I .
_
ANDRE MENDES
ARENT
MEDULOBLAS-TOMAS':“
T¬ifatam,e¬i1to:cirúrgico
.Trabalho
apresentado» 'à Universidade. Federalde- Santaz Catalina,
para
a~-conclusãodo
Curso
de-'Graduaçãuem:_Medi¢ina. ~'
_ _
V
Florianó.poel*is.:-V
Universida'd*e“Federâjl-~de
Santa-
C`at1a.rifna. ._~ '
2002.'
`ANDRÉ MENDES ARENT
MEDULOBLASTOMAS:
-Tratamen-to» cirúrgico
Trabalho apresentado à Universidade
Federal _de
Santa. Catarina,para a
conclusãodo Curso
de
Graduação
em
Medicina.
Presidente
do
Colegiado:
Prof;
Dr.
Edson Joséflardoso
.Orientador:
Prof;
Dr.. Iraê"R1'1hlandi f'
Col-~o1?ientad'or:
Dr.
Irineu.Maylšrodbeck
. . W- .z‹ ›
Florianópolis
`“~ A i
Uz11verâi‹1ae‹1‹=
Fender=1l
de
Santaâ
Cflnfiarinaa
fi2002.
É _
'
Azemä
5â;ií¿1}'éf1\*4ën2¶ê§-š, fxârafâšêlš .3¢'›'z*š :e~š›â:í§3.f›ia›ÍÍë -aí; a~§â1.`9뛚¿â'
Medulóblastomasz Tr¿¿ta_1n_e11tQ~_ ,çirú:gic‹§;/›,A`nd;é-
Mendes
Arent..~ Elorianópolis, 2V002¬Ê¡
23p.
_
Monografia
(Trabalhojde Conclusão
de
Curso)-
Universidade Federal
de
Santa Catarina-
Curso
deGraduação
em
Medicina. .AGRADECIMENTOS
rAo
meu
orientador Prof. Dr. IraêRuhland;
nobre esculápio,que
me
possibilitou arealizaçãozdestes trabalho;
Ao
Dr. Irineu-May Brodbeck-que
dedicou partede
seutempo
à tarefa de orientar.Aos
funcionáriosdo
Serviço- de- arquivo médico-(SAME)
do
Hospital Infantil' Joanade
Gusmão
(I-IIIG) pelo auxílio na investigação dosprontuários.À
Prof”. Dra. Denise -Bousfield daz Silva, por -permitir -o acesso a- informaçõesdos
prontuários- paralelos
do
s.erviço;de-Onco.-hematologiado
HIJG.
Ao-Prof. Dr. Paulo
F
reitas,_pela ajuda prestadana
revisão dascomparações
estatísticas.Ao- Prof.. Dr; Mauricio -Pereima, por
me
auxiliarna
revisãol metodológicado
trabalho.Aos
colegas Gustavo"Nunes
Bento
ef Felipe Oliveira Duarte; pela colaboraçãona
escritado Summary.
Aos
meus
pais, EliasKuhnen
Arent e-.JaneteMaria.Mendes
Arent;que
me
propiciaram~
condiçoes para chegar
onde
cheguei.. .¿
. _
Aos-
amores
-que durante estetempo
souberam-ser compreensivos e inspiradoras;Enfim,
a. todos àqueles:que
diretavou indiretamente colaborarampara
.realização destetrabalho. '
-RESUMO
...SUM1VIARY...
1.INTRo_DUÇÃo
.... ... .. 12›.oBJETIvo.'
... ..3.MÉToDos
... ..4.RESULTAD.0S
... ..SUMÁRIO
s.DIscUssÃ0
... ..õ.coNcLUS_õEs¡.;
... ... _.7.R1‹:FERÊNcIAs.B1BLIoGRÁF1cAs..'
... ..zo
APÊNDICE
A
. . . . . . . . . . . . . . . _.22
R1‹:sUMof
eNo
Hospital Infantil Joana; de."Gusmão
(HHG);. Florianópolis, Santar Catarirla,foram
analisados -2481 prontuários referentes
a
neoplasias-dos
Sistema -Nervoso? Central.,no
-períodode'l_979' a 29091. Dentre `estes,-., destacamos Sil casos. de_medulobl*astoma; 43f.ressecados e- 8..
não
ressecados. Descrevemosentãozz. a_ .procedênciai dos.. pacientes.das
diferentes: meso-regiõescatarinenses:
16 da
meso-regiãode
Florianópolis; 1.01do
Vale:do
Itajaí;2
da_ meso-regiãoNo17t,e;, 12..
da
meso-região sul; '3`do
Planalto: Serrano;e
8zda
rneso.-região ,OesteDemonstramost
também
o. tratamento*adotado
para hidrocefaliaz. .38 pacientes: (.'l4,4%) derivação. ventrículo peritoneal pré-ressecção, 2. (3,9%) derivação ventrículo peritoneal pós'ressecção, 2' (3,9%) derivação ventricular externa e 9» (1-7,8%). outras» abordagens. Destacamost
o
tipoz-deii~_resse_cçãoW›~ adotado: total/subtotaIV29; parcial' 8;nãoressecado
8;. e, nãodesc1¬i-to6.Obsewamos'
otuso
concomitante-de
terapia. adjuvante? (radioterapia e Quimioterapia).Por
fim,
SUMMARY
248
medical' records of patients With central' nervous cancer,. in the Chi-ldrenz HospitalJoana- de
Gusmão,
Florianópolis, Santa- Catarina, were. analyzed'from
I-979 to- 2000;We
formdí 5--1: cases
of
medulloblaston`1a¿where
43. wereresect-.rand`z18 cases: werernot.The
pati`ent.”sresidence
werefrom.
regions- different in Santa Catarina: 16from
Great' Florianópolis region,10
from
Itajaí Valley region,2 from
north. region,12
from
south region, 3 ~fi*om›Lages-regionandÃ8»
from
westregion.We
also demonstrate the treatment for hydrocephalusz'38 (74,4%)
ventricular periítoneal- shunt pre-presection,2
(3›,9%) ventricular» peritoneal shunt post-›resection, 2.
(359%)
extemal shuntand
9“(.I 72,8%) oth“ers;. tl'1`e*resections were: total/ subtotal- 29,partial 8, non-resected .8' and non-described 6; patients
were
alsoz submitted to adjuvanttherapy .like radiotherapy and' químiotherapy. .At last,
we
have associated the surgical1
-
INTRODUÇÃO
O
Hospital Infantil Joanade
Gusmão
(HIJG -
Florianópolis, SC); atuacomo
pólode
referência para as patologias
de
maior complexidade,em
várias especialidades, sendoque
31,09%» dos pacientes são
de
Florianópolis, e,os
demais,38,99%
oriundosda
Grande
Florianópolis e outros -
29,92%
procedentesde
outros. municípios de Santa Catalinaou
outrosestados.
Desde
suafimdação,
13de março
de 1979, seu serviço especializadode
Neurocirurgiavem
atendendo pacientes de todas as partesdo
estadoem
conjuntocom
o
serviço de
Onco-Hematologia
ecom
serviços terciáriosde
radioterapia (U.Segundo
oz Sistema de Infonnaçõesflospitalares-do
Sistema~Únicode
Saúde-(SIH/SUS),
tivemos,
em
Santa Catarina,no
período de1992
a 2001,633
internações hospitalares porneoplasia maligna
do
Encéfaloem
pacientescom
1.9 anosou
menos,uma
média de
63,3-internações / ano, sendo
que
345
¿54,5%) destas internações-foram
na
mesorregiãode
Florianópolis (2).Por
outro lado as neoplasiasdo
SistemaNervoso
Central (SNC): são afecçõesextremamente
honerosas ao- sistema def saúde.Asneoplasias
malignasnão
-são doenças de incidência preferencial na infancia.Mesmo
em
paíseszcomo
~o- Brasil,onde
az incidência _de.neoplasias_do
SistemaNervoso
Central. éminimizada f pela presença significativa
de
doenças nutfricionaise
infecciosas, a incidênciadestas- afecções é. ascendentez O» meduloblastoma,
segundo
estatísticas americanas, é--asegundaneoplasia mais
comum.
na infância, perdendo- apenas para asLeucemias
(3).Trata-se
de
um-tumor
que
classicamente surge no- cerebelo e cresce parao
teto»do
IV
ventrículo. ~e outras estruturas.
da
fossa posterior,_causando
hidrocefalia, lesão.de
.parescranianos e síndrome cerebelar (4). Apresentatendência a disseminação
eéfalo-liquórica, (5).
Como
qualquer. neoplasma maligno, o- med'ul'obl`astoma‹ gera ansiedade-na família acerca2
Com
o
adventoda
'rad*ioterapia,no
tratamento: desta moléstia,seu
prognósticomudou
promovendo
uma-sobrevidamédia
maior aos pacientes,quando
submetidosao
utratamentoclássico Radioterapia e- Quimioterapia (6),
C'ontud_o,
uma
análise crítica»da abordagem
ciiúrgicaa e seus resultados» sãofimdamentais
para alertar
os
serviçosmédícos. assistenciais, sobrefa melhorias,.nec_essárias1.no
diagnóstico-,2
_-OBJETIVO
O' presente. .esmdjo tem: por objetivo analisar o=-perfil dos' pacientes
-com
diagnósticode
meduloblastoma
tratadosno
HIJG
nos períodode 1979
a 2000;-bem como
analisar osresultados
do
tratamento cirúrgico.e 3-0 -s
MÉTODOS
O
presente trata-sede
um
estudo retrospectivo e descritivo, realizado a partirde dados
colhidos
em
prontuários médicos, obtidosno
Serviçode
ArquivoMédico
(SAME),
do
Hospital Infantil Joanade
Gusmão
(HIJG), Florianópolis, Santa Catarina.A
faixa etária. consid`erada.como~ pediátrica. para. internaçãono
HIJG
éh-deO
a 15anos
incompletos.`
Os
prontuáriosforam
referentes na Classificação Internacionalde Doenças (CID)
àsneoplasias.
do
SistemaNervosoCentral
do
períodode
março
1979
atédezembro
2000, ou.-sejauma
retrospectiva-de
22_ anos, aproximadamente.A
coleta de:dados
foi`realizada,.obedecendo
ao
protocolo- pré§d`eterminado: (apêndice A).Os
dados obtidosforam
empregados-emiquestionário'do programa
Epi InfoVersão
6.Como-
o
objetivode
nosso trabalho éz descrever os. resultadosdo
tratamento cirúrgico,achamos. por
bem
tercomo
critério deinclusãoro. diagnóstico. Clínico eImagem
(Tomografia
Computadorizada
e RessonânciaNuclear Magnética)
enão
somenteo
anatomopatológico,pois, desta forma, temos-_
um
parâmetro-de comparação
entre tumores ressecados e.não
ressecados,uma
vezque
a biópsia- éum
procedimento raramente empregado. Já-, como- critério-de
exclusão,adotamos
o- laudo- anatomopatólogico negativo para meduloblastoma.Deste
modo,
dentre os 51' meduloblastomaszdiagnosticados, apenas 8 não:tinhamcomprovação
anatomopatológica.
É
possível.que
possa ter havido a inclusão-de
um
ou-trotumor
dentre estes8, porém, é pouco. provável visto
a
acuráciade métodos de
Imagem
somados
àclínica e àevolução doscasos;
As
comparações
da' nossa casuísticaforam
realizadas segundo- determina a bibliografiaestatística consultada (7),
que
sugerecomo
método
`o~ intervalo de confiança...E
revisadas,quanto- à sua veracidade pelo departamento
de
saúde publica da Universidade Federalde
4
- RESULTADOS
No
período considerado (1979 a 2000),foram computados
um
total de248
tumoreslocalizados
no
SistemaNervoso
Central (SNC). Dentre estes tumores, 104tinham
como
topografia a fossa posterior.
Na
figura
1, a seguir,mostramos
afieqüência
encontrada deTumores
de Fossa Posterior(TFP)
em
comparação
com
o total de tumoresdo
SNC;
echamamos
a atenção para os 51casos de meduloblastoma, que, por sua vez, representam
20,6%
do
total de tumoresdo
SNC
e49%
dos tumores de fossa posterior.Figura 1: Participação dos meduloblastomas nos tumores da fossa posterior e tumores do sistema nervoso
Central. TFP = Tumor de Fossa Posterior;
SNC
= Sistema Nervoso Central; Medulo =Meduloblastoma.
Os
tipos histopatológicos de tumores encontradosna
fossa craniana posterior são6
Ependimários representam 1
1,5%
(12) e outros 11,5%
(12), além dos49%
(51) representadospelos meduloblastomas.
Figura 2: Freqüência dos diferentes tipos histológicos de tumores do sistema nervoso centml.
Medulo=Meduloblastoma; Gliais=Tumores da Glia; Epêndima=Tumores Ependimários; Outros=Outros tipos.
A
distribuição dos meduloblastomas, segundo a faixa etária, e demonstrada na figura 3.Os
pacientes mais velhos (2 casos) tinham 13 anos de idade, enquanto os mais novosnão
tinham 1 ano de vida completo (5 casos).
A
média
de idadeem
que
otumor
foi encontrado é5,6 anos.
E
a idadeem
que encontramos maiornúmero
de casosdo
tumor
foi 5 anos.Achamos
porbem
estratificar as faixas etáriasconforme
a tabela 1, visto que abaixo de 3anos de idade, muitas vezes, o tratamento aplicado não
pode
seracompanhado
de radioterapiadevido às seqüelas neuroendócrinas e cognitivas que a referida terapia acarreta (4) (8), e que 8
anos e a idade
com
maior incidência (4).TABELA
l:Freqüência de
meduloblastomas
por
faixa etária.IDADE
FREQUÊNCIA
PERCENTUAL
3 anos
ou
menos
1631,4%
Entre 3 e 9 anos 24
47%
9 anos
ou
mais 1121,6%
TOTAL
51100%
7
N°
d
pacientes<112345618910111213
Idade(anos)
Figura 3: Distribuição dos casos de meduloblastoma segundo a idade.
Em
nossa casuística,observamos
uma
predileção pelo sexo masculino.A
relaçãomasculino I feminino, encontrada, foi 3/2 casos,
ou
seja,61%
do
sexo masculino e39%
do
sexo feminino. Obseive a figura 4:
-. -. -.- ~. × ~.~.~.-.-.‹:~›.›:-.~.~:~z.~z.- \ z ‹.- ‹.« ;×'<›;\'~:×'<:-:¬:<<-'‹;;;:‹<~:~2‹‹‹‹-:~:<~°‹:<~;‹‹-:+4-;$-:›;<<<<^'^‹‹‹:;*~;<-:‹:~:‹'›;‹‹-;~:‹<‹<‹ í'Í'¡I-Iíí.í:iIí ,___:›:-:¡:;:›:;:-:‹:-:-:;:;:;:;:›:;:.,.,.. ¡:;:;:¡:-:;:›:‹:¡:¡:; '-^-"':`_.¿.‹~$;›_“››:;:;*‹ )\››~'›:› '-\z‹-;-:;›'f›'\\.';_\-:-§›__\'š<›:-›“ q :.;:›:-:z: :,:: 1:--~'›¬-'Í---1:-:-:¡: ‹:-:-;-;í:~:1-1:-:»'- ›:-:\:~ .› .-.--.-:-.-: .-:-.>›3>. .;:.:;z:::- ` 'Z Izízi:TS:í:1:í2:1:?:l:1:¡:i511:15:í:í:¡:¡:1:I:1:í:i:1É:iäÊ'Í'IF'¡›1:1:¡:1:í:í2$:$:1:f:í:¡:¡:1:1:1:1:1:¡:¡:í:¡:I:í:2:1$$:í:1:1 -. ›í› 1 ' '~ 1:1:Í:1:5:f:1:¡:‹:f:7:í:¡:¡$:75:11Í:¡:3:¡:¡:Í:Í:7:1:¡í:3:5:f;-:15-:¡:¡:¡:¡5:-:3:¡:1:f:¡:3:3:Í:3:í:íS:7:¡:5:í:Í:?:í:5:5:§:5:Í:¡. :.:;." . =: ›.í:›..-:¡:` ‹. . ;':` íEiE1EiÉ?2152512151552ÉIÉIÉZEIÊíEIÉ1E1ffíífíšíšfífiiíšífiíiifii-.-Í-E1;-Í-:IÊÉ13E321EíiíšíffšíifiíiíiíšíiiiíE7215iiífífífífífííffffiiffí V ' V :§:z:;:;;;.¡;;.;:;.¡:;:;:§:;1;:;:;;¡.;i¡:¡:;;;:¡:; ;:;>;.;:;:;:;:;.;:;:; ›:-›_:-:;:-':››¢^›:~:‹:-:~:~:;:~:f:-:-1-'P'>*'-›<'-:~:-:››:-xi'~'-:›°:~:-:-'-"›" ¡'.¿‹¬'-:~:-:~:;~:-'~°-"‹;'~;¢~ :- ~›""~;-:›:-:-:›;›;›:›;-;-;~;›.~:-.-;"H -;-:-:':‹:'.-:‹;‹:-:- -'~:-. ..¬- ›. .~:›. .- '- ‹\'-.: .\\ × `- ~ ~ » ~‹« z:z:z~‹:z:z:z:z:z:éz:z:éz:z:z:z~ ~ ~« ~ «« « ~ .z=z:z=z:,‹z:z:z:z1z:ršs›sz:zšsšzi:=:=ššsssësz=z=z=z$š€=š§šz=§ššz=§:ëššsiss%sšs§s:=:=sšz=:=:=z=:=šsššsz1ä› _» H
'Masculino
Feminino
››:‹:-x-:-:~:›:-:-:-:-:-:››:-:-:›:-:-:-:-:~:-:-:-:-:~:›:›:-:-:›:-:1:¡:1:5:~:5:1:3:5:3:í:¡:1:í:¡:¡:5:5:5$:¡:3:¡:5;3:1:¿:i:l:í:"`:J:I:3:Â:¡:5:5:1:5:¡:¡:í:5:-:í:í:í:¡?"':1:í:¡:¡:-:-:í: .5:¡:¡:¡:í:-:-. :-:-›21":›:1:i:í:¡:-:-:-:í:-:›:-:-›:-:-:-:-:-:¡:l:2:1:i$:¿:í":5:1:1:í:-2.':-›:1:1:2:5:í:í:¡:-:¿:¡:1:l:525:55:52-Figura 4: Proporção dos casos de meduloblastoma masculino / feminino.
Quanto
a procedência, todos os nossos casos foram autóctones de Santa Catarina, e8
Santa Catarina
Meso-regiões segundo IBGE 1999.
_
Oeste_
Planalto Serranoifi
veia do |m¡a¡_
None_
FlorianopolisFigura 5: Distribuição dos casos de medulobiastoma nas diferentes meso-regiões catarinenses.
Dentre os pacientes
com
diagnóstico de meduloblastoma, tomou-se a seguinteabordagem
terapêutica
no que
tangeo
tratamento da hidrocefaliaque
acompanha
os tumores de fossaposterior:
TABELA
2:Conduta
adotada
na
Hidrocefalia
em
pacientes
com
meduloblastoma.
DERIVAÇÃO
FREQUÊNCIA
PERCENTUAL
NAO
DERIVADO
35,9%
DVP
PRE
REssEcÇÃo
DVP
PÓS
REssEcÇÃo
DVP
NÃO
REssEcADo
DVE
Pos
RESSECÇÃD
DVE
NÃo
RESSECADO
NÃo
DEscRITo
›--\›-Iuibàë74,4%
3,9%
9,8%
2%
2%
°o l 2/
TOTAL
51100%
Fonte: Prontuários médicos do HIJG. DVP=Derivação Ventrícuio Peritonial; DVE=Derivação Ventncular
9
No
que
tangeo
tratamento cirúrgico, a conduta adotada é descrita na figura 6:Figura 6: Tipo de ressecção adotada para o tmtamento dos meduloblastomas.
Para alguns autores, entende-se
como
ressecção total aquelaem
que
amassa
tumoral éressecada por completo
do
pontode
vistado
Neurocirurgião e esta por sua vez écomprovada
com
Tomografia
Computadorizada
Contrastada dentro deum
tempo
ideal de24
horas de pós-operatório.
A
ressecção subtotal e' aquelaem
que
amassa
tumoral foi ressecada por completodo
ponto de vistado
Neurocirurgião,mas
aTomografia
Computadorizada Contrastadaprecoce evidencia resquícios tumorais.
São
parciais aqueles casosem
que o
Neurocirurgiãosabidamente
não
pode
ressecar todaa massa
tumoral pelocomprometimento de
áreaseloqüentes,
comprovando-se
resquício tumoral pelaTC
contrastada (4' 8).No
entanto, para nós, toma-se impossível classificar desta maneirauma
vezque
muitosde
nossos caso sãoda
era pré tomografia, enem
todos nossosrpacientes ainda hoje realizam taltomografia
tão precocemente.Por
tanto, consideramoscomo
ressecção totalou
subtotalaquela
em
queo
neurocirurgião não evidenciou invasão tumoral nos pedúnculos cerebelares eno
assoalhodo IV
ventrículo, conseguindo assim a ressecção radical; e, parcial, aqueles casosonde
se evidenciou invasão destas estruturas, obrigando-se a teruma
conduta maisconservadora.
Os
tratamentos radioterápico e quimioterápico realizados são demonstrados nas tabelas 3 e10
TABELA
3:Freqüência
de
radioterapiano
tratamento
dos
meduloblastomas do
HIJG.
RADIOTERAPIA
`FREQUENCIA
PERCENTUAL
AREALIZADA
34
A56,6%
NÃO
REALIZADA
15»29,5%
PERDA
ODE
SEGUIMENTO
2
3,9%
TOTAL
51100%
g-Fontet Prontuários médicos do HIJG;
TABELA
-4:»Freqüência
_de~»q_uimioterapia=no
tratamento
dos
meduloblastomas
do HIJG.
iiQUMOTERARIA
1=REQÚÊNíc1A`i
VPERCENTUAL
~REALIZADA
29
56,9%
NAO
1529,4%
PERDA
DE
SEGUIMENTO
713,7%
, iTOTAL
, 51 O100%
Fonte: Prontuários médicos do I-IIJG.
4
. No- quadro '1,
a
seguir, estratificamoso
seguimento dos pacientes,em
anosde
seguimento,e os conelacionamos-
com
o
tratamento- cirúrgico adotado.Chamamos
a atenção para a perdade
seguimento que,ao
longo ,destes 21 anosque
abxangeu nosso estudo, foi de 13 pacientes.Muitos de nossos
pacientes são provenientes, -de -outras regiõesdo estado
aptasao
acompanhamento
pós operatório (Serviçode
Neurocirurgia Nível2 de
complexidadedo
Sistema
Único de
Saúde).QUADRO
1;Tempo
de
seguimentoem
relação
ao
tipode
ressecção.
i
Pafçial lolp 20 30 7olp
_-____._.._....--...-._.- -...--__..-..._._-_-.. ...__._-_-_-_-..-_-..._-..-_.___._-_--..._-_-__...-..__.-_.,..
,Seguimento
<l ano
"lí-l,9anos 2f,~2,9ainos V3-3,9anos 4-4,Q*anos>5anos
Total TRessecção . 7 11 2 1
2
629
T0131 502p ______ _ __ Iv 2p 1olp4v 14o7p8v2
3 I-4 hd ~c:"'“o*'“ b-vi P-^ ©v°›-io»-Al I.2! 2
I. *'“ oi 1: ..!Bi
I.1
,_I
1: Q!E
l . . I .!
~Ressecção
' 20“Ê
____ *_ Tipo 1 ``````````"im
1 1ó
Desconhecido 10 _____________lg
__ 303pO
Não
1 0o
:""à
````"
Ressecado 60119 6029 Total ' 15 ' * 176
3 37
5113049 l103plv 3olp2v, 2olv Í Z g 3p lo2p4v 30ol3p8v
Dos
pacientes op_erados,- tivemos 2 reoperações por recidiva tumoral (paciente tratadosanteriormentecom
ressecção total),um
deles teve evoluçao ~ letalum
ano
apósa
reoperaçao, ~outro
perdemos
o
seguimento.~
As-complicaçoes descritaszpara. as
DVPS
são demonstradas. na tabela 5, a seguir:TABELA
5:.Complicações
das-deúvações
vent1fículofperítoneai.s».'Cisto
Abdominal
Ifisfiznção Valvgla;
Obito çoeteúoraçâo oNeum1ógi¢a›
Fístula Liquórica
Fistula na Válvula
Infecção
no
Trajeto-da VálvulaInfecção
na
Defivação
coM1›L1cAÇÃo
À w ~1=zRE-QÚÊNCIA 1 7 ›_-¡›p¿›-ni-udp-a Total. Z »-\ DOFonte: Pronnlârios médicos do!-IIJG.
5-Drs‹:UssÃo
Os
tumores do;SNC
representam20%
de- todosos
tumores.na
in-fâncial Um. Dentre- ostumores
do SNC. de
54%
(H)a.70%
(10)(msão
localizados-
na
fossa posterior;O
meduloblastoma éo tumor
maisfieqüente
no
SNC
na
infância (12) (13) (14). Representandode. 15.%.(6) (8)(“)' a-
20%
(4) (6) (8)“°) (”)“3)_“4)“'5)de
todos..os
tumoresdo
SNC;
e 1/3(33%)
dos
tumores
de
fossa' posterior (12),o tumor
pediátricomais
comum
no
cerebelo, seguido pelo astrocitoma (15).Eni nossa casuística,
encontramos
uma
freqüênciade
meduloblastoma .de20¿6%
dos
tumores
do
SNC,
que- parao
intervalode confiança
(15,7-26,1%) 'concordacom
os autoresque
indicam 20°/›< para esta freqüência mas, discorda. daqueles.que
indicam15%
para estafreqüência. Representou para nós
49%- dos
tumoresda
fossa posterior,com
intervalode
confiança. ¶(39,.l'-59%), discorda dos33%
descrito por Sutton paraTFP
(12)./Esta discordânciarevela
do
nossoponto
de vista características peculiares das populações abrangidas pelosdiferentes estudos. '
-~
É
descrita, para o meduloblastoma,.uma relação de2
masculinos para 1-1,5 femininos (4),(57,l-66,6%
masculinos para 33,4-42,9% femininos)que
parao
intervalo de confiançade
46-,I-74,2% parao
sexo masculino e 25-,8-S3í,9% parao
sexo femino concordacom
a nossaamostragem.
O
picode
incidência varia de 7-8 anos (4), 3-8 anos U2), 7-12 (15)..Em
nossacasuística encontramos 5_,.6 (média) :I: 3,592 (desvio padrão).
A
apresentação. clinica clássica dos meduloblastomas é aSíndrome
de. HipertensãoEndocraniana.
em
94%
dos casos (16),em
decorrenciarda
obstrução liquorica causada pelotumor
e consequente hidrocefaliasupra tentorial. Segundo- Di-as e Albright, aSHEC
(síndromede
hipertensão endocraniana-)~ é- responsável. por grande parte- da-‹ morbimortalidade-_ de-pacientes
com
meduloblastoma,pode
ser quantificadada
seguinte forma('6)':13
0
Grau
I; Paciente acordado, alerta,com
cefaléia de-moderada
a discreta e-poucas
náuseas e vômitos. - -0- Grau. 2: Cefaléia severa, irritabilidade; náuseas
e
vômitos significantes e-letargia leve.
0
Grau
3: Letargia significante,mas
segue comandos- e' fala coerentemente.0
Grau
4:Não
verbaliza-,movimentos
involuntários e ausênciade
interaçãosignificativa
com
o
ambiente.1 Grau
5:Compressão
do
Tronco
Cerebral (postura motora, alteraçõespupil-ares,
Historicamente a hidrocefalia foi abordada de maneiras diferentes.
No
iníciodo
séculorepetidas punçõesfventriculares
eram
uma
práticacomum;
Em
1940, a derivação ventricularextema
temporária foio
procedimento adotado.Porém
estes procedimentos eram»acompanhados de
grande-numero de
complicações infecciosas ehematoma
subdural..Em
1960,
houve
uma
melhoria significativa destas complicações naabordagem do
hidrocéfalocom
avadoção da
derivação ventricular intema permanente (l6>'“~7)LPorém,
muitos; autores questionamo
usode DVP'em.
todos os pacientesuma
vez.que.jnemtodos necessitam
de
derivação.. no- .pós operatório. Este procedimento adiao
tratamentodefinitivo, e- complicações inerentes.
ao
procedimento-como;
herniação ascendente (hérniade
tentório)¿ hemorragia intratumoralr e disseminação
da
doença pelo
cateter (complicação rara)(4)(12)(l6) (17)¿
Fatores; preditivos para. necessidade
de
derivaçãø» permanentetem
sido. investigados.. ParaDias
e Albright, soment_e_az extensão da ressecção (grandetumor
residual) eo
fechamentodural (impossibilidade de durorrafia) são preditivos para a necessidade
de
derivaçãopennanente
no
pós operatório (16). Já* paraLee
et al: concorda-que
a ressecção- tumoral(parcial) .seria
um
sinal preditivoporém
ele justifica estapor
estar associada aum
maiorestadiamento Tumoral; eo tem. dados. discordantes
de
Dias; e_ Albright,no
que 'tange a idade-(menores de
6
anos maior necessidade de derivação permanente) e a hidrocefaliaque
paraeste é preditiva- e aquele-
não
(17). Diferença. esta justificável' pelo diferente-modo
de
classificação-
da
hidrocefalia, clínico para aquele e através de.imagem
(RM
e TAC.) para este.As conduta»
de
eleiçãono
HIJG
paraabordagem
do» hidrocéfalo. éo uso de
Corticoesteróides (Dexametasona. límg/Kg/dia)~,..seguidade
DVP
pré~operat.óri›a_ez ressecção1,4
tumoral radical (eletiva): esta conduta foi adotada
em
38 dos
Sl pacientes-.Dos
3" pacientesnão
derivados 1 faleceu, 12. dias após a intemação,não
sendo feita, portanto, a ressecção tumoral; outro faleceu, 23 dias' após à- ressecção tumoral; e, o» último foi submetido- à ressecção tumoral total e está vivocom. 4
anosde
sobrevida. Dois pacientesnão foram
derivados inicialmenteporém
requereramno
pós' operatório (ressecção total) aDVP,
ambos
vivos 1 e 3 anos de sobrevida.
Os
pacientes (2 casos) submetidos aDVE
são pacientesque
desenvolveram Hidrocefalia. grave
e
por conseguinteforam
submetidos a ventriculostomia.de
urgência, falecendo
2
e 73 diasapós
o
procedimento.A
derivação pré.-operatóriacomo
conduta padrão é- plausível,uma
vez
que, virtualmente-amaioria dos pacientes tratados neste serviço é
T3
eT4
da
classificaçãode
Chang.-Harisiadis(T
M), conforme
tabela 6.A
necessidadede
DVP
no
pós operatório é descritacomo
40% em
quatro
semanas
de
pós operatório,porém
ao
pós operatório tardio esta incidência _éincerta (17),e acreditamos
que
com
maiortempo
de
seguimento,esperaremosuma
necessidadede
DVP'
maior para estes pacientes;
além
de35
(68,6%) dos
pacientes terem idade inferior a 6 .anosde
idade.
TABELA
6:Classificação
de
Chang-Harisiadis para
Meduloblastoma
Cerebelar
TI
“Tumor
.<3cm
na
maior dimensão, e limitado a posição na linhamédia
(vermis), tetodo
IV
ventrículo e-menos
freqüentemente hemisférios cerebelares.T2
Tumor >
ou
=
3cm
na maior dimensão, invadindouma
estrutura adjacenteou
parcialmente penetrando
no
IV
ventrículo.T3a-
Tumor
invade estruturas adjacentesou
penetrando completamenteno
IV
ventrículo,com
extenção para o-aqueduto de
Sylvius,Forame
de Magendie
ou
Luschka,- produzindo- hidrocéfalo.
T3b
Tumor
originando-sedo
assoalhodo
IV
_ ventrículoou
tronco cerebral epenetrandot
no IV
ventrículo.T4
Tumor
espalhando-se através..do
aquedutode
Sylvius para envolver ozventrículo
ou
mesoencéfalo,ou tumorextendendo-se
àmedula
cervical. T ÍM0
~Nenhuma
evidencia
de
crescimento subaracnóideoou
metástase hematogenica..M1
Celulas tumorais encontradasem
citologiade
líquor.M2
Crescimento nodular demonstradono
espaço subaracnóideo cerebelarou
cerebral, III ventrículo
ou
ventrículos laterais.M3
Crescimento nodular demonstradono
espaço subaracnóideo espinhal.Metástases fora
do
eixo Crânio espinhal.M4
_ W
-ç
roma
Hz1peúnerú‹~zaznzm“*°.- " ' " “ e “15
~
0
Confirmaçao
Histológica0- Citorredução
Máxima
0- Restauração
da
circulação liquóricaBaseado
nos fatoresde
risco para os. meduloblastomas é possível dividi-los,em
Alto eBaixo
risco,conforme
tabela 7:TABELA.
7
:- Fatores.de
riscopara
crianças
com
meduloblastorna.
Fator Baixo Risco Alto Risco
Extensão
da doença
Não
disseminada(M0)
Disseminada(Ml-4)
Estadio
do
Tumor
Chang
T1-2
Chang
T3-4
Ressecção Total/ Subtotal Parcial
Idades
>3anos
<3anos
Fonte: Tomita
W
'e Sutton im.Z '
Para
P
acientesde
baixo risco é esP
eradauma
sobrevidaem
5 anosde 60~70%,
e36%
P
ara
acientes
de
alto risco U2).A
resen aou
ausênciade
disseminao
tumoral. -1-4 éz o. fatorP
P
Çcom
maior significância preditiva na sobrevidade
pacientescom
meduloblastoma (6) (4) (12).A
disseminação é detectada
em
20-30%. das criançasao
momento
do
diagnóstico (Mielografia+
TC,
RM
com
contrastede
neuroeíxo, Citologia de--Líquor e Biopsiade
Aracnóide)mas pode
estar presente
em
50%~das
crianças (12).A
idade, por razões-não
muitobem
compreendidas, éum
fator implicadocom
oi- prognóstico dos meduloblastomas. Sabe-seque
crianças jovens sãomais. propensas a
doença
disseminada e cérebros imaturos são mais propensos aos efeitos lesivosda
radioterapia.Segundo Tomita
criançascom
3 anosou menos
de idade (idadecrítica) sofreriam graves seqüelas
da
radiação (4) (12).Os
tumores T1-2. são relativamenteinfreqüentes,
mas
guardam
diferença prognóstica significativa,quando comparados
aos T3'-4, lesõesmais
freqüentes. e-que
se manifestam- porSHEC
(4) (6) (12).A
extensão;da
ressecçãotambém
éum
fator prognóstico. Entende-se por ressecção total a inexistência detumor
visívelem
campo
operatório perceptível ao cirurgião enenhuma
massa
residual demonstrável pelosmétodos de
imagem
precoces (idealmente 24h); subtotal, trata-sede
tumor
imperceptível pelocirurgião, porém,
comprovado
resíduo tumoral por métodos- deimagem;
parcial,tumor
16
10%
damassa
tumoral (4) (8) U2) (17).Quando
comparada
às ressecçõestotal
ou
subtotal, abiópsia mostrou-
melhor
prognósticono pós
operatório imediato (6), atémesmo
pelapouca
agressividadedo
procedimento.Os
resultados referentes à ressecção total -e subtotalparecem
não
ter diferença» estatistica significativa,o que não
indica0
tratamento mais conservador,uma
.vezque
tanto ressecção parcial quanto. as biópsia são associadas aum
pior resultado.que
arcirurgia radical
quando
analisamos a evolução amédio
e longo prazo (4) (12).A
cirurgia,-radical_.é.o
tratamento adotado»no
HI-JG..Como
demonstra este trabalho,29
pacientes (aproximadamente
57%)
foram
submetidos a ressecção totalou
subtotal-ÇSegundo
Rocco
e colaboradores, esta conduta é possível* em- maisde
50%
dos _casos (8).A
ressecçãoparcial acontenceu
em
situaçõesemque
0
cirurgiãonão pode
ressecar. completamentea massa
tumoral por invasão de áreas eloqüentes,
como
o
tronco cerebral.Segundo
Rocco
e colaboradores, a mortalidadeem
2, anos é maiorem
pacientes.com
ressecção total
ou
subtotal-quando comparada
com
pacientes submetidos a tratamento maisconservador (parcial),
porém
a progressão para óbitoem
5 ano_s_ seria maior nestesegundo
grupo
(8).Não
encontramos, aparentemente, tal diferença signíficativano que
tange a sobrevidaem
2
anos para os diferentes tiposde
ressecçãoem
nossa casuística.Lembramos,
contudo,
que
o
emprego:de
qualquer teste estatístico seriapouco
fidedigno,uma
vez
que há
um
número pequeno de
pacientes submetidos a ressecção parcial (8 pacientes)em
nossacasuística,
o
que
também
não
difere- muitoda
casuísticado×refendo
autor (9- pacientes).Concordamos:
com
autor quanto à» progressão para óbito»em
5: anos para. pacientes submetidosa ressecção parcial,
uma
vezque não há
sobrevida acimade
4
anos dentre nossos pacientes.A
curade
meduloblastoma recidivadoé- algode
exceção. E.o
critério de cura descritona
literatura é,8r anos livre de
doença
(13).Dois de
nossos pacientes preencheramo
critériode
curaestatística; outros
2
estãoem
vias de preenche-la,com
5
anosde
sobrevida; euma
perdade
seguimento» ocorreu
com
6,8 anosde
sobrevida.Todos
estes pacientes.foram
submetidos àressecção radical.
Gökalp
et al descrevemuma
sobrevidaem
5 anosde
27%
para pacientes-com
ressecção'total,
14,5%
para pacientescom
ressecçãoparcial,com uma
sobrevida.em geralde
l5,5%(°).Porém,
Balter-Seri et al citamque
melhores resultadossão
descritos:64%
para total,56%-
17
Em
nossoaestudo encontramos20,6%
de
sobrevidaem
5 anos para pacientes submetidos aressecção total.
Não
o
obtivemoscom
ressecção parcial eno
geral. 16%. dos pacientes submetidos- a terapeutica cirúrgica.É' consenso
que
a radioterapiaaumenta
a
sobrevidados
pacientes.Em
1930,menos
de
2%
dos pacientes tinham sobrevida
em
3 anos.Em
11960,com
aadoção da
radioterapia local,39%
tinham sobrevida
em
5 anos.Em
1970-,com
aadoção da
radiaçãode
neuroeixo, obtivemos60%.
sobrevidaem
5 anos. Atualmente,com
a cirurgia radical e Radioterapia obtem-seem
torno _de
65%
.de sobrevidaem
5 anos, segundo o_ relatode
alguns autores (13).Porém,
estesúltimos dados
com
tãobom
prognóstico foram achados isolados e~não confirmados
em
outrasséries.
Também
é. 'sabidoque
as. seqüelas da irradiaçãoem
um
encéfalo imaturo sãodevastadoras: problemas neuroendócrinos e cognitivos entre outros (4)
(Gm)
.
A
quimioterapianão
é tratamento rotineiramenteusado
para a terapêuticados
meduloblastomas
em
muitos serviços. Elapode
ser utilizadaem
pacientescom
mau
prognóstico (paliativo), e
naquelesem que a
radiação traria seqüelas graves (6).Também
tem
seu usoem
pacientescom
recorrênciada doença
(13).A
quimioterapia faz parteda
rotinado
serviçodo
HIJG
parao
tratamentodos
meduloblastornas.Acreditamos que
os serviços.que não
a-adotam
como
medida
rotineira, éporque não
provém
de
recursos materiais eihumanos
para realiza-la;ou
discutem a relaçãocusto beneficio
de
tal procedimento.Dentre
os
pacientes abordados neste trabalho, 9' faleceram antesde
poder receber terapiaadjuvante (radio
ou
quirnio); 6- realizaram somente quimioterapia(_4 pacientes
com
idadeinferior a 3 anos, l óbito antes
da
radioterapiae
1 provavelmentepelo estadiamentodo
tumor,uma
vezque
estáno grupo
de pacientes vivos.com
5 'anosde
sobrevida); e,_6
realizaramsomente radioterapia, sendo
que
entre estes estáum
dos pacientesque
preencheram critériosde
cura descritos naliteratura (8. anos livrede
doença..(_l3))..Os
demais pacientes todosrecebem
radio e quimioterapia, excluindo as perdas de seguimento.
Um
dado que
não pode
passarsem
a devida consideração: a perda.de
seguimentoao
longodos 21s anos foi
de
13 pacientes (25%), algo relativamente alto.Cremos
que isto ocorreudevido a
somente
16 dos Sl pacientes serem provenientesda
mesoregião de Florianópolis.Muitos
pacientes são encaminhados ao serviçode
HIJG
devido a_ este seruma
referênciaregional, sendo
que
foi durante longo periodoo
único hospital.do
estadocom
UTI
pediátrica especializada. Portanto, estes pacientes são submetidosao
tratamento cirúrgicono
HIJG
e18
provavelmente continuam seu seguimentotemii serviços de neurocirurgia
de
suas mesoregiõeszA
diversas .mesoregiõâesdoz estadopossuem
serviçoz assisterrcialde
neurocirurgia. nível I. ou: 2.de
complexidadedo
SistemaÚnico de
Saúde. Virtualmentetemos
informações deque
outrosserviços
de
neurocirurgiado
paístambém
.tem sérios problemascom
o- seguimento-de
seuspacientes e-
dados de
prontuário; Araújo et al. relatamque
dentre-74
casosdemeduloblastoma
estudados
por
eleem
Curitiba,..de1990
a 1997, somente22 puderam
ser incluídosem
seutrabalho devido àí carência de dados» clínicos e prognósticos para 'o estudo (-5). Argollo e Lessa
discutem
em
seu trabalho a faltade
registros de Câncer,bem como
dados
insuficientesem
protuários -médicos» para obtenção
de
uma
casuística exata sobre a. prevalênciade
NeoplasiaCerebralna faixa etária pediátrica
no
estadoda
Bahia (18).A
Até
mesmo
as complicações das derivações ventrículo peritoneal (13em
nossa casuística)_acreditamos
serem
subestimadasz devido a perdade
seguimento.Com
ou aumento.da
sobrevidanas últimas décadas", devido. a
avanços
na terapêutica dos- meduloblastomas-,Í achamos'também
provável
o
aumento
da fieqüênciade
complicações das derivações (disfunções valvulares,fistulas e 'outras...),
uma
vez.que o
paciente esta convivendo por mais tempo.com
a derivação.Cochrane
et al descrevemque
75%
dos pacientes apresentaram déficit neurológicopós
operatörio,,68%
com
comprometimento comprometimento da
fimção
normal,como
resultadoda
soma
de
déficits pré operatórios e déficits adquiridos após .o pro_c_edimento~ cirúrgico (19).É
interessantetambém
salientarque
a maioria dos tumores ressecadosno
I-IIJGencontravam-seem' T3' e.T4,.
o que
sugereum
diagnóstico tardio desta patologiaÉ
de. vitalimportância
que
o
pediatra penseem
SI-IEC",quando
consulte criançascom
vômitosfreqüentes, irritabilidade, .transtornos
da
marcha, perdade
peso, etc.. Halperin' eFriedman
correlacionam
uma
curta duraçãodos
sintomascom
adoença
mais avançada.(tumor
decrescimento rápido) e a sintomatologia mais insidiosa designaria
um
tumor
menos
agressivo6
-
CoNcLUsÓ1‹:s
Em
nossa casuística,podemos
c_onclnir_queo tumor
do
SNC
pediátfico.-mais freqüente é_o
Meduloblastoma, onde,
o grupo
etáriomais
atingido' é~. o. de.2 .~ 8; anos, e aproporção» entre ossexos encontrada é 3 masculinos para 2 femininos.
A
Derivação ventrículo-¡p_eritoneaIí pré-fessecção, bem._.como.. a ressecção total.ou
subtotal são mas abordagens cinírgicas
mais
freqüentemente utilizadas'E
a freqüênciade
complicações
de
DVPs_¿é 13 casos.O
gwpo
de
pacientes submetidos. a ressecçãof- total ou- subtotal' apresentou-~maior sobrevidaem
5 anos de seguimento.A. quimio ez radioterapia são.. realizadas
em
mais da metade
'dos = pacientes
com
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10 11. 12.
7
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1994;2o(1\)z19é29~.APÊNDICE
A
PFOÍOCOÍOI:
Aplicado a todos os prontuários'médicos
com
diagnóstico deneoplasma
do
SNC.
Ordem:
Numeração
dos dados colhidosde
prontuários para posterior catalogaçãoem
banco
de dados.
Nome:
Por
motivos éticos retiramosdo
prontuáriosomente
as iniciaisdo
paciente.Registro:
Número
do
prontuáriodo
paciente.Idade:
A
idadedo
paciente ao-momento
do
diagnóstico e iniciodo
tratamentoem
anos, casoa idade fosse
menor
que
1ano
dividíamos a idadeem
meses
por 12' (idadeem
meses/ 1 2); casomenor
que
1 mês,arredondávamos
para 1mês
e dividiamos por 12 (l/ 12); desta maneiratodas idades obtidas
foram
em
anos.Sexo: Classificamos os indivíduos quanto ao sexo masculino
ou
feminino.Ano
dos
primeiros sintomas: Investigamossegundo
dados-do prontuárioo
anodo
calendáriogregoriano
em
que
o
paciente apresentou os primeiros sintomasda
moléstia.Topografia: Investigamos qual a localização
no
SNC
descrita parao
tumor, e classificamosem
supratentoriais, infratentoriais(TFP) ou medula
espinhal.Tumor:
Segundo
dados clínicos, anatomopatológico,imagem
e seguimento, classificamos ostumores quanto a sua histologia.
PIf0ÍOC0l02:>
Aplicado aos prontuários classificados.como
meduloblastoma.Procedência: Município
onde o
paciente vive, após classificávamos os casos quanto ameso-
região
de
origem.Tipo de
Derivação: Investigamos seo
paciente foiou não
submetido auma
derivação, casoverdadeiro se esta foi
uma
derivação ventrículo-peritonealou
uma
derivação ventricular externa, e se. foi realizada antesou
apósa
ressecção tumoral;-
não
Derivado( )DVP( )DVE(
) Pré» op( )
Pós
op.( )›Complicação.
da
derivaçãozr Investigamos.em
todos prontuários complicaçõescom
nexo
causal estabelecido
com
a derivação.Revisão
de
Válvula: Investigamos sehouve
ou não
necessidadede
revisãode
válvula nospacientes submetidos a. derivação ventrículo-peritoneal.
S ( )
N
( )'
Tipo de
Ressecção: Total'ou
.Su.btotal(» )~Aquela
em
que não houve
invasãodo
tronco'ou
assoalho
do
IV
ventrículo; Parci'al(' )-Tumores
queetinham invasãodo
troncoou
assoalho-do
IV
ventrículo.Não
ressecado ( ) Pacientesque
tiveram- evolução letal antesdepoder
se obter
uma
conduta cirúrgicaou
aquelesem
que
os familiares se recusaram. a tal tratamento.Ano
da
Ressecção:Ano
do
calendário gregorianoem
que o
paciente foi submetido aressecção.
Reoperação: Se
foiou não
necessária a reoperação.Caso
positivoo número de
vezesem
que
23
N(
)~S( )-n›°i devezes~___
Quando
, , ... ..
Tempo
de Seguimento:
Tempo em
que
se conseguiumanterumt
seguimento ambulatorial;no
HIJG-
dos
pacientes.Se
tempo menor
que
um
ano*_(tempo._ meses/'l'2); se -menorque
Ifmês
(1 mês/12), desta maneira temos»-todos os
tempos de
seguimentoem
anos..Sobrevida›:.VCalc_ula'mos- quantos
tempo
(fem anos)após
a. ressecção oz paciente, evoluiu para-tóbito
ou
a quanto-tempo(em
anos)-está* livreda
doençagse-<
que
1 ano-(tempo
em
meses/ 12),se
<
que
I*mês
(Imês/
1:2).Seqüelas;
Procuramos
por qualquer seqüela permanente adquirida após a cirurgia,de
modo
aafetar drasticamente a qualidade
de
vidado
paciente. 'Radioterapia: Lnvestigamosai11da.se oz pacientes-realizou-ounão radioterapia.:
St
)N(
)«_ -
Quimioterapia-:“
Se o
paciente: realizou.ou
não
quimioterapia-_ ~S`(. )N(- )~
Obs.: É. notório
que
muitas vezes os dados- dos- prontuárioseram
insuficientes parao
preenchimento
de
taislprotocoiosg. portanto fe'z+s_e§ necessário complementar: nossosdados
com
dados obtidos a partir
de
registrosde
cirurgiado
I-IDG; prontuários paralelosdo
serviço-de
Onco-hema`tol'ogiaído~ I-HIG eo
também
com
dados-do `serviç`o.de' radioterapiado
Hospitalde
_ -6 '. 1
TCC
UFSC
CC
0292 Ex.lNCMN
TCC
UFSC CC
0292Autor Arent André Mende
Tltulo Meduloblastomas
972311393