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(2) SOUZA, Ricardo de Oliveira. Opressão econômica e violência social: retratos do cotidiano em três parábolas da Fonte Q (Q 12,39-40; 42-46; 19,12-27). Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2008. SINOPSE Num ambiente como o da Galiléia do século I, onde o ensino era realizado nas comunidades religiosas, vilarejos e núcleos familiares de forma oral, o método de fixação de ensinos mediante a assimilação de símbolos do cotidiano era fundamental. Por conta disso, acreditamos que, dentre as fontes orais ou escritas preservadas e organizadas pelos Evangelhos Sinóticos, as parábolas de Jesus compõem o gênero literário mais original por terem sido preservadas na memória, com maior precisão pelos primeiros seguidores de Jesus. Muitos estudiosos empreenderam importantes trabalhos para pesquisar o lugar social das parábolas de Jesus, a maioria deles partindo dos próprios textos dispostos como estão nos Evangelhos. Neste trabalho, nos propomos trabalhar as parábolas de Jesus como ditos bem preservados pela oralidade a partir da teoria da Fonte Q, que é tratada como um dos estratos mais primitivos da tradição formativa dos Evangelhos Sinóticos e do movimento de Jesus. As parábolas do “Ladrão” (Q 12,39-40), “Servo Infiel” (Q 12,42-46) e do “Dinheiro Confiado” (Q 19,12-27) sempre foram vistas pela tradição eclesial como parábolas que tratam da necessária vigilância do cristão por conta da repentina parusia de Jesus. No entanto, nesse trabalho vamos além, pois acreditamos que essas parábolas tratam do contexto social da Galiléia do século I, onde são retratadas a opressão econômica e a violência social imposta aos pequenos proprietários e camponeses empobrecidos..
(3) SOUZA, Ricardo de Oliveira. Opressão econômica e violência social: retratos do cotidiano em três parábolas da Fonte Q (Q 12,39-40; 42-46; 19,12-27). Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2008. ABSTRACT In an environment like the one of the first century Galilee, where the teaching was done in the religious communities, villages and family nuclei in an oral way, the method of teachings settlement through the assimilation of daily symbols was fundamental. Due to that, we believe that, among oral or written sources preserved and organized by Synoptic Gospels, Jesus’ parables compose the most original literary gender because they had been preserved in the memory with greater precision, by Jesus’ first followers. Many studious have undertaken important works to research the social place of Jesus’ parables, most of the m starting from the own texts disposed as they are in the Gospels. In this paper, we have proposed to work Jesus’ parables as sayings well preserved by the orality starting from Theory of Q Source, that is treated as one of the most primitive extracts of Synoptic Gospels’ formative tradition and of Jesus’ movement. The parables of “The Thief”, (Q 12,39-40) “Unfaithful Servant” and (Q 12,42-46) “Entrusted Money” (Q 19,12-27) have always been seen by the ecclesiastical tradition as parables which treat the necessary surveillance of the Christian because of sudden Jesus’ parusia. However, this paper intends to say that, much besides, they would treat the social context of first century Galilee, where economical oppression and social violence imposed to the small owners and impoverished farmers are faithfully portrayed..
(4) BANCA EXAMINADORA. ___________________________________________ Presidente. ___________________________________________ 1º Examinador. ___________________________________________ 2º Examinador.
(5) Aos meus mais preciosos tesouros: pai (Jairo), mãe (Inês), irmã (Patrícia) e noiva (Tatiana). Muito obrigado pelas orações, torcida, paciência, sorriso, lágrimas, conforto, carinho e todo o tipo de manifestação de amor. Obrigado por nunca me abandonarem e sempre acreditaemr. Os amo demais!.
(6) Agradecimentos A Deus, pela força e sustento, pois está sempre ao lado dos que sofrem todo o tipo de injustiça e opressão. Ao Professor Dr. Archibald Mulford Woodruff, pelo carinho, sabedoria, paciência e incentivo. Seu auxílio amigo e pastoral no momento mais complicado foi fundamental para que eu chegasse até aqui. Aos professores Dr. Paulo Garcia, Dr. Paulo Nogueira, Dr. Milton Schwantes, que contribuíram para o meu aperfeiçoamento, fazendo-me agregar importantes e imprescindíveis conhecimentos para elaboração deste trabalho. À Família “Ferreira dos Santos” (Antonio, Luciano e Luma), a qual já tenho como minha, pelo apoio incondicional na alimentação, amparo e abrigo, especialmente nas horas mais difíceis. À Igreja Presbiteriana Independente de Vila Talarico que esteve sempre orando em favor do seu pastor. À Igreja Presbiteriana Independente do Brasil através dos Reverendos. Gerson Correia de Lacerda e Paulo Proença pelo pronto apoio e incentivo. Ao incentivo e apoio dos preciosos amigos e amigas: Renato Gimenez, Ruthe Ventura, Leandro de Proença, Thiago Zampolim, Odair Pedroso Mateus, Adriana de Souza, Sueli Machado e Marcos Pedroso Mateus. À minha prima Simo ne pelo fundamental apoio profissional nas traduções mais complicadas e urgentes, bem como na pesquisa em geral. (ela já é “expert” em Galiléia!) Aos alunos e alunas da Faculdade Teológica Betesda pela paciência e incentivo..
(7) Hamauaca (Willy Verdaguer – Raíces de América) Quando a tarde acabou Terra e céu são de uma só cor Com o corpo sujo de sol A esperança é esperar outro “hoje”. Há que saber resistir Há que saber não morrer Viver, viver, viver e seguir, surgir. Surgir de dentro do sol Esquecer que o corpo sente dor Deixar a mente voar Alto, quanto mais alto melhor Há que buscar a verdade E ela está em todo lugar Verdade, há que saber encontrar, verdade....
(8) Este trabalho só foi possível graças à ajuda imprescindível das bolsas de estudo concedidas: IEPG que nos ajudou com bolsa durante o primeiro semestre; CAPES (Flexibilizada) que nos auxiliou durante três semestres; FAP (Fondation Pour L'aide Au Protestantisme Reforme) que nos ajudou no suprimento de despesas básicas..
(9) SUMÁRIO. INTRODUÇÃO............................................................................................................... 11. CAPÍTULO I A FONTE Q E A GALILÉIA: RELATOS DE UM MUNDO SOCIAL EM PERMANENTE CONFLITO INTRODUÇÃO................................................................................................................. 16. 1.1 PESQUISA GERAL DE Q E O ESTADO ATUAL DAS PESQUISAS................. 1.1.1 Pequeno quadro geral dos estudos sinóticos e Fonte Q....................................... 1.1.2 A teoria de Kloppenborg...................................................................................... 1.1.3 Teoria da estratificação Q1, Q2, Q3.................................................................... 1.1.4 Oposições à teoria de Kloppeborg....................................................................... 1.1.5 Horsley contra a “escola cínica”, por uma leitura profética de Q........................ 1.1.6 Por uma leitura apocalíptica de Q......................................................................... 17 17 20 22 25 25 28. 1.2 GALILÉIA EM SOCIEDADE: RELAÇÕES SOCIAIS, ECONOMIA E POLÍTICA NO SEC. I D.C………………………………………...………………….. 1.2.1 Galiléia como local de origem de Q..................................................................... 1.2.2 A história para compreender a cultura................................................................. 1.2.3 A expressão cultural na literatura........................................................................ 1.2.4 A Galiléia sob o domínio herodiano.................................................................... 1.2.5 Economia: terra, endividamentos e carga tributária............................................ 1.2.6 Relações em conflito: ricos e pobres, camponeses e latifundiários...................... 31 31 32 37 38 40 44. 1.3 UMA OPÇÃO TEÓRICA PARA LEITURA DE Q NESTE TRABALHO.............. 46. CAPÍTULO II AS PARÁBOLAS DE JESUS: DO MASHAL À FONTE Q INTRODUÇÃO................................................................................................................ 49. 2.1 PARÁBOLAS COMO MASHAL E PARABOLÉ...................................................... 2.1.1 O mashal na sabedoria judaica............................................................................ 2.1.2 Parabolé como forma literária............................................................................ 2.1.3 Parábola e metáfora............................................................................................. 2.1.4 A alegorização das parábolas................................................................................ 51 51 53 55 56. 2.2 DIVERSOS ESTÁGIOS NOS ESTUDOS SOBRE PARÁBOLAS......................... 2.2.1 Charles H. Dodd.................................................................................................. 2.2.2 Joachim Jeremias................................................................................................. 2.2.3 Kenneth E. Bailey................................................................................................ 2.2.4 Luise Schottroff................................................................................................... 2.2.5 Bernard Brancon Scott.............................................................................…....… 2.2.6 Opções metodológicas………………………………………………………...... 58 58 59 60 60 62 63. 2.3 MATERIAL PARABÓLICO NA FONTE Q........................................................... 2.3.1 As principais parábolas em Q.............................................................................. 2.3.2 Idas e vindas, patrões e servos – a violência nos relatos de vigilância................. 64 65 68.
(10) 2.4 ENTRE A PARUSIA E A REALIDADE.................................................................. 2.4.1 Apocalíptica na Fonte Q e nas parábolas de “vigilância”.................................... 2.4.2 O juízo e a retribuição em Q................................................................................ 2.4.3 Violência expressada é violência divina?............................................................ CAPÍTULO III VIOLÊNCIA ECONÔMICA É VIOLÊNCIA AO CORPO: EXPRESSÃO DO COTIDIANO EM TRÊS PARÁBOLAS DA FONTE Q INTRODUÇÃO................................................................................................................. 69 69 71 73. 3.1 ANÁLISE EXEGÉTICA DE Q 12,39-40.................................................................. 3.1.1 Comparação dos textos sinóticos. ........................................................................ 3.1.2 Crítica Te xtual...................................................................................................... 3.1.3 Considerações sobres os textos: .......................................................................... 3.1.4 Reconstrução do texto de Q e tradução................................................................ 3.1.5 Justificativas......................................................................................................... 3.1.6 Estrutura literária.................................................................................................. 3.1.7 Análise de conteúdo.............................................................................................. 3.1.8 Duas tradições? Esclarecimentos a partir do Evangelho de Tomé e Paulo.......... Conclusão de Q 12,39-40.................................................................................................. 76 76 76 77 78 78 79 80 85 91. 75. 3.2 ANÁLISE EXEGÉTICA DE Q 12,42-46.................................................................. 93 3.2.1 Comparação dos textos sinóticos.......................................................................... 93 3.2.2 Crítica Textual...................................................................................................... 94 3.2.3 Considerações sobre os textos.............................................................................. 95 3.2.4 Reconstrução do texto de Q e tradução................................................................ 98 3.2.5 Justificativas......................................................................................................... 98 3.2.6 Estrutura literária.................................................................................................. 100 3.2.7 Análise de conteúdo.............................................................................................. 101 Conclusão de Q 12,42-46................................................................................................. 114 3.3 ANÁLISE EXEGÉTICA DE Q 19,12-27.................................................................. 3.3.1 Comparação dos textos sinóticos. ........................................................................ 3.3.2 Crítica Textual...................................................................................................... 3.3.3 Considerações sobre os textos.............................................................................. 3.3.4 Pressupostos para uma reconstrução do texto de Q. ............................................ 3.3.5 Reconstrução do texto de Q e tradução................................................................ 3.3.6 Justificativas......................................................................................................... 3.3.7 Estrutura literária.................................................................................................. 3.3.8 Análise de conteúdo.............................................................................................. Conclusão de Q 19,12-27.................................................................................................. 117 117 120 122 124 126 127 128 130 139. 3.4 TEMAS COMUNS NAS TRÊS PARÁBOLAS........................................................ 141 CONCLUSÃO GERAL.................................................................................................. 144. BIBLIOGRAFIA............................................................................................................. 148. ..
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