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I CURSO DE CONDUTAS MÉDICAS NAS INTERCORRÊNCIAS EM PACIENTES INTERNADOS

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Academic year: 2021

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(1)CREMEC/Conselho Regional de Medicina do Ceará Câmara Técnica de Medicina Intensiva Câmara Técnica de Medicina de Urgência e Emergência FORTALEZA(CE) MARÇO A OUTUBRO DE 2012. CT de Medicina de Urgência e Emergência CT de Medicina Intensiva - CREMEC/CFM. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. 17/08/2012. I CURSO DE CONDUTAS MÉDICAS NAS INTERCORRÊNCIAS EM PACIENTES INTERNADOS. 1.

(2) do Trato Urinário. Serviço de Urologia - HGF. CT de Medicina de Urgência e CT de Emergência Medicina Intensiva CREMEC/CFM. 17/08/2012. Urolitíase e Obstrução. Bruno Linhares 2.

(3) Campbell-Walsh Urology, 10th ed. CT de Medicina de Urgência e CT de Emergência Medicina Intensiva CREMEC/CFM. • Terceira enfermidade urológica mais comum, ultrapassada somente por ITU e patologias da próstata • 7-10/1000 admissões hospitalares • 15% dos pacientes são submetidos a algum procedimento • 20 a 40 anos de idade • Homens são afetados 2-3x mais que mulheres. 17/08/2012. Epidemiologia. 3.

(4) Doença recorrente /. Taxas de recidiva podem atingir até 50% em 5 anos sem acompanhamento. e intervenção clínica. Campbell-Walsh Urology, 10th ed.

(5) Composição dos cálculos e ocorrência relativa. Campbell-Walsh Urology, 10th ed.

(6)

(7) Classificação quanto à etiologia. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(8) Classificação quanto à localização Cálculo renal. Cálculo ureteral.

(9) Cálculo renal Cálice superior Cálice médio Cálice inferior. Cálculo ureteral: Proximal Médio Distal.

(10) Aspecto ao Rx. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(11) Cálculo coraliforme  Borderline: pelve e/ou cálice  Parcial: pelve e dois cálices ou mais  Completo: 80% do sistema coletor  Gigante: ocupa todo o sistema coletor. 88% apresentam ITU associada. http://www.sbu.org.br/tisbu/tisbu2009/9/1.html.

(12) Quadro Clínico  Dor lombar  Vômitos  Febre  Hematúria  ITU. Muitos pacientes são oligo ou assintomáticos Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(13) Diagnóstico • Diagnóstico clínico deve ser acompanhado por • • • •. método de imagem US deve ser o primeiro exame US pode localizar cálculos nos cálices, pelve, JUP e JUV, além de identificar dilatação do sistema coletor Sensibilidade de 96% e especificidade de aprox. 100% para cálculos renais > 5mm Para todas as localizações, a sensib. e especificidade caem para 78% e 31% respectivamente. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(14)

(15) Radiografia Abdome  Sensibilidade e especificidade varia de 44 a 77% e 80 a. 87% respectivamente  Pode ser útil na diferenciação entre cálculo radiotransparente e radiopaco e para comparação no seguimento.. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(16) Tomografia computadorizada: padrão-ouro para dor lombar. Cálculos de ácido úrico e xantina são transparentes ao Rx, mas podem ser visualizados à TC, o que não ocorre com cálculos de indinavir. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(17) Além de exame de imagem, devem ser solicitados.... Sumário de Urina Urinocultura. Hemog completo Função renal. Eletrólitos. GR A. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(18) Diagnóstico  Exames contrastados são. úteis para diferenciar cálculos de outras calcificações extra-ósseas. Fibróide uterino.

(19) Tratamento da dor renal.  Prevenção de novos episódios de dor renal:. AINES por 3-10 dias alfa-bloqueadores Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(20) Tratamento da dor renal é prioridade. Intratabilidade clínica = cirurgia. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(21) Forced Versus Minimal Intravenous Hydration in the Management of Acute Renal Colic: A Randomized Trial Springhart WP. J Endourol. 2006; 20: 713-6. • N: 58 • Grupo 1: hidratação forçada, 2L SF em 2h. Grupo 2: hidratação mínima, 20mL SF em 2h • Não houve diferença em analgesia necessária, escore de dor ou eliminação do cálculo.

(22) Probabilidade de eliminação de cálculos ureterais. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(23) Terapia expulsiva  Tansulosina (0,4mg) tem sido a droga mais comumente. utilizada  Outros alfa-bloqueadores (terazosina, doxazosina) são igualmente efetivos. Condições: - dor controlada - função renal normal. - ausência de sepse. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(24) Efficacy of alfa-blockers for the treatment of ureteral stones Parsons JK. J Urol 177: 983, 2007 • N = 911. grupo 1: tratamento conservador + tansulosina grupo 2: apenas tratamento conservador • Taxa de eliminação 44% maior no grupo 1 (RR 1,44,. 95% CI 1,31 – 1,59, p<0,001).

(25) Quando intervir?  Litíase renal. - crescimento do cálculo - pacientes com alto risco de doença recorrente - obstrução - infecção - cálculo sintomático - cálculos > 15mm - cálculos < 15mm, se observação não é possível. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(26) Quando intervir?  Litíase ureteral:. - baixa probabilidade de eliminação espontânea - dor persistente - obstrução persistente - insuf. Renal – obstrução bilateral, rim único. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(27) Como tratar? Cálculos renais. LECO Nefrolitotripsia percutânea Ureterorrenolitotripsia Laparoscopia Cirugia aberta. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(28)

(29) Cálculos < 02 cm. Cálculos > 02 cm. LECO. Nefrolitotripsia percutânea. Cálice inferior. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(30) Como tratar? Cálculos ureterais. Ureterorrenolitotripsia LECO * Laparoscopia Cirurgia aberta * Cálculos proximais < 10mm. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(31)

(32) CT de Medicina de Urgência e CT de Emergência Medicina Intensiva CREMEC/CFM. 17/08/2012. ITU Complicada por Obstrução do Trato Urinário.

(33) ITU Baixa x ITU Alta Uretrite. Pielonefrite. Cistite. Guidelines on urological infections. EAU, 2011.

(34) ITU Baixa. ITU Alta.  Disúria.  Febre.  Polaciúria.  Calafrios.  Dor supra-púbica.  Dor lombar.  Geralmente sem febre.  Punho-percussão dolorosa  Náusea / vômitos  Leucocitose. Guidelines on urological infections. EAU, 2011.

(35) ITU Complicada  Anormalidade estrutural ou funcional do TGU  Patologia que prejudica os mecanismos de defesa,. aumentando os riscos de infecção ou falência terapêutica. Necessita investigação urológica. Guidelines on urological infections. EAU, 2011.

(36) ITU Complicada  Diabetes.  Anormalidades.  Gestação  Obstrução do trato urinário (cálculo, HPB)  Resíduo pós-miccional >100 mL  Corpo estranho (cateter. congênitas (RVU)  Imunossupressão  Transplante  Fístulas (vésico-vaginal)  ITU peri/pós-operatória  Insuficiência Renal. de uso prolongado)  Divertículo uretral. Guidelines on urological infections. EAU, 2011.

(37) Quando solicitar exame de imagem? Pielonefrite. Tomografia Urografia. US vias urinárias. Ausência de melhora da febre após 72h de ATB. DMSA. Guidelines on urological infections. EAU, 2011.

(38) Tratamento da Pielonefrite Diagnóstico. Antibiótico. Via. Duração. Pielonefrite Aguda Ciprofloxacina 500mg 12/12h não-complicada Amoxicilina + Clavulonato 500/125 8/8h. VO. 14d. Pielonefrite Aguda Ciprofloxacina 400mg 12/12h – após EV complicada 48-72h com melhora clínica, pode ser substituído por VO Ampicilina-sulbactam 3g 6/6h. Após melhora clínica, substituir por medicação oral (amoxicilina + clavulonato) Alternativa: ceftriaxona 2g 24/24h. 14d. Protocolo SESA, 2012.

(39) Idosos, diabéticos, imunossuprimidos, obstrução do trato urinário (cálculo, bexiga neurogênica). Pielonefrite Aguda (Sintomas gerais). Sepse. Choque séptico Mortalidade 20-40% Disfunção de órgãos Guidelines on urological infections. EAU, 2011.

(40) Guidelines on urological infections. EAU, 2011.

(41) Urossepse. Desobstrução do. ATB. Medidas de suporte. trato Urinário. Guidelines on urological infections. EAU, 2011.

(42) Tratamento da sepse em rim obstruído Rim obstruído com infecção = emergência urológica. Cateter ureteral (duplo J) Opções de desobstrução. Nefrostomia percutânea. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(43) Tratamento do cálculo deve ser adiado até resolução da infecção. Fluoroquinolona, cefalosporina, ATB anti-Pseudomonas, carbapenêmico. ATB. Colher cultura de urina após descompressão. Guidelines on urolithiasis. EAU, 2012.

(44) Caso 1  IMT, 64a  Admitida em unidade de emergência em 13/07/2012 em. franca insuficiência respiratória e rebaixamento sensório.  Procurou AM 01 sem antes com dor lombar à D, febre com calafrios e vômitos  SU: intensa bacteriúria  USG (11/07): rim D com importante dilatação do sistema pielocalicinal.

(45) Caso 1  Admitida em UTI: choque séptico. Insuf Resp em VM IRA (pós-renal?) – oligoanúria. HPP: - HAS. - cirurgia para cálculo à direita há aprox. 20 anos.

(46)  USG (11/07):. - dilatação do sistema pielocalicinal à D (litíase ureteral) - rim esquerdo normal, sem imagens sugestivas de cálculos..

(47) Caso 1  Realizado ureteroscopia com aposição de duplo j à D.  Melhora do quadro séptico com desmame de VM,. estabilidade hemodinâmica  Manutenção de Insuf. Renal dialítica  Alta da UTI  Posterior melhora da Insuf. Renal (Cr = 2,5).

(48)

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(50) Caso 2 • RSL, 50 a, professor universitário • Admitido em PS em julho/2012 com história de dor. lombar D + anúria + vômitos • HPP: nefrectomia E em 2011 por exclusão renal HAS • Exames à admissão: • Leuc: 13500 Cr: 9,7mg/dL Ur: 134mg/dL.

(51) Exames Prévios (2011).

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(54)  Indicado HDL  Aposição duplo J à D  Melhora progressiva da função renal.

(55)

(56) Caso 3  VAP, 23 a, procedente de Tabuleiro do Norte  Admitida em julho de 2012 com história de dor lombar,. febre diária e perda de peso. Evolui, há um mês, com massa em região lombar  Ao exame: massa em flanco esquerdo com área de flutuação  Hb: 7,8 Leuc: 7200.

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(58)

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(60)

(61) Email: [email protected]. Obrigado....

(62) CREMEC/Conselho Regional de Medicina do Ceará Câmara Técnica de Medicina Intensiva Câmara Técnica de Medicina de Urgência e Emergência FORTALEZA(CE) MARÇO A OUTUBRO DE 2012. CT de Medicina de Urgência e Emergência CT de Medicina Intensiva - CREMEC/CFM. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. 17/08/2012. I CURSO DE CONDUTAS MÉDICAS NAS INTERCORRÊNCIAS EM PACIENTES INTERNADOS. 62.

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