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Revisão: Sealand. Profa. Angela Limongi

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Academic year: 2021

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Revisão: Sealand

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Sealand - caso

 Durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha estabeleceu bases militares na costa leste da Inglaterra. Eram plataformas oceânicas, projetadas em 1940 pelo arquiteto inglês Guy Maunsell, apoiadas no fundo do Mar do Norte e capazes de abrigar tropas e armamentos. Uma delas, a chamada “Roughs Tower”, diferentemente das demais, foi instalada em águas internacionais, ou seja, além do limite de 7 milhas náuticas que então definia as águas territoriais britânicas. Após o encerramento do conflito, a plataforma foi abandonada e desmilitarizada pelo governo britânico.

 No inverno de 1966, cidadãos ingleses pertencentes a uma mesma família ocuparam a plataforma, equipando-a e restaurando-a. Em 2 de setembro de 1967, foi proclamada pelo líder do grupo a existência de um novo Estado - o Principado de Sealand.

 Sealand fica situada na parte do sul do mar norte, a cerca de seis milhas além da costa da Grã-Bretanha e de cem milhas das costas da França, Bélgica, Holanda e Alemanha, na latitude 51,53 N e longitude 01,28 E . Sua bandeira é vermelha, branca e preta. A língua oficial é a inglesa; a moeda é o dólar de Sealand (com câmbio fixo, no valor de um dólar americano). A "família governante" faz as leis e as interpreta. Para assegurar internacionalmente sua existência como Estado soberano, o Principado emite passaportes e selos desde 1969.  Os direitos da família e suas reivindicações sobre a plataforma marítima e águas territoriais não foram contestados

pela Corte Britânica. Mesmo após a extensão das águas territoriais britânicas para 12 milhas, nos termos da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos do Mar, em vigência internacional desde 1994, a Inglaterra não se posicionou definitivamente sobre a questão.

 Sealand existe de fato; oferece a plataforma marítima para instalação de servidores de Internet, por intermédio da empresa HavenCo, sob fraca regulamentação e sem qualquer respeito a normas internacionais de salvaguarda de direitos autorais e de propriedade intelectual, sendo esta sua principal fonte financeira. Seus passaportes podem ser solicitados no site oficial do principado, mediante pagamento [www.sealandgov.org].

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Sealand

Sealand fica a 11 quilômetros da costa de Harwich,

no condado de Essex, sudeste da Inglaterra, e o

acesso só é possível por helicóptero ou pelo mar.

O país é do que uma antiga plataforma de concreto

e aço chamada Rough Towers erguida em águas

internacionais (a 10 km de distância de

Suff olk, no

sudeste da Inglaterra) e abandonada logo após o

fim

da Segunda Guerra Mundial.

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Sealand

Em setembro de 1967, um ex-major do Exército

britânico chamado Roy Bates se estabeleceu com

sua família no inóspito lugar, proclamou o território

como sua propriedade e concedeu a si mesmo o

título de príncipe.

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Sealand

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Sealand

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Sealand

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Sealand – ponto A

Buscando

o

reconhecimento

internacional

do

Estado, alegam seus habitantes que:

A) por constituírem um povo, beneficiam-se do

princípio da auto-determinação dos povos, prevista

no art. 1º, no. 2, da Carta das Nações Unidas, e no

art. 1º, do Pacto Internacional dos Direitos Civis e

Políticos,

“in verbis”: “Todos os povos têm direito à

auto-determinação.

Em

virtude

desse

direito,

determinam

livremente

seu

estatuto

político

e

asseguram

livremente

seu

desenvolvimento

econômico, social e cultural.”

(13)

Sealand – ponto B

B) a finalidade do Estado é a salvaguarda da

liberdade

de

expressão

individual

na

Internet,

provendo meios para garantir e proteger os

“sites”

residentes em Sealand de ingerências externas;

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Sealand – ponto C

C) assim sendo, no território de Sealand, em razão

da

soberania

estatal,

decidiu-se

pelo

não

reconhecimento de normas inglesas e internacionais

acerca de direitos autorais e propriedade intelectual.

(15)

Sealand - questão

Advogados internacionais têm se manifestado no sentido

de que Sealand cumpriu todas as exigências legais para

a existência de um Estado, além disso, a plataforma foi

ocupada em período anterior à vigência da Convenção

das Nações Unidas para os Direitos do Mar, e desde

então são detentores de direitos sobre as águas que se

encontram nos limites fixados por aquele acordo.

Conteste

as

alegações

dos

habitantes

e

dos

advogados

internacionais,

analisando

justificadamente a possibilidade de Sealand ser

reconhecida como um Estado com fundamento nos

conceitos e categorias da Teoria do Estado.

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