RAIMONDI, D. C. Cultura de Segurança do Paciente: Análise na Atenção Primária à Saúde. 111f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem)–Universidade Estadual de Maringá. Orientadora: Dra. Laura Misue Matsuda. Maringá, 2018.
RESUMO
A segurança do paciente obteve visibilidade após a publicação em 1999 do relatório, Errar é Humano: Construindo um Sistema de Saúde mais Seguro, o qual divulgou a ocorrência de erros e eventos adversos ocorridos no âmbito hospitalar. Após esta constatação, estudos revelaram esta situação em outros espaços assistenciais, como na Atenção Primária à Saúde. Considerando que erros relacionados ao cuidado em saúde são reais, verifica-se a importância de promover a segurança do paciente por meio da implementação da cultura de segurança do paciente nos ambientes assistenciais que oferecem cuidados a população. Ante ao exposto, este estudo objetivou analisar a cultura de segurança do paciente entre trabalhadores da Atenção Primária a Saúde. Trata-se de um estudo descritivo, transversal, de abordagem quantitativa, realizado em um município no Sul do Brasil, com profissionais que atuam nas equipes vinculadas a APS quais sejam: Equipe de Saúde da Família (eSF), Equipes de Atenção Básica (eAB) e Equipes de Saúde Bucal (eSB). A coleta de dados ocorreu entre os meses de abril e maio de 2017, por meio da aplicação do questionário Medical Office Survey on Patient Safety Culture (MOSPSC), traduzido e adaptado para o Brasil, intitulado: Pesquisa sobre Cultura de Segurança do Paciente para Atenção Primária. Os dados foram analisados através do Programa Statistical Analysis Software (SAS, version 9.4),utilizando-se a porcentagem de respostas positivas. A fim de avaliar a diferença entre os escores totais atribuídos às diferentes dimensões da cultura de segurança do paciente, foi aplicado o teste de Kruskal-Wallis, seguido do teste post hoc de comparações múltiplas de Dunn. Este estudo seguiu os preceitos éticos estabelecidos para a pesquisa envolvendo seres humanos. Participaram da pesquisa 144 profissionais, sendo 16 enfermeiros, 8 médicos, 31 auxiliares/técnicos de enfermagem, 63 agentes comunitários de saúde - ACS, 15 dentistas e 11 auxiliares/técnicos de saúde bucal. Constatou-se que 50,81% dos profissionais atuantes na APS apresentaram cultura positiva de segurança do paciente; que as dimensões “seu serviço de saúde” (63,39%) e; “segurança do paciente e qualidade” (61,22%) obtiveram as maiores médias de respostas positivas; que houve diferenças significativas entre as eSF e de eSB nas dimensões “segurança do paciente” (0,0274) e “trabalho no serviço de saúde” (0,0058). Em relação às categorias profissionais, a maior e menor média geral de respostas positivas à cultura de segurança do paciente foi, respectivamente, 67,70% para enfermeiros e 46,73% para agentes comunitários de saúde (ACS). Observou-se diferença significativa (α=0,05 e p-valor < 0,05) nas dimensões “troca de informações” (0,0001) e “apoio dos gestores” (0,0390), entre médicos, dentistas e ACS, em relação aos enfermeiros, auxiliares/técnicos de enfermagem e auxiliares/técnicos de saúde bucal. Já nas dimensões “trabalho no serviço” (0,0001) e “serviço de saúde” (0,0008) os médicos e ACS apresentaram diferenças significativas ao serem comparados com outras categorias.
Concluiu-se que, apesar de muito próxima da média, a cultura de Concluiu-segurança do paciente apresentou-se positiva, porém há necessidade de melhorias, principalmente nas dimensões “avaliação global da qualidade”, “apoio dos gestores” e; “trabalhando neste serviço”.
Palavras-chave: Segurança do paciente; Cultura organizacional; Atenção Primária à Saúde; Equipe de assistência ao paciente; Enfermagem.
RAIMONDI, D. C. Patient Safety Culture: Analysis in the Primary attention to Health. 111f. Dissertation (Master in Nursing) – State University of Maringá. Advisor professor: Dr. Laura Misue Matsuda. Maringá, 2018.
ABSTRACT
The safety of the patient got visibility after a publication in 1999 of the report, Err is Human: Building a safer Health System, which disclosed the occurrence of mistakes and adverse events occurred in hospital environment. After this finding, studies revealed this situation in other welfare spaces, like in the Primary Attention to Health. Considering the related mistakes to the care in health are real, turns out the importance of promoting the safety of the patient in welfare spaces through the implementation of the patient safety culture in the welfare spaces which offer care to the population. About the exposed, this study aimed to analyze the patient safety culture among the workers of the Primary Health Attention. It is about a descriptive study, transversal, of quantity approach, realized in a county in the South of Brazil, with professionals who act in the associated teams to APS which are: Health of the Family Team (HFt), Basic Attention Team (Bat) and Oral-Health Team (OHt). The Data collection occurred between the months of April and May of 2017, through the application of the questionnaire Medical Office Survey on Patient Safety Culture (MOSPC), translated and adapted to Brazil entitled: Pesquisa sobre Cultura de Segurança do Paciente para Atenção Primária. The Data were analyzed through the Program Statistical Analysis Software (SAS, version 9.4) using the percentage of positive answers. In order to evaluate the differences among the total scores assigned to different dimensions of patient safety culture, it was applied the Kruskal-Wallis test, followed by the post hoc test in multiple comparisons of Dunn. This study followed the ethical precepts established to a research involving human beings. Participated of the research 144 professionals, in which 16 nurses, 8 doctors 31 nursing assistants/technical, 63 local community workers – LCW, 15 dentists and 11oral-health assistants/technical. It was found that 50,81% of the active professionals in the APS presented positive patient safety culture; that the dimensions “your health service” (63,39%) and; “patient safety culture” (61,22%) got the higher means of positive answers; which had meaningful differences between the HFt and OHt in the dimensions of “patient safety culture” (0,0274) and “work in the health service” (0,0058). In relation to the professional categories, the highest and lowest general average of positive answers to patient safety culture was, respectively, 67,7% to the nurses and 46,73% to the local community workers (LCW). It was observed the meaningful difference (α=0,05 and p-value < 0,05) in the dimensions “exchange of informations” (0,0001) and “support to managers” (0,390), among doctors, dentist and LCW, in relation to the nurses, nursing assistants/technicals and oral-health assistants/technical. Yet in the dimension “work in the service” (0,0001) and “health service” (0,0008) the doctors and LCW presented meaningful differences after being compared to other categories. It can be concluded, although it is very close to the average, the patient safety culture presented itself positive, however there is the need of improvements, mainly in the dimensions “global quality evaluation”, “support to managers” and; “working in this service”.
Keywords: Patient safety; Organizational culture; Primary Health Care; Patient care team; Nursing.
RAIMONDI, D. C. Cultura de Seguridad del Paciente: Análisis en la Atención Primaria a la Salud.111f. Disertación (Maestría en Enfermería) – Universidad Estadual de Maringá. Tutora: Dra. Laura Misue Matsuda. Maringá, 2018.
RESUMEN
La seguridad del paciente ha tenido visibilidad tras la publicación en 1999 del informe, Errar es Humano: Construyendo un Sistema de Salud más Seguro, en el cual se ha divulgado la ocurrencia de errores y eventos adversos ocurridos en el ámbito hospitalario. Después de esta constatación, estudios revelaron esta situación en otros espacios asistenciales, como en la Atención Primaria a la Salud. Considerando que errores relacionados al cuidado en salud son reales, se verifica la importancia en promover la seguridad del paciente por medio de implementación del paciente en los ámbitos asistenciales que ofrecen cuidados a la población. Delante el expuesto, este estudio ha buscado analizar la cultura de seguridad del paciente entre trabajadores de la Atención Primaria a la Salud. Se trata de una investigación descriptiva, transversal, de abordaje cuantitativo, realizado en un municipio del Sur de Brasil, con profesionales que actúan en los equipos vinculados a la APS, siendo: Equipo de Salud de la Familia (eSF), Equipos de Atención Básica (eAB) y Equipos de Salud Bucal (eSB). La recolección de datos se dio entre los meses de abril y mayo de 2017, por medio de aplicación del cuestionario Medical Office Survey on Patient Safety Culture (MOSPSC), traducido y adaptado para Brasil, intitulado: Pesquisa sobre Cultura de Segurança do Paciente para Atenção Primária. Los datos fueron analizados a través del programa Statistical Analysis Software (SAS, versión 9.4), utilizando el porcentaje de respuestas positivas. A fin de evaluar la diferencia entre los escores totales atribuidos a las diferentes dimensiones de la cultura de seguridad del paciente se ha aplicado el test de Kruskal-Wallis, seguido del test post hoc de comparaciones múltiples de Dunn. Este estudio siguió los preceptos éticos establecidos para la investigación involucrando seres humanos. Participaron de la pesquisa 144 profesionales, siendo 16 enfermeros, 8 médicos, 31 auxiliares/técnicos de enfermería, 63 agentes comunitarios de salud – ACS, 15 dentistas y 11 auxiliares/técnicos de salud bucal. Se constató que 50,81% de los profesionales actuantes en la APS presentaban cultura positiva de seguridad del paciente; que las dimensiones “su servicio de salud” (63,39%) y; “seguridad del paciente y calidad” (61,22%) tuvieron promedios mayores de respuestas positivas; que hubo diferencias significativas entre las eSF y de eSB en las dimensiones “seguridad del paciente” (0,0274) y “trabajo en el servicio de salud” (0,0058). Con relación a las categorías profesionales, el mayor y menor promedio general de respuestas positivas a la cultura de seguridad del paciente fue, respectivamente, 67,70% para enfermeros y 46,73% para agentes comunitarios de salud (ACS). Se observó diferencia significativa (ɑ=0,05 y p-valor < 0,05) en las dimensiones “cambio de informaciones” (0,0001) y “apoyo de los gestores” (0,0390), entre médicos, dentistas y ACS, con relación a los enfermeros, auxiliares/técnicos de enfermería y auxiliares/técnicos de salud bucal. Ya en las dimensiones “trabajo en el servicio” (0,0001) y “servicio de salud (0,0008) los médicos y ACS presentaron diferencias significativas comparados con otras categorías. Se ha concluido que,
a pesar de muy próximo del promedio, la cultura de seguridad del paciente se presentó positiva, sin embargo hay necesidad de mejorías, principalmente en las dimensiones “evaluación global de calidad”, “apoyo de los gestores” y; “trabajando en este servicio”.
Palabras clave: La seguridad del paciente; Cultura de la organización; Atención primaria de salud; el equipo de atención al paciente; Enfermería.