• • • • • • • - • J •• ... • .
''SECOAI �a CE_�&i"· de RodO"lpho.
' .
Th·oophilo. At8li:er& ·-Louis, .-editor.
Ceará 19.Ql.,
•
• •
. .
Dos c Ateliers-Louis>
àcaba
de virá
lume o bonitolivro Seccas do
·
Ceará- que
se recomm end� pelO .npÓlé·
que o firma, pel
a im:porta�cia dó as�t1 �ptp e.P.�F
sua vezreco!rtrne�da a seu i11tellig.ente
e
cuidadoso e�itor.E'
oderitno l
i
vro --- cotnq�e
o cea,ren�issim.Ç> � escripto�. R_o-. doljJhoT
he oph
ilo ayolurna o cabed�l literario do-
ceará
-
de
cuj
a linhagem intellectual .é
uma das mais notad·as figuras.E'
um livro saclio esincero q��
i_
nd
i
ca
. o�p9n·�
ctos capitaEs da calatnidade cearen-se nos p.ltjmos50
•
annos. '
PreparaflO de. estu<los se
r
io�,de
.
bôavonta-de,
de . .aturacla observa·4·ão -penetrou Ro�olphq pelo p
h
en
om. eno . a dentro.O l
hou- o meticuloso, revolveu-o ent' todo!i os- .sentidos, retnechetl- o en1 toda s as direcç9e�, Stl biu
a�
suas
1nais altas collinas, clesceu os seus tnais fundospre·
cipicios, percorreu as s ua
s mais ten
eb
Fosas veredassondou-<' em todos os seus
horrore
s
�-
·
pr
ocurou veriâcar todos os topicos e correctivos de attenual- oe Vtllta
des;uft
J>enosa
excursão ao feiob
à
r
a
tl1r0·
·
sobr
aç
and
o grossofeixe
fle
notas.J
�s
t
n
tl
a
-
o
bH 24
Rnnos-·-desde1877.
Tetnsic
l
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J
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e
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Clttão
o e
s
c
ruJJulo
s
o diari�ta
detodas
ai• ' ... • I • • • \ , • • -• • • -•
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çue te
m
reg1strarlo
<:cmcarl11ho
e
l
i
s
u
r
a.
·
.
-tao
real como Rquella.
. · ·.
, .
As
seccas
formam
aespinha dorsal do Ceará. Não
eIsto
um
.
paradoxo.
O
e
s
t
o
i
co
Seneca
o
insigqe phi
l,
(
·
Sop
h
o
latin0 escreveu
opanegyrico
da adversidade, que
:
•
•
e
po.sso
as
s
e
gur
:
u, o rijo
m
ol
d
e
cio
caracter, da coragem
d
lSsupremas
e
n
ergias;
.
..
•
. ' · ·
O
hom
e
m
--que
l
e
Ya
nt
ao braço, alcança
o
galho da
·
a
t
vore
ecolhe
ofructo
máduro,
abaixa
amão e tira
a
a_sua
.
na.
cisterna
a
seus
pés não
precisa
t
r
a.b
alh
ar
�v1ve
dono
da cornur.opia
da abundancia--é um indolente,
umpreguiçoso,
um
descuidado,
um
·
apathico.
·· .
O
cearense
está
e11tre
a&fortu.11a deste·
hotnem e
o
supplicio
do
Tantalo
do
·
mytho
grégo. Em
solo incle
mente
-
- de vez em vez
varrido de so
p
r
o
s quAntes
·sob
um
ceu
in
c
en
d
ia
d
o que
o
·cobre� nada consegue sem
e
s
forço
s
inauditos
é
trabalhador,
ener gico, pertinaz.
Tem
no
phenomeno
aescolá
(le
Stla.
activid
·
a,Je�
O
.
1neio é
crú,
a
lucta
é
v
i
c)len
t
a, mas
o
·
se
u
de
s
fei
c
ho
_
deixa-o
-
de pé
·e'
•
,.
1nais forte.
Não o
-
e
s
car
J
J
eça
m
os sep.s
irmãos felizes em
mejos
amigos,
mansos,
l
;e
m
fa
s
e
j
o
s
.E'
ingrato o
seu de
q
ua
ndo em
qu
a
ndo
.
a
sse
d
ia-
o
dos maiores t
or
m
en
to
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o
b
ri
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ando-
o
a
r
e
s
i
s
ten
c
ia
s
d
esc
ommunae
s.
Mas
.o dest�no
.
. .O
faclo
do
cearenso
n
ão
.
é
a
fatalidade dos romanos
..
•
•
,
I . . • • ... . • • , • 'i . • • DA ACAD�M1A C�ARENSB
173
turas se11 IlOlll�, dep()is . . ·. SOJ)ra o ·vento da bonança, vão
se os vapores escuros, faz-se litn pi(lo o firm�ITtento e o destino (lerratn(l
a
cor11UCOI)ia do� dias felizes. .F
�'
a secca ·-· - repit o - - -a discipli11a do trabalho e docaracter, � apanagio do
Ceará
á que�u se pocl11 app
li�a
ro COil
c
ei
to fran cez ----«aqztelq
·
u
e
ch,o.�e
'
nla
lhe�tr est bon.
') E111 se11s revezes perio(licos---apura. todas as suas
ener-gias -
41H1ra
triutnphar 11a lucta ela viela. l.Na att110Sl)l1era da
calatniclade
accordam no eearetise --qualidades que dorl).liriarn o son1 n o·
elo
Epirrienide3 no·ambie
n
te do bem-estar J)erlnanente, re1nançoso.E' de le111brar·o «r:e
qu'o1l
�
v
oi
t
et ce q
u'o
n, 1tevo-it
prls)
deFred.
l3a.stiatá
propositodo
franco economisado 11a i11 ver1ção da n1acl1i11a. Im�e(liatamente a secca
-qt1al Pa11dora entor11a11flo o· cofre . dos fiagellos- .
infor-
:
tt1na
a terra --com as Stla.s aho·111inações ·•-<<ceqzt'on voit.�
Por·
de traz
está a outraface
do
quadro
.
Na .extre111a raia_dos clestroços
en1erge profunda,
vivaz,
austera
a licção,da vida.
No fundo do vasorr:ysterioso bi'illta
o .bloco· dttouro
do
be11eficio,dfl
corn f'ensação-�-
�ceq1t'
on·· ·nevoit
pas.
» .E'
o que nos·ensir1a
av
el
l1a experiencia da$ edadespela penna
dG
supe
rno mestreH.
Spencer«ha
.uma ·alrna l)ôa nas cousas tnás, como
h
a ui11� altna .ele� ,,.erdac
l
e nas eousa.s falsas.»A
actividaderlo
cearense se estitnula 110 endureci�111ento
do n1eio ph.ysicoq
uc ll1e augn1enta o . gráo detensão. A
poz
a força da retrac�ão vern·
afÇ)r<,'a
de ex ·pansão que m ulti
p
lic
a todas as faculdades. E' o segredo'
n1aravil�toso
da
grande
lei
das co1npensaçôes. ·O
c e a rense
nãose
zar1ga C()ffi o desti110. Be1ndiza
.
sua sort e e
tnoureja
sen 1 cr,ssare é
feliz nasua
vidaafanada.
A
sc�ca 110s(
l
izirr
1
a,
llOS recluz�
crises fo�tnidaveis --para fazer-nos grandes, os desr.obridores
da
grau-·d
e
z
a
ela Amasonia, osp
r
im
e
iro
s
emais
procura.dos co-lonos do norte c do Stll <lo
pai
z
.
,
n) R
.
Th
e
op
h
il
o
, o estudador
do
magno problema cea-• • • • • I • • • • • ' ' ... . • • • • • • .. .. • • • • • • • • • •
• • ' • '
174
•REVÍ
S
T
.l
q
t1o
cJarrcen1<lo
seusa
b
e
r
edas
botldaties
do
seu
co
ra
ç
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o
.
E
'
asua nevrose, a sua
ob
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e
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sã
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m p
ol
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an
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e
.Da forn1osa
telésia
(le
su
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na
.
ingenua
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Bom
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e
r
i
va ine
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bauri,
;
e
l mana11cial
ele
s
erviço
s--n1
ui
t
os
·
ob
-
�.
s"'-··ros,
todos
in
es
timavei
s,
de transcenrlent.e valia.
A
stta
vida
tetn
sido go
,
�
e
rn
a
(
J
a
pelo
nobilíssimo
rleleite
de
fa
z�r .o
ber11.
Encontra secretos
edeliciosos encantos
em
praticai-o
---semruido, socegadamente,
desprendido,
sem _ seaperceber
do
queestá f�-tzen(lo.
E
n
.
o enlevo d'esta
li
d
a
tem
rc1nuneração a
set1ssentimentos altruistícos,
a
seus feitos de cida<ião
utilissirno,de ho
m
e
m
de
bem..;..,;.;,;,
q11e
o
é
na
tnais arnplacornr)rehensão
da p
al
av
r
a..Não
·d
i
l
ig
en c
ia outro galar()ão.
.
..Pouco ri' Re.
'faiTl
bem não franze
o
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o
sto
,-
não faz
um
rictzts
de a1r1úo
ou
d
e
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rado Jlara os qt1e lhe es
tendetn
amão e
não
arec
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olh
.
em
vazia.
D
e
sc
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ec
e a
rPctlsa para
os que
c
ar
ece
1n. E'
esta
aavultada
p
a
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e
l
l
a _-
que traz
a��apitai
n1oral
de
sua terra.
E
'
'
um
bom
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In
o
de
lo
na s{)cieda.de-que
OfJUlenta
de
suas-
virtudes.
}��
o
v-ir bor1,1l.s do
oradvr
roma
no.
.
Da
Stla
COJ)Íosacontrlt,uição litern.ria já disse
euen1bora ligeirarr1ente
em
outras occ
a
si
õ
e
s, e1nartig,Js
nó
Cea;·á
Illl-tstrado
e
11'esta
P,el�rista: E�
empenho Sltperior
aos apertos qo
meio
comprimente contra
o
qual arca
o
ir1fatiga\rel
li<ia.rlor
das
letras.
Ã
j
u�ti�·a
Iranda-me
de
c
larar
·
:;�i rosa
verdade in�i
dente que desvendei
facilmente e á conténto dos dois.
'l,rabalha
o
autor
(las Sleccas do
·
Ceará
sob
adoce
-mm
to mtelhgente
e
munommga e--
por
seu
cnter1o
e
fintt
i
n
t
uiç
ã
o
e
perfumes
do coração
meio-autora
.
dos
seuô
trabalhos
literarios,
de
seus actos de bPm-fazer.
E
'
c11a
acarinhosa inspira<_;ão
do
literatO,
do
scientista,
elo l1o1net11 (le
})enl.
�.Mr.rcce
umdemorado
lance de
v
i
s
ta
o
gabinete
de
trabalho do
operoso
hi
s
t
o
riador
---
umami
st
ur
a
d�
ph�r
m aci a e
de hib
1i
oth
e
ca
-
onde
se
encontram
receltnari�S
e
m
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Hmt�
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n.
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livros
e mais
• • -, I
175
I •s�
t
n.
.
"'
obrctsri
c
am
en
t
e
cneadcrnaclas.
Monurnenta altapra
n ao
co11l1tt�ce
de assttlua l eit ur
ao
bellissitno sonl1o deScipiilo, do
6.o
eultimo
li
vro ?
N'elle r.ecommenda o afri- .cano o ardor na
defeza
da republica<ha
u·mlugar
certoe
d
e t ertni11arlo ele atttelnáo - u1na eternidade de felicidadel)<lra.
os qu� etlgraudeceJn a sua patria.» E' o tral1all1o-pertinaz do eminente
mrmographis
t
a·
cujos
nervosno-Incarart1-no u1n clns eleitos do sonho do vet1ccuor '·<le � #
A nnibn l. O
esf
ort;o confiai
lo de Rodolpho
pelavida é
_...::--'
tlllla
a
c}'lh
ada detnonstração
da
vence(lora tl1eoria· darwiniana. Uma
.
S()ber
a
n
ia
da vor1�arleá
serviço (Ia- soberaniade
um
caracter. E' umforte na
luctada
vida que crúalhe
madrugou
e foitransformada
pelo seu
desembaraçadoquerer.
Nunca teve u1n esmorecimento; Quiz viver e'1IVeu.
A
sua
forçade
vot1tacl0 det1-ll1ea
confiança inspirad.a pelo
rJ�oi da
!\1edéa
de P.
(�orneille. I.Juctou, lt1etouse1n treguas, contorDou todos o�· estorvos, calCQU toclos ·
os espinhos
do
�atninho
e eil-o lo.nge. bern longe da sittlação angustiafla ele seti alvorecer orpl1anatlo .e llobre- _ .
fir1ne,
bem
firme naelevada
posi<;ãoa
.qu�
o fizeratnsubir os seu;.; inveja veis predicatlos -})Ort]Ue Ro{lolpho -. _ .
é
um granrle taler1to, ur11grailde
caracter e umgrant�is:..
sin'lo coração. Nas l1oras supremas
das
agonias -publiças,dos
pesa<ltimes privatlos corre ao I)rirneiro -reclat11o.·-. . ' ,
E
1n
flezerr1pro ult11no ao voltar de utn passeio aBahia- aonde o levaram os setts extremos de pae muito
(lesvclado 111uniu-se previamente dos meios de bat�J: o 1 110rbus
da
va
rio
laqtle
grassava e·. co
nti
nuano
EstuJo.Com
trabalho jnsano prepara a vaccina que espalha pelosqtJatro c
a
ntosda
cidade, por toclos os ponctos do inte�ior-
-
O
i
l<
l
e se
faz
preciso o milagroso preRervativo.Elle
mesn1o
vaccina diarian1ente em sua residencia-
f
a
z
m ai
s --
s
ae
paraa
rua, para os arra·baldes per- .correndo casa
por
casa. Esqueci(lo· de si, interessadosó
elo 1Jetrl
social
n
'e
s
t.a
li(la intensamente fadigosa etno I • • • • -• ' • • • • ' .. • .... • • ... • • -• - . • ' • • •
• •
1
7
.
�V1S 'l'A • • • • • • •de
scientista efficaz1net1te
au xilia ( iop
orSlla adoravel
co·m-p
a
nl
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a11nos ·- já bast::tntee
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l i d a (le rle seu fll�lri({o-
á
quem
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acili
t
aa
faina de
ser,un1a das 111ais Sl)li(las colutl111(1S
do
engrandecimento mo
ral da
sua p a tria.. \ .. •
c)
Secccts do Ceará
11m
botn
livro, bem
pen-.-L
·
,_
sa<Io,
b
et
n obsBrva(lo, ume
st
udoclocumentado
da phase
•
n1�1.is
tne1inclrosa da
vida cearen
se
.Mais
doqua
.isto
é
·utn
serviç
.o
relevar1te prestac1oa
sua terra.Estu1<lU
Ro�
/ "dolpho as
4
tlltitnasse�cas
qt1et�Ptn
em
seus.,
cot11p
_
ri
do
s
te11taculos con1pri1nirlo ao resiste11te Ceará.
Descreve
as·a
ng
t1stia
s docearense,
osn1eios
-acortsélhados, · praticadose
a
·I)raticar-para
r11inoral"as.D
esc
orre sobt;e.
as
causas
do �phenot11eno,
bate asqtle
se· oppõ
er nao
.
seu tnodo.de
ver· •-� que affirrna
co
i
lve
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.
cidamente
. E'
urn livr
ofranco,
se
m pre a.paixonaclo
do<ltle
o at1torpr
-
e
sume
ser averdarl�
- �-a cuja campanha
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alma.E' um
do-.ct1mento
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considei�arlo,á
luz· dos factos,cal-lllalnentett sem a
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q11e desvirtua o cot1ceito, setna
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preclilee·ções·
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l)A ACADEMIA CEA:REKSE ·
171
'
n·a sala dos retratos aponctando para o de
D.
Joiio
no·
< F�rei Llliz
de
Solisa��<le
Garrett. .;
.
A
descripção dopombal
esta curiosidadeda
en-,J
d
c
nu
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c�ar e n so ·6
uma
pa
gi
na
bellissim!l. Seria de mestres
e
o artistcl r1ão a r)in tas se t�1o({o
corricla, corno tra ba1hadod�l
f
·
'
b
re rltl pressa. Parece
utna fantasia. a historia dasrt ,�oa'llfes.
O l1istoriador
esthota apat1l1a-a, dá a sua impr
e
ssfi
o
e a ge11te a.t) lei-o ouve o arrullardas
pornbas,'Tê
o pr� a r
tl:) s c a t; a,1
o r es
11 os·
f o j os . . .
-r.. .
'
A
s11a nota pesso:.ll J1:.trece-lneé
a de u_m escril)tt>r clobraclo de 11m
·
b
air
r
ist
a.
Pelo queé
de- s.ua terrate111 os
c
ari11l
1osele artista
·j ur,.toa
sumina affeição cearense -- faze11clo- se o setl rnodo de ver do tamanho de ·
.
t1111a preclisposição psych_ica, da
mais
bella, da ma.is util dasnevroses. Cbamo-o por isto de
cea.rensissirno.
.
. �
•
Não· são i11feliz111ente para louv�r as qualidades
li-terarias
doestylo
de Rodolpl1·1 q11eé
desigual, d_iffuso.Te1n exoressões felizes, it11age11,) 1�a.tura·es, adrquad-as, 111as
a sua
phrase
é
fro·uxa, de• . p1astica (lescuidada,. cheia deincitlentes,-
de
repetições.Tetn
a ma11ia bellissima cl�escre r er des acotnp a11 l1ada
ela
clé
reler os seus trabalhos.E'
l1Tl1 trabalhador eS})iritllal Íllfatigavel, tnas appressado.Teria valor dollrado �l sua obrq já vultu0sn. se a cuidasse.
mais não a fizesse tão ás carreiras. Um grave .defeito
(le
seus nervos a nãose
11oderem deter. Vive Rodolphodesde rapa?;-- em bebjdo ele todo do nosso assum·pto ter
rivel. Deixa-se levar na torrente
e
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suas cogitações· ·eE q 11ece a ol)rigação !iteraria- para a qttal em_ má
·hora lhe escassêa a
pa
cien
cia e escreve com a· ligeirezaelo
fio cl 'agua closlisan (lo ra}}i(lo ·por planicie declivada.Não pesquiza .,periphrases bonitas, va� riscando o que lhe
vem espontaneo ao bico da penna tnuita vez elegante,
eloquente,
emoccionante.
R epara e•ta- senão a abundanciae támbem o
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que se d erra
tna por todoo
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autor.O
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