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Toquinho - Elifas Andreato

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Muito antes de nascer

Na barriga da mamãe já pulsava sem querer O meu pequenino coração,

Que é sempre o primeiro a ser formado Nesta linda confusão.

Muito antes de nascer

Na barriga da mamãe já comia pra viver Cheese salada, bala ou bacalhau. Vinha tudo pronto e mastigado No cordão umbilical.

Tanto carinho, quanta atenção. Colo quentinho, ah! Que tempo bom! De umbigo a umbiguinho um elo sem fim Num cordãozinho da mamãe pra mim. Muito antes de nascer

Na barriga da mamãe me virava pra escolher A mais confortável posição.

São nove meses sem se fazer nada, Entre água e escuridão.

Muito antes de nascer

Na barriga da mamãe começava a conviver Com as mais estranhas sensações:

Vontade de comer de madrugada Marmelada ou camarões.

Tanto carinho, quanta atenção. Colo quentinho, ah! Que tempo bom! De umbigo a umbiguinho um elo sem fim Num cordãozinho da mamãe pra mim.

Toquinho - Elifas Andreato

DE UMBIGO

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Módulos

Pré-Natal

Oficina de cuidados com as mamas

Fisioterapia Anestesia

Parto Nutrição

Pediatria

Oficina de cuidados com o bebê

Psicologia 08 11 14 18 20 22 27 30 35 Módulo 1 Módulo 2 Módulo 3 Módulo 4 Módulo 5

(7)
(8)

O pré-natal é procedimento médico que visa acompanhar o desenvolvimento do bebê, as transformações maternas, prevenir e detectar problemas que ocorram neste período.

Para isto, muitas vezes, o obstetra necessita de apoio de outras especialidades médicas, da Enfermagem, Nutrição,

Psicologia e Fisioterapia.

semanas de amenorréia (atraso menstrual): 40 semanas contadas a partir do primeiro dia da última menstruação (UM) com

variação de duas semanas para mais ou para menos. Quando a última menstruação não é conhecida a ecografia é ferramenta

importante para o cálculo da idade gestacional, sendo mais confiável a mais precocemente realizada.

20ª semana – Ecografia morfológica. Terceiro trimestre:

- Localização do cordão entre outras indicações

Dependendo do caso e da rotina de cada obstetra outros exames podem ser

solicitados.

- Posição do feto - Cálculo de peso

- Grau e localização da placenta Na primeira consulta se confirma o

diagnóstico da gestação, se estabelece a idade gestacional e se inicia um plano de cuidados obstétricos continuados. Na oportunidade são pedidos exames

laboratoriais, orientações e agendadas as ecografias de controle.

A idade gestacional é calculada em

Ecografia: Trata-se de método

diagnóstico de grande valia para acompanhar o crescimento e desenvolvimento

embrionário e fetal.

Laboratoriais básicos: Grupo e Rh, Hemograma, Comum de Urina/Urocultura, Glicemia, VDRL, Anti –HIV,CP e outros (Imunofl. para Toxoplasmose – HBSAg, Anti HCV, Sorologia para rubéola)

11ª e 14ª semana – Transluscência Nucal e presença do osso nasal.

Primeira consulta

Exames

Pré- Natal

08 PR É -N A T A L

(9)

Muitas gestantes apresentam enfermidades anteriores a própria gestação (ex. diabetes, asma,

Hipertensão Arterial Sistêmica (HTA) etc) ou Além de ouvir as queixas e dúvidas da gestante deve ser controlado o ganho de peso, medida a pressão arterial (TA) , medida da altura uterina, ausculta dos batimentos cardiofetais (BCF), inspeção das mamas, especuloscopia, se necessária, e toque vaginal.

O toque vaginal apesar de

desconfortável, é de suma importância no exame obstétrico fornecendo ao obstetra informações sobre o colo do útero, dilatação, apresentação do bebê. Quando realizado por profissional experiente não ocasiona

nenhum risco para mãe ou para o feto.

Muitas vezes a gestante necessita ser medicada. Alguns medicamentos são proibidos na gestação, outros apresentam risco relativo e outros têm o uso liberado.

A gestante deve usar medicamentos apenas quando é realmente necessário, conforme orientação do seu médico.

Ainda na gestação está recomendada e preconizada pelo Ministério da Saúde a vacinação antitetânica (realizada nos postos de

saúde). Em situações especiais são indicadas outras vacinas (ex. Hepatite B).

Na carteira de gestante são anotadas as consultas com os controles obstétricos, resultados de exames, medicamentos, vacinas e observações importantes sobre a gestação e/ou gestações anteriores.

O seu preenchimento correto é muito importante para o seguimento pré-natal bem como para fornecer dados seguros na hora do nascimento. A gestante deve portar sempre a sua carteira de gestante.

desenvolvem doenças durante a gestação (ex. pré-eclâmpsia). Tais intercorrências deverão ser diagnosticadas, tratadas e a gestante ser informada sobre o próprio tratamento, riscos e repercussões sobre a gestação em curso ou nas futuras.

Exame obstétrico

Medicamentos / vacinas

Carteira de gestante

Patologias associadas

09 PR É -N A T A L

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Principais queixas na gravidez

Na maioria das vezes estas mudanças são normais e próprias de cada período gestacional por isso a gestante deve informar toda a alteração que considera anormal ou que lhe cause apreensão ou dúvida.

GRAVIDEZ NÃO É DOENÇA:

Sem dúvida esta frase tão conhecida é correta, entretanto a gestante deve ter sempre em mente que está gestando um novo ser em seu ventre e que isto acarreta mudanças rápidas, e as vezes, desconhecidas em seu organismo.

O bom

relacionamento e a confiança no obstetra são

fundamentais para um pré-natal sem riscos. É importante avisar sempre o médico nos casos de sangramento, dor forte, perda de líquido pelos genitais, alteração na pressão arterial ou em qualquer situação de dúvida, pois a assistência pré-natal não se restringe as consultas, mas a todo o tempo da gestação.

Cuidados / sinais de alerta

Sistema respiratório

Queixas gerais

Sistema cardiovascular

- Palpitações - Edema - Lipotimia (vertigens/desmaios)

Sistema urinário

- Polaciúria / Nictúria - Disúria / Infecção Urinária

Aparelho genital

- Leucorréia (corrimento vaginal) - Dispareunia (dor na relação sexual) - Edema e mudança de cor na vagina

- Dispnéia (falta de ar) - Obstrução nasal

- Epistaxe (sangramento nasal)

- Dores abdominais - Lombalgia - Parestesia - Câimbras - Prurido - Insônia - Estrias 10 PR É -N A T A L

(11)

- Banho de luz: com lâmpada de 40 watts, com distância de 20 a 30 centímetros, exponha as mamas por 10 minutos.

- Use sutiã com boa sustentação, de preferência de algodão e que tenham alças largas, para manter as mamas firmes e

- Banho de sol: se possível, expor as mamas ao sol diariamente por 10 ou 15 minutos, evitando a exposição entre 10h e 16h.

horizontalizadas.

- Procure conhecer seus mamilos. Gestantes com mamilos planos e/ou invertidos poderão apresentar uma maior dificuldade para amamentar. Converse com seu obstetra ou solicite nossa ajuda, pois alguns cuidados específicos poderão ser realizados no período gestacional

preparando os mamilos antes do nascimento do bebê.

Oficina de cuidados com

as mamas

Durante a gestação:

Após o nascimento ou durante a amamentação:

- Lave as mãos. Evite a limpeza dos

mamilos antes e após as mamadas. A mama tem um sistema de proteção que mantém a aréola lubrificada e livre de germes.

- O horário de mamada deve atender ao ritmo de fome do bebê, que habitualmente mama em intervalos de 2 a 4 horas.

- Certifique-se que o bebê está fazendo uma boa pega, abocanhando o mamilo e a aréola com a boca bem aberta.

- Procure amamentar em um local tranquilo e confortável, sem muito barulho.

- Ao contrário do que muitos pensam, não há necessidade de se preocupar com que as narinas do bebê estejam livres durante as mamadas. Inclusive, segurar a mama com os dedos indicador e médio (dedos em tesoura) pode ser até prejudicial, pois, dependendo da pressão exercida pelo dedo indicador, este poderá interromper o fluxo de leite nessa região. Se você quiser segurar o seio, use o

- Nos intervalos das mamadas faça hidratação mamilo-areolar com colostro e, posteriormente com próprio leite.

polegar e o indicador, como se fosse a letra “C”.

- Após cada mamada, permaneça com o bebê inclinado no seu colo, segurando-o com a cabeça mais elevada que o corpo, para ele arrotar. É possível, que ele regurgite, ou seja, elimine um pouco de leite que sobrou da mamada. Mantenha-o em decúbito elevado por no mínimo 15 minutos.

- Evite abafar os mamilos com protetores especiais (absorventes). Evite também utilizar loções ou cremes hidratantes nos mamilos e aréolas.

- As conchas são bastante utilizadas, pois permitem que o mamilo fique arejado e saliente, facilitando a pega correta ao seio e prevenindo as rachaduras.

“ Tanto para você quanto para o seu bebê, a amamentação

é um momento de contato íntimo, que fortalece o vínculo entre vocês”.

11 C U ID A D O C O M A S M A M A S

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(16)

Quando está indicado a realização

da atividade física

- A prática de exercícios é aconselhada a partir do terceiro mês de gestação e após os exames pré-natal.

- Realize exercícios físicos aeróbicos leves a

- Exercícios intensos devem ser evitados nos últimos 3 meses de gestação.

moderados.

- Avaliação médica antes de iniciar os exercícios.

- Não deve permanecer mais que 5 - Não deve sentir dor durante o alongamento.

- Frequência cardíaca não deve passar de 140 batimentos por minuto.

- Alongamentos devem ser específicos, não envolvendo vários grupos musculares.

- Avaliação músculo-esquelética individual.

- Evitar atividades de equilíbrio ou apoio em um só membro.

- A freqüência cardíaca deve ser monitorada constantemente.

- Levantar-se lentamente do solo, evitando tonturas devido a hipotensão postural (queda da pressão).

minutos deitada para o lado direito, devido à compressão da veia cava pelo útero.

- Evitar a manobra de Valsalva (prender a respiração) durante a realização dos

exercícios, evitando aumento da pressão arterial.

- Beba bastante líquido.

- Nunca as atividades devem gerar dor ou desconforto.

- Esvazie a bexiga antes dos exercícios.

- Dor ou desconforto.

- Frequência cardíaca irregular. - Tontura.

- Sangramento.

- Dispnéia (falta de ar).

- Fraqueza.

- Taquicardia (freqüência cardíaca elevada).

- Dor na coluna.

- Dificuldade para andar.

Diretrizes para instrução de exercícios

na gestação

Interrompa atividades que produzam:

15

- Gestante sem assistência pré-natal. - Placenta prévia.

- Bolsa rota.

- Sangramento uterino e/ou vaginal. - Embolia pulmonar recente.

- Doenças infecciosas agudas.

- Retardo do crescimento uterino.

- Doença materno cardíaca (insuficiência cardíaca, hipertensão materno cardíaca).

- Flebite (inflamação das veias). - Risco de parto prematuro.

Contraindicações absolutas para exercícios:

F IS IO T E R A PI A

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(18)

A fisioterapia além de auxiliar durante toda a fase da gestação também é importante durante o trabalho de parto, orientando a gestante sobre a hora certa de contrair e relaxar mantendo-se mais ativa neste momento importante.

A tensão dificulta o relaxamento das fibras

musculares, o que dificulta o processo natural. Por outro lado, a gestante que conhece seu corpo, sabe contrair e relaxar o assoalho pélvico, sabe respirar adequadamente e, assim, facilita a saída do bebê, evitando lesões nos músculos perineais.

A fisioterapia no trabalho de parto

Primeiro estágio

- Buscar posições confortáveis (caminhar, deitar sobre travesseiros).

- Com a progressão das contrações, iniciam-se técnicas de soprar rapidamente, usando as bochechas, não os músculos abdominais, para vencer o desejo de forçar.

- Apoio moral do pai e/ou familiares oferecendo encorajamento e auxilio no conforto.

- Assim que o trabalho de parto inicia, as contrações do útero progridem. O relaxamento

durante as contrações torna-se necessário. Segundo estágio

- Massagear ou aplicar pressão na área que esteja doendo, no intuito de distrair o foco das contrações.

- Enquanto estiver forçando para baixo, inspirar, contrair a parede abdominal e expirar devagar. Isso causará aumento da pressão dentro do abdômen junto ao relaxamento do assoalho pélvico.

- Com a dilatação do colo uterino, a mulher torna-se ativa, forçando o bebê para baixo durante a contração.

Relaxamento e respiração durante o

trabalho de parto normal

- Durante o trabalho de parto, a mulher não deve prender a respiração, pois haverá um aumento de tensão e resistência do assoalho pélvico.

- O esforço com a glote (garganta) fechada (prender a respiração), tem efeitos adversos sobre o sistema cardiovascular.

- A cesariana é uma cirurgia abdominal de grande porte com todos os riscos e

complicações, havendo a necessidade de receber informações para tomada de decisões conscientes.

- Mulheres que optarem por partos cesáreos podem necessitar da reabilitação do assoalho pélvico, assim como das demais restrições funcionais.

Precauções:

Cesariana:

17 F IS IO T E R A PI A

(19)

Será realizada quando ocorre instabilidade hemodinâmica, distúrbio de coagulação,

septicemia, doença neurológica, recusa da paciente na punção. É utilizada somente se necessário para o bem estar da parturiente e do recém-nascido.

Recuperação pós anestésica

O pós-operatório imediato tem início na sala de recuperação pós-anestésica, para onde a mãe e recém-nascido serão levados após a cesareana. Neste local receberá atendimento direto e só será liberada pelo anestesiologista ou enfermeira quando avaliada e estabilizada. No entanto, poderá ter um acompanhante (familiar). Sairá em maca para a unidade de internação.

Será auxiliada, pois não poderá sair (e nem levantar a cabeça) do leito por 12 horas

(raquianestesia). O recém-nascido será levado no berço e acompanhado pela profissional de enfermagem da unidade de internação ou

berçário. Em alguns casos, ele pode ficar nas primeiras horas no berçário.

Alguns cuidados importantes:

A puérpera (mãe) ficará em repouso decúbito dorsal por 12 horas. Não poderá levantar a cabeça, pois poderá aumentar o risco de cefaléia pós-raqui.

- Dê atenção para a sua hidratação no pós-operatório.

- Descanse, tente falar pouco devido a distensão abdominal e desconforto da incisão.

- Controle o número de visitas.

- Quando for liberada para sair do leito será acompanhada pela profissional de Enfermagem.

- No leito é importante exercício de flexão e extensão de pernas e pés para prevenir

trombose.

- Converse com seu obstetra sobre sua função intestinal. No caso de constipação é importante iniciar logo uma dieta laxativa.

Anestesia geral

Anestesia e recuperação

pós-anestésica

18

A escolha da técnica anestésica dependerá: - Da indicação cirúrgica.

- Do grau de urgência.

Anestesia significa a condição de ter a sensibilidade (incluindo a dor) bloqueada ou temporariamente removida. Isso permite que os pacientes passem por cirurgias e outros

procedimentos sem a angústia e a dor que experimentariam de outra maneira.

- Da vontade da parturiente.

- Anestesia combinada raqui-peridural. - Raquianestesia.

- Do julgamento do anestesista e obstetra

A anestesia regional para cesárea pode ser: - Anestesia peridural.

Objetivo principal da anestesia obstétrica é produzir anestesia adequada, aliada à segurança e conforto materno e mínimo efeito depressor sobre o feto.

Se a puérpera tem problema de constipação intestinal e hemorróidas, pode agravar-se após o parto. Por isso, solicitamos que converse com o obstetra para iniciar a dieta laxativa e aumentar a

Na recuperação pós-parto normal a puérpera ficará, inicialmente, em quarto do centro

obstétrico. Receberá avaliação do sangramento e da involução uterina, curativo da episiorrafia, atenção com a diurese, e auxilio da equipe para

deambular (caminhar). Independente do tipo de parto, a

amamentação será estimulada e auxiliada logo após o mesmo. Seu bebê será beneficiado com o primeiro leite materno: o colostro.

ingestão de líquidos.

Outro cuidado essencial para evitar infecção no local da incisão (pontos), é dar atenção

especial para a higiene do períneo com ducha de água e não apenas papel higiênico.

Recuperação pós-parto normal

A N E S T E S IA

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(21)

As últimas semanas da gestação são vividas em compasso de espera e ansiedade. Os pais não veem a hora de ter nos braços o seu bebê. Muitas vezes, neste período, a gestante fica apreensiva, e às vezes, insegura com o grande número de ideias, opiniões e

palpites de familiares, amigos que, na ânsia de confortarem, acabam causando insegurança. Este é o momento de ouvir o seu obstetra, confiar nele e seguir suas orientações.

- Se houver perda de líquido amniótico (ruptura da bolsa). - Por sangramento.

- Com orientação prévia de seu médico.

- Ao a presentar duas contrações dolorosas a cada 10 minutos.

- Verificação dos sinais vitais para estabelecer os parâmetros para o acompanhamento do trabalho de parto.

- Ausculta dos BCFs.

- Conferência da Carteira da Gestante. Ao ser recebida na sala de admissão pela técnica de Enfermagem (parteira), será

realizado:

- Verificação do peso quando necessário.

- Controle da dinâmica uterina (presença, frequência, duração e intensidade das

contrações).

Coletadas estas informações, o médico obstetra é comunicado e orienta a conduta a ser tomada.

- Toque vaginal para avaliar a dilatação, estado das membranas, apresentação fetal.

Quando procurar o hospital?

Chegando ao hospital

Parto: a evolução da gestação

No Centro Obstétrico

20

- A gestante será internada e preenchida a ficha obstétrica e a Declaração de Nascido Vivo, procedimentos burocráticos cujos dados necessitam ser corretamente descritos, sem rasuras e com a certificação de documento de identidade da mãe e do responsável,

preferencialmente o pai do bebê ou parente mais próximo da gestante.

- O pediatra é comunicado da internação da gestante.

- Inicia-se o preparo:

a) Tricotomia (raspagem dos pelos): a rotina é remover os pelos apenas nos locais da

incisão da cesárea e da incisão do períneo (episiotomia).

b) Enema (lavagem intestinal): quando solicitado

e) Os pertences pessoais são

encaminhados ao quarto, deixando apenas uma calcinha, um absorvente e a roupa que será usada após o nascimento do bebê.

c) Higiene íntima com ducha

d) Após o preparo, a gestante coloca o absorvente para controle das perdas vaginais e a camisola do hospital

Após ser confirmado o trabalho

de parto pelo obstetra:

1

2

P

A

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- Ausculta dos BCFs.

Na sala de pré-parto acontece o acompanhamento do trabalho de parto.

- Controle da pressão arterial.

- A punção venosa para infusão de líquidos e/ou medicamentos.

- Controle da dilatação.

- Controle da dinâmica uterina. a) Realiza-se:

b) Suporte emocional.

c) Sempre que possível estimula-se à deambulação.

d) É importante, sempre que possível, a presença do companheiro ou de pessoa de confiança da gestante. Que seja uma pessoa positiva e encorajadora. Este acompanhante será orientado sobre alguns cuidados neste ambiente.

A gestante é encaminhada

para a sala de pré-parto:

21

3

Analgesia de parto

Células-tronco

b) Quando bem indicada é procedimento de grande valia na progressão do trabalho de parto e do parto propriamente dito.

a) Técnica anestésica realizada por médico anestesista que visa diminuir a sensação dolorosa do trabalho de parto.

a) Atualmente existe a possibilidade de coletar para posterior armazenamento das células do cordão umbilical. As células tronco ficam armazenadas em laboratórios(bancos de células tronco) para posterior uso em alguma patologia futura do bebê, que possa ser tratada com este tipo de transplante.

A escolha do tipo de parto

A gestante deve ser orientada sobre os tipos de parto, suas características, vantagens,

desvantagens, risco de cada procedimento e, em

conjunto com seu médico, escolher a via de nascimento mais adequada e que vise o melhor para ela e seu bebê.

b) Após o parto normal, a puérpera será a) É um evento natural que decorre a partir das contrações uterinas ritmadas e da dilatação do colo uterino, com a saída do bebê via vaginal. Posteriormente, ocorre a saída da placenta. Em alguns casos poderá ser necessário realizar episiotomia, para facilitar a saída do feto e proteger contra ruptura dos músculos perineais.

medicada, na maioria das vezes, com analgésicos.

d) Em partos sem alterações a alta hospitalar ocorre em aproximadamente 24 horas.

c) A dieta é liberada e estimula-se a deambulação precocemente.

- Cesariana prévia.

- Distócia ou falha na progressão do trabalho de parto.

- Apresentação pélvica.

As quatro indicações mais freqüentes da cesárea são:

a) Procedimento cirúrgico que ocasiona o nascimento do feto mediante incisão nas paredes abdominal e uterina.

b) A anestesia realizada será raquidiana ou peridural.

c) No atendimento pós-cesariana serão utilizados analgésicos e antibióticos profiláticos e/ou terapêuticos, antieméticos e infusão de líquidos por via endovenosa.

- Sofrimento fetal.

d) A alta hospitalar, na maioria dos casos, ocorre entre 48 e 72 horas.

Parto normal:

Cesariana:

P

A

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- Realize em torno de 5 a 6 refeições diárias, com intervalos de aproximadamente 3 horas entre as refeições, evitando longos períodos de jejum.

- Não pule refeições;

- Alimente-se em ambiente calmo e tranquilo;

- Mastigue bem os alimentos. O tempo e a forma de mastigar os alimentos podem

influenciar na quantidade de comida ingerida. Não apresse as garfadas! Procure fazer um intervalo de cerca de 20 segundos entre uma garfada e outra;

- Higienize muito bem os alimentos que irá consumir;

- Prepare e cozinhe os alimentos de forma simples, não utilizando temperos

desconhecidos ou que irritem a mucosa gástrica;

alimentos são fornecedores de proteínas, indispensáveis para o crescimento do bebê;

Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico e soja), estes

- Prefira alimentos integrais e naturais, como: arroz integral, pão integral, frutas com casca e verduras frescas, pois estes alimentos são ricos em nutrientes e fibras;

- Inclua diariamente na sua alimentação:

-Frutas e verduras, pois são fontes importantes de fibras, vitaminas e minerais;

- Prefira preparações assadas, cozidas ou grelhadas ao invés de fritas;

- Habitue-se a ingerir entre 1,5 a 2 litros de água por dia. A ingestão abundante de água colabora para a hidratação corporal e o funcionamento intestinal;

- Realize em torno de 5 a 6 refeições. Carnes magras (frango, gado ou peixe), além de ovos (até 3x na semana);

São fontes de cálcios: leite, iogurte e queijos magros. Existem versões enriquecidas deste mineral, observe os rótulos.

- Faça uso de adoçantes somente com prescrição médica ou de nutricionista.

-Consuma pelo menos, três opções diárias e frutas e de vegetais, variando os tipos e o seu preparo.

- Procure ingerir diariamente alimentos que contenham cálcio: atentando sempre para a leitura dos rótulos dos produtos. Alimentos ricos em cálcio colaboram para crescimento e desenvolvimento fetal, além de fortalecerem ossos e dentes.

Necessidades nutricionais na gestação

Segue abaixo algumas dicas de cuidados

Com a alimentação da futura mamãe

Numerosos fatores interagem para determinar o sucesso da gravidez. A nutrição adequada trata-se de mais um destes fatores, sendo indispensável para um perfeito pré-natal e, conseqüentemente, para uma gestação bem sucedida.

Uma das dúvidas frequente entre as gestantes é o que muda na alimentação com a gestação? E a resposta é simples: quase nada. A alimentação da futura mamãe deve conter todos os nutrientes essenciais presentes em uma dieta saudável , assim como a alimentação de qualquer adulto normal.

Os princípios de uma boa nutrição baseiam-se, na verdade, em três palavras: variedade, moderação e equilíbrio. Consumir diariamente, com moderação, alimentos que sejam fontes dos nutrientes essenciais para o organismo manter-se saudável, variando sempre os tipos de alimentos a serem ingeridos e assegurando que as vitaminas e minerais sejam em sua maioria ingeridos.

Um guia bastante utilizado pelos

nutricionistas é a Pirâmide dos Alimentos, pois ela apresenta os alimentos divididos de acordo

com sua principal fonte nutricional e, ainda, nos passa uma ideia de como iremos realizar a seleção dos alimentos que estarão presentes na nossa alimentação diária, no que refere-se à quantidade. Assim, os alimentos da base da Pirâmide são ótimas fontes de carboidrato, nutriente que é o principal combustível do nosso organismo. Já os da base acima, tratam-se das frutas e verduras, ótimas fontes de vitaminas e minerais, essenciais para o

funcionamento dos nossos órgãos e sistemas. Seguindo a ordem, os alimentos da base seguinte são as leguminosas, que possuem a proteína como nutriente principal. Tal

nutriente é essencial para odesenvolvimento sadio. Chamada de construtora, a proteína que ingerimos é largamente utilizada pelo nosso organismo e encontra-se presente em nossos tecidos, sangue, etc. Por fim, os açúcares e gorduras ficam no topo do guia, para demonstrar que devem constituir a menor porção do dia entre os alimentos selecionados para compor a dieta.

22

Vale ressaltar que a mulher grávida não exige quantidade, mas sim qualidade na sua alimentação, principalmente em relação à proteína. A variedade de frutas e verduras deve estar presente também na sua alimentação diária, assim, será variada também ingestão de vitaminas e minerais, necessários para a boa formação fetal. Durante o segundo e o terceiro trimestre de gestação, o ideal é que a gestante acrescente na sua alimentação diária cerca de 300Kcal (Ex.: duas porções de leite e uma porção de carne a mais diariamente), lembrando sempre que o importante é a qualidade dos alimentos.

Pirâmide Nutricional

N U T R IÇÃ O

(24)

23

Desde o início da gravidez a mãe

armazena em seu organismo nutrientes, a fim de utilizá-los ao longo dos 280 dias de gestação e, principalmente, no último

trimestre. O número total de quilos adquiridos durante o período gestacional varia de mulher para mulher, bem como de uma gravidez para outra. O peso pré-gestacional é muito

importante e afeta o aumento de peso durante a gestação. Já o ganho de peso durante a

gravidez pode afetar diretamente o peso da criança ao nascer. Na tabela a seguir

temos uma representação da indicação de ganho de peso durante a gestação:

Ganho de peso

Peso pré-gestacional

Abaixo do peso

Peso normal

Sobrepeso

Obesa

Ganho de peso total

(até o final da gestação)

12,5 / 18kg

11,5 / 16kg

7 / 11,5kg

6kg

*Fonte: adaptação Food and Nutrition Board, National Academy of Sciences, Nutrition During Pregnancy

Uma alimentação saudável e balanceada é fundamental para o desenvolvimento e crescimento pleno do bebê que ainda está dentro da barriga da mãe. Algumas sugestões de cuidados com sua alimentação são:

- Ingerir de 6 a 8 refeições ao dia. - Comer em ambiente tranquilo, mastigando bem os alimentos e evitando intervalos prolongados entre as refeições.

- Ingerir cerca de 1,5 a 2 litros de água por dia.

- Consumir diariamente frutas e verduras, pois são fontes importantes de fibras,

vitaminas e minerais.

- Lavar muito bem os alimentos.

- Preparar e cozinhar os alimentos de forma simples.

- Evitar os alimentos ricos em sódio (sal) como: embutidos (salame, mortadela, presunto, salsicha, patê), enlatados (ervilha, milho, molho de tomate, etc.) em conserva (pepinos,

azeitonas, etc.) e temperos prontos (tipo

tabletes de caldo de carne/frango, etc), além de reduzir a adição de sal nas preparações.

- O acréscimo de sal na alimentação e a ingestão de alimentos ricos em sódio

estimulam a elevação da pressão arterial e a retenção de líquidos.

- Preferir carnes magras, retirando sempre a gordura visível das carnes e a pele do frango, preparando-as grelhadas, assadas ou cozidas.

Orientações nutricionais

N U T R IÇÃ O

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Quais alimentos são recomendados

durante a gestação?

Estes são os alimentos recomendados em todas as fases da vida:

- Leite e seus derivados: iogurte, queijo, ricota

(fornecedores de cálcio). - Ovos, carne bovina, fígado bovino, aves e peixes (fornecedores de proteínas);

· Função: prevenir prematuridade e má formação no tubo neural do feto (má formação do cérebro e medula espinhal).

- Ferro: encontrado em carnes vermelhas

(de preferência cortes magros, como coxão mole, patinho, músculo), fígado de boi, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico),melado de cana e folhosos verde-escuros (espinafre).

- Ácido fólico: verduras com coloração

verde-escura (brócolis, espinafre, couve), além de feijão branco, germe de trigo e fígado de boi.

- Fósforo: carne bovina, peixe, ovos, leite e

derivados, nozes, leguminosas (ervilha, feijão, ervilha), cereais e grãos.

· Função: prevenir a anemia materna.

· Função: fixar o cálcio no organismo fetal e materno.

· Função: crescimento e desenvolvimento fetal, fortalecer ossos e dentes.

- Cálcio: leite e derivados (queijo, iogurte),

peixes.

- Vitamina C: laranja, bergamota, acerola,

- Vitamina E: gema de ovo, margarina,

óleos (de milho, soja, girassol), folhas verdes, abacate, damasco, salmão e leite.

- Vitamina D: gema de ovo, salmão,

margarinas.

· Função: desenvolvimento fetal.

· Função: essenciais para o equilíbrio de cálcio e fósforo do organismo e

desenvolvimento fetal.

· Função: defesas do organismo, no sistema imunológico e auxilia na absorção do ferro.

· Função: desenvolvimento neuromuscular fetal e sistema imunológico.

- Vitamina do Complexo B: leguminosas

(feijão, ervilha, lentilha, grão de bico), carnes, fígado de boi, peixes, aves, ovos, leite e

derivados, cereais integrais, nozes, castanha do Pará, amêndoas e avelã.

- Vitamina A: óleo de peixe, cenoura,

manga, abóbora, fígado de boi, leite e derivados, frutas e vegetais.

· Função: desenvolvimento cerebral fetal. abacaxi, maracujá, goiaba, limão e lima.

- Cereais integrais: arroz, massas, pães e biscoitos.

indispensáveis ao bebê).

- Feijão, ervilha, lentilha e grão de bico (também fornecedores de proteínas,

- Frutas e vegetais, em todas as refeições (fornecedores de vitaminas e sais minerais).

Nutrientes indispensáveis para

uma gestação saudável

24 N U T R IÇÃ O

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- Sal e alimentos industrializados.

- Óleos e gorduras. - Alimentos

indigestos como pepino, pimentão, melancia, pimenta, repolho. - Temperos fortes e picantes. - Açúcares, doces, sobremesas e guloseimas. - Álcool;

- Café preto, chá (preto, sene), chocolate, devido ao alto teor de cafeína.

- Bebidas gasosas - provocam desconforto gástrico.

- Carambola - possui neurotoxina.

- Carne mal passada e alimentos mal cozidos (devido ao risco de toxoplasmose).

- Queijo fresco feitos com leite não pasteurizado (devido ao risco de contrair brucelose).

- Mariscos (devido ao alto risco de salmonelas).

Quais alimentos devo

consumir com moderação?

Amamentação

Quais alimentos devo

evitar nesta fase?

Necessidades nutricionais

na lactação

Durante a lactação os requisitos energéticos aumentam devido ao gasto

energético exigido para produção do leite pela glândula mamária. Assim, dizemos que a amamentação, além de trazer inúmeros benefícios para a criança, contribui também para que a mãe retorne mais brevemente ao seu peso ideal, uma vez que estará “gastando” mais energia.

Nos três primeiros meses de

O leite materno pode apresentar algumas A composição em nutrientes do leite humano é adequada às necessidades do bebê. Assim, está mais do que comprovado que o leite materno é o principal e exclusivo alimento para o bebê até os seis meses de idade e, complementar até os dois anos. O recém-nascido não deve receber chás, leites artificiais, enfim outros alimentos, pois os mesmos só irão dificultar o início da amamentação.

amamentação a nutriz deve acrescentar em sua alimentação diária cerca de 500Kcal.

Lembrando novamente, a qualidade dos alimentos selecionados é o principal ponto (ex.: carne, ovos, leite e derivados). Ainda, é

fundamental que seja ampliada a ingestão de líquidos nesta fase, uma vez que é grande a necessidade de água pelo organismo para poder produzir o leite materno.

variações na sua composição de acordo com a alimentação da mãe, mas em geral, não são de grande importância. No entanto, para as crianças com cólicas frequentes, se a mãe refere relação com algum alimento de sua dieta, deve ser orientada a substituí-lo ou eliminá-lo da alimentação (procure evitar temperos fortes e bebidas alcoólicas).

N U T R IÇÃ O

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Após aproximadamente nove meses de espera, cuidados, ansiedades e angústias, chegou a hora de ver, tocar e sentir, cheirar e ouvir o bebê. Nesta seção vamos comentar sobre um dos momentos mais intensos de emoção, em que, num espaço curto de tempo, ocorrem muitas

“adaptações”.

Os critérios de escolha do profissional que irá acompanhar o nascimento e o

desenvolvimento de seus filhos são absolutamente pessoais, advém, assim, a necessidade da consulta pré-natal. Esta será a oportunidade para conhecer o pediatra

escolhido, informá-lo sobre os dados do

pré-natal, principalmente as

particularidades da gestação. Assim, caso necessite, o profissional pode preparar-se e programar-se para o

atendimento do parto, principalmente se o mesmo demandar algum cuidado especial. E, também, os pais podem começar a expor e esclarecer suas dúvidas.

Quanto a recomendação do tempo de amamentação, o indicado clinicamente é o leite materno, exclusivamente, até os seis meses, e complementada até os dois anos de vida. Isto significa que você pode continuar amamentando mesmo que retorne ao trabalho.

A amamentação é importante para o bebê. Cientificamente provado, o aleitamento

materno é a melhor nutrição para a criança.

Benefícios:

- A mãe perde o peso da gestação mais rápido e tem menos chance de osteoporose e de alguns cânceres.

- O bebê tem menos alergias e menos infecções.

- Melhor desenvolvimento cerebral

A escolha do pediatra e a consulta pré-natal

A amamentação

A chegada do bebê

27 PE DI A T R IA

- Ajude a trocar e banhar o bebê. - Segure e conforte seu bebê.

- Diga à mãe que está orgulhoso dela.

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- O bebê necessita ser amamentado frequentemente, a cada 1 a 2 horas. Amamente o tempo que o bebê desejar. Inicie assim que notar sinais de fome, até antes de chorar.

Há casos especiais em que o

complemento pode ser utilizado devendo ser avaliado pela equipe médica e enfermagem a necessidade, como nos que correm o risco de - Você tem leite suficiente para o bebê. A sucção estimula o corpo a produzir mais leite. Quanto mais o bebê sugar, mais terá. Pode-se acompanhar pela quantidade de urina e de fezes eliminadas pela criança. O uso de complemento pode atrapalhar a

amamentação.

Evite o uso de medicamentos e outros produtos no seio, pois eles podem ser

absorvidos pelo bebê. Lembre-se: a saúde do bebê também depende do bem-estar materno. A mãe deve estar tranquila e confortável para a amamentação.

hipoglicemia.

As primigestas, principalmente se o nascimento for por cesariana, tem um tempo mais demorado até adequada apojadura (a “descida do leite”). Porém mas quanto mais o bebê sugar, mais estímulo para que a mesma aconteça.

As primeiras semanas

Alguns passos sempre são feitos na recepção: a secagem do bebê, aspiração das secreções presentes na boca e narinas, posicionamento do bebê em um berço

Pode parecer uma certa “invasão” ao recém chegado mas são necessários procedimentos que tem o fundamento de ajudar o bebê nesse período de adaptação ao mundo extra uterino.

É muito importante a presença do pediatra na sala de parto para promover o atendimento ao recém-nascido, procedimento que

chamamos de Recepção em Sala de Parto. A recepção envolve outros profissionais além do pediatra, como a enfermeira e um técnico de enfermagem.

É importante salientar para que os pais não se assustem nesta hora. O bebê pode nascer com a cor arroxeada (cianose), com sangue sobre a pele e com uma substância branca aderida à pele (o vérnix caseoso).

O primeiro choro do bebê geralmente acontece imediatamente à saída do bebê, mas nem sempre. Em alguns casos pode haver uma demora de alguns segundos e em outros até de minutos, e aí está a importância da equipe de atendimento ao bebê na recepção.

As primeiras horas de vida do bebê são de adaptação ao mundo extra uterino. Entre os aspectos desta ambienteação estão a temperatura corporal e principalmente a respiração. Após esta avaliação, planeja-se o fluxo do bebê, se será necessário manter sobre monitorização e observação encaminha-se para o Berçário. Caso esteja tudo bem com mãe e bebê, os mesmos irão juntos à Sala de

Recuperação pós-anestésica (SR) e aguardam liberação médica para irem para o quarto. aquecido para se

evitar hipotermia, e, em alguns casos, se oferece

oxigênio inalatório. É feita injeção de uma medicação no músculo da coxa e a vacina da hepatite B, além de ser colocado o “clamp” umbilical.

Durante as etapas citadas, é feita a avaliação clínica pelo pediatra. Esta avaliação inclui um exame físico, ou seja a verificação de aparentes sinais de doenças ou malformações. Também é dada a famosa “notinha” que se chama Escore de Apgar, relacionado à vitalidade do bebê.

O nascimento do bebê

28 PE DI A T R IA

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Principais intercorrências

do período neonatal

- Taquipnéia transitória do recém-nascido:

caracterizado pela elevação da frequência respiratória (acima de 60 movimentos por minuto), demanda de observação, oxigênio e um tempo de adaptação mais prolongado (de horas a poucos dias).

- Hipotermia: temperatura corporal baixa

ou dificuldade em manter a temperatura dentro dos valores adequados.

- Prematuro: há uma diferença de acordo

com o grau de prematuridade do bebê, não só relacionada ao peso e tempo de gestação, mas associada a outros fatores como as condições da gestação, doenças maternas e o “motivo” que levou ao parto prematuro. E a este podem estar associadas várias doenças pela

imaturidade do desenvolvimento do bebê, entre elas a Doença da Membrana Hialina (pulmão de prematuro), que por si também apresenta vários graus de doença.

Várias doenças podem acometer o delicado organismo do bebê recém chegado, mesmo com a gestação tendo sido tranquila e sem intercorrências. E estas são algumas preocupações dos pais e também do pediatra. Mas, não deve se tornar uma “paranóia” aos que aguardam por um filho plenamente saudável. Abaixo, descrição breve na tentativa de desmistificar algumas doenças:

- Infecção neonatal: devido ao rompimento

da bolsa amniótica por período prolongado. Não obrigatoriamente está associada à infecção materna.

- Icterícia neonatal: o conhecido

“amarelão”. Apresenta várias graduações, às vezes necessitando dosagem sanguínea de bilirrubinas, investigação da possibilidade de incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê e uso de fototerapia (“banhos de luz” com lâmpadas especiais para este fim).

- PIG ou GIG: caso os bebês enquadrem-se - Hipoglicemia: queda dos níveis

sanguíneos de glicose necessitando-se a correção com uso de soro com glicose.

em pequenos (pelo peso) ou grandes para a idade gestacional, pode associar-se a outras doenças como a hipoglicemia. São

características de fatores que interferiram no desenvolvimento intrauterino.

- Sopro cardíaco: o medo de doenças

cardíacas graves se exalta ao ouvirem-se as palavras ‘’sopro cardíaco’’. Apesar de este ser realmente associado também a doenças cardíacas, quando ele está presente (às vezes desde o nascimento, outras após os primeiros dias de vida) devemos procurar por outros sinais de doença cardíaca. Caso não haja, geralmente estes sopros estão associados a doenças cardíacas benignas ou até um Sopro Inocente, em que ausculta-se ao exame, porém no estudo pelo ecocardiograma não se detecta alterações.

- Bebeu água do parto? Tal expressão

refere-se a crianças que apresentaram alguma complicação durante o procedimento do parto e, assim, levou a um grau de hipóxia, falta de oxigênio ao organismo, geralmente ao cérebro. Mas as alterações podem ser transitórias, ou seja, recuperam-se após um tempo de

recuperação variável, ou definitivas, chamadas sequelas.

As doenças respiratórias, até associadas a processos infecciosos, à aspiração de mecônio (quando o bebê evacua dentro do líquido amniótico e aspira para o pulmão) ou à prematuridade, são os complicadores mais frequentes nesta etapa e também varia de intensidade da doença, necessitando oxigênio ou até de respirador.

As explicações acima servem para melhor compreensão na casualidade de acontecer uma destas alterações. Lembrem-se da necessidade da visita pré-natal ao pediatra e de se

particularizar cada gestação aos riscos presentes. A incidência destas doenças em gestações sem intercorrências é muito pequena, e, mesmo assim, as doenças que se tornarem presentes, na sua maioria, são benignas, de bom prognóstico.

29 PE DI A T R IA

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Um tempo de desejo e felicidade, mas também um tempo cheio de muitas pressões: ser pai e mãe. Esta responsabilidade a mais pode ser estressante. É normal sentir-se sobrecarregado e até frustrado como novo pai, entretanto, não é aceitável “descontar” sob diversas formas na família e pessoas próximas ou até sacudindo demasiadamente o bebê para que pare de chorar. Lembrem-se que a nova

mãe tem passado por muitas mudanças físicas e que a família como um todo passará por muitas mudanças emocionais. Muitos podem necessitar compartilhar estas dificuldades e, caso não tenha outras oportunidades,

comunique isto ao médico, pois certas coisas podem ser melhoradas ante a ajuda

psicológica.

Nem sempre é fácil

ser pai ou mãe ...

Cuidados com o bebê

- A contraindicação, principalmente nos primeiros dez dias de vida, do uso de chupeta e mamadeiras, pela possibilidade de,

literalmente, atrapalhar o aprendizado do bebê em fazer uma pega adequada ao seio materno.

- Orientações sobre o Teste do Pezinho e as Vacinas, são tópicos a serem discutidos com o pediatra.

- Cuidados de higiene com o bebê, que serão orientados pela equipe de enfermagem;

Alguns tópicos a serem citados sobre generalidades e que são reforçados nas consultas pediátricas são:

- Evitar a posição de decúbito ventral (de bruços) para o sono do bebê pela associação à

- Evitar o fumo e a exposição do bebê a ambientes com fumantes.

- Cuidados para que a mãe mantenha-se saudável. Comunicar o fato da amamentação na ocasião de necessitar tratamento

medicamentoso e comunicar o pediatra. - Dar preferência ao uso de assento adequado para o transporte do bebê em veículos.

- Observar uma temperatura confortável e adequada vestimenta ao bebê. Cuidar com os excessos de roupa em dias de temperatura amena e calor.

Síndrome de Morte Súbita do Lactente. A posição recomendada para o sono do bebê é de costas, podendo se usar a posição lateral. De bruços somente quando o bebê está sendo supervisionado. Evitar compartilhar a mesma cama entre os pais e o bebê, pelo risco de sufocamento do mesmo. 30 C U ID A D O S C O M O B E BÊ

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A primeira forma de comunicação do bebê com o mundo é o choro. É a forma mais

poderosa e eficaz de conseguir chamar a atenção dos outros para o que está sentindo. O bebê chora não somente porque está com fome ou dor, chora para demonstrar que algo o incomoda.

Decifrar o choro do bebê é um desafio que mistura intuição, conhecimento e muita

percepção da mamãe. Tranqüilidade é essencial. Se a mãe ficar desesperada com o choro, o bebê sentirá isso e ficará mais tenso.

Muitas vezes uma atitude tranqüilizadora como pegá-lo no colo ou conversar acalmará o bebê que pode simplesmente querer sentir-se protegido e amado.

O desespero e a angústia passam a

conviver com a mamãe que acaba de chegar da maternidade e descobre que chorar é o que seu pequeno mais sabe fazer. As dúvidas aparecem: o que ele tem? O que eu faço? Por que não pára de chorar?

Tenha em mente que cada bebê reage de um jeito. Não é porque o filho da sua amiga chora de forma estridente quando está com fome que seu filho necessariamente chorará da mesma forma.

Se todos os aspectos físicos foram Quando o choro começar, a mamãe deve pensar em quais são as necessidades do seu bebê. Fome, cólica, estar sujo ou molhado, roupa desconfortável, sono, cansaço, frio ou calor e excesso de estímulo normalmente são as opções mais prováveis do choro.

Calma, mamãe, os primeiros dias são difíceis, você e o seu bebê estão se conhecendo. Mas a convivência fará você descobrir que o bebê chora de diferentes jeitos, que cada choro tem o seu significado e qual a maneira de satisfazer suas

necessidades.

verificados, desconforto emocional como falta de atenção e insegurança podem ser os motivos.

Elimine cada opção até chegar em uma que acalme seu bebê. Se o choro persistir, o bebê pode estar com febre ou com alguma dor. Não ofereça remédios sem orientação médica. Procure o pediatra do seu filho e com ele descubra o que o pequeno tem.

Qual o significado do choro

do seu bebê?

O choro

O choro é um dos pontos de maior angústia e causador de estresse entre os pais. A seguir, um texto que traz como

fonte o site Guia do Bebê sintetiza informações sobre o choro do bebê.

Emocional: choro geralmente é

acompanhado de soluços, como se o pequeno estivesse meio "engasgado" de raiva ou brabeza.

Sono: criança agitada e com choro

nervoso.

Excesso de estímulo ou irritação: é

um choro meloso que ocorre ao fim de um dia movimentado.

Fralda suja ou roupa

desconfortável: choro fraquinho e

estridente.

Frio ou calor: é um choro copioso

de desconforto.

Fome: gemidos semelhantes a um

apelo que não cessam com carinhos somente quando estiver satisfeito.

Cólica: choro agudo e intenso,

normalmente leva a criança a esticar e encolher as perninhas, tremer o queixo e fazer cara de dor.

Dor: grito agudo seguido de um

pequeno intervalo.

Existem dicas para traduzir os tipos de choro. Lembre-se: as crianças não são iguais, portanto, o choro varia de um para o outro. 31 C U ID A D O S C O M O B E BÊ

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0 a 3 meses: é um período que a criança tem muitas cólicas. Para evitá-las, faça

massagens na barriga do seu bebê e mexa suas perninhas (bicicleta) de duas a três vezes ao dia e não somente nos períodos de cólicas.

6 a 12 meses: Criança não sabe o que é manha ou birra até os 12 meses. Por isso,

se a criança chorar, atenda e verifique as causas do choro.

3 a 6 meses: continue somente com leite materno, além de satisfazer a

necessidade de sucção de seu bebê, não sobrecarregará o seu rim e intestino com nutrientes pesados contidos em outros tipos de alimentos, evitando assim

desconfortos.

Dicas

Não use estas informações

como um manual

Curtam estes últimos dias de gestação, e, ainda mais, os dias que virão

com o novo bebê, com muita saúde, muitas alegrias e descobertas. E,

porque não, com suas angústias. Afinal, são elas que remetem a uma

expectativa, aos sonhos, aos desejos, à força de vontade e,

consequentemente, às conquistas desta nova família.

Sigam seus instintos de mãe e de pai!

32 C U ID A D O S C O M O B E BÊ

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O banho pode ser dado desde o primeiro dia de vida, com água morna e sabonete neutro, cuidando para que o ambiente esteja protegido contra

correntes de ar. Os olhos não necessitam de cuidados especiais. As partes

externas do nariz e dos ouvidos podem ser limpas com hastes flexíveis, evitando introduzí-los profundamente.

O coto umbilical cairá por si mesmo, geralmente entre 7 a 14 dias. Até a queda do coto umbilical, faça curativos diários com álcool 70% depois de cada troca de fraldas e após o banho para evitar infecções. Ao colocar a fralda no bebê procure deixar o coto

umbilical por fora da mesma.

As primeiras fezes do bebê constituem o mecônio, verde-escuro, pegajoso, consistente e com pouco cheiro. Após 2 a 3 dias do nascimento, surgem as fezes de transição,

amareladas, geralmente durante ou após a amamentação em número de 8 até 12 evacuações por dia. A seguir, as fezes continuam amolecidas, número de evacuações variando após cada mamada até dia sim, dia não. Depois das

evacuações e micções, limpar a área com fralda de algodão embebida em água morna ou lenço umedecido, nas meninas afaste os grandes lábios para limpar, no sentido de frente para trás, evitando assim levar resíduos das fezes para a uretra.

Os soluços são frequentes

principalmente na hora do banho e após as mamadas. Não provocam nenhum mal nem necessitam tratamento. Os espirros nos recém-nascidos ocorrem normalmente e não devem ser atribuídos a resfriados.

O quarto do bebê deve ser claro e bem arejado. Prefira um berço com facilidade de manuseio e limpeza, que ofereça boa comodidade e proteção ao bebê. Use um colchão firme. O travesseiro deve ser de espuma. A coberta dependerá da temperatura ambiente. Preferencialmente, coloque o bebê para dormir de costas. A posição de bruços não é recomendada.

Nas primeiras semanas, o bebê dormirá de 16 a 20 horas por dia, ficando o restante do tempo para higiene e alimentação. Com o tempo o bebê aprende a diferença entre o dia e a noite e começa a dormir mais durante à noite.

Oficina de cuidados com o bebê

Banho:

Umbigo:

Evacuações

e micções:

Soluços e espirros:

Quarto, berço e posição

para dormir:

Sono:

Quem não gosta? Aproveite esta fase. Dê colo, acaricie, converse com o seu bebê. Procure manter-se tranquila e trocar experiências com pessoas que realmente podem ajudar.

Amor, carinho e afeto!

33 C U ID A D O S C O M O B E BÊ

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Durante os nove meses de gestação a preocupação com a beleza e com a forma física pode gerar desconforto e retraimento, porém a importância e o significado da beleza neste período ímpar da vida de uma mulher

dependerão também do significado concedido ao momento. Neste sentido cabe um

questionamento: “a beleza está no corpo, na Esses sentimentos aparecem em forma de sintomas emocionais, pelos quais a futura mãe expressa como se sente. É também através deles que o corpo expressa que está em fase de mudanças. O significado de cada sentimento torna-se, então, específico a cada gestante e, assim, deve ser compreendido e interpretado. A sensibilidade ou carência, as crises de choro incontroláveis pelas quais passam algumas gestantes, seguidas ou não de manifestações mais depressivas, são outros sintomas comuns à gravidez e que independem do fato da gestação ter sido desejada ou não. Muitas mulheres se chocam diante de tais sensações, pois essas são incompatíveis com as reações esperadas pela sociedade.

Neste sentido, qualquer estímulo pode levar a futura mamãe às lágrimas sem compreensão aparente, já que a gestação é um período de intensa transformação física e emocional. Essas manifestações estão relacionadas à

hipersensibilidade materna e também às alterações hormonais características desse momento. Da mesma forma as oscilações de humor podem ser compreendidas como o próprio esforço da gestante em se adaptar a uma nova realidade de vida, que traz consigo novas responsabilidades, funções e aprendizagens.

forma física ou na vida que está sendo gerada por ele?”.

Muitas vezes as pessoas que convivem com a futura mamãe (inclusive seu companheiro) e também o ambiente social, não compreendem a instabilidade emocional pela qual passa a gestante, pela indisposição em executar as tarefas do cotidiano ou, em alguns casos, pela falta de vontade em se cuidar. Tais reações culminam em sentimento de culpa por parte da grávida, a qual pode sentir-se mais só e

abandonada, desprovida do apoio e atenção que tanto necessita. Em inúmeros casos, o homem, futuro papai, também se encontra fragilizado, desestabilizado, tentando transpor suas

próprias dificuldades e angústias. Nesse sentido, as reações do ambiente nem sempre são as esperadas pela gestante, o que pode causar frustração e sentimento de desamparo.

Assim, cada sintoma terá um significado próprio para cada gestante. No cenário

gestacional existem todas as mudanças físicas, associadas aos hormônios, bem como a

insegurança e a ansiedade, sentimentos que sempre acompanham situações novas. Gestar é lidar com algo

completamente novo, desconhecido. A mulher fica naturalmente mais sensível, apreensiva e instável.

Guia das emoções:

como enfrentar a gangorra emocional

da gestação

35 P S IC OL O G IA

A gravidez é um evento que marca de forma irreversível a vida de uma mulher. Sentimentos e emoções afloram e marcam um novo caminho. No período gestacional atuam os mais diversos sentimentos, através dos quais cada gestante expressa, do seu jeito, esta nova fase de vida pela qual está passando. São nove meses cheios de espera, ansiedade, medos, alegrias, satisfação, insegurança, e outros sentimentos difíceis de serem explicados.

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Vale ressaltar que os sintomas, muitas vezes inconscientes, não devem ser interpretados igualmente a todas as gestantes, pois dependem do contexto em que foi gerado o bebê, da história de vida da mulher, do casal e do tipo de

personalidade da futura mamãe. A partir do momento em que o bebê começa a se

desenvolver, inúmeros sentimentos tomam conta dos pensamentos da futura mãe: alegria, medo, insegurança e ansiedade ao mesmo tempo e em alta dosagem. O sobe e desce emocional é parte da gravidez e cada fase traz consigo emoções peculiares.

No primeiro trimestre as alterações hormonais são sentidas com maior

intensidade. É quando, bruscamente, as taxas de estrógeno e progesterona se elevam e a mulher precisa lidar com uma novidade bonita e assustadora ao mesmo tempo: há um bebê se desenvolvendo dentro dela.

Os três primeiros meses são marcados por inúmeras variações de humor. Isso ocorre devido a brusca alteração dos níveis de um

As evidências físicas têm o poder de trazer mais alegria para o processo de gestação, porém, por outro lado, podem virar um

O segundo trimestre, para a maioria das gestantes, é considerado o período mais brando. Os hormônios continuam atuantes, mas em compensação já é possível visualizar a gravidez como algo concreto. Se antes apenas desconfortos físicos como enjôos, dores

lombares e sonolência denunciavam a chegada do bebê, agora a barriga já despontou e as mamas estão bem maiores.

Para manter a tranqüilidade nesse momento, é importante avaliar quais são as dúvidas e preocupações. Ao fazer isso, a futura

Chegando ao terceiro trimestre, perto do final da gravidez, as alterações de humor retornam e a ansiedade e a irritação, mais uma vez, deixam as grávidas com tudo à flor da pele. Neste período surgem novos temores, como: a dor do trabalho de parto, se o bebê será saudável, se a gestante vai ser uma boa mãe ou o seu parceiro um bom pai.

hormônio, o estrógeno, que é o responsável pelas características femininas e cujas taxas sobem consideravelmente na gravidez – tudo para deixar o organismo da futura mãe apto para o desenvolvimento da criança. Nesta fase também ocorre a atuação da progesterona, que tem a função de adequar o útero para receber o embrião. Saber lidar com todas essas

transformações no corpo e na mente é uma árdua tarefa.

tormento para as mães que estão preocupadas com a forma física. Engordar é um processo natural e necessário durante a gestação. O ideal é não exagerar e tomar cuidado para não descontar a ansiedade nos excessos

alimentares.

Durante o segundo trimestre da gravidez, com o crescimento da barriga e com os

primeiros movimentos do bebê, surge um emocionante diálogo entre mãe e filho- que não acaba com o nascimento, mas se fortalece por toda a vida.

mamãe perceberá que muitas delas já foram sanadas lá atrás e apenas voltaram à tona por causa da insegurança que antecede o

nascimento do seu filho.

Os três trimestres têm seus momentos específicos e cada mulher grávida vai vivê-los de uma maneira distinta. São nove meses de espera, que terminam com seu bebê nos braços e o início de uma nova etapa.

Primeiro trimestre, fortes emoções...

Ufa! Segundo trimestre vem por aí...

Estou quase chegando....

36 P S IC OL O G IA

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A cada dia a gestante pode elaborar seu instinto maternal, sendo que esse vai se

modificando conforme o desenvolvimento da gestação. O vínculo se caracteriza pela forma como a gestante se vê como mãe, pela razão pela qual engravidou, pelo momento em que a mãe, ou casal, se encontra emocionalmente e também pela expectativa que tem em relação ao futuro,

Após o nascimento do bebê algumas mamães podem apresentar sintomas

depressivos. Os sintomas vão depender muito do tipo de personalidade da puérpera e de sua própria história de vida, bem como, no aspecto fisiológico, das mudanças bioquímicas que se processam logo após o parto. Para poder suportar tais ansiedades, inconscientemente, alguns mecanismos de defesa são colocados em movimento, segundo as características da mulher puérpera.

Também, ao contrário da hiperativa, pode apresentar-se com um profundo

Dessa maneira, ela pode apresentar-se cheia de uma energia despropositada, eufórica, falante, preocupada com seu aspecto físico e com a ordem e arrumação do ambiente em que se encontra. As visitas são recebidas calorosamente e parece tão disposta, autossuficiente, como se não precisasse de ajuda externa.

É natural que, em algumas famílias, esse momento de chegada de um novo membro provoque um estado de euforia coletiva, em que todos querem participar dos cuidados do bebê. Mesmo que a intenção seja boa, algumas pessoas podem ter jeitos diferentes para ajudar, o que pode causar desconforto e ansiedade na mamãe.

O modo como este movimento todo será interpretado pela nova mamãe depende de sua história, principalmente na relação com a sua própria mãe.Ela poderá se sentir mais segura e

É muito importante que a mãe busque conhecer e compreender seus sentimentos para assim conseguir resolver resistências ou

ansiedades que possam estar lhe impedindo de curtir a gravidez e de endereçar ao seu nenê o carinho e o cuidado que ele já necessita. após achegada do filho.

Neste caso, um profissional deve ser consultado e, se julgar necessário, oferecerá acompanhamento psicoterápico. Assim, se a família e os amigos colaborarem de modo satisfatório, proporcionando confiança e

segurança à puérpera, principalmente no tocante as atividades maternas, sem críticas e

hostilidades, mas com compreensão e carinho, acolhendo-a nos momentos de maior fragilidade emocional, a depressão pós-parto vai diminuindo de intensidade até se transformar em carinho pelo bebê e respeito pelo ritmo de seu desenvolvimento e progresso.

retraimento,necessidade de isolamento,

principalmente se há uma quebra muito grande do que esperava, tanto em relação ao bebê idealizado quanto a si própria como figura materna. A sensação predominante neste caso é de sentir-se apenas a serviço do bebê, como se nunca mais fosse recuperar sua vida pessoal.

agradecida ou, ao contrário, encarar como um comportamento invasivo que vem para confirmar a sua incapacidade em exercer a maternidade adequadamente.

O importante é a mãe sentir-se segura em relação a estas interferências. Como muitas vezes não conseguirá evitá-las e nem mesmo mudá-las, cabe à mãe saber interpretar a forma de cada um ajudar, conseguindo ouvir sem se tomar negativamente, podendo se posicionar com tranquilidade e paciência.

P S IC OL O G IA

Nem sempre é como desejamos...

Vovó, vovô e os amigos estão loucos

para ajudar nos cuidados...

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O vínculo mãe e filho receberá um efeito singular após o nascimento, porém, como já foi comentado, este vínculo vai depender do sentimento da mãe em relação ao bebê que agora está em seus braços, fora de seu corpo, demonstrando a carência pelos cuidados e afetos. Como em qualquer outra relação, mãe e filho poderão ter seus momentos de crise, provocando sentimentos paradoxais. Ao mesmo tempo em que se amam, ambos podem apresentar dificuldades de adaptação, pois estão se conhecendo e aprendendo um com o outro.

Neste momento a mãe pode apresentar felicidade pelo encantamento com sua função materna, mesmo que desgastante, como também pode apresentar culpa e ansiedade por não conseguir, por completo, corresponder às necessidades do filho, por não entender o seu choro e suas manifestações, entre outras questões que se tornam angustiantes. Porém a mãe precisa se desprender destes sentimentos e reconhecer que se trata de um período de adaptação, sentindo-se vencedora por gerar um filho.

Não desgrudo da mamãe

Outros homens excluem-se da relação, Para se fazer um lugar, alguns futuros papais produzem os sintomas que são expressões inconscientes desse desejo. Aparecem então sensações semelhantes às da mulher, como aumento de apetite, problemas digestivos, intestinais, aumento de sono, etc. Muitas vezes procura inteirar-se de todas as informações possíveis sobre a gravidez, parto e pós-parto, como também de captar a cada instante os movimentos fetais, colocando a mão no ventre da parceira.

Com a exceção dos casos em que a mulher assume sozinha sua gravidez, muitas gestantes ao lado dos pais de seus filhos ainda se referem à gravidez com exclusividade, utilizando-se de expressões que, consciente e inconscientemente, transmitem a mensagem que é questão puramente feminina, como se o homem fosse apenas continente de suas angústias e ansiedades e, paradoxalmente, ressentem-se pela indiferença de seus

parceiros. Felizmente os tempos mudaram e o que vemos atualmente é que cada vez mais aumentam número de homens que desejam participar ativamente do processo da

paternidade, constituindo-se num elemento chave indispensável durante o pré-natal. Assim, não se considera apenas a mulher grávida, mas o casal grávido.

como se não pudessem ou devessem ter acesso à gravidez. Culturalmente, ainda se encontra enraizado que a demonstração de ternura e os cuidados para com um bebê vão contra o conceito de masculinidade. Mas os limites de cada um devem ser respeitados. Há pais que por não conseguirem experienciar a troca de fraldas, assumem outras tarefas como dar banho, alimentar, levar para passear. Sendo assim, podem revezar com a mulher, deixando de sobrecarregá-la e de se sobrecarregar, ficando ambos mais disponíveis

emocionalmente para o bebê. Além do contato com o filho, o homem também tem uma função importante como companheiro, pois transmitindo amor e segurança à mulher, colaborará para que ela acolha mais intensamente seu próprio filho.

Muitos homens se decepcionam com a parceira e vice-versa, por não corresponderem ao ideal de pais que construíram, o que pode gerar novos conflitos ou romper um equilíbrio que já era frágil. Se as expectativas forem irreais, há de se refletir para encontrar o equilíbrio, através de muita compreensão e de ajudas mútuas para sobrepujar as dificuldades que porventura surjam.

Não podemos esquecer do papai

38 P S IC OL O G IA

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Com o passar dos meses a criança percebe sua mãe como parte dela, como se a figura materna fosse sua continuidade. Pode-se dizer que ambas constituem uma só unidade.

Por volta dos cinco meses, tem início um processo pelo qual a criança começa a

perceber, não só o mundo que a rodeia, mas também as pessoas e seus próprios limites corporais. É a fase em que ocorre o processo de separação e individuação. Essa fase é marcada por uma extrema angústia de separação, pela qual a criança passa a fim de obter sua identidade. A angústia aumenta provocando algumas reações no bebê, que podem percorrer desde a falta de apetite até a dificuldade em dormir.

Esses sintomas que o bebê apresenta ao sentir-se sozinho, mesmo que sua mãe esteja por perto, justifica-se pelo fato de que este ainda não conseguiu reter a imagem da figura materna internamente, o que ocasiona

angústia quando percebe que esta se afastou,

“Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno vôo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que

poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho - alguém está?”

Cris Guerra

Todos os sentimentos endereçados ao filho serão assimilados por ele e ajudarão a constituir sua personalidade. Portanto, já ao nascer os pequenos bebês já estão recebendo interferências que irão compor seu perfil. pois nessa fase, o que sai do campo de visão da criança é entendido como desaparecido.

É importante a mãe se conhecer para compreender e organizar os sentimentos dirigidos ao filho. Conforme o lugar que esse filho ocupa na vida da mulher, este poderá ser um determinante para o tipo de vínculo que se estabelece na relação mãe-filho

(independente, dependente afetivo, frio) e para influenciar o comportamento do filho no futuro.

A Psicologia aponta a importância de a mãe permitir que um terceiro (marido, avós, tios, trabalho) rompa essa relação dual existente entre mãe e bebê, a fim deste se perceber como uma unidade separada da mãe e, assim, se encorajar para enfrentar o mundo.

39 P S IC OL O G IA Se tristes, choram. Bebês são simples.

Para eles, as coisas são o que são. Sem rodeios, sem invenções, sem segundas intenções.

Se estão com sede, pedem por água. Se estão com fome, pedem comida. Se estão felizes, riem.

De maneira simples, exatamente como os

bebês, queremos agradecer a todos vocês que apoiaram o Clube da Gestante.

Aos nossos patrocinadores, nosso MUITO OBRIGADO, com o desejo de que estas

parcerias sejam estabelecidas por muito tempo, até que nossos bebês sejam papais e mamães dedicados, como foram os

participantes deste curso!

Nosso agradecimento especial

Referências

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