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Projecto-OsAnimais

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Academic year: 2021

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No âmbito do Projecto de Sala das Salas de Actividades 1 e 1.1 “Histórias para contar, rir e inventar” surgiu a ideia de trabalhar os animais. Como estas são salas de Creche foi através da motivação das crianças e do seu entusiasmo nos animais que surgiu a ideia de realizar uma actividade em conjunto com as famílias e as crianças. Assim, na creche, realizou-se a base do fantoche, depois levaram para casa para completar o fantoche e elaborar uma história sobre o mesmo. Este mini-projecto foi muito bem sucessido, pois o empenho das crianças e dos pais foi muito grande. Aqui fica o resultado deste projecto.

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“Na quinta da avó Nela havia uma ovelhinha chamada Mimosa que era muito traquina e curiosa. Adorava passear e chapinhar na lama nos dias de chuva. Certo dia a ovelhinha viu um arco-íris e ficou espantada com as suas cores bonitas e brilhantes. Correu de alegria ao seguir o arco-íris e a dizer em voz alta todas as suas cores: azul, amarelo, vermelho, roxo, verde, cor-de-rosa e cor-de-laranja.

De repente, a ovelhinha Mimosa tropeçou numa pedra e caiu fazendo um dói-dói na barriga. Preocupada, a ovelhinha olhou em volta e não viu a sua casa. Assustada disse:

- Mé! Mé! Ssooccoorrooo!!

Perto dali o tio Jorge e o bebé Bruno passeavam com o cão Beco e ouviram o pedido de ajuda da sua adorada ovelhinha. Aflitos, correram para ela e depressa a levaram de volta à quinta da avó Nela para cuidarem do seu dói-dói.

Limparam a ferida e o bebé Bruno foi buscar os pensos com desenhos de animais para curar o dói-dói que ela tinha.

A ovelhinha ficou feliz com a ajuda dos seus amigos e pulou de alegria. O Bruno e o Beca também animados juntaram-se à ovelhinha Mimosa e fizeram uma grande festa. E todos ficaram felizes para sempre na quinta da avó Nela, porque eram uma grande família unida.

Vitória, vitória, acabou-se a história.”

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A Zebra Carlota

“Era uma vez uma zebra que vivia na floresta encantada, e o nome dela era Carlota.

Mas esta zebra era muito especial, pois tinha poucas, mas mesmo muito poucas riscas em relação às outras zebras.

E naquela floresta quem tivesse mais riscas, mais formosa era e maior eram as hipóteses de arranjar um par para casar.

Mas aquela pobre zebra era gozada por todas as outras zebras por esta não ter riscas espalhadas pelo seu corpo e, por isso, nunca iria arranjar uma zebra macho que lhe pudesse cortejar e elogiar as suas lindas riscas. Assim como a zebra Constança que era a mais bela zebra da floresta.

- Olha a zebra sem riscas, assim diziam as outras zebras. - Olha a zebra que nem se parece com uma zebra.

- Olha a zebra que nunca irá arranjar par para casar.

E a coitada da zebra Carlota andava triste e deprimida por ser gozada por todos os animais da floresta.

Mas certo dia um belo zebra macho passou pela Carlota e ficou encantado com ela, mesmo tendo poucas riscas ele achou-a linda, pois os seus quadrúpedes eram fortes e musculados e o seu porte era bem constituído e os seus olhos eram grandes e azuis.

Aproximou-se dela e disse-lhe:

- Olá eu sou o Tó e tu como te chamas?

- Desculpa é comigo? - Perguntou ela, pois ficou espantada como alguém foi capaz de se aproximar dela, quanto mais falar com ela.

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- Claro que é contigo. - E voltou a perguntar-lhe: Como te chamas?

- Eu chamo-me Carlota.

- Olá Carlota, queres ir dar um passeio comigo até ao outro lado da floresta?

Ela nem queria acreditar, e logo respondeu sem hesitar: - Sim, sim, claro que sim.

E com um ar radiante e satisfeito lá foi a zebra Carlota com o Tó passearem e conhecerem-se um pouco melhor.

E todos os animais da floresta ficaram a olhar para eles com um ar sério e espantado.”

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O sapo Quicas

“Era uma vez um sapo chamado Quicas que vivia num lago muito bonito e cheio de flores. Mas, estava sempre triste porque lá não havia ninguém para brincar com ele.

Um dia resolveu ir embora procurar outro sítio para morar. Mal começou a andar encontrou uma tartaruga.

- Olá! – disse o sapo. – Quem és tu e o que fazes aqui sozinha?

- Eu sou a tartaruga Mimi e estou à procura de amigos para brincar. Eu vivia num sítio muito feio e triste.

- Olha Mimi! – disse o sapo. – Tive uma ideia! O lago onde eu vivia era muito bonito, cheio de flores, comida e água muito limpinha. A única coisa que faltava era um amigo para brincar. Vem comigo para lá! Tenho certeza que vais gostar!

E assim foi…

Os dois amigos brincavam muito e davam mergulhos na água limpa do lago.

Ao ouvirem tamanha algazarra apareceram também outros animais que por ali passaram para brincar.

A partir desse dia nunca mais ninguém ficou triste e sozinho, pois com tantos amigos o sapo Quicas estava sempre feliz.”

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O elefante

“Naquela manhã quando Lúcia e João chegaram ao circo tiveram uma surpresa.

Já tinha nascido o elefante! - Oh João! Que alegria.

- É lindo, não é verdade Lúcia?

Os dois meninos cuidavam com muito amor e dedicação e saíam com ele para brincar.

Certo dia estavam eles a brincar quando a Lúcia caiu e magoou o pé.

O elefante não tardou e foi num instante agarrar a Lúcia com a sua tromba e levou-a a casa.

O João ficou muito contente porque o seu amigo elefante não só brincava com eles como também era muito forte e podia ajudar no circo.

Assim, o elefante amigo da Lúcia e do João, ficou muito falado.”

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O Panda Musical

“Era uma vez um panda que adorava desporto, ele jogava à bola, ele corria, ele brincava, mas aquilo que ele mais gostava era de cantar e dançar.

Um dia ele inscreveu-se num festival e realizou o seu maior desejo que era cantar e levar a alegria a todas as crianças. E assim todos puderam cantar e dançar com o panda e ele ficou muito feliz.

E assim, o panda ficou muito contente por praticar o seu desporto favorito e foi feliz para sempre.”

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O patinho amarelo

“Era uma vez um patinho que gostava muito de jogar futebol, mas um dia ele torceu a pata.

Então o Rui, que era o nome do patinho, ficou muito triste pois já não podia jogar mais à bola enquanto não melhorasse a pata.

Mas ele foi logo para o médico. A mãe do Rui disse ao médico:

- Senhor doutor, o meu querido filho torceu a pata e queixa-se muito!

O Rui queixava-se muito pois doía-lhe muito a pata.

- Isto não é nada, meta uma pomada que lhe vou receitar e passado uma semana já está bom. - Disse o médico.

O Rui ficou muito contente pois ia voltar a jogar futebol passado uma semana.

Passado uma semana o Rui voltou aos treinos, pois amanhã vão ter um jogo.

- Oh Rui, então já estás melhor? – Perguntou o treinador. - Sim estou, treinador. – Respondeu o Rui.

O rui chegou a casa todo contente pois o treino tinha-lhe corrido bem.

(No jogo)

- Boa Rui, conseguiste marcar três golos! – Exclamou o treinador para o Rui.”

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O cão Wuff-Wuff

“Bom dia, eu chamo-me WUFF-WUFF e sou o pequeno irmão do Wuff, e um cão muito especial.

Uma vez andei a passear com o meu dono Do-Mi-NICKI e chegamos a uma pequena barragem.

Como gosto muito da água, nadava dentro da barragem e dava mergulhos dentro da água. Mas quando vim para cima a minha cabeça enfiou-se dentro de uma bóia de goma do Do-Mi-NICKI. Saí então da água com esta bóia enorme à volta do meu pescoço.

Ao chegar a casa, o meu irmão Wuff riu-se muito, especialmente quando tentei entrar dentro da minha casota, só que a bóia era tão grande que não consegui.

No fim, o meu dono Do-Mi-NICKI decidiu libertar-me da bóia e ofereceu-me, no lugar da bóia, uma coleira vermelha muito bonita.”

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A Porquinha

“Era uma vez uma porquinha, ela era muito sozinha, andava triste porque não tinha ninguém para brincar. Ninguém queria brincar com ela porque tinha roupa velha e gasta. E a porquinha não tinha dinheiro para comprar outra, então decidiu ir trabalhar.

Trabalhou umas semanas e já não podia mais, estava muito cansada, mas continuava porque sabia que ao fim do mês recebia dinheiro e a partir daí a vida dela mudaria.

Passadas algumas semanas a porquinha recebeu dinheiro e a primeira coisa que ela fez foi ir à da tia Isabel comprar roupa. Foi lá e encontrou um vestido lindíssimo, e a cor preferida dela era rosa, quando ela viu o vestido rosa ficou apaixonada por ele e como também não era muito caro ainda dava para comprar uma bola lindíssima.

Ela comprou, vestiu o vestido e saiu com a bola para o pátio. Os porquinhos, que eram vizinhos dela, primeiro estranharam, até não a reconheceram, mas depois perceberam que era a mesma vizinha, só que estava bem vestida. Foram logo brincar com ela.

Mas sim, eles são crianças, não percebem que não se deve julgar pelas aparências, mas sim o que está dentro de cada um de nós.

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Valentino

A borboleta

“As flores maiores

Começam a abrir E nascem perante

O nosso olhar. Será que as lagartas Sabem que em breve

Belas borboletas Se vão tornar?”

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O Polvo Pipoca

“Era uma vez um polvo que se chamava Pipoca, era esperto e vaidoso. Adorava nadar nas águas claras e limpas do fundo do mar.

O Pipoca gosta muito de comer algas e de esconder-se nas grutas quando precisa de se salvar.

Um certo dia o Pipoca decidiu visitar uns amigos, o cavalo-marinho, o peixe vermelho, a sua querida amiga baleia e outros peixinhos para brincar.

O Pipoca era um polvo robusto, colorido e bem-disposto que simpatizava com todos os peixinhos do mar. Brincaram, brincaram, nadou, nadou, nadou, que numa certa altura da brincadeira e do passeio, o Pipoca reparou que as águas do mar se tornaram mais calmas e que já havia menos peixinhos por ali.

- O que é que estará a passar-se? – Perguntou o Pipoca muito estranho.

- É um barco muito grande a passar em pleno mar, atenção amigos porque são pescadores e são muito perigosos. Não se deixem apanhar! – Disse a estrela-do-mar muito aflita.

Todos os peixinhos puseram-se em fuga. Foi então que o Pipoca ao nadar viu um peixinho aflito a ser apanhado por uma rede de pesca. Com a sua rapidez apanhou o peixinho e salvou-o.

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Regressaram todos a casa e nunca mais se afastaram para zonas desconhecidas.

Agora o Pipoca além de esperto e vaidoso, todos os peixinhos, os polvos, as baleias e os golfinhos daquele mar tão belo o admiraram como um herói.”

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O Coelho

“Era uma vez um coelhinho, ele era muito branquinho. Vivia num lindo e verde bosque. Lá havia coisas maravilhosas, árvores enormes, flores de imensas cores que mais pareciam um arco-íris, muitos animais de outras espécies, lindos pássaros a chilrear, eram assim todos os dias naquele bosque.

O coelhinho sempre aos saltinhos de um lado para o outro a brincar com os outros animais.

Mas não tardava a chegar o Inverno e os animais do bosque tinham que começar a encher as suas tocas com alimentos para o Inverno. Uma folhinha aqui, uma sementinha acolá e iam enchendo as suas casinhas para o frio e chuvoso Inverno que os esperava.

E o coelhinho com a sua toca cheia de comida de lá já não saiu até chegar de novo os lindos dias com sol e calor.”

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A vaquinha Vitória

“Num belo dia de primavera nasceu uma bela vaquinha que lhe chamaram Vitória.

Era uma vaca muito rabugenta. Saltava, corria…nunca parava. Mas tinha algo de estranho. Sabem o que era?

É que lhe nascera uma madeixa loira, mesmo no cimo da cabeça. Os pais muito preocupados levaram-na ao médico.

Pai: - Sr. Doutor, será que a nossa vaquinha irá dar leite tão bom como as suas irmãs?

Mãe: - Sr. Doutor! Será que ela vai dar manteiga e iogurtes tão bons como as irmãs?

O médico ficou muito espantado a olhar para a vaquinha sem saber o que responder aos pais!!!

Médico: - Bom, isso eu não sei responder. Isso é uma coisa que só o tempo lhes dirá.

Os pais e a vaquinha foram para casa muito tristes naquele dia. Mas os dias foram passando, depois os meses e os anos.

Numa bela manhã, o senhor Gabriel que costumava ir tirar o leite às vacas chamou a vaca Vitória. Ele trazia na mão uma bomba. A vaca com muito receio foi ao pé dele e perguntou?

Vaca: - O que me vai fazer senhor Gabriel? Gabriel: - Vou ver se o teu leite é bom.

Depois de vinte minutos de ordenha o senhor Gabriel levantou-se com três garrafas cheias de leite e foi-se embora dizendo:

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Gabriel: - Amanhã saberás se o teu leite é bom ou não.

A Vitória nessa noite nem dormiu de ansiosa. Eram muitos anos de espera.

No dia seguinte de manhã o Gabriel convidou o seu irmão Duarte para ir lá a casa tomar o pequeno-almoço.

O Duarte ao beber o leite disse ao Gabriel:

Duarte: - Mas que leite tão saboroso e manteiga tão boa. O Gabriel respondeu:

Gabriel: - Sabes aquela vaca que tem uma madeixa loira? Duarte: - Sim, o que tem?

Gabriel: - Pois o leite é dela!

Duarte: - Que saboroso! Nunca pensei que ela fosse dar leite!

Gabriel: - Pois e é muito bom.

O Gabriel e o Duarte foram ao estábulo dar as boas novas à Vitória. A Vitória nem queria acreditar. Ficou tão feliz! “

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Esta é a história do leão trapalhão:

“…que era muito vaidoso, usava uma gravata cor-de-laranja e um cinto castanho. Gostava de cantar e dançar e mostrar as suas habilidades acrobáticas aos outros animais da selva. Ele saltava de pedrinha em pedrinha, por entre as poças de água, escorregava pelo tronco das árvores e gostava de brincar às escondidas com o seu amigo elefante bem-falante.

Certo dia ao saltar para cima de uma pedrinha o leão trapalhão viu uma coisa a brilhar!

- Elefante, anda ver o que eu encontrei! O que é isto? Para que serve?

O elefante bem-falante, assim lhe chamavam os outros animais da selva, pela sua grande sabedoria, veio depressa e disse:

- Amigo leão, isto são uns óculos!

- Óculos, para que serve? – Perguntou intrigado o leão.

- Os óculos servem para veres melhor e para leres histórias do mundo inteiro! – Exclamou o elefante. – O meu avô, o grande elefante cinzento, também tinha uns e costumava contar-nos histórias antes de irmos dormir.

- Sim… já sei! Tive uma ideia… A partir de hoje vou usar estes óculos para contar histórias aos animais da selva. – Disse o leão.

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E assim foi, o leão trapalhão a partir daquele dia todas as noites sentava-se no tronco da grande árvore da selva, colocava os seus óculos e lia histórias para todos os animais.

Histórias de crocodilos, de macacos, de zebras, de girafas e outros bichos e bicharocos. E o seu amigo elefante bem-falante, estava ao seu lado todas as noites.

Sendo assim, a selva ficou ainda mais animada. De dia o leão trapalhão fazia macaquices com a sua gravata cor-de-laranja, para todos se rirem e de noite… colocava os seus óculos e contava histórias para rir e arrepiar!!”

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O macaco Zacarias e as bananas

“O Zacarias estava deitado à sombra de uma árvore a comer bananas. A comer muitas bananas…demasiadas bananas.

- Cuidado. – Advertiu a sua mãe – tantas bananas podem fazer-te mal à barriga.

- Não. – Respondeu o Zacarias – Eu sei que estas bananas não me vão fazer mal à barriga.

E continuou a comer bananas… muitas bananas, demasiadas bananas.

A sua mãe tinha razão. O Zacarias comeu demais e ficou doente da barriga.

O Zacarias agarrou a barriga com as duas mãos e começou a chorar. A sua mãe acariciou-o e disse-lhe que se ele estava doente a culpa era dele.

Se o Zacarias tivesse ouvido a sua mãe, teria comido menos bananas e agora não estaria doente. Mas o Zacarias não ouviu ninguém. O Zacarias pensava que sabia tudo mas agora sabe que a mãe tinha razão.”

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A Girafa

“Era uma vez uma girafa que num belo dia do mês de Agosto preparou uma festa muito especial para as suas amigas, para elas festejarem os seus anos.

Mas quando chegou a hora da festa a girafa não sabia o que havia de vestir. Então começou a tirar toda a sua roupa do guarda-fato para ver qual é que ia vestir para a sua festa.

Mas a girafa experimentava a sua roupa, uma a uma, para ver qual é que havia de vestir. Até que por fim vestiu uma saia cor-de-rosa.

E assim a girafa desceu para a sua festa e as suas amigas ficaram encantadas com a roupa da girafa.

E assim a girafa festejou os seus anos, muito feliz, com as suas amigas.”

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A fada e o cavalo castanho

“Era uma vez uma fada que morava numa casa feita de nuvem por detrás das montanhas brancas. Essa fada apanhava os brinquedos que os meninos deitavam fora.

- Pobre cavalinho. – Disse ao descobrir o pequeno cavalo castanho caído no chão. – Vem comigo para minha casa. Quero cuidar de ti. Precisas de uma perna nova, de ferraduras, uma sela e arreios novos. A fada penteou-lhe as crinas e escovou-lhe o pêlo até ele voltar a brilhar.

- E agora – disse – tens que conhecer os teus novos amigos. - Boa tarde! – Disse a boneca.

- De onde é que tu vens? – Rugiu o urso.

- Um menino deitou-me fora. – Respondeu o cavalinho castanho. - A mim foi uma menina que me deixou ficar à chuva. – Disse o urso.

- Eu fiquei esquecida na praia! – Exclamou a boneca.

Mas a fada sentia-se triste. “A minha casa não é suficientemente grande para todos os brinquedos do mundo deitados fora, esquecidos e perdidos”, pensava ela.

- Temos de consolá-la! – Disse o cavalinho. – Afinal ela salvou-nos a todos.

- Exactamente! – Disseram também o urso e a boneca. – Temos de fazer alguma coisa.

- Eu conheço um prado com flores de estrelas. – Disse o cavalinho castanho. – Podemos ir lá colher um ramo para a fada.

- Isso pode ser perigoso. – Disse o urso. – O campo das flores é vigiado pela noite negra.

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- Eu também não tenho medo. – Disse a boneca, pondo a capa vermelha. Sentou-se em cima do cavalo e saíram os dois a galope.

- Eu – Disse o urso – prefiro ficar em casa. No campo das flores o sol brilhava.

- Oh, que flores tão lindas! – Exclamou a boneca, começando a colher um ramo. O cavalo castanho descobriu erva tensa e água no ribeiro. Estavam tão entretidos que se esqueceram do que o urso lhes tinha dito. De repente, diante deles, ergueram-se umas grandes asas negras.

- Quem está a tirar as minhas flores? – Disse uma voz ameaçadora.

Era a noite. A boneca e o cavalo castanho quiseram fugir, mas já era tarde demais. A noite tinha engolido não só as flores mas também o cavalo castanho. A boneca desatou a chorar e chamava por socorro. Apareceu então o urso.

- Não tenhas medo – Disse ele – Eu conheço a noite. Ela parece perigosa, mas nós conseguimos ser mais fortes do que ela. Aliás, nem é preciso ter medo. Ela só nos cobre com as suas asas negras para nos deixar sonhar à vontade.

A boneca pensou na fada e na casa feita de nuvem, e o medo fugiu, juntamente com a noite. Ouviu então um tilintar suave. O cavalinho castanho estava de volta e, no prado, as flores começaram novamente a florir. O cavalinho castanho, o urso e a boneca regressaram a casa de madrugada. A fada esperava-os à porta.

- Estava à vossa espera. – Disse ela.

A boneca estendeu-lhe o ramo. A fada ficou muito contente e tomou-os a todos nos braços.”

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O urso polar

“O urso polar é uma das maiores espécies de urso. Podem atingir cerca de dois metros de comprimento e pesar 700 quilos.

Embora seja muito pesado move-se com muita facilidade na paisagem branca do Árctico. O seu pelo longo e gorduroso mantém o seu corpo aquecido, e a camada de gordura é uma protecção adicional contra o frio.

Bom pescador e caçador, o urso polar investe contra as suas presas na água e em terra firme. Na água sente-se à vontade porque a gordura e o ar nos pulmões permitem que ele flutue com facilidade. Além disso, as membranas entre os dedos fazem do urso polar um nadador mais eficiente que os outros ursos: é o único que dispõe desse recurso. Paciente e esperto o urso polar aguarda o momento em que a foca sobe à superfície para respirar, depois aí captura-a.

O urso polar acasala na primavera. No Outono as fêmeas grávidas escavam uma toca e caem num estado de semi-sonolência. Os filhotes nascem nesse abrigo, durante o Inverno.

A ninhada é no máximo de três filhotes. Estes nascem cegos e sem pêlos e são amamentados por cerca de três meses e meio.

O urso polar pode permanecer na água durante horas, ele usa apenas as patas posteriores para nadar.

Os pêlos na planta dos pés protegem o urso polar do frio e oferecem-lhe mais firmeza ao caminhar sobre o gelo.

O urso vive em grupos de três ou quatro indivíduos.

O urso é um mamífero e é o maior carnívoro terrestre do mundo.”

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O Gato

“Estava um lindo dia de sol. O Gaspar estava muito feliz porque ia para a escola brincar com os amiguinhos.

Mas, de repente, ouviu:

- Miau, miau, miau… E disse à mamã: - Psiiuu!

Era um gatinho que não sabia da mamã gata e estava cheio de fome.

O Gaspar deu-lhe o seu leitinho e o gato saltou-lhe para o colo, agradecendo-lhe com um “ron, ron, ron, ron”.

O Gaspar e o gatinho ficaram amigos para sempre.

Com pozinhos de perlimpimpim… chegou a história ao fim.” Gaspar

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A pintainha vaidosa

“Era uma vez uma pintainha muito vaidosa, que passava muito tempo a observar-se ao espelho e por isso não brincava na rua, nem tinha amigos. Todos os dias ela só pensava em ficar bonita e ia até um rio observar o seu reflexo até que um dia conheceu um pato que era muito feio.

-Olá. – Disse-lhe ele.

- Desculpa mas eu sou demasiado bonita para falar contigo. – Respondeu-lhe ela.

O patinho ficou triste e foi para casa.

No dia a seguir eles voltaram a encontrar-se e a pintainha ao observar a sua beleza no rio escorregou e caiu para dentro de água. O patinho reparou nisso e foi salvá-la porque ele sabia nadar muito bem. A pintainha ficou envergonhada por ter sido má com ele e disse-lhe:

- Desculpa por ter dito que tu eras feio. Já percebi que és um pato muito simpático.

- Não te preocupes pintainha linda. Amigos? – Perguntou-lhe o pato.

- Claro que sim! – Respondeu-lhe a pintainha vaidosa.

Desde aquele dia a pintainha aprendeu que a beleza não é tudo e que ter amigos é muito mais divertido do que estar apenas com o reflexo da sua imagem.”

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O peixe de ouro

“Era uma vez um pobre velhinho que morava com a sua esposa, perto do mar, no fim do mundo.

O velhinho era um homem muito bom e cada vez que ele apanhava um peixe tinha pena e deixava-o escapar. Quando chegava a casa a esposa fazia muito barulho com ele, zangava-se.

Um dia ele apanhou um peixe de ouro e o peixe prometeu cumprir três desejos.

O velhinho não queria nada, mas a esposa pediu um carro e o peixe deu-lhe um carro.

Não passado muito tempo pediu um palácio e o peixe deu. Agora como estava rica não precisava mais do marido e mandou-o embora. O pobre velhinho foi embora muito triste.

Foi até ao mar e de novo apareceu o peixinho de ouro. O velhinho pediu para o peixe tirar tudo o que deu à sua esposa, para ficar pobre como antes e mais feliz. O peixinho de ouro cumpriu o último desejo.”

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A joaninha e os seus amigos

Num lindo dia de Primavera a joaninha andava a passear pelo campo quando encontrou os seus amigos, o gafanhoto, a lagarta e a borboleta. O gafanhoto olhou para a joaninha e perguntou-lhe porque é que ela andava tão triste, pois ela era sempre tão alegre e divertida, e estava sempre a voar, porque é que ela estava assim? A joaninha disse-lhe que não estava muito feliz porque tinha perdido uma pinta das suas costas.

Os amigos prometeram-lhe ajudar a encontrar a sua pinta, pois não queriam ver a sua amiga triste e, além do mais, a joaninha sem as suas pintas já não era a mesma.

Então começaram as buscas à procura da pinta da joaninha. Os amigos dividiram-se, a joaninha com a borboleta, como voavam, foram para ao pé do lago, a lagarta e o gafanhoto foram para outro lado. Todos eles procuraram mas… sem sinal da pinta da joaninha.

Passou-se a manhã e nada da pinta da joaninha. Os amigos encontraram-se para almoçar e a joaninha cada vez mais triste e já a pensar que não encontrava a sua pinta.

Os amigos continuaram a alegrar a joaninha e continuavam a procurar. O gafanhoto avistou ao longe uma bola preta e gritou para a lagarta a dizer que tinha encontrado a pinta da joaninha, mas quando se aproximaram, ups… era um botão. Mas não demorou muito a borboleta começou a ver uma bola preta brilhante junto ao rio, pousada numa flor. Era finalmente a pinta

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da joaninha. A joaninha ficou tão contente, tão feliz, que agradeceu muito aos seus amigos pelo que fizeram por ela. Disse-lhes que nunca se irá esquecer e que eles são os melhores amigos do mundo.

Os quatro amigos levaram a brincar, a rir, a tarde toda, todos os dias, ficaram os melhores amigos de sempre.

E claro, a joaninha nunca mais largou as suas pintas e voou sempre com cuidado para não as perder.

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