Colégio Ari de Sá Cavalcante
Trabalho de História – Tema: Filme – “O que é isso, companheiro?”
Prof. Webster Pinheiro – 2º Ano / 3ª Etapa
Aluno (a) ______________________________________________ Nº ______ / Turma: ______
Aluno (a) ______________________________________________ Nº ______ / Turma: ______
"AO POVO BRASILEIRO
Grupos revolucionários detiveram, hoje, o senhor Burke Elbrick, Embaixador dos Estados Unidos, levando-o para algum ponto do País, onde o mantêm preso. (...)
O Senhor Burke Elbrick representa em nosso País os interesses do imperialismo que, aliados aos grandes patrões, aos grandes fazendeiros e aos grandes banqueiros nacionais, mantêm o regime de opressão e de exploração. São os interesses desses consórcios, de enriquecerem cada vez mais, que criaram e mantêm o arrocho salarial, a estrutura agrária injusta, a repressão institucionalizada. (...)
Nossas duas exigências são: a) a libertação de quinze prisioneiros políticos. São quinze revolucionários entre os milhares que sofrem as torturas nas prisões-quartéis de todo o país, que são espancados, seviciados e que amargam as humilhações impostas pelos militares. (...) b) a publicação e leitura desta mensagem, na íntegra, nos principais jornais, rádios e televisões de todo o país. (...)"
(Manifesto da Ação Libertadora Nacional e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro -"Correio da Manhã": 5/9/1969.) 1. O seqüestro do embaixador norte-americano acabou pegando de surpresa a recém-empossada Junta Militar que, por alguns meses governou o país, criando uma crise política de alcance internacional. De acordo com o texto: a) Com base no texto-manifesto, o que o embaixador Charles Elbrick representava na visão dos revolucionários que o seqüestraram?
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ b) Cite os verdadeiros nomes de pelo menos três dos doze seqüestradores (não estamos nos referido aos atores) e pelo menos três dos quinze presos trocados pelo embaixador norte-americano.
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ c) Explique porque o item “b” do manifesto era uma exigência tão importante quanto a do item “a”.
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ d) Explique resumidamente o que eram o MR-8 e a ALN no contexto do regime militar.
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2. Além do seqüestro do embaixador norte-americano houve outros dois diplomatas seqüestrados. Pesquise e discorra sobre um desses dois casos, destacando o nome do embaixador, o grupo revolucionário que dirigiu a ação e as exigências (se foram atendidas).
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______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ 3. Após o Golpe Militar de 1964, formam-se diversos grupos de esquerda a favor da luta armada. Esses grupos, com o objetivo de "arrecadar fundos", realizam assaltos a vários bancos. Na foto, funcionários do BRADESCO fazem treinamento para enfrentar os roubos, com um instrutor do Exército, capitão Carlos Lamarca, que depois iria desertar (1969) a lutar na VPR (Vanguarda Popular Revolucionária).
a) Explique como os revolucionários que assaltavam bancos no período citado utilizavam o dinheiro “expropriado” dos bancos.
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ b) Que diferenças podemos observar entre esses assaltos citados e os que freqüentemente ocorrem nos dias atuais? ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________
"Hoje você é quem manda Falou, tá falado Não tem discussão A minha gente hoje anda Falando de lado E olhando pro chão, viu Você que inventou esse estado E inventou de inventar Toda a escuridão Você que inventou o pecado Esqueceu-se de inventar O perdão
Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia (...)”
HOLANDA, Chico Buarque de. Rio de Janeiro: Phillips / Polygram,1978. Lado 2, faixa 6.
4. Analisando a letra da música e com base nos dados históricos sobre o período de nossa república em que generais do Exército governaram o país, assinale (V) para verdadeiro ou (F) para falso.
( ) A censura aos meios de comunicação e proibição de manifestações contrárias ao governo dificultaram a
conscientização de que se vivia um período de ditadura. ( ) A atenção dos brasileiros era desviada dos desmandos da ditadura para obras monumentais do governo, os
campeonatos de futebol, os grandes desfiles de Carnaval e as obras arquitetônicas de grande porte, como a rodovia
Transamazônica e a ponte Rio-Niterói. ( ) O referido período foi marcado por um regime de cunho autoritário, baseado na Doutrina de Segurança
Nacional, quando a cúpula militar recebeu o suporte de órgãos de informação e repressão. ( ) No período em que o Brasil foi dirigido por governos militares a decretação do AI 5 (Ato Institucional número 5)
representou um "endurecimento" do regime instalado em 1964, que pode ser explicado pelas crescentes manifestações oposicionistas de líderes políticos, estudantes e intelectuais contra o regime.
5. Ao chegar à Oban, fui conduzido à sala de interrogatórios. A equipe do capitão Maurício passou a acarear-me com duas pessoas. O assunto era o congresso da UNE em Ibiúna, em outubro de 1968. Queriam que eu esclarecesse fatos ocorridos naquela época. Apesar de declarar nada saber, insistiam para que eu "confessasse". Pouco depois levaram-me para o pau-de-arara. Dependurado, nu, com mãos e pés amarrados, recebi choques elétricos, de pilha seca, nos tendões dos pés e na cabeça. Eram seis os torturadores, comandados pelo capitão Maurício. Davam-se
"telefones" (tapas nos ouvidos) e berravam impropérios. Isso durou cerca de uma hora. (Frei Betto. "Batismo de sangue: os dominicanos e a morte de Carlos Marighella". Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983.)
O texto acima discorre sobre os procedimentos dos militares e demais grupos responsáveis pela repressão contra aqueles que lutavam contra a ditadura instaurada no Brasil em 1964. Sobre a ação do regime ditatorial, assinale (V) para verdadeiro ou (F) para falso. ( ) As torturas empreendidas pelos carrascos deixaram muitas seqüelas naqueles que ousaram pegar em armas,
ou mesmo naqueles que simplesmente colaboraram com a resistência à ditadura militar, como aconteceu com Frei
Betto e com Frei Tito. ( ) A Lei de Anistia, sancionada em 1979, que era uma antiga reivindicação de familiares e amigos de presos e
exilados políticos do regime militar é considerada polêmica porque também beneficiou aos militares envolvidos em
denúncias de torturas. ( ) Apesar das torturas serem humilhantes, nunca foi comprovada a morte de qualquer preso político nessas
circunstâncias. ( ) As sessões de torturas, apesar de dolorosas, ocorriam de forma mecânica, ou seja, os torturadores apenas
executavam tarefas pré-estabelecidas sem ferir a integridade moral daqueles a quem molestavam, como sinal de respeito à causa democrática.
6. Analise essas duas fotos. Em seguida, explique qual a relação que existe entre elas.
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7. (FGV/2001) "A anistia, portanto, não é apenas um reencontro de pessoas. É também uma luta onde trabalhadores, estudantes e intelectuais, profissionais liberais, bancários, comerciários e todos os que se movem hoje no Brasil, vão se encontrar para trocar suas idéias, para juntar suas forças. Anistia é união. Unir brasileiros já em um passo da luta contra a ditadura que desde 64 não busca outra coisa a não ser a separação, seja pela morte, seja pela cadeia, seja pelo exílio ou mesmo pela desconfiança, o medo e a delação. (Fernando Gabeira, 1978)
( ) A lei de anistia (agosto de 1979), não respondeu efetivamente aos interesses dos familiares de desaparecidos
políticos, na medida em que não instituiu a obrigação do Estado em reconhecer seus crimes e apurá-los; ( ) A lei de anistia, de agosto de 1979, possibilitou o retorno de muitos exilados e banidos políticos, entre estes o
educador Paulo Freire, o ex-governador Leonel Brizola e o dirigente comunista Luís Carlos Prestes; ( ) As lutas pela anistia política reuniram diferentes grupos (familiares, artistas, intelectuais, etc) em prol da
reorganização da vida democrática no Brasil; ( ) Foi resultado apenas da vontade dos homens que conduziam a ditadura, que fizeram dela um marco do
momento de abertura lenta e gradual proposta por Geisel; ( ) A lei de anistia, de agosto de 1979, excetuou de benefícios os que foram condenados por crimes de terrorismo,
assalto, seqüestro e atentado pessoal, enquanto favoreceu aos torturadores".
8. A ilustração abaixo retrata uma das formas de ação utilizadas pela juventude brasileira entre os anos 60 e 80 no enfrentamento do regime militar. Sobre esse período,
a) Cite três medidas adotadas pelo governo militar, a partir de 1964 que suprimiram a democracia.
_______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ b) Explique porque o AI – 5 tornou mais arriscadas as manifestações contra o regime militar.
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9. Em 1979 o governo João Figueiredo decretou a Lei de Anistia. No entanto, esta lei não foi “ampla, geral e irrestrita” como reivindicavam os familiares e amigos das pessoas que foram enquadradas na Lei de Segurança Nacional. Justifique. ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________
10. O cartaz abaixo foi publicado em janeiro de 2005, como resgate da memória das dezenas de pessoas mortas e/ou dadas como desaparecidas durante a Guerrilha do Araguaia (1972-75). Analise esse episódio de nossa história, destacando a organização, os locais em que foram montados os campos de treinamento e as formas utilizadas pelo regime militar para combatê-la.
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Importante! Este trabalho deve ser impresso, respondido pelos alunos dos Segundos Anos e entregue ao professor Webster na data estabelecida em sala de aula.