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PREVALÊNCIA DA ANORGASMIA EM UNIVERSITÁRIAS

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CAROLINE GREGO

JANAYNA FERREIRA DE SOUZA PATRICIA BERNAVA

PREVALÊNCIA DA ANORGASMIA EM

UNIVERSITÁRIAS

AMERICANA

2015

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CAROLINE GREGO

JANAYNA FERREIRA DE SOUZA PATRICIA BERNAVA

PREVALÊNCIA DA ANORGASMIA EM

UNIVERSITÁRIAS

AMERICANA

2015

Monografia apresentada a Faculdade de Americana como requisito parcial para a obtenção do tÍtulo de Bacharel em Fisioterapia.

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E

pígrafe

“Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades, lembrai-vos de

que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia

impossível.”

Charles Chaplin

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CAROLINE GREGO

Agradeço este trabalho primeiramente a Deus, por ser essencial em minha vida, autor de meu destino, meu guia, socorro presente na hora da angústia.

Ao meu pai Gelson, minha mãe Geceli, e aos meus irmãos Maristela e Henrique que não mediram esforços para que eu chegasse até esta etapa da minha vida.

Aos meus amigos, pelas alegrias, tristezas e dores compartilhadas.

E o que dizer a vocês Patricia e Janayna, obrigado pela paciência, pelo incentivo, pela força e principalmente pelo carinho. Hoje estamos colhendo, juntas os frutos do nosso empenho

.

JANAYNA FERREIRA DE SOUZA

Agradeço primeiramente a Deus, pois sem ele eu não teria traçado o meu caminho e feito a minha escolha pela fisioterapia, por ter me dado uma família maravilhosa e amigos sinceros.

Agradeço a minha mãe Lázara e meus irmãos Fernando e Ricardo (In Memoriam), pelo amor, apoio incondicional, determinação e luta na minha formação.

Ao meu pai Pedro (In Memoriam), que infelizmente não pode estar presente neste momento tão feliz da minha vida, mas que não poderia deixar de dedicar a ele, pois se hoje estou aqui, devo muitas coisas a ele e por seus ensinamentos e valores passados. É por você e para você. Obrigado por tudo. Saudades eternas. As minhas amigas Caroline e Patrícia, pela paciência, força e carinho. Valeu a pena todo sofrimento, todas as renúncias, pois, hoje estamos colhendo juntas os frutos do nosso empenho.

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vida, por ter me sustentado até aqui.

Agradeço aos meus pais Valdecir e Rita, as minhas irmãs Daniele e Débora, por todo apoio, entendimento, ajuda nas minhas dificuldades e por todo esforço durante todos esses anos, sem vocês não teria conseguido. Obrigada por tudo.

Aos meus amigos que sempre entenderam minha ausência, sempre acreditaram na minha capacidade, aos amigos que fiz durante minha formação, vocês estarão sempre comigo.

As minhas amigas Caroline e Janayna, por toda dedicação, paciência e amor. Passamos por momentos difíceis, mas continuamos firmes. E o resultado do nosso esforço estamos colhendo.

Agradecemos a todos os professores que tivemos durantes esses anos, por transmitir os seus conhecimentos, por toda dedicação e empenho para fazer o melhor. Em especial agradecemos a nossa Professora Doutora Adriana Pertille, por ter nos orientando nesse trabalho e dedicando parte do seu tempo a nós.

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impacto muito grande sobre a vida pessoal e interpessoal. É denominada disfunção sexual quando se tem alguma alteração ou dificuldade persistente em alguma fase do ciclo da resposta sexual. Existem seis disfunções sexuais femininas: desejo sexual hipoativo, disfunção da excitação, fobia/ aversão sexual, dispareunia, vaginismo e a anorgasmia. Segundo uma pesquisa realizada no Brasil, cerca de 21% da população feminina apresenta a anorgasmia. A mulher que apresenta essa patologia consegue passar por todos as fases do ciclo da resposta sexual, porém não consegue atingir o clímax da relação sexual, que é o orgasmo. Objetivo: analisar a prevalência da anorgasmia em universitárias da Faculdade de Americana(FAM). Materiais e Métodos: pesquisa quantitativa com, universitárias do curso de fisioterapia da FAM. Aplicou-se um questionário validado, o Female Sexual Function Index, que contém 19 perguntas objetivas, referente à atividade sexual nas últimas quatro semanas. As questões são referentes ao desejo, a excitação, a lubrificação, ao orgasmo, a satisfação e ao desconforto/dor. Resultados: Participaram do estudo 96 voluntárias, sendo que destas 10,4% relataram que nunca ou poucas vezes atingiram o orgasmo, 15,6% relataram que cerca da metade das vezes atingem o orgasmo e 74% relataram que chegam ao orgasmo na maioria das vezes ou quase sempre. Na atual pesquisa o número de mulheres anorgasmicas foi baixo, apenas 10%. Alguns fatores podem ter influenciado no resultado, como faixa etária das voluntárias (a maioria jovens), pouco conhecimento da disfunção, vergonha ao falar sobre o assunto, níveis hormonais elevados e amostra com número reduzido. Conclusão: A prevalência da anorgasmia em universitárias do curso de fisioterapia é baixa. A maioria das voluntarias apresentaram um índice alto de função sexual, ou seja, não apresentam fator de risco para o desenvolvimento da disfunção.

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very large impact on the personal and interpersonal life. Is called sexual dysfunction when there is a change or persistent difficulty in any phase of the cycle of sexual response. There are six female sexual dysfunction: hypoactive sexual desire, arousal disorder, phobia / sexual aversion, dyspareunia, veganism’s and anorgasmia. According to a survey conducted in Brazil, about 21% of the female population has anorgasmia. A woman who has this disease can go through all the phases of the sexual response cycle, but can not reach the climax of sexual intercourse, which is orgasm. Objective: To analyze the prevalence of anorgasmia in university of the American College (FAM) of Physiotherapy course. Materials and Methods: quantitative research with the university, course of physiotherapy of the FAM. Applied a questionnaire validated, the Female Sexual Function Index, containing 19 objective questions related to sexual activity in the last four weeks, the questions are related the arousal, lubrication, the orgasm, satisfaction and discomfort/ pain. Results: Participated in the study 96 volunteer of these, 10.4% reported never or rarely reached orgasm, 15.6% reported that about half of the time they reach orgasm and 74% reported that reach the orgasm most of the time or almost always. The current number of women anorgasmicas research was low percentage, only 10%. Some factors may have influenced the outcome, as the volunteers age (mostly young),

little knowledge of dysfunction, ashamed to talk about the subject, hormone levels and sample with reduced number. Conclusion: the prevalence of anorgasmia in the University course of physiotherapy is low. Most volunteer presented a high index of sexual function, i.e. do not present a risk factor for the development of dysfunction. Keywords: female sexual dysfunction, anorgasmia, sexuality

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1.INTRODUÇÃO...9

2.REVISÃO DA LITERATURA...11

2.1 Sistema Genital Feminina...11

2.2 Ciclo Da Resposta Sexual...12

2.3 Disfunções Sexuais Femininas...14

2.4 Anorgasmia...16 3.OBJETIVO... ...18 4.MATERIAIS E MÉTODOS...18 4.1 ANÁLISE DE DADOS...19 5.RESULTADOS...19 6.DISCUSSÃO...23 7.CONCLUSÃO...25 8.REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ...26 9.ANEXOS...32

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1. INTRODUÇÃO

As mulheres podem passar por diferentes sensações sexuais. Quando esse desejo é estimulado, desencadeia o ciclo da resposta sexual feminina, que é uma sequência de fases (determinado pelo desejo, excitação, orgasmo e resolução) (LOPES et al., 1992 apud FERREIRA et al., 2007). O parceiro precisa saber que ao estimular o clitóris sem o corpo da mulher estar preparado, pode ser doloroso e/ou desconfortável, sendo assim estimular outras áreas erógenas durante o ato, pode ajudar a mulher a passar por todas as fases do ciclo da resposta sexual.

É denominada disfunção sexual quando há alguma alteração ou dificuldade persistente em alguma fase do ciclo sexual (MUNARRIZ et al., 2003 apud FERREIRA et al., 2007). Antigamente as disfunções eram atribuídas somente a fatores psicológicos, porém pesquisas recentes mostram que fatores biológicos e psicossociais, como dificuldade na comunicação com o parceiro, história de abuso sexual, insegurança com o corpo, medo de sentir dor, medo de engravidar, falta de lubrificação, falta do estímulo adequado, desequilíbrio hormonal, fraqueza da musculatura do assoalho pélvico, entre outros, podem gerar algum tipo de disfunção sexual. As disfunções são subdivididas em seis categorias: Desejo sexual hipoativo; disfunção da excitação; fobia/ aversão sexual; dispareunia; vaginismo e anorgasmia (AMATO, 2006 apud MARQUES et al., 2008). Entre 20 a 50% das mulheres possuem algum tipo de disfunção, podendo gerar um impacto muito grande sobre a vida pessoal e interpessoal (HARTMANN et al., 2002 apud MARQUES et al., 2008)

A anorgasmia é uma disfunção muito presente em mulheres. Segundo pesquisa realizada no Brasil, cerca de 21% da população feminina apresenta essa disfunção (ABDO, 2004). A mulher que apresenta essa disfunção consegue passar por todas as fases do ciclo da resposta sexual, porém não consegue atingir o clímax da relação, que é o orgasmo. A falta do orgasmo pode ser dividida em: primário e secundário. O primário é quando a mulher nunca teve o orgasmo, em nenhum momento da vida, nem mesmo com a masturbação. O secundário ocorre a partir de um momento, ou seja, a mulher já experimentou o orgasmo e por algum fator passou a não obter mais, como por exemplo, conseguir com um parceiro e com outro não ou apenas conseguir na masturbação. Existem várias causas para a

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anorgasmia, como doença ou trauma na região da vagina, medicamentos, traumas por abuso sexual, insegurança com o corpo e fraqueza da musculatura do Assoalho Pélvico (ANJOS, 2007)

Este estudo baseou-se no interesse em identificar a prevalência dessa disfunção em jovens universitárias, pois observou-se a escassez de artigos disponíveis sobre o assunto. A literatura identifica uma prevalência significativa da disfunção entre as mulheres, porém por ser um assunto pouco conhecido e abordado, isso dificulta e/ou inibi a procura pelo tratamento.

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2. REVISÃO DA LITERATURA

2.1. Sistema Genital Feminino

Uma das condições básicas para se ter um relacionamento sexual é a integração dos órgãos genitais e dos sistemas circulatórios. O aparelho sexual é altamente vulnerável à tensão emocional, ansiedade, angustia e sujeito a alterações negativas, sendo assim tudo o que provocar ansiedade, nervosismo ou qualquer outro tipo de tensão psíquica, que interfira para a expansão de si, pode ser considerado causa de uma disfunção sexual (TIBA, 2000 apud ANJOS et al.,2007).

Os genitais, como os demais órgãos e sistemas do corpo humano, mantém um relacionamento intenso com o Sistema Nervoso Central por meio de transmissão nervosa e hormonal. A pelve óssea fornece uma conexão estável e forte, entre o tronco e as extremidades inferiores. Os movimentos realizados pela pelve auxiliam e aplicam os movimentos do quadril e da coluna lombar, e através de contrações isométricas dos músculos intrapélvicos, tem como função o controle esfincteriano anal, uretral e vaginal (HALBE, 2000, apud ANJOS et al., 2007; RODRIGUES, FILHO, 2002 apud ANJOS et al., 2007).

A pelve é formada por quatro ossos: sacro, cóccix, e posteriormente por dois ossos ilíacos formados pela fusão do ílio, ísquio, e púbis. As quatro paredes da pelve são unidas por ligamentos, e quatro articulações: duas articulações sinoviais (articulações sacrilíacas), e duas articulações cartilaginosas secundárias (sínfise púbica e articulação sacrococcígea). O canal da pelve é formado por um conjunto de músculos denominado Assoalho Pélvico, todos os tecidos entre a cavidade pélvica e a superfície do períneo (musculatura em forma de piramidal) constituem o verdadeiro assoalho pélvico (BERNARDES, 2003).

A pelve é inervada basicamente pelos nervos sacrais e coccígeos e pelo componente pélvico da parte autônoma do sistema nervoso, os principais nervos do plexo sacral são: isquiático, sendo ele o maior e mais largo nervo do corpo, o nervo pudendo, responsável pela inervação do períneo, o mais importante sensitivo dos órgãos genitais externos (MIRANDA, 2000; BERNARDES, 2003)

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A vascularização é executada principalmente pela artéria pudenda interna e seus ramos, que são responsáveis pelo suprimento de sangue para o períneo. O períneo representa um conjunto das partes moles que fecham a pelve e sustentam as vísceras em posição vertical (MEDEIROS, 2004).

O Assoalho Pélvico é formado por músculos, ligamentos, fáscias e tem como função sustentar os órgãos internos, principalmente o útero, bexiga, e o reto. O diafragma urogenital é composto por uma estrutura músculo-fascial no trígono urogenital, sendo atravessado na mulher pela uretra e vagina. Ele é formado por músculos que estão dispostos em duas camadas: superficial e profundo. Os músculos da camada superficial são: o transverso superficial do períneo, bulbo esponjoso e o músculo isquiocavernoso. O músculo transverso superficial tem a função de estabilizar o tendão central do períneo. O músculo bulbo esponjososcirculam o óstio da vagina e revestem o bulbo do vestíbulo, com função de ajudar a expelir a urina, a impulsionar o semêm pela uretra e na ereção nas mulheres irá constringir o orifício vaginal e ajudar na ereção do clitóris. O músculo isquiocavernoso origina-se na tuberosidade isquiática e ramos do ísquio e do púbis e insere-se no clitóris, sendo responsável pela ereção do clitóris (GRABOWSKI; TORTORA, 2002; MOURA; COSTA, 2006).

Sendo assim as fibras bulbo esponjosas, isquiocavernosas, tem um papel importante na obtenção do orgasmo feminino. A fraqueza da musculatura do Assoalho Pélvico é um dos fatores de risco para as disfunções sexuais; podendo essa fraqueza muscular estar relacionada a fatores de riscos como, constipação intestinal, tosse crônica e levantamento constante de peso, em decorrência de realizações de manobras de valsalva. O desuso, a debilidade e a hipotonicidade dos músculos do assoalho pélvico contribui para a incapacidade orgástica, assim o fortalecimento destes músculos tem um efeito positivo na vida sexual das mulheres (GROSSE; SENGLER, 2002, BARBOSA, 2004).

2.2. Ciclo da Resposta Sexual

As sensações sexuais femininas podem ser despertadas de diferentes maneiras, tais como: masturbação; fantasias eróticas; pensamentos e o coito. Esse desejo quando despertado, desencadeia uma série de fases sequênciais e ligadas

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entre si, causando o chamado ciclo da resposta sexual feminina (LOPES et al., 1992 apud FERREIRA et al., 2007). O sistema nervoso atua diretamente sobre a resposta sexual, enviando estímulos para a genitália. Esses estímulos são reconhecidos pelo cérebro por experiências positivas ou negativas. Por isso os fatores emocionais são de extrema importância para a ativação do ciclo (ANDERSON et al., 2007).

Segundo Masters e Johnson (1966 apud Sena, 2010)o mesmo se dividia em: excitação; platô; resolução. Kaplan na década de 70, dividiu em 4 fases: desejo; excitação; orgasmo; resolução. Sendo considerado assim até os dias atuais.

Fase do Desejo: ainda pouco compreendida, mas sabe-se que fatores comportamentais, emocionais e fisiológicos estão diretamente envolvidos. Existem teorias que afirmam que em relacionamentos duradouros e estáveis essa fase é estimulada também pela cumplicidade, afetividade, aproximação e intimidade do casal (BASSON et al., 2000 apud FERREIRA et al., 2007). As fantasias sexuais carícias, masturbação e a vontade de ter a relação sexual também estimulam a fase do desejo. Os fatores hormonais estão parcialmente esclarecidos, Contudo já se sabe que a testosterona estimula o desejo e este hormônio em baixos níveis é capaz de prejudicar essa fase, os níveis baixos de androgênio e elevados de prolactina também levam a diminuição do desejo sexual (DAVIS, 2000 apud FERREIRA et al., 2007).

Fase da Excitação: o corpo da mulher se prepara para o ato sexual. Nessa fase acontecem mudanças fisiológicas como a lubrificação vaginal, vasodilatação nos vasos sanguíneos genitais e da pele, relaxamento da musculatura lisa vaginal e tumescência vaginal. Alterações em outras partes do copo também ocorrem como o rubor fácil, respiração ofegante, ereção e tumescência dos mamilos (KAPLAN, 1997 apud FERREIRA et al., 2007).

Fase do Orgasmo: no orgasmo é a resposta do organismo quando o indivíduo alcança o clímax (LOPES et al., 1992 apud FERREIRA et al., 2007). Possui um componente sensorial e outro motor, a estimulação do clitóris dispara uma descarga orgástica (SENA, 2010), que se define por contrações involuntárias e rítmicas dos músculos do Assoalho Pélvico (LOPES et al., 1992 apud FERREIRA et al., 2007). Quando se mantém o estímulo sexual, sem interferir no ciclo da resposta sexual, acontece o reflexo orgástico. A quantidade e a intensidade das contrações

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dependem do estímulo recebido. O hormônio ocitocina tem papel importante na relação sexual e na reprodução humana, liberado apenas em três situações marcantes na mulher: no orgasmo, no parto e na amamentação sendo conhecido popularmente como o hormônio do amor (SALLES, 1984 apud, HENTSCHEL, 2006). Fase da Resolução: caracterizada por um período de relaxamento e completo bem estar (SENA, 2010). As mulheres são capazes de ter a fase de resolução pequena, assim conseguindo responder em minutos alguma estimulação, voltando para o início do ciclo (MENDONÇA et al., 2012).

Em 2002 um psiquiatra canadense relatouque as mulheres que se encontram em relacionamentos duradouros, começam a atividade sexual quando são estimuladas fisicamente pelo parceiro, atingindo os graus de excitação, depois o desejo é desenvolvido. Sendo assim a excitação, vem primeiro que o desejo. São vários os fatores que fazem com que a mulher inicie a relação sexual sem passar pela fase do desejo, tais como, maior proximidade emocional, a satisfação do parceiro, para que a mesma sinta-se mais atraente, entre outros. (LURIA et al., 2004 apud MARQUES et al., 2008)

2.3. Disfunções Sexuais Femininas

A alteração em alguma das fases do ciclo sexual pode desencadear a disfunção sexual na mulher, implicando no sofrimento pessoal ou interpessoal (MUNARRIZ et al., 2003 apud FERREIRA et al., 2007). As disfunções sexuais também são conhecidas como transtornos ou distúrbios, caracterizados pela dificuldade ou impossibilidade do indivíduo realizar uma ou mais fases do ciclo da resposta sexual (BARACHO, 2012)

Os distúrbios interferem diretamente na qualidade de vida pessoal da mulher e no relacionamento com o parceiro (FERREIRA et al., 2007). Se caracterizarem pela falta/dificuldade em alguma fase ou desconforto/dor durante o desenvolvimento do ciclo (ABDO, 2004 apud ABDO; FLEURY, 2006). São diversas as causas das disfunções sexuais nas mulheres, como a baixa auto estima, o medo da rejeição pelo parceiro, experiência traumáticas, aspectos socioeconômicos, desequilíbrio hormonal, fisiológicos, problemas musculares do Assoalho Pélvico, menopausa, o uso de alguns medicamentos, aspectos da cultura local, religiosos (BASSON, 2001

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apud MENDONÇA et al., 2012; MINER et al., 2012 apud MENDONÇA et al., 2012). As seguintes disfunções sexuais femininas são classificadas em:

Desejo Sexual Hipoativo, caracterizado pela ausência ou diminuição do interesse pela relação sexual ou por fantasias sexuais (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 1994 apud, FERREIRA et al., 2007; GOLDEN, 1983 apud, MARQUES et al., 2008) esse transtorno por surgir por algum fato em especial ou ao longo da vida. Existem várias causas para essa disfunção, como: mulheres na menopausa, desequilíbrio hormonal, presença de outra disfunção sexual primaria (DAVIS, 2000 apud FERREIRA et al., 2007), os conflitos conjugais, sendo esse o de maior importância (ANASTASIADIS et al, 2002 apud FERREIRA et al, 2007)

Disfunção da Excitação, é a diminuição ou incapacidade em adquirir ou manter a excitação adequada até o final da relação sexual, independente do estimulo dado (GOLDEN, 1983 apud MARQUES et al., 2008). Pode se desenvolver ao longo da vida – como acontece em mulheres mais velhas- ou ser adquirida – como, por exemplo, por um estimulo inadequado em alguma fase do ciclo (DAVIS, 2000 apud FERREIRA et al., 2007). Os fatores psicológicos são os mais comuns para o aparecimento dessa disfunção, mulheres com a baixa autoestima, ansiosas, estressadas, que tenham medo do desempenho sexual perante o parceiro podem ser vítimas, porém as que possuem alguma doença cardiovascular crônica, as que fazem uso de algum medicamento antidepressivo ou anti-hipertensivo são as que mais relatam que possuem a disfunção (PARK et al., 1997) Geralmente as mulheres que possuem essa disfunção referem dor durante a relação sexual, principalmente durante a penetração, devido à má lubrificação vaginal (MARQUES et al., 2007);

Fobia/ Aversão Sexual, é definida como qualquer fobia, total esquiva ou recusa do contato com o genital de um ou qualquer parceiro. A pessoa pode ser capaz de ter fantasias, sonhos eróticos e desejo sexual, mas repreende qualquer contato físico erótico. Essa disfunção pode ser desenvolvida devido a fatores psicológicos, tais como, experiência de violência sexual, adultério, educação religiosa, entre outros (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 1994 apud FERREIRA et al., 2007);

Dispareunia, refere-se a dor e/ou desconforto antes, durante ou após a penetração vaginal (GOLDEN, 1983 apud, MARQUES et al, 2008; LOPES et al.,

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1995 apud, ANTONIOLI; SIMÕES, 2010). Essa disfunção, diferente das demais, tem mais causas orgânicas do que psicológicas. É dividida em superficial, quando existe dor no começo da penetração, por traumas na vulva, grandes ou pequenos lábios, vulvovaginite e dispareunia; e profunda, quando há dor durante a penetração total, devido a alguma doença inflamatória pélvica, pontos gatilhos na musculatura do Assoalho Pélvico, tumores e endometriose (THIEL et al., 2008);

Vaginismo: Descrito como a contração involuntária do terço distal da musculatura perineal (GOLDEN, 1983 apud, MARQUES et al., 2008; THIEL et al., 2008), quando é tentada a penetração do pênis, dedo, especulo ou tampão impossibilitando parcial ou totalmente a penetração. As mulheres com essa disfunção podem apresentar normalmente o desejo, a excitação e o orgasmo quando tem uma relação que não necessitam da penetração vaginal (LOPES et al., 1995 apud ANTONIOLI et al., 2010). Algumas das causas para o vaginismo são: a dispareunia crônica, abuso sexual, procedimentos cirúrgicos, pensar que a vagina é muito pequena, entre outras. A portadora dessa disfunção pode ter sua autoestima diminuída, complexo de inferioridade, angustia depressão e medo de se relacionar (THIEL et al., 2008).

Anorgasmia: dificuldade em atingir o orgasmo. E será discutido no próximo tópico.

2.4. Anorgasmia

A anorgasmia é uma disfunção sexual comum entre as mulheres, onde a principal causa é a dificuldade para atingir o orgasmo no ato sexual (RODRIGUES, 2001 apud ANJOS; OLIVEIRA, 2007), nestes casos a mulher consegue sentir desejo e sentir-se excitada sexualmente, passa por todas as respostas necessárias do ciclo, porém não consegue atingir o orgasmo (MEDEIROS et al., 2004 apud MOURA, COSTA, 2006). A anorgasmia está relacionada a conjunto de fatores associados, entre eles, frustações, baixa autoestima, o medo da perda de autocontrole, a falta de desejo, dispareunia e a inabilidade do parceiro na atividade sexual. Estas são as causas mais comuns dessa disfunção e muitas delas sequer tentam algum tipo de prazer sexual, por falta de orientação e educação sexual (PARISOTTO, 2007 apud ANJOS; OLIVEIRA, 2007).

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A falta do orgasmo pode ser classificada em primária e secundária. Anorgasmia primária é quando a mulher nunca conseguiu atingir o orgasmo no ato sexual, nem pela masturbação. Anorgasmia secundária acontece quando a mulher em algum momento experimentou o orgasmo e por algum fator (orgânico ou psicológico) passou a não conseguir mais atingir o auge da relação (PARIZOTTO, 2007 apud ANJO; OLIVEIRA, 2007).

As mulheres podem fingir a presença do orgasmo como modo de defesa. Mantendo um prazer que não existe. Condição a qual precisa ser analisada, pois, ao negar a situação, a mulher está deixando de alcançar o orgasmo e assim dificultado o tratamento para essa disfunção (VEIGA, 2007). As mulheres individualmente apresentam uma sensibilidade e ritmo exclusivos requerendo um tempo maior de estimulação para chegar ao orgasmo. As áreas de excitação das mulheres não são apenas nos órgãos genitais, mas também a nuca, os ombros, as mamas, as nádegas e a face interna das coxas costumam ser áreas que não devem ser esquecidas, pois as mesmas apresentam uma sensação prazerosa na relação. Visto que no clitóris há uma melhor resposta orgástica e não se deve estimulá-lo quando a mulher não passou pela fase da excitação, pois isso pode causar dor e inibir o orgasmo (ANJOS; OLIVEIRA, 2007).

A anorgasmia pode ter causas orgânicas, psicológicas e físicas, como a fraqueza musculatura do Assoalho Pélvico. As causas orgânicas são menos comum, qualquer doença ou trauma na vagina ou ações de medicamentos, acarretaria a inibição do orgasmo; a causa psicológica está relacionada a situação que a mulher assume perante a vida sexual do casal, o medo de ser abandonada, assumir papeis importantes dentro de casa e outros motivos podem piorar o esse problema (MONTGOMERY; SURITA, 2000, apud MOURA; COSTA, 2006); a fraqueza muscular está relacionada com a hipotonia dos músculos do assoalho pélvico causando hipoestesia vaginal, anorgasmia e incontinência urinária durante o ato sexual (BERMAN; BASSUK, 2002 apud MOURA; COSTA , 2006).

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3. OBJETIVO

Verificar a prevalência da anorgasmia em universitárias do curso de Fisioterapia da Faculdade de Americana (FAM).

4. MATERIAL E METODOS

Este é um estudo quantitativo realizada na FAM entre os meses de Junho e Agosto de 2015, participaram da amostra universitárias do curso de Fisioterapia. O convite foi feito verbalmente nas salas de aula, com permissão do professor presente. Todas as voluntárias receberam e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Anexo 1). A identidade das participantes foi mantida em sigilo absoluto durante todo o tempo da pesquisa.

Aplicou-se o questionário validado em português, Female Sexual Function Index (Anexo 2), que contem 19 perguntas objetivas, referente a atividade sexual nas últimas quatro semanas, separadas por seis domínios: desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação, desconforto/dor, apresentando escore para cada um dos domínios. Durante o preenchimento do questionário, as pesquisadoras responderam as dúvidas sobre as questões.

As opções de respostas variam de 0 a 5 de forma crescente, sendo que as questões 8,10,12,17,18 e 19 a pontuação é definida de forma decrescente. A pontuação é dada pela soma de cada item que compreende cada domínio (escore simples), sendo multiplicado pelo valor de correção (escore ponderado) e ao final soma-se todos os escores ponderados para se chegar ao escore total que varia de 2 a 36 pontos (THIEL et al., 2008).

Questão X fator de correção = escores

No escore total existe um ponto de corte onde é possível identificar um maior ou menor risco da população pesquisada apresentar alguma disfunção sexual. Valores iguais ou menores que 26 pontos, podem indicar alguma disfunção (tabela 1)(PACAGNELLA et al., 2009).

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Tabela 1- Escores dos domínios do Female Sexual Function Index

Dominio Questões Fator de

correção Escore Mínimo Escore Maximo Desejo 1-2 0,6 1,2 6 Excitação 3-4-5-6 0,3 0 6 Lubrificação 7-8-9-10 0,3 0 6 Orgasmo 11-12-13 0,4 0 6 Satisfação 14-15-16 0,4 0,8 6 Dor 17-18-19 0,4 0 6

4.1 ANALISE DE DADOS

Os questionários foram analisados manualmente para verificação das pontuações e resultados finais, os mesmos foram digitados no programa Excel e arquivados.

Cada domínio foi analisado separadamente, sendo classificado por faixas a cada um ponto (Exemplo: 2,0 a 2,9). O escore final a classificação foi definida a cada três pontos (Exemplo: 0,0 a 2,9)

5. RESULTADOS

Foram aplicados no total 98 questionários, sendo que dois foram excluídos por não atingirem o escore total mínimo, resultando em 96 questionários analisados. Cada domínio foi avaliado separadamente, para evidenciar o número exato das mulheres orgasmicas e anorgasmicas.

Das 96 voluntarias 7,3% relataram ter pouco ou não ter desejo sexual, 49% relataram sentir o desejo por mais da metade do tempo e 43,7% sentem desejo a maioria do tempo ou sempre (Figura 1).

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Figura 1 – Número de mulheres de relatam terem o desejo sexual

Das 96 voluntárias, 8,3% relataram sentir-se excitada poucas vezes ou quase nunca, 23% ficam excitadas por cerca de metade do tempo e 68,7% ficam excitadas a maioria do tempo ou quase sempre durante o ato sexual (Figura 2).

Figura 2 – Número de Mulheres que relatam sentir-se excitadas durante o ato

sexual.

Das 96 voluntárias, 7,3% relataram ter ou manter poucas vezes a lubrificação vaginal, 14,6% relataram que conseguem ter ou manter a lubrificação por cerca da

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 1,2 a 1,9 2,0 a 2,9 3,0 a 3,9 4,0 a 4,9 5,0 a 6,0 m e ro d e p a rt ic ip a n te s Escore

Desejo

7,3%

49%

43,7%

0 5 10 15 20 25 30 35 40 0,0 a 0,9 1,0 a 1,9 2,0 a 2,9 3,0 a 3,9 4,0 a 4,9 5,0 a 6,0 N ú mer o d e Par ti ci p an tes Escore

Excitação

8,3%

23%

68,7%

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metade do tempo e 78,1% relataram que sempre ou quase sempre conseguem ter ou manter a lubrificação vaginal (Figura 3).

Figura 3- Quantidade de mulheres que relataram ter lubrificação vaginal durante o ato sexual

Das 96 voluntárias, 10,4% relataram que nunca ou poucas vezes atingiram o orgasmo, 15,6% relataram que cerca da metade das vezes atingem o orgasmo e

74% relataram que chegam ao orgasmo na maioria das vezes ou quase sempre (Figura 4).

Figura 4 – Quantidade de mulheres que atingiram o orgasmo

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 0,0 a 0,9 1,0 a 1,9 2,0 a 2,9 3,0 a 3,9 4,0 a 4,9 5,0 a 6,0 m e ro d e P ar ti ci p an te s Escore

Lubrificação

7,3%

14,6%

78,1%

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 0,0 a 0,9 1,0 a 1,9 2,0 a 2,9 3,0 a 3,9 4,0 a 4,9 5,0 a 6,0 m e ro d e P ar ti ci p an te s Escore

Orgasmo

10,4%

15,6%

74%

(22)

Das 96 voluntárias, 5,2% relataram não estarem satisfeitas com sua vida sexual, 10,4% relataram estar moderadamente satisfeitas e 84,4% relataram estarem

plenamente satisfeitas (Figura 5).

Figura 5- Quantidade de mulheres que se sentem satisfeitas durante o ato sexual

Das 96 voluntarias, 71,9% relataram não ter ou ter pouca dor e/ou desconforto durante o ato sexual, 15,6% relataram sentir uma dor e/ou desconforto moderado ou leve e 12,5% relataram sentir muita dor e /ou desconforto (Figura 6).

Figura 6- Quantidade de mulheres que relataram sentir dor e/ou desconforto durante o ato sexual 0 10 20 30 40 50 60 70 0,0 a 0,9 1,0 a 1,9 2,0 a 2,9 3,0 a 3,9 4,0 a 4,9 5,0 a 6,0 m e ro d e P ar ti ci p an te s Escore

Satisfação

5,2%

10,4%

84,4%

0 10 20 30 40 50 60 0,0 a 0,9 1,0 a 1,9 2,0 a 2,9 3,0 a 3,9 4,0 a 4,9 5,0 a 6,0 m e ro d e p ar ti ci p an te s Escore

Dor

71,9%

15,6%

12,5%

(23)

Ao final foi somado o escore total de cada domínio, para se obter o escore total de cada questionário (Figura 7).

Das 96 voluntarias 61,5 % apresentaram um índice de função sexual alto, ou seja, não apresentam fator de risco para o desenvolvimento de alguma disfunção sexual feminina.

Figura 7 – Escore Final

6. DISCUSSÃO

A mulher que apresenta a anorgasmia passa por todas as fases do ciclo sexual, porém não atinge o clímax da relação. Isso pode afetar a mulher de qualquer faixa etária (ABUCHAIM; GALVÃO, 2001 apud MEDEIROS, 2003).

Várias pesquisas foram realizadas mundialmente apontando um índice alto de anorgasmia. O estudo realizado com mulheres iranianas, com idade de 16 a 53 anos, apontou que 26% apresentaram a disfunção sexual (ANTONIOLI; SIMÕES, 2010). No ano de 1992 nos EUA, uma pesquisa com 1.749 mulheres, mostrou que 24% não conseguem ter orgasmo (LAUMENN, 1999). No Brasil, uma pesquisa que envolveu 1.219 mulheres em sete estados brasileiros, apontou que 21% das voluntárias apresentavam a anorgasmia (ABDO, 2004).

No ano de 2000, em sete cidades brasileiras, 2.835 voluntários, entre homens e mulheres participaram de uma pesquisa sobre a vida sexual e constatou-se que a disfunção foi observada em 25% das mulheres com até 25 anos, 21,6% das

0 5 10 15 20 25 30 35 Núm er o Escore

Escore Final

(24)

mulheres de 26 a 40 anos, 36,3% das mulheres entre 41 e 60 anos e 59,5% das mulheres acima de 60 anos (ABDO et al., 2004)

Em Manaus foram avaliadas 50 mulheres com idade de 18 a 60 anos onde observou-se a presença de anorgasmia em apenas 4% das mulheres, isso pode ter ocorrido pelo fato da vergonha ou constrangimento de assumir a disfunção (ANJOS; OLIVEIRAS, 2007). Em 2007, no Recife, 90 mulheres participaram de um estudo e destas 18% relataram que não chegam ao orgasmo (FERREIRA et al., 2007). Em 2013, uma pesquisa apontou que a falta do orgasmo foi a disfunção mais prevalente em214 voluntarias, em que55,8% relatavam anorgasmia.

De forma geral, essa disfunção sexual atinge aproximadamente 20% das mulheres em todas as faixas etárias (ANJOS; OLIVEIRA, 2007), o que difere deste estudo que apontou 10% de anorgasmia em mulheres jovens.

Mesmo com os estudos publicados, ainda é difícil definir em números exatos os casos da disfunção, pois ao se falar sobre o assunto a primeira atitude das mulheres é negar (ANTONIOLLI; SIMÕES, 2010) a ausência do orgasmo como forma de defesa, fingindo um prazer que não existe (ANJOS,2007).

Existem varias causas para a anorgasmia, porém o envelhecimento é um dos fatores mais citados nos estudos, pois há uma diminuição dos níveis hormonais e redução da função biológica (GARCIA et al., 2007 apud LARA et al., 2008), Os fatores associados as disfunções são: nível cultural, fraqueza da musculatura do assoalho pélvico, experiências sexuais negativas, insatisfação com o parceiro, lubrificação inadequada, estimulo inadequado (GONZALEZ et al., 2006 apud LARA et al., 2008). A falta de conhecimento do próprio corpo, da sexualidade, da fisiologia do ciclo sexual, autoestima baixa, uso de medicamentos como anti-hipertensivos, inibidores de serotonina e uso de drogas (PHILIPS, 2000), também são fatores que podem desencadear a disfunção.

Segundo a 4a edição do American Psychiatric Associanton (1994) o diagnostico de alguma disfunção sexual é formado por três critérios: manifestações psicofisiológicas; importante sofrimento interpessoal; e quando o transtorno não é explicado por outro ou não tem como causa algum problema fisiológico (FERREIRA et al., 2007).

(25)

Para o tratamento da anorgasmia, é necessário que além da terapia comportamental, seja orientado estímulos como técnicas de masturbação para conscientização da região pélvica e perineal, dessensibilizarão da musculatura perineal e exercícios de Kegel (que consiste em exercícios de fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, através de contração dessa musculatura, em varias posições, andando e até utilizando cones vaginais) (MESTON et al., 2004 apud SANTIN et al., 2008).

O tratamento fisioterapêutico com o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico resulta na melhora da satisfação sexual, na consciência corporal, namelhora e potencialização do orgasmo (MEDEIROS, 2003).

Alguns fatores podem ter influenciado no resultado desta pesquisa, como faixa etária das voluntárias (a maioria jovens), pouco conhecimento da disfunção, vergonha ao falar sobre o assunto, níveis hormonais elevados e amostra com número reduzido. Além disso, coloca-se como limitação o ambiente onde o questionário foi aplicado, a sala de aula, sugerindo para trabalhos futuros a aplicação individual no questionário, em ambiente reservado.

7. CONCLUSÃO

A prevalência da anorgasmia em universitárias do curso de fisioterapia é baixa. A maioria das voluntarias apresentou um índice alto de função sexual, ou seja, não apresentou fator de risco para o desenvolvimento da disfunção.

No presente estudo a fisioterapia pode intervir com a prevenção da disfunção, com palestras, mesas redondas sobre o tema, orientações com a conscientização corporal, manutenção da força da musculatura do Assoalho Pélvico, pois o número de mulheres que não apresentaram a disfunção foi alto.

(26)

8. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

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MOURA, Regiane Vieira Azancot; COSTA, Tacylleni PatrÍcia Brito da. AVALIAÇÃO

DO GRAU DE FORÇA DO ASSOALHO PÉLVICO EM MULHERES QUE APRESENTAM ANORGASMIA SECUNDÁRIA. 2006. 70 f. TCC (Graduação) -

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(32)

9. ANEXOS

ANEXO 1

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Você está sendo convidado(a) para participar da pesquisa intitulada PREVALENCIA DA ANORGASMIA EM UNIVERSITARIAS sob a responsabilidade dos pesquisadores CAROLINE GREGO, JANAYNA FERREIRA DE SOUZA e PATRICIA BERNAVA do curso de Fisioterapia da Faculdade de Americana, sob orientação da professora ADRIANA PERTILLE.

Nesta pesquisa nós estamos buscando entender a prevalência da falta de orgasmo em mulheres de nível universitário.

Na sua participação você irá responder um questionário que contem 19 perguntas sobre a atividade sexual nas ultimas quatro semanas,as questões são referentes ao desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação, desconforto/dor.

Em nenhum momento você será identificado. Os resultados da pesquisa serão publicados

como resultados do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e ainda assim a sua identidade será preservada.

Você é livre para deixar de participar da pesquisa a qualquer momento sem nenhum prejuízo ou coação.

Uma via original deste Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ficará com você.

Qualquer dúvida a respeito da pesquisa, você poderá entrar em contato com os pesquisadores.

Eu_________________________________________________________________,

portadora da cédula de identidade de número _______________, após receber todos os esclarecimentos sobre a pesquisa realizada, aceito participar do projeto citado acima, voluntariamente.

________________________________________________ Assinatura do voluntario

Americana,____ de___________de 2015 Informações para contato com os pesquisadores:

Caroline Grego [email protected]

Janayna Ferreira de Souza [email protected] Patricia Bernava [email protected]

Professora Adriana Pertille – [email protected]

Endereço: Faculdade de Americana, Av Joaquim Boer, 733 – Jardim Luciene, Americana – SP.

(33)

ANEXO 2

Female Sexual Function Index

Instruções:

Este questionário pergunta sobre sua vida sexual durante as últimas 4 semanas. Por favor, responda às questões de forma mais honesta e clara possível.

Suas respostas serão mantidas em absoluto sigilo.

Para responder às questões use as seguintes definições: atividade sexual pode incluir afagos, carícias preliminares, masturbação (“punheta”/“siririca”) e ato sexual.

O ato sexual é definido quando há penetração (entrada) do pênis na vagina.

E estímulo sexual inclui situações como carícias preliminares com um parceiro, auto-estimulação (masturbação) ou fantasia sexual(pensamentos).

Desejo sexual ou interesse sexual é um sentimento que inclui querer ter atividade sexual, sentir-se receptiva a uma iniciativa sexual de um parceiro(a) e pensar ou fantasiar sobre sexo; excitação sexual é uma sensação que inclui aspectos físicos e mentais (pode incluir sensações como calor ou inchaço dos genitais, lubrificação – sentir-se molhada/“vagina molhada”/“tesão vaginal” –, ou contrações musculares).

POR FAVOR ASSINALE APENAS UMA ALTERNATIVA POR PERGUNTA.

PERGUNTAS

1 - Nas últimas 4 semanas com que freqüência (quantas vezes) você sentiu desejo ou interesse sexual?

5 = Quase sempre ou sempre

4 = A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo)

3 = Algumas vezes (cerca de metade do tempo)

2 = Poucas vezes (menos da metade do tempo)

1 = Quase nunca ou nunca

2 - Nas últimas 4 semanas como você avalia o seu grau de desejo ou

interesse sexual? 5 = Muito alto 4 = Alto 3 = Moderado 2 = Baixo

1 = Muito baixo ou absolutamente nenhum

3 - Nas últimas 4 semanas, com que freqüência (quantas vezes) você se sentiu sexualmente excitada durante a atividade sexual ou ato sexual?

0 = Sem atividade sexual 5 = Quase sempre ou sempre

4 = A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo)

3 = Algumas vezes (cerca de metade do tempo)

2 = Poucas vezes (menos da metade do tempo)

1 = Quase nunca ou nunca

4 - Nas últimas 4 semanas, como você classificaria seu grau de excitação sexual durante a atividade ou ato sexual?

0 = Sem atividade sexual 5 = Muito alto

4 = Alto 3 = Moderado

(34)

2 = Baixo

1 = Muito baixo ou absolutamente nenhum 5 - Nas últimas 4 semanas, como você avalia o seu grau de segurança para ficar sexualmente excitada durante a atividade sexual ou ato sexual? 0 = Sem atividade sexual

5 = Segurança muito alta 4 = Segurança alta 3 = Segurança moderada 2 = Segurança baixa

1 = Segurança muito baixa ou Sem segurança

6 - Nas últimas 4 semanas, com que freqüência (quantas vezes) você ficou satisfeita com sua excitação sexual durante a atividade sexual ou ato sexual?

0 = Sem atividade sexual 5 = Quase sempre ou sempre

4 = A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo)

3 = Algumas vezes (cerca de metade do tempo)

2 = Poucas vezes (menos da metade do tempo)

1 = Quase nunca ou nunca

7 - Nas últimas 4 semanas, com que freqüência (quantas vezes) você teve lubrificação vaginal (ficou com a “vagina molhada”) durante a atividade sexual ou ato sexual?

0 = Sem atividade sexual 5 = Quase sempre ou sempre

4 = A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo)

3 = Algumas vezes (cerca de metade do tempo)

2 = Poucas vezes (menos da metade do tempo)

1 = Quase nunca ou nunca

8 - Nas últimas 4 semanas, como você avalia sua dificuldade em ter

lubrificação vaginal (ficar com a

“vagina molhada”) durante o ato sexual

ou atividades sexuais? 0 = Sem atividade sexual

1 = Extremamente difícil ou impossível 2 = Muito difícil

3 = Difícil

4 = Ligeiramente difícil

5 = Nada difícil

freqüência (quantas vezes) você manteve a lubrificação vaginal (ficou com a “vagina molhada”) até o final da atividade ou ato sexual?

0 = Sem atividade sexual 5 = Quase sempre ou sempre

4 = A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo)

3 = Algumas vezes (cerca de metade do tempo)

2 = Poucas vezes (menos da metade do tempo)

1 = Quase nunca ou nunca

10- Nas últimas 4 semanas, qual foi sua dificuldade em manter a lubrificação vaginal (“vagina molhada”) até o final da atividade ou ato sexual?

0 = Sem atividade sexual

1 = Extremamente difícil ou impossível 2 = Muito difícil

3 = Difícil

4 = Ligeiramente difícil 5 = Nada difícil

11- Nas últimas 4 semanas, quando teve estímulo sexual ou ato sexual, com que freqüência (quantas vezes) você atingiu o orgasmo (“gozou”)? 0 = Sem atividade sexual

5 = Quase sempre ou sempre

4 = A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo)

3 = Algumas vezes (cerca de metade do tempo)

2 = Poucas vezes (menos da metade do tempo)

(35)

1 = Quase nunca ou nunca

12 - Nas últimas 4 semanas, quando você teve estímulo sexual ou ato sexual, qual foi sua dificuldade em você atingir o orgasmo

(“clímax/gozou”)? 0 = Sem atividade sexual

1 = Extremamente difícil ou impossível 2 = Muito difícil

3 = Difícil

4 = Ligeiramente difícil 5 = Nada difícil

13- Nas últimas 4 semanas, o quanto você ficou satisfeita com sua

capacidade de atingir o orgasmo (“gozar”) durante atividade ou ato sexual?

0 = Sem atividade sexual 5 = Muito satisfeita

4 = Moderadamente satisfeita 3 = Quase igualmente satisfeita e insatisfeita

2 = Moderadamente insatisfeita 1 = Muito insatisfeita

14- Nas últimas 4 semanas, o quanto você esteve satisfeita com a

proximidade emocional entre você e seu parceiro(a) durante a atividade sexual?

0 = Sem atividade sexual 5 = Muito satisfeita

4 = Moderadamente satisfeita 3 = Quase igualmente satisfeita e insatisfeita

2 = Moderadamente insatisfeita 1 = Muito insatisfeita

15- Nas últimas 4 semanas, o quanto você esteve satisfeita como

relacionamento sexual entre você e seu parceiro(a)?

5 = Muito satisfeita

4 = Moderadamente satisfeita 3 = Quase igualmente satisfeita e insatisfeita

2 = Moderadamente insatisfeita 1 = Muito insatisfeita

16- Nas últimas 4 semanas, o quanto você esteve satisfeita com sua vida sexual de um modo geral?

5 = Muito satisfeita

4 = Moderadamente satisfeita 3 = Quase igualmente satisfeita e insatisfeita

2 = Moderadamente insatisfeita 1 = Muito insatisfeita

17- Nas últimas 4 semanas, com que freqüência (quantas vezes) você sentiu desconforto ou dor durante a

penetração vaginal? 0 = Não tentei ter relação 1 = Quase sempre ou sempre

2 = A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo)

3 = Algumas vezes (cerca de metade do tempo)

4 = Poucas vezes (menos da metade do tempo)

5 = Quase nunca ou nunca

18- Nas últimas 4 semanas, com que freqüência (quantas vezes) você sentiu desconforto ou dor após a penetração vaginal?

0 = Não tentei ter relação 1 = Quase sempre ou sempre

2 = A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo)

3 = Algumas vezes (cerca de metade do tempo)

4 = Poucas vezes (menos da metade do tempo)

5 = Quase nunca ou nunca

19- Nas últimas 4 semanas, como você classificaria seu grau de desconforto ou dor durante ou após a penetração vaginal?

0 = Não tentei ter relação 1 = Muito alto

2 = Alto 3 = Moderado

(36)

4 = Baixo

(37)

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