• Nenhum resultado encontrado

Manifestações extra-intestinais da doença inflamatória instestinal

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Manifestações extra-intestinais da doença inflamatória instestinal"

Copied!
12
0
0

Texto

(1)

1

Helicobacter pylori e Esófago de Barrett

“Realidade ou Fantasia?”

Morais R, Areias J, MD, Phd

Centro Hospitalar do Porto, Hospital Geral Santo António, Intituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar, Universidade do Porto

Resumo

Introdução - A Helicobacter pylori tem sido

apontada como tendo um papel em inúmeras patologias gastrointestinais, entre as quais o refluxo gastroesofágico. Pensa-se que esta bactéria poderá ter um efeito no Esófago de Barrett já que apresenta um epitélio semelhante ao do tipo-gástrico.

Objectivos - O objectivo deste artigo de

revisão é tentar, através de estudos já realizados, perceber se de facto existe alguma relação entre a infecção pela

Helicobacter pylori e o Esófago de Barrett,

tendo como base o refluxo gastroesofágico, a Helicobacter pylori e as suas estirpes, o efeito da erradicação da Helicobacter pylori e a terapia de anti-refluxo.

Método - Este artigo baseou-se em

inúmeros artigos pesquisados online, ultizando alguns motores de busca como a PubMed, Medline, e-medicine, entre outros.

Resultados - Os resultados obtidos não

foram muito claros. Alguns estudos revelam um possível papel da Helicobacter pylori no Esófago de Barrett, embora outros

mostrem uma

relação negativa entre estas

duas entidades. Também ao nível da

terapia de erradicação e de anti-refluxo, os

dados são ainda pouco claros.

Conclusão -

Dada a escassez de dados

não

é possível afirmar que esta bactéria desempenha um papel etiológico ou patogénico no Esófago de Barrett.

Palavras-Chave: Helicobacter pylori,

Refluxo Gastroesofágico, Esófago de Barrett.

Introdução

A Helicobacter pylori (H.pylori), denominada inicialmente Campylobacter

pylori, é um bastonete microaerofílico

Gram-negativo encontrado mais comumente nas porções profundas do gel mucoso que reveste a mucosa gástrica ou entre a camada mucosa e o epitélio gástrico.[1]

A sua descoberta nos anos 80 provou ser um ponto de viragem na nossa compreensão acerca das doenças gastroduodenais. Este organismo é a causa principal de gastrites e duodenites, sendo geralmente responsável por úlceras gástricas e duodenais. [2]

Actualmente verifica-se uma grande controvérsia acerca do seu eventual

(2)

2

papel na história natural do Esófago de Barrett (EB).

Existem diversos métodos de pesquisa deste microorganismo, e a sua escolha depende de questões relacionadas com o custo, disponibilidade, situação clínica, prevalência da infecção e a presença de factores que podem influenciar os resultados.[3]

A infecção por H.pylori é muito comum. Mais de 50% da população está infectada por este microorganismo. A sua transmissão envolve as vias oral-oral e feco-oral. [4]

No início dos anos 50, o Esófago de Barrett obteve o seu primeiro reconhecimento através do aparecimento de técnicas de visualização endoscópicas, tendo sido definido como “esófago curto congénito que puxa o estômago para o peito”.[5]

Ao longo dos anos, a sua definição sofreu várias alterações, tendo sido consensualmente reconhecida nos anos 90 como: metaplasia intestinal do esógafo distal de qualquer comprimento.[5]

O principal factor que predispõe ao desenvolvimento do EB é o Refluxo Gastroesofágico (RGE) crónico. Esta condição desenvolve-se quando a doença de RGE provoca danos na mucosa escamosa esofágica, ocorrendo a cicatrização desses danos através de um processo metaplásico no qual células colunares substituem as células escamosas do epitélio esofágico.[6]

Estando estas duas entidades interligadas, podemos então questionar

uma associação entre a presença da H.

Pylori, o RGE e consequentemente o EB.

Estudos existentes acerca da associação entre a H.pylori e o EB têm sido inconclusivos, possivelmente devido à carência de grupos de estudo ideais para comparação.

Este artigo de revisão pretende assim abordar alguns parâmetros aos quais se poderia atribuir esta possível relação que ainda hoje levanta inúmeras dúvidas no meio científico.

Epidemiologia

Estudos epidemiológicos mostraram que a infecção por H.pylori é provavelmente uma das infecções bacterianas mais comuns do mundo, envolvendo 30% da população em países em desenvolvimento e por volta de 80-90% em regiões em desenvolvimento.[7]

Apesar da prevalência desta infecção estar a diminuir nos países industrializados, provavelmente devido ao melhoramente das condições de higiene e factores socio-económicos, aproximadamente metade da população mundial ainda se encontra colonizada com a H.pylori. Por outro lado, sintomas de refluxo são extremamente comuns em países ocidentais, tendo 8% da população norte-americana experienciado sinais de pirose na sua base diária.[8,9]

A prevalência do RGE tem vindo a aumentar ao longo das últimas décadas e concomitantemente tem-se verificado o aumento da incidência do EB.[2]

(3)

3

A prevalência do EB na população geral é difícil de ser estimada, dado que aproximadamente 25% da população com EB não apresenta sintomas de RGE.[10,11]

Um estudo coorte nos Estados Unidos da América realizado em 961 doentes com idades superiores a 40 anos sujeitos a estudo endoscópico, revelou uma prevalência de 6,8% com EB entre esses doentes.[8]

O único estudo baseado na população de 1000 voluntários suecos encontrou uma prevalência de EB de 1,6%.[5]

A baixa prevalência do EB na população geral faz com que seja uma condição insuficiente para que se realizem rastreios endoscópicos apenas para a detecção desta entidade, o que explica os escassos dados nesta matéria.

Factores de risco para o Esófago

de Barrett

1.O refluxo gastroesofágico

Existem vários factores de risco para o desenvolvimento do EB. A duração e a severidade do RGE estão associadas a um maior risco de EB.

A falência de uma função normal do esfíncter esofágico inferior (EEI), permite uma exposição esofágica excessiva de contéudo gástrico refluido.[6,12]

O RGE é descrito como um sintoma crónico e/ou lesão do tecido causado pelo anormal refluxo de conteúdo gástrico para o esófago, apresentando os

seguintes sintomas típicos associados: pirose e regurgitação.[23]

Um número significativo de doentes são assintomáticos ao diagnóstico de EB. Mantém-se a incerteza se os doentes que não apresentam sintomas, de facto não têm RGE, ou se têm RGE sem sintomas. Assim, torna-se duvidoso se os doentes com EB sem sintomas de RGE correm o mesmo risco dos que são sintomáticos.[5,12,14]

2.Helicobacter pylori

A H.pylori tem uma predilecção distinta para a mucosa tipo-gástrico. Assim, o EB poderá ser susceptível à colonização por esta bactéria.

Muitos estudos procuraram identificar o papel da infecção por H.pylori no EB, tendo sido postulados dois mecanismos: 1. Indução de uma gastrite atrófica que resulta numa menor secreção ácida gástrica; 2. A neutralização do ácido gástrico pela produção de amónia independentemente da atrofia gástrica.[5,15,16]

Porém, estudos recentes demonstraram uma não relação entre estas duas condições.

Um estudo realizado na China em 391 doentes demonstrou que a H.pylori poderia ter um papel protector no RGE, tendo sido também estudada a sua relação no EB. Concluiu-se que, apesar de se ter verificado uma relação com o RGE, não existia uma relação da H.pylori e o EB.[17,18]

Um primeiro e importante estudo realizado por diversas universidades norte-americanas, em que foram recolhidos

(4)

4

dados serológicos de 318 doentes com EB, 312 com RGE e 299 elementos de controlo, chegou a algumas conclusões interessantes: 1. demonstrou-se uma forte associação inversa entre a presença de anticorpos contra a H.pylori e o EB; 2. a infecção por H.pylori não tem uma associação inversa com o EB comparativamente com doentes que possuem RGE, o que sugere entre doentes com RGE, a H.pylori não é um factor de risco adicional para o aparecimento do EB; 3. A associação entre as estirpes cagA+ H.

pylori e EB foi mais forte, mas estirpes cagA- também foram encontradas.[19,20,21]

Outros estudos concluiram também que é mais provável que a H.pylori não tenha um papel etiológico no desenvolvimento do EB, ou na esofagite associada a esta mudança metaplásica.[2,8]

O decréscimo na prevalência da infecção por H.pylori e doenças relacionadas em países ocidentais têm como paralelismo um aumento da incidência do RGE e suas complicações (como o EB). Estes dados epidemiológicos não suportam um papel da H.pylori como causa da doença de RGE, mas sugerem uma associação negativa.[17,22,23]

3.Erradicação da H.pylori e terapia

anti-refluxo

De acordo com as recomendações actuais de Maastrich III, a primeira linha de tratamento da infecção por H.pylori

consiste no uso de, um inibidor da bomba de protões e dois dos seguintes antibióticos: amoxicilina (2x 1 g),

claritromicina (2x 500mg) e metronidazol (2x500mg). Todos estes fármacos devem ser administrados duas vezes por dia durante 7 dias.[4,24,25] A terapêutica, segundo as Normas Clínicas da Sociedade de Gastrenterologia, baseia-se também na utilização destes fármacos como terapêutica de 1ª linha (Quadro I).[3]

O tratamento do EB é baseado na diminuição do refluxo ácido para o esófago. Ambas as terapias, cirurgica e médica, provaram eficácia no controlo de sintomas.[11,26]

Pensa-se que os mecanismos existentes aquando da infecção por H.pylori são: uma forte expressão da inflamação no corpo gástrico, o que aumenta a supressão ácida por via de uma maior libertação de IL-1ß ou, que a H.pylori causa a libertação de quantidades substanciais de amónia, que eventualmente terá um efeito regulador de acidez.[27]

Schwizer estudou 70 doentes com RGE tratados com lansoprazol associado a claritromicina e amoxicilina para a infecção da H.pylori, não tendo encontrado diferenças nos valores de 24h-pH antes e depois da erradicação. Isto sugere que a erradicação da H.pylori não afecta a exposição ácida distal do esófago, tal como é referido em outros estudos.[8,13,22,28]

Pensa-se que, após a erradicação da H.pylori, a secreção ácida pode sofrer alterações inesperadas, podendo mesmo levar ao aparecimento e/ou agravamento do refluxo gástrico ácido.[29]

Alguns estudos sugerem um mecanismo para o refuxo ácido após a erradicação da H.pylori, nomeadamente o aumento na acidez gástrica basal. Um

(5)

5

estudo recente, refere que este aumento não é causado pela maior secreção de iões H+ das células parietais, mas como uma consequência de uma menor secreção de fluídos alcalinos das células não-parietais, mas serão necessários mais estudos para confirmar se este mecanismo se aplica a todos os doentes.[18]

Sabe-se que o uso de Inibidores da Bomba de Protões (IBP) a longo prazo pode agravar uma gastrite atrófica em doentes infectados por H.pylori, logo uma terapia utilizando este tipo de IBP deveria ser precedida pela erradicação da

H.pylori.[13] Porém, segundo as normas da Sociedade Portuguesa de Gatrenterologia, a instituição da terapia de erradicação deve ser considerada caso a caso, já que não existe comprovação científica que o uso prolongado de IBP comporta riscos clinicamente significativos.[3]

Por outro lado, dado que o EB representa um estado mais avançado de RGE, existe um maior benefício no tratamento profundo de curto prazo da supressão ácida. [28]

4.O Papel das Estirpes da H.pylori

Uma região específica do genoma bacteriano,a ilha da patogenicidade, codifica factores de virulência Cag A e pic

B. [1]

O factor cagA+ tem sido reportado como causa significativa de inflamação gástrica e de produção de citoquinas, e ,em doentes com este tipo de estirpe, o risco de desenvolver uma atrofia gástrica e metaplasia intestinal parece ser maior.[16]

A infecção por H.pylori, em particular a estirpe mais virulenta cagA+, pode levar à supressão da produção ácida e, consequentemente, estar associada a um menor risco de desenvolvimento de EB.[19]

Como as estirpes cagA+ são consideradas mais virulentas e, uma vez que, levam a uma indução mais severa de uma gastrite no corpo gástrico, a supressão ácida é assim mais marcada nos doentes infectados por este tipo de estirpes. [8]

Assim, poderemos pensar se a infecção por H.pylori com estirpes cagA+, pode exercer alguma protecção contra o desenvolvimento de esofagite erosiva, EB e suas displasias associadas.[30]

Num vasto estudo referido anteriormente, o risco de EB era substancialmente mais baixo entre os doentes com infecção por cagA+ H.pylori (odds ratio de 0,08, 95% IC, 0,22-0,91) comparativamente com a população de controlo. [19]

Rastreio e tratamento

Segundo as normas de orientação clínica sobre a infecção da H.pylori, o tratamento de 1ª linha deve assentar na associação de um IBP, claritromicina e amoxicilina ou metronidazol, parecendo haver uma ligeira eficácia clínica nos regimes com metronidazol.[3]

Em todas as situações clínicas dever-se-á confirmar a eficácia do tratamento de erradicação, uma vez que, tendem a aumentar as taxas de resistência microbiana aos antibióticos usuais. A pesquisa da infecção deve ser considerada

(6)

6

caso o doente o deseje, após a explicação detalhada das vantagens e eventuais incovenientes do tratamento.[3]

O tratamento do EB tem como base o decréscimo do refluxo ácido para o esófago.[11,31]

Apesar da American College of Gastroenterology sugerir a Endoscopia Digestiva Alta para todos os doentes com sintomas de RGE de longa data, não existem dados que a relação de custo-benefício nestes doentes seja benéfica na prevenção do adenocarcinoma do esófago.[32,33] Porém, foram definidas algumas recomendações para a vigilância destes doentes (Quadro II).[11]

O tratamento médico baseia-se no controlo de sintomas do RGE, quando estes estão presentes, consistindo no uso de um IBP, embora estes nem sempre se correlacionem com uma supressão do refluxo ácido para o esófago. Um tratamento mais agressivo consiste na associação de IBP com antagonistas dos receptores-H2 de forma a provocar uma quase-completa acloridria, embora esta associação se mantenha controversa.[11]

Existem ainda procedimentos cirúrgicos anti-refluxo, cujo papel benéfico ainda não é muito claro. Estão disponíveis várias técnicas como: ablação endoscópica, lasers, electrocoagulação multipolar,etc., que levam à destruição do epitélio metaplásico. Também a associação destas técnicas com terapia de supressão ácida pode levar à transformação deste epitélio metaplásico em epitélio escamoso. Contudo, esta reversão pode ser muitas vezes incompleta, deixando ilhas de EB na área tratada, e nestes casos o risco de

adenocarcinoma é incerto. Todas estas terapias ainda são experimentais necessitando de mais estudos de longo prazo para provar a sua eficácia.[33]

As terapias farmacológicas não têm igualmente mostrado sucesso na regressão real do EB.[33]

Discussão

A H.pylori tem sido objecto de vários estudos, fundamentalmente, ao nível de algumas doenças gastrointestinais.

Dos inúmeros estudos nesta área, ainda não se conhece exactamente, qual o seu papel no Esófago de Barrett.

Actualmente sabe-se que o principal factor que predispõe ao desenvolvimento do EB é o Refluxo Gastroesofágico crónico, que ao provocar lesões ao nível do epitélio esofágico induz o aparecimento de uma metaplasia intestinal.

Apesar da infecção por H.pylori ser bastante comum, tem vindo a decrescer nos países desenvolvidos, provavalemente associado a melhores factores socio-económicos, condições de higiene e acesso a tratamento médico.

O EB, sendo uma entidade que pode ou não estar associada a sintomas, torna-se mais difícil de diagnosticar, uma vez que, os doentes assintomáticos desconhecem quase sempre o diagnóstico de EB.

A H.pylori, tendo uma afinidade especial por epitélio do tipo-gástrico, coloca-nos a questão se o EB poderá ou não ser um alvo desta bactéria.

(7)

7

A maioria dos estudos recentes mostrou não existir uma associação positiva entre a H.pylori e o EB, apesar de ainda serem em número reduzido e os grupos de controlo muito heterogéneos, torna-se difícil uma comparação fiável destes grupos.

Apesar de alguns estudos evidenciarem uma relação entre a infecção por H.pylori e o RGE, os mesmos estudos não mostraram uma relação com o EB.

Ao nível da erradicação da H.pylori pensa-se que esta poderá de alguma forma modificar a secreção ácida gástrica e, por conseguinte, agravar o RGE, principal factor etiológico do EB. Contudo, os estudos existentes são controversos, uma vez que, ainda não se conhecem bem os mecanismos pelos quais existe este tipo de alteração e se estes de facto têm um papel crucial no agravamento do EB.

Relativamente ao uso prolongado de IBP, não está ainda completamente esclarecido pelos estudos existentes, se este tipo de fármacos acarretam um maior risco de complicações (por poderem agravar uma gastrite atrófica) em doentes

H.pylori-positivos. No entanto, não existe

comprovação científica que o seu uso prolongado comporte riscos clinicamente significativos.

Actualmente existe também a hipótese, que diferentes estirpes de

H.pylori possam estar associadas a um

maior agravamento de patologias gastrointestinais, como o RGE e consequentemente o EB.

Não existem ainda dados suficientes nesta área, embora os existentes apontem que as estirpes cagA+

possam ter um papel protector contra o desenvolvimento de EB e suas displasias associadas.

De salientar que a pesquisa da

H.pylori deve ser considerada caso o

doente deseje e após o diagnóstico aconselhar a sua erradicação.

Relativamente ao EB, sabe-se que o seu diagnóstico não é, muitas vezes, fácil pelas razões já referidas anteriormente. A American College of Gastroenterology sugere a utilização de Endoscopia Digestiva Alta em doentes com sintomas de longa data, embora não seja conclusiva a relação custo-benefício nestes doentes.

Apesar da existência de um número considerável de tratamentos, médicos e cirúrgicos, ainda não há garantias de sucesso em produzir uma regressão real do EB, na medida em que muitos destes tratamentos ainda se encontram em fase experimental.

Concluindo, o papel da H.pylori no EB é ainda incerto, sendo uma área que necessita de uma maior investigação.

Agradecimentos: Gostaria de agradecer ao

Professor Doutor Jorge Areias pela sua constante disponibilidade e orientação na elaboração deste trabalho.

Bibliografia

1. Kasper L. [et al.],Harrison’s Principles of Internal Medicine,McGraw Hill; 2007. 1558-1861 2. A.T.R. Axon. Personal view: to treat or not

(8)

gastro-8

oseophageal reflux disease - an alternative

hypothesis. Aliment Pharmacol Ther 2004; 19: 253-261

3. Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia. Normas de Orientação Clínica Helicobacter pylori 2008, vol.15, pp. 192-194

4. Bartnik W. Clinical aspects of Helicobacter pylori infection. Polskie Archiwum Medycyny Wewnetrzej 2008; 118(7-8)

5. Wood RK, Yang YX. Barrett’s Esophagus in 2008: an Update.Keio J Med 2008; 53(3): 132-138

6. Dietz. J, Chaves e Silva S, Meurer L, Sekine S, Souza A, Meine G. Segment Barrett’s

esophagus and Distal Gastric Intestinal

Metaplasia.Arq Gastroenterol 2006; v.43, no.2; 117-120

7. Miroslaw J et al. Dietary and socio-economic factors in relation to Helicobacter pylori re-infection. World J Gastroenterol 2009; 15(9): 1119-1125

8. Sharma P, Vakil N. Review article: Helicobacter pylori and reflux disease. Aliment Pharmacol Ther 2003; 17: 297-305

9. Baytrakçi B et al., Low prevalence of erosive esophagitis and Barrett esophagus in a tertiary referral center in Turkey. 2008 Turk J Gastroenterol; 19(3): 145-151

10. Ronkainen J, Aro P, Storsktrubb T, Johansson S, Lind T, Bolling-Sternevald, et al. Prevalence of barrett’s esophagus in general

population: An endoscopic study.

Gastroenterology 2005; 129:1825-1831

11. Shalauta MD, Saad R. Barrett’s Esophagus. Am Fam Physician 2004; 69: 2113-8,2120 12. Riddell RH. The genesis of Barrett esophagus: has a histologic transition from gatroesophageal reflux disease – damaged epithelium to columnar metaplasia ever been seen in humans? Arch Pathol Lab Med. 2005; 129: 164-9

13. Li W, Zhang ST, Yu ZL. Clinical and

endoscopic features of Chinese reflux

esophagitis patients. World J Gastroenterol 2008; 14(12): 1866-1871

14. Sharma P, Gatro-oesophageal reflux disease: symptoms,erosions, and Barrett’s - What is the interplay?. Gut 2005; 54:739-740 15. Cammarota G, Gasbarrini GB. Helicobacter pylori and gastroesophageal reflux disease: information underlying pathology is not given. BMJ,14:402

16. Thor PT, Blaut U. Helicobacter pylori infection in pathogenesis of gastroesophageal reflux disease. J Physiology and Pharmacology 2006; 57 (S3):81-90

17. Masjedizadeh R. et al., H.pylori infection and reflux oesophagitis: a case-control study.World Gastroenterol,2006; 12(35): 5658-5662

18. Zhang J, Gong J, Zuo AL, Guo XD. Relationship of gastric Helicobacter pylori infection to Barrett’s esophagus and gastro-esophageal reflux disease in Chinese. World J Gastroenterol 2004; 10 (5): 672-675

19. Corley A. et al. Helicobacter pylori infection and the risk of Barrett´s Oesophagus: A Community-Based Study. Gut 2008; 57(6): 727-733

20. Ye W, Held M, Lagergren J, et al. Helicobacter pylori infection and gastric atrophy: risk of adenocarcinoma and squamous-cell

carcinoma of the esophagus and

adenocarcinoma of the gastric cardia. J Natl Cancer Inst 2004; 96 (5): 388-96

21. Oksanen A, Sipponen P, Karttunen R,

Rautelin H. Inflamations and intestinal

metaplasia at the squamocolumnar junction in young patients with or without Helicobacter pylori infection. Gut 2003; 52: 194-198

22. Michele G. et al. Helicobacter pylori and gastroesophageal reflux disease. World Jornal of Surgical Oncology 2008; 6:74

23. R.J.L.F. Loffeld, A.B.M.M. Putten V. Helicobacter pylori and gastro-oesophageal reflux disease: a cross-sectional epidemiological study. 2004 The Netherlands Journal of Medicine

(9)

9

24. Amieva MR, El-Omar EM. Host-bacterial

interactions in Helicobacter pylori

infection.Gastroenterology 2008;134:306-323

25. Megraud F. H.pylory antibiotic resistence: prevalence, importance, and advances in testing. Gut 2004; 53:1374-1384

26. Hongo M. Review article: Barrett’s

oesophagus and carcinoma in japan. Alimentary Pharmacology & Therapeutics 2004; 20 Suppl 6:50-54

27 . Malfertheiner P et al. Prognostic influence of Barrett’s oesophagus and Helicobacter pylori

infection on healing of erosive

gastro-oesophageal reflux disease (GORD) and symptom resolution in non-erosive GORD: report from the ProGORD study. Gut 2005; 54: 746-751

28. Jonaitis L, Kiudelis G, Kupeinskas L. Gastroesophageal disease after Helicobacter pylori eradications in gastric ulcer patients: one-year follow-up study. Medicina (Kaunas) 2008; 44(3): 211-215

29. Richter JE. Effect of Helicobacter pylori

eradication on the treatment of

gastro-oesophageal reflux disease. Gut 2004; 53: 310-311

30. Ye W, Held M, Langergren J, Engestrand L, Blot WJ, McLaughlin JK, et al. Helicobacter Pylori infection and gastric atrophy: Risk of adenocarcinoma and squamous-cell carcinoma of the oesophagus and adenocarcinoma of the gastric cardia.Journal of the National Cancer Institute 2004;96:388-396

31. Sharma P, McQuaid K, Dent J, Fennerty MB, Sampliner R, Spechler S, et al. A Critical review of the diagnosis and management of barrett’s esophagus: The AGA Chicago workshop. Gastroenterology 2004; 127:310-330

32. Rubenstein JH, Inadomi JM, Brill JV, Eisen GM: cost and utility of screening for barrett’s esophagus with esophageal capsule endoscopy versus convencional upper endoscopy. Clin Gastroentrol Hepatol 2007, 65:577-583

33. Shaheen N, Ransohoff DF,

Gastroesophageal Reflux, Barrett’s Esophagus, and Esophageal Cancer: Scientific Review. JAMA 2009; 287 (15): 1972-1981

(10)

10

Anexo I

Quadro I: Regimes Terapêuticos anti-H.pylori segundo as Normas de Orientação Clínica da

SPG

Terapêutica de 1ª linha

IBP 2id+ Claritromicina 500mg 2id+ Amoxicilina 1 g 2id - 7 dias

IBP 2id+ Claritromicina 500mg 2id+ Metronidazol 500mg 2id - 7 dias

Terapêutica de 2ª linha

IBP 2id + Subcitrato/Subsalicilato de bismuto 120 mg 4id + Metronidazol 500mg 3id + Tetraciclina 500mg 4id – 14 dias

IBP + Metronidazol 500mg 2id + Amoxicilina 1g 2id (ou Tetraciclina 500mg 4 id) – 14 dias

(11)

11

Anexo II

Quadro II: Recomendações de Vigilância em doentes com Esófago de Barrett segundo a ACG

1. Doentes com Esófago de Barrett devem ser sujeitos a vigilância por EDA com biópsia.

2. O RGE deve ser tratado antes da EDA de modo a minimizar a inflamação, que pode dificultar a interpretação.

3. Doentes com 2 endoscopias consecutivas negativas sem displasia, podem ser vigiados endoscopicamente a cada 3 anos.

4. Doentes com displasia necessitam de confirmação diagnóstica por outro especialista.

5. Doentes com baixo grau de displasia devem ter vigilância endoscópica anual.

6. Doentes com alto grau de displasia podem ser vigiados por endoscopia num período mais curto (a cada 3 meses) ou efectuarem algum tipo de intervenção (esofagotomia, por exemplo), dependendo da extensão da displasia.

ACG - American College of Gastroenterology; EDA- Endoscopia Digestiva Alta; RGE- Refluxo Gastroesofágico

(12)

Referências

Documentos relacionados

O aumento da freqüência na contribuição para a Previdência Social pressupõe uma maior formalização do mercado de trabalho e esta, por sua vez, requer

De acordo com o Centro Nacional de Tecnologia Limpa – CNTL (2003), Produção mais Limpa constitui o aproveitamento contínuo de uma estratégia econômica, ambiental e

---, As Humanidades, os Estudos Culturais, o Ensino da Literatura e a Política de Língua Portuguesa , Coimbra, Livraria

A pesquisa objetivou caracterizar o panorama geral da Odontologia brasileira com base na distribuição de cursos de Odontologia (CO) e de Cirurgiões-dentistas (CD) no país, tecendo

Aço muito macio Bronze Macio Ligas de Alumínio Aço Macio Bronze Macio Aço Médio Latão Macio Aço Fundido Aço Duro Latão Médio.. Ferro Fundido Extra Duro

A resposta de Hare para esta acusação é que dar peso igual e igual importância as preferências éticas princípio básico do utilitarismo, também está de acordo com Kant, pois se

Com isto é importante que a educadora organize o seu tempo de modo a que a criança viva momentos regulares, pois “as crianças começam a orientar-se com relação a

Dentre as principais conclusões tiradas deste trabalho, destacam-se: a seqüência de mobilidade obtida para os metais pesados estudados: Mn2+>Zn2+>Cd2+>Cu2+>Pb2+>Cr3+; apesar dos