Manuel Teles Fernandes
1º Seminário Nacional de Engenharia e Análise do Valor aplicada em Empreendimentos Belo Horizonte - MG
O que é a Estratégia no
mundo dos negócios?
Estratégia é o conjunto de
relações existentes entre:
PRODUTO
MERCADO
PRODUTO
MERCADO
O que significa que estratégia é a forma
como definimos:
O que fazemos (produto)
O que fazemos (produto)
Para quem fazemos (mercado)
Como fazemos (processos da organização)
O produto é definido pelo “valor percebido”
que o mercado tem do mesmo:
O Valor é função da relação entre a satisfação dos
O Valor é função da relação entre a satisfação dos
requisitos que o produto proporciona e os recursos
utilizados pelo consumidor para adquirir o mesmo.
Para efeito da determinação do “valor” do
produto, consideramos que:
Os requisitos são satisfeitos através das “funções” do
produto e os recursos utilizados podem ser expressos
pelo “preço” do mesmo.
pelo “preço” do mesmo.
Preço F u n çõ es Extrínsecas Intrínsecas
Assim, podemos determinar o
posicionamento do produto:
VALOR elevado
Ao longo do ciclo de vida, o produto
melhora o seu desempenho:
(Clayton Christensen) Máximo exigido Tempo D es em p en h o Mínimo exigido Inovação sustentadora
Mas perde “valor” ao longo do tempo por
via da sua comoditização:
Para evitar a comoditização, as empresas
tentam valorizar os seus produtos, criando
várias dimensões de valor para um mesmo
produto:
Tempo D es em p en h o Máximo exigido Mínimo exigido Produto Premium Inovação de valorizaçãoValorização de produtos Commodity:
Produto Premium
Produto Commodity
O mercado é definido pela relação entre
“procura” e “oferta”:
Sem compradores (consumidores e utentes) e sem
Sem compradores (consumidores e utentes) e sem
vendedores (fornecedores e “providers”) não existe
Para efeito da determinação do mercado,
consideramos que:
A procura caracteriza-se pelo seu crescimento e a oferta
pelo número de concorrentes
Elevado N.º concorrentes C re sc im en to Elevado Reduzido Reduzido Elevado
Assim, podemos determinar o mercado em
que o produto se insere:
Mais VOLUME
Ao longo do ciclo de vida do produto, o
volume absorvido pelo mercado varia:
(Theorode Levitt)
TEMPO
VOLUME
A par do ciclo de vida do produto, o
mercado desenvolve o seu próprio ciclo:
A organização pode ser vista pelo “esforço”
que despende para criar “valor”:
O esforço despendido pela organização é resultante da
O esforço despendido pela organização é resultante da
capacidade aplicada em recursos humanos e tecnologia.
Para efeito da determinação do esforço,
consideramos:
As competências aplicadas e as tecnologias utilizadas na
criação do valor
Diferenciada Tecnologia C o m p et ên ci a s Diferenciada Idêntica Idêntica DiferenciadaMaior ESFORÇO
Assim, podemos determinar o “esforço”
despendido pela organização:
Para alterar o “valor” do produto a empresa
tem de “inovar”:
A inovação a aplicar ao produto depende dos requisitos
A inovação a aplicar ao produto depende dos requisitos
que o mercado impõe e da capacidade que a empresa
pode disponibilizar.
Os requisitos do mercado criam
“dificuldade” às empresas:
Essas dificuldades (requisitos) provêm de dois factores:
Contexto das forças R eq u is it o s q u a li ta ti vo s Novos Existentes Existentes Novas
Assim, podemos determinar a dificuldade
de “satisfação” dos requisitos do mercado:
Maior DIFICULDADE
A inovação pode ser de:
“Melhoria”
Produto Value curve Alto Atributos diferenciadosAtributos / Factores críticos de sucesso
Produto Baixo N ív el r el a ti vo A B C D E F G H I Concorrentes
A inovação pode ser de:
“Reviravolta”
Produto Curva do valor Alto ConcorrentesAtributos / Factores críticos de sucesso
Produto Baixo N ív el r el a ti vo A B C D E F G H I Concorrentes A - preço
A inovação pode ser de:
“Valorização”
Produto
Curva do valor
Alto
Atributos / Factores críticos de sucesso
Baixo N ív el r el a ti vo A B C D E F G H I Concorrentes
A inovação pode ser de:
“Ruptura”
Produto Curva do valor Alto N ív el ( re la ti vo )Atributos / Factores críticos de sucesso
Produto Baixo N ív el ( re la ti vo ) A B C D E F G H I A - preço
Mas, qualquer negócio deve providenciar
“valor económico” aos accionistas:
O valor económico vêm do lucro que o negócio
O valor económico vêm do lucro que o negócio
disponibiliza e do custo de capita a que o mesmo está
sujeito.
Maior Custo
Assim, podemos determinar o “custo de
capital”:
Assim, obtemos o mapeamento do valor
económico:
4
5
6
1
3
2
2
7
8
O resultado neste modelo pode não suportar a estratégia anterior, porque: a) A baixa exigência do mercado (7) não requer alterações ao produto que
justifiquem a valorização do produto de commodity para premium ,
expresso pelo movimento (1) no modelo anterior;
b) o aumento de esforço em (2) pode não ser o mais adequado à inovação de “reviravolta” sugerida em (8) se não assentar na criação de uma nova
alternativa tecnológica para o produto/processo produtivo.
10
9
9’
10’
O resultados neste modelo definem a qualidade do investimento:
a) Um custo de capital mais elevado (9’) implica um retorno do valor económico mais arriscado (10’);
b) Um custo de capital menos elevado (9) implica um retorno do valor económico menos arriscado (10).
Mesmo não sendo um negócio muito lucrativo para os accionistas, o modelo demonstra que o mesmo pode ser razoável se a gestão conseguir obter baixas taxas
de juros por parte dos financiadores, a par com a existência de um ambiente de baixo risco. Doutra forma, é demasiado arriscado investir no negócio.
Conclusões:
a) A estratégia de negócio tem de ser bem compreendida pelos gestores;
b) A estratégia de negócio deve ser visto de forma holística, nunca
deixando nenhum factor de fora da análise, nomeadamente o produto, o mercado e a organização;
mercado e a organização;
c) A inovação, absolutamente necessária à continuidade do negócio, deve
estar alinhada com os factores determinantes da mesma;
d) A organização deve estar estruturada de forma alinhada com a relação “produto – mercado”;
e) Os gestores têm de adquirir competências na área da gestão estratégica
Tens de correr para te
manteres no mesmo lugar.
LUIS CARROL