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Academic year: 2021

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(1)ROBERTA VASQUES ROSA GONÇALVES. EVENTOS COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Escola de Comunicações e Artes Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo. Curso de Pós-Graduação Lato Sensu de Especialização em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas São Paulo, 2010..

(2) 2. ROBERTA VASQUES ROSA GONÇALVES. EVENTOS COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL. Monografia apresentada ao Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, em cumprimento parcial às exigências do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu, para obtenção de título de Especialista em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, sob orientação do Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias.. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES. São Paulo, 2010.

(3) 3. BANCA EXAMINADORA. Data da Banca:___/___/____. Presidente da Banca: Prof. Dr. _______________________________. Orientador: Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias. Observações:________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________.

(4) 4. DEDICATÓRIA. Dedico este trabalho aos meus amados filhos Nathalia. e. João. Henrique,. que. sempre. entenderam as minhas ausências e me nutriram de amor e força. Ao João pelo companheirismo, incentivo e dedicação sempre. Ao prof. Luiz Alberto, pela sua gentileza e pelo incessante incentivo e confiança em mim. A Deus por estar ao meu lado em todos os momentos da minha vida..

(5) 5. AGRADECIMENTOS. Agradeço a Deus pela energia que me concedeu em fazer esse curso. Agradeço a minha família por compreender meus momentos de estudos. Agradeço a todas as pessoas que compartilhei esse curso, pelo aprendizado que me proporcionaram e pelos momentos de convivência. Agradecimento especial ao meu orientador Luiz Alberto de Farias, por fazer parte desse momento da minha vida e distribuir seus conhecimento generosamente..

(6) 6. "A vida não nos exige sacrifícios inatingíveis; ela nos pede que façamos nosso caminho com alegria no coração e que sejamos uma bênção para os que nos rodeiam, de forma que, se deixarmos o mundo apenas um pouquinho melhor do que era antes da nossa visita, teremos cumprido a nossa missão." Dr. Bach.

(7) 7. SUMÁRIO Introdução Capítulo I – O espetáculo midiático como evento na sociedade................................13 1.1 – A Sociedade e o espetáculo………………………………………………………13 1.2 – Espetáculo – forma concentrada e forma difusa………………………………....14 1.3 – A mídia e a sociedade do espetáculo……………………………………………..17 Capítulo II - Eventos como ferramenta de comunicação…………………………...21 2.1 A função da comunicação ………………………………………………………….21 2.2 Eventos no cenário econômico ……………………………………………………..24 2.3 Dados Estatísticos ……………………………………………………………….....27 2.4 Eventos na cidade de São Paulo …………………………………………………...35. Capítulo III – Cerimonial e Protocolo ………..……………………………………..39 3.1 – O cerimonial e sua trajetória temporal ..………………………………………...39 3.1.1 - O Cerimonial no antigo Egito ..………………………………………………..42 3.1.2 - O Cerimonial na China ………………………………………………………...42 3.1.3 - O Cerimonial na Civilização Grega e Romana ………………………………...43 3.1.4 - O Cerimonial na Idade Média ………………………………………………….43 3.1.5 - O Cerimonial Eclesiástico ……………………………………………………...43 3.1.6 - O Cerimonial Universitário …………………………………………………….44 3.1.7 - O Cerimonial do Judiciário ……………………………………………………..45 3.1.8 - O Cerimonial do Legislativo …………………………………………………... 45 3.1.9 - O Cerimonial Militar …………………………………………………………... 45 3.1.10 - O Cerimonial Empresarial ou Privado ………………………………………...46 3.1.11 - O Cerimonial Social …………………………………………………………...46 3.2 - Normas do Cerimonial e Protocolo - cerimonial público ………………………...46 3.2.1-Decreto Federal e Estadual – Normas do Cerimonial Público e a Ordem Geral de Precedência….…………………………………………………………………………...46 3.2.2 - A precedência nos Estados …………………………..…………………………..49 3.2.3 – Cerimonial e os símbolos nacionais………..…………………………………….52.

(8) 8. 3.3 – A Etiqueta no cenário protocolar…………….……………………………………54 Considerações finais…………………………………………………………………... 60 Referências……………………………………………………………………………. 62.

(9) 9. RESUMO O objetivo do trabalho é demonstrar que os eventos estão inseridos no cenário da comunicação integrada nas organizações e da sociedade conceituada como “sociedade de espetáculo”, cuja característica principal é tornar Cerimônias e Protocolos ferramentas imprescindíveis de comunicação com o fito de harmonizar os relacionamentos entre as instituições e seus integrantes, jamais deixando-se de lado, em que pese a presença da hierarquia e da ritualística, o fato de envolver as relações humanas, a finalidade e o respeito entre as pessoas. O Cerimonial Público e o Protocolo constituem uma etapa complementar dos Eventos realizados pelos órgãos públicos, regidos pelo Decreto 70.274, de 5 de janeiro de 1978, que estabelece as normas do Cerimonial Público e a Ordem Geral de Precedência e o Decreto 11.074, de 5 de janeiro de 1978, referente às normas do Cerimonial Público do Estado de São Paulo e representam uma importante ferramenta de comunicação. Como ferramenta de comunicação, o Cerimonial e o Protocolo possuem uma particularidade que está ligada à hierarquia, normas e ritos a eles relacionados. Longe de ser algo superficial, representa uma forma de estabelecer padrão de comportamento para o convívio social, na medida em que estabelece ordem, hierarquia e regras, não constituindo elemento de “alienação” ou de “pacificação”. É também objetivo do trabalho ressaltar a importância dessas ferramentas de comunicação nas organizações, ferramentas que são utilizadas como aprimoramento dos relacionamentos, com especial importância econômica no Brasil e na cidade de São Paulo no presente momento. Neste contexto, devido ao fator econômico, a importância do profissional de relações públicas em organizar, planejar e implantar os eventos tem se tornado cada vez mais relevante.. Palavras-chave: Eventos; Relações Públicas; Comunicação Organizacional; Cerimonial, Protocolo e Etiqueta; Sociedade de Espetáculo..

(10) 10. ABSTRACT. The purpose of this work is to demonstrate that the events are inserted in the scenario of integrated communication in organizations and society defined as "society of spectacle", whose main characteristic is to make Ceremonies and Protocols indispensable. tools of. communication with the aim of harmonizing the relationships between the institutions and their members, never leaving aside, notwithstanding the presence of hierarchy and ritual, the fact that it involves human relationships, object and respect among people. The Public Ceremonial and Protocol are an additional step of Events performed by public agencies, governed by Decree 70.274, of January 5, 1978, which establishes the rules of Public Ceremonial and General Order of Precedence and Decree 11.074, of January 5, 1978, concerning the rules of the Public Ceremonial of the state of São Paulo and represent an important communication tool. As a communication tool, the Ceremonial and Protocol have a particularity that is linked to the hierarchy, rules and rituals associated to them. Far from being something superficial, represents a way to establish the pattern for social life, insofar establishing order, hierarchy and rules, not constitute an element of "alienation" or "pacification.". Is also purpose of this work highlight the importance of these communication tools in organizations, tools that are used to improvement of relationships, with particular economic importance in Brazil and in São Paulo at the present time. In this context, because of economic factor, the importance of public relations professional in organizing, planning and implementing events has becoming increasingly relevant.. Keywords: Events, Public Relations, Organizational Communication, Ceremonial, Protocol and Etiquette, Society of Spectacle..

(11) 11. INTRODUÇÃO Os eventos estão presentes em nossa vida, pois vivemos em uma grande sociedade de espetáculo. Desde que nascemos, buscamos destacar os eventos em um cenário cotidiano. Temos muitas definições para eventos. Tudo na nossa vida social fica evidente por meio de eventos. Alguns exemplos podem ser citados, tais como acontecimentos familiares, casamentos, batizados, cursos, palestras, competições esportivas, shows, exposições, solenidades governamentais, eventos do mundo da moda, feiras, festas, todo e qualquer encontro que reúne pessoas para debater determinado assunto, enfim tudo constitui evento. Os eventos são ferramentas de comunicação nas organizações. Eles são aliados das políticas de comunicação e estratégias de negócio. Este estudo analisa essa ferramenta de comunicação. Com o foco nesse tema, encontramos o problema e indagamos: Se os eventos são ferramentas de comunicação e estão inseridos na sociedade de espetáculo, podemos considerar o Cerimonial e o Protocolo como espetáculo da sociedade ou meras regras naturais de convívio entre as pessoas? A importância do Cerimonial e Protocolo nos eventos é demonstrada pelos rituais que fortalecem a imagem das organizações e harmonizam o convívio entre as pessoas? Encontramos no tema em tela algumas hipóteses: - Os eventos são ferramentas de comunicação e fortalecem a imagem política e social das organizações. - Os eventos na cidade de São Paulo são verdadeiros espetáculos com finalidade econômica. - O cerimonial e o protocolo nos trazem uma visão de organização da sociedade, seguindo ritos, regras e formalidades que contribuem para o respeito recíproco entre as instituições e seus públicos. A sociedade necessita de ordem e disciplina, a vida em sociedade só é possível com cerimonial, ou seja, com hierarquia e civilidade, mesmo manifestando espetáculos em todos os cenários. Temos como objetivo geral analisar os Eventos na sociedade, eventos como ferramenta de comunicação agregando valores às organizações e apresentamos o Cerimonial como atividade harmonizadora de relacionamentos. Nesse sentido buscamos dar a conotação de poderosa ferramenta de comunicação para o Cerimonial e Protocolo. O trabalho está dividido em três Capítulos:.

(12) 12. O primeiro capítulo, analisa as teses de Guy Debord, que demonstra a “sociedade de espetáculo” em um cenário midiático e casos espetaculares da nossa vida cotidiana, para Debord as imagens dos eventos também são classificadas como espetáculo, seja de consumo, seja de comportamento. O segundo capítulo nos coloca em contato com o cenário organizacional que utiliza os eventos como ferramenta de comunicação, principalmente na cidade de São Paulo, que é concebida por magníficos palcos de eventos, que geram lucros extraordinários. No terceiro capítulo, analisamos o Cerimonial especificamente, sua trajetória na história, a importância do Protocolo e da Etiqueta, procurando dentro desse tema demonstrar a importância das normas do Cerimonial Público e do Protocolo, através de Decretos que regem essas normas e a ordem geral de precedência. Por fim, o trabalho também busca orientar o profissional cerimonialista acerca do conhecimento que deve ter sobre as regras e normas do Cerimonial Público. A metodologia utilizada para a realização do trabalho foi o estudo com base na pesquisa bibliográfica de livros e artigos de autores estudiosos do assunto. Em síntese, o objetivo do estudo é demonstrar a importância dos eventos como ferramenta de comunicação inserida na sociedade de espetáculo e embora possa parecer mera frivolidade ou superficialidade, o papel dos eventos é de elevada importância para o profissional que o operacionaliza, é retrato natural da expansão da sociedade atual. O Cerimonial e o Protocolo encontram-se inseridos no campo desses eventos, pois sua parcela de obediência a rituais e a hierarquia harmoniza as relações e invariavelmente nos deparamos com a necessidade de nortear padrões de comportamento..

(13) 13. Capítulo I - O ESPETÁCULO MIDIÁTICO COMO EVENTO NA SOCIEDADE 1.1 - A sociedade e o espetáculo O conceito de sociedade, segundo o filósofo italiano Giorgio Del Vecchio (apud Salvetti, Curso de Teoria do Estado, 1984), constitui-se no “complexo de relações pelo qual vários indivíduos vivem e operam conjuntamente”. O conceito de espetáculo que encontramos no dicionário Aurélio (2008, p.371) diz respeito a“1-Tudo que chama a atenção, atrai e prende o olhar. 2- Representação teatral ou exibição de cinema, televisão; função; 3- Cena ridícula ou escandalosa”. A idéia de espetáculo na sociedade é antiga, seja como meio de diversão, seja como entretenimento, sendo exemplos clássicos as lutas de gladiadores na Roma Antiga ou mesmo as demonstrações de poderio militar com o propósito de aumentar esse poder, como ocorreu com Genghis Khan, segundo MORAES et al. (2008). O autor que melhor explorou o tema do espetáculo na sociedade foi o francês Guy Debord, que em 1967 publicou 221 teses nas quais explica que o espetáculo é uma forma de sociedade em que a vida real é pobre e fragmentária, sendo os indivíduos obrigados a contemplar e consumir as imagens de tudo que lhes falta em sua existência real. Por certo, tendo em vista tratar-se de um pensador de esquerda, inspirou-se nas concepções Marxistas como o fetichismo da mercadoria, mas centrou seus estudos nas imagens que para ele não obedecem a uma lógica própria. Assim a imagem é uma abstração do real, sendo o espetáculo um verdadeiro “tornar-se abstrato” do mundo. Essa abstração é uma consequência da sociedade capitalista da mercadoria, e o espetáculo é a forma mais desenvolvida. Nesse espetáculo, a economia transformou-se em fim a que os homens estão submetidos. O conceito de espetáculo acompanha a evolução da sociedade e o avanço tecnológico de informação e multimídia, e segundo Moraes et al (2008, 120) “os tecnoespetáculos vêm moldando decisivamente os contornos e trajetórias das sociedades e culturas atuais, ao menos nos países capitalistas avançados. O espetáculo midiático também se tornou um elemento determinante numa era de terrorismo e guerra”. Para Moraes et al (2008, p.121) Debord “descreve uma mídia e uma sociedade de consumo organizadas em torno da produção e consumo de imagens, mercadorias e eventos culturais”..

(14) 14. Afirma Moraes et al (2008, p.122) que “À medida que avançamos no novo milênio, a mídia se torna tecnologicamente mais exuberante e está assumindo um papel cada vez maior na vida cotidiana”. Observa-se que os estudiosos até criaram um conceito capaz de identificar uma verdadeira indústria cultural que acaba por transformá-la em mercadoria com o objetivo de submeter a consciência à racionalidade capitalista, visto que os seres humanos se tornaram produtos de consumo. Nesse passo a mercadoria é o próprio espetáculo. Debord (2009, p.24), em sua tese de número 32, sustenta que “o espetáculo na sociedade corresponde a uma fabricação concreta da alienação. A expansão econômica é sobretudo a expansão dessa produção industrial específica. O que cresce com a economia que se move por si mesma só pode ser a alienação que estava em seu núcleo original”. Sendo assim, segundo Debord (2009 ), as formas de organização na sociedade são estruturadas por verdades e ilusões por ela própria criada, as quais nem sempre vigoram, sendo muitas vezes observada a prevalência das primeiras ante as segundas. Não a toa que se sustentou que o cúmulo da ilusão é o cúmulo do sagrado. Em outras palavras, muitas vezes o que é sagrado é mentira ao passo que o que é mentira é sagrado.. 1.2 – Espetáculo – Forma concentrada e forma difusa Nas teses 63 a 67, Debord distingue entre a forma concentrada e a forma difusa do espetáculo, sendo que em ambos os casos (DEBORD,2009, p.42) “ele não passa de uma imagem de unificação feliz cercada de desolação e pavor; ocupa o centro tranquilo da desgraça.” O espetáculo concentrado, próprio dos regimes totalitários, prima por não deixar às massas exploradas nenhuma margem significativa de escolha que lhe seja exterior, sendo essa ditadura permeada pela violência permanente, e usualmente concentra num homem a coesão totalitária; para Debord (2009, p.43) “onde o espetáculo concentrado domina, a polícia também domina.” Por sua vez, o espetáculo difuso, próprio do capitalismo moderno, acompanha a abundância de mercadorias, as quais são consideradas separadamente, sendo justificadas em nome da grandeza da produção da totalidade dos objetos..

(15) 15. Ondas de entusiasmo por determinado produto, apoiado e lançado por todos os meios de comunicação, propagam-se com grande rapidez. Um estilo de roupa surge de um filme; uma revista lança lugares da moda, que por sua vez lançam as mais variadas promoções. No momento em que a massa de mercadorias caminha para a aberração, o gadget é a expressão do próprio aberrante tornar-se uma mercadoria especial (DEBORD, 2009, p.44-45). Como se vê, ainda inspirado no marxismo do homem reificado, exibe-se um fetichismo da mercadoria que só demonstra a indubitável submissão do indivíduo. A acumulação automática da necessidade do consumo moderno gera um artificial ilimitado, propiciando uma força cumulativa que gera a falsificação da vida social. Quando existe essa alteração da mentira pela verdade, já mostra-se presente a criação do produto, que consiste na inversão do real. A forma e o conteúdo do espetáculo são a justificativa das condições e dos fins do sistema existente. Assim ocorre que a realidade surge no espetáculo e o espetáculo se transforma em realidade, consistindo isso numa alienação recíproca. A verdade consiste num momento do que é falso. No instante em que é visto como verdadeiro, torna-se verdadeiro, daí porque se formos analisar a fundo veremos que esse espetáculo é a principal produção da sociedade atual, dominando os homens vivos depois que a economia já os dominou. Consiste no reflexo fiel da produção das coisas e na objetivação infiel dos produtores, na medida em que tudo soa falso, com características de infidelidade, de inverdades, de falsidade. E o pior é que a falsidade pode ser confundida com a verdade, que reflete a intenção do produtor desse espetáculo. Nesse contexto o espetáculo torna-se herdeiro de todo processo filosófico, tornando degradada a vida de todos no universo especulativo. Esse conceito importante para a nossa temática foi também desenvolvido por Guy Debord ao delinear o predomínio da imagem sobre a coisa, da cópia sobre o original, da aparência sobre o ser, tendo como pano de fundo o mercado como produção e o consumo do espetáculo, como já exposto acima. A mercadoria ocupa totalmente a vida social. Para Debord o ser humano deixa de ser sujeito ativo da própria história, passando a ser submisso aos espetáculos consumistas. Nessa dita sociedade de consumo não se permite nem ao menos conhecer o próprio espetáculo consumido, raciocínio que tem lembrança do princípio da plus valia, pelo qual se acresce um valor ao bem produzido para o operário nunca.

(16) 16. recebe esse valor e embora o trabalho constitua mercadoria de natureza especial, o lucro contempla sempre o empreendedor. Em vez de dar conotação econômica na análise, busca o autor estudar o fenômeno sob o aspecto do espetáculo que, segundo ele, constitui a base da sociedade de consumo, o que no mais das vezes acaba por frustrar o próprio interessado consumidor desse espetáculo. Assim em sua tese 69 diz: Na imagem da feliz unificação da sociedade pelo consumo, a divisão real fica apenas suspensa até a próxima não-realização no consumível. Cada produto específico, que deve representar a esperança de um atalho fulgurante para enfim acender à terra prometida do consumo total, é apresentado cerimoniosamente como a singularidade decisiva. Mas, como no caso da propagação instantânea da moda de nomes aparentemente aristocráticos que vão ser dados a quase todos os indivíduos de uma mesma faixa etária, o objeto do qual se espera um poder singular só pode ser oferecido à devoção da massa porque foi feito em um número de exemplares suficientemente grande para ser consumido de modo maciço. O caráter prestigioso desse produto decorre apenas do fato de ele ter sido colocado por um momento no centro da vida social, como o mistério revelado da finalidade da produção. O objeto que era prestigioso no espetáculo torna-se vulgar na hora em que entra na casa desse consumidor, ao mesmo tempo que na casa de todos os outros. Revela tarde demais sua pobreza essencial, que lhe vem naturalmente da miséria de sua produção. Mas já aparece um outro objeto que traz a justificativa do sistema e a exigência de ser reconhecido (DEBORD, 2009,. p.46). Nesse ponto o espetáculo é a reconstrução material da ilusão religiosa, mas na terra, sendo o sonho mau da sociedade moderna aprisionada, que só expressa o seu desejo de dormir. No caso do consumo, a satisfação desloca-se como uma impostura. Mostra-se exemplar o carro que na concessionária vale 100.000, mas na já na chegada à casa do consumidor vale menos e se mostra obsoleto, tendo sido a compra do bem fruto de real mentira, reavivando-se a lembrança, citada pelo autor, de. que “cada nova mentira da. publicidade mostra a confissão da mentira anterior” (tese 70). Para Debord (2009. p.47) “o que o espetáculo oferece como perpétuo é fundado na mudança, e deve mudar com sua base. O espetáculo é absolutamente dogmático e, ao mesmo.

(17) 17. tempo, não pode chegar a nenhum dogma sólido”. Na sua tese 72, Debord (2009, p.47) afirmar que “O que constitui o poder abstrato da sociedade constitui sua não-liberdade concreta”. O consumidor não está livre dessa prisão. 1.3 - A mídia e a sociedade do espetáculo. Não surpreende o fato de existir uma verdadeira indústria de espetáculo que cresce tanto quanto o avanço tecnológico, sendo pacifica a idéia de que o espetáculo constitui um princípio organizacional da economia, da política, da sociedade e da vida. O objetivo sempre presente visa a persuasão do consumidor. Os espetáculos – a cada dia mais sofisticados servem de forma para conquistar audiência, aumentar o poder e o lucro da indústria, mas, sobretudo para estimular o consumo, fim último de tudo. O advento da internet favoreceu e tornou mais célere esse fenômeno, sendo intensificada a forma espetáculo. Segundo sustenta Douglas Kellner (2008, p.119) “A vida político-social também é moldada pelo espetáculo. Os conflitos sociais e políticos são crescentemente afastados das telas, que mostram assassinatos surpreendentes, ataques terroristas, escândalos sexuais de celebridades e políticos e a violência explosiva do cotidiano”. Partilhamos de tal entendimento, e defendemos que todos os conflitos são colocados nas telas, e explorados em exaustão. O espetáculo se alastra por toda parte, vejamos: A alienação do espectador em favor do objeto contemplado (o que resulta de sua própria atividade inconsciente) se expressa assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende sua própria existência e seu próprio desejo. Em relação ao homem que age, a exterioridade do espetáculo aparece no fato de seus próprios gestos já não serem seus, mas de um outro que os representa por ele. É por isso que o espectador não se sente em casa em lugar algum, pois o espetáculo está em toda parte. Aqui nos colocamos na posição de analisar, parcialmente, os temas expostos com maestria pelo referido autor, e o fazemos para centrar o estudo sobre o impacto do evento na.

(18) 18. vida da sociedade sob a óptica ritualística, salientando que sempre a comunicação ditara as ordens que serão sempre cumpridas de forma harmoniosa, respeitando-se a hierarquia e os rituais que envolve esses eventos. De resto o espetáculo representa uma situação que não é frívola. Embora Debord tenha o intuito de fazer a análise segmentada e compartimentada do espetáculo Evento, no que não nos cabe no momento discutir qualquer espécie de análise mais aprofundada voltada para a constatação de uma possível “pacificação” ou despolitização que decorra desse espetáculo – como estudado com profundidade por Debord -, mas apenas indicar a necessidade de serem obedecidas algumas regras que culminem na realização das diversas solenidades em que se constituem esses eventos. Segundo Maquiavel (1982, p.123) os príncipes: “precisam manter o povo ocupado com festas e espetáculos, nas épocas convenientes”. De fato, encontra-se no epílogo do capitulo XXI, DO PRINCIPE, na parte sobre como o príncipe deve ser estimado, que nas épocas convenientes deve ele, além de recompensar quem mostra-se ativo em seu favor, que se dê festa e espetáculo ao povo, cuidando, porém, de manter a dignidade majestosa, a qual não deve faltar em nenhum momento. Curioso notar a característica da sociedade moderna, dividida entre a renovação tecnológica, fusão econômico estatal, segredo generalizado, mentira sem contestação e presente perpétuo. A nós nos interessa, no momento, a questão da versão sem contestação, o que caracteriza inegavelmente o fenômeno vigente na atuação da mídia, que lança seus olhos sobre um fato de determinada forma que jamais – em tempo algum - essa impressão será modificada, repercutindo de modo indelével em qualquer esfera, doa a quem doer. No Brasil, como alhures, inúmeros casos há de perseguições sistemáticas contra políticos, celebridades, entidades, representantes religiosos etc, e muitas vezes chega-se a uma conclusão de que houve exageros, excessos, o que custa o abalo da imagem e da honra, da reputação, da dignidade, do envolvido, sendo imperioso que toda e qualquer atitude precipitada seja evitada para não gerar tais conseqüências, que seguramente em nada contribuem para a boa convivência social e o respeito a direitos básicos, entre os quais a garantia da intimidade da pessoa. Observaremos um espetáculo no plano político do Brasil. Durante o ano de 2006, o governo Lula, que hoje detém impressionante marca histórica de mais de 80% de aprovação, foi assolado por denúncia de corrupção, sendo cogitado o impeachment do governante máximo do país. A mídia de um modo geral não tratou de outra coisa senão falar do episódio. Lia-se, via-se, ouvia-se que havia políticos de todos os partidos que apoiavam o governo.

(19) 19. recebiam propina para votar em seu favor, todos supostamente comandados e envolvidos com autoridades e ministros do próprio governo. A mídia cumpriu seu papel, e como se fosse um prato cheio, cuidou de espetacularizar o episódio, e saiu o governo em defesa do presidente Lula, sobre o qual foi dito que ele desconhecia a existência do denominado mensalão. O denunciante – um deputado do Partido Trabalhista Brasileiro que cuidou de fazer sua mea culpa -, apresentou com riqueza de detalhes a forma como ocorreram os fatos, que foram apresentados a toda a sociedade, em ato gerencial jornalístico previamente previsto e decorrente de uma decisão já tomada. Assim, preparado o espetáculo, foram cumpridas as ordens de forma harmoniosa, sendo que a mídia dizia o que pensava, ou seja, que tudo o que ocorria em Brasília constituía uma imoralidade sem precedentes. Mas logo tudo foi se tornando mais morno, menos espetacular e, porque não dizer, esquecido, quiçá por obra de uma manobra não menos espetacular. Mais recentemente, em 2009, Brasília foi palco de uma situação idêntica, que reacendeu aquela situação de todos conhecida, quando revelado o escândalo então conhecido por MENSALAO DO DEM, que culminou com a primeira prisão de um governador na história da república, José Roberto Arruda, cujo cárcere serviu de ingrediente sem igual a saciar esse fenômeno, dando mostras de que se um lado há alguém criando o espetáculo, de outra há o grupo daqueles espectadores ávidos por assisti-lo, a exemplo do que ocorria há 2.000 anos quando os gladiadores se enfrentavam ou eram devorados por leões perante o entusiasta público romano no coliseu. Mas no caso do presidente Lula, embora a opinião pública tenha sido mobilizada de modo avassalador, as políticas do espetáculo são imprevisíveis, podendo falhar no sentido de ausência efetiva e imediata de punição – até hoje o STF, órgão máximo da justiça, não julgou os denunciados pelo escândalo -, ao contrário do que ocorreu com o espetáculo do ex presidente Fernando Collor, afastado por acusações bem mais suaves e com certa similaridade, visto que foram seus colaboradores e assessores acusados de práticas pouco éticas ou ilegais. Nos EUA Bill Clinton passou dificuldades para permanecer no cargo de presidente do país, e devido em especial ao respeito de que gozava perante a opinião pública, somado ao fato de que uma audiência ativa não é manipulada, não foi apeado, apesar de todo o esforço do partido republicano, aliás a exemplo do que ocorreu com Lula no Brasil. Dizem que houve uma conspiração de direita em desfavor do presidente americano, e uma suposta infidelidade sua quase custa-lhe o impeachment. Curioso observar que jamais o presidente Lula havia levantado uma linha diversa daquela que acentuou-se na ignorância do que acontecia em Brasília, sempre escudando-se no.

(20) 20. fato de que ELE ESTAVA NA COZINHA E NÃO PODIA PERCEBER O QUE OS FILHOS FAZIAM NO QUARTO. Em 2010, porém, levanta a temeridade de que fora tentado um golpe de Estado, por conta daquelas acusações. De uma forma ou de outra o fato é que teremos eleições e o presidente cumprirá inteiramente o seu mandato, fazendo ou não o seu sucessor, não tendo sido interrompido o mandato presidencial apesar do escândalo. Ora, embora tenha dito Lula em 07 de junho se 2010 (notícias UOL) que temeu por um golpe, curiosamente sua temeridade coincidiu com a mesma alegação de Bill Clilton, na ocasião em que fora acusado de assédio sexual por parte da estagiária da Casa Branca. No plano esportivo, seguindo a tônica de que a vida político-cultural mostra-se moldada pelo espetáculo, certo é que a mídia aborda momentos de experiência mas também oferece material para fantasia e sonho. Isso explica, em grande parte, porque o Brasil muda na época da copa do mundo, porque em grande monta, há um verdadeiro modelamento no comportamento e no pensamento, no país como um todo, que contribui para alimentar essa permanente construção de uma identidade, quando são celebrados valores dominantes e validam uma sociedade baseada na vitória. A sociedade é invadida por eventos que geram negócios, que geram valor econômico para a classe dominante, é a verdadeira sociedade do espetáculo. O Brasil entrou no circuito mundial dos grandes eventos, os eventos são tidos como grandes espetáculos, cuja realização mobiliza a economia, a política, a prestação de serviços, o turismo, o transportes, o consumo, desde o vestuário até a gastronomia, desde a rede hoteleira até as empresas de tradução simultânea e de eventos correlatos a tais acontecimentos, girando recursos grandiosos que fazem crescer e tornar mais rica a economia. Embora com potencial de crescimento extraordinário, nota-se que o Brasil apenas recentemente descobriu o caminho promissor da atividade de eventos e espetáculos, desde os culturais até aqueles que são considerados os maiores. Tamanha a magnitude dos eventos esportivos e tão grande sua importância que seguramente a estrutura atual não dará conta de satisfazer a demanda por turistas previstos para chegar ao país na copa do mundo de 2014, sem mencionar as Olimpíadas em 2016..

(21) 21. Capítulo II - EVENTOS COMUNICAÇÃO. COMO. FERRAMENTA. DE. Este capítulo tem por objetivo demonstrar o papel dos eventos na comunicação organizacional. As empresas detêm a escolha das ferramentas e os meios de comunicação, com as novas tecnologias e a velocidade dos veículos utilizados, torna-se um desafio traçar estratégias de comunicação. Nesse cenário os eventos entram como aliados das empresas, pois promovem a integração das relações humanas, ao mesmo tempo em que fortalecem a imagem das organizações, dos produtos, das pessoas. Nesse sentido não podemos deixar de falar o quanto esses eventos permeiam as emoções das pessoas, como se fossem uma substância etérea entrando na delicadeza de nossas almas e fixando em nossas lembranças. Quem não se recorda de Ayrton Senna ultrapassando a linha de chegada com a Bandeira do Brasil e as suas sucessivas subidas no Pódio. Das emoções vividas em Jogos Olímpicos ou a copa do Mundo. Ou mesmo no campo pessoal quantos eventos marcaram nossas vidas, como formaturas, nascimentos de pessoas queridas. Estamos cercados de eventos de toda ordem em nossa vida e, dado o grande vínculo de relacionamento que esses eventos traçam com os seus públicos, eles também entraram no cenário econômico das empresas, constituindo ferramenta de várias faces inserida no campo da comunicação e usada como veículo para alcançar resultados imediatos.. Os dados estatísticos nos confirmam o grande crescimento do mercado de eventos, um ramo em constante ascensão, principalmente na cidade de São Paulo.. 2.1– A função da comunicação Para a organização a comunicação é elemento essencial para as suas funções, e o que ocorre entre ela e seu meio ambiente é o que define e determina sua existência. O sistema comunicacional é fundamental para o processamento das funções administrativas internas e do relacionamento das organizações com o meio externo. Esse é o primeiro aspecto a ser considerado quando se fala em comunicação nas organizações. Além disso, é preciso ver como ela funciona, identificando-se a sua direção e a sua rede de transmissão (KUNSCH, 2003, p.69).. De acordo com Daniel Katz e Robert L. Kanh (KUNSCH, 2003, p.70) “as organizações sociais precisam também de suprimentos renovados de energia de outras.

(22) 22. instituições, de pessoas, ou do meio ambiente material. Nenhuma estrutura é auto-suficiente ou autocontida” (1978, p.35). O processo comunicativo nas organizações é constituído pelos seguintes elementos: fonte, codificador, canal, mensagem, decodificador e receptor. Temos que considerar as relações sociais que envolvem o processo de comunicação, isto é, os efeitos que ocorrem quando um ou outro elemento se comunica. Os fluxos da comunicação podem fluir basicamente por duas redes: formal e a informal. O sistema formal de comunicação de toda organização – o conjunto de canais e meios de comunicação estabelecidos de forma consciente e deliberada – é suplementado, no decorrer de pouco tempo, por uma rede informal de comunicação, igualmente importante, que se baseia nas relações sociais-intraorganizativas e é uma forma mais rápida de atender a demandas mais urgentes e instáveis. O sistema informal de comunicação emerge das relações sociais entre as pessoas. Não é requerida e contratada pelas organizações, sendo, neste caso, destacada a importância da formação de lideranças e comissões de trabalhadores, que, sem aparecer na estrutura formal, desempenham relevante papel dentro da organização (KUNSCH, 2003, p.82-83).. Para a professora Margarida M. K. Kunsch (2003, p.84), os fluxos comunicativos mais citados são os descendentes ou verticais, os ascendentes e os horizontais ou laterais. As organizações processam suas informações através dos meios de comunicação interno ou externos e para viabilizar a comunicação com os seus públicos se valem de meios ou veículos: •. Meios orais – diretos ou indiretos, os diretos são: conversa, diálogo, entrevistas, reuniões, palestras, encontros, etc. Os indiretos são: telefone, intercomunicadores, rádios, auto-falantes, etc.. •. Meios escritos – dizem respeito a todo material informativo: circulares, cartas, ordens, circulares, boletins, relatórios, quadro de avisos, etc.. •. Meios pictográficos – se valem da palavra escrita e da ilustração. São cartazes, gráficos, diplomas, etc.. •. Meios simbólicos – são insígnias, bandeiras, luzes, flâmula, etc..

(23) 23. •. Meios audiovisuais – vídeos institucionais, de treinamento e outros, televisão corporativa, clipes eletrônicos, documentários, filmes, etc.. As novas tecnologias da comunicação também estão inseridas neste cenário: temos a intranet, o correio eletrônico, os terminais de computador, os telões, os telefones celulares e as redes sociais também estão presentes como ferramenta de comunicação tais como o twitter, facebook, orkut, etc. Nessa concepção, temos os eventos como grande aliado da comunicação nas organizações. Planejar a comunicação e usar os eventos como ferramenta criará um conceito positivo para a organização. Os eventos são procurados tanto para as empresas promoverem e divulgarem seus produtos, como para reunir as pessoas, em vista da necessidade do ser humano de viver em grupo e operando conjuntamente, vez que a sociedade representa o complexo de relações pelo qual os indivíduos vivem e operam, agem e reciprocamente estabelecem as relações. Os eventos aproximam as pessoas, promovem o diálogo e atuam no campo de suas emoções. O próprio agrupamento de pessoas nos eventos é um dos principais recursos de comunicação, pois reúne ao mesmo tempo a comunicação oral, escrita, auxiliar e aproximativa, ocorrendo a integração entre os grupos. Essa é a comunicação dirigida, direta e segmentada com os públicos específicos que queremos atingir. Assim, temos o público dos eventos, nos quais os participantes dos eventos convivem durante determinado período e as mensagens são divulgadas com a maior eficiência, abrangendo um target seleto de formadores de opinião. Os benefícios que os eventos trazem para determinados ramos de negócio às empresas e para os consumidores, segundo Maria Cecília Giacaglia são: O estreitamento das relações com os clientes, possibilitando a interação deles com todos os profissionais da empresa; apresentação dos produtos/serviços da empresa para seu mercado-alvo; ganho de novos clientes; obtenção de informações sobre o mercado e os concorrentes; atualização profissional técnica; alavancagem da imagem institucional; estabelecimento de novos contatos comerciais; lançamento de novos produtos (GIACAGLIA, 2008, p.7-10)..

(24) 24. 2.2 – Eventos no cenário econômico Muitos são os conceitos para definirmos o que é evento e devemos observar que a necessidade do homem de viver em grupo gerou transformações na forma das pessoas se comunicarem e sentirem necessidade de convívio social. Segundo o dicionário Aurélio a palavra evento é definida como “acontecimento” ou “sucesso”. Podemos afirmar que todo acontecimento planejado com dia, hora e local determinados para realização e que é organizado por determinado grupo, com objetivos em comum e que vise a integração entre as pessoas é evento, buscando sempre sucesso. O evento tem como característica principal propiciar uma ocasião extraordinária ao encontro de pessoas, com o objetivo de ter um “tema” para sua realização. O evento é um acontecimento excepcional previamente planejado, que ocorre em determinado tempo e local e gera grande envolvimento e mobilização de um grupo ou comunidade, buscando a integração, a difusão e a sensibilização entre os participantes para os objetivos pretendidos. Estes devem ser colocados de forma clara e explícita, para que o público-alvo receba e assimile os temas abordados e as ações desenvolvidas durante os eventos (KUNSCH, 2006, p.131).. Para Giácomo (2007, p.35) “o evento é um instrumento de comunicação e um dos elementos mais poderosos na estratégia comunicacional”. Afirma, ainda: O evento, como reunião política de pessoas e instrumento de comunicação, e não como sinônimo de fato, pode ser entendido como: Acontecimento previamente planejado, a ocorrer num mesmo tempo e lugar, como forma de minimizar esforços de comunicação, objetivando o engajamento de pessoas a uma idéia ou ação (GIACOMO, 2007, p.40).. Embora entendamos que não haja na pratica essa minimização de esforços, para a especialista Meirelles (1999, p.21): Evento é instrumento institucional e promocional, utilizado na comunicação dirigida, com a finalidade de criar conceito e estabelecer a imagem de organização, produtos, serviços, idéias e pessoas, por meio de um acontecimento previamente planejado, a ocorrer em um único espaço de.

(25) 25. tempo com a aproximação entre os participantes, quer seja física, quer seja por meio de recursos da tecnologia.. Em resumo o evento é acontecimento que aproxima as pessoas ligadas por um interesse comum, no qual ocorrerá uma maior aproximação dos grupos, nascerão discussões e reflexões, dependendo do tipo do evento ocorrerão mudanças de pensamento, atitudes, cujo resultado agregará valores, por exemplo, apresentação de um produto por uma marca, apresentar uma pessoa, empresa ou entidade e esclarecer novos conceitos. Os eventos fortalecem a imagem das organizações, promovendo a aproximação dos seus públicos, contando também com os recursos da tecnologia, sem mencionar o impacto na economia gerado pelo acontecimento em si, mobilizando desde transporte, vestuário, hotéis, gastronomia, empregos diretos e indiretos, consumo em geral, incrementando e estimulando a economia local no qual ele se realiza. A realização de um evento deve primar por dedicação do profissional envolvido na sua realização e deve se preocupar com as fases do pré-evento, evento e pós-evento. O evento encontra-se associado à área de relações públicas, cujo profissional tem a função de ser estrategista na comunicação. A comunicação constitui uma ferramenta a ser utilizada pelo profissional de Relações Públicas, em todo e qualquer evento pode se afirmar que a fase embrionária do evento está associada ao conceito de reunião. Segundo assinala o professor Cândido Teobaldo de Souza Andrade o que é uma reunião em sua obra “Como Administrar Reuniões”. Essa definição também engloba de certo modo o conceito de evento, pois fala de agrupamento de pessoas, vejamos a definição: “reunião é um agrupamento de pessoas, com a finalidade de analisar e debater determinado assunto, em direção a um consenso no encaminhamento da solução do problema em foco” (ANDRADE, 2006, p.16). Podemos ver que a reunião de certa forma está ligada como muitos tipos de eventos, pois encontramos o diálogo em eventos como seminário, painel e encontro. Citando ainda o professor, ele divide as reuniões em dois grandes grupos: Reunião dialogal e reunião coloquial. A dialogal abarcaria: informativa (informação), questionadora (informação e discussão), dialética (discussão e votação), deliberativa (discussão e deliberação) e instrutiva (informação e aprendizagem). A reunião coloquial incluiria recreativa e social, em que se.

(26) 26. empregaria vocabulário mais próximo da linguagem do dia-a-dia, com objetivo de lazer e sociabilidade (ANDRADE, 2006, p.23). Entendemos evento como um processo comunicacional, como mensagem a ser transmitida a um determinado público, concluímos que o evento é forte ferramenta de comunicação dirigida. A professora Margarida, em sua obra Planejamento de relações públicas na comunicação integrada, cita Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Barbosa, definindo evento: É um acontecimento que se aproveita para atrair a atenção do público e da imprensa sobre a instituição. Pode ser criado artificialmente, pode ser provocado por vias indiretas ou pode ocorrer espontaneamente. Em geral, é programado em todos os seus detalhes, no planejamento de relações públicas ou numa campanha de relações públicas ou de propaganda (KUNSCH, 2003, p.385).. Planejar eventos faz parte das atividades de Relações Públicas e constituem uma atividade de grande interesse para as organizações, tendo em vista que propiciam o envolvimento direto dos públicos na sua realização. Eles são, por conseguinte, um excelente meio de comunicação dirigida aproximativa entre a organização que os promove e o público que deles participa. O mercado está cada vez mais aquecido para os profissionais de eventos. Por essa razão a exigência de profissional qualificado fica cada vez mais acentuada. É fundamental um profissional de Relações Públicas à frente dessa ferramenta de comunicação. Os eventos estão presentes em todas as áreas do mercado e a trajetória ascendente desse mercado saiu do amadorismo do passado e emergiu para o grau de profissionalismo que exige experiência e competência. Esse fato provocou o surgimento de instituições representativas dedicadas à valorização e ao desenvolvimento do setor. Aqui, no Brasil, temos a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc), a União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), a Federação Brasileira dos Convention& Visitors Bureau (FBC&VB), a Associação de Marketing Promocional (Ampro), e os Sindicatos das Empresas Promotoras, Organizadoras e Montadoras de Feiras, Congressos e Eventos (Sindiproms)..

(27) 27. 2.3 – Dados Estatísticos Os dados estatísticos demonstram que é grande o crescimento do setor em todo o mundo e principalmente no Brasil. Segundo a Associação Internacional de Centros de Convenções-ICCA, o número de congressos internacionais no mundo, por exemplo, está em torno de 80 mil por ano. Desse total, 60% ocorreram na Europa, 20% nas Américas e o restante nos demais continentes. O Brasil tem a 12ª posição no ranking mundial de eventos, conforme pesquisa efetuada pela ICCA. O Fórum Brasileiro dos Convention & Visitors Bureaus, em parceria com o SEBRAE, em julho de 2004, realizou pesquisa denominada - I Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil mostrou os seguintes dados sobre a indústria de eventos: R$ 58 bilhões de renda anual, o que representa 3,1% do PIB brasileiro; 330 mil eventos por ano, com a participação de 79,9 milhões de pessoas e gerando 3 milhões de empregos diretos, terceirizados e indiretos. A cidade de São Paulo é denominada como a capital dos eventos, conta com aproximadamente 330 mil m de espaços para eventos; a cidade tem grande oferta gastronômica e constitui grande pólo cultural. Os eventos geram um aquecimento no mercado turístico e na rede hoteleira, trazendo vários benefícios na utilização de hospedagem nos hotéis, nos espaços da cidade e nos centros de convenções dos hotéis. Os meios de transportes locais, os empregos e os serviços em geral crescem na proporção em que aumenta o número de eventos na cidade. A cidade de São Paulo sedia muitos eventos nacionais e internacionais. Vejamos as pesquisas: •. Pesquisa realizada para demonstrar a importância dos eventos no fluxo turístico da capital Paulista.. Conforme pesquisa realizada em parceria pelo SPTuris e o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil – FOHB, confirma a importância dos eventos no fluxo turístico da capital paulista. Essa pesquisa traçou o perfil dos turistas que se hospedam nos hotéis da capital paulista. O estudo foi realizado em abril e maio de 2009, abrangeu 110 hotéis e teve 4.211 pesquisas respondidas identificando a procedência, destino final, motivações da viagem, tempo de permanência, gastos médios entre outros. Essa pesquisa foi divulgada pela Revista dos Eventos, no perfil geral do turista que frequentam a cidade de São Paulo. Temos: 18.1% têm como motivação a participação em eventos e 43% viajam a negócio, 9,0% para os que.

(28) 28. declararam lazer como motivação, 5,5% para estudar e 2,1% para tratamento de saúde. Visita a parentes e amigos representam 3.2%.. Fonte: Revista dos Eventos www.revistadoseventos.com.br. De acordo com a pesquisa, 8,1% dos viajantes são estrangeiros e que dentre os turistas pesquisados, a maioria hospeda-se em hotéis midscale (37,6%) e de luxo (7,0%). Os hotéis econômicos hospedam 16,4%. Ainda no perfil geral, o gasto médio é de R$1.200,15 nos 3,8 dias que permanecem na cidade, gastando R$ 315,82 por dia. Hospedagem (65,5%) e compras (12,9%) representam a maior parte dos gastos, restando 9,2% para alimentação, 4,8% para transporte e 4,8% para o lazer..

(29) 29. Fonte: Revista dos Eventos www.revistadoseventos.com.br. Os turistas que mais gastam são os estrangeiros, com valor médio de R$2.165,34, enquanto os gastos dos brasileiros representam R$1.098,79 e dos paulistas, apenas R$705,08. Também a média de pernoites dos estrangeiros é maior (5,5 dias). Já os norte-americanos motivados por negócios permanecem em torno de 4,1 dias e os europeus são os que mais gastam: R$591,79. Quando a pesquisa analisa o perfil dos turistas com origem no Estado de São Paulo, a quantidade dos que vêm a São Paulo participar de eventos aumenta significativamente (21%). O índice dos que vêm a negócios é de 33,3%; para atividade de lazer, 17,6%; para estudos, 8,2% e para tratamento de saúde, 2,3%.. Fonte: Revista dos Eventos.

(30) 30. www.revistadoseventos.com.br Dentre os turistas paulistas a hospedagem em hotéis econômicos aumenta para 20.6%, mas a maioria continua utilizando hotéis midscale (33,4%), sofrendo queda os hotéis de luxo (4,7%). Também os dias de permanência diminuem para apenas 2,9 pernoites, gastando em média R$243,16 por dia, num gasto total de R$705,08. A região de Campinas origina a grande maioria dos paulistas que visitam São Paulo (46,9%), seguida por Ribeirão Preto (13,2%), Bauru (6,8%) e São José do Rio Preto (6,3%).. Fonte: Revista dos Eventos www.revistadoseventos.com.br. O perfil dos turistas brasileiros indica que 18,1% dos viajantes o fazem para participar de eventos, 43,5% viajam a negócios, 9,0% a lazer e 5,5% a estudos. O tempo de permanência na cidade é de 5,5 dias representando um gasto total de R$2.165,34. Mais da metade tem como origem o Sudeste (52.4%), sendo do Sul 23,0%..

(31) 31. Fonte: Revista dos Eventos www.revistadoseventos.com.br. Significativa parcela dos estrangeiros que veem a São Paulo tem negócios como motivação (58,0%), no entanto 11,9% viajam para participar de eventos. A taxa de pernoites é de 5, 5 dias, com um gasto médio de R$393,69 representando um gasto total de R$2.165,14 durante sua permanência na cidade. A pesquisa determina ainda que os turistas que viajam a negócios têm um gasto de 35% superior aos demais. Quem mais gasta em suas viagens a negócios são os europeus (R$591,79 por dia) e norte- americanos (R$559,05)..

(32) 32. Fonte: Revista dos Eventos www.revistadoseventos.com.br A SPTuris detectou que o turismo pagou R$124 milhões de ISS (Imposto Sobre Serviço) em 2008 e que no primeiro semestre de 2009 o recolhimento do imposto aumentou 5%, representando R$59,1 milhões. Comparando apenas o mês de junho, o aumento o recolhimento de ISS aumentou mais significativamente ainda (10%). Conforme. matéria. publicada. no. dia. 13. de. outubro. de. 2010. no. site. www.valoreconomico.com.br, o número de eventos do exterior sediados no Brasil é cada vez mais crescente, 15,4% no número de eventos internacionais sediados em 2009 e ficou na 7ª posição do ranking da ICCA. A crise mundial não prejudicou esse segmento de negócio, os eventos internacionais tiveram um aumento de 10,8% no mundo. A Associação Internacional de Congressos e Convenções – ICCA divulgou estudo que o país sediou 293 eventos internacionais em 2009. No ano passado, foi observada forte descentralização na realização de eventos no país: 48 cidades brasileiras realizaram eventos internacionais, contra 45, em 2008. A ICCA é a principal entidade mundial de eventos associativos e seu ranking é referência para todo o segmento de turismo de eventos no mundo. A entidade só contabiliza eventos itinerantes (que acontecem em diferentes países), com periodicidade definida e número mínimo de 50 participantes. Com critérios bem definidos, o ranking de realização de eventos internacionais é divulgado anualmente pela ICCA. O levantamento de 2009 foi o.

(33) 33. mais completo feito pela entidade até hoje: foi registrada a realização de 8.315 eventos, 815 a mais do que em 2008 (7.500 eventos). Em 2003, quando começou o programa de captação de eventos internacionais da Embratur, o país ocupava a 19ª posição no ranking da ICCA e 22 cidades sediaram eventos internacionais. No referido estudo o ministro do Turismo, Luiz Barretto, afirma que além da colocação do país no ranking, o crescimento contínuo do número de cidades é de grande importância para o Brasil. Quando um lugar recebe um evento internacional, se qualifica para receber esse turista diferenciado, se beneficia da movimentação econômica que o evento provoca. O mesmo estudo revela que o Brasil está em 5º lugar entre os países que mais registraram aumento no número total de eventos realizados no ano passado. "O desempenho do Brasil é surpreendente, pois além desses números positivos revelados pela ICCA, o país só concorre na captação de cerca de 60% dos eventos, pois existem encontros apenas europeus ou asiáticos, por exemplo", ressalta Jeanine Pires, presidente da Embratur. A cidade de São Paulo realizou 79 eventos em 2009, quatro a mais que no ano anterior, ocupando a primeira posição entre as cidades brasileiras no ranking e o 18ª lugar no ranking mundial de cidades. A cidade do Rio de Janeiro registrou um salto de 41 eventos realizados em 2008 para 62 no ano passado, subindo 10 posições no ranking global de cidades - do 36º lugar em 2008, para o 26º lugar em 2009. Salvador, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Recife, Búzios, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Gramado, Campinas, Fortaleza e Porto Alegre são as outras cidades brasileiras que também figuram no ranking, tendo realizado, no mínimo, cinco eventos internacionais em 2009. Em pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas/Embratur em 2008 indica que o impacto econômico de um evento internacional na cidade que o recebe é grande, já que o gasto médio diário do turista estrangeiro de eventos internacionais é de US$ 285, contra US$ 68 de um turista de lazer, também em média..

(34) 34. Uma projeção realizada pela FGV indica que apenas os 254 eventos internacionais contabilizados pela ICCA em 2008 no Brasil geraram US$ 122 milhões em gastos dos visitantes que vieram para esses eventos. Além de figurar entre os 10 países que mais recebem eventos internacionais no mundo, o Brasil alcançou novo patamar com a conquista da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Para dar continuidade à ascensão, a Embratur lançou recentemente o novo programa para ampliar a captação de eventos internacionais no País. O foco agora, além de eventos técnicos e associativos, serão os eventos esportivos 240 eventos esportivos internacionais (eventos únicos ou etapas de campeonatos mundiais) podem potencialmente acontecer no Brasil. Em 2008, a ICCA demonstra que as crises globais não afetaram o mercado de eventos internacionais, realizou pesquisa com 850 membros e constatou otimismo do setor. Através de levantamento global, a ICCA realizou a pesquisa com seus membros uma semana antes da IMEX para obter uma visão geral da confiança da indústria em virtude das constantes notícias sobre a crise no mercado financeiro. O resultado dessa pesquisa foi discutido e apresentado em um seminário com integrantes da ICCA e AIPC durante a IMEX, chamado, de “Storn Clouds or Silver Linings”. Mais de 25% dos 850 membros da ICCA responderam, fornecendo o mais atual panorama de como as reuniões da indústria são discutidas e de como líderes da indústria prevêem que serão afetados no futuro. Menos de 6% dos entrevistados sofreram um decréscimo significativo como resultado do ambiente econômico, enquanto 60% não reportaram nenhum impacto. Apenas 12% dos entrevistados planejam reduzir os seus gastos em 2008, enquanto que mais de 75% indicam que não farão cortes. Essa é uma boa notícia para as revistas e “trade shows” de todos os lugares, e está em contraste com os grandes cortes que foram observados em outras recessões econômicas. No entanto, a última pergunta da pesquisa questiona a onda de otimismo. Perguntados sobre que impacto a atual crise financeira teria na indústria em geral, apenas 6% acreditavam que não haveria impacto nenhum. Pouco mais da metade afirmou que haverá impacto negativo significativo, mas apenas em determinadas regiões. Mais de um terço acreditava em um impacto de curto prazo, enquanto que 7% acreditavam que o impacto global dure mais de 18 meses. O CEO da ICCA, Martin Sirk, comenta:.

(35) 35. Parece que o otimismo acerca do desempenho empresarial é equilibrado por uma percepção muito mais pessimista de como as pessoas na indústria são afetadas. Existe ainda uma grande dose de incerteza no mercado, mas é claro que a turbulência financeira ainda não foi traduzida em cortes perceptíveis entre os clientes. Isso reforça o “feedback” que estamos tendo com a obtenção de reuniões que indicam que os encontros internacionais são cada vez mais importantes para as empresas e associações semelhantes, o que faz com que esses empresários relutem cancelar eventos, que já se tornaram uma missão crucial para alcançar objetivos profissionais. Se este fato existe, vai ajudar a nossa indústria a evitar eventuais futuras desacelerações econômicas.. 2.4 – Eventos na cidade de São Paulo Como vimos, a cidade de São Paulo é conhecida como a capital dos eventos no Brasil e o Observatório de Turismo da Cidade de São Paulo é um núcleo de estudos e pesquisas do turismo da cidade de São Paulo criado pela SPTuris, que tem como objetivo analisar periodicamente o comportamento do turismo paulistano, destacando seus impactos e resultado mais significantes. Suas principais atividades são: •. Realização de pesquisas específicas sobre segmentos da demanda turística nos megaeventos que anualmente ocorrem na cidade: Carnaval, São Paulo Indy 300, Virada Cultural, Parada LGBT, SPFW, Bienal Internacional do Livro, Salão do Automóvel, GP Brasil de Fórmula 1, entre outros. Estas pesquisas normalmente ocorrem em parceria com algumas das principais universidades da cidade de São Paulo, contando com o envolvimento de alunos e professores.. •. Acompanhamento periódico do desempenho de indicadores e atividades relacionados ao turismo paulistano, em especial: a) o volume do ISS do grupo 13 (turismo, hotelaria, eventos e similares); b) as taxas de ocupação, diárias médias e revpar (receita média por apartamento); c) os fluxos de passageiros e voos nos principais aeroportos que servem à cidade; d) outras investigações pontuais, especialmente nas Centrais de Informação Turística (CIT), Turismetrô, entre outras.. •. Desenvolvimento de pesquisas, em dois períodos do ano, sobre o perfil dos hóspedes em hotéis paulistanos – FOHB (Fórum dos Operadores Hoteleiros do.

(36) 36. Brasil), visando conhecer o perfil socioeconômico dos hóspedes nas distintas categorias (luxo, midscale e econômico). •. Acompanhamento de pesquisa do mercado de trabalho das atividades ligadas ao turismo, no ano de 2010, em parceria com a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).. •. Publicações institucionais com resultados de pesquisas e estudos sobre o turismo realizados pela SPTuris. Entre elas: a) Coletânea de “Indicadores e Pesquisas do Turismo na Cidade de São Paulo” abrangendo um conjunto de informações quantitativas e qualitativas sobre o desempenho do turismo em seus principais eventos, no período de 2005 a 2008. b) Boletim Semestral do Observatório de Turismo, em 2009 (número 1 e 2) abrangendo uma síntese de informações e indicadores valiosos para os agentes que trabalham com o turismo na cidade de São Paulo.. O turismo na cidade de São Paulo está diretamente ligado à realização dos eventos que a cidade promove tanto no setor público como no setor de privado. Os eventos que mais se destacam na movimentação da economia da cidade são: Virada Cultural, Parada GLBT, Salão do Automóvel, Bienal do Livro, Grande Prêmio de Fórmula I, Fórmula Indy, SP Fashion Week, Salão Duas Rodas, Réveillon na Paulista, Corrida de São Silvestre, Bienal Internacional de Arte de São Paulo, Carnaval do Sambódromo, Couromoda, Francal, Mostra Internacional de Cinema, Equipotel, Hospitalar, entre outros. Segundo a SPTuris, a cidade de São Paulo realiza mais de 90 mil eventos por ano e 75% das maiores feiras do país . A média de eventos realizados na cidade é de 1 evento a cada 6 minutos. A cidade concentra 15% do Produto Interno Bruto (PIB) e 6% da população do Brasil, sede de algumas das maiores corporações globais, oferece toda a infraestrutura de tecnologia e serviços. Uma das cidades de maior movimento com turismo de negócios do planeta, de cada US$ 100 dólares de riqueza gerada no país, mais de US$ 10 são produzidos aqui. A renda per capita na capital é 70% acima da dos brasileiros em geral. Isto é, o poder de compra dos moradores faz da cidade um grande mercado para todo tipo de evento. Interessante citar a realização da primeira temporada da Formula Indy 300 na cidade de São Paulo, que ocorreu nos dias 13 e 14 de março de 2010. A cidade abrigou pela primeira vez esse evento automobilístico, contou com um trabalho de 110 dias de preparativos, com.

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