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Companhia de Eletricidade do Acre - ELETROACRE

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(1)

KPMG Auditores Independentes Novembro de 2017 KPDS 204623

Eletricidade do

Acre -

ELETROACRE

Relatório sobre a revisão de demonstrações financeiras intermediárias

(2)

KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-firma-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative (“KPMG International”), uma entidade suíça.

KPMG Auditores Independentes, a Brazilian entity and a member firm of the KPMG network of independent member firms affiliated with KPMG International Cooperative (“KPMG International”), a Swiss entity. KPMG Auditores Independentes

SBS - Qd. 02 - Bl. Q - Lote 03 - Salas 708 a 711 Edifício João Carlos Saad

70070-120 - Brasília/DF - Brasil

Caixa Postal 8587 - CEP 70312-970 - Brasília/DF - Brasil Telefone +55 (61) 2104-2400, Fax +55 (61) 2104-2406 www.kpmg.com.br

Relatório sobre a revisão de demonstrações financeiras

intermediárias

Aos Acionistas e aos Administradores da

Companhia de Eletricidade do Acre - ELETROACRE

Rio Branco - AC

Introdução

Revisamos o balanço patrimonial da Companhia de Eletricidade do Acre - ELETROACRE (“Companhia”) em 30 de setembro de 2017, e as respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente para os períodos de três e nove meses findos naquela data e das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de nove meses findo naquela data, incluindo as notas explicativas.

A administração da Companhia é responsável pela elaboração das demonstrações financeiras intermediárias de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 21(R1) - Demonstração Intermediária. Nossa responsabilidade é a de expressar uma conclusão sobre essas demonstrações financeiras intermediárias com base em nossa revisão.

Alcance da revisão

Conduzimos nossa revisão de acordo com as normas brasileiras e internacionais de revisão (NBC TR 2410 - Revisão de Informações Intermediárias Executada pelo Auditor da Entidade e ISRE 2410 - Review of Interim Financial Information Performed by the

Independent Auditor of the Entity, respectivamente). Uma revisão de demonstrações

financeiras intermediárias consiste na realização de indagações, principalmente às pessoas responsáveis pelos assuntos financeiros e contábeis e na aplicação de

procedimentos analíticos e de outros procedimentos de revisão. O alcance de uma revisão é significativamente menor do que o de uma auditoria conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria e, consequentemente, não nos permitiu obter segurança de que tomamos conhecimento de todos os assuntos significativos que poderiam ser identificados em uma auditoria. Portanto, não expressamos uma opinião de auditoria.

Conclusão

Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as demonstrações financeiras intermediárias, acima referidas, não estão elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com o CPC 21(R1).

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KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-firma-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative (“KPMG International”), uma entidade suíça.

KPMG Auditores Independentes, a Brazilian entity and a member firm of the KPMG network of independent member firms affiliated with KPMG International Cooperative (“KPMG International”), a Swiss entity.

Ênfases

Incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional

Chamamos a atenção para a Nota Explicativa n° 1 às demonstrações financeiras

intermediárias, que indicam que a Companhia vem apresentando prejuízos recorrentes e, em 30 de setembro de 2017, apresenta o patrimônio líquido negativo (passivo a

descoberto) no montante de R$ 370.240 mil, prejuízos acumulados no montante de R$ 845.724 mil e excesso de passivo circulante em relação ao ativo circulante em R$ 183.186 mil. Adicionalmente, em 7 de julho de 2015, venceu o contrato de concessão da

Companhia e não será prorrogado conforme deliberado na 165ª Assembleia Geral Extraordinária da sua Controladora realizada em 22 de julho de 2016, sendo deliberado pelos acionistas que a Companhia receba, diretamente da União Federal ou por meio de tarifa todos os recursos de remuneração necessários para operar, manter e fazer investimentos que forem relacionados aos serviços públicos da Companhia, mantendo o equilíbrio econômico e financeiro, sem qualquer aporte de recursos pela Controladora. Esses fatos indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da Companhia. Nossa conclusão não está ressalvada em relação a esse assunto.

Valores a receber sujeitos à aprovação do órgão regulador

Chamamos a atenção para a Nota Explicativa n° 7 às demonstrações financeiras

intermediárias, que descreve que a Companhia possui créditos a receber do fundo setorial da Conta de Consumo de Combustível (CCC) em 30 de setembro de 2017, no montante de R$ 279.275 mil. A realização financeira desses créditos depende do cumprimento de determinados requerimentos previstos na Lei n° 12.111/2009, que estão em processo de avaliação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e pela transferência de recursos do fundo setorial CDE. Nossa conclusão não está ressalvada em relação a esse assunto.

Restrição sobre o uso das demonstrações financeiras intermediárias

Este relatório é para uso exclusivo da controladora Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobras e seus auditores independentes em conexão com a revisão das Informações Trimestrais (ITR) da data-base de 30 de setembro de 2017 e não deve ser utilizado para nenhum outro propósito.

Brasília, 09 de novembro de 2017.

KPMG Auditores Independentes CRC SP-014428/O-6 F-DF

Marcelo José de Aquino Danilo Siman Simões

(4)

1

Sumário

BALANÇOS PATRIMONIAIS PERÍODOS FINDOS EM 30 DE

SETEMBRO DE 2017 E DEZEMBRO DE 2016 ... 3

 

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS PERÍODOS DE TRÊS E NOVE

MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2017 E 2016 ... 5

 

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS ABRANGENTES PERÍODOS DE

TRÊS E NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2017 E 2016

... 6

 

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

(PASSIVO A DESCOBERTO) DOS PERÍODOS DE NOVE MESES

FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2017 E 2016 ... 7

 

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PERÍODOS DE NOVE

MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2017 E 2016 ... 8

 

1.  Contexto Operacional ... 9 

2.  Prestação do Serviço Público de Energia Elétrica ... 10 

3.  Base de apresentação ... 11 

4.  Caixa e equivalentes de caixa ... 11 

5.  Clientes ... 12 

6.  Tributos e contribuições sociais ... 15 

7.  Direitos e obrigações de ressarcimento ... 16 

8.  Ativos e passivos regulatórios... 18 

9.  Almoxarifado... 19 

10.  Serviços em curso ... 19 

11.  Repasse CDE... 20 

12.  Outros ativos ... 20 

13.  Cauções e depósitos vinculados ... 20 

14.  Ativo financeiro indenizável – concessões de serviço público ... 21 

15.  Imobilizado ... 23 

16.  Intangível ... 24 

17.  Fornecedores ... 25 

18.  Tributos e contribuições sociais ... 26 

(5)

2

20.  Pesquisa e desenvolvimento ... 28 

21.  Encargos setoriais ... 28 

22.  Benefícios pós-emprego ... 29 

23.  Outros passivos ... 29 

24.  Provisões para riscos cíveis, trabalhistas e tributários ... 29 

25.  Adiantamento para futuro aumento de capital ... 32 

26.  Patrimonio Líquido (Passivo a descoberto) ... 32 

27.  Receita operacional líquida ... 33 

28.  Custo com energia elétrica ... 34 

29.  Custos de operação e Construção ... 35 

30.  Resultado financeiro ... 36 

31.  Gestão de Risco Financeiro ... 37 

32.  Instrumentos financeiros por categoria ... 39 

33.  Imposto de Renda e Contribuição Social ... 40 

34.  Transações com partes relacionadas ... 41 

(6)

3

BALANÇOS PATRIMONIAIS PERÍODOS FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2017 E DEZEMBRO DE 2016

(Em milhares de Reais)

Ativo

30/09/2017 31/12/2016 ATIVO

CIRCULANTE

Caixa e equivalentes de caixa (4) 16.271 16.006

Clientes (5) 145.669 85.139

Tributos e contribuições sociais (6) 8.580 7.643

Direitos de ressarcimento (7) 39.382 103.458

Ativos regulatórios (8) 49.586 104.265

Almoxarifado (9) 2.250 2.226

Serviços em curso (10) 11.282 9.332

Bens destinados a alienação 86 86

Repasse CDE (11) 9.013 28.002

Outros ativos (12) 13.709 13.870

Total do Ativo Circulante 295.828 370.027

NÃO CIRCULANTE

Clientes (5) 47.664 41.902

Cauções e depósitos vinculados (13) 10.080 7.377

Tributos e contribuições sociais (6) 1.761 1.897

Direitos de ressarcimento (7) 239.893 243.030

Ativo financeiro - concessões de serviço público (14) 434.681 420.227

Imobilizado (15) 8.319 8.633

Intangível (16) 21.439 31.081

Total do Ativo Não Circulante 763.837 754.147

TOTAL DO ATIVO 1.059.665 1.124.174

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras intermediárias.

(7)

4

BALANÇOS PATRIMONIAIS PERÍODOS FINDOS EM 30 SETEMBRO DE 2017 E DEZEMBRO DE 2016

(Em milhares de Reais)

Passivo e Patrimônio Líquido (passivo a descoberto)

Nota 30/09/2017 31/12/2016

PASSIVO CIRCULANTE

Fornecedores (17) 236.799 258.015

Tributos e contribuições sociais (18) 81.833 52.495

Passivos regulatórios (8) 11.565 69.983 Financiamentos e empréstimos (19) 84.685 8.791 Obrigações estimadas 10.154 7.209 Pesquisa e desenvolvimento (20) 26.439 23.688 Encargos setoriais (21) 4.114 20.157 Benefício pós-emprego (22) 259 625 Outros passivos (23) 23.166 18.431

Total do Passivo Circulante 479.014 459.394

NÃO CIRCULANTE

Fornecedores (17) 268.155 255.278

Tributos e contribuições sociais (18) 132.716 98.676

Financiamentos e empréstimos (19) 391.543 360.653

Obrigações de ressarcimento (7) 82.462 146.051

Provisões para riscos cíveis, trabalhistas e fiscais (24) 6.448 8.032

Adiantamentos para futuro aumento de capital (25) 69.462 69.462

Benefício pós-emprego (22) 79 208

Outros (23) 126 197

Total do Passivo Não Circulante 950.991 938.557

Patrimônio Líquido (Passivo a Descoberto) (26)

Capital social 475.789 475.789

Outros resultados abrangentes (405) (405)

Prejuízos acumulados (845.724) (749.161)

Total do Patrimônio Líquido (Passivo a Descoberto) (370.340) (273.777)

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LIQUIDO (PASSIVO A

DESCOBERTO) 1.059.665 1.124.174

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras intermediárias

(8)

5

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS PERÍODOS DE TRÊS E NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2017 E 2016

(Em milhares de reais)

  Nota 01/07/2017 a 30/09/2017 01/01/2017 a 30/09/2017 01/07/2016 a 30/09/2016 01/01/2016 a 30/09/2016 RECEITA OPERACIONAL LIQUIDA (27) 151.663 386.802 108.808 336.942 CUSTO OPERACIONAL (126.617) (415.420) (104.084) (388.675) Custo com energia elétrica (28) (86.044) (251.179) (51.329) (208.194)

Energia elétrica comprada para revenda (135.216) (395.765) (55.562) (187.223) Combustível para produção de energia elétrica - - (37.726) (117.734) Recuperação de despesas - CCC 51.246 150.582 42.882 100.211 Encargos de uso da rede de transmissão (2.074) (5.996) (923) (3.448)

Custo de operação (29) (34.225) (149.152) (35.157) (131.067)

Pessoal, material e serviços de terceiros (30.440) (81.850) (23.863) (69.048) Depreciação e amortização (6.646) (19.268) (4.155) (12.579) Outros 2.861 (48.034) (7.139) (49.440)

Custo de Construção (29) (6.348) (15.089) (17.598) (49.414) RESULTADO BRUTO 25.046 (28.618) 4.724 (51.733) RESULTADO DO SERVIÇO DE ENERGIA ELÉTRICA 25.046 (28.618) 4.724 (51.733) Resultado Financeiro (30) 11.985 (101.793) (10.533) (69.609) RESULTADO OPERACIONAL 37.031 (130.411) (5.809) (121.342)

Imposto de renda e contribuição social - 33.848 - -

RESULTADO DO PERÍODO 37.031 (96.563) (5.809) (121.342)

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras intermediárias

(9)

6

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS ABRANGENTES PERÍODOS DE TRÊS E NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2017 E 2016

(Em milhares de reais)

  01/07/2017 a 30/09/2017 01/01/2017 a 30/09/2017 01/07/2016 a 30/09/2016 01/01/2016 a 30/09/2016 RESULTADO DO PERÍODO 37.031 (130.411) (5.809) (121.342) Ganhos e perdas atuariais (405) (405) (240) (240)

RESULTADO ABRANGENTE DO PERÍODO 36.626 (130.816) (6.049) (121.582)

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras intermediárias.

(10)

7

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PASSIVO A DESCOBERTO) DOS PERÍODOS DE NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2017 E 2016

(Em milhares de reais)

CAPITAL

INTEGRALIZADO ACUMULADOS PREJUÍZOS

OUTROS RESULTADOS ABRANGENTES TOTAL Em 01 de janeiro de 2016 475.789 (605.232) (240) (129.683) Resultado do Período - (121.342) - (121.342) Em 30 de setembro de 2016 475.789 (726.574) (240) (251.025) Em 01 de janeiro de 2017 475.789 (749.161) (405) (273.777) Resultado do Período - (96.563) - (96.563) Em 30 de setembro de 2017 475.789 (845.724) (405) (370.340)

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras intermediárias.

(11)

8

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PERÍODOS DE NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2017 E 2016

(Em milhares de reais)

30/09/2017 30/09/2016 ATIVIDADES OPERACIONAIS

Prejuízo Líquido do Período (130.411) (121.342)

Despesas (Receitas) que não afetam o caixa

Depreciação e amortização 3.580 2.272

Amortização do intangível 15.688 10.307

Juros, encargos e variações monetárias líquidas 29.579 7.305

Encargos financeiros 30.321 24.639

Provisão/reversão para créditos de liquidação duvidosa (2.191) 5.523

Provisão para contingências (1.584) (49)

Baixa de ativo intangível 14 (12)

Baixa de ativo financeiro 1.288 35

Receita de VNR (1.671) -

Reversão de Imposto de Renda e Contribuição Social 33.848 -

(21.539) (71.322)

Variação dos Ativos

Clientes (55.812) 2.100

Tributos e contribuições sociais (466) 97

Direitos de ressarcimento 72.671 (52.989)

Ativos regulatórios 54.679 (17.195)

Almoxarifado (24) 436

Serviços em curso (1.950) (1.894)

Cauções e depósitos vinculados (2.706) 144

Outros ativos 19.153 (14.992)

85.545 (84.293)

Variação dos Passivos

Fornecedores (8.339) 94.227

Tributos e contribuições sociais 57.301 105.288

Passivos regulatórios (58.418) (8.315) Obrigações estimadas 2.945 1.429 Pesquisa e desenvolvimento 2.566 506 Encargos setoriais (15.858) 16.458 Benefício Pós-Emprego (495) (346) Obrigações de Ressarcimento (101.173) (11.483) Outros Passivos 4.664 (3.213) (116.807) 194.551

Caixa das atividades operacionais

Pagamento de encargos financeiros (2.933) (3.228)

(2.933) (3.228)

Caixa aplicado nas atividades operacionais (55.734) 35.708

Fluxo de caixa das atividades de investimento

Aquisição do ativo imobilizado (517) (316)

Aquisição do ativo financeiro (14.955) (59.480)

Aquisição do ativo intangível (7.925) (1.712)

Caixa aplicado nas atividades de investimento (23.397) (61.508)

Fluxo de caixa das atividades de financiamento

Adiantamento para futuro aumento de capital - 64.871

Ingresso de empréstimos 84.862 9.701

Amortização de empréstimos (5.466) (5.815)

Caixa aplicado nas atividades de financiamento 79.396 68.757

Redução no caixa e equivantes de caixa 265 42.957

Caixa e equivalente de caixa no inicio do período 16.006 18.501

Caixa e equivalente de caixa no fim do período 16.271 61.458

265 42.957

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras intermediárias.

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9

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERMEDIÁRIAS EM 30 DE SETEMBRO DE 2017 E 2016.

(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma).

1. Contexto Operacional

A Companhia de Eletricidade do Acre – ELETROACRE (“Companhia”) é uma sociedade por ações de economia-mista de direito privado e de capital fechado, inscrita no CNPJ/MF nº 04.065.033/0001-70, localizada à Rua Valério Magalhães, 226, Rio Branco, estado do Acre. Sua controladora é a Centrais Elétricas Brasileiras S.A - Eletrobrás, detentora de 96,7076% de seu capital social. A Companhia é uma concessionária de serviço público de energia elétrica.

O objetivo social da Companhia é a exploração dos serviços de energia elétrica, realizando, para tanto, estudos, projetos, construção, subestações, linha de transmissão e redes de distribuição de energia elétrica, bem como desenvolvimento de atividade nos diferentes campos de energia com finalidade econômica, sendo tais atividades regulamentadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia - MME.

1.1 Continuidade Operacional da Compahia

A Companhia apurou prejuízo no período de nove meses o montante de R$ 96.563, aumentando o prejuízo acumulado para R$ 845.724, patrimônio líquido (passivo a descoberto) no montante de R$ 370.240 em 30 de setembro de 2017, bem como passivo circulante superior ao ativo circulante (capital circulante líquido negativo) de R$ 183.186 naquela data.

A portaria do Ministério de Minas e Energia nº 422, de 3 de agosto de 2016, designou, a Companhia, como Responsável pela Prestação do Serviço Público de Distribuição de Energia Elétrica, com vistas a garantir a continuidade do serviço na área de Concessão do Estado do Acre até a assunção de novo concessionário, ou até 31 de dezembro de 2017, o que ocorrer primeiro, nas áreas correspondentes aos Municípios no Estado do Acre. (vide nota 2).

A Eletrobras, controladora da Companhia , deliberou pela não renovação da concessão vencido em 7 de julho de 2015 e definiu pela desestatização da ELETROACRE até 31 de dezembro de 2017.

Como a distribuição de energia elétrica é um ato continuo, em 03 de agosto de 2016, o Ministério de Minas e Energia - MME editou a Portaria MME nº 421/2016 designando a ELETROACRE responsável pela prestação do serviço de distribuição de energia elétrica de forma temporária para o estado do Acre com vistas a garantir a continuidade do serviço, nos termos do art. 9º, paragrafo único da lei 12.783 de 11/01/2013.

A ELETROACRE protocolou na ANEEL o Plano de Prestação Temporária do Serviço de Distribuição, contemplando as seguintes premissas: i) Adimplência setorial; ii) Perdas de energia elétrica; iii) Custos operacionais; iv) Qualidade dos serviços; v) Periodicidade de entrega das informações a ANEEL e, vi) Aspectos financeiros e viabilidade do Plano. A ELETROACRE produziu estimativas de dados econômicos e

(13)

10 financeiros, fluxo de caixa e demonstração de resultado, para nortear e gerir a realização dessas atividades até a desestatização da ELETROACRE, conforme preconiza a Resolução nº003 de 13 de setembro de 2016, do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República que estabeleceu cronograma para realização do Leilão até 31 de dezembro de 2017. A nova redação dada pela Medida Provisória nº 735, de 22 de junho de 2016, definiu que, até a transferência da distribuidora para o novo controlador, a distribuidora receba diretamente, da União Federal ou por meio de tarifa, todos os recursos e remuneração necessários para operar, manter e fazer investimentos que forem relacionados aos serviços públicos da respectiva distribuidora, mantendo o equilíbrio econômico e financeiro, sem qualquer aporte de recursos, a qualquer título, pela Eletrobrás e, ainda, foi aprovado que sejam devolvidas, a qualquer tempo, a concessão da Companhia e que sejam adotadas as providências de sua liquidação, nas seguintes hipóteses:

(i) A transferência de controle acionário não seja realizada até 31 de dezembro de 2017, devendo ser observado as regras do Plano Nacional de

Desestatização (“PND”).; ou

(ii) a respectiva distribuidora deixar de receber diretamente, da União Federal ou através de tarifa, até a sua transferência para o novo controlador, todos os recursos e remuneração necessários para operar, manter e fazer investimentos que forem relacionados aos serviços públicos da respectiva distribuidora, mantendo o equilíbrio econômico e financeiro da distribuidora, sem qualquer aporte de recursos, a qualquer título, pela Eletrobras.

2. Prestação do Serviço Público de Energia Elétrica

Na 165ª Assembleia Geral Extraordinária foi deliberada a não prorrogação da concessão da Companhia e a transferência do controle acionário, até 31 de dezembro de 2017 nos termos da Lei nº 12.783/2013.

Em 26 de julho de 2016, o Ministério de Minas e Energia – MME, mediante Portaria MME n° 388/2016, definiu os termos e condições para a Prestação do Serviço Público por órgão ou entidade da administração pública federal, estabelecendo que a Geração Operacional de Caixa deva assegurar os investimentos em quantidade suficiente para reposição de ativos e o pagamento dos juros da dívida, além da manutenção da adimplência setorial.

Conforme descrito na Portaria o reajuste tarifário ocorrerá de modo ordinário com periodicidade anual, a partir de 1 de setembro de 2016, exceto nos anos em que ocorra a revisão tarifária.

Companhia procedeu a rebifurcação da parcela do ativo financeiro na proporção correspondente, até 31 de dezembro de 2017, data limite para permanecer como responsável pela operação e manutenção dos serviços públicos de distribuição de energia elétrica.

(14)

11

3. Base de apresentação

3.1 Declaração de conformidade (com relação às normas do CPC)

As demonstrações financeiras intermediárias foram preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”) e estão apresentadas de acordo com o pronunciamento CPC 21(R1) - Demonstrações Financeiras Intermediárias.

Todas as informações relevantes próprias das demonstrações financeiras, e somente elas, estão sendo evidenciadas, e que correspondem às utilizadas pela Administração.

As demonstrações financeiras intermediarias da Companhia para o período findo em 30 de setembro de 2017, foram aprovadas pela diretoria em 9 de novembro de 2017.

3.2 Base de mensuração

Estas demonstrações financeiras intermediárias foram elaboradas com base no custo histórico. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos.

3.3 Uso de estimativas e julgamentos

A preparação das demonstrações financeiras intermediárias da Companhia requer que a administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetem os valores apresentados de receitas, despesas, ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na data-base das demonstrações financeiras. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas poderia levar a resultados que requeiram um ajuste significativo ao valor contábil do ativo ou passivo afetado em períodos futuros.

3.4 Principais práticas contábeis

As demonstrações financeiras intermediárias foram preparadas com base nas mesmas práticas contábeis divulgadas nas notas explicativas às demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016 e, portanto, devem ser lidas em conjunto com aquelas demonstrações financeiras.

4. Caixa e equivalentes de caixa

 

30/09/2017 31/12/2016

Contas bancárias à vista 4.380 6.677 Fundo fixo de caixa 35 13 Numerário em trânsito (4.1) 10.472 3.016 Aplicações financeiras (4.2) 1.384 6.300

(15)

12

4.1 Numerário em trânsito

São classificados nesta conta os valores recebidos pelos agentes arrecadadores que ainda não foram disponibilizados nas contas bancárias da Companhia.

4.2 Aplicações financeiras

A aplicação financeira no fundo de investimento , tem alta liquidez, baixo risco de crédito e as seguintes características:

Banco Tipo de Aplicação Tipo de Remuneração Vencimento Taxa Média (a.a.)

Banco do Brasil S. A RF CP BB-Extra Mercado Imediato 12,72

5. Clientes

30/09/2017 31/12/2016

A VENCER SALDOS VENCIDOS Total PCLD TOTAL TOTAL

Circulante Até 90 91 a 365 Faturados 41.096 34.809 19.560 95.465 (19.550) 75.915 59.198 Não faturados (5.1) 8.976 8.976 - 8.976 11.291 Créditos renegociados (5.2) 32.880 3.169 3.565 39.614 (15.611) 24.003 13.177 Comercialização CCEE (5,4) - 34.932 - 34.932 - 34.932 - Outros 1.843 1.843 - 1.843 1.473 Total 84.795 72.910 23.125 180.830 (35.161) 145.669 85.139 Não circulante Créditos renegociados (5.2) 56.276 - - 56.276 (8.612) 47.664 41.902 Outros - - - - Total 56.276 - - 56.276 (8.612) 47.664 41.902 Total Geral 141.071 72.910 23.125 237.106 (43.773) 193.333 127.041

5.1 Fornecimento não faturado

São reconhecidos como não faturados os valores apurados referentes aos dias para completar o calendário civil e estornados no mês seguinte, quando da efetivação do faturamento.

5.2 Créditos renegociados

Representa os valores resultantes da consolidação de parcelamentos de débitos de contas de fornecimento de energia vencidos de consumidores inadimplentes e com vencimento futuro, cobrados em contas de energia. Estes valores estão ajustados a valor presente, conforme determina o CPC 12, visto que no montante dos parcelamentos são contabilizados no momento de sua constituição, incluindo os juros acordados na assinatura dos contatos. Abaixo composição dos saldos parcelados:

(16)

13 30/09/2017 31/12/2016 Circulante Residencial 7.922 6.607 Industrial 1.592 1.486 Comercial 3.315 2.491 Rural 1.745 1.326 Poderes Públicos 19.287 5.111 Iluminação Pública 109 102 Serviço Público 5.644 1.146

(-) Provisão para Crédito Liquidação Duvidosa (15.611) (5.092)

Total 24.003 13.177 Não circulante Residencial 3.987 3.388 Industrial 1.063 1.353 Comercial 1.502 1.510 Rural 475 436 Poderes Públicos 39.437 33.134 Iluminação Pública 20 - Serviço Público 9.793 9.415

(-) Provisão para Crédito Liquidação Duvidosa (8.613) (7.334)

Total 47.664 41.902

Parcelamento Total 71.667 55.079

A variação ocorrida na classe Poder público é reflexo da negociação com o Estado do Acre referente a Execução Fiscal nº 0706572-02.2015.8.01.0001 conforme nota 18.1.

5.3 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa

Os saldos da provisão para créditos de liquidação duvidosa por classe de consumidores estão demonstrados a seguir:

30/09/2017 31/12/2016 Residencial (8.374) (7.121) Industrial (2.119) (3.307) Comercial (2.347) (3.384) Rural (141) (112) Poderes Públicos (21.171) (20.956) Iluminação Pública (3.721) (8.850) Serviço Público (5.900) (2.234) Total (43.773) (45.964)  

(17)

14 Está reconhecida em valor considerado suficiente pela administração, para cobrir as possíveis perdas na realização de créditos, cuja recuperação é considerada improvável.

Para a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa, o saldo a receber dos clientes com débitos relevantes é analisado em conformidade com a experiência da administração em relação às perdas efetivas com consumidores, a existência de garantias reais, a renegociação do débito e à situação do devedor, se em concordata e/ou falência.

Os critérios adotados estão conforme abaixo:

IDADES DE PROVISIONAMENTO PCLD CONSUMO CLASSE DE

CONSUMO (Alta Tensão) Relevantes Não Relevantes (Baixa Tensão)

Residencial 60 dias 90 dias

Industrial 180 dias 180 dias

Comercial 90 dias 150 dias

Rural 90 dias 180 dias

Poder Público 150 dias 180 dias

Serviço Público 120 dias 180 dias

Iluminação Pública NA 150 dias

Suprimento 60 dias NA

Consumidor Livre 60 dias NA

PIE 60 dias NA

PCLD PARCELAMENTO Número de

Parcelas Provisão ou Reversão Classes Privadas Provisão ou Reversão Classes Públicas

Até 36 Pagamento efetivo de 5 parcelas vencidas e não pagas 4 parcelas faturadas, De 37 a 60 Pagamento efetivo de 5 parcelas vencidas e não pagas 4 parcelas faturadas,

Mais de 60 Pagamento efetivo de 6 parcelas vencidas e não pagas 6 parcelas faturadas,  Parcelamentos:

Nos parcelamentos, a reversão do débito, está sendo feita de forma gradativa até o pagamento da 3ª parcela, assim no recebimento da 4ª parcela ocorrerá a reversão do montante ainda registrado na PCLD.

(18)

15  Movimentação:

A movimentação ocorrida nos saldos da provisão para créditos de liquidação duvidosa no período está composta, conforme a seguir:

  30/09/2017 31/12/2016 Saldo inicial (45.964) (54.103) Constituição/Reversão 1.779 (4.612) Baixa 412 12.751 Total Geral (43.773) (45.964) 5.4 Comercialização CCEE

O Saldo em 30 de setembro de 2017, corresponde liquidação de energia elétrica no mercado de curto prazo, que envolve a diferença entre a energia medida e a contrata pela companhia.

6. Tributos e contribuições sociais

Circulante 30/09/2017 31/12/2016

Impostos Retidos na Fonte 5.710 4.689

ICMS a Recuperar (6.1) 1.842 1.951 CSLL a Compensar 131 131 IR a Compensar 444 444 Outros 452 428 Total do Circulante 8.580 7.643 Não Circulante ICMS a Recuperar (6.1) 1.761 1.897

Total do Não Circulante 1.761 1.897

Total 10.341 9.540

6.1 ICMS a recuperar

Decorrente das aquisições de bens destinados ao ativo imobilizado e intangível.

 

Circulante Não Circulante

Saldo em 01 de janeiro de 2016 2.457 1.971 Constituição 20.898 63 Baixas (21.541) - Transferências 137 (137) Saldo em 31 de dezembro de 2016 1.951 1.897 Constituição 1.600 148 Baixas (1.863) - Transferências 155 (155) Saldo em 30 de setembro de 2017 1.843 1.761

Os créditos acima descritos são compensados por meio da apuração do ICMS sobre o faturamento mensal na razão de 1/48.

(19)

16

7. Direitos e obrigações de ressarcimento

Nesta rubrica estão alocados os valores de direitos e das obrigações com a Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis - CCC e os direitos apurados pelo subsídio baixa renda. 30/09/2017 31/12/2016 Direitos de Ressarcimento (7.4) Circulante CCC (7.1) 41.265 92.727 Provisão CCC (13.816) -

Subsídio Baixa Renda (7.2) 11.933 10.731

Total 39.382 103.458 Não Circulante CCC 239.893 243.030 Total 239.893 243.030 Total do Ativo 279.275 346.488 Obrigações de Ressarcimento (7.4) Não Circulante CCC 82.462 81.017 CCC - (Processo Judicial) (7.3) - 65.034 Total 82.462 146.051 Total do Passivo 82.462 146.051 Total Líquido 196.813 200.437

7.1 Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis - CCC

Refere-se a valores a receber decorrentes do direito ao reembolso do custo total de geração de energia elétrica para atendimento ao serviço público nos sistemas isolados.

a) Não cobertura do Orçamento do Fundo setorial CCC/CDE para 2017:

Em 7 de fevereiro de 2017, a ANEEL emitiu a Resolução Homologatória nº 2.202 que aprovou o orçamento para o ano de 2017 da Conta de Desenvolvimento Energético – CDE. O orçamento aprovado pela ANEEL, além de reduzir a previsão dos gastos correntes com a CCC, não contemplou os valores que foram objeto de repactuações assinadas em 2014 e 2015 entre as distribuidoras Amazonas D, CERON, Eletroacre e Boa Vista (denominadas “distribuidoras”) e a Petrobras Distribuidora S.A., com o lastro na Conta CDE/CCC.

Sendo assim, as distribuidoras afetadas pela glosa do orçamento de 2017 da ANEEL para a Conta CDE/CCC, ingressaram com pedido de reconsideração, com efeito suspensivo, contra a Resolução Homologatória nº 2202.

Após a manifestação da ANEEL, o orçamento de 2017 da Conta CDE/CCC definido na Resolução Homologatória nº 2.204 permaneceu com a redução dos recursos destinados a Conta CDE/CCC referente ao ano de 2017, porém houve a previsão da liberação dos recursos equivalentes às prestações mensais a serem pagas entre as competências janeiro e dezembro de 2017, relacionadas ao 1º e 2º CCD.

(20)

17 A Companhia acredita que os recursos que foram objetos de glosa pela ANEEL permanecerão nessa situação até que a fiscalização do reprocessamento da conta CCC no período entre julho de 2009 a junho de 2016 seja concluída.

Com base nos eventos descritos acima, a Companhia reconheceu uma provisão referente ao custo de captação para fazer face a perda financeira em função dos montantes que não foram objeto do orçamento, conforme descrito abaixo:

1) parcelas dos recursos do 1º e 2º CCD vencidas até a data de 31 de

dezembro de 2016;

2) montante referente ao 3º CCD que ainda não havia sido repactuado com o Fundo CDE/CCC;

3) montante referente ao orçamento corrente de 2017 que não será recebido

pelo fato da ANEEL ter realizado corte no orçamento;

O montante da provisão foi calculado com base nos custos de captação que seriam incorridos pela Companhia caso a mesma necessite captar no mercado os recursos acima relacionados que não serão objeto de reembolso pelo Fundo CCC no ano de 2017. A taxa de juros utilizada como premissa nessa estimativa foi CDI (13,63%) + 5,54% a.a.

Dessa forma, a Companhia em 30 de setembro de 2017, mantém reconhecida uma provisão no montante de R$ 13.816 na rubrica direito de ressarcimento - CCC.

7.2 Subsídio Baixa Renda

Refere-se a valores a receber do Governo Federal decorrente de subsídio baixa renda.

7.3 Obrigações de Ressarcimento - CCC (Processo Judicial):

Se refere a uma ação ordinária, interposta pela companhia, objetivando questionar a obrigatoriedade de cumprir a Resolução nº 303/2008 da ANEEL, que determinou a devolução dos valores de ICMS reembolsados pela Companhia referentes aos anos de 2004 a 2006 anteriores àquela resolução.

Em junho de 2016 companhia reverteu o valor de R$ 65.509 milhões, ora provisionado na ação, com base na sentença 337/2010-B, da 22ª vara do Tribunal Regional Federal - Brasília – DF, que declarou extinto o processo com decisão de mérito e desobrigando a ELETROACRE a devolver os valores referentes a ICMS a título de reembolso, bem como de não ser atingida pelas penalidades previstas na resolução 303/2008 (nota explicativa n° 29).

7.4 Movimentação dos direitos e obrigações de ressarcimento

30/09/2017 31/12/2016

(21)

18

Baixa Renda (Processo Judicial)

Baixa Renda Judicial)

Circulante 92.727 10.731 - 82.984 1.671 - Adições 119.674 1.202 - 135.558 9.060 - (-) Adiantamento (176.594) - - (139.190) - - Atualização monetária 5.458 - - 13.375 - - Total 41.265 11.933 - 92.727 10.731 - Não Circulante 243.030 - - 240.374 - - Adições - - - 2.656 - - Baixas (3.137) - - - - - Total 239.893 - - 243.030 - - Circulante - - - 13.259 - - Baixas - - - (13.259) - - Total - - - - - - Não Circulante 81.017 - 65.034 76.581 - 60.671 Atualizações 1.445 - 475 4.436 - 4.363 Baixas - - 65.509 - - - Total 82.462 - - 81.017 - 65.034  

8. Ativos e passivos regulatórios

30/09/2017 31/12/2016 Ativo Circulante

Parcela A - CVA 49.117 99.573 Encargos de Serviços de Sistema - ESS 469 4.691 Outros Itens Financeiros - 1

Total 49.586 104.265 Passivo Circulante

Passivos Regulatório 8.380 38.126 Neutralidade da Parcela A 253 2.530 Sobrecontratação de Energia 1.639 16.394 Ressarcimento de Reposição na Revisão Tarifária Periódica 1.153 11.532 Outros Itens Financeiros 140 1.401

Total 11.565 69.983

(22)

19 Movimentação líquida do saldo de CVA duarante o exercício:

Saldo em 01 de Janeiro 2016 12.256 Constituição 55.487 Amortização (37.280) Bandeira Tarifária 3.819 Saldo em 31 dezembro de 2016 34.282 Constituição 29.290 Amortização (25.551) Saldo em 30 de setembro de 2017 38.021

8.1 Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A – CVA

Portaria Interministerial dos Ministros de Estado da Fazenda e de Minas e Energia nº 25, de 24 de janeiro de 2002, estabeleceu a Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da “Parcela A” - CVA, com o propósito de registrar as variações de custos, negativas ou positivas, ocorridas no período entre reajustes tarifários anuais, relativos aos itens previstos nos contratos de concessão de distribuição de energia elétrica.

a) Estas variações são apuradas por meio da diferença entre os gastos

efetivamente incorridos e os gastos estimados no momento da constituição da tarifa nos reajustes tarifários anuais.

b) Os itens constantes da rubrica outros itens financeiros são: exposição de Diferença de Preços entre submercados, penalidade por descumprimento de meta de universalização, Subvenção CDE - art. 13, inciso VIII, Lei nº 10.438/2002, repasse da sobre contratação/exposição de energia REN n° 255/2007, ajuste de Conexão/DIT RTP2013, ajuste financeiro referente recálculo reajuste/revisão ano anterior, diferencial Eletronuclear - Lei nº 12.111/2009.

9. Almoxarifado

30/09/2017 31/12/2016

Almoxarifado 1.100 930

Materiais em poder de terceiros 371 437

Resíduos e sucatas (9.1) 779 859

Total 2.250 2.226

Os estoques da Companhia estão registrados pelo seu custo médio, líquidos de provisão para obsolescência ou perda quando aplicável.

10. Serviços em curso 30/09/2017 31/12/2016 PEE 817 795 P&D 3.993 3.587 Outros 6.472 4.950 Total 11.282 9.332

(23)

20 Os projetos de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D são programas de

reinvestimentos que se encontram em curso, trata-se de uma exigência regulatória para as distribuidoras de energia elétrica, cuja finalidade é trazer economicidade aos consumidores. Quando concluídos poderão ser classificados como intangível e financeiro ou como despesa operacional.

11. Repasse CDE

Instituída pela Lei 10.438/02, a Conta de Desenvolvimento Energético - CDE é uma conta cuja arrecadação é usada para promover a competitividade da energia elétrica produzida por usinas que utilizam fontes alternativas: eólicas, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, carvão mineral nacional, etc. Parte dos recursos provenientes da Conta também é repassada para a universalização da energia elétrica no País.

O custo da CDE é rateado por todos os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado. Os dos Sistemas Isolados estão isentos desse custo.

As distribuidoras de energia são obrigadas a recolher, mensalmente, sua cota, que, por força da legislação atual, tem que ser homologada pela Aneel. O valor da cota é proporcional ao mercado atendido por cada empresa. O desembolso que as distribuidoras fazem para bancar a Conta é repassado aos consumidores por meio das tarifas. Isso acontece por ocasião do reajuste tarifário anual ou da revisão tarifária periódica das empresas.

  30/09/2017 31/12/2016 Repasse CDE 9.013 28.002 Total 9.013 28.002 12. Outros ativos 30/09/2017 31/12/2016 Fundos vinculados 484 481 Devedores diversos 2.572 2.448 Liquidações Projeto Energia + Eletrobras 211 189 Direitos com fornecedores e prestadores de serviços 772 772 Dispêndios a reembolsar em curso 534 539 Desativações em curso 6.357 5.101 Suprimento de Energia EDAmazonas 2.320 3.793 Outros ativos circulantes 459 547

Total 13.709 13.870

 

13. Cauções e depósitos vinculados

30/09/2017 31/12/2016 Depósitos judiciais Depósitos recursais Total Depósitos judiciais Depósitos recursais Total 6.534 3.545 10.080 6.199 1.178 7.377

(24)

21 Abaixo movimentação dos Depósitos vinculados:

  Depósitos judiciais Depósitos recursais Saldo em 01 de janeiro de 2016 5.721 1.308 Adições - 13.141 Baixa - (13.271) Atualização monetária 478 - Saldo em 31 de dezembro de 2016 6.199 1.178 Adições - 44.231 Baixa - (41.864) Atualização monetária 336 - Saldo em 30 de setembro de 2017 6.535 3.545

Os valores de depósitos vinculados são atualizados mensalmente pelo índice da pupança.

14. Ativo financeiro indenizável – concessões de serviço público

A infraestrutura recebida ou construída da atividade de distribuição é recuperada através de dois fluxos de caixa, a saber:

(a) parte através do consumo de energia efetuado pelos consumidores (emissão do faturamento mensal da medição de energia consumida/vendida) durante o prazo da concessão; e

(b) parte como indenização dos bens reversíveis no final do prazo da concessão. Esta, a ser recebida diretamente do Poder Concedente.

Essa indenização será efetuada com base nas parcelas dos investimentos vinculados a bens reversíveis, ainda não amortizados ou depreciados e que tenham sido realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido.

A movimentação dos saldos referentes ao ativo financeiro indenizável (Concessão) está assim apresentada:

Valor histórico Obrigações

especiais Valor líquido

Saldo em 01/01/2016 489.999 (186.874) 303.125 Adições 62.788 (5.210) 57.578 Baixas (1.524) - (1.524) Atualização de VNR (14.2) 12.355 - 12.355 Reversão de Impairment - Financeiro 54.924 - 54.924 Reclassificações (11.184) 4.953 (6.231) Saldo em 31/12/2016 607.358 (187.131) 420.227 Adições 28.009 (13.054) 14.955 Baixas (1.288) - (1.288) Atualização de VNR (14.2) 1.671 - 1.671 Reclassificações (884) - (884) Saldo em 30/09/2017 634.866 (200.185) 434.681

(25)

22 Segue abaixo abertura da movimentação do ativo financeiro indenizável (Concessão) em curso e em serviço:

Em serviço Em curso

Valor

histórico Obrigações especiais líquido Valor histórico Valor Obrigações especiais líquido Valor líquido Valor Saldo em 01/01/2016 357.332 (173.795) 183.538 132.668 (13.080) 119.588 303.125 Adições - - - 62.788 (5.210) 57.578 57.578 Transferências 22.116 (5.628) 16.488 (22.116) 5.628 (16.488) - Baixas (1.524) - (1.524) - - - (1.524) Atualização de VNR 12.355 - 12.355 - - - 12.355 Reversão de Impairment 54.924 - 54.924 - - - 54.924 Reclassificação (12.022) 4.463 (7.559) 838 490 1.328 (6.231) Saldo em 31/12/2016 433.181 (174.960) 258.222 174.178 (12.172) 162.006 420.227 Adições - - - 28.009 (13.054) 14.955 14.955 Transferências 80.291 (11.850) 68.441 (80.291) 11.850 (68.441) - Baixas (1.288) - (1.288) - - - (1.288) Atualização de VNR 1.671 - 1.671 - - - 1.671 Reclassificação (884) - (884) - - - (884) Saldo em 30/09/2017 512.971 (186.810) 326.162 121.896 (13.376) 108.520 434.681

14.1 Obrigações Vinculadas à Concessão do Serviço Público de Energia Elétrica (Obrigações Especiais)

As obrigações especiais (não remuneradas) representam as contribuições da União, Estados, Municípios e Consumidores, bem como as doações não condicionadas a qualquer retorno em favor do doador e as subvenções destinadas a investimentos na concessão do serviço público de energia elétrica na atividade de distribuição.

Ao final da concessão o valor residual das obrigações especiais será deduzido do ativo financeiro de indenização.

14.2 Reversão de Impairment BRR e Atualização com base no Valor Novo de Reposição - VNR

A Companhia vem reconhecendo no ativo financeiro as parcelas dos investimentos vinculados a bens reversíveis, apurados no modelo bifurcado definido na Interpretação Técnica do ICPC 01, os quais não serão amortizados até o final da concessão, que seria o valor da indenização a receber do poder concedente no termino do contrato de concessão.

Com a publicação da Lei nº 12.783, de 11 de janeiro de 2013, a qual dispõe sobre as concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, foram estabelecidas condições e regras para a referida indenização, regulamentado pelo poder concedente, que irá utilizar a metodologia do Valor Novo de Reposição - VNR.

Em 23 de novembro de 2015, a Resolução Normativa ANEEL nº 686, alterou o índice de atualização Valor Novo de Reposição das concessionárias vinculados à

(26)

23 concessão do serviço público de distribuição de energia elétrica ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (“IPCA”). Esta resolução determinou que a período de atualização seria entre a data-base do laudo de avaliação e a data da revisão tarifária anual.

14.3 Análise do valor de recuperação de ativos não financeiro

Para fins deste estudo foi utilizada a metodologia do fluxo de caixa descontado, neste método os fluxos financeiros operacionais da empresa são projetados até o término da vida útil dos ativos testados, sendo estes fluxos, ajustados a valor presente e somados. Observa-se ainda, que este estudo considerou como vida útil dos ativos até o termino da vigência da Prestação de Serviços Temporário de Distribuição de Energia.

De acordo com a Metodologia para o cálculo do Custo de Capital da Eletrobras, a taxa utilizada para descontar o Fluxo de Caixa no teste de impairment é o WAAC depois dos impostos (Pós-Tax), esta, ajustada para as empresas distribuidoras foi 6,01%.

As tarifas médias foram baseadas na resolução homologatória ANEEL nº 2.176 de 22 de novembro de 2016 – com aumento médio percebido pelo consumidor de 8,17%, aplicadas a partir de dezembro/2016.

O mercado de venda de energia elétrica em MWh para 2017, a Companhia considerou o crescimento de 11,30% em relação ao realizado em 2016 e uma perda de energia na ordem de 25,80%.

Para a rubrica de perdas no recebimento de créditos totalizaram R$ 33.867 para o ano de 2016. Considerou-se o mesmo valor para 2017.

Na composição dos custos de Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outras Despesas Operacionais de 2016, foram utilizados os valores realizado em 2016.

15. Imobilizado Saldo em 30/09/2017 31/12/2016 Custo Depreciação acumulada Obrigações especiais

Valor líquido Valor líquido Edificações, obras civis e

benfeitorias 14.549 (12.680) (447) 1.422 1.438 Terrenos 177 - - 177 177 Máquinas e equipamentos 6.169 (2.142) - 4.027 4.301 Veículos 556 (235) - 321 367 Móveis e utensílios 3.667 (2.525) - 1.142 1.277 Outros 1.230 - - 1.230 1.073 26.348 (17.582) (447) 8.319 8.633  

(27)

24 Abaixo detalhamos a movimentação dos bens do ativo imobilizado

Em serviço Em curso Valor histórico Depreciação acumulada Obrigações

especiais Valor líquido Valor histórico Total Saldo em 01/01/2016 21.101 (15.884) (476) 4.741 4.414 9.155 Adições - (850) 17 (833) 311 (522) Transferências 492 - - 492 (492) - Saldo em 31/12/2016 21.593 (16.734) (459) 4.400 4.233 8.633 Adições - (843) 12 (831) 517 (314) Transferências 1.667 - - 1.667 (1.667) - Saldo em 30/09/2017 23.260 (17.577) (447) 5.236 3.083 8.319

A depreciação do ativo imobilizado é calculada pelo método linear, tomando-se por base os saldos contábeis registrados nas respectivas Unidades de Cadastro - UC, conforme determina a Resolução n.º 674, de 11 de agosto de 2015. As principais taxas anuais de depreciação são as seguintes:

  Administração/Comercialização % Anos Edificações 3,33% 30 Veículos 14,29% 7 Equipamentos de Informática 16,67% 6 Móveis e Utensílios 6,25% 16 Equipamentos de Gerais 6,25% 16 16. Intangível

A movimentação dos ativos intangíveis está demonstrada abaixo:

Saldo em

31/12/2016 Adições Amortizações Transferências Baixas Reclassificações

Saldo em 30/09/2017 Vinculados à Concessão - Distribuição Em serviço Ativo Intangível 222.606 - - 5.984 (298) 775 229.067 Amortização acumulada (199.989) - (22.739) 13 284 - (222.431) Obrigações especiais (9.054) - 7.038 (172) - - (2.188) 13.563 - (15.701) 5.825 (14) 775 4.448 Em curso Ativo Intangível 7.062 231 - (5.984) - 109 1.418 Obrigações especiais (411) (206) - 172 - - (445) 6.651 25 - (5.812) - 109 973 20.214 25 (15.701) 13 (14) 884 5.421

Não Vinculados à Concessão

Em serviço 15.511 - - 8.549 - - 24.060 Amortização acumulada (9.824) - (2.749) - - - (12.573) Em curso 5.180 7.900 - (8.549) - - 4.531 10.867 7.900 (2.749) - - - 16.018 Total 31.081 7.925 (18.450) 13 (14) 884 21.439 Saldo em

01/01/2016 Adições Amortizações Transferências Baixas Reclassificações

Saldo em 31/12/2016 Vinculados à Concessão - Distribuição Em serviço Ativo Intangível 211.662 - - 2.045 (3.123) 12.022 222.606 Amortização acumulada (178.814) - (23.194) - 2.019 - (199.989) Obrigações especiais (13.336) - 8.911 (165) - (4.464) (9.054) 19.512 - (14.283) 1.880 (1.104) 7.558 13.563 Em curso Ativo Intangível 7.731 2.214 - (2.045) - (838) 7.062 Obrigações especiais (86) - - 165 - (490) (411) 7.645 2.214 - (1.880) - (1.328) 6.651 50.007 2.214 (14.283) - (1.104) 6.230 20.214

Não Vinculados à Concessão

Em serviço 15.432 - - 79 - - 15.511 Amortização acumulada (7.633) - (2.191) - - - (9.824) Em curso 5.273 (14) - (79) - - 5.180 13.072 (14) (2.191) - - - 10.867 Total 40.229 2.200 (16.474) - (1.104) 6.230 31.081

(28)

25 A ANEEL estabelece a vida útil-econômica estimada de cada bem integrante da infraestrutura de distribuição para efeitos de determinação da tarifa, bem como para apuração do valor da indenização dos bens reversíveis no vencimento do prazo da concessão. Essa estimativa é revisada periodicamente e aceita pelo mercado como uma estimativa razoável/adequada para efeitos contábeis e regulatórios e que representa a melhor estimativa de vida útil dos bens.

A Administração da Companhia entende que a amortização do ativo intangível deve respeitar a vida útil-econômica estimada de cada bem integrante do conjunto de bens tangíveis contidos na infraestrutura de distribuição. Assim sendo, esses bens devem ser amortizados de forma linear, respeitando a vida útil de cada um deles, limitada ao prazo de vencimento da concessão. Como resultado da utilização desse critério de amortização, o total do ativo intangível será sempre amortizado de forma não linear.

O valor residual de cada bem que ultrapassa o prazo do vencimento da concessão está alocado como ativo financeiro de indenização.

17. Fornecedores

30/09/2017 31/12/2016

Circulante

Fornecedores de energia elétrica 28.850 63.479 Materiais e Serviços 13.064 11.637 Conexão - Sistema de Transmissão 152 8.652

42.066 83.768 Petrobras (17.1) 148.569 130.854 Atualização Monetária 12.126 7.354 Petrobras CCD 25.454 10.873 Atualização Monetária - CCD 8.584 25.166 Total 236.799 258.015 Não Circulante Petrobras CCD (17.1) 253.200 243.783 Atualização Monetária - CCD 14.955 11.495 Total 268.155 255.278 17.1 Petrobras Distribuidora

O saldo com a Petrobrás é referente a aquisição de combustível para produção de energia elétrica para o sistema isolado, o saldo da dívida no curto prazo apresenta uma redução em função da Companhia ter pago parte da dívida com recursos do fundo CDE/CCC, oriundos do Custo Total de Geração – CTG para pagamento das obrigações. Já o aumento no saldo no longo prazo se deu em virtude da atualização da dívida pelo saldo devedor com base na Taxa Referencial do Sistema de Liquidação e Custódia - SELIC mais 1%.

(29)

26

18. Tributos e contribuições sociais   30/09/2017 31/12/2016 Circulante PIS/PASEP/COFINS 5.113 960 FGTS 384 292 ISS 1.843 1.708 INSS 2.028 2.329 ICMS 12.107 10.646 IRRF 181 626 Retenções IR/CSLL/COFINS/PIS 6.341 18.940 Parcelamento ICMS (18.1) 48.676 12.368 Parcelamento PIS/COFINS - 4.626 Parcelamento PRT (18.2) 5.160 - 81.833 52.495 Não Circulante ICMS (18.1) 132.716 98.676 132.716 98.676 18.1 Parcelamento ICMS

O valor apresentado refere-se a Ação Anulatória de Débito Fiscal nº 0008753-56.2011.8.01.0001, interposta pela ELETROACRE contra o Estado do Acre, em face aos autos de infração da Secretaria de Fazenda do Estado do Acre – SEFAZ, nº 120061100, nº 22006100, nº 3200611000, nº 420061100, nº 520061100, nº 620061100, nº 720061100, nº 820061100, referentes ao estorno de crédito de ICMS incidentes na aquisição de óleo diesel, na proporção das perdas técnicas comerciais ou extravios de energia produzida a partir do insumo.

Entre a lavratura dos Autos de Infração até dezembro de 2016, todas as ações administrativas e judiciais foram providenciadas pela Eletroacre.

Contudo, após a ELETROACRE esgotar todos os recursos na tentativa de reverter a decisão, foi prolatada a Execução Fiscal nº 0706572-02.2015.8.01.0001 que resultou no bloqueio efetivo de R$ 32.146 das contas bancárias da companhia. Posteriormente sendo transferidos ao poder do estado do Acre R$ 19.466.

Face ao exposto e considerando os elevados riscos de novamente ocorrer bloqueio nas contas bancárias da Eletroacre, a companhia, no dia 16/08/2017 após o aval do Conselho de Administração da ELETROACRE, celebrou parcelamento no montante de R$ 127.580 contemplando as seguintes premissas:

a) Primeiro pagamento do parcelamento no valor de R$ 15.000, parcelados em

15 parcelas iguais;

b) Redução das multas punitivas e monatórias em R$ 25.000;

c) Abatimento de R$ 25.000 das faturas vencidas e não pagas relativas ao

consumo próprio dos Órgãos Governamentais;

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e) Pagamento do saldo residual a ser parcelado, com valores iguais as faturas

mensais de energia do consumo próprio dos órgãos governamentais, (em torno de R$ 4.103 ) até a quitação total do débito;

18.2 Parcelamento pelo Programa de Regularização Tributária

A Receita Federal do Brasil através da Instrução Normativa Nº 1687, de 31 de janeiro de 2017, resolveu implementar O Programa de Regularização Tributária – PRT, instituído pela Medida Provisiória nº 766 de 04, de janeiro de 2017.

Na oportunidade, com base no inciso II do artigo 2º da referida IN, a companhia resolveu aderir ao PRT, no montante de R$ 44.500 em débitos diversos com o fisco federal, compensando 76% deste valor, cerca R$ 33.800 com créditos de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL e o restante R$ 10.700, parcelados em 24 prestações mensais. 19. Financiamentos e empréstimos   30/09/2017 31/12/2016 Circulante Eletrobras 84.685 8.791 Não Circulante Eletrobras 347.611 360.653 CCEE 43.932 - 476.228 369.444

Composição do saldo da dívida, por indicador com os respectivos percentuais de participação sob o montante dos empréstios e financiamentos:

30/09/2017 31/12/2016 Indexador R$ mil % R$ mil %

RGR (JUROS DEFINIDOS) 137.440 31,24 60.172 16,29 RO (SELIC) 33.558 7,63 30.747 8,32 RO (SELIC + 0,5%) 162.595 36,96 147.284 39,87 CDI-CETIP 88.150 20,04 84.513 22,88 IPCA 54.485 12,38 46.728 12,65 Total 476.228 108,25 369.444 100,00  

Principais indexadores utilizados para atualização dos empréstimos e financiamentos, acumulados para um período de 12 meses:

Variação % Taxas 30/09/2017 31/12/2016 IGP-M (2,12) 7,19 SELIC 8,13 14,18 IPCA 1,78 6,29 CDI-CETIP (119,5%-CDI) 13,18 13,18

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28 Composição da dívida em longo prazo:

ANO 30/09/2017 31/12/2016 2018 74.403 49.111 2019 52.550 45.166 2020 51.868 44.481 2021 212.722 221.895 391.543 360.653

Movimentação dos empréstimos e financiamentos:

Circulante Não Circulante Saldo em 01 de janeiro de 2016 80.553 202.656

Ingressos - 60.161

Transferência do Longo Prazo - (47.708)

Transferência do Curto Prazo 47.707 -

Variação - 2.313

Principal Incorporado (110.781) 110.781

Juros Incorporados (32.450) 32.450

Encargos da dívida 37.030 -

Amortização dos Encargos da dívida (4.764) -

Amortização (8.504) -

Saldo em 31 de dezembro de 2016 8.791 360.653

Ingressos - 84.862

Transferência do Longo Prazo - (80.869)

Transferência do Curto Prazo 80.869 -

Variação - 815

Juros Incorporados (26.082) 26.082

Encargos da dívida 29.506 -

Amortização dos Encargos da dívida (2.933) -

Amortização (5.466) -

Saldo em 30 de setembro de 2017 84.685 391.543

 

20. Pesquisa e desenvolvimento

30/09/2017 31/12/2016

Programa de Eficiência Energética - PEE 14.572 12.972 Programa de Pesquisa e Desenvolvimento - P&D 11.480 10.514 Fundo Nac. de Desenvolv. Cient. e Tec. - FNDCT 258 122 Ministério de Minas e Energia - MME 129 80

26.439 23.688

21. Encargos setoriais

30/09/2017 31/12/2016

Conta de Desenvolvimento Energético - CDE 4.058 20.101

Taxa de Fiscalização do Serv Energia Elétrica - TFSEE 56 56

Total 4.114 20.157

O valor apresentado na Conta de Desenvolvimento Energético - CDE, tem como base o despacho da ANEEL nº 1.857 de março de 2015, que definiu o valor a ser repassado ao fundo.

Referências

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