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O processo da migração entre 1974 e 2010

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Academic year: 2021

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Universidade de Aveiro Ano 2017

Departamento de Línguas e Culturas

Li Yiran

O Processo da Migração em Portugal entre 1974 e

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o júri

presidente Prof. Doutor Paulo Alexandre Cardoso Pereira

Professor Auxiliar da Universidade de Aveiro

Prof. Doutora Maria Cristina do Nascimento Rodrigues Madeira Almeida de Sousa Gomes

Professora Auxiliar da Universidade de Aveiro (arguente)

Prof. Doutora Gillian Grace Owen Moreira

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agradecimentos A presente dissertação de mestrado não poderia chegar a bom porto sem o precioso apoio de várias pessoas.

Em primeiro lugar, agradeço aos meus pais pelo apoio incondicional que me deram. Amo-vos.

Agradeço à minha orientadora, Doutora Gillian Moreia, por toda a paciência, ajuda e sugestões, pela oportunidade de trabalhar ao seu lado ser o maior incentivador na superação de meus limites.

Agradeço ao meu professor na Universidade de Línguas Estrangeiras de Jilin Huaqiao, Doutor Linjia Bai.

Agradeço aos meus colegas de turma, cujo apoio e amizade presentes na minha vida em Aveiro.

Agradeço à minha grande amiga Suyu Wu, pelo seu acompanhamento. Agradeço ao meu amigo Yubo Liu, pela sua ajuda.

Igualmente, aos meus amigos que me ajudam muito na vida, Shangyi Sun, Bangyuan Zhu,etc.

Agradeço ao meu amigo, Doutor Xinliang Wang pela sua ajuda, compreenção e paciência.

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palavras-chave Migração de Portugal, migrantes portugueses, migração internacional, relações sino-portugueses, migrantes chineses.

resumo Este trabalho tem como objetivo de estudar o processo da migração em

Portugal entre 1974 e 2010 e demonstrar a relação entre a migração chinesa e o quadro geral de migração portuguesa. Recolhemos os dados estatísticos do número e da tendência dos imigrantes portugueses e emigrantes portugueses e consultar as referências para conhecer os contextos sociais. Realizámos as comparações entre os períodos diferentes e os países diferentes, nos quais, focámos no grupo dos migrantes chineses em Portugal, e apresentámos vários grupos étnicos chineses em Portugal. Com tudo isso, também chamámos atenção à integração da sociedade portuguesa e um melhor entendimento da mesma.

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keywords Portuguese migration, Portugueses migrants, international migration, sino-portuguese relationship, chinese migrants

abstract This paper aims to study the process of migration in Portugal between 1974 and 2010 and demonstrate the relationship between Chinese migration and the general framework of Portuguese migration. We collected statistical data on the number and trend of Portuguese migrants and we consulted the references to know the social contexts. We made comparisons between different periods and different countries, in which we focused on the group of Chinese migrants in Portugal and we introduced various Chinese ethnic groups in Portugal. With all this, we also drew attention to the integration of Portuguese society and a better understanding of it.

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Índice

Introdução ... 1

Capítulo I A teoria da migração ... 5

1. Definição da migração internacional ... 5

2. Os tipos de migração ... 6

3. Causas e dinâmicas de migração ... 8

Capítulo II Os fluxos de migração em Portugal (1974 - 2010) ... 11

2.1 Imigração em Portugal ... 13

2.2. Emigração em Portugal (1974-2010) ... 25

2.3 Notas conclusivas ... 34

Capítulo III - A migração chinesa em Portugal ... 36

3.1 As relações entre China e Portugal ... 38

3.2 O processo dos imigrantes chineses em Portugal ... 43§

3.3 As principais atividades e grupos étnicos dos imigrantes chineses em Portugal ... 51

3.3.1 Trabalhadores chineses ... 51

3.3.2 Comerciantes e Investigadores Chineses. ... 56

3.3.3 Estudantes Chineses ... 59

Conclusão ... 62

Referências Bibliográficas ... 66

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Índice de Figuras

Figura 1 Principais Nacionalidades-Stock ... 19

Figura 2 Evolução dos residentes estrangeiros ... 23

Figura 3 Emigrantes (nascidos em Portugal) residentes em países europeus desde 2000 até 2011 ... 33

Figura 4 Emigrantes (nascidos em Portugal) residentes em países europeus até 199934 Figura 5 Evolução dos imigrantes chineses em Portugal (1980-2013), ... 47

Figura 6 Comércio de bens ... 48

Figura 7 Principal profissão da população estrangeira, por nacionalidade, 2011 ... 52

Figura 8 Mapa das lojas chinesas em Aveiro ... 53

Figura 9 Estudantes estrangeiros de outras regiões(2005/6 a 2012/13) ... 60

Índice de Tabelas

Tabela 1 Imigrantes para Portugal ... 17

Tabela 2 Evolução dos residentes estrangeiros ... 21

Tabela 3 Brasileiro no stock total da população estrangeira-1986, 1991, 1996, 2001 e 2003... 24

Tabela 4 Emigração de Portugal segundo o ano de saída; total do país(1960 a 1969) 27 Tabela 5 Emigração em Portugal segundo o ano de saída; total do país (1976 a 1988) ... 28

Tabela 6 Emigração em Portugal segundo o ano de saída; total do país (1992 a 1999) ... 28

Tabela 7 Emigração em Portugal segundo o ano de saída; total do país (2000-2010) 29 Tabela 8 Emigração em Portugal segundo o ano de saída; total do país (2000-2010) 29 Tabela 9 Razões para sair de Portugal ... 30

Tabela 10 Emigrantes (nascidos em Portugal ) residentes em países europeus em 2011 ... 32

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Introdução

De acordo com National Geographic Society publicado em 2005, a migração humana define-se como “the movement of people from one place in the world to another for the purpose of taking up permanent or semipermanent residence, usually across a political boundary”. Apesar dos problemas e hesitações no nível da sociedade e política, o fenómeno da imigração causava uma procura da migração no Europeu. Os aumentos dos migrantes acentuados tinham sido indubitavelmente no sul do Europeu, especialmente, Espanha, Itália e Portugal.

Até à década de 60 do século passado, Portugal foi um país de índole predominante emigratória. No primeiro capítulo, em primeiro lugar, apresentamos os contextualizações teóricas da migração. Secundariamente, analisamos os quatro fluxos imigratórios de fases diferentes entre 1974 e 2010 e, identificamos os países que abrangem maiores emigrantes para Portugal. E depois estudamos os emigrantes portugueses para os outros países. Identificamos os destinos mais populares para os emigrantes portugueses, e notamos que os destinos escolhidos são diferentes nos períodos diferentes. Os portugueses saíram do país para Alemanha, França, Brasil, a África do Sul, etc..

Devido à limite da dissertação, escolhemos o período mais típico, entre 1975 e 2010, porque após o fim da ditatura, acontecia a grande mudança em Portugal, na área política, económica e social, etc.. Desde 1974, a evolução do PIB constantes

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pode ser dividida em diferente períodos: registou um decréscimo de 5,10% em 1975, o pior desde a Revolução dos Cravos. Tendo aderido à então Comunidade Económica Europeia em 1986, o PIB cresceu 86,11% entre 1986 e 2001.1 Neste período, atraiam os imigrantes, devido a economia desenvolvida, descolonização e as alterações políticas da migração, que vamos apresentar no capítulo II. O ano de 2000 marca uma profunda alteração no desempenho da economia portuguesa. No período entre 2000 e 2014, o crescimento do valor da produção foi zero. O desemprego iniciou uma trajetória ascendente, aumentando de 5,1%, em 2001, até registou 17,9% em 2013. No contexto europeu e internacional, o mau desempenho da economia entre 2001 e 2014,2 portanto, os emigrantes portugueses começam a subir durante este período.

Foi com o estabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China, em 8 de fevereiro de 1979, que se iniciou um novo ciclo das relações entre os dois países. 3Em setembro do mesmo ano, enviaram-se embaixadores mutuamente. O estabelecimento das relações correspondeu ao desejo manifestado pela parte portuguesa, logo a seguir à revolução de 25 de Abril de 1974 e teve lugar uns anos depois, após delicadas negociações entre os dois governos.4 Os contactos entre Portugal e a República Popular da China foram dominados, até 1999, pela questão de Macau. O acordo de 1979 estabeleceu o princípio de que o estatuto do território poderia ser objecto de negociações. Há cada vez mais chineses que emigram para Portugal, e desempenham um papel mais importante do que antes. A China não 1 http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/download.aspx 2 http://observador.pt/especiais/crise-castigo-longa-estagnacao-da-economia-portugal/ 3 Gabinete do representante da república para a região autónoma dos açores solar madre de deus angra do heroísmo, Colóquio Institucional para assinar os 10 anos da parceira estratégica Portugal—China.

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parece os outros países que têm a ligação cultural e histórica com Portugal, como o Brasil, Moçambique, Angola, etc.. Mas as empresas chinesas operam predominantemente no sector dos serviços, primeiro na restauração, e depois no comércio. No segundo capítulo, analisamos a relação entre a migração chinesa e o quadro geral de migração portuguesa. No princípio, estudamos o quadro dos emigrantes chineses em Portugal, e depois identificamos as principais atividades e grupos étnicos dos imigrantes chineses. Por um lado, as relações luso-chineses estão cada vez mais íntimas e desenvolvem as cooperações na áreas diferentes nos últimos anos. Por outro lado, o número dos migrantes chineses subiam visivelmente, desenvolvendo a comunidade grande na sociedade portuguesa. Chineses já são a quinta comunidade em Portugal.5

Quanto aos métodos de análise da dissertação, analisamos um grande número dos dados estatísticos e as referências publicadas. As migrações revelam interdependências mútuas com dimensões diversas da realidade social, por exemplo, a política, a educação, a cultura, os costumes, a economia, etc. Portanto, a investigação sobre a migração é um tema composto de vários campos do estudo, como sociologia, economia, psicologia social, história, demografia, linguística, geografia e direito, entre outros. O nosso foco é identificação e classificação dos resultados migratórios em Portugal.

Estudamos este tema para identificarmos o processo migratório em Portugal e tentarmos analisar as motivações deste fenómeno a responder – se as mudanças dos

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contextos sociais influencia a migração portuguesa. Com o objetivo de promover a integração da sociedade chinesa na sociedade portuguesa e profundar os conhecimentos entre dois países, diminuindo os preconceitos sobre as culturas e ideias, temos foco no quadro dos emigrantes chineses em Portugal.

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Capítulo I A teoria da migração

1. Definição da migração internacional

A OIM (Organização Internacional de Migração) define a migração como:

The movement of a person or a group of persons, either across an international border or within a State away from his/her habitual place of residence, regardless of 1. the person´s legal status; 2. Whether the movement is voluntary or involuntary; 3. What the causes for the movement are; or 4. What the length of the stay is. IOM concerns itself with migrants and migration-related issues and, in agreement with relevant States, with migrants who are in need of international migration services.6

Quando esse deslocamento envolve dois países diferentes dá-se o nome de migração internacional ou migração externa.

O termo “immigrant” foi usado no inglês americano em 1780 a fim de distinguir este fenómeno de os descobridores no tempo mais cedo. A Organização das Nações Unidas (ONU) define o migrante como:

No plano internacional não existe uma definição universalmente aceite de migrante. O termo migrante compreende, geralmente, todos os casos em que decisão de migrar é livremente tomada pelo indivíduo em questão, por razões de “conveniência pessoal” e sem a intervenção de fatores externos que o forcem a tal. Em consequência, este termo aplica-se, às pessoas e membros da família que de deslocam para outro país ou região a

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fim de melhorar as suas condições, este termo aplica-se, às pessoas e membros da família que se deslocam para outro país ou região a fim de melhorar as suas condições materiais, sociais e possibilidade e as suas famílias.7

O indivíduo que fica no país a mais de um ano é considerado como um migrante, exceto os oficiais de outros países, embaixadores, e as tropas militares da ONU. A Organização Internacional de Migração considera os indivíduos que deixam os seus países originários a residir temporário ou permanentemente a mais de um ano são os migrantes, não incluindo os turistas, os comerciantes.8

As migrações são um fenómeno natural tão antigo como a própria história. Milhões e milhões de indivíduos migraram para todas as partes do mundo ao longo dos tempos, conquistando e povoando todos os continentes. A globalização económica e o fim da Guerra Fria alteraram a situação mundial em matéria de movimentos migratórios. A partir de meados da década de 1980, duas das principais regiões receptoras de migrantes são os Estados Unidos e a União Europeia.

2. Os tipos de migração

Quanto à duração existem migrações definitivas, migrações temporárias, migrações diárias (movimentos pendulares)9; quanto à forma, as migrações podem ser migrações voluntárias e migrações forçadas10; quanto ao controlo, as migrações 7Glossário sobre migração, consulto na página 40. Disponível em http://publications.iom.int/system/files/pdf/iml22.pdf 8 IOM, “Glossary on Migration,” International Migration Law, 2004, p.33. 9 Deslocações diárias entre o local de residência e o local de trabalho. 10 Quando as pessoas são obrigadas a sair da sua área de residência, por razões que ultrapassam a vontade individual. Ex: refugiados, deslocados,...

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podem ser migrações legais e migrações clandestinas11; quanto à motivação, as migrações podem ter motivações políticas, sociais, económicas e ambientais; quanto ao número, a migração pode ser pessoal e de grupo.

Ha diferentes formas de categorizar migrantes. Por exemplo, Stalker (2008)12 divide os migrantes internacionais em cinco grupos: “settlers, contract workers, professional, undocumented refugees and asylum seekers”13. Castles (1992)14, por sua vez, considera que os migrantes podem ser divididos em três grupos: “family migration15, economic migration16, humanitarian migration17”. E Petersen18 divide os migrantes em cinco grupos: “primitive migration, forced migration, impelled migration, free migration, mass migration”.

Face à situação migratória da sociedade contemporânea, a ONU divide os migrantes internacionais em quatro grupos:

a. migrantes internacionais permanentes (permanent migration): inclui migrantes de reagrupamento, migrantes de estudantes e migrantes de investigação;

b. trabalhadores migratórios internacionais (international labour migrants; c. refugiados internacionais (international refugees);

11 Quando as pessoas entram e ficam num determinado país sem efetuarem os registos legias. 12 Peter Stalker is a former co-editor of the New Internationalist who now Works as a consultant to a number of UN agencies. 13 The No-Nonsense Guide to International Migration, Peter Stalker, New York: United Nations, 2008. 14 The challenge of multiculturalism: global changes and Australian experiences, Stephen Castles, 1992, University of Wollongong, http://ro.uow.edu.au/cgi/viewcontent.cgi?article=1016&context=cmsworkpapers 15 The largest category, since all permanent immigrants have rights to family reunion. The Immediate family (spouse and children) are admitted automatically. 16 This is sub-divided into various sub-categories, such as Business migration, employer nominations, independents and the occupational shares system. 17 This comprises refugees selected in cooperation with the UNHCR in refugee camps as well as some in-their country of origin. 18 A typology of migration is presented that extends the one originally developed by William Petersen, which was based on ecological push, migration policy, people´s aspirations, and social momentum.

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d. migrantes internacionais ilegais.

Nesta dissertação apresenta os tipos diferentes dos migrantes, tais como os emigrantes portugueses fugiram para os outros países a melhorar a vida que são os trabalhadores migratórios, sendo igual aos emigrantes chineses; Os indivíduos vindos do Europa Oriental chegaram a Portugal a ganhar a vida e partiram da pobreza, que são os refugiados; Como as cooperações culturais entre os países luso-chineses, ambas partes enviam mutuamente os estudantes.

3. Causas e dinâmicas de migração

O que leva as pessoas a movimentarem-se de uma região para outra?

Existe imensos fatores em relação à migração, e o corrente da globalização cria um ambiente que faz bem à migração. Encontramos que há cada vez mais os trabalhadores que deixam os empregos antes de procurar um melhor ou uma oportunidade melhor, como os indivíduos querem encontrar a vida e o ambiente melhor. Na realidade, as dinâmicas da migração dependem de vários aspetos, tais como, o desejo da migração, até a possibilidade da migração e no fim o ato da migração.

Desde 1945, sobretudo até o fim da década de 1980, os fatores principais da migração internacional são assim19:

1. A maioria dos imigrantes querem melhorar as condições da vida, devido a desigualdade da distribuição da riqueza e da renda entre Sul

19 郑又 , 全球 国际移民: 国家安全角度的分析,发表于政府再 宪政改革系列研讨会—全球 之 下的人权保障 人才共享, : 国立 大学 共行政暨政策学系, 2006 2 月 21 日,页 2. http:www.ntpu.edu.tw/pa/news/94news/attachament/950221/3-2.pdf

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e Norte.

2. A pressão demográfica, a pressão ambiental, a tendência política de alguns países levam os trabalhadores a emigrar para fugir da pressão. 3. No fim da Guerra Fria, aconteceram conflitos e violência internos em

alguns países por causa da alteração da situação internacional, levando provavelmente ao fenômeno maciço de refugiados.

4. A concorrência económica internacional cada vez mais forte, bem como o protecionismo20 e o surgimento de áreas comerciais, irá produzir migração em grande escala.

5. A reestruturação dos sistemas de produção globais, aprofundando o fosso entre os países industriais avançados e os países em desenvolvimento para atrair a migração laboral.

As decisões migratórias das pessoas estão provavelmente influenciadas pela dinâmica económica. A globalização da imigração e as conexões que resultam da globalização económica inevitavelmente causam os fluxos dos indivíduos. Os migrantes das áreas de baixo rendimento são atraídos pelas áreas de altos rendimentos. Aumenta a possibilidade da migração quando os indivíduos emigram para encontrar melhores condições sob o crescimento da desigualdade económica.

Segundo a análise de Stalker21, quanto à escolha dos migrantes, podemos resumir quatro fatores:

20 Protecionismo é a teoria que propõe um conjunto de medidas económicas que favorecem as atividades

económicas internas em detrimento da concorrência estrangeira.

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1. O fator da proximidade geográfica país; 2. O fator do reagrupamento familiar; 3. O fator das relações entre o país colonial e o seu suserano antigo; 4. O fator da rede da migração.

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Capítulo II Os fluxos de migração em Portugal (1974 -

2010)

Sob a influência da globalização, as relações entre países são cada vez mais íntimas. . A conveniência de transporte e a comunicação mais fácil, bem como a globalização da economia mundial, aceleram as migrações internacionais. Segundo os dados estatísticos do Conselho Económico e Social das Nações Unidas em 2010, o número de população migratória registava-se 3.1% na população mundial.

Depois de 1974, fim da ditadura, o ambiente político em Portugal transformou-se em descolonização, e Portugal passou a ser um país de imigração. Segundo os dados estatísticos originários do website Migração Global22, em 2015, os imigrantes em Portugal ocupou 8.9% dos residentes totais em Portugal, constituindo uma grande proporção da população portuguesa.

Com as mudanças da estrutura política, a migração em Portugal até ao todo o mundo tem-se tornado uma realidade cada vez mais visível. Nos últimos anos, os refugiados vindos do Oriente Médio europeu chegou a Portugal, o que causava a grande influência sobre a sociedade portuguesa. Em 1999 residiam legalmente em Portugal, segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, 2343 cidadãos da Europa do Leste. A oportunidade de ter um ´Visto Gold´ de Portugal é uma nova porta para a Europa para qualquer cidadão, e os investigadores estão interessado na política

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do ´Visto Gold, o que trazia os fluxos migratórios em Portugal. Devido à crise da dívida e as medidas de austeridade, os passos migratórios aceleraram.

O período 1974-2010 é mais representativo no processo migratório português. Sendo um ponto de viragem, após duas guerras mundiais, o período da Guerra Fria, os países perceberam que se devem unir os países europeus e as consequências do conflito incutiram no cidadãos europeus o deseja de criar um continente mais forte para defender a ameaça vinda dos Estados Unidos e da União Soviética e manter as relações entre países que se iam desenvolvido de forma pacífica, no intuito de evitar um novo conflito entre os países europeus.23 A transformação da estrutura europeia influencia o ambiente político de Portugal. Após o fim do governo do Salazar, a adesão da União Europeia trata-se da estrela brilhante para desenvolver.

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2.1 Imigração em Portugal

Ao longo da história portuguesa, até à década de 60 do século passado, Portugal foi um país de índole predominante emigratória. Os portugueses saíram do país para Alemanha, França, Brasil, a África do sul, etc.. As saídas portuguesas para fugir à pobreza, os trabalhos carregados pretenderam à classe mais baixo (Peixoto, 2016). Após a Revolução de 25 de abril de 1974 e a subsequente independência dos atuais países africanos de língua portuguesa, a conversão surgiu em Portugal. O país transformou-se num país recetor e a emigração é um fenómeno que pertence ao passado, sendo o presente marcado pela imigração. O maciço regresso de cidadãos provenientes dos países de oficial língua portuguesa, quer ali originários ou nascidos, quer os portugueses migratórios antes.

Do ponto de vista do país recetor, Portugal fez uma trajetória de emigração para imigração entre os anos 80 e 90. Após a revolução de 25 de Abril de 1974, e a perda do mercado colonial, mantinha uma grande dependência externa. Tornou-se muito importante aderir ao mercado europeu, por isso, Portugal fez um pedido de adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE)24 em 1977. Na década seguinte, Portugal assinou o tratado de adesão à CEE, em 12 de junho de 1985. A entrada na CEE, que injetou muitos milhões de euros em Portugal, contribuindo para a nova dinâmica da economia portuguesa, trazendo as oportunidades e os desafios para o

24 Comunidade Económica Europeia faz parte do processo de formação do que hoje é a União Europeia.

Teve início em 1950 na Comunidade Europeia do Carvão e do Aço(CECA) com seis países fundadores: Alemanha, Bélgica, Itália, França, Luxemburgo e os Países Baixos, que deram os primeiros passos para a união dos países da Europa.

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desenvolvimento econômico português, entre meados dos anos 80 e o início do século XXI25, como escreveu Vital Moreira26, “sendo hoje uma realidade inquestionada, não tendo sequer de confrontar-se com os fenômenos de extremismo político de direita, nacionalista e xenófoba, que hoje assolam algumas democracias bem mais antigas e sólidas da Europa.”

A análise da população estrangeira com estatuto legal de residente em Portugal, permite verificar uma enorme evolução: em 1980, eram apenas cerca de 54 mil, e, em 2007 ultrapassavam já os 400 mil, de acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, correspondendo nesta última data a 4,2% da população residente em Portugal. Em 2009, este número aumentou substancialmente passando a população estrangeira com estatuto legal de residente para 454,2 mil (Costa, 2009).

Em primeiro lugar, falando um pouco sobre a imigração na Europa durante o período. Após a terminação da Segunda Guerra Mundial27, as imigrações para Europa foram aumentando, tornando-se a constituição importante da sociedade. O movimento da imigração divide-se em duas partes: na primeira fase, desde 1945 ao início de 1970, durante este período, a economia europeia desenvolvia rapidamente e os capitais internacionais fluíam para Europa, portanto, a indústria expandiu, precisava de mais mão-de-obra, mas a guerra tirou o grande número dos jovens. Assim, Europa tornou-se o destino do movimento imigratório. Acontecia a crise do petróleo durante 25 Em termos mais rigorosos, este período foi mercado por dois ciclos de crescimento distintos, o primeiro situado entre 1984 e 1992/1993(adesão à CEE e início de significativos afluxos de capitais comunitários), e o segundo, que inclui já a transiçãoo para a moeda única e a sua posterior adopção, corresponte ao período 1994-2002/2003. 26 É professor catedrático jubilado da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. É membro do Conselho do European Master’s Degree in Human Rights and Democratization. Como deputado ao Parlamento Europeu(2009-2014) foi presidente da Comissão de Comércio Internacional. 27 A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945.

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1973 a 1974 que significa o fim desta fase do movimento. Os países, sobretudo os países europeias ocidentais, ajustavam a estrutura económica, transformavam o modo negociado, introduziam a tecnologia nova e investiam os capitais no exterior. Por isso, o movimento migratório entrou na segunda fase. Começava esta fase desde a metade da década de 70, mas foi mais forte durante década de 80 a 90. 28 No século XX, até à década de 60, Portugal foi um país de índole predominantemente emigratória. Vamos analisar este fenómeno em várias áreas dos períodos diferentes, das regiões diferentes e das motivações.

Em primeiro lugar, fazemos a análise dos contextos sociais da imigração (1974—2010) em Portugal, dividido em quatro fases29:

1. 1975—a metade da década 80 no século XX

Com a revolução de 25 de Abril de 1974, os imigrantes vinham a fins académicos, profissões liberais ou negócios. Muitos outros vinham ocupar outro tipo de profissões não qualificadas, uma vez que havia falta de mão-de-obra causada pela emigração portuguesa (Janus, 2001).

2. 1986—o fim da década 90 no século XX

No início da década de 80, verificou-se um aumento exponencial de estrangeiros residentes em Portugal. Os imigrantes oriundas dos países africanos de expressão 28 Este parágrafo foi tirado na dissertação 薛永生, “战后欧洲移民 移民政策研究”, 西 大学硕士学 论文,2005. As palavras originais são: “战后 十 来的欧洲移民运动 分为两个阶段》第一阶段是从 1945 至1970 早期,在此阶段欧洲 济迅 发展,国际资本大规模地流向欧洲,生产的扩大需要更多的劳 动力。而二战夺走欧洲大 的青壮劳力,人口的 生率又 能及时弥补劳动力缺口。这样,欧洲便成为 大规模移民运动的目的地之一。1973 至1974 间爆发的石油危机标志着这一阶段的结束。 石油相伴 随的是 济萧条,通货膨胀和高失业率。在这一时期,欧洲特别是西欧各国纷纷调整 济结构,改变贸易 模式,引进新技术,并向海外地区进行大规模的资本投资。由此欧洲移民运动进入第二阶段。这一阶段开 始于1970 代中期,其强势冲 现在1980-90 代。” 29 Peixoto, J., Sabino, C. & Abreu. A. “Immigration Policies in Portugal: Limits and compromise in the Quest for Regulation,” European Journal of Migration and Law, Vol.11, Issue 2, 2009, pp.179-197.

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portuguesa e do Brasil, baseando na história, língua e cultura parecida como a ponte ligado a Portugal.

3. O fim da década 90 no século XX

Após a dissolução da União Soviética30 em 26 de dezembro de 1991, começava a terceira fase, no fim da década de 90 no século passado, as pessoas que entram em grande número são cidadãos de países do centro e leste da Europa. Após o período da Guerra Fria31, os cidadãos vindos da Europa de leste foram bem-vindos como os refugiados dos países comunistas.

4. 1990—2006

Desde o fim de 1990 até a 2006, a economia portuguesa encontrava-se em crise até hoje, os números que os imigrantes africanos estava a descer, mas devido as alterações legislativas registadas32, neste processo, os imigrantes provenientes da Europa Central e Oriental (cerca de 101 000), com destaque para os cidadãos ucranianos, com um total de 65 000 concessões.

30 A União Soviética era uma federação das Repúblicas Socialistas Soviéticas (RSSs) e da República Socialista

Federativa Soviética da Rússia (RSFSR), 31 Refere-se o período desde 1947 até 1991.

32 Em 2001, Decreto-Lei n. 244/98, de 8 de Agosto, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n. 4/2001, de

10 de Janeiro. A alteração da lei de estrangeiros permitiu a regularização de trabalhadores estrangeiros por conta de outrem, através da figura da autorização de permanência (AP) , a qual, decorridos cinco anos, facultava o acesso à autorização de residência. E a Emissão de título de residência ao abrigo do art. 87, al,m), iniciada em Janeiro de 2006.

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Tabela 1 Imigrantes para Portugal33

Podemos verificar que as taxas de crescimento tinham mantado entre 1980 e 2005, especialmente, com o crescimento grande em 1983, 1994, 2001,sendo igual às quatro fases referidas. Concretizando a observação acima enunciada, à luz das alterações

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legislativas registadas, é possível constatar que, nos anos 93 e 94, um crescimento da população estrangeira passa de uma média anual de cerca de 5%, para 8 e 10%, respectivamente, por causa da Regularização Extraordinária de 1992.34 Um aumento da população estrangeira residente entre 7% e 8% nos anos de 1999 e 2000 consoante a Regularização Extraordinária de 199635. Em 2001, a alteração da lei de estrangeiros36 permitiu a regularização de trabalhadores estrangeiros. Neste processo, os imigrantes oriundos da Europa Central e Oriental, com destaque para os cidadãos ucranianos, com um total de 65 000 concessões. Apresentam-se os valores cumulativos das autorizações de residência e autorização de permanência concedidas. Aos anos de 2005 e 2006, o quantitativo de autorizações de permanência prorrogadas decresce porque os seus titulares terão beneficiado de outros regimes na lei37 ou regressado aos países de origem.

34 A Regularização Extraordinária de 1992 (Decreto-Lei n.°212/92, de 12 de outubro, que permitiu a concessão de um título provisório pelo período de um ano)veio a traduzir-se na emissão de títulos de residência. Consultado no website do SEF.

35 A regularização Extraordinária de 1996 (Lei n°244/98, de 8 de Agosto, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.°4/2001, de 10 de janeiro)

36 Em 2001, a alteração da lei de estrangeiros (Decreto-Lei n°244/98, de 8 de agosto, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n°4/2001, de 10 de janeiro) permitiu a regularização de trabalhadores estrangeiros por conta de outrem, através da figura da autorização de permanência, a qual, decorridos cinco anos, facultava o acesso à autorização de residência (Emissão de títulos de residência ao abrigo do art. 87°, al.m, iniciada em Janeiro de 2006.).

37 Designadamente a solicitação de um título de residência com dispensa de visto, por motivo de casamento com

cidadão nacional ou da União Europeia, pelo facto de ser progenitor de cidadão nacional, pela aquisição de nacionalidade portuguesa e pela conversão de AP em AR no ano de 2006.

(35)

19

Figura 1 - Principais Nacionalidades-Stock38

No final de 2010, a população estrangeira residente em Portugal totalizava 445.262 cidadãos. Segundo a Figura 1, o Brasil ocupava o primeiro lugar no ano 2010, o número dos residentes, 119.363 quase ocupam um quarto no total. A Ucrânia e Cabo Verde seguiram ao Brasil, mantendo-se como a segunda comunidade estrangeira mais expressiva e a terceira comunidade mais representativa em Portugal, respectivamente. Entre os outros países, o Brasil, Cabo Verde, Angola, Guiné Bissau e São Tomé príncipe são os países que foram colonizados por Portugal, ocupando 48% quase a metade no total. Em 1999 residiam legalmente em Portugal, segundo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), 2343 cidadãos da Europa do Leste. A partir dos meses de Maio e Junho de 2000, a filiação de imigrantes ucranianos registou um crescimento acentuado (Janus, 2001).

“Since the mid-1980s, Portugal has altered its position in the international

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20

migration context. It is no longer exclusively an emigration country but has also become a receiving nation, hosting people from its former African colonies, and more recently from Brazil and Eastern Europe. This has caused significant changes in Portuguese society, which is nowadays socially more diverse and ethnically richer.”

(Fonseca, 1997:126)

Segundo os dados estatísticos, vamos principalmente dividir os cidadãos imigratórios em regiões diferentes: Brasil, os países africanos de língua oficial portuguesa e os países europeus lestes.

Em comparação com os outros países, o Brasil e os países africanos de língua oficial portuguesa distinguem-se na ligação profunda com Portugal. Beneficiando de antigas ligações estabelecidas durante a colonização e principalmente durante o longo período da moderna emigração portuguesa, é mais fácil para os residentes oriundos destes países de se integrar na sociedade portuguesa, do que dos outros países que não são os membros da Comunidade dos países de Língua Portuguesa (CPLP)39. Com o objetivo de verificarmos esta ligação, organizámos as datas dos residentes oriundos do Brasil e dos PALOP40 do ano entre 1999 e 2005 em Portugal,

39 A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP) é uma organização internacional formada por países lusófonos, cujo objetivo é o “aprofundamento da amizade mútua e da cooperação entre os seus membros” A CPLP foi criada em 17 de Julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. 40 Os Países Africanos de língua Oficial Portuguesa (acrónimo PALOP) é a expressão usada como referência que têm a língua portuguesa como oficial. São eles: Angola. Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

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21

PALOP Brasil Total

1999 85.200 20.851 191.143 2000 93.838 22.411 208.198 2001 106.978 23.541 223.602 2002 108.049 24.784 238.944 2003 112.077 26.561 250.231 2004 114.693 28.732 263.353 2005 118.736 56.433 274.631 2006 122.684 68.013 332.137 2008 103.362 106.961 436.020

Tabela 2 - Evolução dos residentes estrangeiros41

É visível o crescimento rápido dos residentes neste período; o número total cresceu 128.11 %, no qual o número dos PALOP cresceu 21.32 % e o número do Brasil cresceu 412.10 %. Durante este período, os residentes estrangeiros tinham mantido um crescimento (não inclui o ano de 2008 dos PALOP) e cada ano teve um crescimento estável e rápido. O os indivíduos brasileiro representaram 10.91% no ano de 1999 e ao mesmo ano os dos PALOP representaram 44.57%, os indivíduos dos PALOP foram mais quatro vezes do que os brasileiros. Ao contrário do ano de 1999, a

41 Fonte: Serviço dos Estrangeiros e Fronteiras (vários anos) O número total refere-se ao stock dos residentes

estrangeiros em Portugal de vários anos.

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proporção do indivíduos brasileiros do ano de 2008 representou mais alto do que os dos PALOP, encontrando 24.53% e a proporção dos PALOP encontraram 23.71%. Evidentemente, o número dos indivíduos vindas das estas duas áreas foram quase iguais. Aparentemente, os residentes dos PALOP cresceram mais paulatino do que os do Brasil, e a imigração do Brasil tornou-se uma força progressivamente mais importante.

No que respeito aos residentes do Brasil são a comunidade com grande expressão na sociedade de Portugal, apesar de entre os anos de 2001/2004, a evolução teve um aumento mais moderado, mas sempre positiva, destacando-se nos anos de 2004/2005 que os indivíduos cresceram quase duas vezes e os anos 2006/2008 também cresceram quase uma e meia vezes. O Brasil é um país há muito conhecido pelos portugueses. Não só a comunidade dos imigrantes brasileiros é a expressão grande em Portugal, as emigrantes portugueses também tem uma grande representação no Brasil.

Quanto aos PALOP ocuparam 44.57 % no ano 1999, e ocuparam 23.71 % no ano de 2008. Segundo a tabela, entre os anos de 1999/2008, a evolução dos indivíduos estrangeiros cresceu ligeiramente, mas no anos de 2006/2008, a evolução apresentou negativa em relação ao número dos brasileiros continuou um grande aumento.

Arrumámos os fontes estatísticas e desenhámos a Tabela 2 das taxas de crescimento na Figura 2 a facilitar verificar as tendências e as caraterísticas da mudança.

(39)

23

Figura 2 - Evolução dos residentes estrangeiros42

Aparentemente, segundo a Figura 2, os indivíduos brasileiros representam a mudança mais evidente, mantendo o crescimento constante e no ano de 2005 registou um crescimento súbito e desde então, o crescimento dos brasileiros tem-se mantido muito rápido. Os indivíduos dos PALOP mantiveram-se em crescimento até 2006, surgiu o crescimento negativo no ano de 2008. Devido ao número cardinal da população no início, não existiu a grande diferença no número no ano de 2008. O crescimento dos residentes estrangeiros totais em Portugal subia lentamente, mas sempre positivo.

Na tabela 3, sendo os brasileiros no stock total da população estrangeira em Portugal de vários anos.

42 Fonte: SEF. Consultei os dados entre 2000 e 2008 consoante os relatórios de cada ano e depois fiz o gráfico. -40.00% -20.00% 0.00% 20.00% 40.00% 60.00% 80.00% 100.00% 120.00% 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2008 PALP Brasil Total

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24

43

Tabela 3 Brasileiro no stock total da população estrangeira-1986, 1991, 1996, 2001 e 2003

Observação: Para 1986, 1991 e 1996, apenas são considerados os detentores de Autorização de Residência. Para 2001 e 2003, são considerados os detentores de Autorização de Residência e Permanência.

Segundo a tabela, podemos adquirir a conclusão que se o Brasil torna a sua forte contribuição para a criação um “país de imigração” em Portugal: o número dos brasileiros emigratórios cresceu quase nove vezes, desde menos de 9% para 15 %.

Durante a década de 90, sobretudo após ao ano de 1993, que se verificou em Portugal e também noutros países europeus, surgia o fluxo de refugiados oriundos dos países da Europa de Leste. A movimentação dos refugiados da Europa de Leste deixaram os seus países devido ao desemprego e as dificuldades económicas vividas nesses países (Janus, 2001). A revista que se chama “Revista crítica”44 publicou o resultado dos inquéritos a imigrantes de Leste que decorreram em 2002, analisando as repostas de 735 indivíduos de 11 nacionalidades diferentes. Neste inquérito apresentou que os indivíduos do Leste de nacionalidade ucraniana (89.4%), seguindo-se a nacionalidade russa (6,5%), a moldava (1,2%) e outras nacionalidades

43 Fonte: INE, Anuário Demográfico (vários anos) 44 Revista Crítica de Ciências Sociais, 2004

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25

(2,9%). Os outras nacionalidades incluem-se os países como o Cazaquistão, o Quirguizistão, a Bulgária, a Roménia, a Bielorússia, a Letónia ou a Lituânia.

2.2. Emigração em Portugal (1974-2010)

O Público publicou uma notícia intitulada “Portugal é o 12.°país do mundo com mais emigração” no dia 28 de Outubro de 2015, com subtítulo como “A conjugação da alta emigração com a baixa imigração coloca Portugal na lista dos países de ‘repulsão’ ”. Em 2013, entre dois milhões e 2,300,000 de portugueses emigrados, e que representavam mais de 20% da população residente em Portugal. Em comparação com o número dos indivíduos da saída do ano de 1960 foi 32.318, o número dos indivíduos da saída do ano de 2015 foi 101.203, crescendo 213.15%. Em termos relativos, Portugal é o país da União Europeia com mais emigrantes. Recentemente, sobretudo a partir de 2008, aconteceu a crise económica mundial e o agravamento da situação económica portuguesa, que se situa profundamente na crise da dívida pública da Zona Euro45. A menor visibilidade da emigração e a crescente visibilidade das entradas a partir do anos 1980, contudo, devido à economia desacelerada, a emigração voltou ao centro do debate. O facto de os números das saídas no início do século XXI terem sido os mais altos desde os anos 1960 (Peixoto, etc.., 2016). Como sabemos, 45 A crise da dívida pública europeia, muitas vezes referida como crise da Zona Euro, é uma crise financeira em curso que, para alguns países da Zona do Euro, tornou difícil ou mesmo impossível, o pagamento ou o refinanciamento da sua dívida pública sem a ajuda de terceiros. A crise não só gerou efeitos adversos nas economias dos países mais atingidos, como também teve impacto também teve impacto político significativo na governação de 8 dos 17 países da zona euro, levando a mudanças de poder na Grécia, Irlanda, Itália, Portugal, Espanha, Eslovénia, Eslováquia e Países Baixos.

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26

após à revolução 25 de Abril, também referida como a Revolução dos Cravos, Portugal transformou-se num “país de imigração”, uma vez que os fluxos da imigração passaram a suplantar as saídas de portugueses para o exterior, mas é verdade que a península Ibérica continua a ser um “país de emigrantes”.

Na metade do século XIX até aos anos 30 do século XX, O Brasil e os Estados Unidos foram os destinos dominantes para os emigrantes portugueses. No final dos anos 1950 até 1973/74, o período em que mais de um milhão e meio de portugueses abandonaram o país para fugir para França. Procede ao alinhamento do tempo, no período pós-início dos anos 80 do século XX, o Luxemburgo tornou-se um país popular para emigrar. Citado por rádio e televisão portuguesa (RTP), entre meados do século XIX e a década de 70 do século XX, o fluxo emigratório do portugueses registou-se uma evolução positiva. As saídas para fugir a pobreza, frequentemente direcionadas para os segmentos menos privilegiados do mercado de trabalho nos países de destino, foram comuns desde o final do século XIX. Portugal foi um dos principais fornecedores de trabalhadores migrantes para a Europa Ocidental, desde do final dos anos 1950 e até ao início dos anos 1970. Os destinos dos países principalmente são França, Alemanha, Suíça, Reino Unido, etc., e os emigrantes portugueses qualificados mais baixos, ao contrário dos no século XX, a partir do início do século XXI, os emigrantes qualificados mais altos, e o Brasil, os países africanos de língua oficial portuguesa, Canadá, etc., também tratando-se os destinos novos para os emigrantes portugueses (Peixote, etc., 2016).

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27

emigrantes portugueses, Reino Unido, França, Brasil, os países africanos de língua oficial portuguesa, Luxemburgo e Alemanha. Quanto às fases diferentes, escolhemos dois períodos com expressão mais visíveis, registando-se o primeiro ciclo dos pós-inícios dos anos 80 do século XX e o segundo ciclo do início do século XX.

Em primeiro lugar, estudamos com alinhamento do tempo, a partir do final dos anos 1950 e até ao início dos anos 1970, Portugal foi um dos principais fornecedores de trabalhadores migrantes para a Europa Ocidental.46 O pico de emigração ocorreu entre o final dos anos 1960 e o início dos anos 1970 (Peixoto, etc., 2016). A emigração voltou a crescer de forma gradual e continuada em consequência da integração de Portugal na Comunidade Económica Portuguesa, em 1986 (Mundo português, 2015). A circulação da União Europeia passou a ser mais conveniente, sobretudo na década de 90 com a assinatura de Acordo Schengen Desde o início do século XXI, o número das saídas de Portugal começou a crescer rapidamente. Apresentamos os dados estatísticos para facilitar verificar a evolução entre 1974 e 2010:

Tabela 4 - Emigração de Portugal segundo o ano de saída; total do país(1960 a

1969)47

46 A consideração da totalidade do espaço colonial português da época obrigaria a largar esta visão, uma vez

que algumas das ex-colónias se envolviam então em outros sistemas migratórios.

(44)

28

Tabela 5 - Emigração em Portugal segundo o ano de saída; total do país (1976 a 1988) 48

Aparentemente, comparando a Tabela 4 e a Tabela 5, é visível verificar que desde o ano de 1976, o processo da emigração de Portugal era muito lento e paulatino em relação aos anos da Tabela 4. A partir da década de 50, os países mais afetados pela Guerra Mundial (França, Alemanha, Reino Unido, etc.) começaram a reconstruir as suas economias, portanto, necessitaram de muita mão-de-obra o que causou Portugal tornou-se em um dos países fornecedores de trabalhadores (Peixoto, Oliveira, etc.., 2016).

Ano 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999

Total 39,322 33,171 29,104 22,559 29,066 36,935 22,196 28,080

Tabela 6 - Emigração em Portugal segundo o ano de saída; total do país (1992 a 1999)49

Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005

Total 21,333 20,589 27,358 27,008 6,757 6,360

48 Fonte: Emissão do passaporte de emigrante, número: 103

49 Fonte: IMMS, número: 103

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29

Ano 2006 2007 2008 2009 2010

Total 5,600 7,890 2,357 16,899 23,860

Tabela 7 - Emigração em Portugal segundo o ano de saída; total do país (2000-2010)50

Observação: Este número só inclui os permanentes, igualmente aos anos de 2004 a 2010, não podemos encontrar os dados no website do Instituto Nacional de Estatística (INE), mas encontramos os no Observatório da Emigração. Apresentaremos os dados a seguir.

Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total 40 000 50000 60 000 70 000 75 000 80 000 90 000 85 000 75 000 70 000

Tabela 8 - Emigração em Portugal segundo o ano de saída; total do país (2000-2010)51

Podemos verificar que os valores da tabela 4 e da tabela 5 são bastante diferenciados52. Contudo, em comparação com a tabela 3, o número dos indivíduos

50 Fonte: IMMS, INE, número: 103 51 Fonte: Observatório da Emigração (OEM)

52 A nível internacional considera-se, geralmente, que as estatísticas dos países de destino são mais fiáveis do que as dos países de origem como medida das saídas, pelo menos no que diz respeito às que são reguladas. As razões apresentadas são nem sempre existir um sistema administrativo para registar saídas e muitas vezes haver vantagem em manter a residência formal no país de origem . No caso português, o facto de as estatísticas de saída se basearem num inquérito por amostragem e não em registos administrativos, bem como as diferenças conceptuais entre as estatísticas no destino (que frequentemente não captam a duração dos movimentos), tendem a contrabalançar aquele argumento.

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30

emigratórios é visivelmente elevado após 2000. Entre 2001 e 2010 teriam acontecido quase 700 mil migrações, isto é, os emigrantes portugueses noutros países, não sendo diferenciáveis os emigrantes permanentes e temporários. Considerando os valores do INE, são bastante inferiores aos do Observatório da Emigração (OEM), embora os valores não inclui os indivíduos temporários, são superiores aos dados da tabela 3. Podemos concluir que desde o ano de 2000, os indivíduos de saída subiam rapidamente. Em primeiro lugar, com o objetivo de compreender a emigração portuguesa, perceber as razões por que quem decide emigrar é baseado. Num inquérito53 aos portugueses no estrangeiro realizado pelo projeto REMIGR em 2009, que apresentam-se as razões para sair de Portugal.

Percentagem Realizar novas experiências 200 40,3%

Não via futuro no país 133 26,8%

Não tinha oportunidades de carreira 123 24,8%

Reunir ou acompanhar a família 85 17,1%

Oportunidade de desenvolvimento de negócio 74 14,9%

Estava desemprego (a) 69 13,9%

Queria estudar ou melhorar a formação profissional

56 11,3%

Estava empregado/a, mas o salário era muito baixo

55 11,1%

Outros 57 11,5%

Tabela 9 - Razões para sair de Portugal54

Segundo a Tabela 9, a opção mais assinalada é “realizar novas experiências”, por

53 http://observatorioemigracao.pt/np4/3531.html

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31

40,3%, procedemos ao alinhamento disso, podemos adquirir a conclusão que busca uma oportunidade para melhorar a vida é a razão principal para os emigrantes. A segunda opção assinalada “não via futuro do país”, por 26,8%, não é difícil compreender, devido à economia baixa em Portugal, a taxa de desemprego de Portugal ficava muito alta, registando-se de 3,9% do ano de 2000 e subindo para 10,8 do ano de 2010, e a tendência da taxa estava subida até ao ano de 2013 que atingiu 16,2%55. As opções de “Não tinha oportunidade de carreira”, “Oportunidade de desenvolvimento de negócio”, “Estava desempregado(a)”, “Queria estudar ou melhorar a formação profissional” e “Estava empregado/a, mas o salário era muito baixo” são as razões sobre o emprego, ocupando 76% no total. De acordo com este inquérito, desemprego, a procura de um melhor emprego, a difícil situação financeira pessoal ou do país, vários são os motivos que levam os emigrantes sair de Portugal. Citado o estudo Emigração: motivos e destinos de eleição, encomendado pela seguradora Zurich56 e feito em 12 países.57 Contudo, só os indivíduos russos têm o maior vontade de emigrar do que os portugueses. O estudo mostra que a maioria (57%) dos jovens portugueses entre os 15 e os 24 anos admite emigrar ou emigrou para outro país em busca de emprego e 40% dos portugueses admite emigrar. Na Tabela 10, sendo uma fonte estatística pelo Eurostat58.

55 Os valores citados ao INE, PORDATA 56 Zurich Insurance Group (Zurich) é um segurador líder multinacional que opera em mercados globais e locais. Com cerca de 54 mil colaboradores, oferece uma ampla gama de soluções de seguro Vida e não-Vida, em mais de 210 países e território. Entre os clientes Zurich estão clientes individuais, pequenas, médias e grandes empresas, incluindo multinacionais. O Grupo foi fundado em 1872 e está sediado em Zurique, Suíça. A Zurich Portugal faz parte do Grupo Zurich e está presente no país desde 1918. 57 https://www.zurich.com.pt/pt-pt/a-zurich/sala-de-imprensa/estudos/emigracao 58 O Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) é a estatística da Comissão Europeia que produz dados estatísticos para a União Europeia que produz dados estatísticos para a União Europeia e promove a harmonização dos métodos estatísticos entre os estados membros.

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32

Data de chegada

Desde 2000 Até 1999 Desconhecida

Suíça 86 174 77 349 5 935 França 71 929 421 565 123 740 Reino Unido 58 490 33 575 0 Espanha 46 705 52 270 0 Luxemburgo 20 539 32 247 8 111 Bélgica 13 255 15 055 0 Alemanha 11 650 58 760 4 710 Itália 1 869 3 372 0 Áustria 1 199 435 0 Irlanda 1 154 745 347 Noruega 1 147 393 0 Suécia 1 038 1 936 0 Outros 2 817 1 561 362 Total 317 966 699 263 143 205

Tabela 10 Emigrantes (nascidos em Portugal) residentes em países europeus em 201159

De acordo com a Tabela 10, podemos verificar que os indivíduos portugueses de saída antes o ano de 1999 são maiores do que os entre 2000e 2011, quase duas vezes, nos quais os portugueses que deixaram para França ocuparam a maior percentagem no total, com 421 565 indivíduos. Antes de 1999, a França era o destino mais popular do que outros. A Suíça, a Espanha e a Alemanha também são os destinos tradicionais para os portugueses. No entanto, desde 2000, os destinos populares não são bem

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33

diferentes dos antigos. A Suíça, Espanha e a França ainda atraem cerca de metade dos emigrantes portugueses. O Reino Unido passa ao novo destino popular para os indivíduos portugueses.

Para identificar claramente, mostramos os dados na Figura 3 e Figura 4. Relativamente à década anterior, a França é um destino principal para as saídas, antes de 1999, com o número mais de metade, 60,29%. A seguir à França, Espanha, a Suíça e a Alemanha também são os destinos tradicionais, com 7,48%, 11,6%, 8.4%, respetivamente. Desde 2000 e até 2010, a Suíça e a França ainda trata-se claramente dos dois destinos mais importantes da emigração portuguesa, com 27,1% e 22,62%, respetivamente. Porém, a França não é um destino mais popular único, os emigrantes são mais dispersados.

Figura 3 - Emigrantes (nascidos em Portugal) residentes em países europeus desde 2000 até 201160

60 Fonte: Eurostat (Census Hub)

27.10% 22.62% 18.40% 14.69% 6.50% 3.66% 7.70%

Emigrantes portugueses

Suíça França Reino Unido Espanha Luxemburgo Alemanha Outros

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34

Figura 4 - Emigrantes (nascidos em Portugal) residentes em países europeus até 1999

61

2.3 . Notas conclusivas

Em suma, neste capítulo retiramos as seguintes conclusões:

Em primeiro lugar, até à década de 60 do século passado, Portugal foi um país de índole predominante emigratória. Com a mudança política, surgiam quatro fluxos imigratórios: 1.O primeiro fluxo imigratório (1975—a metade da década 80 no século XX); 2. O segundo fluxo imigratório: (1986—o fim da década 90 no século XX ); 3. O fim da década 90 no século XX; 4. O fim do século 1990—2006. após a

61 Fonte: Eurostat (Census Hub)O total não inclui dados referentes a Holanda, Lituânia e Liechtenstein. Na

suíça só estão contabilizados os indivíduos com mais de 15 anos. Segundo a OCDE/DIOC, na Holanda residiam cerca de 3 mil indivíduos nascidos em Portugal com mais de 15 anos e chegados nos últimos 10 anos. Dos emigrantes em França com data de chegada desconhecida, cerca de 4 mil têm menos de 10 anos, pelo que terão chegado nesta década. Somando os 3 mil da Holanda e os 4 mil de França, o total europeu seria de pelo menos 325 mil emigrantes com naturalidade portuguesa. 11.60% 60.29% 1.40% 7.48% 4.61% 8.40% 3.36%

Emigrantes Portugueses

Suíça França Reino Unido4.8% Espanha Luxemburgo Alemanha Outros

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revolução de 1974 até 2010. As tendências de imigrantes mantêm intimamente a relação com os contextos sociais, descolonização, e a dissolução da União Soviética. Os cidadãos imigratórios oriundos das regiões diferentes: Brasil, os países africanos de língua oficial portuguesa e os países da Europa Central e de Leste. Os países dos imigrantes têm alterados nos últimos anos, mas sempre são aumentados

Em segundo lugar, o destino tradicional mais popular é a França e os destinos escolhidos pelos portugueses são muito concentrados e singulares. A França é um destino principal para as saídas, antes de 1999. Desde 2000 até 2010, a Suíça e a França ainda trata-se claramente dos dois destinos mais importantes da emigração portuguesa. Os destinos dos emigrantes novos são mais diversos. Os fins dos emigrantes quase são iguais para melhorar a vida e encontrar um emprego melhor. O número de emigrantes vai crescer no futuro. Os destinos imigrantes e os destinos emigrantes são bem diferentes.

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Capítulo III - A migração chinesa em Portugal

Neste capítulo, estudamos a migração chinesa em Portugal e procedemos o pensamento do tempo. Não obstante os contatos entre portugueses e chineses no contexto dos descobrimentos, foi na segunda década do século XX que registou a presença dos primeiros cidadãos chineses em Portugal. Oriundos de Qingtian, cidade pequena da província de Zhejiang, um grupo de imigrantes chineses dedicou-se ao comércio varejista, sobretudo de gravatas, cintos e acessório de moda (Almeida Mortágua, 2011). No que diz respeito ao número de imigrantes chineses, não é mais representativo em comparação com outros países, como, Brasil, Cabo Verde, Ucrânia, etc, mas sendo fruto da globalização62, as relações económicas e culturais entre estes dois países são cada vez mais íntimas e os contatos entre eles são constantes e regulares. Desde 2008, Portugal tem estado numa situação de crise económica e a taxa de desemprego é alta. Ao mesmo tempo, a economia da China cresce rapidamente, fortalecendo o poder do país. A comunidade chinesa é uma presença importante na vida dos portugueses. Do ponto de vista económico, Portugal e a China são parceiros mutuamente importantes, as empresas vindas da China investem em Portugal em grande quantidade, oferecendo vagas de empregos. Relativamente à vida quotidiana, encontram-se lojas e restaurantes chineses em todo o lado. De ponto de vista cultural, há três Institutos Confúcio em Portugal, e muitas universidades oferecem cursos livres 62 O conceito de globalização, amplamente utilizado nos últimos anos, traz uma longa história de desenvolvimento no sistema mundial que remonta ao aparecimento do capitalism na Europa nos finais da Idade Média. No entanto, desde os finais do século XIX, os historiadores colocam o início da fase de globalização no capitalismo global, fortemente marcada por mudanças tecnológicas. Contudo, não existe uma definição única e universalmente aceite para globalização.

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em chinês e até cursos de chinês. A língua chinesa tornou-se num curso em muitas escolas primárias e secundárias. Na cidade de São João da Madeira, por exemplo, a língua chinesa tornou-se uma disciplina obrigatória na escola primária em 2013. No início do novo semestre em setembro de 2015, 500 estudantes escolhidos, vindos das 12 escolas secundárias públicas de 19 cidades, são apoiados por professores da língua chinesa, selecionados pelo Hanban63. As universidades chinesas e as universidades portuguesas enviam os estudantes de intercâmbio cada ano, mutuamente.

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3.1 As relações entre China e Portugal

O estabelecimento de relações diplomáticas luso-chinesas em 8 de fevereiro de 1979, seguido pelo estabelecimento de relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a China em 1 de janeiro de 1979. Vale a pena referir que a China começou a dar a Abertura Económica da China64 a partir 1976 65quando Mao Zedong66 morre e Deng Xiaoping67 conquista o poder político e ao mesmo tempo, Portugal resultante de um movimento social, ocorrido a 25 de abril de 1974 após a ditadura do Estado Novo68. Os contextos sociais são parecidos entre dois países, e a conversão da sociedade causou a grande mudança para o desenvolvimento da sociedade e o desenvolvimento do país.

Desde do início da década 90 do século passado, os comerciantes oriundos da China, sobretudo da província de Zhejiang69 começavam a chegar ao continente europeu para encontrar as oportunidades de ganhar a vida. São os pioneiros da China até hoje. Desde então começava a surgir muitas terras natais dos chineses 64 A Abertura Económica da China (República Popular da China) se deu a partir 1976 quando Mao Zedong morre e Deng Xiaoping conquista o poder político. As mudanças praticadas por este governo, que vão até o final dos anos de 1990, tiveram um caráter mais económico do que político, rumo à conquista da mística chinesa de se considerarem culturalmente como o “Império do Meio” ou “o país que está no centro do planeta Terra” o que corresponderia a um suposta posição de a “o país que está no centro do planeta Terra” o que corresponderia a um suposta posição de a “única superpotência económica, política, tecnológica, social e cultural do mundo.” 65 Abertura económica da China se deu a partir 1976 quando Mao Tse-Tung morre e Deng Xiaoping conquista o poder político. 66 Mao Zedong pela pinyin, também traduz em Mao Tsé-Tung, Shaoshan, 26 de dezembro de 1893- Pequim, 9 de setembro de 1976) foi um político, teórico, líder comunista e revolução chinesa. Liderou a Revolução Chinesa e foi o qrquiteto e fundador da República Popular da China, governando o país desde a sua criação em 1949 até sua morte em 1976. 67 Deng Xiaoping, 22 de agosto de 1904 – 19 de fevereiro de 1997, foi o secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCCh), sendo , de facto, o líder da República Popular da China entre 1978 e 1992. É o criador do chamado socialismo de mercado, regime vigente na China moderna. 68 Estado Novo (Portugal) como é conhecida a Segunda República Portuguesa de carácter autoritário vigente no período de 1933 a 1974. 69 Zhejiang, Chekiang ou Chequião é uma província da República Popular da China; sua capital é Hangzhou(Hancheu).

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ultramarinos nas áreas litorais da China. A maior parte destas terras natais são os campos e as vilas. No contudo, desde então, muitos indivíduos originários da China são imigrantes ilegais em Portugal, através da agência de viagens a fim de obter a visa para entrar em Portugal. A maior parte destes imigrantes em Portugal, foi legalizado no início do século XXI. Os indivíduos obtiveram autorização de residentes principalmente para as pessoas que já estavam a trabalhar em Portugal, contribuindo para a sua integração social.

O que leva as pessoas a movimentarem-se de uma região para outra?

Da análise das movimentações populacionais desde os tempos mais remotos até à época contemporânea, identificam-se constantes deslocações forçadas e voluntárias. Minghuan Li, professor da Universidade de Xia Men disse que os fins de migração podem dividir em seis tipos: I. A fim de emprego: com o objetivo de melhorar a vida, os trabalhadores fogem para os país que podem ganhar mais dinheiro ou adquirir a melhor condição de trabalho. Este tipo de migração trata-se da parte importante da migração internacional; II. A fim de reagrupamento familiar: O cidadão com autorização de residência válida tem direito ao reagrupamento familiar com os membros da família que se encontrem fora do território nacional; III. A fim de estudo: O grupo dos estudantes internacionais é uma parte principal neste tipo; IV. A fim de investigação: Todos os cidadãos nacionais de Estado Terceiros pode investir para emigrar para Portugal :a transferência de capitais no montante igual ou superior a 1 milhão de euros; a aquisição de, pelo menos, 10 postos de trabalho e a aquisição de

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bens imóveis de valor igual ou superior a 500 mil euros, etc..70; V. A fim de gozo: Sendo o tipo de migração mais popular nos últimos anos, especialmente, representa que os reformados vindos países com custo de vida mais alto decidiram emigrar para os países com custo de vida mais baixo ; VI. A fim de abrigo: Através da emigração em intuito de adquirir a proteção dos outros países. 71 Apesar dos motivações que têm levado as pessoas a saírem do seu local de origem serem muito diversas, a motivação económica tem mercado as migrações em grande escala ao longo dos tempos.

Portanto, os imigrantes chineses em Portugal divide principalmente em três grupos: I. Os indivíduos vindos dos campos e das vilas da China, com menos qualificação e educação, chegam a Portugal para arranjar um emprego bem-pago como os restaurante chinês, as lojas chinesas e os armazéns chineses, normalmente, os donos oferecem-lhes alojamento e pensões. Um pouco destes indivíduos ganham dinheiro suficiente para abrir um restaurante ou uma loja próprio, e também, a maior parte da multidão escolhe voltar para a China a comprar um imobiliário na sua terra natal ou dar dinheiro aos filhos para casar ; II. Os comerciantes e investigadores com a educação e qualificação elevada, normalmente, gerem uma empresa de importação e exportação internacional e uma empresa de agente (incluído o tratamento dos assuntos da vida dos residentes chineses em Portugal, tais como, os bilhetes de avião, as viagens, os certificados e as investigações de imobilização, etc.); III. Os estudantes

70http://consuladoportugalsp.org.br/regime-especial-de-autorizacao-de-residencia-para-atividade-de-inves

timento-em-portugal/

Referências

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