Resumo. 1. Introdução

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Texto

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O alongamento como componente de reabilitação fisioterapêutica no pós-operatório de artroplastia total de joelho

Irlete Porto Araújo 1 rodriguesporto@hotmail.com Flaviano Gonçalves Lopes de Souza ²

Pós-graduação em Reabilitação e Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapia Manual – Faculdade FASERRA

Resumo

A Artroplastia Total do Joelho (ATJ) constitui uma intervenção cirúrgica que demonstra ser um procedimento promissor no tratamento da incapacidade física do indivíduo, aliada aos métodos fisioterapêuticos no pré e, principalmente no pós-operatório sendo este, de fundamental relevância para sucesso na reabilitação dos pacientes. O objetivo desta pesquisa é explorar a importância do uso do alongamento como componente de reabilitação fisioterapêutica no pós-operatório de artroplastia total de joelho. A pesquisa qualitativa é de cunho descritivo bibliográfico, seu referencial teórico dividiu-se em abordar a anatomia e funcionalidade do joelho, conceituação sobre artrose, indicadores epidemiológicos para artroplastia, a atuação do fisioterapeuta no pós-operatório da ATJ. Concluiu-se que a ciência da fisioterapia possui um papel fundamental no agilizar da reabilitação do paciente cirurgiado sendo utilizados protocolos distintos em diferentes unidades de serviços de média e alta complexidade.

Palavras-chave: Artroplastia; Pós-operatório; Fisioterapia; Alongamento.

1. Introdução

A artroplastia total do joelho (ATJ) é considerada uma cirurgia de grande porte, de alta complexidade e agressiva ao organismo, daí a importância de ser monitorada do ponto de vista clínico e infeccioso¹.

Esta intervenção cirúrgica também conhecida como substituição do joelho constitui um sucesso no tratamento das alterações degenerativas do joelho ².

A indicação da ATJ constitui-se pela incapacidade grave resultante de dor, deformidade

1 Fisioterapeuta, graduanda do curso de pós graduação em ² Fisioterapeuta, pós graduado em cardiorrespiratória

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e função limitada³.

A complicação mais frequente na artroplastia de joelho é o tromboembolismo⁴.

Na atualidade há disponível próteses de joelho com desenhos e materiais de alta tecnologia, que é aliado aumento da expectativa de vida da população mundial e diagnósticos precisos de doenças ortopédicas fez aumentar a indicação destes, bem como sua qualidade de vida⁵.

Após a cirurgia da ATJ o paciente atualmente tem um tempo de internação encurtecido e precisa fazer uma reabilitação confiável para estabelecer a ADM do joelho bem como sua função, sendo priorizado um tratamento de reabilitação em fisioterapia nas primeiras semanas após cirurgia para obter uma recuperação mais precoce possível⁶. Grotle,⁷ afirma que a fisioterapia convencional, se for conduzida de forma certa pode determinar em um resultado satisfatória na reabilitação de pacientes submetidos a ATJ. No procedimento cirúrgico da artroplastia do joelho há um comprometimento tecidual intra e extra articular que podem ser passíveis de aderências pós-operatória que podem determinar rigidez articular e a fisioterapia poderá atuar no retorno precoce da função que está associado com a amplitude de movimento desta articulação afetada⁸.

O objetivo desta pesquisa é explorar a importância da fisioterapia no pós-operatório de artroplastia total de joelho. A ciência da fisioterapia possui um papel fundamental no agilizar da reabilitação do paciente cirurgiado.

A presente pesquisa pretende explorar a importância da fisioterapia no pós-operatório de artroplastia total de joelho.

2. Fundamentação Teórica

2.1 Anatomia e funcionalidade do joelho

O joelho constitui uma articulação complexa com três ossos: fêmur, tíbia e patela; dois graus de liberdade de movimento: flexão-extensão e rotação axial, e três superfícies que se articulam: articulações tíbio-femoral medial, tíbio-tíbio-femoral lateral e patelo-tíbio-femoral que estão encerradas dentro de uma cápsula articular comum (SMITH et al., 1997 apud Cassettari, 2008).

De acordo com sua Funcionalidade, o joelho pode suportar o peso corporal na posição ereta sem contração muscular. Ele participa em abaixar e elevar o peso corporal (até 0,5 m) ao sentar, acocorar ou subir e permite a rotação do corpo quando se virando sobre o

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pé plantado, como um jogador de futebol americano faz quando evita o contato de um perseguidor⁹.

Na marcha, o joelho normal reduz o dispêndio de energia ao diminuir as oscilações verticais e laterais do centro de gravidade do corpo enquanto sustenta forças verticais iguais a 4 a 6 vezes o peso corporal. As múltiplas funções dos joelhos normais – resistir a grandes forças, fornecer grande estabilidade e proporcionar grande amplitude de movimentos – são alcançadas de uma maneira única⁹.

2.2 Conceito de artrose

A articulação do joelho fornece alta funcionalidade ao indivíduo, tanto nas sua atividades rotineiras ou tanto quanto nos exercícios complexos encontrados nas atividades esportivas. Quando há alterações morfológicas, sobretudo na cartilagem articular pode ocasionar patologia degenerativa crônica, conhecida como osteoartrose¹º. A osteoartrose se desenvolve geralmente em duas condicionalidades: 1- Quando o material biológico da cartilagem articular e do osso subcondral são normais mas, cargas excessivas nessas articulações levam a desintregacão dos mesmos; ou 2- A carga aplicada é razoável mas as propriedades materiais da cartilagem ou do osso estão alterados¹º .

2.3 Indicadores de doenças que levam a artroplastia

Com aumento da expectativa de vida da população mais envelhecida também aumentou as doenças associadas ao envelhecimento, que podem desencadear processos incapacitantes afetando a funcionalidade do idoso e as doenças degenerativas das articulações são as patologias mais frequentes neste clientela. O joelho é a articulação mais suceptível a lesões que podem ser afetadas por processo degenerativos alterando a sua função¹¹.

Um esforço físico realizado de forma incorreta pode acarretar um desgaste na estrutura anatômica no corpo, em especial o joelho, que tem funções extensoras, entre outros. O mal condicionamento, sobrecargas e extensões máximas dos músculos e articulações, poderá se converter em lesões e até mesmo fraturas, que dependendo de sua gravidade poderá cuminar para cirurgia reparadora como a astroplastia do joelho¹⁵.

A artroplastia de joelho é classificada como uma cirurgia de grande porte e complexa intervenção a articulação, que precisa receber monitoramento antes, durante e após o procedimento ¹⁶.

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Essa classificação da artroplastia é feita devido ao desempenho do componente, ou seja, restritiva, semirrestritiva ou não-restritiva, pela fixação, com cimento ou sem cimento, ou híbrida e pelos seus componentes materiais como: liga de cobalto-cromo, liga de titânio e polietileno de alta densidade ¹⁴.

2.4 Atuação do fisioterapeuta no pós operatório

Os tratamentos fisioterapeuticos tem evoluido junto com a ATJ, o que sugere a reabilitação pos cirurgico garantindo melhoras a atividades de funções¹º.

A fisioterapia nas primeiras horas pos cirurgia em até prazo de 24 horas apos a ATJ reduz o tempo de internação e o numero de sessões necessárias para reabiliatação da marcha normal e equilibrio, comparado com o início da sessoes tardia¹².

“A reabilitação pós-operatória precoce constitui um fator importante para o sucesso do tratamento da artroplastia total de joelho (ATJ), devendo ter início no pós-operatório imediato com seguimento até independência funcional do paciente” ¹³ (SILVA; CROCI, 2015).

O não tratamento reabilitativo contribui negativamente para o grau de função da articulação do joelho, levando a graus variáveis de insucesso. A padronização do tratamento de reabilitação, que inclui a fisioterapia pré e pós-operatória, representa uma necessidade, para o sucesso da reabilitação em curto tempo ¹³.

2.4.1 Estratégias fisioterapeuticas na pós reabilitação de cirurgia no joelho.

A crochetagem emergiu no fim da década dos anos 40, e foi idealizada pelo fisioterapeuta sueco Kurt Ekman ¹³.

Esta técnica constitui-se uma ação mecânica percutânea que promove aderências causando uma liberação tecidual entre as fascias e permitindo novamente o deslizamento entre os planos intermusculares. As aderências cicatriciais também podem trazer conseqüências para o sistema musculoesquelético, resultando em alterações funcionais. As amplitudes totais fisiológicas dos movimentos nas articulações, relacionadas direta e indiretamente com a região anatômica da cicatriz, podem estar prejudicadas pela aderência dos tecidos moles provenientes do processo de cicatrização¹⁵.

A finalidade da crochetagem mioaponeurótica, é a fibrólise das aderências do tecido de sustentação, situada entre as fascias, tendões, ligamentos e ossos. Esse processo aliviará a dor, proporcionando um efeito antiinflamatório, por isso, é utilizado essa técnica pelo profissional de fisioterapia após a cirurgia de astroplastia do joelho¹⁵.

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A maior atuação das técnicas de indicada fisioterapia está em depois do procedimento do implante com os recursos usados na fase da reabilitação¹⁶.

Os principais componentes da reabilitação incluem técnicas de alongamento, mobilização articular e fortalecimento muscular, treino proprioceptivo, treino de equilíbrio e marcha, e exercícios de recolocação progressiva em carga, que podem ser efectuados num ginásio de reabilitação ou em meio aquático¹⁷.

Em caso de rigidez pós-artroplastia, o tratamento exclusivo com recurso à fisioterapia demonstrou ganhos de amplitude muito pouco significativos (5º) comparativamente a outras medidas terapêuticas, como a manipulação sob anestesia (30 - 47º) ¹⁷.

Na Fisioterapia convencional, incluem os exercícios resistidos, fortalecimentos musculares, recursos terapêuticos, manipulações e mobilizações articulares, utilizados na tentativa de diminuir a rigidez. Também como forma de tratar essas alterações, são utilizados exercícios multimodais, incluindo fortalecimento, flexibilidade, resistência e equilíbrio, com consequente melhora na função física e na qualidade de vida pelo fato de diminuir a dependência e promover a socialização¹⁸.

Campos¹⁹, apresenta um protocolo de terapia fisioterapêutica pós cirurgia que consiste em iniciar o tratamento já no 1º dia pós operatório ao 3º dia com mobilização passiva de patela e a ADM deverá atingir de 0º a 90º, a marcha deverá ser com muletas e sem apoio do membro operado e crioterapia. Já do 4º ao 14º dia a ADM deverá ser até o suportável, trabalhar exercícios isométricos de joelho sem carga, isotônicos de quadril e tornozelo com carga progressiva, exercícios ativos livres para flexão e extensão de joelho. Na 3ª Semana de tratamento a ADM irá de 0º a 120º, trabalha-se propriocepção sem descarga de peso (sentado), realiza alongamentos leves, exercícios isométricos de joelho e de quadril com carga progressiva. O tratamento vai progredindo e na 4ª semana a ADM deverá ser normal, é indicado a piscina terapêutica, propriocepção com apoio bipodal em solo instável e marcha com apoio total após 21 dias.

Os primeiros cuidados serão durante 0 a 15 dias após a cirurgia trabalhando a mobilização da patela, exercícios isométricos com ganho de arco de movimento passivo de 0 a 90º e deambulação sem carga com imobilizador de joelho em extensão. Sendo na segunda etapa que consistirá durante o período de 15 a 30 dias após a reconstrução do ligamento e o ganho de arco movimento passivo deverá ser completo, a deambulação será com carga parcial auxiliada por muletas com imobilizador em extensão e realização de exercícios isotônicos sem carga.

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A crioterapia é adotada como conduta caso haja dor segundo o protocolo de Almeida²º. A mobilização passiva assistida, movimentos assistidos com bola, eletroestimulação, exercícios isométricos de quadríceps e contração isométrica de isquiostibiais e quadríceps são condutas do 1º, 2º e 3º dia pós-operatório, enquanto que do 5º dia até a 14º é realizada a mobilização passiva contínua. Durante o tratamento apenas da 2ª a 14º semana de tratamento realiza treino de marcha com 2 canadianas sem apoio e 2 canadianas com apoio e com 1 canadiana em todas as sessões.

Ainda Almeida²º os exercícios em CCF, treino com balança, fortalecimento manual e fortalecimentos com peso deverão ser adotados na 1ª semana da recuperação. O paciente deve fazer bicicleta, mini-squat, step exercícios em CCF em carga total e treino de marcha sem auxiliares até a 3ª semana. O paciente deverá praticar corrida em tapete até a 10ª semana e praticar a flexidade, proprioceptividade unipodal, exercícios polimétricos, readaptar aos gestos desportivos e desportiva sem contato desde o início do tratamento até a 6ª semana.

Para Wolff ²¹, já no primeiro dia deve-se iniciar com exercícios isométricos do músculo quadríceps, glúteos extensores e abdutores do quadril, deambular com o auxílio de andador ou muletas e descarga de peso conforme tolerar a dor e posicionar o joelho em extensão quando em repouso, enfatizando a necessidade de fazer os exercícios de flexo-extensão ativa nesta posição em CCA e CCF. Durante a noite, posicionar um travesseiro sob o tornozelo para ganhar extensão e durante o dia fazer profilaxia mecânica para trombose venosa profunda bombeando o tornozelo além da crioterapia por 20 minutos no mínimo em 3 períodos, manhã, tarde e noite.

Os exercícios para ganho de amplitude de movimento (ADM) devem ser ativos e auto-assistidos, somente quando necessário o fisioterapeuta irá mobilizar passivamente o joelho. Deve-se então iniciar mobilização patelar para evitar contraturas, realizar exercícios de abdução do quadril, continuar os exercícios ativos e ativo-assistidos para ADM, iniciar exercícios de CCF bipodal conforme dor, continuar e progredir os exercícios por 6 semanas depois da cirurgia e orientar o paciente a realizar várias vezes ao dia a crioterapia até a retirada dos pontos. Após a retirada dos pontos, em diante continuar com os exercícios anteriores até atingir ADM 0 – 100°, no mínimo, manter o andador ou bengala até que a marcha esteja uniforme de acordo com o membro contra lateral, iniciar bicicleta estacionária se a ADM permitir e atenção com o derrame da articulação patelofemural²¹.

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Para Jorge e Duarte²², como condutas de tratamento fisioterapêutico no pós operatório, do 1º ao 10º dia aplica-se laser - 904nm, com a técnica pontual sobre a cicatriz, realiza-se mobilização da patela e do membro e crioterapia. Porém no 5º dia, e foram acrescentados a tração do joelho, movimento passivo de rotação medial do joelho com mesmo flexionado. Para melhorar o tônus muscular pode utilizar Corrente Russa em quadríceps e ísquios. Para o fortalecimento muscular dos flexores dorsais, plantares, inversores e eversores do tornozelo com uso de thera-band. Nesta fase de tratamento do 10º ao 20º dia mantêm as condutas anteriores e foram acrescidos alongamentos e nas condutas do 20º ao 40º dia foram mantidos e acrescido o movimento de rotação lateral do joelho com o mesmo flexionado a 90° com massagem, isometria do quadríceps e ísquiostibiais.

Durante esta fase do 40º ao 60º dia continua com a crioterapia, tração, mobilização, alongamentos, fortalecimentos com thera-band e massagem e acrescenta exercícios de fortalecimento com resistência manual para quadríceps e ísquiostibiais. Ainda durante esta fase trabalhe com o paciente a reeducação sensório-motora de baixo impacto através do trabalho de primeiro com os olhos abertos e posteriormente fechados aumentando a velocidade de execução progressivamente²².

Nesta fase do 60º ao 90º dia ainda mantém a crioterapia, tração, mobilização, os alongamentos, o fortalecimento e propriocepção e do 90º ao 120º dia acrescenta a facilitação neuromuscular proprioceptiva e propriocepção na cama elástica, propriocepção inconsciente com uso da bola.

O arco de movimento para flexão do joelho será completo do 120º ao 150º dia e o paciente deverá dar início ao trabalho de musculação orientado, mas mantendo alongamentos anteriores antes e após os exercícios, acrescentando ao tratamento fortalecimento muscular para ganho de resistência muscular na academia de musculação com a cadeira extensora, flexora, adutora e abdutora, panturrilha e com caneleira para rotadores laterais e mediais do joelho aumentado gradativamente em todos os exercícios e trabalha-se propriocepção na cama elástica com exercícios pliométricos²².

A fase final do tratamento recuperação funcional do 150º ao 180º dia são mantidos os alongamentos e inicia-se o trabalho de fortalecimento muscular para o ganho de potência muscular, trabalho de aceleração e desaceleração, giro sobre o joelho, fortalecimento muscular para o ganho de potência muscular na cadeira extensora e flexora, propriocepção de alto impacto no solo.

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2.4.2 A importância do alongamento como componente de reabilitação fisioterapêutica na ATJ.

Gaino²³ afirma que comumente os movimentos corporais não atingem a totalidade de sua amplitude, resultando com o passar do tempo, uma disfunção, desconforto ou/ou algias. O aumento da flexibilidade e/ou da força de um segmento não é igual nos músculos agonistas e antagonistas, gerando desequilíbrio.

A medida que o musculo perde sua flexibilidade normal, ocorre uma alteração na relação do comprimento-tensão desse músculo. Daí a importância do alongamento como técnica mais utilizada para ganho de amplitude de movimento e dar mobilidade adequada aos tecidos, prevenindo lesões e ganhando alteração da amplitude de movimento (ADM).

Entende-se por alongamento a manobra através da qual se afasta origem e inserção de um determinado músculo ou grupo muscular visando alongar as fibras para aumentar a amplitude de movimento das articulações. O objetivo do alongamento é o aumento do comprimento muscular insuficiente²³.

Os principais objetivos da pratica da fisioterapia pós operatória de artroplastia seria evitar complicações como trombose venosa profunda, infecções e embolia pulmonar, diminuir os efeitos da imobilização, aliviar a dor, fortalecer a musculatura, mobilizar articulações, principalmente o joelho operado, exercícios de alongamento para preservação da amplitude de movimento e força muscular e também a diminuição das complicações pós-operatórias.

O uso dos exercícios de alongamento é realizado com os objetivos de aumentar rendimento de atletas, prevenir e tratar lesões músculo esqueléticas e distúrbios posturais, recuperar funções em pós-operatório ou pós imobilização, e promover saúde (Glandi, 2010).

Na pesquisa de Glandi²⁴, afirma positivamente que o alongamento tem efeito de reduzir

a característica de geração de tensão no músculo quando este é alongado a um mesmo comprimento, há redução da resposta álgica ao aumento da tensão no músculo assim, permitindo o aumento do ADM.

Um programa de reabilitação pós cirurgia que prossegue com alongamento, auxilia na recuperação da ADM funcional, fortalecendo e respeitando o ritmo de cicatrização de cada indivíduo²³.

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Trata-se de uma revisão bibliográfica, onde foram utilizados 22 artigos, sendo retirados de um total de 390, das bases de dados LILACS, MEDLINE e SCIELO. Tendo como critérios de inclusão os artigos publicados no período de 2007 a 2016, com os idiomas em português, inglês e espanhol que abrangessem a fisioterapia e a artroplastia de joelho e alongamento. Sendo os critérios de exclusão por não serem entre o período de 2007 a 2016, não falarem da fisioterapia, nem da artroplastia de joelho.

4.1 Resultados:

4.1.2 Quadro 1. Artigos selecionados nas bases de dados.

Autor (es) Tema Descritivos de

inclusão

SANTOS, A.C.;

BIAGI, A.C

Perfil epidemiológico dos pacientes submetidos à artroplastia de joelho do serviço de fisioterapia em hospital público de Santo André- SP.

Artroplastia de joelho, Fisioterapia.

JÚNIOR, W.M.A.;

MIGON, E.Z.;

ZABEU, J.L. A

Dor no joelho após artroplastia total – uma abordagem sistematizada.

Artroplastia total de joelho

CUNHA, B.M;

OLIVEIRA, S.B,

SANTOS-NETO, L.

Incidência de infecções em artroplastias de quadril e joelho em pacientes com artrite reumatoide e osteoartrite.

Artroplastia de joelho

ARAÚJO, H.A. Artroplastia unicompartimental do joelho. Artroplastia de joelho ANDRADE, M. A. P. Avaliação prospectiva dos pacientes submetidos

à artroplastia total do joelho com e sem colocação de dreno de sucção.

OLIVEIRA, T.V.C; et al

Avaliação da efetividade da cirurgia de artroplastia total de joelho associada à fisioterapia sob o ponto de vista da funcionalidade.

Artroplastia de joelho, pos cirúrgico

BARBOSA, S.L.P.L; MEJIA, D.P.M

A atuação do fisioterapeuta da reabilitação pós-cirúrgico da artrosplastia total do joelho.

Artroplastia de joelho, Fisioterapia, alongamento CASSETTARI, M.R. Osteoartrose em joelhos como fator limitante

para a qualidade de vida em idosos

Fisioterapia, fisioterapia KUTZKE, J.L; et al. Métodos fisioterapêuticos no pós-operatório de

artroplastia total do joelho – uma revisão sistemática de literatura.

Artroplastia total de joelho, pós operatório, fisioterapia GOTTLIEB, M. G. V. Envelhecimento e longevidade no Rio Grande

do Sul um perfil histórico, étnico e de morbi-mortalidade dos idosos.

Fisioterapia

LABRACA, N.S.; et al Benefits of starting rehabilitation within 24 hours of primary total knee arthroplasty: randomized clinical trial.

Artroplastia, fisioterapia

SILVA, A. L. P; CROCI, A. T.

Estudo comparativo entre dois métodos de reabilitação fisioterapêutica na artroplastia total do joelho: protocolo padrão do IOT vs. protocolo avançado.

Artroplastia total de joelho, pós operatório, fisioterapia, alongamento

BRODY, L. T.;

HALL, C. M.

Exercício terapêutico na busca da função. Fisioterapia, alongamento

. SILVA, S. O. C. Tratamento fisioterapêutico com a técnica de crochetagem em pós cirúrgico de joelho.

Fisioterapia, ATJ MOREIRA, B.S. Artroplastia total de joelho e a reabilitação

física.

ATJ, fisioterapia,

(10)

COSTA, J. A; et al. Rigidez Pós-Artroplastia Total do Joelho. ATJ, fisioterapia, alongamento.

LUSTOSA, L. P Impacto de um programa de treinamento de força muscular na capacidade funcional, força muscular dos extensores do joelho e nas concentrações plasmáticas de interleucina-6 e sTNFr em idosas pré-frágeis da comunidade.

Fisioterapia, alongamento

CAMPOS, J.C. Protocolo simplificado de reabilitação para reconstrução do LCA.

Fisioterapia

ALMEIDA, I. B. Protocolo de Recuperação Após

Ligamentoplastia O.T.O do LCA.

Fisioterapia, pós cirúrgico, alongamento

WOLFF, A.L. Protocolo postado disponível em comunidade

JORGE, M.C. Reabilitação funcional do joelho pós

ligamentoplastia do ligamento cruzado anterior do joelho

Pós cirúrgico, fisioterapia, alongamento.

GAINO, M.R.C. Manual prático de cinesioterapia: terapia pelo movimento.

Fisioterapia, alongamento.

GLANDI, L Comparação de duas “doses ideais” de

alongamento

Fisioterapia, alongamento. ATJ (Artroplastia Total do Joelho) LCA ( Ligamento Cruzado Anterior)

4.2 Discussão:

Visualizado no quadro acima que não há referência que aborde especificamente o alongamento como componente de reabilitação fisioterapêutica no pós-operatório de artroplastia total de joelho, contudo, autores abordam de forma generalizada nos protocolos pós operatório, devendo ser um campo vasto de futuras investigações.

5. Conclusão:

Conclui-se que as opções são vastas em relação a relevância da fisioterapia pós cirurgia do joelho, contudo, às condutas fisioterapêuticas e os conhecimentos sobre patologias do joelho sofreram grande avanço e por consequência vários protocolos ainda vêm sendo desenvolvidos. Poucos foram revistos trabalhos específicos que trata a fisioterapia no pós-operatório da artroplastia total do joelho, devendo ser ainda um campo fértil para futuras investigações deste tema. Vale ressaltar que seja inegável que o componente alongamento, citado em todos os protocolo de fisioterapia revisados, sendo o mais indicado para aumento do cumprimento muscular insuficiente e portanto para reabilitação da ATJ.

6. Referências:

1. SANTOS, A.C.; BIAGI, A.C. Perfil epidemiológico dos pacientes submetidos à artroplastia de joelho do serviço de fisioterapia em hospital público de Santo André- SP. Revista ABCS Health Sciences, n.1, v.38, p.02-07, 2013.

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2. JÚNIOR, W.M.A.; MIGON, E.Z.; ZABEU, J.L.A. Dor no joelho após artroplastia total – uma abordagem sistematizada. Revista Acta Ortopédica Brasileira, n.45, v.5, p.384-391, 2010.

3. CUNHA, B.M; OLIVEIRA, S.B, SANTOS-NETO, L. Incidência de infecções em artroplastias de quadril e joelho em pacientes com artrite reumatoide e osteoartrite. Ver Bras Reumatol. 2011;51(6):609-615.

4. ARAÚJO, H.A. Artroplastia unicompartimental do joelho. In: Palma IM. Clínica ortopédica da SBOT artroplastia total de joelho. Rio de Janeiro: 2008; p.105-12.

5. ANDRADE, M. A. P. Avaliação prospectiva dos pacientes submetidos à artroplastia total do joelho com e sem colocação de dreno de sucção. Ver Bras Ortop. V.45, n.6, p.549-553, 2010.

6. OLIVEIRA, T.V.C; et al. Avaliação da efetividade da cirurgia de artroplastia total de joelho associada à fisioterapia sob o ponto de vista da funcionalidade. Scire Salutis,

Aquidabã, v.3, n.2, p.61‐ 72, 2013. DOI:

http://dx.doi.org/10.6008/ESS2236‐9600.2013.002.0006 .

7. GROTLE, M. What’s in Team Rehabilitation Care After Arthroplasty for Osteoarthritis? Results From a Multicenter, Longitudinal Study Assessing Structure, Process, and Outcome. Phys Ther., v.90, n.1, p.121- 131, 2010. DOI: http://dx.doi.org/10.2522/ptj.20080295.

8.BARBOSA, S.L.P.L; MEJIA, D.P.M. A atuação do fisioterapeuta da reabilitação pós-cirúrgico da artrosplastia total do joelho. Faculd Cambury. Disponivel em: http://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/34/267__AtuaYYo_do_fisioterapeuta_na_r eabilitaYYo_pYs-cirYrgica_da_artroplastia_total_de_joelho..pdf Acesso: 11.04.2017.

9. CASSETTARI, M.R. Osteoartrose em joelhos como fator limitante para a qualidade de vida em idosos / Maria Rita Cassettari. – Botucatu : [s.n.], 2008. Dissertação (mestrado) – Faculdade Medicina de Botucatu.

10. KUTZKE, J.L; et al. Métodos fisioterapêuticos no pós-operatório de artroplastia total do joelho – uma revisão sistemática de literatura. Revista Eletrônica Multidisciplinar FACEAR. 2015.

(12)

11. GOTTLIEB, M. G. V. Envelhecimento e longevidade no Rio Grande do Sul um perfil histórico, étnico e de morbi-mortalidade dos idosos. Ver. Bras. Geriatr., v.14, n.2, p. 365-380, 2011.

12. LABRACA, N.S.; et al. Benefits of starting rehabilitation within 24 hours of primary total knee arthroplasty: randomized clinical trial. Clinical Rehabilitation, n.25, v.6, p.557-6, 2010. ( Traduzido)

13. SILVA, A. L. P; CROCI, A. T. Estudo comparativo entre dois métodos de reabilitação fisioterapêutica na artroplastia total do joelho: protocolo padrão do IOT vs. protocolo avançado.Fisioterapia Brasil - Ano 2015 - Volume 16 - Número 2.

14.BRODY, L. T.; HALL, C. M. Exercício terapêutico na busca da função. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.

15. SILVA, S. O. C. Tratamento fisioterapêutico com a técnica de crochetagem em pós cirúrgico de joelho. Pós-Graduanda em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em terapia manual pela Faculdade Cambury – 2014. Disponível em: http://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/34/283Tratamento_fisioterapYutico_com_a _tYcnica_de_crochetagem_em_pYscirYrgico_de_joelho.pdf . Acesso: 21.04.2017.

16. MOREIRA, B.S. Artroplastia total de joelho e a reabilitação física. Corpus sci., Rio de Janeiro v.10, n.1, p. 64-77 | jan./jun.2014.

17. COSTA, J. A; et al. Rigidez Pós-Artroplastia Total do Joelho. I Revista da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação. Vol 27 I Nº 2 I Ano 23, 2015.

18. LUSTOSA, L. P. Impacto de um programa de treinamento de força muscular na capacidade funcional, força muscular dos extensores do joelho e nas concentrações plasmáticas de interleucina-6 e sTNFr em idosas pré-frágeis da comunidade. Programa de Pós Graduação em Ciências da Reabilitação.Universidade Federal de Minas Gerais.

Belo Horizonte 2010. Disponível em:

www.eeffto.ufmg.br/mreab/documentos_new/Dissertpdf/LygiaPaccini.pdf . Acesso: 21.04.2017.

(13)

19. CAMPOS, J.C. Protocolo simplificado de reabilitação para reconstrução do LCA. Apostila da disciplina de Fisioterapia desportiva dada na graduação do curso de Fisioterapia da Universidade Iguaçu, Itaperuna, RJ, Brasil. 2010.

20. ALMEIDA, Isabel Bastos de. Protocolo de Recuperação Após Ligamentoplastia O.T.O do LCA. ESSFIsiOnline. Vol. 1, N. 2. São Paulo. Março/2005.

21. WOLFF, Álvaro Luiz. Protocolo postado disponível em comunidade.cta.med.br. 2011.

22. JORGE, Matheus da Cunha; DUARTE, Marcelo Silva. Reabilitação funcional do joelho pós ligamentoplastia do ligamento cruzado anterior do joelho. Um Estudo de Caso. Disponível em www.frasce.edu.br. Lisboa Portugal. 2007.

23. GAINO, M.R.C. Manual prático de cinesioterapia: terapia pelo movimento. São Paulo: Rocca, 2010.

24. GLANDI, L. Comparação de duas “doses ideais” de alongamento Acta Fisiátrica

5(3): 154-158, 1998. Reedição 2010. Disponível em:

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