editora scipione
DIRETORESLuiz Esteves Sallum Maurício Fernandes Dias
Vicente Paz Fernandez Patrícia Fernandes Dias José Gallafassi Filho Antonio Nicolau Youssef
Joaquim Nascimento GER~NCIA EDITORIAL Aurelio Gonçalves Filho RESPONSABILIDADE EDITORIAL
Valdemar Vello GERÊNCIA DE PRODUÇÃO
Gil Naddaf REVISÃO chefia - Sâmia Rios
assistência - Mir1am de Carvalho AMes
preparação - Irene Hikichi revisão - Eloiza Helena Rodngues, Claudia Blanco Padovan1 e Dráusío de Paula
ARTE
chefia -Antonio Tadeu Damiani coordenação geral - Sérgio Yutaka Suwakí coordenaçao de arte- Edson Haruo Toyota
assistência - Young Lee Kim capa e miolo- Sylv10 Ulh6a C1ntra Filho
ilustrações - Mauricio Negro Silveira COORDENAÇAO DE PRODUÇÃO
José Antônio Ferraz COMPOSIÇÃO E ARTE-FINAL Diarte Editora e Comercial de Livros coordenação geral - Nelson S. Urata coordenação de arte-final - Silvio Vivian coord de compos1ção- Armando F. Tomiyoshi
composição - Maria Aparecida de Souza e Laurencio Mendes V1lela
arte-final - Marta de Souza, Jorge L. Barriunuevo e
Rogério Sardella IMPRESSÃO E ACABAMENTO Ar1es Gr!ihcas e Ed1tora Parilmetro Ltda.
Editora Scipione Ltda MATRIZ
Praça Carlos Gomes, 46 01501-040 São Paulo SP DIVULGAÇÃO Rua Fagundes, 121 01508-030 São Paulo SP Tel. (011) 2391700 Telex (111 26732 Caixa Postal 651 31 1994
Dedicamos o presente
curso de Desenho
Geométrico aos
professores que
permaneceram lecionando
esta matéria durante os
últimos vinte anos e,
também, aos nossos
alunos, com os quais tanto
aprendemos.
I
SUMARIO
APRESENTAÇAO 6CAPÍTULO
,
A NOSSA HISTORIA
1 TÓPICOS PAGINAS001
I
AS PROFISS0ES 1014
11
A COMUNICAÇAO10
023
III
O DESENHO E A GEOMETRIA12
036
IV
A TEORIA DOS CONJUNTOS16
044
v
O DESENHO E AS PROFISSÕES18
057
VI
OS INSTRUMENTOS DE DESENHO22
073
VIl
O DESENHO E AS OUTRAS MATÉRIAS 26086
VIII
DISTANCIAS32
CAPfTULO
DESENHO GEOMÉTRICO DG
35
097
I
LUGARES GEOMÉTRICOS35
126
11
ENUNCIADO GRÁFICO EG42
148
III
MÉTODO FUNDAMENTAl MF47
160
IV
DESENHO GEOMÉTRICO OG52
183
v
PROBLEMAS FUNDAMENTAIS54
CAPfTULO
·-2
293
330
CAPITULO
383
424
CAPÍTULO
465
494
508
DG
POSICIONAL
I PRELIMINARES11
ARCO CAPAZ DEUM
ANGULOTRIÂNGUL,
QS
I
PRELIMINARES11
DETERMINAÇAO DE TRIANGuLOSCIRCUNFERÊNCIAS E
OUADRILÁ TEROS
I
CIRCUNFERlNCIAS11
QUADRILÁTEROSIII
MISCELANEA87
87
101
115
116
131
143
143
157
162
APRESENT
ACÃO
I"Devemos tom11r 8S cotsas stmples. mas não mllts simples do que são."
Einstetn
Pensando na escola como um centro de formação de indivíduos aptos a exercer a sua cidadania, dotados de juizo crítico. capazes de expressar com clareza suas idéias e de compreender os princi-pais problemas que afligem a sociedade atual. não temos dúvidas de que se toma necessário aos estudantes dominar três tipos de lin-guagem: verbal. simbólica e gráfica. A linguagem gráfica tem sido relegada a um plano secundário, abrindo uma lacuna na formação dos alunos.
O Desenho estabelece um canal de comunicação universal pa-ra a tpa-ransmissão da linguagem gráfica. ~ disciplina que permite ao estudante tirar uma série muito grande de conclusões a partir de um mínimo de informações, liberando a criatividade. Interliga as demais disciplinas ajudando a compreensão de desenhos em geral e a reso-lução de questões de natureza prática do cotidiano. O Desenho con-cretiza os conhecimentos teóricos da Geometria, fortalecendo o en-sino desta importante matéria.
Neste curso de Desenho também estudaremos Geometna, sem-pre que julgarmos necessário, sem assumir compromisso com a or-denação lógica que tão bem a caracteriza.
Percebe-se uma tendência mundial no sentido de restaurar o ensino do Desenho. Não poderíamos nos omitir.
Agradecemos â Editora Scipione a oportunidade que nos con-cede de participar desse processo publicando esta obra que preten-de, acima de tudo, evidenciar a importância do Desenho como dis-ciplina formativa.
Receberemos, com muito prazer, criticas e sugestões para me -lhorar este trabalho.
CAPfTULO
A
NOSSA
HISTÓRIA
AS PROFISS0ES
001 Qual o nosso objetivo na vida?
Desde a origem da Humanidade. procuramos resolver nossos problemas pessoais. mas a plena felicidade só é alcançada quando conseguimos ser úteis aos outros.
002 Como se consegue ser
útil?
Exercendo com smor e competlncis alguma profissão. Todas as profis-sões - de qualquer nlvel - são dignas e necessárias.
003 Qual profissão escolher?
O Curso Secundário deve mostrar um panorama das profissões, para que você possa optar corretamente, em função de seus anseios e de suas aptidões. Uma escolha acertada lhe trará grande realização pessoal.
004 Como tornar-se um bom profissional]
Além de querer ser competente, um bom profissional deve ser CRIA TI-VO, isto é, ser capaz de CONCLUIR soluções para os problemas que surgirem.
006 Podem-se usar computadores?
Usados como arquivos de informações (Informática), como calculadoras (computadores), como desenhistas (Computação Gráfica) e como exe-cutantes de tarefas mecânicas (Robótica). são ferramentas de trabalho admiráveis; no entanto não têm CRIATIVIDADE ...
006
Por que os computadores não têm criatividade? A mclauva o a motrvaçlo slo do dos fat01es mult phcallvos da criatividade: se um deles for nulo a crlatlvída· de sor4 nulaA criatividade exige INICIATIVA E MOTIVAÇÃO, que computadores NAO POSSUEM.
INICIATIVA:
Só fazem aquilo para o que foram PROGRAMADOS e só "raciocinam" baseados em ALGORITMOS.
MOTIVAÇÃO:
Como motivar uma máquina?
Numa "geração" futura terão criatividade se, e somente se:
I
a.
b.
tiverem circuitos neurOnicos, que imitam o cérebro humano e/ou forem associados a cérebros humanos.
Na ficção cientffica há os andróides. 007 Como desenvolver a nossa criatividade?
Estudando matérias que permitem treinar essa capacidade inata de CONCLUIR conhecimentos.
008
Devo decorar regras. fórmulas e frases? Só se você for um andróide ou um papagaio ...009
Mas ... e a teoria?ENSINAR A APRENDER.
Em qualquer matéria há um conjunto m{nimo de conhecimentos N ECES -SÁRJOS (não pode faltar nenhum) e SUFICIEIIJTES (basta saber esses) pa-ra possibilitar a CONCLUSÃO de todos os restantes.
Esse conjunto chama-se TEORIA MINIMA (TM) Oportunamente veremos qual é a TM da nossa matéria. 010 Como saberei se estou estudando corretamente?
Não se contente em apenas saber como fazer. Queira aprender O PORQU~ de tudo.
QUANDO VOCÊ CONSTATAR QUE É CAPAZ DE CONCLUIR QUE TEM CRIATIVIDADE. SABERÁ QUE É GENTE E NÃO ROB0. 011 Eu gostaria de tentar ...
No decorrer deste curso, não faltarão oportunidades para você testar e exercitar a sua criatividade. No entanto, apenas como um mero exem -plo, daremos um problema e a teoria necessária e suficiente para resolvê-lo. CRIA TIVIOADE ~ A CAPACIDADE DE CONClUIR Stephon Hew· ktng, um dos ma,ores mete· mlnicos deste a~ulo, deteSta olgontmos Uór mulas, equa· ç6cs, ... 1. Certamente elo sabo o potqu6 ... APRENDER A ENSINAR. So bastasse co nhecer e fOrmule E .. me'_ quan· tos sabenam a Teor~e da Relat•· vtdade?
012 TEORIA:
Há seis cores bâslcas:
a. Três primárias: VERMELHO AZUL AMARELO
b. Três secundárias:
ROXO = VERMELHO
+
AZUL VERDE = AZUL+
AMARELOLARANJA = VERMELHO + AMARELO
013 O
mistério
da cor de um lenço ...Numa caixa fechada há um lenço. Um bilhete informa que a cor do lenço é secundária, mas o azul não entra na sua composição. Qual é acor des-se lenço?
-R: ... .
11
A COMUNICAÇÃO
014
Como saber de que teoria vou precisar?Nós vamos comunicá-la a você usando uma LINGUAGEM, um código.
016
Qual linguagem 7Num livro poderemos usar três linguagens:
VERBAL: escrita,
SIMBÓLICA: sfmbolos e
GRAFICA: desenhos (inclui diagramas).
~--- ---~
Em classe usamos ainda a linguagem verbal falada e a mfm1ca, com ges
-tos, entonação da voz, expressões faciais, broncas, etc.
ílizando recursos gráficos, tentaremos suprir certas
caracterrsticas da linguagem verbal escrita.
---~ 018 Características? Quais?
Na linguagem comum, de uso geral, há palavras SINÓNIMAS e há pala
-vras que podem transmitir idéias DIFERENTES, conforme a frase onde es
-tão inseridas. Aqui nJo ae pro·
cura transmttlr aenttmentoa e a•m id6• . ..
No estudo de uma matéria técnica ou cientffica exige-se a máxima PRE
-CISAO nas mensagens e deveremos usar uma LINGUAGEM técnica, com termos técnicos e sintaxe técnica.
017
O que slio termos técnicos?A Matel'n4tlc:a, a São termos que, em cada matéria, assumem significados especfficos; os Ff1lca. ate.
pro-curam definir bons dicionários citam esses significados. Por exemplo, o termo "ele -aeua termos menta" em Matemática e em Qufmica tem significados diferen1es. t6cnicoe.
018 O que é sintaxe técnica?
~uma forma de compor o texto de modo a torná-lo mais PRECISO e CON -CISO. Por exemplo:
NUMA DEFINIÇÃO·
"Triangulo é um polrgono com três, e somente três, lados". Sem a ex
-pressão "e somente três" não estaremos precisando (exatamente) quan
-tos lados um polrgono deve ter para ser denominado "triangulo".
NUMA PROPOSIÇÃO:
Procuraremos usar sempre uma forma mais concisa - e, portanto, mais clara:
SE (HIPÓTESE!, ENTÃO (TESE!
O grande mattt· ~tieo GIUIGPPO Peeno c 1932· 1858 • 74e I tentou inventlf uma linguogem quo Cite denoml· nou de "lntetlin· gua ·•. ou sela. linguagem intor -nacional. Stntal!e 6 uma parte de Gra· ~tlca.
Verbal
O 19 O que
é
linguagem simbólica?É aquela que emprega símbolos:
O símbolo (implica) significa que a partir da HIPOfESE conclui-se a H SE e o
I •)
esclarece qual o motivo da implicação.020
Chamam-se RECIPROCAS entre si duas proposições onde a HIPQTES[ (ou parte) de uma está na TESE= da outra.Uma proposição DIRET A pode ter uma ou mais recíprocas verdadeiras
ou falsas.
Apenas quando há UMA ÚNICA reciproca e ela é VERDADEIRA, pode-se
usar o símbolo BI·IMPLICA (cot) e/ou " E RFCIPROCAMENTE".
021
O
queé
linguagem gráfica?022
É aquela em que a mensagem é transmitida por um desenho:
• O primeiro desenho "diz graftcamente" que 8 é um subconjunto de A. • O segundo (parte hachurada) é a "defintção gráfica" de coroa
circular.
Qual a melhor linguagem
7
s mbólca e grél ca
A SIMBOUCA e a GRAFICA são mais conctsas e são un1versa1s (não dependem do idioma); ambas podem substitUir longos textos.
A GRAFICA, sendo v1sual, é melhor compreendida; "ver para crer" . . • As três se eqUivalem e podem ser traduzrdas entre si e entremeadas.
VcrdadCII<t s gfll I ::a que é oc.cot<>
III O DESENHO E A GEOMETRIA
023
Quais as relações entre estas matérias? Bem Tntimas. Um casamento perfeito.Ambas estudam as FIGURAS GEOMtTRICAS. com seus conceitos e suas propriedades.
O Desenho é a GEOMETRIA GRÁFICA.
024
No que diferem? É a Gcomctroa MOderno Euclides lséc I a.C.I. em su · obra Elemenro nAo usou nümt ros, só llgurnA Gcometna estuda as FIGURAS relacionando-as com NÚMEROS (abs· tratos). que são suas HEOIDAS.
O Desenho estuda as figuras (abstratas) relacionando-as com suas re -presentações (que são concretas). O Desenho concretiza os conhecimen -tos teóricos da Geometria.
025
E na prática?O Desenho consegue:
DCFINIH conceitos, uEMONS IRAR propriedades e
ncs
VER problemas.026 Elas silo estudadas juntas?
Esta sena a maneira mais didátrca de serem estudadas.
Todos os ramos do conhecimento estão entrosados entre si e separá -los torna-os compartimentos estanques PreJudicado é o
aluno que precisa estudar l
uv:... .
.
.
'---
-027
Como serlio representadas as figuras? a. SIMBOLIC.AME:NfE: INOIAÇAOl.Por letras - latinas ou gregas.
Mmúsculas latinas: a. b. c, d. e ... . Ma1úsculas latmas: A. B. C. D. E . .. . Minúsculas gregas: o, {J. y, ó. t, <fJ, ... 8. n, ...
NO TEXTO TtCNICO OU SIMBÓLICO·
ESTAS lETRAS T~M "CHAPE:US''
---~~~~~
"Chapéus" da moda:
Segmentos ( ) Retas 1-1 Semi-retas (-) Ângulos (A)
NO DESENHO, e somente no desenho:
Para não "polui-los" - são a nossa principal forma de comunicação
-As foguros só oxostcm no nos se omDgoneçio. por ISSO s!o lbS
AS LETRAS NÃO T~M "CHAPÉUS"
b. GRAFICAMENTE·
[
Por Dl SENHOS {concretos) que devem ser o mais parecidospassivei com as FIGURAS (abstratas) que representam.
Nos desenhos os "cha~us" sio desnccessãuos. é óbvoo que silo loguras
I
Os desenhos slo fCIIOS de tonta, goz, grDiote, por osso sõo controtas. cretos
028 Como serão representadas as medidas?
r
MAXM
O
l
L : DIDA de um;-grandeza é um NÚMERO associado à grandeza~
-1 e à UNIDADL:.80 o quê>
km h. molhalh, .1
MEDIDA ..,. NÚMERO + UNIDADE
a. SIMBOLICAMENTE:
Pelas mesmas letras da grandeza, mas sem o "chapéu".
~
b. GRAFICAMENTE·
[
Por um dos segmentos que têm AOUHA MEDIDAe
"'~AO I A. I'. uADE. _jI
029 FIGURAS NÃO " MEDÍVEIS": Ouonto menor o "pmgo''. moos se parecerA com o ponto geomó troco (abstrotol A "rodtnha" pro tege o "prngo" das "maldosas hnhas".
Os "chapéus" não são tidos ... PONTOS. A, B,
C
,
A--
...
RETAS· a , b . c . .. . ... a .......
...
>
--
--ou AB . ... 12 pontos)<
SEMI-RETAS:A;;
,
..
.
Ãá
,
~ ~
,
(A 1.• letra sempre designa a origem A)
.--~/ '
Paro dostongollr h· guras de numc· ros.
Uma medtda po
de ser dada gra· hcamente
Os tr~s ' trato nhos' ond ocam Que o desenho podo conttnuur e slo taculrotHfOS
030 FIGURAS QUE SÀO GRANDEZAS:
SEGMENTOS lA grandeza é
o
comprimento):FIGURA: AB ou m. A m
MEDIDA: AB
=
m.ou m
ÂNGULO~ IA grandeza é a abertura): FIGURA aVb ou AVB ou à, .. .
Mr:OIDA aVb ou AVB ou(}, .. .
IA letra central sempre des1gna o vértice V)
8
----
--
--
b
~ =-,.--~ - - _. . - ._,_- > '~ liiõil~·· '-"=! JW~·· . ·- • •
-031 O que significa f1guras corncidentes?
B \ \ I I \ \ \ Qual o de ma or gr ndcza? {, > iJ. Ftguros d suntas C~ I &lo hguras nio come den Significa que uma mesma figura, por algum motivo,
rece~
eu
LETRAS _ (nomes) diferentes. mas trata-se de u_ MA
_0
.
tesR m S o - - - -- o M m' N
-
---
·
032 I:XLMPLOS:c
·
.
.
- - r • •J
O srmbolo (=).relacionando figuras, ind1ca que elas são COINCIDEN1ES. 1sto é, trata-se de uma só f1gura.
Esse mesmo s1mbolo I- ) relacionando 1"1 )MERO(, md1ca que eles são
IGUAl • 1sto é, o mesmo número (3 - III = ... ).
Como representar figuras coincidentes?
Obv1amente pelo mesmo desenho
033 O que
é
direçào?É o "algo comum" ao conJunto das retas paralelas a uma determinada rota.
Duas retas cha mam se pareie las se e somen te se
ai s4o coplono I C$
bl nlo tlim pon to comurr.
034 Mas ...
é
abstrata?Sim. É tão abstrata como um número, um ponto, uma reta .... uma for ça .... mas PODE SER AEPAESLNT ADA.
r
---
• A10
L
035 Como?
Por uma das retas que têm a drreção:
-Direção r (somente no texto e em línguagem simbólica usa-se o "cha -péu"}. Oa "chap us' de&neceasalnos nos desenhos, so m11m "oo lullos·
IV A TEORIA DOS CONJUNTOS
036
J6
estudei Isso ...Sabemos ... Essa teoria é importante exatamente porque nos fornece
lin-guagens (técnica, simbólica e gráfica) precisas, claras ,e concisas, além
de objetivas, isto é, comum a todos nós.
Peano, Que ae preocupava com a clareza das mensagens. fOI um dos l)fecvr aores d na UIO
Por que não empregar essa maneira de comunicar idéias técnicas e cien- ,.8
037
038
<I oS sllo leu as quo dea•gnam propncdades
trficas?
Nós utilizaremos esses recursos. Prepare-se.
[
DETERMINAR significa ou DAR ou OBTER.O que
é
elemento genérico?Em um conjunto C, determinado por uma propriedade caracterfstica
a::
.
há um subconjunto S cujos elementos têm - além de<r.
-
umaSEGUN-DA propriedade $.
( •) GENF.RICO: tem APENAS a propriedade
<r.
dos elementos do conjuntoc.
(• •I PARTICULAR: tem TAMBtM a propriedade$ dos elementos do sub-conjunto S.
039 Para que serve isso
1
Repetuemos o ou Cexcluslvol para do1xar claro que SO HA
rc
SAS poss1bthda dos Um conJUnto 6 determinado se e 501'rleflte se ou é dado ldando.e os seus elomcn tos) ou~ obtfvel (pela sua propoededc Cllf8C terfs tlell.
040
Vale para um GEN~RICO
(Tem
<l:l
...
A recrproca é falsa.
Vale para qualquer PARTICULAR (Tem <l~ + $)
041
NAo compreendi o porquê ...Oual é a propriedade q
;
característica dos polígonos do conjunto T?R: ······-··· Oual é a SOMA dos ângulos internos de um poHgono com apenas TRtS lados?
R: ... ··· ... .
CONCLUSÃO:
[~
Propriedad
~
~
OMA
(internos) = 180°~
-
~
Para demonstrar que SOMA=
180°, deveremos partir de um 6 que tem apenas~.042
Gostaria de testar se compreendi ou não. Parabéns! É assim que se aprende.Responda sim ou não:
a. Um 6 isósceles genérico tem uma certa propriedade. Quais 6s obri
-gatoriamente têm essa propriedade? a,. Triângulo genérico
a2• Triângulo retêngulo
a3• Triângulo eqüilátero
a4• Triângulo retângulo-isósceles b. Um 6 retângulo tem uma propriedade
Quais 6s obrigatoriamente também têm? b,. 6 genérico
b2• .6 eqüilátero
b3 • 6 retêngulo·isósceles b~. 6 isósceles
Acertou TODAS ~ compreendeu.
043
Em resumo:R
:
R ... ..R:
R: ... . R: ... . R: ... .R
:
R: ... .[
SE vale para um GENEAICO, ENTAO vale para qualquerPARTICULAR.
V O DESENHO E AS PROFISSÕES 044 Como o Desenho auxiria as profissões?
De duas maneiras· Plano do d se
nhO papel lou REPRESENTANDO - no plano de desenho - as figuras e as gran -dezas e RESOLVENDO GRAFICAMENTE os problemas.
sa,
045 Quais figuras e quais grandezas?
Neste hvro, apenas as figuras e as grandezas contidas num mesmo pla -no, ísto é, CC P•.ANARES.
Figuras e grandezas não-coplanares s:Jo estudadas por outras partes do Desenho: Geometria Descritiva, Perspectivas, Desenho Técnico, etc. 046 Como representar uma figura plana?
[ O desenho e
a
figura real deverão ser SEMELHANTES entre si. ÂNGULOSTodos os ângulos - correspondentes - se conservam com suas medidas. SEGME:NT05
Todos os segmentos - correspondentes - conservam a MESMA PA 7AO (razão de semelhança) entre suas medidas; as medtdas do desenho são sempre os l'vUMERADORf:S dessas frações.
04 7 O que
é
escala numérica?ESCALA NUMtRICA DESENHO FIGURA ESCALA NUM~RICA
E
A RAZÃO OE SEMELHANÇA DO DESENHO PARA A FIGURA, OU E FORMAM UM PAR ORDENADO (DESENHO, FIGURA>.{1 °1
(2°1
Uma escala numérica E é um número (puro) sem unidade - e é sem -pre escrito na forma:
X
>
1 ESCALA REDUZIDA 1:x ... 1DESENHO
<
FIGURA XX
>
1 ESCALA AMPLIADA x·1 .-~DESENHO
>
FIGURA . 1X ""' 1 ESCALA NATURAL
DESENHO :: FIGURA {congruentes; E ...., 1) .
Resotvet grafiCa mente IJ{lmfiCI resolver dele Ilhando Em ftguru mclhantu· • os lngulos correspon dentes têm me~ mo didae b. os segmen· t05 corrn pondentes estio numa ~~· zl:» (razjo d seme lhançal A noçlo inturuva de par orden do 6 utllísslma em QUalQuer mDt611a t6cnica ou Cletltl· fiCa
Por quo nlo Ull6
la7
Um par ordena do 6 um par on de sabe-se qual é
048 O que significa cotar um desenho?
Significa escrever no desenho as medidas da figura. As medidas do de -senho não são escritas porque - se necessário poderão ser medidas.
049 Como obter a escala de um desenho?
Dividindo um COMPRIMENTO lmedida de um segmento) do desenho pe -lo comprimento do segmento correspondente da figura e AMBOS NA MES
MA UNIDADE.
Exemplo:
• Um segmento de 8 m está desenhado com 8 cm. Qual
a e
scala E? • Resolução: Para poder "cortar" a UNIDADE, o numeradore
o deno-minador deverão estar na MESMA UNIDADE: E = DESENHO (8 cm)
=
FIGURA (8m)
(8 cm) 800cm
060 Em que escala está a planta abaixo?
1
=
,.,.
100 E = 1:100 R: ... . Cotada em m. BANHO DORMITÓRIO SALA X 10,00051 Qual a dimensão x da construção?
• A parte clara da foto abaixo é um embrião de galinha, com 7 dias
de idade. Nesse estágio a cabeça é quase do tamanho do resto do
corpo.
052 Qual
a
escala numérica?2:1
R.: ... .
Qual é a maior distAncia entre dois pontos da cabeça 1
R6 .~:~.~.~~ ........... ... . ... .
053
O
queé
uma escala gráfica?Como diz o nome, é uma escala que vem desenhada. Escreve-se nela a
UNIDADE- (m) utilizada para medir os segmentos da figura.
o
5 . 10I
I
I
I
I
t
I I 1
I
I
5I
20I
5 30I
mÉ utilizada em mapas, onde é ditrcil cotar as distâncias, em desenhos que
serão fotografados e quando o papel pode "trabalhar", isto é, encolher
ou dilatar~se (a escala e o desenho variam em proporção direta). Além
disso, é VISUAL (linguagem gráftca) 054 Como se procede?
Leva se o comprimento - do desenho para a escala - com uma tira de
papel ou com um compasso de pontas secas {ambas de aço).
Na escala acima, o segmento AB mede 12m. Verifique.
055
O
que é uma escala física?A med1da de qualquer grandeza (volume, superffcie. velocidade. acele· ração, força, temperatura, etc.) pode ser representada por:
• UMA RAZÃO lagora tem unidade): E
=
1 cm : 5 litros; E = 1 cm : 1 O m/s;E = 1 mm: 10 Newton; E = 1 cm.15°C; ... ou • UM SEGMENTO:
20 mls
056
Existe a profissão de desenhista?NAo somente existe, como há especializações: na Arquitetura, na Cons-truçJo Ctvil, nas Indústrias ( máqutnas, ve(culos, ... ), no desenho de livros (arte ftnalistas), etc.
Em São Paulo, por exemplo, há poucos desenhistas que sabem desenhar a perspectiva de um prédio visto de baixo para cima •.•
HA
AINDA BONS COLtGIOS PROFISSIONALIZANTES.O estudante já se forma com alguma prof1ssão e pode optar se vai ou não prosseguir numa faculdade.
Este ou nlto é ex
VI OS INSTRUMENTOS DE DESENHO 057 Quais sAo?
São tantos que não citaremos todos, mesmo porque é possfvel até in-ventar novos instrumentos ...
Os principais são a régua graduada, o compasso, o jogo de esquadros e o transferidor.
Os bons s!o caros e devem ser manejados com capricho e conhecimento.
058 A RÉGUA: para traçar retas.
É uma escala gráfica ( 1:1) PORT ATI L graduada em mm ou O, 5 mm. Deve-se usar a borda baixa:
o
GRAFITE F
GRADUAÇÃO: para medir COMPRIMENTOS
1 ~APROXIMADO
AB
=
20.7 mm (Erro mjximo = O. 5 mmtlL... GARANTIDOS.
2
069 O COMPASSO: traça circunferências.
Ponta seco espe cial para nlo "ar rornbar" o p ;~c
( óbv1o que l e L' conservam sou5 compu· m(lfltoa
É o mais PRECISO e precioso entre os instrumentos que estamos apre
-sentando. MAOEJAA OP = r é
o
RAIO. Mantendo o centro'O
FIXO e a abertura A CONSTANTE. o grafiteJi
traçar6 umacircunferên-cia ou parte tarco).
Justifica-se pelo critério LAL' de congru6ncia de trilngulos. O erro gr6flco é mev1tllvel. po de•so apenas d m•nuf·lo Aconsc1ha ao o emprego do lap st11r as t1po kol t nor. D d 2 mm apontada com hxa O p1or defe to de um compasso é f1cor "bombo"
060 Jogo de esquadros
Trabalham SEMPRE JUNTOS, o de 45° e o de 60°, sendo um FIXO e o outro MÓVEL. 061 Traçado de paralelas: - - - I FIXO fbitm f1rmel MOVEL
(sem desloc;ar o outro)
Qualquer dos dois pode ser usado como "o fixo" do par. 062 Traçado de perpendiculares: Rctpresenta um 6ngulo reto I / . . - - - A
.,...----...
/ b I ' Esta 1lustraçfi lnd1C8 O CSpiÇI para você de sonhar,
.
Entenda o PORQUÊ para não precisar decorar o COMO:
Gira-se de 90° o móvel em torno do vértice V do seu ângulo reto.
Assim, todos os elementos do móvel, inclusive sua h1potenusa ÃB, gi
--
-
-ram 90° e AB torna-se perpendicular ( s l à reta r dada.
Após o giro, o móve'.,pode "escorregar" no fixo para traçar outras per-pendiculares, como a,
b,
...
,
se precisarmos063 Trace por
P
eO
paralelas e perpendiculares à7
.
•
a
p0
0
Acertou os ALVOS (0 )
?064 Por que
é
errado usar um só esquadro?l:
um erro operacional, pois:a. o vértice
X
do ângulo reto rXs não resulta bem preciso e b. cada perpendicular exige "um ajustamento".065 TRANSFERIDORES:
para medir lngulos
.
MC!d &e a "obertUfo" do 6nguo; o que mots poderia mos medir?
•
APROXIMADO o = rOs =48.S
0 (Erro mjximo = 0,6° = 30') u _GARANTIOOS 066 No 6ABC. meça â,{3
ey.
c
A. R: a = . .1.1~.~... : (J
= ... ~~~ ... : y .. ~.~~ ... (a+
(J+
y=
180°).•
•
•
.
..
Serve também para desenhar &ngulos de med das dadas Sempre c:ttando a unidade (grou I067 OUTROS INSTRUMENTOS:
tecnlgrefo
pantógrafo
068 PARALELÓGRAFO:
~ um instrumento utilizado pela Marinha e serve para traçar paralelas; seu funcionamento é explicado por propriedades dos paralelogramos.
--
--
---,.-,l(
~
l_
__
__z_...~
;;r
---
r069 TRANSPORTADOR DE ÂNGULOS.
~ um instrumento utilizado em marcenaria.
~·
070 "BISSETÓGRAFO".
Acabamos de inventá-lo. Você também poderá criar outros instrumen
-tos; é só aplicar as propriedades da Geometria ...
A
bissetr~z
B
A,
V
e B são três pontas-secas. Em P, que é um ponto da bissetriz, coloca-se o grafite.
071 Que propriedade utiliza o ''bissetógrafo'' para o seu funcionamento? R: ...•....••••..
072 Há ainda elipsógrafos para traçar elipses, parabológrafos para traçar pa
-rábolas, etc.
Estudaremos essas curvas CON ICAS no livro 3 deste curso.
dmtrável com-;; os egípcios construíram as suas pirâmides com -anha precisão e utilizando instrumentos daquela época. É um bom mplo do que se pode conseguir quando se quer.
---~
Instrumento do Galileu Galilel (de 16061 para vó r~os empregos.
de soe mud11 ••· calas de deso·
nhos ••• calcular
JUrOS compostos.
Os gcómetras egfpcros eram denominados .. cstrcadores de COfda .. ; 1 corda lo1 a precursora do compasso.
VIl O DESENHO E AS OUTRAS MATÉRIAS 073 Resoluções de problemas.
Há os seguintes recursos para resolver problemas das várias matérias: Analrtfcos: equacionar e depois computar.
Gráficos: desenhar.
F'slcos· concluir respostas com base em maquetas (túnets de ven
-to, modelos de barragens, laboratórios, etc.). Ultimo recurso: TENTA; IV AS ...
074 Relação dados: respostas.
075
Em problemas reais - não apenas teóncos - os dados são sempre mais
ou menos IMPRECISOS e, por isso, não tem cabimento apresentar as res -postas até a "enésíma" casa decrmal.
Por exemplo, na planta de um loteamento as frentes dos lotes - estava escrito - eram de 14,788236 m ... ; nem com um aparelho a laser é pos
-srvel demarcá-los no terreno.
O "profissional" simplesmente computou: dividindo 251,4 m (frente da
quadra) por 17 (número de lotes), dá 14,788236 m e computador não erra ...
A precisão de uma resolução gráfica é perfeitamente
COMPATÍVEL com a práttca.
Não têm significado respostas enganadoramente precisas.
076 Problema de Ffsica:
-
--Obter a resultante OR das forças OA e 08. DADOS:
-Módulo é o valo• Módulos: de OA
=
a=
3Nda grandeza sem
-sinal + ou-. de OB
=
b=
5NÂngulo entre as forças: 56
°.
TEORIA (necessária e suficiente):
-O módulo (intensidade) r da resultante OR é representado pela diagonal
õR de
um paralelogramo de lados ã eb
.
Obter uma força é obter seu módulo (r) e sua direção (determinada por o).
Rascunho:
(sem escala)
A R
A Topograho
pane da Enge
ntulr1a que estu· da a med.çAo e cfema,caçto de globes O PCSQUI· se a melhor for· ma de compen· ltu os lf'IOVfttlvetS encn comettd<n nas modtç6cs de campo
Uma gleba pod
ser um terreno, um sft10, uma fe·
Use esquadros t rransfondor. RESOLUÇÃO GRÁFICA: Escolha uma escala; por exemplo: 1
cm:
1 N. Copie nessa escala -o desenho do rascunho: 1 ?) OB=
5 cm. 2?) 56°. 3?) OA=
3 cm. 4? J Obtenha R traçando as paralelas. Desenho em escala: R r= ... ?:?.~.
...
.
...
.
...
; a
=Se você souber resolver analiticamente, obterá r ;:;; 7.125713 N e
a= 20°25' 41,592".
Graficamente -na escala adotada - obtemos r - 7.13 N e a
=
20A0(ou 20° 24'). Com um desenho maior, bons instrumentos, capricho e boa técnica ao desenhar, obteremos precisão maior.
077 Problema de Espionagem:
Precisando descobrir a altura x de uma torre
CD
vertical e inacessfveJ. um agente posicionou-se emA
e1l
-
coRneares com15
-
e anotou os dados:ESBOÇO: é um dese -nho nlo em escala. ESBOCO
c
Antigo Muro de Berlim Como tinha pressa e não havia computador já programado para esse pro
-blema, foi a um escritório de Engenhana onde sempre há uma pran -cheta - e obteve x •.. Como?
Adotou (por exemplo) a escala 1:100 e COPIOU o esboço, mas em escala.
R X
=
....
!~...
m.(;ue~ndc
oI
1:100 • 1 cm- 100 cm • 1 cm ... 1 m.078 E se A,
B
eO
não fossem da mesma reta?Nesse caso A. B, O e
C
não estariam num mesmo plano e seria um pro-blema de Geometria Descritiva
Coltnearcs da mesma reta RESOLVA GRA FICAMENTE EM FOlHA AVULSA. USE A PRAN· CHETA A prancheta não ó s•mplosmcntc um móvel dcco f811VO
079 O Desenho aplicado
à
Óptica (parte da Flsica).080
081
Sabe-se que todos os raios de luz que incidem num espelho refletem-se
de modo que i
=
r; i'=
r'; ... \ n I\
I
i
\ II
ffi·
ESPELHO \ / PLANO • . I I • Problema de Óptica: Num bloco maciço foi feita uma concavidade (buraco) com forma esférica e de cen-tro O.
A superfície do buraco foi es
-pelheda e tornou-se um ESPE-LHO CÓNCAVO.
L é uma pequenfssima lãmpa
-da, quase um ponto, e chama
-se rONTE PONTUAL. Pesquisa cientrfica:
,
.
I _ . ...-· , L"'~---·-'
'
o.
n / / /,
.
I
>
/ ESBOÇO,.
BLOCOl
Todos os raios luminosos emitidos por L, após se refletirem num L _espelho esférico, passam ou não por um mesmo ponto?Para responder, temos os seguintes recursos:
• FÍSICO <EXPERIMENT AU
Num laboratório há aparelhos que permitem obter essa resposta. Cus
-tam caro. GRÁFICO·
-O raio LO reflete-se sobre si próprio, pois incide com ângulo zero; é um raio particular.
Os raios incidentes
Ü
eü·,
genéncos. retornam obedecendo 1 = rPara verificar se TODOS passam por um mesmo ponto, basta verificar se
I
ou três genéricosou dois genéricos e um particular,
após as reflexões, passam ou não por um mesmo ponto .
..._
__ _
1 ~) Desenhe uma circunferência de centro e raio arbitrários. 2~) Tome um ponto [arbitrário (mas genérico).
3 °) Com instrumentos trace os três raios luminosos.
LABORATóRIO GRÁFICO ENTRE QUEM QUISER
082
Os raios refleti dos passam ou não por um mesmo ponto?
R: ... ..
Em países onde a verba para o ensino é escassa, seria conveniente incentivar o estudo dos recursos gráficos e não,
083 Um último exemplo:
Destinado a mostrar que:
Se, e somente se, num mesmo desenho há duas (ou mais) grandezas DIFERENTES, usam-se escalas DIFERENl ES; é óbvio
que uma para cada grandeza.
084 Problema de Engenharia:
AC esté numa parede vertical e
"Cll
num fol'fo horizontal. Escolher os ca-bos de aço AO e 08 para sustentar um peso méxlmo de 5 000 N. Observe os dados na figura e na tabela:Esboço cotado em m:
T
C!. N1
/ / • R / / CABO RESIST~NCIA MÁXIMA (n!)CN)
.._ 001 1 000 -002 2 000 -003 3 000 I--
-/ I 004 I I I 005,.
I • p 006 RESOLUÇÃO:Adotemos por exemplo - as escalas:
Comprimentos 1 ·1 00 ( 1 cm : 1 m) Forças (intensidades) 1 cm : 1 000 N
Acompanhe, em seguida, a execução.
4 000
·
-
-5 000·
- -
-I
6 000-1~. ri ~~gnihcl c~rcunferêncra I ou MCOI de cen tro õ e roto'· Em Fls•co, eles prezam ac cn pe·
sos dos cabos
que 8llO conSidc
rodos mcxtensl ve•s c perfeita mente flexlvcrs.
despreza se o atuto 11as I'Hgolas e consrdera se
um valor aproKt
mado para o aoe
loraçlio da gra VJdado. Tem cabimento fazer a conta com mu•tas ca sas dectm8Js7 EXECUÇÃO.
1. Desenhe abaixo um ângulo reto.
2. Marque CB = 5,0 cm e CA
=
2,0 cm.3. Os arcos (A; 3,5 cm) e (13; 3,6 cm) determinam o ponto
õ.
4. Na vertical, marque OP
=
5,0 cm.-5.
PorP
trace a paralela à AO, obtendo o ponto'S;
R
é desnecessário. 6. Meçaõ'S
e'SP,
transforme em N e responda:R Cabo
õA
n ~ ... C??.~...
...
e cabo '013 n ~ ... ~~ ... ..085
Para três cabos não-coplanares, a resolução gráfica é feita em Geome -tria Descritiva e é mais fácil e rápida do que resoluções analfticas.VIII DISTÂNCIAS
Precisamos esclarecer o conceito de DISTÂNCIA, que será utilizado no
próximo caprtulo.
086 1
Em Geometria Euclidiana define-se:
DISTÂNCIA entre duas figuras geométricas quaisquer é sempre a
MEDIDA do menor e único segmento com uma extremidade em
cada uma dessas figuras.
087
A
distância, sendo uma medida, pode ser enunciada:ou por um NUMERO seguido pela unidade
ou por um SEGMENTO desenhado na escala utilizada no desenho.
088
A
Entre DOIS PONTOS
d
B
Entre PONTO e RETA
p
Entre PONTO e CIRCUNFER~NCIA
d p
089 A distância existe entre as figuras. isto é, de qualquer das duas à outra. Por
exemplo, a reta
r
dista d de P.090 Meça a distAncia entre A e B (em mm):
A B
R AB = ... !~!
..
..
...
.
mm.As du s I'Uuras não devem 'e' nenhum ponlo comum
091 Meça a distAncia entre Per (em mm).
R· Distância = ... ~~ ... mm.
092 Meça a distAncia entre as paralelas
r
es.
Esn ex•gtncn .. deve·•c é precl·
slo dos conce1·
tos e nAo A prec•
sio da medtda
A distância (que é um número, uma medida} é única; para medi-la é obri-gatório traçar previamente uma das perpendiculares comuns às retas dadas.
I
R
Distância=
...
~~..
...
..
..
mm.093 Existe distAncia entre retas concorrentes?
Não. Não é definida.
"Chutar" onde med~r, é pro1b1· do ..• Modtr o s~men· to Põ J. r com Õ em 7 é o certo.
094 O que significa o termo eqüldistante?
a. Diz a lenda que os irmãos gêmeos ROmulo e Remo fundaram Roma em 753 a.C. Qual era a sua idade na ocasião?
R: Não sei, mas sei que eram iguais entre si.
b. Do1s pontos eqUidistam de uma reta As distâncias são conhecidas?
São 1guais?
R. da 1 ~ pergunta: ... . R. da 2 • pergunta: . .... ... . .. .. ... .. . ... .. c. Um ponto eqüidista de duas retas. Quais são as d1stências entre o
ponto e cada reta? O que sabemos dessas distancias?
R. da 1 ~ pergunta: ... . R. da 2 ~ pergunta ... .
096
CONCLUSÃO DESTE CAPfTULO ZERO:Somente e g•· néluco mental deaenvolve 1 parte do Cérebfo reapons4v ~MM cnauvidodc.
A criatividade que exige motivação e iniciativa - é inata, mas prec1sa ser DESENVOLVIDA mediante exercrcios apropriados
e constantes, uma verdadeira ginástica mental.
~--- ---~
Isso será feito nos próximos caprtulos.
096
Já estudamos alguns conceitos e propriedades da Geometria. Sempre que for necessário, e nas ocasiões oportunas, estudaremos outros, mas não na ORDE.NAÇAO em que são estudados em Geometria.Nlo se trote de deaenvolver e
CAPfTULO
DESENHO GEOMÉTRICO DG
I lUGARES GEOMÉTRICOS
097 Este é um assunto de Geometria que será aqui estudado sob o enfoque gráfico da Geometria Gráfica (Desenho).
098
O
queé
uma figura7
Figura é um CONJUNTO - não vazio - de PONTOS. A intersecção ( n) de duas retas paralelas é uma figura?
R
:
...
...
...
..
..
...
..
...
....
.
..
...
...
...
....
....
...
.. .
Cite cinco figuras conhecidas.R:
..
.
...
...
...
..
..
..
....
...
...
...
...
...
....
...
...
.
..
...
..
...
.
099 H6 figuras sem nome?
Sim, a seguir você verá as representações de algumas, contínuas e des -contrnuas .
...
.
.
'.
··.
..
.
.
.
.
.
..
.
·
····
.
:.
...
.
..
.
.
.
.
.
/
\
.
.
100 Como determinar uma figura?
OU DAMOS a figura. dando o seu desenho como fizemos acima,
OU ENUNCIAMOS uma propriedade caracterrstica <C da figura.
TODOS os seus pontos e SOMENTE eles a tenham.
101 Todas as figuras têm propriedade característica?
Não. As desenhadas no item 099. por exemplo, não têm nenhuma (que
se saiba .. ).
1
02 Sabendo-se a propriedade <r;. é posslvel desenhar (obter) a figura7
Sim, mas somente se ([; for geométrica.
1 03 Essas figuras têm nome?
Sim. Elas, e somente elas. foram batizadas com o nome de LUGARES GEO METRICOS. cujo apelido é LG.
104 De onde surgiu esse esdrúxulo nome?
Um LG é o "lugar" onde PROCURAR UM PON
r o
que possui uma certapropriedade '' geométnca' '.
106
Então o que é um LG? Complete:Se nJo souber,
r$1ete o n! 100 LG é uma figura tal que:
a
. .
.
...
..
..
.
...
..
.
.
..
.
...
...
.
.
...
..
..
..
.
...
e
b . ... têm uma propriedade ... comum, e reciprocamente.
1 06 Como convencer-se de que uma figura
é
ou nãoé
o LG dos pontosque têm uma propriedade ~?
Chamemos de cp (lê-se "f1") a f1gura "candidata" a LG. Deveremos sem -pre fazer duas. e só duas, verificações antes de nomeá-la LG:
a. um PONTO GENERICO (todos) de cp deverá ter a propnedade <C e
b. (basta um só dos seguintes caminhos):
OU TODOS os pontos fora de cp não têm
<r::
OU um PONTO GENÉRICO que tem <I:: está em cp.
107 Para que serve o estudo dos LGs?
Os LGs constituem grande parte da TEORIA MiN MA ITMl do
nosso estudo e conhecê-los é 1mprescindrvel.
DISTÂNCIA d (determinada)
de
um PONTO Õ (determinado)
108
Desenhe
o LG dos pontos que distamd
de
o.
SE ou Õ ou d nlo forem
ou dedos ou obtfve••·
ENTÃO nlo d6 pare desenhar o LG.
109 O •co
ÃCà
é
o LG dos pontos que dis-tam
r de Õ? Por quê?R: ... ..
11
O
Obtenha I I um I ' pontoX
que dista ade
A
e b deã
.
"Um" s~nlfice "pelo menoa um" e deve·•• obter "um
-toa quen-toa houver". desde que seja posafvel.
111 Quantos hé? R: ... . O segundo é um "CLANDESTINO" ... Figurerp CIRCUNFEA~NCIA (Õ; d)
[
·
o
B c <(I ~·.
A 8•
bPropriedade
cr:
DISTÂNCIA d (determtnada)
de
uma RETA
T
(determinada)112 Desenhe (com esquadros) o LG dos pontos que distam d
de
r
.
Repita, até gravar:
"O LG é
o
PAR", ...d
=
zero .,. LG =r
(coincide)
11 3 A reta
s
1/
r
à
distAncia mé
o LG dos pontos que distam m der
?
Por quê?R: ... .
114 LEMBRETE:
Mediatriz {m) de
Ali
é
a reta .L AB no seu ponto médio M.É teoucamenre errado ...
M
pode ser obtido (não em DG):ou pela medida de AB ou por tentativas. d Figura rp PAR DE PARALELAS à reta
Y'
e
distantes d deY'
.
#•••
~-
-.---
-
. ....,... ._.
-- III
I • - •-
. - ~ _ _ _ m.,.b-. - - - -•11) . . •• ··~'- _,.. 11 ! - • _ __ _ '"--~~ - : I . , . I mPropriedade CC
--~-~--t
EQUIDISTAR de
DOIS PONTOS A
e
B
115 Desenhe (com esquadros) o LG dos
pontos que eqüidistam de A e
8
.
Quais pontos devem eqüidistar de A e
B?
R: Todos
os pontos da
... .... .. . . .. . . .. . . e somente eles.
116 Dos pontos nomeados ao lado:
Eqüldistam de
Jt
eB:
R: ... . Nlo eqüldistam de ~ eB:
R: ··· ... . A Figura cp MEDIATRIZ de AB E ® m • Rs
F B M A(j)....--~--~ 8117 O segmento
RS
é
o LG dos pontos eqüldistantes de A eB7
Por quê?R: ... .
118 LEMBRETE:
Brssetriz de um Angulo é a SEMI-RETA INTERNA - com origem no vérti-ce - e que o reparte ao melo (blsseçAo).
Propriedade CC
r---
~---~EOÜIDIST AR de DUAS RETAS
r
e
s
CONCORRENTES.
1 1 9 Desenhe o LG dos pontos eqüidi
stan-tes
de7
es
.
Você poderá usar:
ou só transferidor
ou transferidor e esquadros. 120 Note bem que o LG
é
A QUADRA.Bissetriz é - por defíníç!o uma semi-rete.
Propriedade
cr:
EOÜIDISTAR de
DUAS RETAS
r
e
s
PARALELAS121 Trace o LG dos pontos eqüidistantes de
r
e des
.
122 É a mediatriz de AB. A Figura qJ É A QUADRA de BISSETRIZES dos ângulosA.
---'
Figura qJ É A RETA (paralela àr
e às)
EOÜIDISTANTE der
es.
•
--~---'
123 Oportunamente estudaremos outros LGs e esperamos que - até lá
-você possa conctur-tos sozinho.
124 RESUMO:
'
SIGLAS PROPRIEDADES FIGURAS
f
-l1 DISl AR de UM PONTO CIRCU"Jr ERÊNCIA f -l2 ,_ l3 ,__
---
---
-
----
-
-!--1
DISTAR de UMA RElA PAR Dl: PARALELASlOUIDISTAR de DOIS PONTOS
I
MEDIATF~
I
Z
-
r-
--
-
---
-
- ...
- - - 1
l4 CONCORHENitS- QUADRA Of BISSt TRIZES
COÚIOISTAR de DUAS RETAS
l4a PARALELAS- RETA FOÚIDISTANTE
125
Observe a ordenação lógica:
l1 e l2: DISTÂNCIA determinada de "UM"
(ou um PONTO ou uma RETA determinados).
L3 e L4: EOÜIDIST ÂNCIA (só temos a igualdade) de "DOIS" Cl4al (ou dois PONTOS ou duas RETAS determinados).
Se num "outro mundo" estudarem LG, certamente a ordenação será essa ...
DISTAR de um PONTO ~ L 1 DISTAR de uma RETA ..,. L2
F.OÜIDIST AR de DOIS PONTOS ....,. L3 EOUIDIST AR de DUAS RETAS *+ L4
Dclerm•neda:
11
ENUNCIADO GRAACO EG
126 O queé
um problema?~ uma questão pedindo para:
OBTER uma resposta a partir de
DADOS necessários e suficientes.
127 Como podem ser esses dados e a resposta?
FIGURAS,
MEDIDAS e RELAÇ0ES.
1 28
Relações 7 Quais?Entre FIGURAS: de pertinência, de paralelismo, de perpendiculari
-dade, etc.
Entre MEDIDAS: igualdades ou outras proporções.
129 Como comunicar quais os dados e o que se quer?
Fornecendo um texto - num idioma - em linguagem TÉCNICA, deno
-minado ENUNCIADO do problema.
130
Pode-se usar a linguagem gráfica?131
132Você previu o que vamos estudar ...
PODE-SE, CONVÉM e, portanto, DEVEREMOS usar, em Desenho, esse tipo de enunciado, tão útil que até foi batizado com o nome de
ENUNCIADO GRÁFICO EG
É fácil compreender um EG?
Para um telegrafista é fácil entender a mensagem; ele sabe o Código
Morsa ... Se você souber o CÓDIGO GRÁFICO ... A • -
H
••••
o---
v···-B -••• I••
p·--·
W•--c
- ...
J · - - -o
--·-
X ... _o-··
K-·-
R·-·
Y-•--E • L •-••s
•••
z
--··
F ••-•M--
TG--·
N-·
u
··-l
H~ quem com· preonda Braille, taquigref••· par· dtutas musicais.133 Qual
é
o código gráfico?QUAL O CODIGO
DE. UM IDIOMA
PONTOS DADOS: "Rodinhas" nas letras e/ou • "bolinha" cheia.
RETAS DADAS: "Rodinhas" nas letras e/ou ''farpas" junto à letra.
MEDIDAS DADAS: "Farpas" no segmento que a representa; num ân -gulo, "farpas" na abertura e "rodinha" na letra.
o•IIIIIIIIIIIINIIIIII!IIiliiiiiiii'IIIIIIIIC
3cm
IGUALDADES: O mesmo número de "tracinhos" quando deverão ser congruentes.
SEGMENTOS E
J
ÂNGULOS CONGRUENTES
(~I
..,. !MEDIDAS IGUAIS I = )PONTOS
e
RETAS PROCURADOS: Interrogação[?] Junto à letra.PONTOS AINDA NÃO COPIADOS: ._. "Bolinha" vazia. M
L
~r.·~~Tt-..;-- -. - : - 1 • • • ...---- -:~ - ·
--
-EG fn~ 133)
134 Traduçlio do EG anterior:
Dados A, B, r e
s
,
obterX
eY
em r eZems,
tais que XA=
XB,ZA ZB e YB
=
3 cm.Obtenha as respostas:
I
• • . . .
,. -.. "'.·v-
I-~ ... :I . • , .. ·, • •
135 Obtive dois
V
I...
Está correto. No EG você coloca uma só resposta para ENXERGAR o pro
1 36 O EG deve ser feito a mJo livra?
137
138
NlJo é obrigatório mas é conveniente; assim você só acreditará em coi· Parec:41 11e1 mas sas comprovadas geometricamente e não no que PARECr SER No EG, nlo •···
que fizemos, o M BX "parece" ser eqüilátero mas não é obrigatonamen
-te eqüilá-tero e sim obrigatoriamente isósceles.
É ingenuidade acreditar num desenho geométrico feito
a
mão livre ...Para desenhar o EG, freqüentemente é mais fácil começar pela
resposta e depois colocar os dados.
______
_,
Para exemplificar, resolva o problema seguinte, mas desenhe antes o EG.
Como é um problema simples, não é obrigatório desenhar o EG; você po
-deria apenas IMAGINA-LO, mas desenhe·o para treinar. Apenas saber
a
Pllll treln•v• .. ginástica não desenvolve a musculatura ...139 Traçar a circunferência que passa por
A,
B eC
.
EG CONSTRUÇÃO
140 Outro exemplo (faça o EG e a construçlo no n~ 142):
141
142
143
144
Tra~ar por JS~ rata_x que cont6m um ponto
X
distante m deA
e nde 8, sendo
P
.
A. B
.
ma n dados.Antes de desenhar o EG é necessáno fazer uma INTERPRETAÇÃO DO TEXTO.
Releia o texto até captar a mensagem
EG CONSTRUÇÃO
p B
~---m---~
Você já deve ter percebido que se:
A
-~
Um PONTO só pode ser obtido pelaINTERSECÇÃO DE DOIS LGs (LINHAS).
e
CADA LG é desenhado a partír da sua PROPRIEDADE CARACTERISTICA.
então
14
5
r--
Tendo-se DUAS PROPRIEDADES geométricasl _
de um PONTO, pode-se obtê-lo graficamente.146 Para obter uma RETA, basta obter DOIS de seus PONTOS (distintos um do outro).
147
I
Para obter uma CIRCUNFFRENCIA de RAIO DETERMINADO, sóI
falta obter o CENTRO.---~ Num mapa tcn do se a let tude e a ong tude po de se obter o o ca e .. ato do nau frág o
III
M~TODOFUNDAMENTAL MF
148 O
que é
um
método 7Tome·•• um
"flllxa preta"
em Dftef'lho.
É um modo de proceder que nos torna organizados e:
[
A ORGANIZAÇÃO é um dos fatores que aumentam a CRIATIVIDADE TtCNICO-CIENTÍFICA.149 Qual
é
o MÉTODO FUNDAMENTAL?É um método de trabalho que propõe o seguinte:
Para resolver sozinho um problema que - para você - é desconhecido,
proceda sempre (para criar o hábito) como segue:
1? MOMENTO:
Leia o enunc1ado e interprete-o para captar:
QUAIS OS DADOS e
O QUE SE QUER.
2? MOMENTO:
Df:Sf:.NHE no rascunho um EG.
3~ MOMENTO (CRUCIAL .. ):
RACIOCINE para descobrir qual o caminho que
- partindo dos DADOS - o levará à RESPOSTA.
4! MOMENTO:
Escreva um ROTEIRO, de preferência em linguagem simbólica, para
guiá-lo durante a execução do desenho definitivo.
5?
MOMENTO:COPJ E o EG mas:
com INSTRUMENTOS e
AClRTANDO AS MEDIDAS CORRETAS.
150
EG
"TRABALHADO"
EGT:
EGT é um EG onde, além de TODOS OS DADOS e de
UMA DAS RESPOSTAS. desenhamos também I"JDICAÇOES que nos permitem copiá-lo.
161 Para descobrir a resolução, você precisará saber as pnncipais proprieda
-des das figuras. São poucas e as que ainda não v1mos serão estudadas
antes do seu emprego em problemas.
162
MOMENTO FINAL:Sempre que possfvel, CONFIRA a resposta.
A ffiCIE.NCIA aumenta com a ORGANIZAÇÃO. lnd•cafemos LG c:om treço-pon to.
1 53 EXEMPLO DE APLICAÇÃO DO MF: Pense om ol guém 16 com o compauo pron to e que nlo sa be onde "espe télo"
No n ~ 154 h4 um problema cuja resolução vamos concluir juntos com
todo o cuidado possCvel para você aprender o M( TODO e não apenas o
problema.
1! MOMENTO:
Le•a o enunciado e mterprete o texto.
2! MOMENTO:
Desenhe o EG. Neste exemplo já está feito.
3~ MOMENTO (RACIOCrNIO DETALHADO):
a. Há pontos dados? Quais? R: ... .
b. Há retas dadas? Quais? R: ... .
c. Há medidas dadas além de AC, BC e AB? R: ... ..
d. Qual a figura procurada? R; ... .
e. Você já sabe qual a abertura do compasso? R: ... .
f. Você iá sabe onde "espetar" a ponta-seca? R: ... .
g. Qual ponto deveremos procurar? R: ... .
h. O que precisamos para obter graficamente esse ponto 7
R: ... ..
i. Você já sabe quais são? Se sabe, então já resolveu ... Se não sabe,
procurei Do L1 ao L4:
j. X está a uma distancia DETERMINADA de um dos pontos determina
-dos? R: ... .
k.
X
está a uma distancia determinada de uma reta determinada?R: ... .
I. X eqüidísta de dois pontos determinados? R: ... .
Caso sim, de quais pontos? R: ... .
m.
X
eqüidista de duas retas determinadas? R: ... .Caso sim, de quais retas? R: ... .
4'? MOMENTO:
Escreva o roteiro.
5 '? MOMENTO:
Copie o EG ou o EGT, obtendo a resposta.
MOMENTO FINAL:
154 PROBLEMA: Toona cnt6no Lll de congrulncto de lfiangulos. Eventualmente md~earemos a 01 dom em que u "bolinhas" bfan·
cas vão sendo
''mortas" com
nümeroa em seu
intctrtOr.
Um mesmo nu·
mero •nc:l•ca quo
foram obtidu si·
multaneamente
Dados o .óABC e m, pede-se uma circun
-ferlnda de ralo m que determina nos la -doa do .óABC trls segmentos de mesmo comprimento.
®
m.
dado EGT A 8c
8c
3~ MOMENTO (RACIOC(NIO):
SE a incógnita é uma circunferência de RAIO DADO.
ENTÃO só falta obter o seu centro.
ROTEIRO (COMO COPIAR):
1) '"hçll-se • blaetriz de
AAc
.
2t
li"açll-se • bissetriz deatA
(bastamduas biasetrizea).
3) Essas bissetrizes te
encontram no
cen-troX
procwedo.4) Traça-se • circunfer6ncla (X; m).
166 2~ EXEMPlO (~
o
n~ 183):P.ra voei apr•tder o MF e nlo apenu o problema.
1~ MOMENTO:
Captou quais os DADOS e o QUE SE OUEA7
167
2: MOMENTO
:Desenhe o EG de modo que TODOS os dados fiquem bem visfveis (sal
-tem aos olhos ... ). Siga o código gráfico. 3~ MOMENTO (RACIOCÍNIO):
168 a. A resposta é uma reta
x
da qual já temosJS
;
qual ponto vamos pro-curar?
R: ...•.
159
b. Comose
obtém graficamente um ponto?R: ... .
160
c. Voc6 jé percebeu quais são esses l.Gs?161
R
: •...
..
...•...•...
.
....
.
...•...
.
...
.
.
..
...•.
..
.
...
...
.
Caso sim, você já CONCLUIU como resolver este problema; caso nlo, precisamos procurar esses LGs, do l1 ao l4.
OUEM PROCURA. lOOO ENCONTRA E
QUEMNAO PROCURA.
S0
ACHA POR MUITA SORT
E.
..
182 Quem ainda nao viu, procure:
Será o L17 R: ... . Seré o L27
R
: ...
...
..
.
...
...
... .
Será o l37 R: ... .. Será o L47 R: ... .163 PROBLEMA:
164
165
166
167
Traçar por
P
uma retax
tal que um seuponto
X
seja eqüidlstante de15
,
~e!.Poderiwnos ter dado um enuncilldo maía simpla, mas faz
parte do aprendizado voe~ saber Interpretar textos ...
TIRO AO ALVO -~ p B
-
._,~ ~ RACIOClNIO (Resumido): ESCREVA ROTEIRO (Resumido):Apenas dois exemplos não bastam. Até o término deste livro, veremos muitos.
Quando você adquirir prática no MF, estará concluindo resoluções sozinho.
IV DESENHO GEOMÉTRICO DG
168 O
que
6 desenho geométrico DG?o
~ o assunto principal do nosso estudo.
~a parte do Desenho (de figuras planas) onde deveremos empregar co
-mo únicos instrumentos:
A RtGUA - mas não a graduação - e o COMPASSO.
L..----2 3 4 5 8 8 9 1 O 11 12 13 14 1 b Hl 1 7 18 19 20
169 E a graduaçAo?
Somente para desenhar as medidas DADAS e medir as RESPOSTAS.
1 70
E os outros instrumentos?Existem para serem utilizados nas outras partes do Desenho.
171 Mas ... na Era dos Computadores?
Exatamente. É um bom modo para exercitarmos a nossa capacidade de concluir.
172
Como?
...
Concluir significa basear-se em coisas anteriores, e
o
DG iniciao
seues-tudo com apenas dois postulados:
Traçar algnlflca
desenhar um tra •
QO contl~o. nu·
me úmca op 111
ç!o.
Í
DOIS PONTOS (distintos) determinam UMA ÚNICA RETA, que só pode ser traçada com a régua.
-
-
---~173 Podendo se usar esquadros, UM PONTO e a DIREÇAO de uma reta DE-TERMINAM essa reta.
174
UM PONTO (centro) e UMA DIST ÁNCIA (raio nio nulo) determinam UMA JNICA CIRCUNrER~NCIA, que só pode
ser traçada com o compasso
175
É
como num jogo de xadrez?~ como qualquer jogo; deveremos obedecer às regras ...
176 Só régua e compasso produzem maior precislo7
Não. O processo de obtenção do ponto méd1o de um segmento por ten
-tativas pode até ser mais preciso do que o utilizado em DG.
o compes$0 nlo
COflM9utl traçar
nenhuma outra
177 O que
é
uma operação gráfica?[
É um traço feito de uma só vez.1
78O
que é uma construção gráfica?[
É o conjunto ORDENADO de operações gráf1casque levam à resposta 1 79 O que
é
um roteiro?Basta o como, o
porQuê 6 IDCUho
tiVO
É a descrição da construção gráfica.
~--- ---~
180 Como desenhar com
boa
precisão?~ necessário querer, usar bons instrumentos e ter conhecimentos..
Qual-quer pessoa sã pode desenhar com precisão 181 Quais c-o-n-h-e-c-i-m-e-n-t-o-s?
Os mais importantes são:
Um ponto é obtido com maior precisão quando as linhas não são muito obl(quas.
~--- ---~
\
\
MAL \ BEM\Ao obter uma reta, faça o possfvel para que os do1s pontos não fiquem muito próximos entre si
~--- ---~
MAL
._
________ _
BEME esses erros se acumulam .•.
182 Como influir nisso 7
Numa construção, quando um elemento for teoricamente arbitrário,
tome-o
ARBITRÁRIO, mas CONVENIENTE
Para isso, é necessário "pré-ver" o prosseguimento da construção.
Exemplo no n •
V PROBLEMAS FUNDAMENTAIS
183 Serão os nossos primetros problemas de DG propriamente d1tos. Iremos resolvê-los juntos para serv~rem de exemplos de aplicação do MF.
Queremos ensinar o MF e NÃO APENAS OS PROBLEMAS.
1 84
Posso tentar sozinho?Pode, e você os resolverá, mas esses problemas são como a tabuada e convém até decorá-los.
185 Qual a teoria de Geometria necessária?
PROPRIEDADES DOS LOSANGOS:
a. LADOS:
os opostos paralelos; os quatro congruentes.
b. DIAGONAIS:
mesmo ponto médio;
perpendiculares entre si; bissetam os ângulos.
O TEXTO e o DESENHO "dizem" o mesmo.
1 86 Como se nomeia um polfgono 1
Usaremos normalmente a notação: ou nch: Notação Cfclica Horária
ou ncah: Notação Cfclica Anti-Horána.
Evitaremos empregar
LJ uma notação cruzada {ACBD, ... ).
•
187
Nos próximos quatro problemas, o EG será um losango a mão livre, oque se consegue com mais facilidade começando a desenhá-lo pelo ân-
L
gulo reto. ~
188
Qualé
o 1 <? problema?(~e~
Traçar a PERPENDICULAR a uma retar
por um pontoB
fora da reta. LEIA O TEXTO. a. Quais os dados? R: Figuras:r
e B.Relação: perpendicularidade.
b. O que se quer?
R
:-
x .l-
r por 1'\ c.B
~
~
Qual figura tem um ângulo reto?R: O losango genérico (inclUI os particulares).
EG: Desenhe um losango genérico ABCD e assinale os dados
(r
eB'J
:
®
@
xPI
x(?l - .. --_...