AUTOR Mário de Andrade
DADOS BIOGRÁFICOS Nome completo: Mário Raul de Morais Andrade Nascimento: 9 de outubro de 1893 (SP) Morte: 25 de fevereiro de1945 (SP)
BIBLIOGRAFIA Foi poeta, romancista, crítico de arte, ensaísta, epistológrafo e musicólogo brasileiro.
POESIA
- Há uma gota de sangue em cada poema (1917) - Paulicéia Desvairada (1922, ano da Semana de Arte Moderna). A obra exerceu grande influência em outros escritores ligados ao movimento, como Oswald de Andrade e Manuel Bandeira.
- Losango Cáqui (ou Afetos Militares de mistura com os porquês de eu saber alemão ) (1926)
- Clã do Jabuti (1927) - Remate de Males (1930) - Poesias (1941) - Lira Paulistana (1945) - O Carro da Miséria (1946) - Poesias Completas (1955) PROSA = Romance
- Amar, Verbo Intransitivo (romance, 1927)
-
Macunaíma , o Herói sem nenhum caráter (romance, 1928)= Contos
- Primeiro Andar (contos, 1926) - Belazarte (contos , 1934) - Contos novos (contos, 1947)
= Crônicas
- Os filhos da Candinha (1943)
- Táxi e Crônicas no Diário Nacional (1976)
ENSAIOS E CARTAS, CRÍTICA - A Escrava que não era Isaura (1925)
- Ensaio sobre a música brasileira (folclore, 1928) - guru de duas gerações de artistas brasileiros, sobretudo dos compositores, orientados para escreverem músicas de caráter nacional, baseadas em pesquisas do folclore do país
- Compêndio da História da música (1929) - Modinhas Imperiais (1930)
- O Aleijadinho de Álvares de Azevedo (1935) - Namoro com a Medicina (1939)
- O Movimento Modernista (1942) - O Baile das Quatro Artes (1943) - Aspectos da Literatura Brasileira (1943) - Padre Jesuíno de Monte Carmelo (1945) - O Empalhador de Passarinhos (1955) - O Turista Aprendiz (diário de viagem, 1976) - O Banquete (1978)
- Quatro Pessoas (notas críticas, 1985)
... e mais outros.
GÊNERO Prosa, romance
RESENHA O herói sem nenhum caráter que vira estrela (da
Constelação Ursa Maior), ficando relegado ao brilho inútil das estrelas.
Rapsódia escrita em 1926 e publicada em 1928, traz uma variedade de motivos populares que Mário de Andrade juntou de acordo com as afinidades existentes entre eles. Trata-se de uma espécie de "coquetel" do folclórico e do popular do Brasil. Mário de Andrade mistura o maravilhoso e o sobre-humano ao retratar as façanhas de um herói que não apresenta rigorosos referenciais espaço-temporais Macunaíma é o representante de todas as épocas e de todos os espaços brasileiros. Macunaíma, que leva o subtítulo de "herói sem nenhum caráter", é também o nome do personagem central, um herói ameríndio que trai e é traído, que é preguiçoso, indolente, mas esperto e matreiro, individualista e dúbio. Destituído da auréola idealizada dos românticos, Macunaíma é o índio moderno, múltiplo e contraditório. Nasce na selva, filho de uma índia tapanhumas, fala tardiamente e só anda quando ouve o som do dinheiro. Vira príncipe e trai o irmão Jiguê ao brincar com as cunhadas, primeiro Sofará e depois Iriqui. Vira homem e mata a mãe, enganado por Anhangá. Casa-se com Ci, a mãe do mato, guerreira amazonas da tribo das Icamiabas. Macunaíma torna-se o Imperador do Mato Virgem.
ESTILO DE ÉPOCA Modernismo – 1ª fase
Mário de Andrade - poeta, romancista, ensaísta e musicólogo brasileiro, um dos criadores do movimento modernista no Brasil
Por isso, sua obra é indispensável para se entender todas as faces da arte moderna pregada na Semana de 22, marco dessa época.
Na obra analisada, está presente todo o seu nacionalismo e sua forte ligação com o folclore. Há uma colagem de anedotas e lendas brasileiras, onde as culturas do norte e do sul convivem juntas. O personagem Macunaíma, anti-herói (ou "herói sem nenhum caráter") serve de ponte para a fusão de todas as nossas vertentes culturais, nossas tradições e expressões de linguagem.
INTERTEXTUALIDADE Macunaíma – filme (1969) – uma comédia sob a direção de Joaquim Pedro de Andrade.
As aventuras de Macunaíma, o herói sem caráter, e suas andanças por um Brasil em transformação. Macunaíma (Grande Otelo) é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter. Ele nasceu na selva e de preto, virou branco. Depois de adulto, deixa o sertão em companhia dos irmãos. Macunaíma vive várias aventuras na cidade, conhecendo e amando guerrilheiras e prostitutas, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os tipos. Ganhou o Ombu de Ouro de Melhor Filme, no Festival de Mar del Plata.
Vide abaixo:
Macunaíma - lenda amazônica
Batizado de Macunaíma – óleo sobre tela de Tarsila do Amaral 132,5 x 250 cm(1956)
Vide abaixo:
Macunaíma – música de Iara Rennó e Mário de Andrade
Vide abaixo:
Macunaíma – letra de música - composição: David Correa, Norival Reis, cantada por Clara Nunes - samba-enredo da Portela 1975
Vide abaixo:
Macunaíma – samba-enredo
Vide abaixo:
Também intertextualizam com a obra os estudos: Unicamp - estudos
Vide abaixo:
Macunaíma e Retrato do Brasil
Vide abaixo:
É importante fazer a leitura da obra “Roteiro de Macunaíma”, de Manoel Cavalcanti Proença. VISÃO CRÍTICA Segundo o próprio autor, Macunaíma representa "a
aceitação sem timidez nem vanglória da entidade nacional", concebida, por esse motivo, como "permanente e unida", na "desgeografização" intencional da paisagem, do clima, da flora, da fauna, do homem, da lenda e da tradição histórica, tendo, assim, o mérito de apreender literariamente o Brasil como uma entidade homogênea, num só conceito étnico nacional e geográfico. Nesse sentido, o livro constitui uma fonte inexaurível de
informações sobre língua e lendas brasileiras, psicologia e biologia, folclore e história nacionais. Deitado numa rede, com um caderno no colo e escrevendo a lápis, Mário deu à luz um romance ímpar, revolucionário, a que chamou "Rapsódia" como tipologia.
Rapsódia é o resultado de uma "costura" de lendas e, mal comparando, Homero também fez isso quando "costurou" as lendas dispersas sobre Ulisses, compondo, assim, o primeiro trabalho de fôlego de toda a literatura ocidental, setecentos anos antes de Cristo.
Macunaíma é um romance fundamental do Modernismo brasileiro. Inovador e ousado, é obra para se ler devagar, saboreando cada passagem. (Norma Couri)
A personagem é um índio que representa o povo brasileiro e revela sua visão diante dos portugueses, mostrando a atração pela cidade grande de São Paulo e pela máquina.
Considerado um romance épico, mas escrito sob a ótica cômica, utiliza os mitos indígenas, as lendas, provérbios do povo brasileiro e registra alguns aspectos do folclore do país até então não registrados nem conhecidos.
linguagem utiliza o modo de falar dos brasileiros, buscando imitá-lo na escrita, a partir de uma idéia que Mário de Andrade tem de uma "gramatiquinha" brasileira que desvincularia o português do Brasil do de Portugal, e que vinha se desenrolando no país desde o Romantismo.
O episódio da "Carta pras Icamiabas", ao empregar o modo de expressão do português de Portugal antigo, implica numa crítica social, demonstrando que o português falado no Brasil é totalmente diferente, quebra regras da norma culta e apresenta uma quase disglossia entre o modo como a
gramática manda escrever e como as pessoas efetivamente se comunicam.
(Fonte: Enciclopédia Wikipédia)
Macunaíma – o filme Link para site:
http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/macunaima/macunaima.asp Análise do filme:
http://www.mnemocine.com.br/cinema/crit/sarahmacunaima.htm
Macunaíma - lenda amazônica Link para site:
http://www.amazonia.com.br/folclore/lenda_macu.asp
Batizado de Macunaíma – Tarsila do Amaral
Link para site
http://orbita.starmedia.com/~agoniaextase/mario1.htm
ou
Fonte:
Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais
Macunaíma – letra de música Link para site:
Macunaíma – letra de música/samba-enredo da Portela 1975 Links para sites:
http://clara-nunes.letras.terra.com.br/letras/405443/ http://www.portelaweb.com.br/outros-carnavais/1975.htm
Macunaíma – samba-enredo Com áudio – Windows Media Player Link para site:
http://www.macunaima.org/nouvelle/news-44.htm
Macunaíma
Site Unicamp – estudos Link para site:
http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/macunaima.htm
Macunaíma e Retrato do Brasil Link para site: