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A Escola Primaria, 1924, anno 8, n. 11, dez., RJ

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A ~ . c i . o s· ·-- N . l t -.Nt..1t.2--ie~· t > .-·a.'7't..a.:lso l$<>O<..>-r>ezet~t.>.1:•o d . e J. 9 ~ 4 ..

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.. . . . ; -.r, . . l~ E V I S T A 1W: E N S A:TA"

S ob a direcção de inspectores escolares do Districto Federal

Director-Preside n te Gerente :

DR. ALFREDO C. DE 1:. Al VIM YEL VA P. DE SÃ FREIRE

• Redacção: RUA 7 DE SETEMBRO, 174

Officinas: RUA DO CARMO, 55-A As si g n ~tu r as ) 1 6 u nt n1ezes ª n n

° ·

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9~ 5$000 OOQ

SU~JS?I A .R.IO

Rcducção de escolas ~Iestre Escola . ... .

Tres palavrinhas

- Con1me1noração ·escolar da Ba

-talha de Ayacucho Ot/1el/o Reis . . . . .. . ... .

Jonathas Serrano . . .. . . Educação do homen1 e do cidadão

Victor Maurtua... . . Discurso proferido na escola <~Re- Historia • ·

publica do Perú»

Othello Reis . . . . Contos. . . de um na tu ralis ta

Joviano... . ... . .... Nomenclatura gra1nrnatical O. Duque Estrada.... . Uniformização ortographica

Othello /?eis . .. . . .. . . .

Noe,nia Eloya e lllah

Martin i. . . . . . . . . . . 0/yrnpia do Coutto . . . . Oeograpltia. Lingua Materna Arithmetica \

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::.=--:=--:::::.=

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• •

Red ucção de esColas

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A suppressão de dez&ifo togares de profes·, qt1alquer que seja a época enz que se abra nova sores catliedraticos do ensino primario, se escola e por mais escolas de que dispo,zha o

realmente foi votada, pois ai11da não veio a pu- bairro. . blico, á hora em que escreven1os, a lei orçamen- Qtie dizer então da zona rizral, onde as

faria do exercício de 1925, é daquellas medidas escolas são tão afastadas e escassas e os ,neios de

que não encontram justificação, por ,naior q11e communicação tão dijficeis ?

seja a boa 11ontade.

Em uma circu1nscripção onde ai,zda canz- Mtzdassern·se, pelo 1nenos, para as zo11as

peia O analphabetismo, conio é infelizmente O caso, afastadas do centro ttrbano essas escolas.

Fechai-não obstante todos os progressos, no Districto as é que nunca I

Federal, só se comprehenderia o f ec/1amento de Ao lado da 11ecessidade real de se

nzultlpli-escolas se ellas f ossem já tão numerosas qI1e 1zão carem as fontes do ensino, e de se levar este o mais alcançassenz freqirencia, e o illiteratisnio tivesse passivei perto do alumno, não confiando dema- ,

outras causas. Ora, isso não acontece nem mesmo siado na attracção que exercenz as escolas mesmo

ná parte urbana, nos bairros mais bem servidos. através de longos caminlzos, considere-se ainda o

Observámol-o ai,zda no expirante an110 de 1924, desestimtilo, o desanimo da classe dos acfjt1nctos,

em caso bem. caracteristico. E1n unz dos dis- candidatos a justas promoções, os quaes vêem

trielos onde abu1zdan1 as escolas, todas relativa- inesper·adamente cerceadas as st1as aspirações. · m'ente' proximas u1nas das outras, esteve na Temos que o prinzeiro factor do progresso do maior J1art e do anno lectivo fechado, por motivo ensino é a falis/ ação, é a alegria de se tis

junc-de obras, unz grande edificio . E' claro que e1n cionarios, e onde depositar esperanças se o

Março se distribuíram os alumnos pelas escolas funccionalismo tec/1nico assim cortadas as

proximas e seria de esperar pern1ànecessenz em poucas probabilidades de nzelhoria material ? branco os livros de nzatricula em vista da época Ainda se se tratasse de sacrificio i1nposto pelas ·

tardia cnz que afinal se reabriu a est. ola. aperturas financeiras da nzunicipalidade. . . Mas 1

Pois tal 11ão succedeu. Rapida111ente accor- disso não se cogita, certamente, em unza lei de

reram alunznos, sem preiuizo das escolas já em meios enz que muitos funccionarios foram t

pleno funccionamento, obtendo se em pouco mais aqui11!1oados cotn melhoria de vencimentos e enz de quatro mezes cerca de 130 nzatriculas. q11e a receita votada cobre folgadamente as !

~Isso acontecerá, nos tempos que correm, despesas. "

.. ~. · \ .. . ' • ... a ' • . ' - - - ~ ~, . ; . , . . _ ; ~ ~ ~ - - - : - - - _ _ , ; . . . ; . _ . . _ _ _ _ _ o · - - ~ _ , , . . . . , , .- - - -- - - , . ~- ~ • j

/' .~~d~ 1 a co:respondcncia deve ser dirigida á Redacção, rua 7 de Setembro, 174

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(2)

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I

-

IDEAS

e

FAéTc,s

• • -- .

Commemoração escolar

Batalha de Ayacucho

-

-da

gicas, Mrn e Mauriu a ab·raço.u e beij ou a nossa joven professo ra, e num gesto de

i11 egualavel ge 11tileza des pojou-se do formoso coll ar de JJero las qt1 e a ac om-NÁ ESCOLA I{EPUBLICA DO PEnu' E NA pa11h ava atravez da su a carreira diplo n1

a-, LEGAÇÃO PERUANA tica, e, fJassando-o para o pescoço da

joven adju11ta, pediu-lh e g uardasse De t d o a as S d em n ra oO St . ç - e s exte- • aqt1ella t·d - lembra11ça corno signal de

1 · ff , · t d ri ores da nossa adhesão e11thusiastica ao gra I ao IJe_ 0 ~ in e

ª

\leis momen ?s e

' 'Dia do Perú'' a gloriosa jornada de prazer patr1ot1co ft tle lhe pro_po~·c1onara Ayacucho - nenhurna devia ter sido 1nais elo m os seus peq::enos arnigtiinhos e

t _ d .11 t a um nos.

gra a ao coraçao O 1 ~s re represen- Sentimos n1uito divt1lg·ar o bello tante da grande ReJJUbl1ca, que a da . . .

ipnst~~l1açãFo. da

1 ''Escola l~epublica0t·do0 ifi~ºq~fz~~s~i~~~ Sceinhs~~-~~ 1

-~to;f~~r~~:~ eru . 01, pe o menos, por n1 1v d , b · - ,

dessa solennidade que o brill1a11te di- o; mas se 11º: 0 que ramos aqui, nao e 1 t h d 1 t. D y· t por culpa senao de tlm mero acaso que P orna a e orn em. e e 1 as, . r · ic or no·s trouxe ao conhecimento mais esse ~aurtua, pronunciou o seu mais form oso acto de distincta fidal g uia da encantadora discurso commemorando a grande data d d'

1 t · t· do · 1 esposa o 1p orna a amigo, pra 1ca

nac1011a . · t · · ·

Encantado · pela manifestação in- fJ~~a Jºm ~1n1~ JOven pa r1c1.a ~ossa cuias fantil e interessado particularmente por ~ir ~1. es so sao compaJav~s

ª

t sua

~º:

aquellas tres cente11as de crianças de des

e_ ado se~ gran e f.evdo ainen ºeª · d · , t · e ucaçao as crianças con 1a as ao s t1 ~i1~!troe~t~~i!n~Peª :i;~s~nhs;r~

f;

1\~ita~ ~arinho ~e pro!essora e á s11a dedicação

ran1 da directora que os levasse um dia

ª

causa O ensino·

á-sede da sua legação.

-

-Effectivamerite, alguns dias depois, o elegante palacio da Praia Vermelha recebia a visita de grande parte dos

alumnos da ''Escola Republica do Perú''

O

e Madame Maurtua, seu marido e o

pessoal da legação exgotaram-se em

amabilidades para com as professoras e AO setts discípulos.

discurso do Sr

.

Victor

Maurtua

INAUGURAR-SE A PLACA DA ESCOLA

,, REPUBLICA DO PERU'», J>RONUN• CIOU O SR. VICTOR MAURTUA O

SE-GUINTE E FORMOS·:) DISCURSO, AP-PLAUDIDO COM ENTHUSIASMO PELA

A certa altura da carinhosa é alegre recepção, a adjunta. D. Francisca de Paiva pediu licença a Mine Maurtua para ir ao piano, acompanhada por um grupo de meninos que entoaram con:i grande enthusiasmo o hymno nacional (Jeruano.

S0rprel1endida por aqt1ella a1navel lembrança da joven professora; IJresa da

n:iais viva emoção jJOr aquella , delicada lembrança; revendo na letra cio hym110 as glorias de sua Patria e 110s · sorrisos in-fantis dos meninos 'brasileiros as bellezas

physicas e moraes do seu JJaiz, do qt1al

estava ao mesmo te1npo tão distante fJela

saudade e tão perto pelos sentimentos despertados por aquellas melodias

ma-GRANDE ASSISTENCIA :

.. Exmo. Sr . . Ministro das Relações Exteriores :

Exmo. Sr. Prefeito.

Sr. Director Geral da lnstrucção .

Nada -de mais feliz e de mais fe-cundo se podia idear que esta fraterniza-ção dos me11inos das escolas

america-r1as. Hot1ve um tempo, que termi11ou em Ayacucho, em qt1e se allrviavam os so-beranos do antigo regime11 1:>ara

subjtt-•

,

A ESCOLA PRIMARIA •

281

gar a li berdade dos nossos povos. q t1e estudam em seus textos a geogra

-A'gora, porém, vi vemos na A1neri ca numa pl1 ia da Ar'nerlca . Qttando cheg·am ao .

outra san ta al liança, a verdade iramente cap itulo do Bras il, dizem: ''Qt1e paiz tão santa , a dos l1omens livres e qtt e ten1 o bel lo! Qt1e paiz tão gra11de ! Como a l1 i

s-·seu s11stento na ct1l tura pa ra a fJersec u- to ria brasileira é tão no bre e tão brill1an -,ção dos grand es e doces ideaes da vi da. te! . . . Nunca o Brasil ca uso11 da nino a

As gerações militantes r1 ão são outra Nação; nunca se limitou dentro do s uffici entemente maleaveis . A athn1os- ego ismo ... Sempre foi generoso e l1e

-lJhera em qu e temos crescido não nos roico !'' '

·1)ermitte uma ple11a saude esp iritual. O Pois be rn , qu eri tios meninos :Q t1a n-passado impõe-no ~ suas inclinações . O do fordes homens, tereis qlte manter esta e xemplo de paixões e de lutas em ot1tras boa fama do Brasil. Não penseis em

sociedades i11filtra-se nas alm as e de- guerra contra nin guem ... Não amb

i-.bilita a fibra 1noral dos nossos j)ovos . A ci oneis para o Bras il as glorias das bata

-·reacção contra tt1do iss o deve partir das lhas. Sê de val entes, abn egados,l1eroicos

novas. geraçõ es. Temos de infiltrar nellas se chegar o mom en to de defender a

.a nova doutri na, faze] as res pirar desde vossa Patri a . A Patria é senh ora das o berço um ambiente puro, preparai-as vossas energias até o ultim o alento.

nã infancia e na jttlli"Útude JJara a convi- Porém, pensae sernpre qu e o vosso vência dentro da ordem e da liberdad e destino é viver em paz, ser justos, ge

ne--e para a sociedad e internacional de amor rasos e fazer com que o Brasil seja admi-e dadmi-e justiça. Os hom ens serão os que rado cada vez mais como a Nação mais

são os me11inos, as crianças. Os alum11os formosa das suas irmãs da Am erica .

assim educados farão amanhã a obra O Perú, qu ~ridos amigos, é ttma plena qt1e agora nós apenas podemos Republica como a voss a; os seus fill1os o bosquejar timida,nente e difficilmente querem. Quando forem hotnens, e

sten-jJorque as resistencias estão em nós der-vos-hão os braços. Os nossos dous

mesn:os. paizes estão unidos pela Natt1reza. Co-Comnosco, Sr. Director, vossas nheceis em vossa cl asse de geographia, idéas em materia de edttcação. Estuda stes que o rio r11aior do mundo, o A1nazonas ,

<:Orno ninguem os problemas da educa- nasce no Perú e desemboca no Brasil. ,ção nacional brasileira e compraz-me Essas agt1as que vên1 elo Perú vos trazetn <iizer-vos que esses problemas são os um murmurio de amizade e de amor. . ·mesmos existentes no n1eu paiz e na Correspo11dei ao affecto dos pe-America inteira. rua nos. Dizei sempre que sempre qtte

Nossas democracias não podem um brasileiro e 11m peruano se encon-funccionar sem c11ltura. O prefessor tem trarem no caminho da vida, devem-se

que ser o primeiro funccionario das estreitar e ajudar como irmãos. O mes

-nossas Rcpttblicas. As instituições re- mo deveis dizer dos filhos de _todas as publicanas e_ representativas não são Republicas da America.

c reacão das Constituições. Crianças: Sêde brasileiras e sê de Nao são producto artificial do di- americanas. Amai o ,Brasil e amai a 1·eito escripto. A sua essencia está na America, Tendes pre·sentes sempre: A

mentalidade esclarecida, no caracter, no vida foi feita para o amor; o odio e a coração sadio da cidadania. A escola é, colera são enfermidades; sêde razoa veis, desse modo, a chave da democra_cia. Se trabalhadores, ordenados, amantes de a Am erica ha de ter republicas effectivas, vossas familias. Lembrai-vos durante a deve construil-as com t1m trabalho tenaz . vida inteira dos vossos mestres. Toda a e efficiente de formaç ão httmana, de ~if- criança tem pais e mãis. O proge11itor e fusão de luzes. façamos do magisterio a progenitora, v~neraveis do lar que lhe um sacerdocio, da educação publica um dão o ser o sustento; o professor e a crédo, da escola 11m laboratorio de apti- professora veneraveis da Escola, que

dões para a existencia honrada e fecunda lhe dão o pão do espírito e o preparo dos nossos povos. para a felicidade. Recordai-vos, queridos

· Queridos meninos! Sabeis o qtie meninos, destes conselhos de um Minis-é o Perú? E' uma nação ir.mã do Brasil. tro do Perú, admirador do Brasil e amigo Lá, n_Q 1neti .paiz, ha meni11os como vós vosso.

(3)

282

A

ES.COLA:

PftlMARIA!

1 •

'

Recordai-vos. que vos d'igo estas

I

seja a respeito ?e formJgas,. seja sob_re . verdades no dia de Ayacucho, naquelle borboletas, mariposas, t1co-t1cos, t1rubus, em que se celebra, 11ão · a bata1ha, não . pardaes, tat~ranas ou. «bichos ~ab~Jlu-uma guerra que já estão esquecidas. O d1)S l> corno drz_em as crianças, se1a a1n_da dia do Ayact1cho, celebra a formação de- no que toca a 11omen_c~atur_a zoolog1ca finitiva do lar an1ericano feito pela abne- em portt1guez e ás def1c1enc1as dos

vo-gação e pelo heroísmo dos seus filhos, cabularios usuaes. . .

para que reinem neste Conti11ente a Liber- Critico my?pe, de horizonte estr~1~0~ dade, a Justiça e a Paz!'' / que ton,asse o livro com aquelle esp1r1to

-

-•

. do famoso sacerdote da anecdota, o qual ,

deante da maravilha architectonica que todos louvavam, só se maravilhot1 da

1

inscri1Jção latina do 111ostrador do

relo-Contos. . . de um Natura ista

gio : _ Sui1z, es, fizi co,,z dois dativos!

- certamente descobrira antes de tt1do . Acom1Ja11ho con1 grande sympathia os erros de Iinguage111.

a obra do naturalista patricio Rodolpho Seria catar (Julgas em leão, pôis a vo11 fehring, de São Pat1lo, e embora não propria Jingua err1 que es1á vasada a tenha a satisfação de c_onl1ecel-o

pessoa_t-1 o~ra me fJarece de correcção ,

sobrie-mente tenho-o para mtm nessa categoria

I

dade e elegancia qtre são raras nos

es-de amigos c:Jistantes, qtre ·se abraçam criptas scientificos.

corn prazer quando apparecem. Appare. O autor do Livri,zho das Aves, do ceu-me ag·ora o distinçto paulista em Atlas da Fa.1i11a do Brasil e d' As Ferias ,

elega11te: brochura da Editora Brazão, in- no Po,ztal fJOde gabar-se de ter pr_

oduzi-titulada Co,ztos... de 11,n Natttralista. do obra interessantissin1a , que merece Trata-se de livro que reputo obrigaç·ão ser lida por (Jrofessores e será devorada de quen1 o lê recommendal-o com · infor- pelas crianças c;on1 o 1nesmo empenl10 m-ação leal, fJara servir ao proxin10. com qtre se apa"ixoila111 pelos Julio Ver11e .

São ·artigos ·de · jornal, pequ_e11as e (Jelos .Conan Doyle . . Digo-o pot ex1J

e-cl1ro11icas e 11otas, destinadas á diyulga. riencia qtre fiz. , , · · ção de conheci111entos zoologicos, artigos Queira, pois , acceitar 1net1s sinceros

lavrados na lingLta~em cla:a e clesp~e~en- parabens. ·

siosa dos verdadeiros sabros. Muito ha .

ahi que aprender, e aprender st1aven1e11te, • OTHELLO R EIS

• • :~::::::::=:::::-::::-::::::===:::::::::=:::= -:-::::::::::::::::::::::::::::::::::::::'.=::....--:::=-:::::-:::::=:::::-:==::::~=-:::-::::::~-- -..

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--CAIXA POSTAL 2.223 .i.•· r · • .. •,-..• •o;• . . ... • • .. , , ... ,_,. _ . . .. •

ARTIGOS

PARA

COLLEGIAES

RUA JOSf: 80Nlf ACIO, 18

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-S. PAULO

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• ,, .

Chocolate e café Só

A D L

Fabrica -

RUA DOS ANDRADAS

RiO DE JANEIRO

• • ·A ESCOL'A1 'PRIMARIA • ,

)J _. A

FSC0LA

, '

- - -

• NOMENCLATURA ORAMMATICAL

• Nestes ttltimos tempos, os criticas

do ensino da linguagen1, professores e

alguns autores de gran1matica se têm

dc-cupado e esforçado pela simplificação e

uniformização da r1omenclatura gram.

matical, e, não ha n1t1ito, o Sr. Prof.

.Porto Carrero teve a i11iciativa de re-·dt1zir a lista de varios 11omes

dispen-saveis. Mas até agora não se organizott

um systema racional e pratico que a to-dos, contente e aproveite, de modo a facilitar e uni formizar a disciplina da lingt1a em todás as escolas do territorio

i1acional.

Quanto á uniformização, o

proble-ma nos parece de 1nais difficil solução,

dada a variedade de termos novos que,

dia a dia, são introduzid0s 11a

gramma-iica e modelos de analyse, te11do cada autor a velleidade de creal-os para cada uma das pàrticularidades de fórma e

i

DO ANALVTICO DA SENTENÇA, que

é tima exposição de seus processos no

ensino da linguagem, tendo em vista

reduzir o vocabt1lario grammatical e

fi-xar a nomenclatura usual, de preferencia no estudo da língua.

Desse trabalho tem a EscfJla

Pri-11iaria as primicias plt1blicando abaixo

t1m capitulo q11e mt1ito interessará aos

professores, pois (JUe, exactamente, trata de u,na das classificações qt1e mais con-troversa, divergente e me11os uniforme

denominação tem tido nos cursos de Portt1guez. Ao qt1e se tem · cl1amado,

in-differentemente, periodo, proposição e

oração conzJJosta /Jor stzbordinação e por

coordenação, confundindo-se esses ter.

mos na sua acce1Jção, o professor Joviano chama simples,nente sentença, ora

com-plexa ora con1posta, reduzindo tudo a um só termo significativo e preciso.

Eis o capitulo : .

~xpressão, que vão_ surgindo ou se vão SENTENÇA COMPOSTA

descobrin(io no seio da lingua.

-Com esse prurido de es1Jecificação . - Paulo co1npro11 hontem um

cha-em assignalar rninucias, casos de · exce- péo novo, que não lhe serve. ,

pção e de apJJlicação rara, o vocabula- Paulo comprou hotttem um chapeo rio grammatical cresce e diverge cada novo, mas este n_ão lhe serve. - ,

· vez mais, tornando-se já regional a no- , , .

·tneAclatura que o candidato a exarnes tem Compar·ando os dois pensamentos de preparar p·ara cada um'a. determinada acima expressos, verificamos qt1e são

·reJJartição do ensino, onde se adaptem identicbs p'orque·em ambos se trata da

~s denominações mais ou menos gregas, cornpra de um chaJJ~o que não serve latinas ot1 neologisticas qt1e um certó a ·Paulo. ·Comparando-ll1es tam·bem a .autor de gramrnatiea tenha engend.rado forma, notamos que· amb.os são feitos

para o estudo da li.ngua. de duas proposições, havendq, .P?r~~'

Entretanto, nos parcos tern1os da ·Üma differença .nos vocabulos 1n1c1aes

.velha · grammatica, ·precisos e tradicio• , das segundas de _um e .outro, onde ta_:n·

,naes, mantidos até l19je 'nos cursos das • bem se acha a d1fferença de expressao, línguas. em outros paizes, te·n,os_ tudo . ·qt1e vamo~ as~ignalar. ,·

quanto é 11ecessario e su-fficiente para · 0 primeiro pensamento_ e uma se~-inter1Jretar a linguagem, desde que este , "tença corn'plexa, bem ca~a:ter1zada, _ pois

é o uoico objeetivo das analyses e· ela$~ que sua segunda propos1çao,-_qtle_nao lhe

.sificaç·ões no ·estudo da . mes111a. · · serve, é parte integrante da pr1me1ra, que · Ultima·mente, nos livros do pro- . ·é a principal, por s~r .complemento .i.d-;fessor A. Joviaho . temos· vistô ·. esta jectivo do substantivo c~a!éo, ~esta em--orientação, indicando ó cami11ho para a pregado. Essa pro_pos1çao ~ao. se po,

-desejada simplificação. Aind·a agora tem derá1 .Por isso, d~sJ1gar da P:•me~ra, sem

-elle no prelo-; -para -sair este· anno, ·un~ perder. a exp~.essao •,qae _tem no pen~a .. -novo trabalho, PRATICA DO METHQ;. i inento: ~ · ·· · ·· · - ,. · .... , .. ' ' ..

(4)

284

A ESCOLA PRIMARIA'

'

. E11tretanto, a segunda _1Jroposição

do segundo pensamento não é elen1ento gra1nmatical da primeira, IJOdendo ser

della desligada sem pertLtrbação algutna

da sua fórma e expressão. Ponl1amos

um /Jotzto final e11tre as duas IJropos

i-ções; ,ainda assin1 a segu11da · continuará sem alteração, o que não se daria com a

segunda do primeiro pensan1ento, a qual

se tornará inex1)ressivel, a exigir outra para se lhe aggregar.

Descobrimos, então, que no

pri-m.eiro caso ha uma sentença u11ica,

tra-zendo uma proposição co111plementar, e

no segu ndo são dLtas s entenças, que co11-correra n1 na ex1Jres.são do tnesmo pen-samento, ficando a segu11da dependente

'da primeira, não como elemer1to g ram-1n atical da mes ma, mas presa a ella por

exprimir urn 1Je11sa mento de e/feito con-trario ao seu-O mais co m1nu1n e natural

seria que Paul o comprasse u111 chapéo

que lh e se rvi sse ; não Jl1e servindo, não o compraria. E' como se interpreta lJra-ticam ente o effeito da segu11da sentença.

E assim é muito commu111 se

associ arem nun1 mesn10 pe11sa1nento duas ou mais sentenças, desde que entre

e lias haja qLtalquer affinidade de se11tido, que concorra para o seu 1naior desenvol-n1 ento, prodLtzindo·se, então , a se1ztença

.CO!ll/JOSf·a. ·

'

• ·- Não se distinguem palavras na canção do boiadeiro; nem elle as arti-cula, pois falia . ao seu gado com essa

outra lingua ge m do coração, que enternece os animaes e os captivõ.

-Aqui agora concorreram tres sen-tenças, as quaes devem ter entre si al-guma affinidade, para se associarem formando assim uma sentença com1posta. Realmente, na primeira sentença, que é a principal della$, se diz que o canto do boiadeiro não se exprime por palavras: na segunda esse facto, mais se co11fir1na, uma vez que as

pala-vras .é cotzfirnzçdo pelo da seg1111da sen-te11ça e justificado pelo da terceira, fi-cando assim evidente a affinidade qtte· as associa, para co11stituirem um só

pe-ríodo gramn·1atical.

Dada assim a 11oção da sentença.

co11zJJosta, van1os offerecer ainda exem-·

pios mais extensos, para se ver que nessa

construcção podem entrar sentenças sim-·

pies e complexas·, com qualquer ntt-· mero de proposições compleme11tares,. articulando se ou 11ão por co11juncções

especiaes, as quaes lhes imprimirão o,

caracter da expressão com que concor-rem para o pensamento geral, desen-·

vol vendo, directamente 011 i11directa

-mente, o da primeira dellas.

As co11juncções mais con1mun s na

sente11ça com posta são-e, 1ze1n, ozz, nzas~

isto é, logo, /Jois, /Jor isso, entreta11to, to

-davia e 011tras, simples ou co1npostas.

Casos ha, 1Joré1n, em que as sentenças. dispensam as conjuncçõ es, e é quando s11a significação é tão clara e evidente

q11e a conju11cção seria su1Jerflua: - o

assassino lzavia co11z11zettido o cri11ze

,za-quelle nzonzento; ai1zda estava co,,z a 11zâo

tinta dosa1zgzte da victi11za. A conj11ncção·

/Jois, para expri,nir que a se gunda

sen-tença comprova a primeira, é aqui

des-•

necessar,a.

Os casos 1nais communs de sen-tenças sern co11juncção inicial se

obser-vam qtrando a sentença composta se

constitue de t1n1a serie de factos, occor- ·

ridos em conj11ncto ou successivos, para um só effeito. Exernplos :

- (!,Aq tti estou eu; sou o passado con1· toda a stta herança. Carrego sessenta e oito annos de serviços feitos á patria; defendi e amei a liberdade do meu paiz. amei-o loucamente na mocidade, subi pelos degraos da constituição, quero respeitai-a. Pois bem, não me arranqueis. a memoria para qtte eu possa ao menos ter ainda saudades ! >) (José Bonifacio

-Discursos

)-vras do canto do boiadeiro não são -(Nadava o dono longe da praia, sen-arliculadas, e na terceira o autor justifica tiu perder as forças e gritou por soccorro.

o pensamento. das duas primeiras se11- O cão, que estava en1 terra e não tirava os . tenças, e$clarecen'do · qt1e é, pela voz do olhos delle, percebe11 a voz e o perigo.

coração que Q. boiadeiro ,co11versa com mett.eu-se no mar, cl1egou ao dono,

se-os .ani1naes. . , gtrrou-o com os dentes e restituio-o á ter-, ,Temos, então, que o pensamento ra e á vida.> (Machado -de Assis-A

Se-do boiadeiro cantar sem empregar pala- mana)- ·

. A ·EJS.COLA PRIMARIA'

~. ··~ · ·

.

' .

285

· E' ~vidente qu~ spmente ,os ,gra11.

-·des escriptores, pela IJrecisão elas formas de linguagem que sen11Jrt: empregam ,

podem dispensar esses elem.entos ·de clareza, que são as conjttncções, com9 se

vê nos segui11tes exemplos ;

.renunc.iei a i.maginaçêo, a curiosidade. o diletta.n{isrno, para prestar siquer os primeiros votos de obediencia ; só vi de muito longe o ve jacinth e a pt1rp11rá

de> Sanclurn Sanctorum - · (tão de

' longe, que 111e pareceu u1n vell10

repos-- «Permanente corno as grandes tei·ro verde. e amarei lo)-- por traz . do .

endemias que devasta·m a humanidade, qual o ~residente do Conselho contem ::

universa l co1110 . o vicio, furtivo como o pia sosinho, face a face, a rn~geslade

crime, solapado no seu contagio corno do poder rr1oc!e1·adorii · (Joaqu11n Na-·as invasões pu1·ulentas. corruptor de buco -

A

1n1nha forrnaçao).

-todos cs eslin1t1los rnoraes como o

qJ-

·

Note-se qtie, nos dois exemplos

coo! - o jogo zo111ba da decencia, das acima, o primeiro con1 onze e o segu11i;io

leis e da policia, abarca no dominio con1 nove sentenças, a ausencia das

con-das s11as e1nanações a sociedade inteira, juncções em 11acla prej11dicot1 a clareza nivela sob a· sua de~)rirnerile egualdacle de cada J)e11sa1ne11to; ao cóntrario, as

todas as classes. merQullia .na sua pro- sentenças que entraram em cada uma das

~ duas sentenças compostas são por isso

rniscuidade indiffe1·enle até os rnais bai- n,esmo mais IJrecisas, mas vibrantes, ios volutabros do lixo social. alcança como co11vem ao assumpto das rnesmas.

no requinte elas suas seducções as altu- . ~evemos aqui prevenir q_ue_ as co~-ras mais aristncra licas da intel li gencia

I

JUncçoes e as fo rmas caracter1st1cas das

d · d t

·

d

d ·

1·1·

0 ' pro1)osicões com1Jle1nentares ·são muitas

· ~ riqueza L a au o_ri ~ .e: tnu 1 12

ª

ºe- vezes e~pregadas nas sentenças

com-n1os ; degrada pr1nc1p10s , e111111-1.idece postas, com accepção differe·nte, cons

-oradores; afi ra á lucta ·polil.i ca aln1as titL1indo isso ttma diffict1ldade p.ara os azedadas pelo cal istis,no l,abitu al elas . estttdantes de lin g11agem, que não tenham parad as i~felizes, á fa[Tlilia co rações a expe~iencia de dist.in gttir o v~lor da~

d

egenera os. pe d ·

1

O conta~

'

t

0 quo t·d· 1 1~1

tação. proposiçõNos es· por seguintes n1e10 de exemplos sua 1nterpre-temos

de toda s as 11npurezas, a c;oncurrenc,a sentenças compostas e não sentenças

do trabalho diurno os naufr :,gos

da

co111plexas de uma principal e st1as comi noite tempestuosã do azar ; e . não raro plementares : ·

a violencia das indi gnações furiosas, · · ·

que vem estuar no re cinto dos parla- · -Todos os a lumnos v1er~m çurn1

mentas , é apenas a resac.a ~as agita- primentar a professora,

sendo

quf!

9

e

ções e dos de·stroços das longas ma- notar que) muitos lhe f1·ouxeram. flores.

·drogadas do cassino » . - Ruy Bar- -Poucos dos soldados.mandados

basa (Discursos)· - · reconl1ece1' o campo inimigo, voltaram

· . · ao acampamento ;

verificando-se

e,ntãc'>

- «Esse goso especiEII do politico (veri,ficou-se então) o perigo qu~ · nq~ na lucla dos partidos não o conl1eci; ameaçava; .

procurei na política o lado moral; imagi ·

-O

rapaz põe fóra em diversões nei-a u1na especie . de célvallaria mo- futeis todo . o seu dinheiro,

pelo que

derna, a cavallaria andante dos princi ... (por isso) está sempre a pedi1· empres-pios e das reformas; tive ne!la emo· lado.

ções de tribuna. por vezes de populari-

-Já

se alistaram nas fil,eiras te ..

dade, rnas não passei dahi, do limiar: publicanas monarchistas dos mais dedi-i:iunca o officialis,no me ,tentol!,, ~uncà cad<;>s eo ill)perador,

Í1l1vendo

(e

ha)

(5)

Q86

. A ESCOL·A PRIMARIA

'

·

·

'

~

O

.

pequeno Jonas não perde un1 mos por aquelle renque de casebres dia d·e escola, e a professora dá-lhe s em~ encostados ao paredão do recolhimento

pre boas ·notas;

quando

(entrelanto) d'Ajuda, e iarnos caminhando a pé, ao

seu irmão, o Pedrin~10 , é um vadio de longo delles)

1narca . - · ·

- -

-

--

se vão trinta· e ta~los di.as que i

Uniformização ortographica

nao chove, e as plantas es!ao morrendo: . . .

donde

(disso) colligimos que leremos

es!~ an no gr·ande falta de cereaes. · • • • • • • • 1 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

• • • • • " • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • w • • • • • • •

· ---festas, bailes e mais festas! Não : · · · ··· · · '.: · · · ·: · · · ··· · ·

sei onde iremos co m lan!as despezas ;

porque (alé111 de tudo) afinal não

so mos nós ge nte abastada . . . ·

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 1 • • • • • • • • • • •

Direi qtte, salvo alguma deslealda-de dos adversarias, a tarefa incumbida

á commissão é apenas a de UNIFORMIZAR

A GRAPHIA ACTUAl.MENTE USADA NO BRA·

SIL, isto é, ACABAR COM AS DUPLICIDADES,

Ha ainda \lm facto i11teressante a INCOHERENCIAS, HESITAÇÕES E DISPARATES,

11otar na constituição das sentenças com- QUE A CADA PASSO E POI{ TODA PARTE, SE

postas, o qttal é o de serem, ás vezes, OBSERVAM, DESDE MUI"fO, NA MANEIRA DE communs· alg11ns dos elementos con- ESCREVER CERTAS PALAVRAS, taes como

·stituivos das suas prOfJOSições, e neste pfzantasia e fantasia, visitzho e vizi,zfto, di- ·

caso ellés são expressos em 11ma, faltan- zel-o e dizê-lo, etc.

90

,

nas outras. Ha nisto economia de Aqtti deixo, JJara exemplo, algun1as palavr,as, sem prejuizo da expressão, a regras, que não precisam de ser insinu;1-qual. ao contrario se torna n1ais breve e das, porque a maioria da Com missão 11a-prompta. Exemplos: __ .... . . . , turalm e11te as· formulará, ainda qu~ por

• 1 outros termos :

-As n1eninas faziam seus exercicios a penn?,; os rapazes a lapis ( faziam

seus exerci cios). ·

· ·--Nos dias· 4ue11tes tomavan1 ·os ba-nho na praia do flamengo, mas nos frios (dias), não. · ( tomavam os banhos na praia do Flamengo). ·

- Q11ando o commerciante sae á rua, não:toma o bond; manda vir um car·ro

( quandÔ_ o commerciante sae á rua.)

'

, . Ao contrario do que acabamos de ver,. <\S sentenças torna1n.se ás vezes

mais extensas do qu,e as communs, fJO~

~e lhes intercalarem prop~sições, qu(:! são

elementos extranl1os á sua estructurà;

mas

'ahi éntram como escíarecim·ento

em separado ou circumstancia 'partieular do 'P.ensàmento expresso e . são assigna-ladas .e11tre virgulas ou· por parentheses.

~ ... \" ~

-'

.. 1 ' ' ' ,, •

4 . , , _ . • ~ ~ . , ' ~

• ! ' •

. -Não continuarás. dizia-ll1e .opae

' ' .

.a11.le:-l1oonfe:m, a ;privar ·com•,,se inell1anles

. f t . •' '

a m.1~0.s · : , i ' ' i . · :..

· .. :. { · . Sal1imos juntos-pela

1·ua

do. Pas:

• • •

sei·o tibail{O' ( réto·rdo-me que.'

passava-. ·1 ) . Escrevt;r sen1pre Brasil (com s), acaba11do de ve,z com a incoherencia e duplicidade criadas com a cacographia

Brazil.

2) Escrever sempre com z o suffixo

izar dos verbos da J ª éonjugação (har-11zo1zizar, rtvalizar, etc.), evitand.o-se a confusão com o simples suffixo ar de

iris-ar, analysar, etc., em. que O S está nÇ>

radical ·desses verbos, e não no suffixo (analys+ar, iris.+ar, etc.) · · · ·

3) Preferir as fórmas criar, _criado,

criança, ás duplas crt ar, (imitado do fran-cez créer), creado creqnca,, et_c. . ·

4) Escrever estadual, carruage,n,

l'asual, etc . , derivadas directa1nente de

stat1i, carr1i ·e ·casu, e não das fórmas ver- ·

naculas estado, carro e caso, com9 ·er. ra-damente· pensam e affirmam ignorantes e leigos ém ·taes assumptos. . .

. s) Determinar os casos das graph1as

i

e

y,

.desfazendo ás muitas e constantes conf.usões existei1tes. . . . · :

.. . 6) Distjnguir , o dit_ongo : _ai d~ s_e.

-g,unda, pessôa do plural do presente dÇ> indicativo' no's· verbos da primeira·· conju· -gação, do. ditongq

·

q,'e

da 2ª do_ imperativo

do-s ::mesmos verbos,, ·tão -. nitid,amente

'

;

A ES(- 01.A PI~l1\1AR I . .\ 287

como os distin g ue a etymologia : AMA (t) reformadores de Lisbôa e os setts pho11ó-1s=::AMAIS, AMA (t)E= AMAE. graphos no Brasil.

Do 111esn10 modo p,ze e mãe, e i1t1n - Não convei1ce a argumentação de

ca /JGi e 11zâi. que uns e ot1tros se se rvem para provar

7) Differe11çar ão c.le am, reservando qt1e em anzallo, dize/lo e jet·illo (fórn,as

o segundo apenas para o final e.ias fórma s inter 111 ediarias) foi o primeiro lo que de-verbaes não oxy toi, as, e proscrever,do as : sapparecetr, e i,ão o segt1ndo.

grapl1 ias EsTEVAM CHRISTOV,,M, etc. Mai s racional fJa rece a quéda do B) Acabar com as horri1Jilantes ca- segundo, 11ão só fJOr int1til para a

verda-cographi ,is sem i- officiaes Syllogêo Lycêo deira fJroi1u11cié1, como ainda en1 virtt1de e quejai,das, subslituinclo-as pelas ver- da transformação que: i1 esses e ~n1 outros dadeiras g·rapí-1ias Svt.LC-GEU, LYCEU, 1 casos se o1)eroti 11a sirnplificação

evoluti-ATH ENEU, etc.; e bem assim as de cétl, va do artig·o lo em o: dispens ai,do-se,

véu, etc., subsli! tJindo-as pelas fórn1as céo, além de tudo, o ::1cce11to intrtiso,

artificio-véo, etc,, e fixai,do o en,prego de éo en1 sarnente collocado na segi1nda syllaba, vez de e,, par~ todo s os casos en1 q11e se para corrigir a ]Jrosodia de a111al-o,

dize/-verificar a [Jroi1uncia de é ::ibe rto (chapéo,

o,

etc.

rc>o, etc. ) Quando , porén1, an,bas as

doutri-9) Escrever co111 01, as fór i11éls cor- nas possa111 ser igualn1ente sustei11adas, responde ,: tes ao ditongo lat i110 a1i: po1ico lieve prevalecer o 11so gera l, e não o

cri-. (de pa1tc11ni), lo1t1·0 (de lat1r1tr11) ot1ro (de terio de tin ia in sig nificante minoria de

aurt111z), cottsa (d e ca1tsa,11), 11zo11ro (de \ gramn,a1icos e theori slas.

nzaztr1t111), etc. ; res1Jeitando a graphia oi 011tros 11 1t1 itos fJ011t c: s serão nat11ral~ nas palavras ein que o dito11go tiver re- me11te ve11tilados r~e los verdadeiros fJhi-sultado do alo11 gamento da vogal e111 lologos da com missão.

conseqtie11cia da qtiéda da consoante

me-tlia: o(c)to:= oito : 1zo(c)te - · noite; bisco- (Do livro «Critica e Polen1ica, de

(c)tu11z

=

biscoito. Oso1io f)trq t:e-Estrad c1 ). Exce1Jções: douto e do,,tor,

consa-grados pelo 11 so e pela pr·osod ia segt1ida

no Brasil.

-•

10) Rep ellir as innevações al111osso, ARRATEL. - E' (Jalavra pa roxytona.

pessegos, çapato, a11sia, dossel, etc . Quem é oxy ton a é a fJalavra carretel, com En, /Jecego, que é a gra1J l1ia geral- a qtial esta 11ão tei11 parentesco algun,. E'

mente adaptada, prevaleceu a i11flt1 encia de or igem arabe, e sign ifica o peso de

da fórma arabe al /JPrclze ; en, çapato, o 16 onças 110 antigo systema portug11ez.

ç

inicial repti g na ao ge nio da i,ossa lin- Cat1sa estranl, eza a acce11tt1ação porque g ua; nas resta111es a conf11são está desde parece que 11ão existe outro triss)·llabo

1111iito estabelecida e tende a f)r evalecer term i11ado em l, não oxytono ..

definitivan,ente. AssECLA . - O sequaz, o· (Jartidario

l l) Conservar a graph ia dez e111 de alg11en1. Correntemente é 'esta pa la-portztguez, frar,cez, ,,zez, etc., qtie não· vra proriu11ciada assécla, n1as a · .vei·d.idei-obstante a terminação e11sis do latiin, são ra accei1tt1 ação latin a, qt1e se deve man~

ter é ássecla. Os diccionarios de Moraes fórmas crysta lli zadas e P1uito n1ais de

accôrd o com a in tio le da tingua do que e Figue_ir~do registam o tertT.O co1'.í a b_oa

as de port,ig·uês, f rancês, ,nês, etc, que prosocl1a, Ad ol1Jh_o C_oell10 coi11 ,l e

rto-ua si nin g uem escreve. 1 nea ; Cârlill Aulete nao f1g\1ra: • . ,

q . , · EMPIGEM. - Ou !1111Jtgenz. Assim e

. 12) Conserva.r os tres acc~ntos Jª 1 qt1e se diz, e não i11z;;i11ge11z, ou e1111;ingem,

ex1st_e~tes (agtt~o , ctrc1.1nz[lexo, e til) nao como cl1a1na o povo a certas affecções cu. admittindo a 1ntrodt1cçao do accento tan eas . E111;;igenz vei11 de !1111;etigo, inis, grave, ª?opta.do pela refor~a r~o_rttigtieza, mas para o vtilgo não é i1111)ige111 apenas mas a11_t1path1co e contrario a ii,dole da a doença denon1 in ad a i111petigo r:elos der-11ossa l1n g11a · r11at olog ista s, mas en1 geral toda !)laca

13) Ado1Jtar, corno até aqtri, as gra· dura dora q11e apparece 11a pel'e.

phias amal-o, dizei-o, feril-o, e não ·

(6)

288

Oo1•1•es1•••••de11eia de 'l'res 1•a1;,. de set1s exe111plos e class ificai- o . faço,

v1•i11J1;1s pois, abaixo, t1m resun10 da dot1trina a

respeito do gert1 11dio , com o que,

SLl()-0. R. - Con1 mt1ito prazer ll1e for- j)On l10, l1ão de ficar satisfeitas as stias

dt1-neço as indicações que ()ede . Ha an110 e vidas.

meio, desde Jt1ll10 de 1923, qt1e mante- O geru11 clio pode ser tisado :a) junto

nho esta secção. As palavras de que te- a certos verbos auxil iares, for111a11do

con-nho tratado e,n cada nt11nero vão abaixo jt1 g·ações (JeriJJhrasticas; b) con10 verbo

enun1eradas. Indico ta1nhen1 os 1nezes absoluto, autor101110, isolado, ou

i11deJJet1-en1 que fora,n (Jt1blicados os res1Jectivos dente. Exa111ine111os a JJrimeira

l1ypothe-artig·uetes. se. Os auxiliares 111 ;1is freq t1e11tes são:

Saca-rol/zas, tele;;hone11z, a, im;;err,zea- estcir, a1zd(1r, ir, e vir. A co11jt1gação

pe-vel, Julho 1923. riJ)l1rastic;.1 assin1 forn,ada indica ot1 u111

Fac símile, s;;eci11zen, élite, Agosto mc>111e11to rigoroso, Otl t1111a c0ntint1idade,

1923. ot1 t11na re rJetição. Exe111plos: J:.stá

cho-Alacre, garritlo, gar1·ido, Sete1nbro

I

vendo. - Estás 01t11i11do o estro11do dos

1923. tiros? - Os gal los estão l·a11ta11do.

-. Bo11aclzâo, cacaréo, ;;ostergar. Cor- Esto11 se1zti11do cl1eiro de arnmo11ea .

-respo11de11cia: (JOr lhe ver cierra mar uma Lu zia está c!zora11do. - Estott estr1da11do

lagri111a; é qtte, foi q11e. Outt1bro 1923. os costt11n es dos i11dios . - Maria está e

11-Libellula, la11ça-;Jerfunze, delta. Cor- vellzece11do rap ida1n ente. - Andas

/ala,z-respondencia: /JOr 111ais que, ;;or ,nenos do mal de Pedro. - Andaste espilztzdo

que; até qtte. Dezembro 1923. pelos cantos. - As cl1t1vas vào alaga11do.

Dandy, ref e11z, subentender. Corres. os campos. - O tempo vinlza nzel!zora11do.

ponde11cia: Va11z os que ... Janeiro 1924.

--. Egide, _levedo, i11er111e. Corres~on- Si se trata ou não de co11ju gação

dencta: l?~r tnze11zplo, p~ble111a; Ouatra;

I

periphrastica é facil conl1ecer: qt1ando é

extrange1r1smos ·. feve_re1~·0 1924. . . conjt1gação peri1)hrastica, JJOde-se fazer a

c;;onzpar, lzilare, irrito. E mais: tm~ st1bstituição por unia forma simples :

par,

lits/Jar. Março 1924 · Maria está e1zvelhecendo, ou envellzece.

-. Novel, exodo, orag~. ~orres~onden- Está chove,zdo , ou Clzove. - Atzdaste

es;Ji-caa : abrupto_, belgo_-brastletro_. Abril 1924. a1zdo, ou EsJJiaste, ·e assin1 por dea1·.te.

Br~gatlha, ltdt~zo, opinzo. C_?rres- Examine1nos a segt1nda hyJJoth ese :

po~denc1a : sara1111Jao e Meyer-Lubke · gerundio absoluto. Ahi, algumas vezes o

Maio 1924 ,_ . . . geru11dio fJOde ser desdobrado em

ora-Transtdo, aespencar-se, ho1ntzto. Ju- ção subordinada temporal, otttras em

su-nl10 1924. . bordinada modal', outras e1n subordinada

Oractl, declino, arcano. Jttlho 1924. causal, condicional, etc. Q L1ando i11dica

An~11zona, ltt_mbago,. voltita. Corres- tempo, tanto se pode desdobrar com os

pondenc,a : Henrique, dizem que segun connectivos er,zqtianto, ot1 ao 11zes1110

te,n-do. ··Agosto 1924. /JO que como co,n os connectivos louo

Parl:zmentar, sur1z;Jtuario, vult11oso. qtte, deiJois qtte, qitando, etc. Note q~e

Setembro 1924. . nem sem 1Jre é fa,.:il distinguir si se trata

. EsJJontaneo: Olyn1;Jtadas, epheme- de tent/JO, ou de 11zodo, e que quando se

ride. Outt~bro 1924. . . trata de ,nodo, 11e111 sem1Jre é possível,

ConJUl{t:, st.t/Jerstite, esqtttrola. Cor- desdúbrar a oração de gerundio:

perce-responde11c1~: ganlzar de; arrunzar. No- be-se que seria possivel _desdobral-a, ,nas

vembro 1924. não se acl,a a expressão exacta, qtte

conve1n.

-

-De ot1tras vezes, não l1a

circumstan-U,,z Estitdantino. (Antonina) . __ fo- e ias de tempo, ,n~do, causa, ou con~içâo,

ram-tne presentes suas cartas em conieço e o geru11d10 ~qu1vale a _r11era,

oraçao.c~-de Dezembro, quando O 1111 n, ero de No- 1 or~enada, cttJO connect1vo e a co111u

-ve1nbro já se achava JJaginado, e por isto cçao e . ·

hoje ll1e JJosso dar res1Josta. · Exemplos da segt111da hy1Jotl1ese:

Seria rr1uito lo11go tomar cada t1m Clzorando, pedia 111 que as mandassem

Ili

1

·A ESCOLA !:>RIMARIA

289

embora. - Isto dizendo, levantou-se o

ca-pitão. - - Levantando a po11te, impediran1

a passagen1. - Confiando em ti,. espero

que me serás favoravel. - Sendo Já tarde,

não convem que fiques. - Chovendo, 11ão

irei. O primeiro exe111plo e o segundo

denotam te11zpo; o terceiro, 11zodo; o gu_ar-

I

to e o qt1into causa; o sexto, condtçao.

Exen1plos d~ gerundios _e_quivalentes . a

orações coordenadas add1t1vas: O 11av10

entrott no porto, salva1zdo logo (e s_alvou).

-Seguit1-se o jantar, acabando o dia com

um gra11de baile (e acabou . .. ) .

-Qttasi tudo isto que ahi está ac~a-se

JJerfeita111ente explicado e ai11da mais

de-senvol,,ido na Oramrnatica Secundaria da Língua Portugueza, de Said Ali, que lhe recommendo.

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. _·- O

0

governo possue urna triplice rn1ssao : 1 fazer as leis, 2º assegurar a exec.ução .das mesmas leis, 3º reprimir o~ 1rnped1r os attentados contra essas

leis.

-Estão as

tres j'utzcções

reutzidas

em

u111a só rnão

?

. - Não. Comprehe11de-se que não seria bom que uma unica pessoa

enfeixas-se e~ suas mãos tanto poder. As tres fun<:_çoes acham-se distribuidas por tres orgaos geraes do paiz, ott da aútori. da :le.

-

Como

se chanzanz os

órgãos

fun-da,nentaes da a11toridade do

paiz?

. - Os tres orgãos ft111dan1e11taes de-nom1na m-se

/Joderes.

São tres

subdivi-·~·- -

-cialidade dos que podem ttsar da autori-dade.

Se um só homen1 fosse depositario de todos os poderes, estaria mais

expos-to a errar, commettendo violencias 011 ~ubmette~do-se ~s ameaças da força ou as te11taçoes da lisonja. Estaria mal ex-posto a se corromper e a fazer o mais.

-

Ha os tres poderes tanto no

go-verno federal conzo

110s

estaduaes?

- Sim. Ha no governo federal os

tres poderes, e tambem os ha em cada go

-ver110 estadual, bem co1110 no Districto

Federal.

-Não ha differença nen/zutna

e

11tre

os poderes no

Districto

Federal e os /Jod

e

-res nos Estados?

-- Ha differenças, resultantes da

si-tuação política es1)ecial do _Districto Fe-deral. Nenhum dos tres poderes é 011 na sua constituição ott nas suas attribuiçõe.5,

~~~: l. da

attforidade,

ou do

poder

en1 i~teirame~te igual ao que seria se esta

Q

c1scurnscr1pção fosse um Estado, corno

-

ttaes são os tres poderes

nacio-

ainda virá a ser

11aes ?

·

- Os tres poderes pelos quaes se

-

Conzo se exerce o pode,· legis !ativo

exe.rce

autoridade do governo são : 0

federal?

.

.

·

leg1slat1vo, o executivo , e O judiciario. -O pod~r leg1slat1vo federal

exer--

Como são os

tres

poderes,

cada

ce-s~ por meto das duas assembléas

de-ttnz

~,,z

relação aos outros?

nominadas uma, Camara dos Deputados,

· -Os tres poderes são separados

independentes,ou autonomos, rnas deven~

exercer-se harmo.nicamente pois todos têm um objectivo fundamental comm11m:

o bem geral do paiz.

·

-

Quaes as va11tage11s da

separação

dos poderes

?

-A divisão do trabalho do

gover-n~ faz que uns detentores da autoridade

se1am. acoi:npanhados e fiscalizados pelos demat~, e isso dá ao povo a garantia da honestidade, da serenidade e da

impar-e outra Senado Federal assembléas qtte

j~11tas, têm o nome de' Congresso Na~

c1onal.

-

Como

é

constititida

a Camara dos

Depittados

?

- A Can1ara é constituida actual-mente de 212 representantes, ou De

-putados, eleitos pelos Estados e pelo

Dis-tricto federal.

-

Como

são escolhidos os depu

·

tados?

. -<?s deputados são eleitos por

suf-frag10 dtrecto do povo; quer dizer qt1e o

povo vota directamente naquelles que

' <]

A

ESCOLA

PRIMARIA

291 •

julga deven1 ser seus representantes. Os quantas vezes o entenderem seus elei-que em cada Estacio e no D. Federal ob- tores.

têm n1aioria de votos são os escolhidos e

-

Qaa

e

s as p

e

ssoas do /JOvo, qtt

e

co,i-occupam as cadeiras 11a Camara, ond e

c

o

rr

e

11z para

e

l

e

g

e

r

o

s d

e

/JUtados?

toman1 J)arte directa no govrr,~o do paiz. - Todos aquelles que forem

cida--

·

Qttatitos d

e

/Jttfados dá cada Es-

dãos brasileiros e se tiverem habilitado

tado

? de accordo com as leis, obtendo um

tit11--

0

numero de deputados de cada lo de «eleitor , , podem dar o seu voto 11nidade da Federação deJ)ende de sua l)ara a escoll1a dos deputados.

pop11lação. Deve corresponder, se gundo

-

Qt1e111 /JOd

e

s

e

r deputado?

deter111i11a a Constitt1ição, 11n1 dep11tado - Só pode ser de1)utado quen1 fôr

federal a cada 70.000 l1abitantes, n1as 11e- cidadão brasileiro, no gozo de seus

direi-nhum Estado pode ter menos de quatro . tos civis e politicos.

Actt1alrnente os deJ)Utado s são 212, as-

-

--

Co,,zo sesab

e

q11e111

é

que está

110

sim distribuidos: Amazonas 4; Pará 7;

go

z

o do

s

dir

e

i

to

s

c

ivi

s

e políticos?

Maranhão 7; Piauhi 4; Ceará 10 ; Ri o - A co 11stituição e outras leis

de-Grande do Norte 4; Parahiba s; Perriarn- ter 111 inan1 as condições, que seria longo buco 17; Alagoas 6 : Sergipe 4; Bahia 22; explicar aqtti. Mais tarde estudaremos o

Es1)irito Sa....,.,o 4; Rio de Janeiro 17;Districto asSl1111 pto ·

Federal J O; São Paulo 22; Para11á 4; Santa --

Oozani os d

e

JJttfados de alga111a

Catharina 4; Rio Gra11de do Sul 16, Minas

JJr

e

,

-o

gativa

e

s1J

ec

ial?

Geraes 37; Goiaz 4; Mato Grosso 4. -Os deputados não podem ser

pre--

Esse

ntttri

e

ro

e

stá de accordo

co

tn

sos nem processados criminalmente, sem

a

/JO/Jttlação

actual dos Estados?

licença prévia da Carnara, salvo quando

apanl1ados e111 flagrante, nos crimes de

-- Não; o nun1ero de dep11tados de· 11ominados i11afiançaveis, isto é, crimes

deveria ser attgmentado, de accordo com que 11ão se adrnitte fiança para o acct1sa-a população, mas r1ão tem sido opporttJ- do permanecer solto até o julgan1ento . no tratar desse attg r..ento .

-

Oa11/i

1

1

11i algttnza

renit11z

e

raçào os

-

Por qttatito t

e

nipo

o e

l

e

itos o

s

cle/Jtttlzdos

?

dep11tados?

- Os de1)11tados, durante o tempo

-- Os deputados são el eitos pé!ra das sessões da Carnara , vencem um

sub-t11n periodo de tres ar111os. sidio pecur1iario e 11ma ajuda de custo.

-

Co,,

1.0

s

e

chania esse período?

As q11antias .são fixadas pe!o proprio

Con-- Esse periodo chai,,a-se uma le- 1 gre.sso, no ft rn d~ cada leg1slatt1ra, para a

gislatura. 1

leg1slatt1ra segt1111te.

-

Pode11z

os deputados ser

r

e

el

e

itos?

- Os de1)t1tados podem ~er reeleitos OTHELO REIS.

CASA CIRIO

Ora11de sorti,nento de artigos dentarias

Pe1· C1.'l m.11-ia e c11ti1.11-i n

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