presente estudo se caracteriza como uma revisão bibliográfica, onde a amostra

tem como critério a utilização dos seguintes descritores em português: Apneia do

sono, CPAP, Motoristas, Disfunção Sexual Fisiológica. Entre janeiro a maio de 2020

foram feitas buscas das publicações, bem como textos e artigos confiáveis, indexadas

nas seguintes bases de dados: PubMed, Lilacs, Scielo, BVS, onde foram definidos e

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pautados diferentes e diversos artigos, monografias e dissertações sobre a utilização do CPAP como recurso fisioterapêutico na AOS. Optou-se por estas bases de dados por entender que abrangem a temática abordada.

Foram encontrados um total de 5.629 documentos, que após a aplicação dos filtros: Assunto principal: apneia obstrutiva do sono, pressão positiva continua nas vias aéreas, síndrome da apneia do sono, disfunção sexual, polissonografia, sono; Tipo de estudo: estudo primário, revisão sistemática, revisão de literatura, relato de caso, estudo de corte, guia de pratica clínica; Aspecto clínico: etiologia, terapia, prognóstico, diagnóstico, predição; Limite: humanos, masculino, adulto, idoso; Idioma: inglês e português; Ano de publicação: 2010-2020; Tipo de documento: artigos e monografias, seguindo os critérios de inclusão e exclusão, restaram 394 estudos, onde destes apenas 22 foram utilizados.

Os critérios de inclusão foram: pesquisas que abordem o uso de CPAP na apneia do sono, benefícios quanto aos pacientes diagnosticados, publicadas nos últimos dez anos, em inglês e português em formato de artigos, bem como, monografias e dissertações. Como critério de exclusão foram descartados os trabalhos que não apresentassem a versão completa nas bases de dados e nas bibliotecas pesquisadas, assim como publicações em outros idiomas, e ainda artigos que apesar de pesquisados com as mesmas palavras-chave, não abordam a temática em questão.

Abaixo a busca realizada e descrita, esta exposta no fluxograma.

1. Fluxograma representativo das buscas realizadas. Fonte: Do autor, 2020.

RESULTADOS E DISCUSSÃO Total: 5.629

Filtrados: 394

PubMed: 4

Scielo: 6

BVS: 10

Lilacs: 2

Excluídos: 372

(7)

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Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 89.102

Os resultados do estudo foram obtidos através de um levantamento bibliográfico e estão descritos em tabelas. Na tabela 1 estão dispostos artigos que buscaram informações através de uma revisão na literatura e/ou de uma sistematização de outros estudos, assim como dissertação que mostraram os impactos da apneia obstrutiva do sono (AOS) na qualidade de vida desses pacientes, a utilização da pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) como tratamento primordial e a validação de instrumentos para avaliação do sono. A tabela é composta por autores, tipo de estudo, objetivos e conclusão.

Tabela 1.

AUTORES TIPO DE ESTUDO OBJETIVOS CONCLUSÃO

1. Faber J,

Faber C, Faber AP, 2019.

Revisão de

literatura.

Fazer uma revisão de literatura com base na experiência clínica de 25 anos de tratamento de SAOS em adultos.

Dispositivos de avanço mandibulares (MADs) são uma opção de tratamento para SAOS leve ou moderada, pacientes graves que não utilizou o CPAP pode também ser tratado com MADs.

2. Wendt A, Flores TR, Silva ICM,

Wehrmeister FC, 2018.

Revisão sistemática.

Examinar sistematicamente a literatura sobre atividade física e parâmetros do sono.

Os efeitos físicos de curto e longo prazo, intensidade de atividade e resposta no sono devem ser melhor avaliadas.

12. Bertolazi AN, 2008.

Dissertação.

Traduzir, adaptar culturalmente e validar a escala de sonolência Epworth e o índice de qualidade de sono de Pittsburgh para o português.

---

13. Lei Q, Lv Y, Li K, Ma L, Du G, Xiang Y et al., 2017.

Revisão

sistemática, ensaio clínico aleatório.

Avaliar sistematicamente os efeitos do CPAP na pressão arterial em pacientes com hipertensão resistente e apneia obstrutiva do sono (AOS).

O CPAP é um tratamento capaz de reduzir significamente a pressão arterial em pacientes com hipertensão resistente e AOS.

18. Teixeira TACC, 2015.

Dissertação. Classificar a qualidade de vida sexual média da população masculina de 18 a 29 anos na cidade de Macapá.

A prevalência das disfunções sexuais são equivalentes às encontradas na literatura, exceto a ejaculação prematura, que é maior que a média nacional.

Fonte: Do autor, 2020.

Na tabela 2 apresenta os artigos que mostram as principais comorbidades que podem estar associadas com a AOS e os fatores de risco para o seu desenvolvimento, composta por autores, título, objetivos e conclusão.

Tabela 2.

AUTORES TÍTULO OBJETIVOS CONCLUSÃO

(8)

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Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 89.102 4. Ornelas C,

Carreiro A, Domingo A, Reis R, Frias L, Pavão C, 2019.

Relationship

between obstructive lung diseases and obstructive sleep apnea syndrome.

Caracterizar a relação entre as patologias pulmonares obstrutivas e a síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS).

Existe uma inter-relação importante, e constataram uma frequência de patologias respiratórias obstrutivas em 39%

dos pacientes com SAOS.

5. Kanda GM, Priore NC, Toledo C, Shimizu RN,

Arata YP,

Gonzaga C et al., 2018.

Clinical and laboratory profile of patients with or without obstructive sleep apnea.

Descrever o perfil de pacientes com e sem apneia obstrutiva do sono (AOS).

Existi alta prevalência de apneia obstrutiva do sono em indivíduos portadores de diversos fatores de risco cardiovasculares.

6. Carvalho TMCS, Soares AF, Climaco DCS, Secundo IV, Lima AMJ, 2018.

Associação entre função pulmonar, força muscular respiratória e capacidade

funcional de exercício em indivíduos obesos com SAOS.

Avaliar e correlacionar a função pulmonar e a força muscular inspiratória com a tolerância ao esforço em indivíduos obesos com síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS).

Mostraram que os pacientes obesos com SAOS não tratada diminuíram a função pulmonar, força muscular inspiratória e capacidade física, e observou que o declínio está associado à tolerância ao esforço físico nesses pacientes.

9. Kalejaiye O, Raheem AA, Moubasher A,

Capece M,

McNeillis S, Munner A et al., 2017.

Sleep disorders in patients with erectile dysfunction.

Avaliar a prevalência de apneia obstrutiva do sono (AOS) em homens que apresentam disfunção erétil (DE).

Pacientes que possui disfunção erétil tem risco significativo de ter distúrbios do sono não diagnosticados, visto que estão diretamente interligados.

10. Sá RTO, França IML, Catão CDS, Cruz JB, 2018.

Analysis of risk factors for obstructive sleep apnea syndrome (OSAS) in truck drivers.

Verificar quais fatores de risco relacionados à SAOS e sua associação com a chance de desenvolvê-la em motoristas de caminhão.

Evidenciaram o grave problema da sonolência excessiva entre motoristas de caminhão, e a gravidade que distúrbios como a SAOS podem causar na qualidade de vida.

11. Piccin CF, Beck MC, Oliveira LCA, Neto RFC, Cóser PL, Scapini F et al., 2015.

Obesidade e variáveis

polissonográficas em pacientes com apneia obstrutiva do sono.

Comparar variáveis polissonográficas entre pacientes com AOS classificada como eutróficos, com sobrepeso ou obesos.

A combinação destas alterações expressa baixa qualidade do sono em sujeitos obesos, em relação aos eutróficos ou com sobrepeso.

14. Medeiros CM, Nakashima E, Feijó E, Bonnet F, Silva LS, Gandra LL, 2016.

Obstructive sleep apnea syndrome predictors in truck drivers.

Estimar a prevalência dos preditores pré-estabelecidos de síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) em motoristas de caminhão.

Todos os preditores para SAOS alerta-se para o grave problema da sonolência excessiva nas rodovias nacionais.

16. Santos DB, Bittencourt LG.

Viegas CAA, Gaio E, 2013.

Sonolência diurna e

atenção em

motoristas de ônibus urbanos de 2 capitais do Brasil.

Medir a sonolência em motoristas de transportes coletivos urbanos, quantificar níveis de atenção e resultados nos testes de atenção.

A sonolência é fator de risco comum entre motoristas profissionais de ônibus e esta se correlacionou com o IMC, bem como atenção com idade.

19. Taken K, Ekin S, Arisoy A, Günes M, Dönmez MÏ, 2016.

Erectile dysfunction is a marker for obstructive sleep apnea. The Aging Male.

Investigar a prevalência de disfunção erétil (DE) em pacientes com AOS com e sem outras comorbidades.

A taxa de DE foi maior em pacientes com AOS que não tinham outras comorbidades, portanto pode ser um marcador sensível de AOS.

Fonte: Do autor, 2020.

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E a tabela 3 exibe estudos que compararam o tratamento com o CPAP e outros recursos com foco na apneia obstrutiva do sono, formada por autores, objetivos e resultados.

Tabela 3.

AUTORES OBJETIVOS RESULTADOS

3. Macrea MM, Martin TJ, Zangrean L, 2010.

Investigar o efeito da terapia com CPAP nas alterações na secreção de prolactina sérica (PRL) em pacientes com AOS.

Em comparação aos outros hormônios testados, somente o PRL obteve bons resultados com a utilização da terapia com o CPAP.

7. Alves PRR, Ramos FA, Volapato TB, 2016.

Comparar a qualidade de vida de indivíduos com apneia obstrutiva do sono (AOS) moderada e grave antes e após o uso do CPAP.

Os resultados foram obtidos através da aplicação do questionário Short-Form Health Survey (SF 36), e a junção das escalas Stanford e Epworth, que evidenciaram os benefícios do tratamento com CPAP.

8. Wang Y, Cheng C,

Moelter S,

Fuentecille J, Kincheloe K, Lozano A, et al., 2020

Explorar o efeito da adesão ao CPAP na cognição em idosos com apneia obstrutiva do sono leve e comprometimento cognitivo leve.

O grupo que tem comprometimento cognitivo leve e realizou o tratamento com o CPAP demonstrou uma melhora significativa na velocidade de processamento psicomotor/cognitivo comparado ao que não fez uso do CPAP.

20. Oliveira DF, Sobreira-Neto MA, Leite CF, 2019.

Desenvolver e descrever o processo metodológico para elaboração de um infográfico digital interativo como recurso de educação em saúde para adesão ao tratamento com CPAP em indivíduos com AOS.

A mídia foi organizada em 4 categorias, sendo elas introdução ao distúrbio;

tratamento; utilização do CPAP e perguntas frequentes com intuito de reduzir os efeitos causados pela doença e aumentar a adesão a tratamentos de saúde como a terapia com o CPAP.

21. Hwang D, Chang JW, Benjafield AV, Crocker ME, Kelly C, Becker KA, et al., 2018.

Examinar os efeitos da intervenção de telemedicina educação sobre AOS e CPAP, tele monitoramento com mensagens automatizadas de feedback do paciente em adesão ao CPAP.

O estudo mostrou que o feedback baseado em tele monitoramento melhorou o uso do CPAP em 90 dias após a terapia prescrita e aumentou a frequência clínica para avaliação de AOS, porém a educação melhorou significativamente a adesão ao CPAP.

22. Salvaggio A, Bue AL, Isidoro SI, Romano S, Marrone O, Insalaco G, 2016.

Determinar se o uso de uma almofada de gel com recortes laterais projetados para acomodar uma mascara de CPAP e reduzir a cabeça a temperatura melhora a eficácia e a adesão à terapia com auto-CPAP.

Não houve diferença significativa no ambiente temperatura, umidade ou pressão barométrica entre os períodos em que cada travesseiro e almofada foram usados. O travesseiro de gel associado ao CPAP não melhorou a eficácia da terapia, porem melhorou o conforto do sono.

23. Yagihara F, Lorenzi-Filho G, Silva RS, 2019.

Comparar os efeitos do tratamento com CPAP e intervenção placebo na aparência facial de pacientes com AOS.

Os pacientes tiveram uma melhora na idade percebida após a intervenção com placebo, mas a melhora após o tratamento com o CPAP foi significativamente maior, pois o efeito placebo é um fenômeno fisiológico genuíno que depende de um processamento complexo de informações cognitivas.

Fonte: Do autor, 2020.

A AOS é considerada como um fator principal e livre quando se trata de fator

de risco para a hipertensão, o que torna improvável o controle da mesma, ainda sim

afirma que o CPAP como opção terapêutica na forma leve, moderada e grave da AOS,

(10)

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é a opção mais aceitável, mesmo havendo controvérsia, sobre o controle da pressão arterial

13

.

É sabido que a AOS é considerada uma patologia que pode ser fator de risco para o desenvolvimento de outras, porém algumas condições também podem desenvolver, ou seja, ser um fator determinante para o surgimento da AOS, como a asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), pois as mesmas cursam com aumento da resistência das vias aéreas, provocando consequentemente o colapso das mesmas

4

.

O ronco é considerado um fator independente da AOS, sendo ele um fator importante para o diagnostico da mesma, a AOS afeta de maneira sistêmica a saúde do individuo portador, afeta a capacidade funcional, além de contribuir para o aumento da pressão arterial e do ritmo cardíaco

10

.

O CPAP é um dispositivo que tem o propósito de desobstruir as vias aéreas durante o sono, para que haja uma restauração do oxigênio, melhorando assim a qualidade do sono, e quando associado a outro tratamento pode ter um resultado ainda mais satisfatório, visto que auxiliam na aplicabilidade da técnica, porém o dispositivo por si trás melhora da função neurocognitiva, diminui a atividade simpática diurna e reduz a pressão arterial sistêmica diária

7,8

.

O exercício físico pode ser uma opção que ajuda no tratamento da AOS e tem grande relevância para uma melhor qualidade do sono, porém os efeitos do exercício físico tanto de curto, médio ou longo prazo devem ser melhores analisados, como também, a intensidade do exercício para obter-se um resultado satisfatório

2

.

Um estudo teve a finalidade de pesquisar o porquê os pacientes não toleram à terapia com CPAP, e através da telemedicina desenvolveram um infográfico digital interativo de educação em saúde para concordância ao tratamento com CPAP, reforçando através desde o indivíduo a importância em proceder com o tratamento adequado, para se precaver dos riscos que a patologia institui, e essa estratégia teve impacto positivo quanto ao aumento à adesão da terapia com o CPAP

20

.

Já outro estudo que também utilizou a telemedicina como meio de intervenção

para auxiliar e motivar os pacientes para adotar e/ou prosseguir com a terapia do

CPAP, baseou-se em mensagens de feedback sem limites de uso, para os indivíduos

relatar manualmente os dias prescritos para usar o CPAP, os pacientes também

poderiam ter acesso a conteúdos educacionais monitoradas por grupo, além de

(11)

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lembretes e recomendações sobre modificações no estilo de vida, essa técnica com tele monitoramento sendo bem aceita pelo indivíduo trás melhorias quanto a intervenção da pressão positiva nas vias aéreas

21

.

Compreende que o CPAP tem uma atribuição importante na saúde e qualidade de vida em pacientes com AOS diferindo sua sobrevivência, e é o tratamento primordial a esse distúrbio, pois previne eventos cardiovasculares associados a essa doença, promove melhoria na sonolência, sintomas de depressão e melhora a condição do sono

23

.

Compararam a eficácia do CPAP em pacientes que possui AOS associado a uma grande implicação adversa do sistema endócrino, alteração da secreção de prolactina sérica (PRL) consequente a um estresse hipóxico, porém não obtiveram resultados significantes quanto a diminuição da PRL devido aos seus níveis de alterações estarem associados a outros fatores, entretanto quando não associado, o CPAP mostrou bons resultados ao tratamento da apneia obstrutiva do sono

3

.

Os pacientes geralmente se queixam que o dispositivo CPAP é pesado, e não permite liberdade para que se mexam na cama durante a noite, que de fato mudanças de decúbitos podem ocasionar deslocação da máscara, assim levando á vazamentos de ar. Esse estudo utilizou um travesseiro de gel adjunto à terapia do CPAP com intuito de melhorar a adesão ao tratamento, reduzir o vazamento e melhorar o conforto, contudo houve redução mínima de vazamento de ar naqueles pacientes que seguiram as orientações, mas não teve melhora dos distúrbios respiratórios

22

.

Existe uma grande profusão de estudos que visam mostrar as vantagens da utilização do CPAP em indivíduos com AOS moderada e grave, isso por ser uma técnica mais eficaz para esses pacientes e dispor de comprovação científica por reduzir significativamente o grau de apneia/hipopneia (IAH), e melhorar a saturação da oxi-hemoglobina

7

.

CONCLUSÃO

Em virtude da análise dos estudos realizados com o CPAP como opção

terapêutica na apneia obstrutiva do sono, foi possível evidenciar a eficácia desse

tratamento, mostrando que o CPAP é a opção capaz de impedir o colapso das vias

aéreas, porém alguns estudos abordam sobre o desconforto dos pacientes quanto ao

(12)

100

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uso do dispositivo para dormir, mas esse fator não interfere em relação à eficiência do mesmo.

Ainda são escassos os materiais quando se refere de apneia obstrutiva do sono em motoristas, e poucas pessoas conhecem a lei que diz sobre a obrigatoriedade do exame de polissonografia para habilitação nas categorias C, D e E, sendo assim, fazem-se necessários novos estudos quanto à adesão do dispositivo CPAP para esses pacientes, a criação de dispositivos auxiliares que permitam a mudança de decúbitos durante o sono, bem como da temática abordada para obter-se um resultado melhor em relação à qualidade do sono.

REFERÊNCIAS

1. Faber J, Faber C, Faber AP. Obstructive sleep apnea in adults. Revista Dental Press J. Orthod. 2019; 24: 99-109.

2. Wendt A, Flores TR, Silva ICM, Wehrmeister FC. Association of physical activity with sleep health: a systematic review. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde. 2018; 23:1-26.

3. Macrea MM, Martin TJ, Zangrean L. Infertility and obstructive sleep apnea: the effect of continuous positive airway pressure therapy on serum prolactin levels.

Revista Sleep Breath. 2010; 14: 253-57.

4. Ornelas C, Carreiro A, Domingo A, Reis R, Frias L, Pavão C. Relationship between obstructive lung diseases and obstructive sleep apnea syndrome.

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