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Algumas Dicas de LITURGIA

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Academic year: 2021

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Algumas Dicas de

LITURGIA

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ALGUMAS DICAS DE LITURGIA

Norberto Mazai

À luz da “Sacrossanctum Concilium” que foi um dos primeiros documentos conciliares, publicado no ano de 1963, podemos dizer que a liturgia é: “uma ação sagrada pela qual através de ritos sensíveis se exerce, no Espírito Santo, o múnus sacerdotal de Cristo, na Igreja e pela Igreja, para a santificação do homem e a glorificação de Deus.”1

Uma outra definição significativa é a do monge beneditino da Abadia de Maria Laach, Odo Casel, grande liturgista alemão que define a liturgia como o Mistério do culto de Cristo e da Igreja.

Ditas estas definições sobre a Sagrada Liturgia, fica evidente a sua importância para a Igreja e seus fiéis.

Sendo assim, liturgia é celebração. Nela tudo deve ser bem feito, com arte, com gosto, sem pietismo e improvisação. Deus merece ser louvado com arte e bom gosto e o povo tem direito a uma celebração digna e bonita. Também devemos evitar dois exageros: o legalismo, que é o apego às normas, um rigorismo fechado não dando lugar a uma criatividade sadia prevista pela lei da Igreja e o liberacionismo que desconhece as normas litúrgicas, desrespeita o essencial da celebração, confunde criatividade com novidades, invencionices e caprichos pessoais.

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Ainda, na liturgia há várias funções, por isso cabe a cada um fazer o que lhe compete. Cada qual cumpre sua tarefa sem invadir o que compete aos outros. Pelo contrário, todos que atuam na liturgia devem estar em sintonia, em união, em comunhão.

O AMBIENTE ANTES DA MISSA

Não se pode esquecer que o ambiente da celebração deve ser digno e ter uma atmosfera sagrada. Para tanto, deve-se evitar correrias para o altar, afinação de instrumentos, barulhos com os microfones testando o som. Tudo deve ser feito antes da chegada dos fiéis.

Missa não é de forma alguma um SHOW, nem piquenique e muito menos passarela. A ornamentação, limpeza, som, cantos etc... devem ajudar a propiciar um clima de oração e participação e não de dispersão.

O COMENTARISTA

Comecemos dizendo o que não é um comentarista e o que não deve

fazer na celebração.

O comentarista não é um catequista, ou seja, não lhe cabe explicar doutrinas, cerimônias etc... Seu papel não é o de pregador e de professor.É erro grave, o comentarista fazer longas explicações, pois um comentário nunca deve ser longo e além do mais, é errado dar explicações da Palavra que vai ser lida.

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Há também, aqueles que se assemelham a um locutor de rádio, falam com euforia, voz alta demais e, portanto sem devoção.Fazem do comentário um momento para se mostrar para a comunidade. A grande parte dos acontecimentos celebrativos são evidentes, não precisam ser comentados.Ele não é o dono do altar da palavra, nem da estante onde fala, nem do microfone. É inconcebível que ele fique o tempo todo plantado na estante ou altar da palavra, como também não se deve ficar respondendo a Missa pelo microfone. Esse fato tira a centralidade do altar e atrapalha o celebrante. O comentarista deve usar o microfone só para os comentários e retira-se do altar da palavra ou da estante, para a sua cadeira.

O que é então o comentarista e qual o seu lugar na celebração? O

comentarista é um animador, alguém que ajuda o povo a participar da celebração. Ele é discreto, animado e convidativo. Sua missão é convidar a assembléia a participar. Ele acolhe, incentiva a assembléia fazendo intervenções breves e alertando para algum tema ou rito da celebração, promovendo a sintonia entre a assembléia e a celebração, bem como, propicia um clima de oração e de respeito. É sóbrio no ser e no vestir e suas palavras são poucas, mas cheias de significado.

O PRESIDENTE DA CELEBRAÇÃO

Aquele que preside é a presença sacramental de Cristo! Não é um ator, nem um artista. O importante não é ele e sim, Cristo que preside em sua pessoa.

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Cada um tem o seu jeito de presidir, mas a tarefa de quem preside é levar a assembléia a rezar e a fazer a experiência de Deus. A arte de presidir requer uma grande espiritualidade e uma boa comunicabilidade. Não é nada de exagero, mas tudo com sobriedade e criatividade.

O presidente da celebração não é o dono da mesma, mas é a pessoa central porque faz às vezes de Cristo. Ele deve sempre distribuir a eucaristia, auxiliado por ministros. Não é liturgicamente correto o padre ficar sentado e deixar os ministros sozinhos distribuindo a eucaristia.

Outro fator muito relevante para o presidente da celebração é a sua postura, a qual deve ser digna de quem representa Cristo. Deve-se evitar, ficar de pernas cruzadas, mãos nas costas, posicionar-se de pernas abertas e debruçar-se sobre o altar.

O LEITOR

“A Eucaristia é um sacramento visível e a Palavra de Deus um sacramento audível”.2 O leitor é a voz de Cristo! Para tanto, deve treinar e preparar a leitura. Nunca se leia de improviso.Não se faça esperar e coloque-se em um lugar perto do altar da Palavra para iniciar a leitura sem demora, não deixando um vazio na celebração.

O leitor proclama e proclamar é diferente de ler, é fazer as palavras brotarem do coração.

A leitura deve ser feita da Bíblia ou do Lecionário e não do folheto. O leitor deve ler bem para não inutilizar a Palavra de Deus.

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Liturgia não é treino, é celebração. O povo tem direito de ouvir bem a mensagem e cada uma das palavras.

O SALMISTA

O salmo também é a palavra de Deus.

O salmista lê ou canta o refrão para o povo responder. No final de cada estrofe o salmista deverá levantar a cabeça para que o povo saiba que é hora de recitar o refrão.

O salmo é uma resposta à leitura, não deveria ser substituído por um canto qualquer.Pode sim, um salmo ser cantado. O salmo cantado ou rezado tem toda a dignidade da Palavra de Deus, porque é Palavra de Deus, por isso, o salmista é alguém que não pode ficar de lado ou substituído.

O CANTO E OS CANTORES

O canto na liturgia é sempre uma oração.Além disso, o canto evangeliza, transmite uma mensagem. Portanto, é preciso cantar com o coração. O canto facilita a comunicação e é também uma linguagem de fé.

Deve-se cantar o canto na hora certa. O canto deve acompanhar aquilo que se celebra no altar, deve ser integrado no todo da celebração, deve ter o colorido de cada tempo litúrgico.

Os cantores devem evitar qualquer exibição. Nunca cantar por cantar.Deve-se cuidar com a altura do som para não abafar a voz. A

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celebração não é um SHOW. Os cantores devem ajudar o povo a cantar e não cantar pelo povo.

ORAÇÃO DOS FIÉIS

Na oração dos fiéis não é a hora de rezar por tudo e por todos. Oração longa demais cansa, dispersa e chateia. O ideal é não fazer mais de cinco intercessões.

As intenções podem ser feitas por uma ou duas pessoas e as respostas podem ser cantadas.

DECORADORES E ARRANJADORES

O altar representa Cristo, não pode se tornar prateleira de flores, nem é burro de carga sobre a qual se coloca de tudo.

Não se pode por imagens em cima do altar ou qualquer outro enfeite. As flores devem ser naturais e não artificiais. No Advento e Quaresma não se usa flores na Igreja.

Deve-se ter cuidado com cartazes, faixas, papéis colocados em paredes para não tirar a beleza do templo e não poluir o ambiente sagrado com o exagero de cartazes.

Os decoradores e arranjadores devem manter contacto com o sacerdote responsável pela Igreja e respeitar as normas litúrgicas.

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10 DICAS PARA UMA BOA CELEBRAÇÃO

1- Organizar a Pastoral Litúrgica na Paróquia 2- Preparar a liturgia com antecedência

3- Investir o tempo e o coração

4- Que Jesus cresça e a gente desapareça 5- Conhecer o Documento 43 da CNBB 6- Humildade acima de tudo

7- Exercitar-se no uso do microfone 8- Muita criatividade

9- Conhecer a realidade da paroquial

10- Estudar liturgia e participar de encontros de formação

10 ERROS DA EQUIPE DE LITURGIA

1- Ler tudo do folheto 2- Improvisar tudo

3- Deixar tudo para a última hora 4- Não ensaiar as leituras

5- Ler por ler

6- Celebrar apenas para cumprir uma função 7- Usar a liturgia para dar lição de moral 8- Ser sempre contrário à opinião do Padre

9- Colocar letras religiosas em músicas populares 10- Tirar o mistério da celebração

Referências

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