LEITE
Maria Helena Fagundes
1 - INTRODUÇÃO
A seguir são apresentados alguns aspectos do setor lácteo, no país e no mercado mundial, que contribuem para a formatação dos instrumentos e normativos a constarem do Plano Agrícola e Pecuário 2007/08, entre eles os novos preços mínimos para o leite in natura.
É importante mencionar as diversas iniciativas públicas em níveis federal, estadual e municipal destinadas a amparar o setor lácteo e propiciar o seu desenvolvimento entre elas: a destinação de recursos específicos para o setor por parte do Banco do Brasil; a recente prorrogação das medidas de defesa comercial de anti-dumping para os produtos com origem na União Européia e Nova Zelândia além dos compromissos de preços com Argentina e Uruguai, estabelecidos em 2005; a recente criação da Secretaria Especial para o Leite no Paraná; o calendário existente para a progressiva melhoria da qualidade do leite já em vigor na região Centro-Sul e que deverá ser obrigatória nas regiões Norte/Nordeste a partir de julho/2007; as diversas feiras e exposições em nível municipal, com destaque para o leite, principalmente na região Sul do país; entre outras.
A essas iniciativas governamentais, soma-se o esforço realizado pelo setor privado com a instalação de diversas novas unidades industriais e expansão das existentes em Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia, que aumentaram significativamente a capacidade de processamento de derivados lácteos visando tanto ao atendimento do mercado interno como às exportações, estas realizadas, no ano de 2006, para cento e treze países.
As informações que serão expostas a seguir amparam a proposta de que o preço mínimo atual, em vigor desde outubro/2003, deve ser modificado para o valor de R$ 0,40/litro para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste, R$ 0,38/litro para a região Centro-Oeste (exceto Mato Grosso) e R$ 0,35/litro para a Região Norte e Mato Grosso, sinalizando a necessidade de sua correspondência com o aumento dos preços internacionais de lácteos, com a recuperação dos preços internos, e com a pressão de custos, atual e projetada, sobre os principais sistemas produtivos observados nos principais estados produtores, como Minas Gerais e São Paulo.
0,1% Estados Unidos 77.140 77.290 77.535 80.286 82.508 83.007 78.952 19,1% 2,8% 1,7% 0,6% Índia 36.200 36.500 37.500 37.520 38.750 40.050 37.294 9,0% 3,3% 1,7% 3,4% China 12.998 17.463 22.606 27.534 32.800 38.100 22.680 5,5% 19,1% 26,0% 16,2% Rússia 33.500 33.000 32.000 32.000 32.200 32.800 32.540 7,9% 0,6% 1,9% Brasil 22.336 22.966 24.226 25.358 26.372 27.427 24.252 5,9% 4,0% 4,2% 4,0% Nova Zelândia ² 13.925 14.346 15.000 14.500 15.200 15.400 14.594 3,5% 4,8% 2,2% 1,3% Ucrânia 13.860 13.400 13.787 13.423 12.890 13.100 16.092 3,9% 1,6% Austrália³ 11.608 10.636 10.377 10.429 10.395 10.000 10.689 2,6% Argentina 8.500 7.950 9.250 9.500 10.300 10.800 9.100 2,2% 8,4% 4,9% 4,9% Países acima 361.107 365.398 372.901 382.202 391.915 401.284 377.325 91,4% 2,5% 2,1% 2,4% Outros 41.159 40.980 39.436 35.982 33.188 32.733 35.529 8,6% Total Mundial 402.266 406.378 412.337 418.184 425.103 434.017 412.854 100,0% 1,7% 1,4% 2,1% Notas:
¹ 2006 (dados preliminares); 2007 (estimativa). ² Ano/safra encerrando em 31/maio do ano apresentado. ³ Ano/safra encerrando em 30/junho do ano apresentado.
Tx.cresc.
MHF/Preço Mínimo Leite/Safra 2007-08 Fonte: IBGE/fev 2007 (p/o Brasil), USDA/jan 2007 (p/demais países e total mundial).
Tabela 1 Leite : Produção mundial e dos principais países/blocos produtores
2002 a 2007 ¹ Em 1000 t
2002-06
2 - MERCADO INTERNACIONAL
2.1 - Principais países produtores e exportadores
A produção mundial de leite tem aumentado a uma taxa de +1,4% aa entre 2002 e 2006, sendo que, nos principais países/blocos exportadores essa taxa foi: União Européia (-0,1% aa), Nova Zelândia (+2,2% aa), Austrália (-2,7% aa); Estados Unidos (+1,7% aa) e Argentina (+4,9% aa). No Brasil, a produção aumentou, nesse mesmo período, a uma taxa de +4,0% aa.
Para os dez maiores produtores, a taxa média anual de crescimento, entre 2002 e 2006, foi de +2,1% aa (ver Tabela 1).
Chama a atenção o crescimento da produção na China, de +26,0% aa entre 2002 e 2006, o que posicionou este país como quarto maior produtor mundial, sendo esperado um aumento de +16,2% de sua produção em 2007, atingindo 38,1 milhões de t.
Em 2006, a diminuição da produção na União Européia deveu-se à seca, à implementação de pagamentos diretos (decoupled) e à necessidade de evitar o pagamento de multas devidas pelo não cumprimento das quotas por parte de diversos países membros. A conseqüência deverá ser a continuidade na diminuição nos quantitativos de exportação de todas as commodities lácteas.
A redução da produção na Austrália deveu-se à seca e à continuidade da reforma de sua política agrícola. Na Ucrânia, país exportador emergente, a produção sofreu um revés em 2006 devido a surtos de doenças e o fechamento do mercado russo às suas exportações.
Prod.média Part.média
País/Bloco 2002 2003 2004 2005 2006(p) 2007(e) no período na prod.(%) 2006/05 2002/06 2007/06
% % ao ano % (est.) União Européia (25) 131.040 131.847 130.620 131.652 130.500 130.600 131.132 31,8% -0,9% -0,1% -1,0% -4,0% -1,8% -0,3% -2,7% -3,8% -7,8% -5,2% -1,4%
Em 2006, as produções aumentaram nos Estados Unidos (+2,8%), Nova Zelândia (+4,8%) e Argentina (+8,4%), países que ganham participação no mercado mundial.
Em 2007, a produção na União Européia (25), responsável no período 2004-06 por 29% das exportações mundiais de lácteos, deverá, de forma diferente do previsto para a Austrália, apresentar um pequeno aumento de +0,1% devido ao crescimento na produção na Polônia e nas Repúblicas Tcheca e Eslovaca, alcançando 130,6 milhões de t, prevendo-se, no entanto, a continuidade da diminuição nas quantidades exportadas.
A Oceania, com uma participação de 35% no mercado mundial de lácteos no período 2004-06, deverá diminuir sua produção de 25,6 milhões de t em 2006 para 25,4 milhões de t em 2007, decorrente da continuidade da diminuição da produção na Austrália, prevista em -3,8%, apesar do aumento de +1,3% na produção previsto para a Nova Zelândia.
Os Estados Unidos, maior exportador mundial de leite em pó desnatado, deverá aumentar em apenas +0,6% sua produção em 2007, após um aumento de +2,8% em 2006, devido ao aumento no custo das rações derivado da alta no preço dos grãos forrageiros, principalmente do milho, cuja produção está sendo direcionada para a produção de etanol.
Na América do Sul, destaca-se a perspectiva de redução no ritmo de crescimento da produção na Argentina, de + 8,4% em 2006 para +4,9% em 2007, devendo alcançar 10,8 milhões de t em 2007, mantendo, no entanto, a tendência de ocupar parcelas crescentes do mercado mundial de lácteos.
A Argentina na América do Sul e a Ucrânia no Leste Europeu são considerados exportadores emergentes, de leite em pó integral (11,1% do mercado mundial) e manteiga/queijo (2,3% e 3,4% do mercado mundial), respectivamente, ocupando parte dos mercados dos tradicionais exportadores.
Para 2007 espera-se um crescimento de +2,1 % na produção mundial de leite, a qual deverá alcançar 434,0 milhões de t, e um aumento de +2,4 % para os dez principais países produtores, responsáveis, em média, por 91,4% da produção mundial no período 2002-06.
Segundo dados da FAO, o aumento na produção mundial previsto para 2007 dever-se-á, principalmente ao crescimento das produções dos países em desenvolvimento (+4,5%) vis-à-vis os países desenvolvidos (+0,4%).
Cresce, no entanto, a preocupação com o comportamento dos preços dos grãos forrageiros e seu impacto esperado na produção de leite além das rentabilidades relativas nas produções de lavoura e pecuária.
Em 2007, no que se refere ao comércio, os países desenvolvidos devem representar 82,6% das exportações e 24,9% das importações enquanto os países em desenvolvimento deverão exportar 17,4% do total mundial e importar o equivalente a 75,1% do total.
O Brasil é o sexto maior produtor mundial, com a produção crescendo a uma taxa de 4,0% aa entre 2002 e 2006. Espera-se para 2007 um crescimento de 4,0%, devendo alcançar 27,1 milhões de t.
2.2 – Mercosul
O Mercosul tem aumentado a sua produção em +5,4% aa no período 2002 – 2006, quando a produção do bloco aumentou de 33,0 bilhões de litros para 38,7 bilhões de litros, devido, principalmente, ao aumento das produções no Brasil, Argentina e Uruguai e, mais recentemente, da Venezuela.
As informações para o Paraguai, país com produção menor, não se encontram disponíveis para o período recente (ver Tabela 2).
A Argentina aumentou sua produção de 9,4 bilhões de litros em 2005 para 10,0 bilhões de litros em 2006, uma taxa de crescimento de +6,1%, com exportações equivalentes a 26% do total produzido, principalmente de leite em pó integral. É crescente a participação Argentina no mercado mundial de leite em pó integral, mas também de queijos.
O Uruguai apresentou expressivo aumento de produção em 2006, de +11,2% em relação ao ano anterior, alcançando uma produção total de 1,8 bilhão de litros, exportando em torno de 70% de sua produção.
Estima-se que o Brasil, maior produtor do bloco, aumentou a produção em +3,0% em 2006, uma redução em relação à média de +4,0% do período 2002 a 2006, alcançando 25,3 bilhões de litros, e exportando em torno de 2,2% de sua produção.
Espera-se, para 2007, a continuidade do crescimento da produção nesses três países similar ao verificado em 2006, principalmente devido às necessidades de
Ano 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2006/05 2002-06 2007/06 (p) (e) (p) % % aa (e) % Argentina 8.529 7.951 9.169 9.493 10.068 10.678 6,1% 4,2% 6,1% Uruguai ¹ 1.301 1.343 1.494 1.619 1.800 2.001 11,2% 11,4% 11,2% Paraguai 363 368 351 nd nd nd nd nd nd Venezuela 1.260 1.235 1.297 1.362 1.430 1.502 5,0% 4,3% 5,0% Brasil 21.644 22.254 23.475 24.572 25.309 26.321 3,0% 5,4% 4,0% Mercosul 33.097 33.152 35.724 37.270 38.763 40.586 4,0% 5,4% 4,7%
¹ A produção total de leite no Uruguai refere-se ao ano agrícola (1º/julho a 30/junho do ano seguinte).
Em milhões de litros
Tabela 2 Mercosul - Leite: Produção total 2002 a 2007 (est)
Variação (%)
Fonte: IBGE (Brasil), SAGPyA/Mecon (Argentina), MGAP/DIEA/OPYPA (Uruguai), FAO (Paraguai) e USDA (Venezuela). nd = não disponível.
p = dados preliminares, e = estimativas.
atendimento do mercado interno, ao aumento da demanda mundial e aos preços internacionais remuneradores.
2.3 - Preços internacionais
Os preços internacionais das principais commodities lácteas continuaram a sua tendência ascendente em 2006, com ênfase a partir de outubro.
Os excedentes exportáveis, principalmente da União Européia, mas também da Austrália, diminuíram e as demandas na Ásia e no Oriente Médio aumentaram fortemente.
O Gráfico 1 apresenta o comportamento dos preços de leite em pó integral, desnatado, manteiga e soro em pó (FOB Norte da Europa) e de queijo cheddar (FOB Oceania).
Comparando-se a média de preços publicados pelo United States Department of Agriculture (USDA) em 2006 com a média dos preços entre 1º de janeiro e dezesseis de março de 2007, verifica-se o seguinte: aumento de +49,1% do preço do leite em pó integral, que alcançou, na média do período, o valor de US$ 3.306,25/t; aumento de +28,2% no preço do leite em pó desnatado, cotado, em média a US$ 3.222,92/t em 2007; aumento de +7,2% da manteiga, que alcançou um preço médio de US$ 2.045,83/t em 2007; aumento do soro em pó de +44,5%, sendo cotado, em média, a US$ 1.461,25/t em 2007; e aumento de +8,8% do queijo cheddar, cotado, em média, a US$ 2.916,67/t em 2007.
Gráfico 1 - Preços internacionais médios anuais das principais commodities lácteas: leite em pó integral, desnatado, manteiga, soro em pó e
queijo cheddar , 2002 a 2007 (mar) Em US$/t 0,0 500,0 1.000,0 1.500,0 2.000,0 2.500,0 3.000,0 3.500,0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 (mar) Fonte: USDA. Em US$/t
Leite pó integral US$ 3.306,25/t (+49,1%) Leite pó desnatado US$ 3.222,92/t (+28,2%) Manteiga US$ 2.045,83/t (+7,2%)
Soro em pó US$ 1.461,25/t (+44,5%) Queijo Cheddar US$ 2.916,67/t (+8,8%)
Os últimos preços internacionais dessas commodities, divulgados pelo USDA em 16/03/2007, média das cotações mínima e máxima, foram: leite em pó integral US$ 3.462,50/t; leite em pó desnatado US$ 3.487,50/t; manteiga US$ 2.100,00/t; soro em pó US$ 1.637,50/t; e queijo cheddar US$ 2.975,00/t.
Com a redução na produção dos principais países/blocos exportadores, implementação de pagamento decoupled na União Européia, estrita administração de quotas na União Européia e Canadá, reforma da política agrícola australiana, aumento da demanda mundial, aumento do preço de rações impulsionado pelo alta do preço do milho, prevê-se, para 2007, a continuidade de preços ascendentes para as commodities lácteas.
Não se trata de um aumento conjuntural de preços internacionais, pois é conseqüência de uma mudança nas políticas agrícolas dos principais exportadores e também de uma progressiva escassez de terras na Nova Zelândia, responsável por 23,3% do total da exportações em 2006, além de um aumento firme da demanda mundial devido ao crescimento econômico verificado nos principais importadores.
3. MERCADO NACIONAL
A Tabela 3 apresenta a produção nacional de leite, a produção sob inspeção, as exportações e importações e o consumo nacional per capita.
Ano Total Var. Total Var. Sob insp./ Total Var. Exp./Prod. Total Var. Imp./Prod.
% % total (%) % % % % Litros/hab. Var.%
2000 19.767 - 12.108 - 61,3% 42,0 - 0,2% 1.800,0 - 9,1% 126,51 -2001 20.510 3,8% 13.213 9,1% 64,4% 84,0 100,0% 0,4% 808,0 -55,1% 3,9% 123,18 -2,6% 2002 21.644 5,5% 13.221 0,1% 61,1% 142,0 69,0% 0,7% 1.468,0 81,7% 6,8% 131,53 6,8% 2003 22.254 2,8% 13.627 3,1% 61,2% 173,4 22,1% 0,8% 554,0 -62,3% 2,5% 127,97 -2,7% 2004 23.475 5,5% 14.503 6,4% 61,8% 385,0 122,1% 1,6% 350,0 -36,8% 1,5% 130,88 2,3% 2005 24.572 4,7% 16.215 11,8% 66,0% 492,2 27,8% 2,0% 480,0 37,1% 2,0% 135,42 3,5% 2006* 25.309 3,0% 16.664 2,8% 65,8% 500,0 1,6% 2,0% 550,0 14,6% 2,2% 138,09 2,0% 2007* 26.321 4,0% 17.201 3,2% 65,4% 550,0 10,0% 2,1% 600,0 9,1% 2,3% 141,82 2,7% 2008* 27.374 4,0% 17.889 4,0% 65,4% 600,0 9,1% 2,2% 650,0 8,3% 2,4% 145,64 2,7% Produção total per capita Importações¹ Consumo
Produção sob inspeção
Fonte: IBGE (fev 2007) e MDIC/Alice.
* Estimativa de produção total para 2006 e total e formal para 2007 e 2008.
Tabela 3 Brasil: Quadro de oferta e demanda de leite in natura (equivalente)
2000 a 2008 (estimativa) Em milhões de litros
Exportações¹
¹ CBCL, CNA, Leite Brasil e Embrapa Gado de Leite.
MHF/Preço Mínimo Leite/Safra 2007-08
A produção nacional de leite cresceu a uma taxa média anual de 4,45% aa entre 2000 e 2005, quando evoluiu de 19,7 bilhões de litros para 24,5 bilhões de litros.
Para 2006, estima-se um menor crescimento da produção total nacional, já sinalizado pela redução na taxa de crescimento da produção de leite sob inspeção, a qual deverá alcançar 16,5 bilhões de litros, um acréscimo de apenas +2,0% em relação ao ano anterior. A redução deveu-se à queda nos preços pagos ao produtor após o grande aumento de produção verificado em 2004 e 2005 e à fraca demanda interna.
Apesar da redução expressiva na captação de leite em Minas Gerais, principal estado produtor, responsável por 27,6% da produção nacional de leite sob
inspeção entre janeiro e setembro/2006, no início de 2007, espera-se a recuperação da produção ao longo do ano, estimando-se uma produção total de 26,3 bilhões de litros em 2007, um acréscimo de +4% em relação ao ano anterior, a mesma taxa de crescimento esperada para 2008, quando deverá alcançar 27,3 bilhões de litros.
Essa previsão, no entanto, poderá ser revista para um número menor, pois, o excesso de chuvas em Minas Gerais e Goiás, além de diminuir a produção no início do ano, influenciou negativamente a recuperação das pastagens.
A produção sob inspeção representou, em 2006, 65,4% da produção total, percentual que deverá permanecer para os anos de 2007 e 2008.
Em julho de 2007 entrará em vigor a Instrução Normativa nº 51 para as regiões Norte e Nordeste, com novas exigências sobre a qualidade do leite in natura, em termos de contagem bacteriana total, contagem de células somáticas, níveis de gordura e de proteína, além do estabelecimento de padrões para os processos de pasteurização e transporte do leite das fazendas.
3.1 - Preços pagos ao produtor
O Gráfico 2 apresenta o comportamento dos preços nominais e reais mensais pagos ao produtor pelo leite in natura e as quantidades adquiridas pelos laticínios, entre fevereiro/2002 e fevereiro/2007.
Após o aumento da produção em 2004 (+5,5%) e 2005 (+4,7%), impulsionada pelos preços pagos ao produtor e pelo aumento da demanda por exportações, os preços atuais apresentaram tendência de declínio a partir de junho/2005, ocasionando a redução da oferta a partir de janeiro/2006, estimando-se um aumento na produção de leite sob inspeção, em 2006, de apenas +2% em relação a 2005.
Os preços internacionais das principais commodities lácteas, em expressiva alta, mais dos que compensando a valorização da taxa de câmbio, principalmente desde outubro/2006, a redução observada da produção interna nos principais estados produtores e as recentes cotações do mercado spot em torno de R$ 0,63/litro, deverão ocasionar um aumento dos preços nominais e reais pagos ao produtor durante 2007, em torno de uma média de R$ 0,55/litro a R$ 0,60/litro.
O movimento previsto para os preços deverá ocasionar uma recuperação da produção até o final de 2007, porém com taxas de crescimento inferiores à média do período 2002 a 2005, substituindo parte das importações.
A rentabilidade prevista para a produção de grãos e cana-de-açúcar concorrerá com os investimentos na produção de leite e o relativo preço do leite/preço da ração irá pressionar as margens do produtor.
A alternativa lavoura – pecuária é um sistema de produção crescentemente utilizado pelo setor, simultaneamente a uma progressiva expansão/deslocamento da produção para o Centro-Oeste e Norte do país.
Gráfico 2 - Brasil - Preços nominais e reais pagos ao produtor e
quantidades adquiridas pelos laticínios - Fev/2002 a fev/2007 Em R$/litro, R$ constantes/litro (base: fev 2007) e mil litros
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 200 2/fe v mai agonov 2003/ fev mai ago nov 200 4/fe v mai agonov 200 5/fe v ma i agonov 200 6/fe v mai ago nov 2007/ fev Fonte: CEPEA e IBGE.
R$ /litro 0 200.000 400.000 600.000 800.000 1.000.000 1.200.000 1.400.000 1.600.000 Em mil litros Preços nominais
Preços reais (IGP-M fev/2007) Leite sob inspeção
0,5005
MHF/Preço Mínimo LEITE/Safra 2007/08
Jan/06 Jun/05
A recente alta de preços das commodities lácteas fez com que, apesar da contínua valorização do real frente ao dólar, o preço paridade de exportação, FOB Norte da Europa, nível do produtor, no interior de São Paulo, utilizando-se a taxa de câmbio média de fevereiro, alcançasse R$ 0,5033/litro (US$ 0,2402/litro), o preço pago ao produtor em R$ 0,5186/litro (ou US$ 0,2474/litro), a paridade importação com origem no Mercosul em R$ 0,4818/litro (US$ 0,2298/litro), sendo o preço mínimo atual de R$ 0,38/litro (US$ 0,1813/litro).
3.2 - Balança comercial de lácteos
Em 2006, e após dois anos de superávit na balança comercial de lácteos, o país voltou a ser um importador líquido. Foram exportados US$ 138,5 milhões e importados US$ 154,7 milhões, resultando num deficit setorial de US$ 16,2 milhões. Apesar do crescimento das exportações de +6,46% em relação ao ano anterior, as importações cresceram +27,64%, impulsionadas pela desvalorização do dólar frente ao real (ver Tabela 4).
Ano Exp Var. % Imp Var. % Saldo 1997 9,4 - 454,7 - -445,3 -500,8 -432,4 -359,7 -153,6 -207,3 -63,8 -16,2 -6,3 1998 8,1 -13,86% 508,9 11,93% 1999 7,5 -7,22% 440,0 -13,55% 2000 13,4 77,67% 373,1 -15,19% 2001 25,0 87,34% 178,6 -52,13% 2002 40,2 60,79% 247,6 38,60% 2003 48,5 20,53% 112,3 -54,64% 2004 95,4 96,63% 83,9 -25,26% 11,5 2005 130,1 36,40% 121,2 44,42% 8,9 2006 138,5 6,46% 154,7 27,64% 2007 (até fev) 25,2 - 31,5
-Fonte: MDIC/SECEX. MHF/Preço Mínimo LEITE/2007 08
Tabela 4 Lácteos - Brasil: Balança comercial
1997 a 2007 (fev) Em US$ milhões
Os principais produtos exportados em 2006 foram: leite condensado (43,1% do total); leite em pó integral (21,1% do total); e queijos fundidos (5,3% do total). Os principais destinos foram: Venezuela (representando 24,2% do total exportado); Angola (13,7%); Cuba (8,6%); Estados Unidos (6,9% do total); em um total de 113 países como destino das exportações.
Os principais produtos importados em 2006 foram: leite em pó integral (42,7% do total importado); soro em pó (18% do total); e creme de leite em pó (7,7% do total). A principal origem das importações foi o bloco Mercosul, origem de 82,8% do total importado (ou US$ 128,1 milhões), sendo a Argentina origem de 57,6% do total importado; o Uruguai, 24,4% do total importado; e o Paraguai, 0,9% do total importado.
A França representou 6,0% do valor total importado, sendo os demais países responsáveis por 12,1% das origens das importações, em um total de vinte e dois países de origem de produtos lácteos importados pelo país.
Até fevereiro/2007, a balança comercial voltou a apresentar saldo negativo de US$ 6,3 milhões, com importações de US$ 31,5 milhões e exportações de US$ 25,2 milhões, ambas as variáveis aumentando em relação ao mesmo período do ano anterior, demonstrando o movimento de crescente inserção do setor lácteo do país no mercado internacional.
A balança comercial para 2007 deverá, apesar dos altos preços internacionais, ser deficitária, devido ao aumento das importações provenientes do Mercosul e uma possível redução no ritmo de crescimento das exportações.
4. ATUAÇÃO GOVERNAMENTAL
4.1 Compras de leite em pó pela CONAB
A Conab adquiriu, em 2006, nas diversas modalidades existentes de aquisições de produtos (Contrato de Opções, Compras Diretas da Agricultura Familiar/CDAF e Política de Garantia de Preços Mínimos/AGF), R$ 4,2 milhões de leite em pó integral destinados aos seus diversos programas sociais.
Essa quantia representou 5,96% do total de produtos adquiridos em 2006, entre eles, açúcar, arroz, farinha de trigo, milho, macarrão, óleo de soja e insumos agrícolas e uma redução de -12,5% em relação ao valor adquirido no ano de 2003 (ver Tabela 5).
Ano Aquisições de leite Total de aquisições / Part.
em pó integral todos os produtos 1 , 2 %
2003 4.870,93 48.483,89 10,05%
2004 4.564,99 31.659,94 14,42%
2005 5.076,12 47.950,71 10,59%
2006 4.260,03 71.457,33 5,96%
Fonte: Conab.
¹ Produtos: algodão, açucar, arroz, castanha, banha suína, macarrão, fubá, óleo de soja, farinha de mandioca, farinha de trigo, feijão, juta, leite em pó, malva, mel, milho, sacaria, sorgo, insumos e trigo.
² Modalidades: Contrato de Opções, Política de Garantia de Preços Mínimos/ Aquisições do Governo Federal e Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA).
Tabela 5 CONAB: Aquisições de Leite em Pó
Em R$ mil
MHF/Preço Mínimo LEITE/2007 08
Essas aquisições destinam-se aos programas institucionais voltados para o atendimento das diretrizes do Fome Zero e refletem o crescente amparo aos pequenos produtores da agricultura familiar.
4.2 Empréstimos do Governo Federal (EGF)
A Tabela 6 apresenta os valores dos Empréstimos do Governo Federal, na modalidade sem opção de venda (EGF/SOV), instrumento pertencente à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), entre 2003 e 2006. Esse instrumento de comercialização para o setor lácteo foi implementado em outubro/2002 sendo que as operações bancárias foram iniciadas em 2003.
Em 2003, primeiro ano de operacionalização dessa modalidade de instrumento de apoio à comercialização para o setor lácteo, os EGFs concedidos aos laticínios representaram aproximadamente 100% do total de EGFs concedidos para a pecuária e 2,7% do total de EGFs (pecuária e agricultura).
Em 2006, os EGFs para laticínios representaram: 96,1% do total de EGFs destinados à pecuária; 14,2% do total de EGFs concedidos para a agricultura e pecuária;
22,1% do valor total concedido à título de comercialização para a pecuária (EGF, Cédula de Produto Rural, Pré-comercialização, Nota Promissória Rural, Duplicata Rural, Adiantamento para Cooperativas - Produto Entrega Venda); e 5,6% do total concedido para a comercialização total, para a agricultura e pecuária, de EGFs e demais instrumentos.
Produto/ 2003 Partic. 2004 Partic. 2005 Partic. 2006 ¹ Partic. Tx. Cresc
Total % % % % 06/03 (%)
Leite condensado 16.000,0 23,1% 21.413,4 7,5% 28.183,4 8,3% 34.183,2 6,6% 113,6%
Leite em pó desnatado 3.400,0 4,9% 7.371,8 2,6% 13.264,8 3,9% 33.692,0 6,5% 890,9%
Leite em pó integral 14.794,5 21,4% 109.268,5 38,0% 79.066,4 23,3% 155.041,9 30,1% 948,0%
Leite in natura 6.400,0 9,2% 8.109,5 2,8% 6.775,9 2,0% 26.729,9 5,2% 317,7%
Leite longa vida 19.800,0 28,6% 91.070,5 31,7% 143.584,8 42,4% 191.976,2 37,3% 869,6%
Manteiga 162,4 0,2% 3.625,9 1,3% 10.548,0 3,1% 3.191,4 0,6% 1865,2%
Queijos 8.649,2 12,5% 46.549,7 16,2% 57.573,0 17,0% 70.058,0 13,6% 710,0%
Total leite 69.206,1 100,0% 287.409,3 100,0% 338.996,3 100,0% 514.872,6 100,0% 644,0%
Total EGF pecuária 69.246,8 100,0% 291.345,0 98,6% 347.411,3 97,6% 535.943,0 96,1% 674,0%
Total EGF agrícola 2.508.731,9 - 3.023.952,4 - 2.602.731,5 - 3.085.184,1 - 23,0%
Total EGF 2.577.978,7 2,7% 3.315.297,4 8,7% 2.950.142,7 11,5% 3.621.127,0 14,2% 40,5%
¹ Dados preliminares. Fonte: Banco Central do Brasil.
Tabela 6 Brasil: Empréstimos do Governo Federal (EGF/SOV) para
laticínios concedidos pelos bancos públicos e privados 2003 a 2006 - Em R$ mil
MHF/Preço Mínimo LEITE/2007 08
Entre 2003 e 2006, os EGFs concedidos aos laticínios aumentaram 644,0%, passando de R$ 69,2 milhões para R$ 514,8 milhões, distribuídos, em 2006, da seguinte forma: manteiga (+1.865,2% e R$ 3,1 milhões); leite longa vida (+869,6% e R$ 191,9 milhões); queijos (+710,0% e R$ 70,0 milhões); leite em pó integral (+948,0% e R$ 155,0 milhões); leite em pó desnatado (+890,9% e R$ 33,6 milhões); leite condensado (+113,6% e R$ 34,1 milhões); e leite in natura (+317,7% e R$ 26,7 milhões).
O leite longa vida (37,3% do total em 2006) e o leite em pó integral (30,1% do total) são os produtos que mais se beneficiaram do EGF, seguidos por queijos (13,6% do total), leite condensado (6,6%), leite em pó desnatado (6,5%), leite in natura (5,2%) e manteiga (0,6%).
Como se constata, apesar de estar em vigor há apenas quatro anos, o EGF destinado aos laticínios tem sido um importante instrumento de apoio à comercialização do setor, retirando os derivados do mercado durante a safra e possibilitando às empresas aguardarem um melhor momento para o seu escoamento para o mercado interno ou para exportações.
Nesse período, os laticínios representam quase a totalidade dos valores de EGFs concedidos para a pecuária, revelando a importância desse instrumento para o setor que, até outubro/2002, não se encontrava entre os produtos amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos.
O setor lácteo está incluído nos programas de aquisição da CONAB como é o caso das compras de leite em pó, no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por intermédio de diversos instrumentos entre eles as Compras Diretas da Agricultura Familiar (CDAF).
No entanto, o setor ainda se ressente da sua não inclusão entre os tradicionais e novos instrumentos de comercialização, disponíveis para os demais setores da agropecuária, como é o caso do Prêmio de Risco para Aquisição de Produto Agrícola
Oriundo de Contrato Privado de Opção de Venda (PROP), Prêmio para o Escoamento do Produto (PEP), Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (PEPRO), Contrato de Opção e todos os demais instrumentos existentes.
Na última reunião da Câmara Setorial de Leite e Derivados, o plenário decidiu por encaminhar ao Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a sugestão para inclusão do leite entre os produtos a serem amparados pelo PROP.
5 -Proposta de Preço Mínimo para o leite (valores de referência para o EGF/SOV)
para a safra 2007/08
A Tabela 7 apresenta os principais parâmetros utilizados na elaboração da proposta de preços mínimos para o leite.
O custo de produção variável, medido pelo critério de desembolso, não computando, portanto, os custos com a mão-de-obra familiar, o custo de depreciação do capital e o custo de oportunidade do capital, situa-se, para as regiões Sul e Sudeste e parte do Centro-Oeste, para o sistema de produção responsável pela maior parte da
quantidade produzida nessas regiões, em dezembro/2006, em R$ 0,4312/litro.1
O Índice de Preços Pagos (IPP) pelo produtor aumentou +17% entre outubro/2003, último reajuste do preço mínimo do leite, e novembro/2006, revelando a pressão de custos causada pelas despesas com pastagens e mão-de-obra.
O preço nominal, no estado de São Paulo, situou-se, em fevereiro/2007, em R$ 0,5186/litro e na média dos últimos doze meses, em R$ 0,5232/litro, uma redução de menos de 1% em relação à média, devido ao aumento da produção naquele estado nesta época do ano.
O preço de paridade importação, FOB Mercosul, situa-se, com a taxa de câmbio a R$2,10/US$, em R$ 0,4826/litro, nível do produtor, no interior de São Paulo, e em R$ 0,4596/litro, com uma taxa de câmbio de R$ 2,00/US$.
O preço de paridade exportação, com base no preço FOB Norte da Europa, nível do produtor no interior de São Paulo, situa-se em R$ 0,5044/litro (taxa de câmbio de R$ 2,10/US$) e em R$ 0,4803/litro (taxa de câmbio de R$2,00/US$).
O preço mínimo composto para o atacado da cidade de São Paulo, com base no coeficiente técnico de industrialização do leite em pó integral, matéria-prima acrescido do custo de industrialização, é de R$ 0,5123/litro (preço mínimo atual de R$ 0,38/litro) e de R$ 0,5323/litro (para o preço mínimo proposto de R$ 0,40/litro).
A média do preço de mercado do leite em pó integral, equivalente litro de leite, também no atacado da cidade de São Paulo é de R$ 0,6409/litro, janeiro/2007, e de
1
A pesquisa do custo de produção foi realizada pela Embrapa Gado de Leite, em um trabalho coordenado pelo Dr. Lorildo Stock, e representa um dos cinco sistemas físicos de produção, cujas formas de produção têm em comum uma cesta de insumos parecida, e que juntos compõem um Modelo de Sistema de Produção de Leite. Utilizou-se, para efeitos da proposta de preços mínimos, o sistema responsável pela maior parte da produção de leite nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste.
R$ 0,6743/litro, para a média dos últimos doze meses, devido ao preço pago ao produtor naquele estado.
As seguintes justificativas respaldam a proposta de elevação do preço mínimo em +5,26% para o próximo ano:
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA Companhia Nacional de Abastecimento - Conab
PREÇOS DE PARIDADE
Tabela 7 PREÇOS MÍNIMOS 2007/08 - PRODUÇÃO NACIONAL
PARÂMETROS PARA ELABORAÇÃO DAS PROPOSTAS, EM REAIS POR UNIDADE
PRODUTOR PREÇO MÍNIMO PRODUTOS UNIDADE CUSTO PREÇO PRODUTOR PREÇO NO ATACADO PRINCIPAL PRAÇA MÉDIA MERCADO
EM VIGOR P MÍNIMO COMPOSTO
VARIAVEL ATUAL PROPOSTO
ATACADO
MÉDIA Var. CIF FOB CIF FOB
06/07 07/08 Var. % ANUAL % ATUAL PROPOSTO ANUAL ATUAL Import Export Import Export
LEITE 1 , 2 Sul e Sudeste - 0,4312 - 0,5232 0,5186 0,38 0,40 5,26% 0,5123 0,5323 0,6743 0,6409 0,5507 0,5767 0,4826 0,5044 CO (exceto MT) 0,4134 0,4136 0,04% 0,4924 0,4943 0,36 0,38 5,26% Norte e MT 0,2729 0,2730 0,04% 0,3292 0,3300 0,33 0,35 5,26% Nordeste 0,3775 0,3777 0,04% 0,4403 0,4497 0,38 0,40 5,26% Elaboração: CONAB/DIGEM/SUGOF PRODUTOS PRODUTOS UNIDADE MÉDIA MERCADO
EM VIGOR P MÍNIMO COMPOSTO
VARIAVEL litro PROPOSTO ATUAL UNIDADE CUSTO PREÇO
PRODUTOR PREÇO MÍNIMO
PREÇO NO ATACADO PREÇOS DE PARIDADE
Câmbio: R$2,10/US$
PRINCIPAL PRAÇA ATACADO PRODUTOR
MÉDIA MERCADO
VARIAVEL EM VIGORPROPOSTO P MÍNIMO COMPOSTO
PRODUTOS
UNIDADE
PRODUTOR PREÇO MÍNIMO PRINCIPAL PRAÇA ATACADO PRODUTOR
MÉDIA Var. CIF FOB CIF FOB
06/07 07/08 Var. % ANUAL ATUAL % ATUAL PROPOSTO ANUAL ATUAL Import Export Import Export
LEITE 1 , 2
Sul e Sudeste - 0,4312 - 0,5232 0,5186 0,38 0,40 5,26% 0,5123 0,5323 0,6743 0,6409 0,5245 0,5491 0,4596 0,4803
CO (exceto MT) 0,4134 0,4136 0,04% 0,4924 0,4943 0,36 0,38 5,26%
Norte e MT 0,2729 0,2730 0,04% 0,3292 0,3300 0,33 0,35 5,26%
Nordeste 0,3775 0,3777 0,04% 0,4403 0,4497 0,38 0,40 5,26%
Elaboração: CONAB/DIGEM/SUGOF Câmbio: R$2,00/US$
¹ Regiões Sul e Sudeste (São Paulo), região Centro-Oeste/exceto MT (Goiás), região Norte e MT (Rondônia) e região Nordeste (Bahia). ² Preço paridade importação (FOB Mercosul) e preço paridade exportação (FOB Norte da Europa).
MÉDIA MERCADO
litro
VARIAVEL EM VIGORPROPOSTO P MÍNIMO COMPOSTO
PRODUTOS
UNIDADE
a) o aumento dos preços internacionais para um novo patamar;
b) as margens permitidas pelas paridades de importação e exportação; c) o aumento dos custos de produção;
d) a variação do IPP de +17% entre novembro/2003 e novembro/2006;
e) o apoio recente ao setor em nível federal, estadual e municipal representado, entre outras, pelas iniciativas de colocação de recursos financeiros à disposição do setor por parte do Banco do Brasil, a criação de uma Secretaria Especial do Leite no estado do Paraná e diversas feiras e Dias do Leite/Leite nas Escolas em diversos municípios, principalmente no sul do país;
f) a construção e expansão de diversas plantas industriais; g) a importância do EGF para o setor; e
h) a necessidade de o preço mínimo para fins de EGF acompanhar o movimento de apoio ao setor lácteo, reajustando o seu valor, constante desde novembro/2003.
A proposta de preço mínimo para o leite da safra 2007/08 é: regiões Sul, Sudeste e Nordeste R$ 0,40/litro; região Centro-Oeste exceto Mato Grosso R$ 0,38/litro; região Norte e Mato Grosso R$ 0,35/litro.