• Nenhum resultado encontrado

Projeto e implementação de um sistema eletrônico auto-oscilante com controle de luminosidade para acionamento de lâmpada fluorescente

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Projeto e implementação de um sistema eletrônico auto-oscilante com controle de luminosidade para acionamento de lâmpada fluorescente"

Copied!
72
0
0

Texto

(1)

UNIVERSIDADE TECNOL ´OGICA FEDERAL DO PARAN ´A DEPARTAMENTO ACAD ˆEMICO DE EL ´ETRICA

CURSO DE ENGENHARIA EL ´ETRICA

GUILHERME DE ALMEIDA VIANA

PROJETO E IMPLEMENTAC

¸ ˜

AO DE UM SISTEMA

ELETR ˆ

ONICO AUTO-OSCILANTE COM CONTROLE DE

LUMINOSIDADE PARA ACIONAMENTO DE L ˆ

AMPADA

FLUORESCENTE

TRABALHO DE CONCLUS ˜AO DE CURSO

PATO BRANCO 2018

(2)

GUILHERME DE ALMEIDA VIANA

PROJETO E IMPLEMENTAC

¸ ˜

AO DE UM SISTEMA

ELETR ˆ

ONICO AUTO-OSCILANTE COM CONTROLE DE

LUMINOSIDADE PARA ACIONAMENTO DE L ˆ

AMPADA

FLUORESCENTE

Trabalho de Conclus ˜ao de Curso de graduac¸ ˜ao, apresentado `a disciplina de Trabalho de Conclus ˜ao de Curso 2, do Curso de Engenharia El ´etrica da Coordenac¸ ˜ao de Engenharia El ´etrica - CO-ELT - da Universidade Tecnol ´ogica Federal do Paran ´a - UTFPR, C ˆampus Pato Branco, como requisito parcial para obtenc¸ ˜ao do t´ıtulo de Engenheiro Eletricista.

Orientador: Prof. Dr. Juliano de Pelegrini Lopes

PATO BRANCO 2018

(3)
(4)

Dedico a este trabalho a minha M ˜ae Silvia Leite e ao meu Pai Geraldo Alves.

(5)

O absurdo ´e a raz ˜ao l ´ucida que constata os seus limites.

(6)

AGRADECIMENTOS

Meus sinceros agradecimentos:

Ao professor Juliano de Pelegrini Lopes, pela orientac¸ ˜ao e apoio no desen-volvimento deste trabalho.

A minha m ˜ae Silvia Leite de Almeida, por sempre me apoiar, mesmo quando eu n ˜ao acreditava em mim mesmo.

Ao meu pai Geraldo Alves Viana, por me demonstrar e indicar bons cami-nhos e por sempre estar ao meu lado desde de minha doenc¸a renal at ´e ao vestibular. Para o meu irm ˜ao Gustavo de Almeida Viana por ter sido um exemplo de profiss ˜ao a ser seguida e por sempre me dar dicas sobre a vida.

A minha atual namorada Maiara Bressiani, por sempre demonstrar afeto, companheirismo e confianc¸a.

Aos meus amigos que conviveram comigo: Luiz Afonso (Parana´ıba), que por mais que seja santista possui um enorme corac¸ ˜ao. Eduardo Le ˜ao (Buda), cujo sentirei falta de nossas conversas, seja por existencialismo ou at ´e mesmo cyberpunk. Douglas Florio, que praticamente foi um irm ˜ao no per´ıodo da faculdade. Alessandro Pasa (Perna) por sempre nos ajudar. A Crystian Mariott, por sempre ser o colono doido.

As meninas Isaura Cristina, Mayane Haack e Carolina Gass pela amizade desde o inicio da faculdade. A minha psic ´ologa amiga, Luiza Martino por sempre me dar conselhos e fazer os melhores passeios por S ˜ao Paulo.

Aos meus amigos da turma do microrol ˆes, pelas parcerias, conversas e zu-eras. Ao C ´elio da sala de apoio, que apesar de eu dever meio mundo de componentes, sempre me ajudou e deu dicas sobre eletr ˆonica de pot ˆencia.

A Universidade Tecnol ´ogica Federal do Paran ´a, que apesar da relac¸ ˜ao com-plexa, sempre forneceu uma estrutura adequada para minha formac¸ ˜ao de Engenheiro.

(7)

RESUMO

Este trabalho trata do projeto e implementac¸ ˜ao de um reator de l ˆampada fluorescente, com controle de intensidade luminosa. O acionamento da l ˆampada flu-orescente ´e realizado atrav ´es de um inversor meia ponte com filtro ressonante LCC pelo qual a comutac¸ ˜ao das chaves semicondutoras ´e executada atrav ´es do circuito de comando auto-oscilante, isto tudo considerando a corrente m ´axima que pode circular pelo filamento, tendo em vista assim, o aumento da vida ´util da l ˆampada. O controle de intensidade luminosa ´e realizado atrav ´es de um circuito auxiliar com a utilizac¸ ˜ao de um sensor de luminosidade (LDR -Light Dependent Resistor ) para medir a luminosidade do ambiente e controlar a pot ˆencia demandada pela l ˆampada.

Palavras-chave: L ˆampada Fluorescente, Reator eletr ˆonico, auto-oscilante, circuito de comando, controle de intensidade luminosa.

(8)

ABSTRACT

This monograph deals with the design and implementation of a fluorescent lamp reactor, with luminous intensity control. The activation of the fluorescent lamp is carried out through a half-bridge inverter with resonant LCC filter whereby the switching of the semiconductor switches is performed through the self-oscillating control circuit, considering the maximum current that can flow through the filament, in view thus in-creasing the lamp life. The luminous intensity control is realized through an auxiliary circuit with the use of a light sensor (LDR -Light Dependent Resistor) to measure the luminosity of the environment and control the power demanded by the lamp.

Keywords: Fluorescent Lamp, Electronic ballast, auto-oscillating, control circuit, lumi-nous intensity control.

(9)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Diagrama do Reator Proposto. . . 16

Figura 2: Circuito Filtro Ressonante. . . 18

Figura 3: Imped ˆancia de Entrada do Filtro LCC. . . 20

Figura 4: Filtro LCC com dois capacitores em paralelo. . . 25

Figura 5: Pot ˆencia da L ˆampada em func¸ ˜ao de A1. . . 27

Figura 6: Fluxograma de construc¸ ˜ao do filtro LCC. . . 28

Figura 7: Circuito Completo do Reator Auto-Oscilante. . . 29

Figura 8: Diagrama do REAO. . . 30

Figura 9: Diagrama do REAO reduzido. . . 30

Figura 10: Diagrama do REAO reduzido. . . 31

Figura 11: Curva de Nyquist. . . 34

Figura 12: Ponte retificadora com filtro capacitivo. . . 35

Figura 13: Circuito de Disparo. . . 37

Figura 14: Encapsulamento do IR21531. . . 38

Figura 15: Esquema de ligac¸ ˜ao do circuito IR21531. . . 39

Figura 16: Circuito completo para o ensaio da LF e posicionamento de pon-teiras. . . 42

Figura 17: Curva de Pot ˆencia x Frequ ˆencia da LF. . . 42

Figura 18: (a) Circuito equivalente do secund ´ario e (b) correntes do circuito de comando. . . 44

Figura 19: Diagrama do REAO com variac¸ ˜ao de intensidade luminosa. . . 45

Figura 20: (a) Comportamento do Circuito Adicional Brac¸o LR e (b) Circuito equivalente no secund ´ario do transformador de corrente. . . 46

Figura 21: Circuito Adicional Completo. . . 48

(10)

Figura 23: Simulac¸ ˜ao Orcad do Reator Auto-Oscilante sem variac¸ ˜ao de

in-tensidade luminosa. . . 52

Figura 24: Tens ˜ao e corrente na l ˆampada fluorescente em regime perma-nente. . . 53

Figura 25: Pot ˆencia da LF em regime permanente. . . 54

Figura 26: Tens ˜ao de ignic¸ ˜ao da LF. . . 54

Figura 27: Tens ˜ao e corrente na entrada do Filtro ressonante. . . 55

Figura 28: Tens ˜ao e corrente nas chaves semicondutoras a) M 1 e b) M 2. . 55

Figura 29: Corrente na chave semicondutoras. . . 56

Figura 30: Prot ´otipo do Reator Auto-Oscilante. . . 56

Figura 31: Corrente e tens ˜ao de entrada. . . 58

Figura 32: Tens ˜ao e corrente na L ˆampada Fluorescente. . . 59

Figura 33: Tens ˜ao Gate - Source de M1. . . 59

Figura 34: Tens ˜ao e Corrente na Chave . . . 60

Figura 35: Pot ˆencia,Tens ˜ao,Corrente e tens ˜ao de Chaveamento da LF. . . 60

Figura 36: Simulac¸ ˜ao do Circuito Completo. . . 61

Figura 37: (a) Pot ˆencia da LF com o sensor LDR medindo mais que 500 Lux e (b) Pot ˆencia da LF com o sensor LDR medindo em torno de 100 Lux. . . 62

Figura 38: Tens ˜ao e corrente sobre a chave M2 com sensor LDR medindo mais que 500 Lux e (b) Tens ˜ao e Corrente sobre a Chave M2 com o sensor LDR medindo em torno de 100 Lux. . . 62

Figura 39: Tens ˜ao (75V/div), Corrente(75mA/div), Pot ˆencia (10W/div) e Frequ ˆencia (20µs/div) da LF para Iluminac¸ ˜ao em torno de 100 Lux. . . 63

Figura 40: Tens ˜ao (75V/div), Corrente (75mA/Div), Pot ˆencia (10W/div) e Frequ ˆencia (20µs/div) da LF para ilumin ˆancia perto de 500 Lux. 63 Figura 41: Tens ˜ao (100V/div), Corrente (100mA/div) e Frequ ˆencia (10µs/div) sobre Chave M2 com Iluminac¸ ˜ao de 500 Lux. . . 64

Figura 42: Tens ˜ao (100V/div), Corrente (100mA/div) e Frequ ˆencia (10µs/div) sobre Chave M2 com ilumin ˆancia acima de 100 Lux. . . 64

(11)
(12)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Valores dos componentes encontrados para o Filtro LCC para um coeficiente A1 de 0,225. . . 27 Tabela 2: Valores dos componentes encontrados para o circuito de comando. 34 Tabela 3: Valores dos componentes encontrados o Circuito de Disparo. . . 37 Tabela 4: Valores dos Componentes encontrados para o circuito do IR21531 41 Tabela 5: Requisitos para o projeto do Brac¸o LR . . . 46 Tabela 6: Valores dos componentes encontrados para o circuito adicional. 51 Tabela 7: Valores Comerciais e Modelos escolhidos para o Prot ´otipo. . . . 57 Tabela 8: C ´alculo da estimativa econ ˆomica . . . 67

(13)

LISTA DE S´IMBOLOS

LF - L ˆampada Fluorescente REAO- Reator Auto-Oscilante

ZV S - Zero Voltage Switching (comutac¸ ˜ao Suave) Cbar - Capacitor do Barramento Paralelo

ω- Frequ ˆencia Angular

PLF - Pot ˆencia Ativa Requerida pela L ˆampada Fluorescente Vef - Valor Eficaz de Tens ˜ao

V cc- Tens ˜ao Continua da Entrada do Inversor Kt- Coeficiente de transfer ˆencia de Pot ˆencia

SoS - Soma dos Quadrados das Correntes dos Terminais Qo- Fator de Qualidade

L- Indutor do Filtro Fessonante

Cs - Capacitor em s ´erie do Filtro Ressonante

Cp - Capacitor em Paralelo com a L ˆampada Fluorescente Lp - Enrolamento Prim ´ario do Transformador de Corrente

Ls1, Ls2- Enrolamento Secund ´ario do Transformador de Corrente T C - Transformador De Corrente

Lm - Indut ˆancia Magnetizante do Transformador de Corrente DZ1− DZ4 - Diodo Zener de 1 a 4

REAOD-Reator Eletr ˆonico Auto-Oscilante com Dimming Id - Corrente do Indutor Ld

Ld- Indutor do Circuito Adicional de Variac¸ ˜ao da Intensidade Luminosa Rd- Resistor do Circuito Adicional de Variac¸ ˜ao da Intensidade Luminosa Tsc - Transistor do Circuito Adicional de Variac¸ ˜ao da Intensidade Luminosa

(14)

SUM ´ARIO 1 INTRODUC¸ ˜AO . . . 14 1.1 OBJETIVOS GERAIS . . . 15 1.2 OBJETIVOS ESPEC´IFICOS . . . 16 1.3 ORGANIZAC¸ ˜AO DO TRABALHO . . . 16 2 FILTRO RESSONANTE . . . 18

2.1 PROJETO DO FILTRO RESSONANTE LCC . . . 19

3 CIRCUITO DE COMANDO DO REATOR AUTO-OSCILANTE . . . 29

3.1 PROJETO DO CIRCUITO DE COMANDO DO REAO . . . 32

3.2 AVALIAC¸ ˜AO AUTO-SUSTENTADA . . . 33

4 PROJETO DO CIRCUITO DE ENTRADA E DO CIRCUITO DE DISPARO . . . 35

4.1 CIRCUITO DE DISPARO . . . 36

5 ENSAIO DA L ˆAMPADA FLUORESCENTE . . . 38

5.1 CIRCUITO DE COMANDO PARA O ENSAIO . . . 38

5.2 DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES PARA IR21531 . . . 39

5.3 RESULTADO DO ENSAIO . . . 41

6 CIRCUITO DE VARIAC¸ ˜AO DE INTENSIDADE LUMINOSA . . . 44

6.1 PROJETO DO CIRCUITO ADICIONAL . . . 45

6.2 DETERMINAC¸ ˜AO DA INDUT ˆANCIA LD. . . 46

6.3 AUTOMATIZAC¸ ˜AO DO BRAC¸ O LR . . . 48

7 RESULTADOS E IMPLEMENTAC¸ ˜AO . . . 52

7.1 RESULTADOS DA SIMULAC¸ ˜AO DO REAO SEM VARIAC¸ ˜AO DE INTENSI-DADE LUMINOSA . . . 52

(15)

7.2 RESULTADOS PR ´ATICOS DO REAO SEM VARIAC¸ ˜AO DE INTENSIDADE

LUMINOSA . . . 56

7.3 RESULTADOS DA SIMULAC¸ ˜AO DO REAOD . . . 61

7.4 RESULTADOS PR ´ATICOS DO REAOD . . . 62

8 EXEMPLO DE ESTIMATIVA DE ECONOMIA . . . 66

(16)

14

1 INTRODUC¸ ˜AO

Diante da crise energ ´etica que ocorreu no Brasil em 2001 que foi evidenci-ada atrav ´es das frequentes falhas de abastecimento de energia el ´etrica, conhecidas popularmente como ”apag ˜oes”, passou a haver uma maior preocupac¸ ˜ao no setor de conservac¸ ˜ao de energia el ´etrica e a substituic¸ ˜ao da fonte luminosa foi mais difundida com foco no aumento da efici ˆencia energ ´etica.

A iluminac¸ ˜ao artificial no Brasil representa 17% do consumo final de energia el ´etrica. O setor residencial tem consumo de aproximadamente 16,2% do total de con-sumo de energia el ´etrica no Brasil referente a iluminac¸ ˜ao e a quantidade prevista de energia gasta com iluminac¸ ˜ao para o ano de 2020 ser ´a de aproximadamente 11% do total produzido(EPE, 2014). E as l ˆampadas fluorescentes (LFs) representam uma das formas mais comuns para economia de energia el ´etrica, devido a elevada efici ˆencia e vida ´util.

A iluminac¸ ˜ao fluorescente vem passando por grandes avanc¸os tecnol ´ogicos em sua composic¸ ˜ao e dispositivos auxiliares, seja por acionamento ou variac¸ ˜ao da intensidade luminosa com o objetivo principal de oferecer o aumento da efici ˆencia energ ´etica destinado ao ambiente residencial e industrial. No entanto, como ponto negativo, um dos principais materiais das LFs ´e o merc ´urio, metal altamente t ´oxico que pode contaminar determinados ambientes como ´agua, solo e plantas. A quantidade de merc ´urio em uma l ˆampada fluorescente pode variar de acordo com a caracter´ıstica da l ˆampada, o fabricante e o ano de fabricac¸ ˜ao. Essa quantidade vem diminuindo significativamente com o decorrer dos anos, como exemplo uma LF de 40 W, que entre 1985 e 2001 teve reduzida sua quantidade de merc ´urio de 48,2 mg para 8,2 mg (POLANCO, 2007).

Apesar do r ´apido desenvolvimento das l ˆampadas de diodos emissores de luz (LEDs), as LFs tubulares e compactas ainda correspondem a um percentual maior do mercado brasileiro. Segundo dados da Associac¸ ˜ao Brasileira da Ind ´ustria de Ilumi-nac¸ ˜ao (Abilux), em 2014 foram consumidas 20 milh ˜oes de l ˆampadas de LED. N ´umero consider ´avel, mas ainda pouco representativo, em comparac¸ ˜ao, o consumo das hal ´o-genas (85 milh ˜oes), tubulares (100 milh ˜oes), incandescentes (150 milh ˜oes) e fluores-centes compactas (250 milh ˜oes) (MOREIRA, 2016).

(17)

1.1 Objetivos Gerais 15

Conv ´em ressaltar tamb ´em, o desenvolvimento das LFs T5 de alto fluxo lu-minoso de sa´ıda (HO-”High Output”) e as L ˆampadas T5 de alta efici ˆencia (HE-” High Efficiency ”). A vida ´util destas LFs pode atingir at ´e 24000 horas, com efici ˆencia lumi-nosa m ´axima de 104 lm/W e baixa quantidade de merc ´urio (OSRAM, 2007).

Os reatores eletr ˆonicos podem ser interligados a sistemas inteligentes de controle de energia el ´etrica. E a utilizac¸ ˜ao de um sistema de controle de iluminac¸ ˜ao adequado as atividades ´e fundamental para sua efici ˆencia. Como exemplo, nota-se que em instalac¸ ˜oes antigas ou mal projetadas que n ˜ao conseguem atender a NBR ISO/CIE 8995 para uma iluminac¸ ˜ao m´ınima em seu interior, est ˜ao sujeitas a causa-rem problemas como danos aos usu ´arios, tais como: fadiga visual, dor de cabec¸a, ofuscamento, reduc¸ ˜ao da efici ˆencia visual ou mesmo acidentes e baixa produtividade nas tarefas . Muitas vezes se verifica-se n´ıveis de iluminamento acima dos valores normalizados, caracterizando um superdimensionamento do sistema original, geral-mente causados por uma substituic¸ ˜ao direta da tecnologia original por outra mais mo-derna. Como por exemplo no setor industrial ou comercial onde l ˆampadas incandes-centes s ˜ao substitu´ıdas por l ˆampadas fluoresincandes-centes, na mesma quantidade, mas com pot ˆencias menores e com mais intensidade luminosa provocando um aumento do n´ıvel de iluminamento al ´em do necess ´ario, podendo ser interpretado como desperd´ıcio de energia el ´etrica.

Em vista disso, por meio de pesquisas bibliogr ´aficas, esse trabalho se pro-p ˜oe a impro-plementar um sistema eletr ˆonico com controle autom ´atico de luminosidade para acionamento de l ˆampadas fluorescentes tubulares. A topologia consiste de um inversor meia-ponte com comando auto-oscilante, comercialmente utilizada em reato-res eletr ˆonicos para l ˆampadas fluoreato-rescentes. Al ´em disso,prop ˜oem-se o diferencial de desenvolver um circuito auxiliar com a utilizac¸ ˜ao de um sensor de luminosidade para medir a luminosidade do ambiente e controlar a pot ˆencia entregue para l ˆampada. A Figura 1 mostra um diagrama representativo do reator proposto.

1.1 OBJETIVOS GERAIS

O objetivo geral deste trabalho ´e projetar e implementar um reator eletr ˆonico para uma LF com controle de intensidade luminosa.

(18)

1.2 Objetivos espec´ıficos 16

Retificador Inversor RessonanteFiltro Lâmpada Fluorescente Comando Auto Oscilante Circuito de Variação de Intensidade Luminosa Sensor de Intensidade Luminosa Figura 1: Diagrama do Reator Proposto.

Fonte: Autoria pr ´opria.

1.2 OBJETIVOS ESPEC´IFICOS

1) Revisar bibliografias referentes aos reatores auto oscilantes;

2) Dimensionar e modelar o Reator Auto-Oscilante ligado ao sistema de controle de luminosidade;

3) Especificar e projetar os componentes do reator; 4) Projetar o sistema de controle de luminosidade;

5) Simular e analisar o REAO com controle de luminosidade; 6) Implementar o sistema completo analogicamente.

1.3 ORGANIZAC¸ ˜AO DO TRABALHO

Este trabalho est ´a organizado em 9 cap´ıtulos. No cap´ıtulo 2 ´e apresentado o Filtro Ressonante do Reator, onde apresenta-se sua func¸ ˜ao e suas etapas de pro-jeto. No cap´ıtulo 3 ´e explicado o funcionamento do circuito de comando auto-oscilante e al ´em disso, ´e mostrada a avaliac¸ ˜ao auto-sustentada do comando que originou a metodologia de projeto empregada.

No cap´ıtulo 4 ´e exposto o projeto do circuito de entrada da ponte retificadora junto ao circuito de disparo para garantir a ignic¸ ˜ao da l ˆampada fluorescente. O cap´ıtulo 5 ´e explicado o ensaio da L ˆampada fluorescente, onde atrav ´es do circuito integrado IR2153 varia-se a frequ ˆencia da LF. A partir do cap´ıtulo 6 ´e mostrado como ´e calculado o Brac¸o LR que ir ´a variar a intensidade luminosa da LF.

No cap´ıtulo 7 ´e apresentada a simulac¸ ˜ao realizada e os resultados obtidos atrav ´es da implementac¸ ˜ao do prot ´otipo. Um exemplo de estimativa de economia ´e

(19)

1.3 Organizac¸ ˜ao do Trabalho 17

demonstrado no cap´ıtulo 8. As considerac¸ ˜oes finais sobre o trabalho s ˜ao feitas no cap´ıtulo 9, em que s ˜ao discutidos o cumprimento dos objetivos inicialmente propostos para a realizac¸ ˜ao deste trabalho e apresentadas as dificuldades encontradas durante a realizac¸ ˜ao do mesmo.

(20)

18

2 FILTRO RESSONANTE

O funcionamento adequado de um reator depende do projeto do seu filtro ressonante para que a LF tenha elevada efici ˆencia e vida ´util. Um filtro bem proje-tado deve garantir a ignic¸ ˜ao da l ˆampada e proporcionar comutac¸ ˜ao ZVS (zero voltage switching). Esse tipo de comutac¸ ˜ao, em princ´ıpio, ´e prefer´ıvel para os componentes com maior capacit ˆancias (MOSFET ). Outra caracter´ıstica importante que o filtro res-sonante deve proporcionar, ´e n ˜ao permitir a circulac¸ ˜ao de corrente com componente cont´ınua (CC) na LF e proporcionar o pr ´e-aquecimento dos seus eletrodos (LOPES et al., 2010).

Existem diversas configurac¸ ˜oes de filtros ressonantes utilizados para alimen-tac¸ ˜ao de LF, dentre eles: LC s ´erie, L s ´erie C paralelo, C s ´erie LC paralelo, LC s ´erie C paralelo, LC s ´erie L paralelo, L s ´erie LC paralelo e LC s ´erie paralelo s ´erie. O filtro s ´erie LC paralelo C ´e amplamente empregado em reatores eletr ˆonicos, tendo como vantagem o ganho de tens ˜ao suficiente para ignic¸ ˜ao e capacidade de alimentar LF a partir de formas de ondas com n´ıvel cont´ınuo. (SEIDEL, 2004).

Por esse motivo, este filtro ´e empregado em maior escala em reatores eletr ˆonicos. A Figura 2 , mostra o filtro LC s ´erie paralelo C ligado ao inversor meia ponte.

F Cs

Cp

Figura 2: Circuito Filtro Ressonante. Fonte: Autoria pr ´opria.

(21)

2.1 Projeto do Filtro ressonante LCC 19

Onde:

• Vcc - Tens ˜ao cont´ınua da sa´ıda do retificador; • S1 e S2 - Chaves semicondutoras do REAO; • LF- Lampada Fluorescente;

• L, Cs e Cp - Elementos do Filtro LC s ´erie paralelo C.

Na literatura, existem diferente metodologias de projeto para filtro resso-nante LCC para LF. A maioria dos trabalhos concentra-se em utilizar a aproximac¸ ˜ao pela componente fundamental e o modelo de resist ˆencia equivalente L ˆampada ( KA-ZIMIERCZUK; SZARANIEC, 1993). No entanto, uma determinada configurac¸ ˜ao de filtro ressonante LCC pode atender diversos requerimentos de operac¸ ˜ao, dependendo do fator de qualidade (Qo) e aplicac¸ ˜ao na qual ´e empregado. Segundo (SEIDEL et al., 2007) elevados valores de Qo n ˜ao s ˜ao indicados para circuitos de comando auto-oscilantes, nos quais a frequ ˆencia de operac¸ ˜ao ´e sens´ıvel `a carga e aos par ˆametros do filtro, podendo assim, levar a um erro significativo na pot ˆencia solicitada pela l ˆampada.

A metodologia usada por esse trabalho ´e a mesma usada em (SEIDEL, 2004), onde se projeta um filtro ressonante utilizado para reatores de LFs com variac¸ ˜ao de intensidade luminosa, onde garanta e atenda todos os requisitos necess ´arios para a alimentac¸ ˜ao da LF, al ´em de garantir que os eletrodos da LF trabalhe em determina-das correntes conforme estabelecido pelos fabricantes.

2.1 PROJETO DO FILTRO RESSONANTE LCC

Para esse projeto de filtro ressonante LCC, algumas hip ´oteses s ˜ao consi-deradas: As chaves semicondutoras MOSFET do circuito inversor da Figura 2 s ˜ao consideradas ideais, os componentes L, Cs, e Cp s ˜ao ideias e sem elementos para-sitas. As equac¸ ˜oes abaixo s ˜ao a base para determinar o projeto dos componentes do filtro: ω1 = 1 √ LCs (1) ω2 = 1 √ LCp (2)

(22)

2.1 Projeto do Filtro ressonante LCC 20 A1 = ω1 ωs (3) A2 = ω2 ωs (4) Onde :

• R - Resist ˆencia equivalente da LF;

• ω1 - Frequ ˆencia angular de resson ˆancia entre L e Cs; • ω2 - Frequ ˆencia angular de resson ˆancia entre L e CP; • ωs - Frequ ˆencia angular de comutac¸ ˜ao.

Para continuar o c ´alculo, ´e necess ´ario encontrar a imped ˆancia total do filtro ressonante. Como o filtro nada mais ´e do que duas imped ˆancias em s ´erie podemos ent ˜ao associar, como demonstrado na Figura 3.

Figura 3: Imped ˆancia de Entrada do Filtro LCC. Fonte: Autoria pr ´opria.

Onde a imped ˆancia de entrada ´e dada por:

Zin= Z1 + Z2 (5)

A imped ˆancia em s ´erie Z1 ´e dada por: Z1 = Ls + 1 sCs = Ls 2C s+ 1 sCs (6)

(23)

2.1 Projeto do Filtro ressonante LCC 21

E a imped ˆancia paralela Z2 ´e dada por:

Z2 = R

RsCp + 1 (7)

Somando as duas imped ˆancias, encontra-se Zin:

Zin =

Ls2Cs + 1

sCs +

R

RsCp + 1 (8)

Abrindo para s = jω, temos: Zin =

L(jω)2Cs + 1 Csjω

+ R

RjCp + 1 (9)

Realocando e colocando em func¸ ˜ao de J ω, tem-se:

Zin = jωL  1 − 1 ω2LCs + R (RjωCp + 1) jωL  (10) Utilizando as equac¸ ˜oes( 1) -( 4) em (10), obt ´em-se:

1 ZiN = ωsL      Q0 A1 1 (A2)4 + (Q0) 2 (A1)2      − JωsL      1 − A12− 1 (A2) 2 1 (A2)4 +(Q0)2 (A1)2           ωsL      Q0 A1 1 (A2)4 +(Q0) 2 (A1)2           2 +      ωsL      1 − A12− 1 (A2)2 1 (A2)4 +(Q0) 2 (A1)2           2 (11)

(24)

2.1 Projeto do Filtro ressonante LCC 22 PLF = Re " vef  ziN 2# (12) Onde temos:

• P LF - Pot ˆencia ativa requerida pela l ˆampada;

• vef - Valor eficaz da componente fundamental da forma de onda da tens ˜ao apli-cada no filtro ressoante.

A aproximac¸ ˜ao fundamental de vef ´e o valor eficaz da componente funda-mental da tens ˜ao aplicada ao filtro ressonante, dada por:

vef = √

2V cc

π (13)

Onde V cc , ´e a tens ˜ao de entrada do inversor meia-ponte. Se aplicar a equac¸ ˜ao (11) em (12), obt ´em-se:

PLF vef2 =           Q0 A1 1 (A2)4 + (Q0) 2 (A1)2           ωsL           Q0A1 1 (A2) 4 + (Q0)2 (A1) 2      2 +      1 − A12− 1 (A2)2 1 (A2) 4 +(Q0)2 (A1) 2      2     (14)

(25)

2.1 Projeto do Filtro ressonante LCC 23 Kt=     1 A1 Q0(A2) 4 + Q0 A1     Q0           Q0 A1 1 (A2)4 + (Q0) 2 (A1)2      2 +      1 − A12− 1 (A2)2 1 (A2) 4 +(Q0)2 (A1) 2      2     (15)

Onde Kt ´e o coeficiente de transfer ˆencia de pot ˆencia. O valor de Ktdefine o quanto de pot ˆencia o sistema pode fornecer, relacionando com a carga, a tens ˜ao ou a corrente de entrada do filtro (SEIDEL et al., 2011). Considerando condic¸ ˜oes ideais de operac¸ ˜ao, Kt ´e dado por:

KT = PLFR

vef2 (16)

Segundo (P.LOPES MAIKEL F.MENKE, 2015), o filtro deve operar na sua frequ ˆencia de resson ˆancia antes da ignic¸ ˜ao da LF, pois, caso opere em qualquer outra frequ ˆencia, o ganho de tens ˜ao pode n ˜ao ser suficiente para formar o arco de descarga e a ignic¸ ˜ao da l ˆampada pode n ˜ao ocorrer. Sendo assim, define-se o coeficiente A2ig:

A2ig = q (A12) + (A22) = ωr ωs (17)

No qual A2ig, ´e a frequ ˆencia angular de resson ˆancia do filtro antes da ignic¸ ˜ao. Em (LI et al., 1997) ´e definido ωs, quando a l ˆampada pode ser considerada um circuito aberto, como:

ωr = 1 q

LCs+CpCsCp

(18)

(26)

2.1 Projeto do Filtro ressonante LCC 24 Kt =      1 A1 Q0 A22ig− A21 4 + Q0 A1      Q0              Q0 A1 1 A2 2ig− A21 4 + (Q0) 2 (A1)2       2 +        1 − A12− 1 (A2)2 1 A2 2ig− A21 4 +Q0 A22ig− A21 2 (A1) 2        2       (19)

Para o projeto do filtro, deve-se calcular um A1 em func¸ ˜ao de Kt, de tal forma que atinja-se o fator de qualidade Q0 desejado, pois o valor de A1 , indica a disparidade de ω1 com relac¸ ˜ao `a frequ ˆencia angular de comutac¸ ˜ao ωs. Assim sendo, quando encontra-se as ra´ızes da equac¸ ˜ao (19) em func¸ ˜ao de A1, estas fornecem dois valores positivos, um maior que 1 e outro menor. Desta forma, um valor de A1 maior que 1 indica que ωs ´e menor que ω1, indicando uma operac¸ ˜ao abaixo da frequ ˆencia de resson ˆancia , podendo assim comprometer a aproximac¸ ˜ao pela componente funda-mental empregada do projeto causando um aumento da presenc¸a de quantidade de harm ˆonicas na corrente do filtro. Outro ponto negativo, ´e a perda de comutac¸ ˜ao suave (ZVS), pois um dos requisitos de operac¸ ˜ao do inversor ´e estar acima da frequ ˆencia de resson ˆancia. Logo, para satisfazer as condic¸ ˜oes citadas, utiliza-se um valor de A1, menor que 1 (P.LOPES MAIKEL F.MENKE, 2015).

Com o valor de A1 definido, calcula-se os valores de L e Cs nas equac¸ ˜oes abaixo: L = Q0R A1ωs (20) CS = 1 Q0A1ωsR (21) Para projetar Cp , utiliza-se as equac¸ ˜oes (2), (4) e (17), e obtendo-se:

Cp = 1

(ωs)2L A22ig− A1

(27)

2.1 Projeto do Filtro ressonante LCC 25

No c ´alculo do capacitor Cp,deve-se tomar um certo cuidado com o valor desse componente, pois dependendo do valor de sua capacit ˆancia, pode-se provo-car um aquecimento acima do esperado no eletrodo da LF, causando assim uma acelerac¸ ˜ao no fim da vida ´util da l ˆampada. A temperatura dos eletrodos de uma LF ´e influenciada por tr ˆes correntes. A corrente ILH (lead-high current) ´e a que entra no eletrodo da LF, ID (discharge current) ´e a corrente de descarga da LF e ILL (lead-low current) ´e a corrente que sai do eletrodo da l ˆampada. A avaliac¸ ˜ao da soma dos qua-drados de ILH e ILL, chamada de SoS (sum of squares of the lead-in wire currents), ´e o m ´etodo atrav ´es do qual verifica o aquecimento do eletrodo de uma LF (GOUD; DORLEIJN, 2002).

Desta maneira, projeta-se um Cp que n ˜ao exceda a corrente recomendada pelo fabricante sobre os eletrodos. Para que isso ocorra, calcula-se o valor m ´aximo de Cp que garanta a operac¸ ˜ao dentro de uma faixa segura de corrente m ´axima percorrida pelo eletrodo. Assim,

Cpmax=

|ILLmax| |VLF max| ωs

(23) Onde:

• Cpmax-Valor m ´aximo de Cp;

• ILLmax-Valor m ´aximo de corrente que sai pelo eletrodo da LF; • VLF max-Valor m ´aximo da tens ˜ao na LF.

Os valores ILLmax e VLF max s ˜ao fornecidos pelo fabricante da l ˆampada. Quando o valor de Cp for maior que o valor de Cpmax, opta-se por dividir a capacit ˆancia Cp em dois capacitores (Cp1 e Cp2 ) posicionando-os como demonstrado na Figura 4.

Divisor

capacitivo

Cp1 Cp2 R Cs L S1 S2 VCC

Figura 4: Filtro LCC com dois capacitores em paralelo. Fonte: Autoria pr ´opria.

(28)

2.1 Projeto do Filtro ressonante LCC 26

Esta metodologia para o filtro ressonante LCC ´e resumida no fluxograma da Figura 6 no final dessa sec¸ ˜ao. Como neste trabalho h ´a variac¸ ˜ao de intensidade luminosa da LF, deve-se avaliar a resposta do filtro para toda a faixa de operac¸ ˜ao para verificar se atende os requisitos de projeto. Caso n ˜ao atenda deve-se mudar o Qo para que seja respeitado o projeto. Depois deve-se avaliar as correntes que passam nos eletrodos para que n ˜ao estejam altas o suficiente para diminuir a vida ´util dos mesmos e analisar o dimensionamento do capacitor Cp.

A partir de todas as express ˜oes determinadas, pode-se dimensionar os componentes do filtro e para isso, alguns par ˆametros de projeto devem ser levados em conta:

• Tens ˜ao de entrada : 220 VRms;

• L ˆampada fluorescente FO 32 W / 640 OSRAM; • Frequ ˆencia de chaveamento (fs) 35 kHz;

• Pot ˆencia da LF = 32 W; • Fator de qualidade (Qo)= 0,3; • Tens ˜ao eficaz da LF = 139,99 V;

• Corrente no capacitor paralelo m ´axima ( ILLmax ) 0,2439 A ; • Resist ˆencia da LF em regime permanente 376,15Ω;

• Tens ˜ao eficaz m ´axima da LF (VLF max) 158 V.

A frequ ˆencia escolhida foi de 35 kHz devido `as caracter´ısticas dos rea-tores eletr ˆonicos: operac¸ ˜ao em alta frequ ˆencia (proporciona reduc¸ ˜ao do volume) e inexist ˆencia de ru´ıdo aud´ıvel e de cintilamento em baixa frequ ˆencia (120 Hz). A re-sist ˆencia equivalente da l ˆampada em regime permanente foi determinada atrav ´es da refer ˆencia de (CERVI et al., 2002) ,que fornece a express ˜ao da resist ˆencia el ´etrica da l ˆampada em func¸ ˜ao da pot ˆencia da mesma. Conforme a equac¸ ˜ao abaixo:

R (P ) = 4013e−0,074P + 9447e−0,332P (24)

Os valores nominais de corrente e tens ˜ao da LF foram calculados fazendo-se uso da pot ˆencia nominal (32W) e da resist ˆencia equivalente em regime perma-nente da equac¸ ˜ao (24). Os valores de tens ˜ao m ´axima VLF maxe ILLmax foram consulta-dos com o datasheet da LF. Com esses respectivos daconsulta-dos de projetos, procede-se o

(29)

2.1 Projeto do Filtro ressonante LCC 27

c ´alculo inicialmente de A1. Utilizando a equac¸ ˜ao (19) e plotando o gr ´afico de pot ˆencia da LF por A1 , como demonstrado na Figura 5, pode-se localizar o valor respectivo de A1 para pot ˆencia de 32 W.

,

,

,

Figura 5: Pot ˆencia da L ˆampada em func¸ ˜ao de A1. Fonte: Autoria pr ´opria.

A partir do valor do coeficiente A1 encontrado de 0,225, se torna poss´ıvel encontrar os valores respectivos dos componentes L, Cs e Cp, demonstrados na ta-bela baixo.

Tabela 1: Valores dos componentes encontrados para o Filtro LCC para um coeficiente

A1de 0,225.

Componente Valor projetado

L 2,281 mH

CS 179,1 nF

Cp 9,551 nF

CP max 7,020 nF Fonte: Autoria pr ´opria.

Nota-se que o valor de CP max foi ultrapassado pelo valor do componente Cp, o que poderia ocasionar um desgaste dos eletrodos da LF. Por isso ´e necess ´ario dividir em dois capacitores, Cp1 e Cp2 , onde o equivalente entre eles resulte no valor encontrado de Cp para n ˜ao ultrapassar o valor de CP maxe assim preservar os eletrodos da LF.

(30)

2.1 Projeto do Filtro ressonante LCC 28

Define dados de Projeto

Calcula fundamental da tensão de entrada do filtro ressonante

Calcula a transferência de Potência do Filtro

Define Qo Calcula A1 Escolhe 0<A1<1 Calcula L, Cs e Cp Calcula Cpmax Cp>CpMax? Divide Cp Variação de intesidade luminosa? Resposta satisfaz o projeto?

Avalia Linha SoS

Fim L,Cs,CP Não Sim Sim Sim Não Não Variação de intensidade luminosa?

Figura 6: Fluxograma de construc¸ ˜ao do filtro LCC. Fonte: Adaptado de (P.LOPES MAIKEL F.MENKE, 2015).

(31)

29

3 CIRCUITO DE COMANDO DO REATOR AUTO-OSCILANTE

O circuito completo do REAO ´e mostrado na Figura 7. A descric¸ ˜ao de operac¸ ˜ao desse reator eletr ˆonico ´e assumindo que s ˜ao satisfeitas as condic¸ ˜oes para o sistema apresentar uma oscilac¸ ˜ao autossustent ´avel. A tens ˜ao de entrada V cc j ´a ´e con-siderada retificada para tens ˜ao cont´ınua, a LF ´e concon-siderada como uma imped ˆancia el ´etrica, os elementos parasitas dos MOSFETS (S1e S2) e do transformador de cor-rente (T C) s ˜ao desconsiderados e os diodos Zeners (DZ1- DZ4) ideais. Seu princ´ıpio de funcionamento no circuito de comando baseia-se em refletir a corrente senoidal do filtro ressonante em (ILP) para polarizar dois pares de diodos Zeners, atrav ´es de um transformador de corrente toroidal (LP−LS1−LS2), com o intuito de aplicar uma tens ˜ao quadrada sim ´etrica no comando dos interruptores (M1 e M2). Para que o circuito entre neste ciclo realimentado ´e necess ´aria uma excitac¸ ˜ao inicial, na sec¸ ˜ao 4 ser ´a explicado como garantir e projetar esse gatilho inicial.

s

s

Figura 7: Circuito Completo do Reator Auto-Oscilante. Fonte: Autoria pr ´opria.

(32)

3 Circuito de comando do Reator Auto-Oscilante 30

Na Figura 8 ´e mostrada a representac¸ ˜ao do REAO por diagrama de blo-cos, onde esse diagrama pode ser divido em duas partes: uma com o comportamento linear (em vermelho), representado pelos blocos GF(s), que se trata da func¸ ˜ao de transfer ˆencia da corrente do filtro ressonante em func¸ ˜ao da tens ˜ao aplicada no mesmo, Gm(s), que ´e a func¸ ˜ao de transfer ˆencia referente a corrente de magnetizac¸ ˜ao Im(s) e a tens ˜ao zener V z(s), o bloco 0n0 que consiste na relac¸ ˜ao do n ´umero de espiras do transformador de corrente (TC) e K que relaciona a tens ˜ao V z com a tens ˜ao de entrada do filtro ressoante. A segunda parte, representa o comportamento n ˜ao linear, ´e representada pela chave ideal que relaciona a corrente zener (Iz)com a tens ˜ao ze-ner (V z), que representam a descontinuidade devido ao chaveamento dos MOSFET’s referentes ao inversor meia onda (SEIDEL et al., 2007)

Vz(s) E/2 IL(s) Is(s) Iz(s) -Vz +Vz -1 n K Gm(s) + + -+ GF(s) Chave Ideal Im(s) Não Linear Linear

Figura 8: Diagrama do REAO. Fonte: Adaptado de (Lopes,2014).

Para an ´alise de sistemas n ˜ao lineares, como demonstrados na Figura 8, pode-se utilizar o m ´etodo da func¸ ˜ao descritiva e o crit ´erio estendido de Nyquist para avaliar a estabilidade. No entanto, isso somente ´e poss´ıvel quando tem-se um sistema de controle com entrada e sa´ıda ´unica (SISO) e com comportamento n ˜ao linear que apresentem oscilac¸ ˜oes, podendo assim, ser representados por diagramas de blocos reduzidos como o da Figura 9.

N

G(s)

V V

Figura 9: Diagrama do REAO reduzido. Fonte: Autoria pr ´opria.

(33)

3 Circuito de comando do Reator Auto-Oscilante 31

Caso as harm ˆonicas geradas pelos bloco da chave ideal forem o suficien-temente atenuadas pelo filtro ressoante LCC, de forma que apenas a componente da harm ˆonica fundamental de sa´ıda seja significativa, ent ˜ao a estabilidade pode ser calculada por uma func¸ ˜ao descritiva (SEIDEL et al., 2007).

Neste caso, o bloco ’chave ideal’ da Figura 8 pode ser expresso na func¸ ˜ao descritiva abaixo:

N = 4V z π · Iz

(25) Sendo V z constante e determinado na especificac¸ ˜ao do diodo zener esco-lhido no projeto, a vari ´avel Iz ´e a amplitude da corrente de polarizac¸ ˜ao, definida entre 10 e 100 porcento da pot ˆencia do diodo zener utilizado no projeto.

Abrindo, s = J ω da equac¸ ˜ao G(s) que caracteriza o sistema, tem-se a se-guinte igualdade:

G (J ω) = −1

N (26)

Se a equac¸ ˜ao (26) for satisfeita, ent ˜ao poder ´a apresentar ciclo limite, e a posic¸ ˜ao dos lugares geom ´etricos de -1/N e de G(jω) fornecer ´a informac¸ ˜oes referentes a estabilidade do sistema. Como por exemplo, na Figura 10 tem-se ponto ’A’ para um determinado sistema n ˜ao linear, ou seja, para esse tipo de sistema n ˜ao h ´a variac¸ ˜ao angular, tendo assim uma parte imagin ´aria igual a zero. Desta maneira, se torna poss´ıvel verificar a estabilidade do REAO para o projeto do mesmo.

Im

Re

G(s)

-1/N A

Figura 10: Diagrama do REAO reduzido. Fonte: Adaptado de (SEIDEL, 2004).

(34)

3.1 Projeto do circuito de comando do REAO 32

3.1 PROJETO DO CIRCUITO DE COMANDO DO REAO

A partir do diagrama de blocos da Figura 8, tem-se que N representa a func¸ ˜ao descritiva de comportamento n ˜ao linear, dada pela equac¸ ˜ao 25. O bloco G(s), no qual representa a func¸ ˜ao de transfer ˆencia dos elementos lineares e ´e descrito por:

G (s) = Gm (s) − K.n.GF(s) (27)

A func¸ ˜ao de transfer ˆencia GF(s)do filtro ressonante ´e calculada a partir da Figura 3, onde em vez de se calcular a imped ˆancia de entrada do filtro, calcula-se a func¸ ˜ao de transfer ˆencia do filtro com uma fonte de tens ˜ao na entrada (VAB), gerada pelo inversor meia ponte e ´e definida pela equac¸ ˜ao abaixo:

VAB = 1 s.Cs + s.L.I (s) +  R 1 + s.R.CP  I (s) (28)

Colocando I(s) em evid ˆencia e dividindo ambos os lados I(s), temos:

VAB = I (s)  1 + s.R.Cp + s2.L.C s+ s3.R.L.CsCp + s.R.Cs s.Cs. (1 + s.R.Cp)  (29)

Como GF(s) ´e uma func¸ ˜ao de transfer ˆencia, arruma-se para tal :

VAB (I(s)) =  1 + s.R.Cp + s2.L.C s+ s3.R.L.CsCp + s.R.Cs s.Cs. (1 + s.R.Cp)  (30)

Dividindo a equac¸ ˜ao 30 por R.Cp.Cs e invertendo-a, tem-se:

I (s) VAB = 1 L s2+ s 1 R.Cp  s3+ s2 1 R.Cp  + sL.Cp1 +L.C1 s  +R.L.C1 s.Cp (31)

Em vista dos termos semelhantes, chama-se a = 1

R.Cp, b =

1

R.Cs e c =

1

R.L.Cp.Cs, logo tem-se que:

I (s) VAB = 1 L · s2+ s.a s3+ s2.a + s.b + c (32)

Com GF(s)equacionado, resta-se descrever GM(s),que ´e dada por: GM(s) =

1 Lms.s

(35)

3.2 Avaliac¸ ˜ao Auto-Sustentada 33

Onde Lms representa o valor total da indut ˆancia dos secund ´arios do trans-formador de corrente. Para encontrar tal valor ´e necess ´ario utilizar o conceito demons-trado da equac¸ ˜ao 26 junto com a Figura 10 , onde observa-se que n ˜ao existe n ´umero imagin ´ario ou variac¸ ˜ao angular, desta forma pode-se calcular:

Im (G (s)) = Im (G (jw)) = 0 (34)

Expandindo a equac¸ ˜ao 27 e adotando a equac¸ ˜ao 34, tem-se:

Lms(ω) = L K.n

(c − a.ω2)2+ (b.ω − ω3)2

[a.ω2(a.ω2− c) + ω3(b.ω − ω3)] (35) Mas como no reator auto-oscilante se encontra um transformador de enro-lamento prim ´ario e dois enroenro-lamentos nos secund ´arios id ˆenticos, encontra-se a igual-dade:

Ls1 = Ls2 = Lms

2 (36)

Para o c ´alculo do enrolamento prim ´ario, Lp basta determinar a relac¸ ˜ao de expira do transformador de corrente assumindo que tenha corrente suficiente para a polarizac¸ ˜ao dos diodos Zeners, que vai ser dada por:

n = 2Iz Ip

(37) Observa-se que Iz ´e a corrente do diodo zener j ´a citado e Ip ´e a corrente que circula pelo filtro ressonante que consequentemente circula pelo prim ´ario do TC. Deste modo pode-se definir o valor do enrolamento prim ´ario Lp como:

Lp = 2.Lms.n (38)

3.2 AVALIAC¸ ˜AO AUTO-SUSTENTADA

Para a avaliac¸ ˜ao do sistema proposto ´e necess ´ario verificar a exist ˆencia de oscilac¸ ˜ao auto-sustentada. Essa verificac¸ ˜ao ´e feita atrav ´es do crit ´erio de estabilidade estendido de Nyquist. Com os componentes do Filtro Ressonante definidos pela Ta-bela 1, resta determinar os valores da parte do circuito de comando. Utilizando-se as equac¸ ˜oes 35 , 37 e 38, obt ´em-se os seguintes valores demonstrado na Tabela 2 abaixo:

(36)

3.2 Avaliac¸ ˜ao Auto-Sustentada 34

Tabela 2: Valores dos componentes encontrados para o circuito de comando.

Componente Valor projetado

Lp 76,76µF

Ls1− Ls2 303,30µF Dz1− Dz4 15V /1N 4744A Fonte: Autoria pr ´opria.

Ap ´os as obtenc¸ ˜oes dos valores do transformador de corrente, prossegue-se utilizando o teorema Nyquist, plotando o gr ´afico da Figura 11 da func¸ ˜ao G(jω) em vermelho. O local onde a curva corta o eixo real ´e destacado pelo ponto azul, corres-pondente ao valor da func¸ ˜ao G(jω) assume para a frequ ˆencia de operac¸ ˜ao do circuito, nesta caso ´e de 35 khz. Desta forma, afirma-se que ocorre auto oscilac¸ ˜ao para o transformador de corrente para essa frequ ˆencia projetada a partir desses valores de induc¸ ˜ao junto ao modelo Zener escolhido para o grampeamento do sinal.

-8x10-³

V

V

-6.2x10-³ -4.4x10-³ -2.6x10-³ -8x10-4 1x10-4

Im[G(j.w)] Im[G(2. .f)] Figura 11: Curva de Nyquist.

(37)

35

4 PROJETO DO CIRCUITO DE ENTRADA E DO CIRCUITO DE DISPARO

O circuito de entrada ´e composto por dois elementos principais: ponte reti-ficadora e capacitor de barramento, como demonstrado na Figura 12.

O retificador de onda completa com filtro capacitivo no barramento, permite transformar uma tens ˜ao alternada numa tens ˜ao cont´ınua com ondulac¸ ˜ao do dobro da frequ ˆencia da alternada. Para isso disp ˜oe de componentes semicondutores conheci-dos como dioconheci-dos organizaconheci-dos em ponte. Os dioconheci-dos t ˆem como principal caracter´ıstica a n ˜ao conduc¸ ˜ao de corrente el ´etrica quando reversamente polarizados.

~

+

Vin

D1 D2 D3 D4 Cbar Carga

Figura 12: Ponte retificadora com filtro capacitivo. Fonte: Autoria pr ´opria.

Sendo assim, uma corrente alternada ´e aplicada na entrada implica-se para um primeiro semi-ciclo que apenas os diodos D2 e D3 entram em conduc¸ ˜ao alimen-tando a carga, j ´a que os outros dois diodos est ˜ao polarizados reversamente. Em um segundo semi-ciclo os diodos que se encontram em conduc¸ ˜ao, alimentando a carga, s ˜ao os diodos D1 e D4, enquanto que os diodos D2 e D3 est ˜ao bloqueados, definindo para o segundo semi-ciclo o mesmo caminho de corrente que o do primeirosemi-ciclo. Pode-se concluir, portanto, que apesar da invers ˜ao da polaridade nos terminais de entrada do circuito a tens ˜ao aplicada na carga ´e sempre positiva ou negativa.

O capacitor do barramento em paralelo recebe essa nova tens ˜ao e trans-forma e um valor pr ´oximo constante. A ondulac¸ ˜ao de tens ˜ao deste capacitor ´e dada pela equac¸ ˜ao (39):

Cbar =

Pin

2.f (Vp2− Vmin2)

(38)

4.1 Circuito de Disparo 36

Onde:

• Cbar - Capacitor do barramento paralelo ; • Pin - Pot ˆencia da LF;

• f - Frequ ˆencia da rede;

• Vp - Valor de pico da tens ˜ao de entrada; • Vmin - Valor m´ınimo da tens ˜ao de entrada.

Quanto maior o valor deste capacitor, menos ripple essa nova tens ˜ao ter ´a. Neste projeto foi escolhido um capacitor eletrol´ıtico de 68 µF por ser um valor comer-cial e o os diodos do modelo N4007 para a tens ˜ao da rede de 220 V rms

4.1 CIRCUITO DE DISPARO

Para que o circuito entre em um ciclo realimentado ´e necess ´ario um est´ımulo inicial. Assim, o capacitor CQ ´e carregado a partir da tens ˜ao de barramento, pela cor-rente que passa pelo resistor de carga RQ. Quando o valor da tens ˜ao de CQ atinge o valor de disparo do Diac Db3, este entra em conduc¸ ˜ao, aplicando um pulso no in-terruptor S2, colocando-o em conduc¸ ˜ao e fazendo circular uma pequena corrente no prim ´ario do transformador toroidal (LP), o que d ´a in´ıcio ao ciclo de realimentac¸ ˜ao deste circuito, como demonstrado na Figura 13 a seguir.

No projeto desse circuito deve-se primeiramente definir a tens ˜ao de disparo do Diac, a tens ˜ao de barramento do circuito Vbare o tempo de carga tc, desejado para o capacitor. A partir de *40) defini-se:

Vdis = Vbar(1 − e

tc

Cq .Rq) (40)

Um detalhe importante ´e a caracter´ıstica do diodo D5. ´E necess ´ario que seja do tipo r ´apido para estar de acordo com a frequ ˆencia de projeto do REAO. Nor-malmente escolhe-se valores altos de Rq no sentido de diminuir a corrente que circula no circuito de disparo e para n ˜ao dificultar a corrente que circulo na LF ou carga.

A partir da equac¸ ˜ao 40, segue abaixo a Tabela 2 com valores encontrados dos componentes do circuito de disparo arredondados para valores comerciais.

(39)

4.1 Circuito de Disparo 37

Db3

Circuito de

Disparo

Figura 13: Circuito de Disparo. Fonte: Autoria pr ´opria.

Tabela 3: Valores dos componentes encontrados o Circuito de Disparo.

Componente Valor projetado ou Modelo

Cq 100 nF

Rq 270kΩ

D5 UF4007

DIAC DB3

Fonte: Autoria pr ´opria.

Recomenda-se tamb ´em utilizar um resistor RM nos terminais de entrada do filtro ressonante LCC, com o objetivo de descarregar os capacitores s ´erie Cse paralelo Cp1 ou Cp2 , evitando que a amplitude da corrente inicial do filtro LCC seja insuficiente para o comando dos interruptores quando a tens ˜ao inicial destes mesmos capacitores esteja pr ´oxima da tens ˜ao de barramento CC. Usualmente utiliza-se valores acima de 200 kΩ.

(40)

38

5 ENSAIO DA L ˆAMPADA FLUORESCENTE

A pot ˆencia da l ˆampada fluorescente varia de acordo com a frequ ˆencia em que opera, no entanto, para determinadas faixas de frequ ˆencia a LF pode n ˜ao operar. Sendo assim, foi necess ´ario ensaiar ela para encontrar os limites de operac¸ ˜ao da mesma, verificando assim, at ´e onde a LF poder ´a operar sem desligar-se. Deste modo utilizou-se um circuito de comando baseado no circuito integrado IR21531, para que se possa variar manualmente a frequ ˆencia de comutac¸ ˜ao das chaves e assim medir a pot ˆencia entregue `a carga.

5.1 CIRCUITO DE COMANDO PARA O ENSAIO

Com o intuito de comandar os interruptores, ´e utilizado o circuito integrado IR21531 da International Rectifier, que ´e um driver auto-oscilante para acionamento de MOSFETs ou IGBTs aplicado em circuitos em que os interruptores comutam de forma complementar (meia-ponte ou ponte completa), no qual a frequ ˆencia de comuta-c¸ ˜ao ´e definida por um conjunto s ´erie resistor e capacitor.

O IR21531 ´e encapsulado na forma de um circuito integrado com 8 pinos, conforme ilustrado na Figura 14:

Vcc

Rt

Ct

Com

VB

HO

VS

LO

1 2 3 4 5 6 7 8

Figura 14: Encapsulamento do IR21531. Fonte: Autoria pr ´opria.

Onde:

• Pino 1 (Vcc)-Alimentac¸ ˜ao do Circuito Integrado; • Pino 2 (Rt)-Resistor de temporizac¸ ˜ao;

(41)

5.2 Dimensionamento dos componentes para IR21531 39

• Pino 4 (Com)-Refer ˆencia de terra e retorno da sa´ıda da chave inferior; • Pino 5 (LO)-Sa´ıda do sinal de comando do gate da chave inferior;

• Pino 6 (V S)-Retorno da sa´ıda da chave superior e alimentac¸ ˜ao da inferior; • Pino 7 (HO)-Sa´ıda do sinal de comando do gate da chave superior;

• Pino 8 (V B)- Alimentac¸ ˜ao da chave superior.

Este circuito integrado apresenta ainda um diodo zener interno entres os pinos de Vcc e Com. No entanto, por praticidade, utilizou-se uma fonte de tens ˜ao cont´ınua na alimentac¸ ˜ao Vcc e tamb ´em o mesmo circuito de entrada projetado para REAO como ilustra a Figura 15.

Dbs Rt Ct Cbs Rg1 Rg2 M1 M2 VCC Rt Ct Com Vb Ho Vs LO IR21531 Filtro Ressonante 10 ~16,8V Circuito de Entrada

Figura 15: Esquema de ligac¸ ˜ao do circuito IR21531. Fonte: Autoria pr ´opria.

Conforme especificac¸ ˜oes do datasheet o circuito integrado funciona na faixa de tens ˜ao de alimentac¸ ˜ao entre 10 V e 16,8 V.

Entre as sa´ıdas do circuito integrado, existe uma diferenc¸a de tempo de aproximadamente 0,6µs para evitar a conduc¸ ˜ao ao mesmo tempo das chaves semi-condutoras(INFINEON, 2010).

5.2 DIMENSIONAMENTO DOS COMPONENTES PARA IR21531

• Capacitor de temporizac¸ ˜ao (Ct) e Resistor de temporazic¸ ˜ao (Rt)

Os componentes que mais se destacam no dimensionamento do circuito integrado IR21531 s ˜ao o resistor Rt e Ct em raz ˜ao da finalidade em promover a

(42)

5.2 Dimensionamento dos componentes para IR21531 40

frequ ˆencia de chaveamento das chaves semicondutoras. Como o intuito ´e o ensaio da l ˆampada variando sua frequ ˆencia, utilizou-se um capacitor fixo para Ct e um po-tenci ˆometro para variar a resist ˆencia Rt. Conforme o application note (INFINEON, 2010) do IR21531, tem-se a seguinte equac¸ ˜ao que relaciona frequ ˆencia com o capacitor Ct e Rt:

f r = 1

1, 4 (Rt+ 75) Ct

(41) Para essa parte do projeto escolhe-se o capacitor de 4,7 nF do tipo de cer ˆamica devido `as suas caracter´ısticas t ´ermicas. E no resistor de temporizac¸ ˜ao (Rt) foi necess ´ario a reorganizac¸ ˜ao da equac¸ ˜ao 29 , isolando-se Rt e obtendo :

Rt= 1 1, 4.fr.Ct

− 75 (42)

Deseja-se que a frequ ˆencia de chaveamento do filtro ressonante seja vari-ada a partir de 35 kHz e como o capacitor escolhido ´e de 4,7 nF para o ensaio da LF optou-se por um potenci ˆometro de 10k Ω para variar a frequ ˆencia na faixa de um pouco menos de 35 kHz at ´e 70 kHz.

• Capacitor Bootstrap (Cbs), Diodo de Bootstrap (Dbs) e chaves semicondutoras.

O capacitor de Bootstrap dever ´a ser capaz de suprir ´a carga da chave se-micondutora usada e de reter toda sua tens ˜ao, caso contr ´ario haver ´a uma ondulac¸ ˜ao muito elevada na tens ˜ao de Boostrap, o que poder ´a causar parada no funcionamento da sa´ıda HO, caso a tens ˜ao entre o barramento e o pino 6 (V s) decresc¸a ´a um valor abaixo da tens ˜ao de bloqueio por subtens ˜ao do circuito integrado. Portanto a carga do capacitor Cbs dever ´a ser no m´ınimo duas vezes maior que o valor de carga Boostrap Qbs (SILVA, 2007). Logo tem-se a seguinte equac¸ ˜ao:

Cbs ≥ 2.Qbs VCC− Vf − VLS

(43) Onde V f ´e a queda de tens ˜ao no diodo bootstrap. Com o intuito de tra-balhar em altas frequ ˆencias ´e escolhido um diodo r ´apido, modelo de diodo UF4007 que suporta corrente direta de 1A e tens ˜ao reversa de at ´e 1000V e tem tempo de recuperac¸ ˜ao de 75ns. Sua queda de tens ˜ao m ´axima ´e de 1,1V segundo seu da-tasheet.

(43)

5.3 Resultado do Ensaio 41

O valor de Qbs ´e fornecido atrav ´es da escolha do MOSFET e como tem-se uma tens ˜ao de barramento de 220Vrms, escolhe-se o IRF820 como chave semicondu-tora. Para os resistores de sua base Rg1 e Rg2 utilizou-se o valor de 22 Ω. A tens ˜ao VLS ´e a queda de tens ˜ao no interruptor ligado `a sa´ıda do pino 8 (LO) e ´e dada por:

VLs= Rdson.Idsef (44)

A resist ˆencia entre dreno e source, (Rdson) do MOSFET utilizado, IRF820, ´e de 3 Ω. O Idsef ´e a corrente eficaz entre dreno e source, e vale aproximadamente 500 mA. Portanto, VLs ´e de 1,5V. Assim, com todos os valores encontrados, verifica-se atrav ´es da equac¸ ˜ao 31 que o valor de Cbs ter ´a que ser maior ou igual a 19 nF .

5.3 RESULTADO DO ENSAIO

Na Tabela 4 apresenta-se com a especificac¸ ˜ao de cada componente utili-zado para o circuito completo do ensaio.

Tabela 4: Valores dos Componentes encontrados para o circuito do IR21531

Componente Valor e modelo projetado

D1 -D4 1N4007 Cbar 68µF / 400 V Eletrol´ıtico Rt Potenci ˆometro de 10kΩ Ct 4,7nF / 2000 V Cer ˆamico Cbs 100nF / 2000 V Cer ˆamico DBs UF4007 Rg1 -Rg2 22 Ω

Circuito integrado IR21531

M1 -M2 IRF820

Fonte: Autoria pr ´opria

Os valores dos componentes do filtro ressonante, s ˜ao os mesmo mostra-dos na Tabela 1 na sess ˜ao mostra-dos filtros ressonantes deste trabalho. Afinal, eles ser ˜ao ensaiados para verificac¸ ˜ao do comportamento da LF para esse tipo de filtro. Outro detalhe importante que merece ser descrito ´e a forma pela qual a pot ˆencia entregue a LF vai ser medida. A medic¸ ˜ao ´e realizada com o aux´ılio do oscilosc ´opio da Tek-tronix modelo DPO 4104B e com ponteiras de tens ˜ao e corrente, modelos P5205A e TCP0030 respectivamente e posicionadas conforme a Figura16 abaixo, se mede a

(44)

5.3 Resultado do Ensaio 42

pot ˆencia entregue `a LF.

Dbs Rt Ct Cbs Rg1 Rg2 M1 M2 VCC Rt Ct Com Vb Ho Vs LO IR21531 10 ~16,8V ~ D1 D2 D3 D4 Cbar 220Vrms Circuito de Entrada Circuito IR21531 L Cs CP1 CP2 LF Filtro Ressonante e Lâmpada Ponteira de Corrente Ponteira de Tensão

Figura 16: Circuito completo para o ensaio da LF e posicionamento de ponteiras. Fonte: Autoria pr ´opria.

Esse posicionamento ´e de extrema import ˆancia para que a medic¸ ˜ao ad-quira o valor da queda tens ˜ao dos filamentos junto com a pot ˆencia da LF, al ´em da possibilidade de medir a pot ˆencia m ´edia diretamente no oscilosc ´opio. A partir disso, o resultado ´e demonstrado abaixo no gr ´afico da Figura 17.

Potência(W)

Dados do Ensaio 34 39 44 49 54 59 64 69

Frequência(kHz)

40 35 30 25 20 15 10 5 0 Regressão Polinomial

Figura 17: Curva de Pot ˆencia x Frequ ˆencia da LF. Fonte: Autoria pr ´opria.

(45)

5.3 Resultado do Ensaio 43

Utilizou-se uma regress ˜ao polinomial de segunda ordem, demonstrada em vermelho, por ter representado uma curva mais pr ´oxima do comportamento dos dados coletados. Com essa regress ˜ao se torna poss´ıvel prever valores pr ´oximos de pot ˆencia ou de frequ ˆencia para essa faixa de valores. A func¸ ˜ao que descreve essa regress ˜ao ´e representada na equac¸ ˜ao (45) abaixo.

P (f ) = −3, 10−8f2+ 0, 0017f + 8, 7259 (45) Destaca-se na pr ´atica que quando ajustado o potenci ˆometro Rt para o IR21531 atuar nas chaves semicondutoras em 35kHz, a l ˆampada apresentou uma pot ˆencia de aproximadamente 37 W atts, apresentando assim, uma pot ˆencia um pouco mais elevada que a nominal da LF, mas deve-se lembrar que n ˜ao se encontra neste circuito de ensaio, o transformador de corrente e que os valores adotados por esse circuito foram comerciais.

Na pr ´atica a LF conseguiu emitir intensidade luminosa at ´e aproximada-mente 20,5 W atts em torno de 66kHz , informac¸ ˜ao de extrema import ˆancia, pois dessa forma sabe-se o limite de operac¸ ˜ao da l ˆampada antes de desligar-se, e como o REAO possui caracter´ısticas oscilat ´orias em sua frequ ˆencia de projeto, deve-se pres-supor uma margem de seguranc¸a para que quando ocorra a variac¸ ˜ao da intensidade luminosa n ˜ao desligue a LF.

(46)

44

6 CIRCUITO DE VARIAC¸ ˜AO DE INTENSIDADE LUMINOSA

No projeto do circuito de variac¸ ˜ao de intensidade luminosa , ´e necess ´ario detalhar o circuito de comando, mais precisamente na parte do grampeamento do sinal dos diodos Zeners junto ao transformador de corrente. Na Figura 18 (a) ´e repre-sentado o circuito equivalente do circuito de comando para um dos secund ´arios do TC (Lm) e a Figura 18 (b) mostra as correntes que circulam pelo circuito de disparo dos MOSFETS. Lm Dz1 Dz2 Is Im Iz 0 Is Im Vz t t t Iz 0 0 t1 t2 t3 (a) (b)

Figura 18: (a) Circuito equivalente do secund ´ario e (b) correntes do circuito de co-mando.

Fonte: Autoria pr ´opria.

A corrente Is (em azul) tem formato senoidal devido ao filtro ressonante presente no prim ´ario do transformador de corrente e a corrente Im (em vermelho) tem formato triangular caracter´ıstico de carga e descarga de indut ˆancias. A diferenc¸a das duas correntes corresponde a corrente Iz (em verde). Analisando essas correntes, nota-se que a troca de polaridade da tens ˜ao Vz se d ´a quando a corrente Iz ´e nula. A troca de polaridade de Vz ocorre quando Is e Impossuem o mesmo valor (SEIDEL et al., 2007).

Na sec¸ ˜ao 3.1 do projeto de circuito de comando verificou-se que a corrente Iz dependente da tens ˜ao Vz e da indut ˆancia Lm . Para variar a frequ ˆencia, deve-se alterar essa corrente Iz, no entanto, tanto os diodos Zeners e o transformador de

(47)

cor-6.1 Projeto do Circuito Adicional 45

rente Lm s ˜ao elementos que n ˜ao permitem a sua alterac¸ ˜ao durante o funcionamento do REAO, sobrando assim a alternativa de variar Iz por meio de um circuito adicional. Desta forma, a variac¸ ˜ao da frequ ˆencia de operac¸ ˜ao ficaria restrita a mudanc¸a da fase de Iz.

Para a montagem do reator auto-oscilante com variac¸ ˜ao de intensidade lu-minosa (ou REAO Dimming - REAOD) ´e necess ´ario modificar o diagrama de blocos da Figura 8, adicionando um bloco Gsc em paralelo com Gm, como demonstrado na Figura 19 abaixo. Chave ideal Vz -Vz -1 Vz(s) E/2 K GF(s) IL(s) Is(s) Iz(s) Ibd(s) Im(s) n Gm(s) Gsc(s) + + + + -+ Circuito Adicional ID(s)

Figura 19: Diagrama do REAO com variac¸ ˜ao de intensidade luminosa. Fonte: Autoria pr ´opria.

Desta forma, as mesmas simplificac¸ ˜oes feitas anteriormente, ainda poder ˜ao ser realizadas, assim sendo, a an ´alise do READ pode ser feito utilizando o m ´etodo da func¸ ˜ao descritiva e o com crit ´erio de Nyquist.

6.1 PROJETO DO CIRCUITO ADICIONAL

O circuito adicional pode-se resumir em um ”brac¸o”LR, com uma resist ˆencia que varia e uma indut ˆancia fixa, como demonstrado na Figura 20 (a). O brac¸o ´e co-locado em um dos terminais dos secund ´arios do TC, como demonstrado na Figura 20 (b). Essa imped ˆancia, por ter caracter´ısticas indutivas, permite alterar a fase e a corrente resultante ID , dada pela soma de Im e Ibd. A partir dessa variac¸ ˜ao se torna poss´ıvel alterar a frequ ˆencia de troca de estado, o que resulta em um aumento na frequ ˆencia de auto-oscilac¸ ˜ao mostrada pelo ponto A da Figura 10.

Inicialmente, escolhe-se a mesma pot ˆencia nominal e a frequ ˆencia de opera-c¸ ˜ao do REAO. Prosseguindo, define-se ent ˜ao a faixa de frequ ˆencia de operaopera-c¸ ˜ao do

(48)

6.2 Determinac¸ ˜ao da indut ˆancia Ld 46 REAO que garanta a operac¸ ˜ao ZVS e o funcionamento da LF. Nesta etapa destaca-se o ensaio apresentado no Cap´ıtulo 5.3, onde na Figura 17 , observa-se que a faixa de frequ ˆencia de operac¸ ˜ao se estendeu at ´e aproximadamente 66 kHz.

Lm Dz1 Dz2 Is Im Iz Ld Rd V 1 2 Ibd Ld Rd V 1 2 (a) (b)

Figura 20: (a) Comportamento do Circuito Adicional Brac¸o LR e (b) Circuito equivalente no secund ´ario do transformador de corrente.

Fonte: Autoria pr ´opria.

O REAO possui uma pequena variac¸ ˜ao em sua frequ ˆencia de operac¸ ˜ao e por esse mesmo motivo, assume-se uma frequ ˆencia m ´axima de operac¸ ˜ao menor que 66 kHz por quest ˜oes de seguranc¸a de operac¸ ˜ao da LF. Na Tabela 5, apresenta-se os requisitos usados para o projeto do brac¸o LR.

Tabela 5: Requisitos para o projeto do Brac¸o LR

M´ınima influ ˆencia f fmin = 35kHz

Rd ∞

P Pmax= Pot ˆencia Nominal M ´axima influ ˆencia f fmax = 56kHz

Rd 0

P Pmin = 26 Watts

Com os requisitos de projeto definidos, pode-se seguir para o c ´alculo do valor da indut ˆancia do Brac¸o LR.

6.2 DETERMINAC¸ ˜AO DA INDUT ˆANCIA LD

´

E poss´ıvel notar pelo novo diagrama de blocos da Figura 19 que com a adic¸ ˜ao do Brac¸o LR , a equac¸ ˜ao (27) resultar ´a em uma pequena alterac¸ ˜ao, apresen-tando uma nova func¸ ˜ao somando a Gm(s) e modificando a G(s). Isto ´e demonstrado

(49)

6.2 Determinac¸ ˜ao da indut ˆancia Ld 47 na equac¸ ˜ao (46):

G (s) = K.n.GF (s) − (GSC(s) + Gm(s)) (46) Para encontrar a func¸ ˜ao de transfer ˆencia do brac¸o GSC, primeiramente se deve relacionar a tens ˜ao de entrada Vz(s)com a corrente de sa´ıda IBd(s), atrav ´es da

2aLei de Kirchhoff das somas de tens ˜ao, como demonstrado em (47).

Vz(s) = Rd.Ibd(s) + Ld.s.Ibd(s) (47) Isolando Ibd(s)e colocando no formato de func¸ ˜ao de transfer ˆencia tem-se:

GSC(s) = Ibd(s) Vz(s) = 1 Rd+ Ld.s (48) Como no capitulo 3, ´e poss´ıvel reduzir o diagrama de blocos da Figura 19, reduzindo as express ˜oes e obtendo-se uma forma id ˆentica ao diagrama de blocos da Figura 9. Mas para isto, inicialmente se deve abrir s = jω e em sequ ˆencia separar a parte imagin ´aria das func¸ ˜oes de transfer ˆencias, desta forma :

Im(K.n.Gf (jω)) = L K.n (c − a.ω2)2+ (b.ω − ω3)2 [a.ω2(a.ω2− c) + ω3(b.ω − ω3)] (49) Im(GM(jω)) = −1 Lms.ω (50) Im(GSC(jω)) = −Ld.ω (Rd)2+ (Ld)2ω2 (51) Os valores de a, b e c , s ˜ao o mesmo definidos na Sec¸ ˜ao 3.1, e para o c ´alculo de Lms, temos que considerar os requisitos de projetos demonstrado na Tabela 5. Para esse mesmo c ´alculo, tem-se a m´ınima influ ˆencia do Brac¸o LR, ou seja, Rd tender ´a ao infinito e a frequ ˆencia ser ´a a mesma de operac¸ ˜ao. Sendo assim, para a soluc¸ ˜ao de Lms, bastar ´a igualar a zero a express ˜ao Im(K.n.Gf (jω)) − Im(GM(jω) − Im(GSC(jω)) = 0, resultando em:

lim Rd→∞ L K.n (c − a.ω2)2 + (b.ω − ω3)2 [a.ω2(a.ω2− c) + ω3(b.ω − ω3)] − −1 Lms.ω − −Ld.ω (Rd)2 + (Ld)2ω2 ! = 0 (52)

(50)

6.3 Automatizac¸ ˜ao do Brac¸o LR 48

Como resultado Lms ´e definido como (35), tendo-se o mesmo valor para o transformador de corrente , tanto para prim ´ario quanto para o secund ´ario. No en-tanto, necessita-se encontrar o valor de Ld e para encontr ´a-lo utiliza-se a m ´axima influ ˆencia do Brac¸o LR, onde a resist ˆencia Rd tende a zero e a frequ ˆencia angular tende `a m ´axima estabelecida.

lim Rd→0 L K.n (c − a.ω2)2+ (b.ω − ω3)2 [a.ω2(a.ω2− c) + ω3(b.ω − ω3)] − −1 Lms.ω − −Ld.ω (Rd)2+ (Ld)2ω2 ! = 0 (53)

Isolando-se Lde substituindo ω por ωmax , tem-se finalmente:

Ld= −1 ωmax −1 Lms.ωmax − Lms K.n

(c − a.ωmax2)2+ (b.ωmax − ωmax3)2 [a.ωmax2(a.ω2− c) + ωmax3(b.ωmax − ωmax3)]

!

(54) Onde para os valores de frequ ˆencias angulares escolhidos, o valor da in-dut ˆancia Ld ´e de 5,082 mH .

6.3 AUTOMATIZAC¸ ˜AO DO BRAC¸ O LR

Com o valor da indut ˆancia Ld encontrado, restou controlar a corrente ID para que controle por consequ ˆencia a corrente resultante Iz. A func¸ ˜ao da vari ´avel Rd ´e controlar essa mesma corrente, no entanto, o controle precisa ser em func¸ ˜ao da iluminac¸ ˜ao do ambiente e para isso ´e necess ´ario montar um circuito como demons-trado na Figura 21. Ld D6 D7 D8 D9 Tsc Dz R2 R1 LDR Vbus 1 2 Ib Id IR2 IR1

Figura 21: Circuito Adicional Completo. Fonte: Autoria pr ´opria.

(51)

6.3 Automatizac¸ ˜ao do Brac¸o LR 49

A ponte retificadora de D6− D9 garante que a corrente Idseja apenas uni-direcional. Desta forma a resist ˆencia Rd ser ´a equivalente a relac¸ ˜ao Vce com Ic, logo o circuito ter ´a duas faixas de operac¸ ˜ao. Na primeira onde as tens ˜oes sobre R1 e o sensor LDR n ˜ao s ˜ao maiores que a do diodo Zener, n ˜ao ocorre a operac¸ ˜ao do circuito adicional, pois sua corrente ib ´e nula. E na segunda etapa, quando o circuito adicional comec¸a a atuar quando a tens ˜ao sobre o sensor LDR mais a tens ˜ao do resistor R1 ´e maior que o valor de conduc¸ ˜ao do diodo Zener Dz, junto com a tens ˜ao base emissor do transistor T sc. Isto fica mais n´ıtido na equac¸ ˜ao (55), quando aplica-se um divisor de tens ˜ao em relac¸ ˜ao a queda de tens ˜ao do resistor R2.

VR2 =

R2.Vbus R2 + R1 + RLDR

(55)

O valor da queda de tens ˜ao Vbus ´e o mesmo do barramento cc REAO, mas VR2 ´e definido pelos modelos escolhidos do diodo Zener e do transistor T sc, pois estes dois ´ultimos est ˜ao s ´erie entre si mas em paralelo com o resistor R2. Desta forma, como primeiro passo para essa parte do projeto, deve-se estabelecer os limites de corrente de base para o semicondutor T sc de acordo com a curva caracter´ıstica do mesmo para que se opere na regi ˜ao linear. A seguir, determina-se o valor do diodo Zener para que este, opere somente quando a iluminac¸ ˜ao esteja acima do necess ´ario. Para essa monografia, escolhe-se um transistor NPN modelo 2N2222A, pois sua curva caracter´ıstica foi obtida experimentalmente em (LOPES et al., 2010) e um diodo Zener de 12V e que seja de 1/2 Watts.

O LDR (Resistor Dependente da Luz) em s ´erie com o resistor R1 ´e um tipo especial de resistor que apresenta uma mudanc¸a em sua caracter´ıstica de resist ˆencia el ´etrica quando submetido `a ac¸ ˜ao da luz. Logo quando tem-se um ambiente com alto ´ındice de l ´umens, verifica-se uma resist ˆencia baixa no sensor e quando ocorrer de captar um baixo ´ındice de l ´umens, maior ser ´a a sua resist ˆencia. Como demonstrado na curva da Figura 22 do LDR de 5 mil´ımetros.

Analisando esta curva de variac¸ ˜ao, pode-se escolher quando o circuito adi-cional deve comec¸ar a funcionar, nesse trabalho escolhe-se para inicio de operac¸ ˜ao 100 Lux at ´e 500 Lux, que ´e equivalente a uma resist ˆencia de 18,810 kΩ e 5,787kΩ respectivamente . Ou seja, caso a intensidade da luz chegar a 500 Lux e for medida, o circuito adicional de variac¸ ˜ao de intensidade luminosa ter ´a sua atuac¸ ˜ao m ´axima,

(52)

6.3 Automatizac¸ ˜ao do Brac¸o LR 50 50K 40K 30K 20K 10K 0 800 1.6K 2.4k 3.2K 4K

Lux

Ohms

Figura 22: Curva de resist ˆencia por Lux do sensor LDR 5mm. Fonte: Adaptado de (LOPES et al., 2010).

mudando a frequ ˆencia de chaveamento operacional at ´e 56 kHz, como projetado inici-almente. A partir dessas informac¸ ˜oes, torna-se poss´ıvel calcular R1 e R2. Para isso deve-se comec¸ar pela etapa de n ˜ao operac¸ ˜ao do circuito adicional, ou seja, quando o ambiente possuir menos de 100 Lux necessitando do brilho m ´aximo da LF . Abrindo-se (55) e afirmando que a queda de tens ˜ao de VR2 ´e de aproximadamente 12,7 V e colocando o valor correspondente de resist ˆencia do LDR para a iluminac¸ ˜ao citada, obt ´em-se:

12, 7(R2 + R1 + 18, 810K) = R2.Vbus (56) Como Vbus ´e o mesmo do barramento CC do REAO, pode-se afirmar que o valor de tens ˜ao dele ´e aproximadamente 311V. Aproveita-se e isola-se R1:

R1 = 23, 49R2 − 18, 810K (57)

Na equac¸ ˜ao 57 necessita-se encontrar uma outra equac¸ ˜ao para determinar R1 e R2. Por isso segue-se para etapa de conduc¸ ˜ao, quando a tens ˜ao de R1 mais RLDR ´e maior que a do diodo Zener. Ocorrendo a conduc¸ ˜ao de uma corrente na base do Transistor T sc que varie at ´e a intensidade de lux de 500 Lux. Utilizando a 1aLei de Kirchhoff das correntes:

ib = iR1− iR2 (58)

Como no contexto deste trabalho opera-se na regi ˜ao de linear do transistor 2N2222A para em torno de 15V devido aos diodos Zeners Dz2 e Dz2 em paralelo ao Brac¸o LR, utiliza-se o valor de ib para 1 mA para m ´axima operac¸ ˜ao. Logo pode-se abrir iR1e iR2 em func¸ ˜ao dos resistores e tens ˜oes j ´a conhecidas :

(53)

6.3 Automatizac¸ ˜ao do Brac¸o LR 51

10−3 = 311 − 12, 7 R1 + RLDR

− 12, 7

R2 (59)

O LDR possuir ´a um novo valor de resist ˆencia de 5,787KΩ, pois estar ´a me-dindo uma ilumin ˆancia igual a 500 Lux, prossegue-se:

10−3 = 298, 3 R1 + 5, 787K − 12, 7 R2 (60) Isolando R2, tem-se: R2 = 23, 032 − 78, 47(10 −6)R1 R1 + 5, 787K (61)

Com (57) e (61), forma-se um sistema de duas equac¸ ˜oes para duas inc ´ogni-tas. Tendo soluc¸ ˜oes para R1 e R2, definindo-se assim os valores finais para o cir-cuito adicional do REAOD. Os valores dos componentes encontrados a partir dessas equac¸ ˜oes, est ˜ao todos definidos e arredondados para valores comerciais demons-trado na Tabela 6 abaixo:

Tabela 6: Valores dos componentes encontrados para o circuito adicional.

Componente Valor comercial D6− D9 1N4148 Ld 505mH T sc 2n2222A Dz C12ST R1 37KΩ / 1/2 W R2 2,7KΩ / 1/2 W Fonte: Autoria pr ´opria.

(54)

52

7 RESULTADOS E IMPLEMENTAC¸ ˜AO

Ap ´os ser desenvolvido o projeto do REAOD, nesse capitulo ´e apresentada a implementac¸ ˜ao do reator. Primeiramente, s ˜ao mostrados os resultados de simulac¸ ˜ao e os resultados experimentais do prot ´otipo sem variac¸ ˜ao de intensidade luminosa. Logo em sequ ˆencia s ˜ao mostrados os resultados de simulac¸ ˜ao e os experimentais com adic¸ ˜ao do circuito do Brac¸o LR, para que assim seja melhor o efeito compara-tivo de comportamento do circuito. Para todos os resultados o separador decimal ´e trocado por ponto em vez da virgula devido aos softwares utilizados serem de origem americana. E por fim ´e mostrado um poss´ıvel exemplo de resultado econ ˆomico em uma aplicac¸ ˜ao usual do REAOD.

7.1 RESULTADOS DA SIMULAC¸ ˜AO DO REAO SEM VARIAC¸ ˜AO DE INTENSIDADE LUMINOSA

A partir dos valores dos componentes do filtro LCC, circuito de comando e circuito de disparo calculados e mostrados nas Tabelas 1-3, se torna poss´ıvel a realizac¸ ˜ao da simulac¸ ˜ao. O circuito foi simulado no software OrCAD , pois ´e muitoR utilizado na literatura da ´area aqui pesquisada, muito pela quest ˜ao da representac¸ ˜ao do TC no software, onde apresenta-se ser mais intuitivo que os demais softwares de simulac¸ ˜ao. O circuito simulado no software OrCAD ´e mostrado na Figura 23.R

2 1 3 4 0 0 0 0 0 0 Cp2 4.77nF CBus 68uF Cs 180nF DZ3 Cq 100n 303.30u E3 -V(1,2)+V(3)*V(1,2) evalue OUT+ OUT-IN+ IN-D2 RB 1 Vca FREQ = 60 VAMPL = 311.001 VOFF = 0 AC = 0 U1 1m 1 2 R5 1 Cp1 4.77nF 303.30u D1 DZ2 M13 IRF740 R4 470k M14 IRF740 D4 DZ4 G1 V(1)*V(1,2) OUT+ OUT-IN+ IN-R1 1 L 2.19mH C4 2m D3 EB 4013*(2.718**(-0.074*V(4)))+9447*(2.718**(-0.332*V(4))) OUT+

OUT-IN+ IN-76.76u KK1 COUPLING = 0.999999 K_Linear U2 1.01m 1 2 DZ1 D5 Rq 270k Ls1 Ls2 Lp

Figura 23: Simulac¸ ˜ao Orcad do Reator Auto-Oscilante sem variac¸ ˜ao de intensidade luminosa.

Referências

Documentos relacionados