• Nenhum resultado encontrado

Ações gerenciais e aprovação cidadã: a gestão pública e sua influência no processo eleitoral na cidade de Serra Talhada – Município do Estado de Pernambuco

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Ações gerenciais e aprovação cidadã: a gestão pública e sua influência no processo eleitoral na cidade de Serra Talhada – Município do Estado de Pernambuco"

Copied!
108
0
0

Texto

(1)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADA MESTRADO PROFISSIONAL EM GESTÃO PÚBLICA

PARA O DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE

MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA

AÇÕES GERENCIAIS E APROVAÇÃO CIDADÃ: A Gestão Pública e

sua Influência no Processo Eleitoral na Cidade de Serra Talhada -

Município do Estado de Pernambuco

Recife 2013

(2)

MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA

AÇÕES GERENCIAIS E APROVAÇÃO CIDADÃ: A Gestão Pública e

sua Influência no Processo Eleitoral na Cidade de Serra Talhada -

Município do Estado de Pernambuco

Dissertação apresentada ao Programa do Mestrado Profissional em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste da Universidade Federal de Pernambuco para obtenção do grau de Mestre.

Orientador: Prof. Dr. José Raimundo de Oliveira Vergolino.

Co-orientador: Profª. Dra. Sylvana Maria Brandão de Aguiar.

Recife 2013

(3)

Catalogação na Fonte

Bibliotecária Ângela de Fátima Correia Simões, CRB4-773

O48a Oliveira, Maria do Perpétuo Socorro Godoy Inácio de

Ações gerenciais e aprovação cidadã: a gestão pública e sua influência no processo eleitoral na cidade de Serra Talhada – Município do Estado de Pernambuco / Maria do Perpétuo Socorro Godoy Inácio de Oliveira, 2013. 108 folhas : il. 30 cm.

Orientador: Prof. Dr. José Raimundo de Oliveira Vergolino e co-orientador Profª. Dra. Sylvana Maria Brandão de Aguiar.

Dissertação (Mestrado em Gestão Pública) – Universidade Federal de Pernambuco. CCSA, 2013.

Inclui referências, apêndices e anexos.

1. Administração municipal – Serra Talhada (PE) – Participação do cidadão. 2. Ação administrativa. 3. Ações do governo. I. Vergolino, José Raimundo de Oliveira (Orientador). II. Aguiar, Sylvana Maria Brandão de (Co-orientador) III. Título.

651 CDD (22.ed.)

(4)

MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA

AÇÕES GERENCIAIS E APROVAÇÃO CIDADÃ: A Gestão Pública e sua Influência no Processo Eleitoral na Cidade de Serra Talhada - Município do

Estado de Pernambuco

Dissertação apresentada ao Programa do Mestrado de Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste da Universidade Federal de Pernambuco como

requisito de obtenção do grau de Mestre.

Aprovada em: 26 de agosto de 2013.

________________________________________________________________ Prof. Dr. José Raimundo de Oliveira Vergolino (Presidente)

________________________________________________________________ Profª. Dra. Sylvana Maria Brandão de Aguiar (Examinador Interno)

_______________________________________________________________ Profª. Mônica Gueiros (Suplente Interno)

_______________________________________________________________ Prof. Dr. Newton Darwin de Andrade Cabral (Examinador Externo)

____________________________________________________________ Prof. Carlos Miranda (Suplente Externo)

Recife 2013

(5)

AGRADECIMENTOS

A Deus pelas oportunidades e pela vida.

A minha mãe Francisca Godoy (in memoriam), pelo exemplo.

Aos meus filhos, Renato, Hilary, Hyan e Hamon, que sempre me mostram a direção.

Às mães que me adotaram ao longo da caminhada: Mercedes Neiva Novaes (in memoriam), Maria Vanete Almeida (in memoriam), Célia Maria de Araújo Andrada de Oliveira, Maria Oliveira Parente (in memoriam), Maria Iracicleide da Silva, Socorro Godoy Duque.

Aos meus irmãos Fred, Léo, Sergio, Mita e Napoleão Roberto Godoy (in

memoriam), por ter me ensinado o valor da luta e a alegria da conquista.

Aos Tios e pais, por extensão do amor e carinho: Abel Nogueira Peixoto (in

memoriam), Antonio Andrada Policarpo, João Duque de Souza.

Aos Professores, Dr. José Raimundo de Oliveira Vergolino, pela paixão e conhecimento do território nacional brasileiro, Dra. Sylvana Maria Brandão de Aguiar pela competência e dedicação em prol da pesquisa e do conhecimento.

A Liliany Ducret, parceira de pesquisa, pela simplicidade e cumplicidade na hora da edição de todos os meus trabalhos.

(6)

RESUMO

O presente estudo Ações Gerenciais e Aprovação Cidadã, analisa na administração pública municipal as ações gerenciais que promoveram o desenvolvimento do município de Serra Talhada, Estado de Pernambuco, no período de 1960 a 2013, priorizando as últimas gestões, no qual se identificou um grande índice de aprovação do cidadão e mudanças no comportamento do eleitor. Revela ainda a influência de uma gestão eficiente na escolha do candidato, no processo eleitoral. Demonstra a compreensão do cidadão em relação as prioridades da gestão e do desenvolvimento municipal. A pesquisa promove reflexão e amplia a visão do gestor em relação ao funcionamento da administração municipal tornando-se um facilitador e motivador de um novo direcionamento nas ações administrativas, para efetividade das políticas implementadas, fortalecendo as bases sociais e o desenvolvimento municipal. Utilizamos para consolidar essa visão a pesquisa bibliográfica na biblioteca pública municipal, Casa da Cultura, Câmara Municipal de Serra Talhada, Tribunal Regional Eleitoral, onde foram analisadas as proposições aprovadas e sancionadas pelos prefeitos, rede internacional (Internet), pesquisa de campo com uma abordagem qualitativa e um questionário aplicado com um universo de 500 (quinhentas) pessoas entrevistadas. Esta responde e confirma a influência da gestão no processo eleitoral, mudança de postura dos últimos gestores eleitos, compreensão da gestão e observância dos importantes atores da história política do município, pelo cidadão.

Palavras-chave: Administração municipal. Ações administrativas. Ações gerenciais.

Gestão. Aprovação cidadã.

(7)

ABSTRACT

This study Shares Management and Approval Citizen examines in municipal government management actions that promoted the development of the municipality of Serra Hewn, State of Pernambuco, in the period 1960-2013, prioritizing recent administrations, which identified a large index approval of citizens, changes in voter behavior. It also reveals the influence of efficient management in selecting the candidate in the electoral process. Demonstrates understanding of the citizen in relation to the priorities of the administration and municipal development. The research promotes reflection and broadens the vision of the manager in relation to the functioning of the municipal administration becoming a facilitator and motivator of a new direction in administrative actions for effectiveness of implemented policies, strengthening the social foundations and municipal development. We use this vision to consolidate the literature on municipal public library, House of Culture, City of Sierra Hewn, Regional Electoral Court, which analyzed the proposals approved and sanctioned by the mayors, international network (Internet), field research with an approach qualitative and a questionnaire administered to a population of five hundred (500) people interviewed. This responds and confirms the influence of management in the electoral process, change in posture of the last elected managers, understanding of management and observance of important actors in the political history of the county, by the citizen.

Keywords: Municipal Administration. Administrative actions. Management actions.

(8)

LISTA DE ABREVIATURAS

AESET Autarquia Educacional de Serra Talhada ARENA Aliança Renovadora Nacional

CECOR Centro de Educação Comunitária Rural

CIATA Convênio de Incentivo ao Aperfeiçoamento Técnico Administrativo das Municipalidades

COHAB Companhia de Habitação COAPEC Concessão de Ajuda Financeira

FAEXPE Faculdades Extensivas em Pernambuco

FAFOPST Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada FIS Faculdade Integrada no Sertão

FMS Fundo Municipal de Saúde

FPM Fundo de Participação dos Municípios FUNSESP Fundação Serviço de Saúde Pública

IAPI Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários IPPS Instituto de Previdência Própria de Serra Talhada IPTU Imposto Predial e Territorial Urbano

ITBI Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis ITEP Instituto de Tecnologia de Pernambuco LOAS Lei Orgânica de Assistência Social ONG’s Organizações Não-Governamentais ONU Organização das Nações Unidas PAC Programa de Atenção à Criança PMST Prefeitura Municipal de Serra Talhada PR Partido da República

PSD Partido Social Democrata

SAMU Serviço de Atendimento Móvel de Urgência SENAC Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial SESC Serviço Social do Comércio

SESI Serviço Social da Indústria TRE Tribunal Regional Eleitoral

UAST Unidade Acadêmica de Serra Talhada UFPE Universidade Federal de Pernambuco UPE Universidade de Pernambuco

(9)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Igreja matriz de Serra Talhada - entrada central da cidade 17 Figura 2. Prefeitos eleitos em Serra Talhada PE 18 Figura 3. Prefeitura Municipal de Serra Talhada 22 Figura 4. Câmara Municipal de Serra Talhada 27 Figura 5. Igreja matriz de Serra Talhada 48 Figura 6. Posição residente em Serra Talhada - censo 2010 62

(10)

LISTA DE QUADROS

Quadro 1. Relação dos nomes dos Prefeitos de Serra Talhada PE 19 Quadro 2. Lista de Prefeitos de 1961 a 1992 23 Quadro 3. Datas das eleições municipais, eleitorado, nº votos, votantes e pleitos 25 Quadro 4. Relação de Prefeitos de 1961/1972 29 Quadro 5. Relação de Prefeitos de 1973/1988 30 Quadro 6. Relação de Prefeitos de 1989/2000 33 Quadro 7. Relação de Prefeitos de 2001/2004 34 Quadro 8. Relação de Prefeitos de 2005 a 2013 50 Quadro 9. Evolução do eleitorado 2010 a 2012 63

(11)

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1. Serra Talhada. Distribuição da população segundo o gênero 66 Gráfico 2. Serra Talhada. Distribuição da população segundo a faixa etária 67 Gráfico 3. Serra Talhada. Distribuição da população segundo a escolaridade 68 Gráfico 4. Serra Talhada. Distribuição da população segundo a faixa salarial 69 Gráfico 5. Serra Talhada. Distribuição da população segundo a profissão 70 Gráfico 6. Serra Talhada. Visão da população quanto à função da Gestão

Pública Municipal 71

Gráfico 7. Serra Talhada. Visão da população quanto ao que é importante na

Gestão Pública Municipal 72

Gráfico 8. Serra Talhada. Visão da população quanto aos fatores que demonstram a eficiência do trabalho do gestor público municipal 73 Gráfico 9. Serra Talhada. Visão da população quanto às áreas priorizadas na

Gestão Pública Municipal 74

Gráfico 10. Serra Talhada. Visão da população quanto às características da boa

Gestão Pública Municipal 75

Gráfico 11. Serra Talhada. Visão da população quanto ao monitoramento dos

indicadores municipais 76

Gráfico 12. Serra Talhada. Visão da população quanto às ações gerenciais que promovem o desenvolvimento do Município facilita a reeleição do

gestor municipal 77

Gráfico 13. Serra Talhada. Visão da população quanto aos benefícios esperados pelo cidadão na gestão pública municipal 78 Gráfico 14. Serra Talhada. Visão da população quanto à necessidade de

reinventar ações para redução de gastos na gestão municipal 79 Gráfico 15. Serra Talhada. Opinião da população quanto ao esperado da Gestão

Pública Municipal 80

Gráfico 16. Serra Talhada. Visão da população quanto à importância do

fortalecimento das bases sociais 81

Gráfico 17. Serra Talhada. Visão da população quanto ao que influencia o eleitor na hora de escolher o gestor municipal 82

(12)

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 12

CAPÍTULO I A REALIDADE HISTÓRICA, SOCIAL, ADMINISTRATIVA DO

MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA (BREVE RELATO) 17

CAPÍTULO II AS PROPOSIÇÕES APROVADAS NA CÂMARA E SANCIONADAS PELO GESTOR MUNICIPAL E O DESENVOLVIMENTO DA

CONSCIÊNCIA CIDADÃ 27

2.1 PROPOSIÇÕES APROVADAS DE 1973 A 1988 29 2.2 PROPOSIÇÕES APROVADAS DE 1989 A 2000 31

2.3 PROPOSIÇÕES APROVADAS DE 2001/2013 33

CAPÍTULO III DO ESTADO PATRIMONIAL AO ESTADO GERENCIAL:

O COMPROMISSO POLÍTICO DA GESTÃO PÚBLICA 36

3.1 A CONSCIÊNCIA CIDADÃ E AS LIMITAÇÕES DA GESTÃO EM FACE DA LEI 39 3.2 A LEI COMPLEMENTAR Nº 101 DE 04/05/2000 E A OBRIGATORIEDADE

DA TRANSPARÊNCIA 39

CAPÍTULO IV A INTERPRETAÇÃO DO CARGO PÚBLICO E A

NECESSIDADE DE REINVENTAR AÇÕES 42

CAPÍTULO V AS PROPOSIÇÕES APROVADAS ENTRE 2005 E 2013,

SANCIONADAS PELO GESTOR MUNICIPAL 48

5.1 CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO PLANO PLURIANUAL (PPA), PARA O QUADRIÊNIO 2006/2009 (LEI COMPLEMENTAR Nº 15 DE 01/08/2005) 50

5.1.1 Secretaria de Obras e Urbanismo 52

5.1.2 Secretaria de Saúde 53

5.1.3 Secretaria de Planejamento 54

5.1.4 Secretaria de Indústria e Comércio 54

5.1.5 Secretaria de Finanças 55

5.1.6 Autarquia Educacional de Serra Talhada - AESET 55 5.1.7 Secretaria de Desporto, Turismo e Esportes 55

5.1.8 Secretaria de Educação e Cultura 55

5.1.9 Secretaria de Administração 56

5.1.10 Secretaria de Ação Social 56

5.1.11 Instituto de Previdência Própria de Serra Talhada - IPPS 57

5.1.12 Poder Legislativo 58

5.2 CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO PLANO PLURIANUAL (PPA) PARA

O QUADRIÊNIO 2011/2013 58

5.3 REVISÃO DO PLANO PLURIANUAL (P20) PARA O EXERCÍCIO DE

2012/2013 59

CAPÍTULO VI A GESTÃO POLÍTICA ATUAL DE SERRA TALHADA E AS

(13)

CAPÍTULO VII PESQUISA 64

7.1 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 64

7.2 LINHA TEMÁTICA 64

7.3 OBJETIVO 64

7.4 METODOLOGIA 64

7.5 ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS 65

CONSIDERAÇÕES FINAIS 83

REFERÊNCIAS 86

APÊNDICES 90

(14)

INTRODUÇÃO

A história da humanidade é repleta de principados e repúblicas que fomentaram o desenvolvimento das nações, mas Gilddens (2009, p. 278-279), afirma que “os seres humanos fazem sua história no conhecimento dessa história”, isto é, como seres reflexivos que cognitivamente se apropriam do tempo em vez de meramente o “viver”.

Partindo desse princípio, galgamos os passos da evolução no momento histórico e formalizamos a estrutura desse momento para alicerçarmos a construção de uma história posterior, o futuro.

Na atualidade, o crescimento populacional e a modernização dos meios de comunicação ampliaram as necessidades tecnológicas dos homens que têm por motivação as oportunidades de profissionalização e a melhoria de qualidade de vida. A conquista desses grandes benefícios que acompanharam o progresso evolutivo da humanidade trouxe a solidão do homem moderno e os desgastes emocionais que têm perpetuado na humanidade dores irreparáveis, sejam elas físicas, espirituais ou morais.

Tem-se consciência de que os principados abusavam do poder a eles impetrados, o que não é muito diferente da atualidade, cooperando com a herança e a potencialização do descrédito que a humanidade carrega, no entanto, o poder contemporâneo se agigantou em consequência da evolução industrial trazendo efeitos desastrosos aos ajustes materiais e emocionais de sobrevivência que têm contribuído para dificultar a gestão de muitos governantes.

Segundo Sen (2010), os fins e os meios do desenvolvimento requerem análise e exame minuciosos para uma compreensão mais plena do processo de desenvolvimento.

Acompanhados da globalização veio a informação que, por sua precisão, permitiu a ampliação de uma nova concepção de vida, de gestão, conduzindo os velhos hábitos para uma nova modalidade de aferição.

Surge então o desgaste da máquina estatal, que não condiz com a nova realidade globalizada, afeta o cidadão gradativamente estimulando o descrédito e a inoperância do sistema burocrático. O advento da globalização vem demonstrar a

(15)

ineficiência e estagnação desse sistema através da decadência na qualidade do atendimento aos serviços prestados e na dificuldade da manutenção de políticas públicas eficientes que atendessem a demanda do Estado.

Os gestores contemporâneos são atormentados pelos planos de ações que podem favorecer o escrutínio de sua gestão para perpetuação da sua profissionalização política. Antes o Príncipe precisava de força (exército) para se manter no poder, hoje o gestor necessita de projetos que respondam às necessidades do povo, que promovam mudanças, diminuam as diferenças e a injustiça social. A era do descumprimento das promessas políticas passou e a proporcionalidade dessa modificação no cenário político vem conduzindo o eleitor a severas exigências no que tange às oportunidades de efetivação do político na área de poder. Para Bobbio (2007), poder designa a capacidade ou a possibilidade de agir e produzir efeitos.

Com a intenção de agraciar as considerações populares, o político descobre a máquina pública, com impedimentos, inoperâncias e limitações e se cerca de responsabilidades que o desviam do foco social, esquecendo-se de “animar e se apoiar no povo” (MAQUIAVEL, 2010, p. 38), ou seja, de partilhar, ouvir e propor.

Com o advento do sistema gerencial que acompanha a velocidade das mudanças, pressão fiscal e globalização, os gestores buscaram alternativas para reaproveitar as instituições e implementá-las para atender as demandas dos estados e municípios, pois a inoperância das gestões burocráticas reduziu a importância de diversos órgãos públicos e de futuros gestores, produzindo o descrédito que desabilitou o voto como mensurador qualitativo e habilitou o continuísmo ineficaz, produzindo políticos conservadores, centralizadores.

É com o objetivo de identificar a gestão pública municipal e as condições do ambiente organizacional como referencial para o desenvolvimento de um órgão público, Estado ou Nação, na promoção do equilíbrio entre forças e tentativa de mensurar o fortalecimento de bases sociais, na construção de uma sociedade mais justa, que se busca refletir a importância do compromisso político na operacionalização das gestões, a aprovação do cidadão e o reflexo desta no processo eleitoral.

(16)

No momento atual é importante consolidar a relação do gestor político com as diversas camadas sociais, ampliando e mantendo em atividade o canal aberto da comunicação, garantindo a participação popular e o interesse do cidadão pela coisa pública.

É nesse período que se vislumbram os resultados positivos do investimento na área educacional, pela necessidade de uma participação mais crítica e ativa, na coerente condução de uma gestão mais pertinente com a sociedade globalizada.

Na verdade, sem a transparência que o próprio desempenho da atividade política impõe, fica difícil convencer o cidadão da situação que motivou ou não todo um processo de inoperância. Com certeza a eficiência do processo de conscientização e participação ainda depende da qualidade da escola pública e do acesso mais eficaz da população à educação, pois uma população instruída, ou seja, educada, tende a uma participação mais ativa e eficiente.

No entanto, mesmo no reconhecimento da necessidade de avanços nessa área e contando com a falta de instrução de grandes massas populacionais, é consciencioso observar que a noção da deficiência em uma gestão, quando não é conhecida na reflexão, é sentida diante da situação, na necessidade, pois o vínculo do órgão público é bem maior e mais sentido nas áreas de maior carência, onde o conforto assistencial depende dos serviços essenciais (luz, água, esgoto, escola, saúde e segurança).

A democracia tem se universalizado e em decorrência dessa realidade as entidades comprometidas com ações humanitárias vem forçando os ditadores, republicanos, democratas e socialistas a reverem suas posições e a humanizar suas gestões, uma vez que a globalização vem integrando as nações na observação do cumprimento dos Direitos Humanos, conspirando junto ao Conselho de Segurança da ONU e diversas ONGS humanitárias, para o aprimoramento dos valores, do respeito às organizações, gestões e nações.

Assim, valorar as questões essenciais no que tange às políticas públicas, a prestação dos serviços de utilidade pública é de suma importância à manutenção e sobrevivência da harmonia social, como termômetro indispensável na confirmação do gestor no cargo público e garantia no cenário político.

(17)

A pesquisa visa demonstrar a evolução da compreensão do cidadão e as motivações que o levaram ao apoio ou ao descrédito da gestão municipal. Por isso vem promover uma reflexão e ampliar a visão do gestor em relação ao funcionamento da máquina municipal, tornando-se um facilitador e motivador de um novo direcionamento das ações administrativas, para a efetividade das políticas implementadas, fortalecendo as bases sociais e o desenvolvimento municipal.

Utilizamos para consolidar essa visão a pesquisa bibliográfica na biblioteca pública municipal, na Casa da Cultura, nos anais da Câmara Municipal de Serra Talhada e TRE, pesquisa de campo com uma abordagem qualitativa, aplicação de um questionário que responderá as questões de compreensão da gestão pelo cidadão na observância dos importantes atores da história política do município. Como complementação utilizaremos livros e artigos, acervo pessoal e, adicionalmente na rede internacional (Internet) como suporte para a comprovação do tema apresentado. Tais informações serão sistematizadas em um referencial teórico. Feita a fundamentação, apresentar-se-á a conclusão, fruto da leitura analítica, mensuração da pesquisa de campo e do material bibliográfico.

No primeiro capítulo demonstramos a realidade social, perceptiva e administrativa do município de Serra Talhada (breve relato).

No segundo capítulo apresentamos as principais proposições aprovadas na Câmara Municipal e o desenvolvimento da consciência cidadã.

Já no terceiro capítulo refletimos sobre a importância do compromisso político no exercício da gestão pública municipal.

O quarto capítulo se volta para a interpretação do cargo público e a necessidade de reinventar ações.

No quinto capítulo, analisamos a evolução e o dinamismo das proposições aprovadas na Câmara Municipal de Serra talhada entre 2005 e 2013, sancionadas pelo Gestor Municipal.

Encontramos no sexto capítulo as considerações da gestão atual e as expectativas da população.

(18)

No sétimo capítulo expomos os dados da pesquisa de campo, cujo universo foi de 500 (quinhentas) pessoas que responderam as questões formuladas e a mensuração dos dados.

Por último, finalizamos com as considerações finais que buscou analisar as mudanças ocorridas e sua influência no processo eleitoral em Serra Talhada.

(19)

CAPÍTULO I A REALIDADE HISTÓRICA, SOCIAL, ADMINISTRATIVA DO MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA (BREVE RELATO)

Para observar os fatores históricos que promoveram o desenvolvimento do município de Serra Talhada foi imprescindível o pensamento de Santos (2009, p. 15):

Nenhuma instituição nasce pronta ou imutável. Todas elas são fruto de movimentos da sociedade e das suas elites políticas, que vão conformando arranjos diferenciados, ao longo do tempo, em virtude de mudanças políticas, econômicas e culturais. Assim, a análise de sua evolução histórica desvenda também o conjunto de forças políticas e sociais que está na sua estrutura.

Figura 1. Igreja matriz de Serra Talhada - entrada central da cidade. Fonte: (CASA DA CULTURA, 2012).

Dessa forma é possível entender, segundo Buarque (2008, p. 32) que “o desenvolvimento municipal e as conquistas dos direitos sociais é, portanto, um caso particular de desenvolvimento local com uma amplitude espacial delimitada pelo corte político-administrativo do município”.

Surgindo como fazenda de criação, em meados de 1700, de propriedade do português Agostinho Nunes de Magalhães, a povoação de Serra Talhada, onde ficou a sede de Vila Bela, foi criada pela Lei Provincial de nº 52, datada de 18 de

(20)

abril de 1838 e sancionada pelo presidente da Província de Pernambuco, Francisco Rego de Barros que instituiu, nessa mesma lei, a transferência da sede do município de Flores para a Vila Bela (Serra Talhada).

Só com a publicação do Decreto-Lei Estadual de nº 235 de 09 de dezembro de 1938 a comarca ou distrito de Vila Bela passou à denominação de Serra Talhada. O nome de serra talhada foi inicialmente denominado devido a uma montanha de formação granítica e a prumo, à margem direita do Rio Pajeú.

O Sertão, segundo Vergolino (2007-2010), era um mundo insondável para os primeiros colonos que se estabeleceram no território da América Portuguesa. Desbravar as “terras de dentro” (sertões) não era tarefa fácil, pois, além das distâncias e da falta de água, promoveu a construção de estradas margeando os rios que se fixavam às fazendas de gado. Essas fazendas faziam parte da cultura econômica nordestina, dispostas nas mãos dos primeiros colonizadores e depois dos coronéis, patente que surgiu em 1831, com a criação da guarda nacional, em substituição das milícias.

Figura 2. Prefeitos eleitos em Serra Talhada PE. Fonte: (CASA DA CULTURA, 2012).

(21)

O quadro 1 abaixo, demonstra a relação dos prefeitos eleitos e seus períodos na vida política:

PREFEITOS PERÍODO

Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú) 1892 - 1895 Manoel P. da Silva Jacobina 1895 - 1898 Antonio Andrelino da Silva 1898 - 1901

Francisco Vieira Lima 1901 - 1904

José Pereira da Silva Sá 1904 - 1907 Monsenhor Afonso Pequeno 1907 - 1908 José Alves da Silveira Lima 1908 - 1910

Adolfo Corte 1910

Manoel Emiliano de M. Barros 1912

Andrelino Barbosa Nogueira 1912 - 1913

Manoel Emiliano de M. Barros 1913

Adolfo Corte 1913 - 1916

Mário Alves Pereira de Lyra 1916 - 1920 Francisco A. da Fonseca Barros 1920 - 1925

João Alves de Barros 1925 - 1928

Francisco Alves de Carvalho Barros 1928 - 1930

Antonio Romão de Farias 1930

Metódio de Godoy Lima 1930

Manoel Joaquim Policarpo 1930 - 1936

Antonio Romão de Farias 1936 - 1939

José Aureliano Acioli 1939 - 1940

José Bené de Carvalho 1940 - 1944

Waldemar Soares de Menezes 1944 - 1945

Anibal Wanderley Cavalcanti 1945

Cel. José de Alencar C. Pires 1945 Luiz Conrado de Lorena e Sá 1945 - 1946

Coronel Cornélio Soares 1946 - 1951

Moacir Godoy Diniz 1951 – 1955

Luíz Conrado de Lorena e Sá 1955 – 1958

Antonio Andrada Policarpo 1959

Hildo Pereira de Meneses 1959 - 1964 Luíz Conrado de Lorena e Sá 1964 - 1969 Nildo Pereira de Meneses 1969 - 1973 Sebastião Andrada Oliveira 1973 - 1977

(22)

Hildo Pereira de Meneses 1977 - 1981 Sebastião Andrada Oliveira 1983 - 1989

José Ferdinando Feitosa 1989 - 1992

Augusto César E. de Carvalho 1993 - 1996 Sebastião Andrada Oliveira 1997 - 2000

Genivaldo Pereira Leite 2001 - 2004

Carlos Evandro Pereira Leite 2005 - 2012 Luciano Duque de Godoy Souza 2013 Quadro 1. Relação dos nomes dos Prefeitos de Serra Talhada PE. Fonte: (CASA DA CULTURA, 2013).

Segundo Leal (1975, p. 19-20), “o fenômeno de imediata observação para quem procure conhecer a vida política do interior do Brasil é o malsinado ‘coronelismo’”. Por isso mesmo, o ‘coronelismo’ é, sobretudo, um compromisso, uma troca de proveitos entre o poder público, progressivamente fortalecido, e a decadente influência social dos chefes locais, notadamente dos senhores de terras. Não é possível, pois, compreender o fenômeno sem referência à nossa estrutura agrária que fornece a base de sustentação das manifestações de poder privado ainda tão visível no interior do Brasil.

Essa observação é imprescindível para compreender a realidade do município de Serra, cujo destino político se encontrava nas mãos do Coronel Cornélio Soares, que comandava com influência e amparo do Estado.

Partindo desse pressuposto, não se pode esquecer que o sertão do Pajeú é tido também como o berço do cangaço nordestino, principalmente a cidade de Vila Bela, atual Serra Talhada, que contribuiu para os quadros do cangaço com nomes famosos como Virgulino Ferreira (vulgo Lampião), Sebastião Pereira (vulgo Sinhô Pereira), Luís Padre e Antonio Padre. Essa cidade era controlada pelo coronel Cornélio Soares (SILVA JÚNIOR, 2008).

É importante também não só relacionar Serra Talhada ao coronelismo, cangaço, mas também à liderança política de Agamenon Sergio de Godoy Magalhães, que nasceu em 1893, filho de Sérgio Nunes de Magalhães e Antônia de Godoy Magalhães. Foi promotor público da comarca de São Lourenço da Mata em 1918.

(23)

Convidado por Getúlio Vargas em 1934, assume a pasta do Trabalho, Indústria e Comércio. Ainda em 1918 tornou-se deputado estadual, em 1923 elegeu-se deputado federal. Logo após a promulgação da Constituição em julho de 1934 foi nomeado Ministro do Trabalho, Indústria e Comercio criando o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários - IAPI.

No ano de 1937, acumulou, além do Ministério de Trabalho, o Ministério da Justiça e Negócios Interiores, deixando o cargo para se tornar Interventor Federal de Pernambuco. Em 1945 foi convidado por Getúlio Vargas para assumir o Ministério da Justiça, quando elabora uma legislação eleitoral e partidária, cujo Código Eleitoral chamado de “Lei Agamenon” que abre caminho para a constituição do Tribunal Superior Eleitoral, promulga também o Decreto nº 7.666, antitruste apelidada de “Lei Malaia” que tinha por objetivo coibir os abusos do poder econômico. Em 1950 lança sua candidatura ao Governo de Pernambuco, sendo vitorioso, falecendo antes de concluir o mandato em 1952.

O Coronel Cornélio Soares representou o Partido Social Democrático - PSD, que tinha como presidente, em Pernambuco, Agamenon Sergio de Godoy Magalhães, aliado e conterrâneo. Filho de Tibúrcio Valeriano Gomes de Lima e de Lucinda Soares de Lima, irmã do Coronel Veremundo Soares, nasceu em 14 de setembro de 1886. Aos dois anos fica órfão de mãe e seu pai casa com Maria Parente de Godoy, por quem foi criado.

Logo demonstrou sua vocação política, comandando e tomando parte dos acontecimentos políticos de Serra Talhada. Foi prefeito uma única vez (1941-1951), preferia continuar na liderança, indicando os prefeitos. Faleceu em 1955, deixando a sociedade serra-talhadense atrelada às autoridades locais (continuísmo), que o substituíram no poder (SOARES, 2005).

Na história de Serra Talhada vamos encontrar outros políticos como Methodio Godoy Lima, Afrânio Ribeiro de Godoy e Abelardo Ribeiro de Godoy, este último se distanciou dos problemas do município de Serra Talhada para se dedicar à cidade do Bonito/PE. Para Vilaça e Albuquerque (2006, p. 54):

A estrutura social e política do complexo agropastoril do Nordeste brasileiro é do tipo autoritário, provocando o isolamento e a imersão dessas populações numa espécie de intransitividade de que elas só conseguirão escapar totalmente com muito atrito social: mediante lento processo de aprendizado e de exercício da autogestão política.

(24)

Esse lento processo se torna pungente na medida em que os fatores climáticos do semiárido vem acompanhado por elevadas temperaturas, escassez de chuvas e rios temporários.

Figura 3. Prefeitura Municipal de Serra Talhada. Fonte: (CASA DA CULTURA, 2012).

Segundo Leal (1976, p. 135):

O estudo das rendas dos municípios coloniais de regra, era muito escassa a receita local: de modo a deixar maiores possibilidades tributárias às câmaras, nem o sistema econômico do latifúndio escravista era favorável ao enriquecimento do erário das comunas, porque os senhores de terras teriam de se tributar a si mesmos.

A escassez de recursos devido à limitação da arrecadação adicionou ao Estado a obrigação de suprir o município e promover o desenvolvimento local. Por isso o líder político tinha que converter seus votos (liderança), em verbas, obras de vulto, conquistas para melhoria do município.

Como não existia a Lei Complementar nº 101 de 04 de maio de 2000, a liberação de recursos nem sempre cumpria sua finalidade e as grandes obras no final da gestão impossibilitava o sucessor dos ajustes financeiros necessários para administrar o município.

(25)

A tradição de eletividade nos municípios promoveram afilhados, parentes e herdeiros políticos.

Na observância da relação de prefeitos de Serra Talhada é possível verificar que muitos deles eram filhos de deputados ou apadrinhados pelos políticos, que tinham muita influência no município, conseguindo eleger seus afins.

Exemplificamos essa verdade listando os prefeitos de 1961 a 1992, no quadro abaixo:

ANO PREFEITO PADRINHO POLÍTICO PERÍODO

1960 Hildo Pereira Dep. Argemiro Pereira 1960/1963 1964 Luíz Conrado de Lorena e

Cel Cornélio Soares 1964/1968 1969 Nildo Pereira de Meneses Dep. Argemiro Pereira 1969/1972 1973 Sebastião Andrada Oliveira Dep. Federal Inocêncio

Oliveira

1973/1976 1977 Hildo Pereira Dep. Argemiro Pereira 1977/1982 1983 Sebastião Andrada Oliveira Dep. Federal Inocêncio

Oliveira

1983/1988 1989 José Ferdinando Feitosa Dep. Federal Inocêncio

Oliveira

1989/1992 Quadro 2. Lista de Prefeitos de 1961 a 1992.

Fonte: (autoria própria)

A influência do apadrinhamento perdeu forças a partir do ano de 1993. Os prefeitos que assumiram o município, tiveram apoio político das lideranças (Deputado Federal e ou Estadual), mas alguns, entre eles, Sebastião Andrada Oliveira, conquistaram um novo mandato (reeleição).

Na verdade é importante lembrar que o regime burocrático era centralizador, porém, trouxe também conquistas, mesmo com ineficiência.

Leal e Nunes Leal (1976) comenta que o estudo de famílias no Brasil ilustra bastante um outro setor da vida social, o mesmo processo de vitalizar da autoridade pública e decadência do poder privado, cujos remanescentes ainda hoje sobrevivem, mas aliados do poder público e não mais em oposição a ele.

As figuras de representatividade da época promoveram o elo de ligação entre o poder público municipal e o estado na medida em que as conquistas favoreciam o município.

(26)

Exemplificando esse elo temos o Deputado Estadual Argemiro Pereira de Meneses, foi um ruralista e abastado criador de bovinos, filho de Manoel Pereira Lins, ex-prefeito de São José do Belmonte e vereador de Vila Bela. Junto com o Coronel Cornélio Soares participou da Fundação do Partido Social Democrático. Foi vereador a partir de 1947 e em 1958 foi eleito Deputado Estadual, cargo que exerceu por 32 anos.

Com sua influência, na busca de desenvolvimento, trouxe para Serra Talhada a construção do Açude de Cachoeira e o abastecimento d'água da cidade, concluiu as obras da Escola Normal Imaculada Conceição, a 1ª etapa da Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada - FAFOPST, dos colégios Manoel Pereira Lins e Methodio Godoy, a construção de 450 casas populares da COHAB e muitas outras (FUNDAÇÃO CASA DA CUTURA, 2012).

O Deputado Federal Inocêncio Oliveira, médico, formou-se pela UFPE em 1963 e iniciou sua vida pública em 1975 quando se filiou à Aliança Renovadora Nacional- ARENA em plena ditadura militar. Durante o governo do Presidente Itamar Franco, assumiu a Presidência da República por diversas vezes (entre 1993 a 1994), porque era presidente da Câmara Federal e substituto imediato do presidente. Atualmente é presidente do Partido da República - PR. Como político atuante e respeitado, está sempre atento às necessidades do sertão.

Como ex-prefeito de Serra Talhada (quando prefeito em 1973/1977 e 1983/1989,), com apoio político do irmão (Deputado Inocêncio Oliveira) e das eficientes gestões nasce o Deputado Estadual Sebastião Andrada Oliveira, ao eleger-se Deputado Estadual em 1990. Deixou o cargo para voltar a Serra Talhada e candidatar-se novamente a prefeito, onde venceu e governou o município de 1997/2000. Muito contribuiu para o desenvolvimento de sua terra, foi visionário, nunca perdeu uma eleição (OLIVEIRA, 2010).

Outro ex-prefeito de Serra Talhada, Augusto César Elihimas de Carvalho, conseguiu se eleger deputado estadual em 1998, como suplente do PDT. Atualmente se encontra deputado pelo PSDB, elegendo-se com votos do Sertão do Pajeú, Sertão Central e Sertão do Araripe (ALEPE PE, 2010a).

Em consonância com a história das personalidades políticas que fazem parte do contexto municipal e estadual, o município conta com o Deputado Estadual

(27)

Sebastião de Oliveira Júnior, conceituado profissional, médico, graduado em medicina pela Universidade de Pernambuco - UPE, que tem sua plataforma política voltada para o sertão pernambucano, elegendo o município de Serra Talhada, terra onde nasceu seus pais, como prioridade. Ele é filho do ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sebastião Ignácio de Oliveira Neto e da Sra. Célia Maria de Araújo Andrada Oliveira (ALEPE, 2010b).

DATA

ELEIÇÕES PREFEITO ELEITO

Nº DE VOTOS ELEITORADO DE SERRA TALHADA VOTANTES PLEITOS

02/08/1959 Hildo Pereira de Meneses 3.096 8.321 6.265 1960/1963 18/08/1963 Luíz C. de Lorena e Sá 3.458 10.861 8.027 1964/1968 15/11/1968 Nildo Pereira de Meneses 7.478 16.205 11.493 1969/1972 15/11/1972 Sebastião A. Oliveira 9.599 16.305 10.976 1973/1976 15/11/1976 Hildo Pereira de Meneses 8.419 18.114 13.778 1977/1982 15/11/1982 Sebastião A. Oliveira 11.636 27.979 20.187 1983/1988 15/11/1988 José Ferdinando Feitosa 9.003 37.358 31.933 1989/1992 03/10/1992 Augusto Cesar E. de Carvalho 14.218 45.124 34.533 1993/1996 03/10/1996 Sebastião A. Oliveira 12.215 46.664 31.727 1997/2000 01/10/2000 Genivaldo Pereira Leite 20.317 47.432 32.138 2001/2004 03/10/2004 Carlos Evandro P. Meneses 16.155 49.909 39.701 2005/2008 05/10/2008 Carlos Evandro P. Meneses 20.710 53.512 43.058 2009/2012 03/10/2012 Luciano Duque de Godoy

Sousa

23.114 57.856 46.295 2013/2016 Quadro 3. Datas das eleições municipais, eleitorado, nº votos, votantes e pleitos.

Fonte: (TRE, 2013).

As informações no quadro acima foram pesquisadas no Tribunal Regional Eleitoral, em 19 de agosto de 2013. Vale ressaltar que nos períodos acima descrito, obtivemos mandatos de 05 (cinco) e 06 (seis) anos, tendo em vista o período da Ditadura Militar e da Constituinte de 1967/1988.

(28)

Depois de um breve histórico do ambiente político que pautou o desenvolvimento do município foi possível buscar nos anais da Câmara Municipal de Serra Talhada, através de pesquisa, as proposições mais importante (entre 1960 e 2013) e avaliar a evolução dos políticos locais através das indicações que motivaram a criação de leis e ou proposições em prol da cidadania.

(29)

CAPÍTULO II AS PROPOSIÇÕES APROVADAS NA CÂMARA E SANCIONADAS PELO GESTOR MUNICIPAL E O DESENVOLVIMENTO DA CONSCIENCIA CIDADÃ

Para iniciar o presente capítulo é necessário citar o Código de Posturas Municipais do Município de Serra Talhada, Lei nº 57 de 26 de dezembro de 1955, que é:

Documentos que reuniam o conjunto das normas municipais, em todas as áreas de atuação do poder público. Com o passar do tempo, a maior parte das atribuições do poder local passou a ser regida por legislação específica (lei de zoneamento, lei de parcelamento, código de obras, código tributário etc), ficando o Código de Posturas restrito às demais questões de interesse local, notadamente aquelas referentes ao uso dos espaços públicos, ao funcionamento de estabelecimentos, à higiene e ao sossego público (BRASIL, 1955).

Em seu Capítulo XIII - Art. 70, esclarece que a mendicância somente será tolerada até que esteja satisfatoriamente resolvido o problema de assistência social do Município (BRASIL, 1955). Tal exigência demonstra a centralização do poder, ausência de iniciativa e de respeito pela necessidade alheia, principalmente quando nos voltamos para o art. 72 - A nenhum indivíduo é permitido esmolar sem que apresente o cartão de identidade, fornecido gratuitamente pela Prefeitura.

Já nas disposições transitórias, Parágrafo Único - A Lei Municipal regulará o sistema pelo qual se fará a distribuição de verba, preferentemente na aquisição de material agrícola (BRASIL, 1955).

Figura 4. Câmara Municipal de Serra Talhada.

(30)

A seca e a escassez de oportunidade de trabalho proporcionaram o problema da mendicância e a necessidade de estímulos na agricultura, tendo em vista as condições do agricultor. Esses incentivos financeiros eram liberados pelo governo que precisava melhorar a condição de vida do sertanejo, liberando verba para compra de grãos e ferramentas de trabalho (BRASIL, 1955).

O relato acima motivou a presente pesquisa e a observação das proposições (toda matéria sujeita a deliberação da Câmara), nos anais da Câmara de Vereadores de Serra Talhada, que consistem em: proposta de emenda à Lei Orgânica do Município; Projetos de Lei Ordinária, de Lei Complementar, de Decreto Legislativo, de Resolução; Requerimento; Indicação; Recurso; Parecer e Emenda, no período de 1961 a 1974 podemos identificar que é peculiar a aprovação, todos os anos, do Orçamento para o ano seguinte.

Muitas das proposições estão voltadas apenas para a arrecadação do município, como por exemplo, a Lei de nº 164 de 12 de junho de 1964 que cria Imposto sobre Exploração Agrícola; Lei nº 160 de 20 de outubro de 1964 que dispõe sobre a Cobrança de Imposto Territorial Rural; Lei nº 169 de 02 de dezembro de 1964 que Institui o Código Tributário Municipal.

Leal (1976) destaca que, ao estudarmos a autonomia municipal no Brasil, verificamos, desde logo, que o problema verdadeiro não é o de autonomia, mas o de falta de autonomia, tão constante, em nossa história. Entretanto, ao lado da falta de autonomia legal, a que aludimos, os chefes municipais gozaram de uma ampla autonomia extralegal. Em regra, a sua opinião prevalece nos conselhos do governo e em tudo quanto respeite ao município.

Foi a partir de 1966 que o foco da administração se volta para atender as necessidades municipais e começa aprovando a Lei de nº 203 de 14 de novembro de 1966, criando a Companhia Telefônica de Serra Talhada; Lei nº 206 de 14 de novembro de 1966 cria o Serviço Autônomo de Água e Esgoto. No ano seguinte, 1967, foi aprovada a Lei nº 218 de 06 de junho de 1967 que cria Cadastro de Valores Imobiliários.

Em 1968 é aprovada a Lei nº 238 de 26 de novembro de 1968 que concede a Exploração dos Serviços de Água e Esgoto através de Contratos.

(31)

Após a aprovação da Lei nº 241 de 10 de dezembro de 1968 que nomeia o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de Pernambuco, para que se aplique aos funcionários municipais; Lei nº 270 de 11 de junho de 1969 que dispensa pagamentos de impostos para viúvas que só possui um imóvel; Lei nº 294 de 06 de novembro de 1970 cria a Biblioteca Pública Municipal Emídio de Miranda; Lei nº 312 de 02 de outubro de 1971, em 1973 cria Contribuição para o Patrimônio Público.

Inaugura-se uma nova era de conquistas para o sertanejo. Nesse novo contexto, vamos observar uma mudança de posicionamento dos gestores municipais.

ANO NOME PERÍODO

1960 Hildo Pereira de Meneses 1960/1963 1964 Luiz Conrado de Lorena e Sá 1964/1968

1969 Nildo Pereira de Meneses 1969/1972

Quadro 4. Relação de Prefeitos de 1961/1972. Fonte: (autoria própria)

2.1 PROPOSIÇÕES APROVADAS DE 1973 A 1988

De 1973 a 1976 as proposições se voltam para aplicação de recursos do Fundo de Participação dos Municípios - FPM (Lei nº336 de 12 de março de 1973); cria por Decreto nº 03/1973 o Distrito de Santa Rita, e Altera o Plano Plurianual (Lei nº 344 de 23 de julho de 1973); organiza o Serviço Rodoviário (Lei nº 366 de 12 de dezembro de 1974) e cria a Faculdade de Formação de Professores 1º Ciclo (Lei nº370 de 14 de fevereiro de 1975); cria ainda o Departamento de Educação e Cultura (Lei nº 377 de 14 de outubro de 1975); estabelece Faixa e Limites da Cidade de Serra Talhada (Lei nº 386 de 11 de maio de 1976); cria a Coordenação do Projeto CIATA (Lei nº 388 de 14 de junho de 1976); organiza a Estrutura Administrativa (Lei nº 399 de 21 de outubro de 1976); contrata Novos Funcionários (Lei nº 412 de 22 de dezembro de 1976) e atualiza e aprova Novo Código Tributário (Lei nº 414 de 22 de dezembro de 1976).

(32)

Entre 1977 e 1982, as proposições relevantes desse período estão aqui relacionadas: Lei nº 450 de 02 de junho de 1977 reconhece de Utilidade Pública a Casa de Saúde e Maternidade Clotilde Souto Maior; Lei nº 449 de 02 de junho de 1977, cria a Banda de Música de Serra Talhada e aprova o Orçamento Plurianual para 1978/1980 (Lei nº 464 de 03 de novembro de 1977).

Em 1978 é firmado o convênio com o DETRAN (Lei nº 476 de 28 de junho de 1978). As conquistas do ano de 1979 se voltam para a população carente e Isenta do IPTU as Pessoas Pobres (Lei nº 492 de 27 de julho de 1979), constituindo o Conselho Deliberativo da Faculdade (Lei nº 498 de 31 de dezembro de 1979) e em 1981 firma Convênio com o IPSEP (Lei nº 518 de 30 de abril de 1981). Esse ano de 1983 é coroado por duas grandes conquistas: a Lei nº 556 de 19 de julho de 1983, que autoriza o Poder Executivo criar todas as Escolas Municipais e a criação da Secretaria de Agricultura, Lei nº 553 de 16 de março de 1983; Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada passa a denominar-se Autarquia Educacional de Serra Talhada (Lei nº 557 de 19 de julho de 1983).

No período entre 1984 a 1988, pouco se conquista, mas se tratando de tecnologia a Prefeitura de Serra Talhada firma convênio com o ITEP (Lei nº 598 de 26 de agosto de 1985), aprova o Estatuto do Magistério (Lei nº 609 de 01 de abril de 1986); cria a Casa da Cultura (Lei nº 621 de 19 de dezembro de 1986); Casa do Estudante de Serra Talhada (Lei nº 660 de 08 de agosto de 1988) e com a Lei nº 680 de 20 de dezembro de 1988 foi criada a Secretaria de Indústria e Comércio e a Secretaria de Bem-Estar Social. Voltado para arrecadação é Instituído o Imposto Sobre Venda de Combustível (Lei nº 682 de 28 de dezembro de 1988).

Quadro 5. Relação de Prefeitos de 1973/1988. Fonte: (autoria própria).

ANO NOME PERÍODO

1973 Sebastião Andrada Oliveira 1973/1976

1977 Hildo Pereira de Meneses 1977/1981

(33)

2.2 PROPOSIÇÕES APROVADAS DE 1989 A 2000

Quem assumiu a Prefeitura de 1989 a 1992 foi o médico José Ferdinando Feitosa. Durante sua gestão foram criados o Povoado de Logradouro (Lei nº 691 de 28 de fevereiro de 1989), o Distrito de Santa Rita (Lei nº 686 de 31 de janeiro de 1989) e o Distrito de Varzinha (Lei nº 687 de 31 janeiro de 1989). São criados ainda o Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis - ITBI, autoriza a Concessão de Ajuda Financeira - COAPEC (Lei nº 697 de 31 de julho de 1989), Perdoa Débitos do IPTU referente ao Ano de 1988 (Lei nº 699 de 31 de janeiro de 1989), firma Convênio com a FUNSESP - Fundação Serviço de Saúde Pública (Lei nº 707 de 10 de outubro de 1989); cria o Hino Oficial do Município (Lei nº 755, de 24 de julho de 1990 e Institui o Regime Jurídico Único dos Servidores Municipais, Lei nº 756 de 27 de julho de 1990).

Em 1991 a Lei nº 790 de 30 de abril 1991 que dispõe sobre Política Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e a Lei nº 793 de 12 de julho de 1991 institui o Fundo Municipal de Saúde e Aprova o Estatuto do Conselho Municipal de Saúde (Lei nº 794 de 16 de julho de 1991. Antes de terminar o mandato em 1992, Cria o Povoado de Extrema (Lei nº 816 de 14 de julho de 1992.

No ano de 1993 assume a PMST o Analista Augusto César Elihimas de Carvalho (hoje Dep. Estadual), que passa a considerar de Utilidade Pública o Centro de Desenvolvimento Comunitário de Serra Talhada (Lei nº 833 e 19 de julho de 1993), cria a Guarda Municipal (Lei nº 834 de 12 de outubro de 1993) cuja lei foi revogada pelo próximo prefeito (Genivaldo Pereira Leite); institui a Agência Municipal de Desenvolvimento (Lei nº 841 de 29 de outubro de 1993) e firma convênio com o Corpo de Bombeiros (Lei nº 881 de 17 de novembro de 1995).

Antes de deixar o governo municipal declara de Utilidade Pública o Centro de Assistência Social Afonso Novaes (Lei nº 888 de 26 de julho de 1996), Cria o Fundo de Assistência Social (Lei nº 889 de 25 de julho de 1996) e o Conselho Municipal de Assistência Social (Lei nº 890 de 25 de julho de 1996) e Institui o Conselho Municipal de Merenda Escolar (Lei nº 894 de 26 de julho de 1996). Para

(34)

encerrar sua gestão cria o Fundo Municipal de Desenvolvimento Rural (Lei nº 901 de 05 de dezembro de 1996).

Sua gestão termina com um grande déficit financeiro. Os funcionários ficaram sem receber seus salários durante 06 (seis) meses e até o presente momento esses salários nunca foram pagos.

De volta à Prefeitura de Serra Talhada para cumprir o seu terceiro mandato (1997 a 2000) Sebastião Andrada Oliveira, mesmo com a saúde debilitada, consegue ser visionário e inovar, encaminhando e/ou sancionando proposições modernas e de interesse social, como por exemplo, obrigando as Escolas Públicas Municipais a Desenvolver Programas de Prevenção de AIDS (Lei nº 909 de 18 de abril de 1997); cria o Projeto de Valorização dos Bairros e Distritos (Lei nº 911 de 18 de abril de 1997); cria e regulamenta o Conselho Municipal de Passageiros (Lei nº 916 de 25 de junho de 1997); cria o Projeto de Revitalização do Rio Pajeú (Lei nº 920 de 18 de agosto de 1997); cria o Programa de Proteção e Assistência Social ao Excepcional (Lei nº 922 de 30 de outubro de 1997); cria o Programa de Adoção de Ruas e Praças (Lei nº 926 de 19 de novembro de 1997) e o Fundo Municipal de Apoio a Portadores de Necessidades Especiais (Lei nº 927 de 19 de novembro de 1997); institui o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Lei nº 933 de 09 de janeiro de 1998); cria o Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Lei nº 936 de 10 de março de 1998) e institui a participação da população no Processo de Elaboração Orçamentária do Município (Lei nº 937, de 09 de janeiro de 1998); declara de Utilidade Pública o Centro Social de Assistência Social Ágape (Lei nº 939 de 10 de março de 1998), a Fundação Cultural Cabras de Lampião (Lei nº 942 de 13 de abril de 1998) e a APAE (Lei nº 943 de 24 de abril de 1998).

Se analisarmos as proposições mais importantes, aprovadas pelos vereadores e sancionadas pelos prefeitos eleitos entre 1960/2000, vamos descobrir o audacioso compromisso de Sebastião Andrada de Oliveira com os cidadãos serra-talhadense.

Ainda em 1998 cria o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Lei nº 944 de 03 de junho de 1998) e institui a Política Municipal dos Direitos da Cidadania Contra as Discriminações e Violência e o Conselho (Lei nº 947 de 09 de junho de

(35)

1998). Ao poder público municipal incumbe de forma articulada com entidades da sociedade civil, governamentais e não governamentais, formular estratégias e instrumentos capazes de tornar efetivos os direitos individuais e coletivos previstos na Constituição Federal. Introduz no Currículo das Escolas Públicas Municipais de 5ª a 8ª Série Conhecimento Relativo a Finanças Públicas (Lei nº 953 de 03 de novembro de 1998).

Entre 1999/2000 ainda tivemos proposições aprovadas pelos vereadores e sancionadas por Sebastião Andrada Oliveira de muita relevância para o fortalecimento das bases sociais e para o desenvolvimento da cidadania.

Foi criado o Conselho Municipal de Esporte e Lazer (Lei nº 960 de 05 de janeiro de 1999); institui a Semana da Cidadania e Direitos Humanos (Lei nº 961 de 19 de fevereiro de 1999), o Dia Municipal Pela Reforma Agrária - 17 de abril (Lei nº 972 de 14 de junho de 1999); cria o Conselho Municipal de Cultura (Lei nº 975 de 18 de agosto de 1999) e institui o Dia Municipal da Cultura - 05 de agosto (Lei nº 976 de 24 de agosto de 1999); institui a Biblioteca Pública Municipal (Lei nº 977 de 25 de agosto de 1999); introduz no Currículo das Escolas Públicas a Disciplina História de Serra Talhada (Lei nº 979 de 12 de novembro de 1999).

Em 2000, sanciona a Lei nº 993 de 27 de março de 2000 que dispõe sobre a Livre Organização dos Estudantes e Institui a Semana da Consciência Negra (Lei nº 1010 de 22 de dezembro de 2000).

Quadro 6. Relação de Prefeitos de 1989/2000 Fonte: (autoria própria).

2.3 PROPOSIÇÕES APROVADAS DE 2001/2013

De 2001 a 2004 o gestor municipal eleito foi o Sr. Genivaldo Pereira Leite, que cria a Comissão Municipal de Defesa Civil (Lei nº 1.030 de 16 de agosto de 2001), institui o Código de Vigilância Sanitária (Lei nº 1.036 de 16 de agosto de 2001).

DATA NOME PERÍODO

1989 José Ferdinando Feitosa 1989/1992

1993 Augusto Cesar Elihimas de Carvalho 1993/1996 1997 Sebastião Andrada de Oliveira 1997/2000

(36)

Da gestão de Sebastião Andrada de Oliveira (1997/2000), o atual prefeito herdou as bases para criar o Programa da Agenda 21 (Lei nº 1.041 de 07 de dezembro de 2001), pois na gestão anterior foi Instituído o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Lei nº 933 de 09 e janeiro de 1998) e criado o Projeto de Revitalização do Rio Pajeú (Lei nº 920 de 18 de agosto de 1997).

Ao revogar a Lei nº 834 de 27 de março de 1993, cria a Guarda Municipal (Lei nº 1.069 de 27 de março de 2003). Através da Lei Complementar nº 14 de 26 de abril de 2002, cria o Regime Próprio de Previdência Social da PMST, fazendo uma nova alteração em 10 de setembro de 2004 através da Lei Complementar nº 22/04.

As próximas proposições se resumem à criação do Conjunto Habitacional Antônio Conrado Filho (Mitonho) em Bernardo Vieira (Lei nº 1.056 de 14 de agosto de 2002), do Programa Municipal de Saúde Vocal dos Professores da Rede Municipal (Lei nº 1.059 de 03 de setembro de 2002), institui a realização de Campanhas Educativas sobre o Uso de Substância Entorpecentes, Contra a Violência e de Prevenção a AIDS, durante a realização de Shows e Eventos (Lei nº 1.060 de 03 de setembro de 2002) e cria a Faculdade de Administração e Ciências Sociais (Lei nº 1006, de 29 de outubro de 2004). O prefeito em pauta teve como vice-prefeito o Sr. João Duque de Sousa Filho.

Excluídas, no entanto, as proposições que nomeia ruas, Lei de Diretrizes Orçamentária, Lei Orçamentária Anual, Plano Plurianual de Investimentos, reajuste de servidores, como são comuns e constância em cada gestão não foi preciso listá-las.

DATA NOME PERÍODO

2001 Genivaldo Pereira Leite 2001/2004

Quadro 7. Relação de Prefeitos de 2001/2004. Fonte: (autoria própria).

Teve um final de mandato com muitas queixas de servidores e cidadãos serra-talhadense, contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, na época.

(37)

Com certeza é imprescindível considerar o momento histórico e a evolução gradativa das conquistas, das administrações anteriores. O foco evolutivo contemporâneo obteve o reforço da globalização, que trouxe uma nova perspectiva em relação ao compromisso político, cidadania e gestão.

Para Buarque (2008), a transição para um novo paradigma de desenvolvimento mundial está associada a um processo acelerado de globalização com a intensa integração econômica, a formação de blocos regionais e a emergência de grandes redes empresariais com estratégias e atuação globais.

Essa nova situação colabora com a nova postura do cidadão e do político que tem na globalização a oportunidade ímpar de trocar conhecimento, informação e de exercitar a verdadeira democracia, pois o desenvolvimento dos meios de comunicação vem privilegiar o cidadão do mundo.

(38)

CAPÍTULO III DO ESTADO PATRIMONIAL AO ESTADO GERENCIAL: O COMPROMISSO POLÍTICO DA GESTÃO PÚBLICA

Na história do mundo, as lutas influenciaram as grandes conquistas e foram determinantes para evolução da humanidade. O fortalecimento das grandes bases que perpetuaram a história da humanidade foi construída por homens que tentaram compreender o momento histórico e sobreviver às intempéries que paulatinamente se desenvolviam na inconstância dos grandes líderes que acabavam por fragilizar o povo e submeter a nação às inglórias singulares, sempre acompanhadas de um fator comum, que se resume à falta de limites na relação de poder.

O que primeiro solapa e depois destrói as comunidades políticas é a perda do poder e a impotência final; e o poder não pode ser armazenado e mantido em reserva para os casos de emergências, como os instrumentos da violência, mas só existe em sua efetivação. Se não é efetivado, perde-se, e a história está cheia de exemplos de que nem a maior das riquezas materiais pode recompensar essa perda. O poder só é efetivado onde a palavra e o ato não se divorciam, onde as palavras não são vazias e os atos não são brutais, onde as palavras não são empregadas para velar intenções, mas para desvelar realidades, e os atos não são usados para violar e destruir, mas para estabelecer relações e criar novas realidades (ARENDT, 2010, p. 249, 250).

A busca de estabelecimento político através da eleição ou recondução ao cargo, motiva o casamento de palavras e dos atos, ou seja, da eficiente gestão.

Segundo Bressa-Pereira (2010, p. 1):

O Estado brasileiro, no início do século XX, era um Estado oligárquico e patrimonial, no seio de uma economia agrícola mercantil e de uma sociedade de classes mal saída do escravismo. Cem anos depois, é hoje um Estado democrático, entre burocrático e gerencial, presidindo sobre uma economia capitalista globalizada e uma sociedade que não é mais principalmente de classes mas de estratos: uma sociedade pós-industrial. O estado patrimonial é característico de um Estado que não possui distinções entre os limites do público e os limites do privado. Essa prática dos governantes, que consideravam o Estado como seu patrimônio, numa total confusão entre o que é público e o que é privado, foi uma noção que prevaleceu durante o período dos estados absolutistas. Entretanto com o surgimento da administração pública, a partir da Revolução Francesa, passou a Estado gerencial. Porque a própria democracia exige uma gestão pública com procedimentos que assegurem os atendimentos aos princípios constitucionais como isonomia, moralidade, publicidade, entre outros (RÊGO, 1997).

(39)

Completa Bresser-Pereira (2010, p. 1):

A transição do Estado Patrimonial para o Estado Gerencial, ou, usando um critério diferente de classificação, do Estado Autoritário para o Estado Democrático, foi, portanto, imensa, mas plena de contradições. A política deixou de ser uma mera política de elites para começar a ser uma democracia de sociedade civil, em que a opinião pública tem importância crescente, embora os traços elitistas e a baixa representatividade dos governantes continuassem presentes. A economia passou por intenso processo de industrialização, mas nem por isso se tornou desenvolvida, já que os países ricos cresceram a taxas por habitante maiores e aumentaram a sua distância econômica e tecnológica em relação ao Brasil.

A história da ineficiência de alguns gestores no descumprimento das promessas de campanha eleitoral vem alertar as bases partidárias que se apercebe da mudança de perfil do eleitorado ao promover a inelegibilidade de seus pares e facilitar a perda não só do mandato, mas da influência e de ações nas instâncias e no âmbito das instituições governamentais.

A iniciativa forçosa que levou o modelo burocrático a ser ineficiente e obrigou os gestores a implementar ações inovadoras, trouxe também para a gerência a importância de mensurar as ações institucionais dos governantes que ao ser avaliado como eficiente, obtém aprovação e confiança do cidadão.

Esta é a era do conhecimento e do dinamismo e a globalização tem demonstrado ao mundo que o Estado não tem respostas para tudo e que a maior contribuição intelectual está na articulação de um projeto econômico, na criação de políticas públicas que recrie o próprio Estado. O diálogo acompanhado de uma visão globalizada, tem aberto horizontes para a implementação de políticas públicas, englobando o social, o cultural e o meio ambiente.

A participação popular tem conduzido as organizações e os governos locais na resolução de suas próprias dificuldades, e o interesse público vem se voltando para o povo (eleitores, cidadãos).

A implementação da justiça social deve, pois, considerar tanto as necessidades como as instituições sociais e políticas que definem direitos e propiciam suas garantias, para correção das iniquidades e ou promoção da equidade (política). Essa combinação, da dimensão das necessidades humanas e da democracia, busca compatibilizar as concepções diferentes das pessoas, a moral e a ação política. Assim, a construção do pacto de justiça pressupõe não só a democracia representativa, mas a democracia participativa, que abre espaços para a expressão das divergências e para a busca de consensos na negociação dos conflitos de prioridades de ação e de mobilização de recursos diante das desigualdades (FALEIROS, 2007, p. 216).

(40)

Então, pode-se refletir na tentativa de muitos governos para reduzir as desigualdades, bem como os caminhos trilhados pelos governantes de outrora e a percepção conflituosa da própria máquina em desalinho, que não conseguia cumprir nem determinar eficientemente as ações do estado, avançando e ousando com indevidas soluções, que contribuíam com o retrocesso das metas e precárias condições de prestação de serviços. A centralização do poder impediu a construção de uma visão empreendedora, engessando todo o processo decisório das atividades a ela correlacionadas.

Acrescenta Bresser-Pereira (2010, p. 2):

A sociedade não mais é uma Sociedade Senhorial, de senhores e escravos, mas não se transformou em uma Sociedade Capitalista clássica, de burgueses e trabalhadores; foi além e assume características crescentes de uma Sociedade Pós-Industrial, na medida em que o pequeno estamento burocrático estatal deu lugar a uma imensa nova classe média burocrática ou tecnoburocrática pública e privada, cujos estratos mais elevados passaram a dividir com a alta burguesia não apenas o poder mas também o excedente econômico. Isto ocorria principalmente porque a nova classe média profissional se definia pela controle do novo fator estratégico de produção: o conhecimento técnico e organizacional.

Hoje a democracia representativa e a participação popular têm permitido a mobilização de recursos, minimizado os conflitos e a desigualdade. No entanto, não se deve generalizar e conduzir as interpretações gerenciais para uma definição extrativa, uma vez que a participação e a democratização dos meios de comunicação globalizados modificam a visão e ampliam os horizontes de toda instituição democrática, influenciando e conscientizando o mundo globalizado como um todo.

Ao buscar uma nova realidade social e histórica que corresponda ao fortalecimento das bases, colaborando com a visão globalizada, que exige o

accountability das ações, na gestão, sabe-se que, com o encolhimento das Funções

Estatais, a visão empreendedora dos governos possibilitou a promoção e o estímulo da participação cidadã, permitindo assim a criação de diversas oportunidades, influenciando no crescimento do cidadão e do Estado, que descobre em si a realidade promotora dos fatos que o incita a capacitar para promover e garantir a execução de melhorias que atendam a comunidade e a ação da sociedade.

No âmbito da gestão empreendedora não há espaço para o silêncio, nem para a espera de modificação da realidade social. Sempre que a ação, ou a

(41)

ausência desta, vem incomodar, o povo reclama e quando não é atendido já começa a destituir os seus eleitos. A profanação dos direitos concebida por um político descompromissado com a sociedade já não consegue ser escondida, porque a própria ação criou voz no âmbito do serviço público e da sociedade.

3.1 A CONSCIÊNCIA CIDADÃ E AS LIMITAÇÕES DA GESTÃO EM FACE DA LEI

O cidadão foi pego desavisado, quando a globalização o iniciou no mundo do conhecimento, da transparência. As informações que lhe foram negadas ao longo da formação histórica se encontravam ali, expostas em tempo real, ao vivo. A comunicação reconhecida como o quarto poder, emerge como fonte geradora de uma conscientização nunca vista.

Os conflitos dessa nova geração midiática colaboram com a história contemporânea, derrubando mitos, produzindo efeitos funestos, fragilizando o poder de tal modo que o único meio de se estabelecer para salvar os projetos que cooperaram com o passado histórico, foi reinventar ações produzidas pelo modelo burocrático. A história do homem teve seu revés revelado, já não se podia omitir uma estratégia, nem muito menos uma ação indecente. A avidez pelo monopólio da notícia desenvolveu na mídia a qualificação e desqualificação de políticos e jornalistas, despertando a visão cidadã para enfrentar questões de interesse coletivo.

Desde 1980, a democracia vem ampliando seus espaços, conquistando respeito entre nações, cientistas mundiais e sendo divulgada e apreciada como modelo ideal, no entanto, ao observar a sociedade brasileira, se descobre que, apesar de sua organização ser recente, tem a maior parte de suas organizações oficializadas nesse período, época que se conta com a pouca atuação do cidadão e inúmeras denúncias de corrupção, provocando o descrédito nas instituições públicas e da participação cidadã.

Na visão cidadã, conservadora ou não, acreditando ou desacreditando, é possível perceber, além das circunstâncias, uma mudança de atitude do cidadão brasileiro que procura se inteirar e perceber a diferença existente entre gestores e gestão. Ao divisar as diferenças existentes entre a gestão empreendedora e a

Referências

Documentos relacionados

A iniciativa parti- cular veiu em auxílio do govêrno e surgiram, no Estado, vá- rios estabelecimentos, alguns por ventura falseados em seus fins pelos defeitos de organização,

Portanto, conclui-se que o princípio do centro da gravidade deve ser interpretado com cautela nas relações de trabalho marítimo, considerando a regra basilar de

Neste capítulo foram descritas: a composição e a abrangência da Rede Estadual de Ensino do Estado do Rio de Janeiro; o Programa Estadual de Educação e em especial as

de professores, contudo, os resultados encontrados dão conta de que este aspecto constitui-se em preocupação para gestores de escola e da sede da SEduc/AM, em

De acordo com o Consed (2011), o cursista deve ter em mente os pressupostos básicos que sustentam a formulação do Progestão, tanto do ponto de vista do gerenciamento

No entanto, maiores lucros com publicidade e um crescimento no uso da plataforma em smartphones e tablets não serão suficientes para o mercado se a maior rede social do mundo

Desta forma, conforme Winnicott (2000), o bebê é sensível a estas projeções inicias através da linguagem não verbal expressa nas condutas de suas mães: a forma de a

Os principais resultados obtidos pelo modelo numérico foram que a implementação da metodologia baseada no risco (Cenário C) resultou numa descida média por disjuntor, de 38% no