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MENINGITE COMO EU TRATO???

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Academic year: 2021

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MENINGITE

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O que é Meningite?

A meningite é uma doença infecciosa que pode ser muito grave e que é caracterizada por uma inflamação das meninges e do líquido

cefalorraquidiano.Meninges:

Pia-Máter: Mais interna Dura Máter: Mais

externa

A infecção pode atingir por

contigüidade, estruturas do SNC, constituindo meningomielite, meningoencefalite(infecção das meniniges e do parênquima cerebral) ou meningo-mieloencefalitena

terminologia médica tais

(3)

Empiema:

É quando há um comprometimento inflamatório da dura-máter e os espaços virtuais subdurais e epidurais que se interpõem entre a dura máter e, respectivamente, a pia-aracnóide e a estrutura óssea coletam secreção purulenta.

 O líquido cefalorraquidiano, circulando no espaço subaracnóide, é o melhor elemento para a pesquisa diagnóstica de meningite.

 O comprometimento infeccioso do SNC e suas membranas envoltórias pode ser agudo-particularmente por vírus e

bactérias- ou crônico, quando produzidos por protozoários, espiroquetas, helmintos, fungos ou micobactérias, mas

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Principais agentes etiológicos

Bactérias:

Gram Negativas: meningococo, hemófilo, E.coli, Salmonella, Pseudomonas Gram Positivas: Pneumococo, Streptococo, Estafilococo, Listeria

Micobactérias, Espiroquetas(Leptospira, Treponema).

Vírus:

Enterovírus (echo, coxsackie e poliovírus), arbovírus, vírus da caxumba, herpes (simplex, tipo 6, citomegalovírus, vírus Epstein-Barr, variscela-zoster), sarampo, rubéola, parvovírus, rotavírus, varíola, VIH-1 (vírus da imunodeficiência-1) e alguns vírus que acometem o trato respiratório.

Fungos:

Criptococo, Candida, Histoplasma

Outros parasitas:

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Sinais e Sintomas

 Dor de cabeça é o principal sintoma de

meningite(geralmente não cede com analgésico comum), associada com rigidez do pescoço.

 Febre/Vômitos

 Fotofobia.

 Phonophobia - irritabilidade de tolerar ruídos altos.

 Irritabilidade, convulsões, delírio

 Abaulamento dos fontanelas é visto em lactentes.

 A síndrome de Waterhouse-Friederichsen, uma infecção de evolução rápida e avassaladora causada pela Neisseria

meningitidis, produz diarréia grave, vômito, convulsões, hemorragias internas, hipotensão arterial, choque e,

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Síndrome do comprometimento

meníngeo

 Os chamados sinais meníngeos decorrem da compressão do exsudato purulento sobre a emergência dos nervos

raquidianos.

Resultam em sinais clássicos, incluindo rigidez nucal; sinal

de Brudzinski-limitação, pela dor, da flexão do pescoço ,

acompanhada secundariamente de flexão dos joelhos;Sinal

de Kernig; Sinal do Tripé; Sinal de Lasegue.

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Meningite Bacteriana

 Bactérias mais freqüentes(90%dos casos): Streptococcus pneumoniae, Neisseria

meningitidis e Haemophilus influenzae.

 A prevalência de cada bactéria está correlacionada com:idade do paciente, foco séptico inicial,estado imunitário prévio, situação epidemiológica local.

 As vias de penetração dos agentes que potencialmente causam as meningites ocorrem:

1. por disseminação hematogênica

2. por implantação direta (traumas abertos, neurocirurgias, e punções liquóricas)

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Meningite Bacteriana

 A habilidade dessas bactérias em atingir o espaço

subaracnóideo e as meninges decorre de muitos fatores de

virulência que as permite burlar o sistema de defesa

 Exemplos: Meningococos, possuem pili(adesinas) que permitem aderir a mucosa. Pneumococos secretam

proteases que fazem a clivagem das IgAs secretórias na superfície da mucosa .

 Após ultrapassar a barreira hematolíquorica ,as bactérias podem colonizar com maior facilidade porque no SNC, o sistema humoral de defesa é deficiente.

 Componentes da estrutura bacteriana induzem a produção e secreção local de citocinas(IL-1, TNF e IL-6) que medeiam o processo inflamatório.

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Diagnóstico

Exame do líquido cefalorraquidiano

 A punção lombar está contra-indicada em alguns casos devido a chance de herniação cerebral.

 O médico examina o líquido ao microscópio, em busca de bactérias, e envia uma amostra ao laboratório para a

realização de cultura e a identificação de microrganismos. Pode ser realizado um antibiograma (teste de sensibilidade das bactérias a diferentes antibióticos).

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A meningite bacteriana é tratada imediatamente

com antibióticos intravenosos e com

corticosteróides também administrados por via

intravenosa a fim de suprimir a inflamação.

O médico pode utilizar um ou mais antibióticos

para atingir as bactérias que provavelmente são as

responsáveis pela infecção.

Após a identificação da bactéria específica (um ou

dois dias depois), os antibióticos podem ser

substituídos por outros mais adequados para

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É importante considerar a presença de barreiras

anatômicas e fisiológicas, sangue/líquor e

sangue/cérebro.

A penetrabilidade dos agentes antimicrobianos do

sangue ao líquor pode ser resumida nos 4 seguintes

grupos:

1)

Drogas que passam facilmente com ou sem

inflamação meníngea(Cloranfenicol, Cotrimexazol e

Rifampicina)

2)

Drogas que penetram bem quando há

inflamação(Penicilina Cristalina, Ampicina, Vancomicina)

3)

Drogas que penetram com dificuldade, mesmo

quando há inflamação(cefalotina, lincomicina,

etambutol, aminoglicosídeios)

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A depuração liquórica das drogas se dá rapidamente, este

fato impõe a necessidade de administração de

antibióticos intervalados por curtos intervalos de tempo.

Princípios Básicos da antibioticoterapia:

1)Administração precoce de antibióticos , quando a

meningite for diagnósticada mesmo que o agente

etiológico ainda não seja conhecido.

2)Necessidade de altos níveis de concentração plasmática,

para alcançar as concentrações adequadas no tecido

cerebral.

3)O esquema antibiótico deve ter amplo aspectro de ação

até que se identifique o agente etiológico.

4)Utilização preferencial de antibióticos bactericidas, porque

a fagocitose no espaço subaracnóideo não é

suficientemente adequada.

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Outros aspectos do tratamento

Redução da Hipertensão Endocraniana:

A hipertensão endocraniana, quando muito

severa(pressão liquórica maior que 350mm de H20

ou sinais clínicos que indicam risco de vida)devem

ser reduzidos com diuréticos osmóticos—Manitol.

Uso de Corticosteróides como adjuvante:

Redução da inflamação, porém afetam a resposta

do hospedeiro à infecção, pois interferem na

digestão fagocítica da bactéria.

Medicações sintomáticas(dor, hiperemia,

vômito..)

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Terapia Empírica das meningites Bacterianas

Idade

Agente

Antibiótico

Recém-Nascido

S. agalactiae, E. coli, K.

pneumoniae, Lysteria Ampicilina + Cefotaxima

1-2meses

S. agalactiae, E. coli, K. pneumoniae, Lysteria+S.pneumoniae, N. meningitidis, H. influenzae B Ampicilina+Cefotaxima ou Ceftriaxona

3meses-5anos

S. pneumoniae, N. meningitidis, H. influenzae B Ampicilina + Cloranfenicou ou Ceftriaxona

5-50anos

S. pneunomiae, N. meningitidis Penicilina G cristalina ou Ampicilina

>50anos

S. pneumoniae, Gram-negativos, Lysteria

Ampicilina +

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AGENTE 1a ESCOLHA 2aESCOLHA

Neisseria meningitidis Penicilina G cristalina Ampicilina,

Cefriaxona,Cloranfenicol

Streptococcus

pneumoniae Ceftriaxona Penicilina G Cristalina, Vancomicina

Haemophilus influenzae Ceftriaxona Meropenem

Streptococcus do grupo B, Escherichia coli e Listeria monocytogenes

Ampicilina +

Gentamicina Ampicilina+Cefriaxona Staphylococcus aureus Oxacilina Vancomicina

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As meningites por Meningococos e

Hemófilo são passíveis de

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Meningite Viral

 Os vírus que com maior freqüência causam meningite são os vírus do gênero Enteroviridae incluindo os vírus Echo,

Coxsackie, poliovírus e enterovírus de 68 ao 71 que

respondem por mais de três quartos dos casos; outros vírus podem causar meningite como os arbovírus, HSV 1 e 2, HIV (em fase aguda), caxumba e vírus da coriomeningite

linfocitária.

(19)

 A

meningite viral é uma doença que cursa com

febre, mal estar, dores pelo corpo, cansaço e

fraqueza. São muito freqüentes náuseas e vômitos.

A maior parte das pessoas com meningite

desenvolve os sinais meníngeos.

Sinais Meníngeos: são manobras do exame médico

que mostram a presença de meningite. Um dos

sinais é conhecido como rigidez de nuca que é o

endurecimento ou rigidez da musculatura do

pescoço quando o médico tenta fletir o pescoço do

paciente. Ainda há outro sinal que é a dor quando o

médico levanta a perna do paciente deitado. O

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TRATAMENTO

Na meningite viral o tratamento deve ser de

suporte, ou seja, deve-se dar medicamentos para

a dor, para melhora dos vômitos e hidratação,

mas não existe um tratamento específico. Nas

meningites por HSV-2 ou Herpes Zoster vírus

pode-se usar o aciclovir, um medicamento

antiviral. O paciente com meningite viral deve

ser isolado por sete dias a partir do início dos

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Meningites Crônicas

 Meningite crônica é uma síndrome que se caracteriza por febre, cefaléia, letargia, confusão mental, náuseas, vômitos, rigidez nucal, com alterações liquóricas, com duração de 4 semanas ou mais.

 Geralmente, a meningite crônica atinge indivíduos cujo sistema imune está comprometido devido à AIDS, à um

câncer, à outras doenças graves, a medicamentos anticâncer ou ao uso prolongado de prednisona

.

 Alguns organismos infecciosos podem invadir o cérebro e desenvolver-se muito lentamente, causando sintomas e lesões de uma forma gradual. Os mais comuns são o fungo Cryptococcus; o citomegalovírus; o vírus da AIDS; e as

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Meningite em crianças

 A escolha do antibiótico para o tratamento da meningite aguda da criança sempre foi, na maior parte dos casos,

empírica; levando-se em consideração as bactérias incidentes na faixa etária do paciente.

 Classicamente, os estudos epidemiológicos determinavam que o tratamento antibiótico deveria focalizar nos recém-nascidos os bacilos entéricos gram-negativos, o estreptococo do grupo B e, eventualmente,a listeria; em crianças de 3 meses a 5 anos -o pneum-oc-oc-o, -o hemófil-o e -o mening-oc-oc-o; n-os mai-ores - -o pneumococo e o meningococo.

 Para estas bactérias a escolha terapêutica preferencial seria uma cefalosporina de terceira geração

(enterobactéria/hemófilo), penicilina

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 Nas UTIs neonatais, onde prematuros são submetidos a

procedimentos invasivos, germes pouco conhecidos como o

Chryseobacterium (Flavobacterium) meningosepticum,

Stenotrophomonas maltophilia e fungos são hoje encontrados

como causadores de meningite. Portanto, nos hospitais de cuidados terciários e nos berçários, onde estão estes casos, a dificuldade na escolha da antibioticoterapia inicial para o tratamento da meningite ampliou-se.

O pneumococo está se tornando cada vez mais resistente à

penicilina. No Brasil, cerca de 10 a 20% das cepas são, ao menos parcialmente, resistentes, e a resistência plena à

penicilina/ampicilina alcança 4%. Para estas bactérias, mesmo a cefotriaxona,droga de escolha, pode falhar.

 Num futuro que pode não estar distante, o tratamento empírico inicial de uma criança de 5 anos de idade com meningite

comunitária, poderá ser a associação de cefotriaxona e

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Uma outra dificuldade na terapêutica das

meningites adveio com o reconhecimento de

possíveis efeitos deletérios decorrentes da lise

bacteriana. Afinal, a liberação local de produtos

biologicamente ativos como endotoxinas e

polissacarídeos pode provocar um processo

inflamatório, com aumento da pressão

intracraniana e dano cerebral. No sentido de

impedir estes efeitos, o corticosteróide foi

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