Universidade Federal de Itajubá
Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologias da Informação Engenharia de Controle e Automação - ECA
EEL105 - Circuitos Elétricos I
Módulo 5
Teoremas:
Superposição, Máxima Transferência de Potência, Tellegen, Thèvenin, Norton, Millman e Miller
Consequências da Linearidade: Homogeneidade
Sabemos que todo circuito composto de fontes independentes, fontes controladas lineares e elementos passivos lineares é linear. Vimos que um sistema linear é aquele
que obedece aos princípios da homogeneidade e da superposição. De acordo com o primeiro, se o valor da fonte for multiplicado pela constante k, a resposta também
será multiplicada pelo mesmo valor k. Vamos ilustrar como o princípio da
homogeneidade pode ser aplicado, com vantagem, na solução de circuitos contendo uma única fonte independente.
Vejamos através de um exemplo: Determine vx quando vi =5[V] no circuito ilustrado a
seguir calculando primeiramente a tensão da fonte necessária para produzir uma tensão de saída vx = 3[V]. 4 6 10[V] 2i v v KVL): Kirchhoff( 3[A] 2 1 i i i KCL) Kirchhoff( 2[A] 2 4 i Ohm: de Lei 4[V] 1 3 1i v v KVL): Kirchhoff( 1[A] i 3i 3V v Ohm: de Lei Ohm de Lei 1 y i 2 0 1 2 Ohm de Lei 0 x y 0 0 x 2 2 3 1
v
iv
yv
x+
_+
_i
1i
0i
23
Consequências da Linearidade: Homogeneidade
Mas o valor dado da fonte de tensão foi v
i=5[V]. Então, se a entrada v
ifor
multiplicada por k=½, todas as outras tensões e correntes do circuito serão
multiplicadas pela mesma constante k=1/2. Logo, para v
i=5[V] (=10.½), v
x=
3.½=1,5[V]. Na prática, os cálculos apresentados no slide anterior são tão
simples que não precisam ser escritos e podem ser indicados sobre o circuito.
E o valor atribuído à v
xpoderia ser qualquer outro diferente de 3[V], pois ele
é arbitrário.
Os circuitos ilustrados nos slides 2 e 3 são exemplos dos chamados circuitos em cascata, que são facilmente resolvidos pelo método da homogeneidade.
Determinar v
xe i
1 2 14 5 12V
v
x+
_ 2 3i
1Teorema da Superposição
―
A resposta de um circuito linear a várias fontes independentes é a soma
das respostas a cada fonte independente com as fontes independentes
restantes em repouso
.”
A resposta total será a soma das respostas individuais
Na interpretação deste teorema temos que lembrar: uma fonte em repouso é
uma fonte de valor zero e que fontes de tensão e de corrente em repouso são
equivalentes, respectivamente, a curto-circuitos e a circuitos abertos. É
necessário observar também que o teorema trata somente de fontes
independentes e não de fontes controladas (dependentes). Ao contrário de
uma fonte independente, o valor de uma fonte controlada depende de outras
tensões e correntes no circuito e, portanto, não deve ser tratada como entrada
(fonte) externa. Em outras palavras,
fontes controladas não devem ser
10V R2 100 R1 510 10mA 5
v
x
Teorema da Superposição: Exemplo
10V R2 100 R1 510 R2 100 R1 510 10mA
Determinar, usando o teorema da superposição, a tensão vx.
Contribuição da fonte de tensão com a fonte de corrente em repouso (I=0[A])
Contribuição da fonte de corrente com a fonte de tensão em repouso (V=0[V])
v
x
v
x
1
2 Para o circuito 1 podemos
avaliar vx usando o conceito de divisor de tensão e para o circuito 2 o conceito de divisor
Teorema da Superposição: Exemplo
10V R2 100 R1 510v
x
1 R2 100 R1 510 10mAv
x
2Atenção: A corrente através do resistor R2, imposta pela fonte de corrente de 10[mA], está no mesmo sentido da tensão vx. Portanto, devemos considerar que, na
realidade, a contribuição desta fonte de corrente provoca uma tensão no sentido contrário, uma vez que o elemento de circuito em questão é passivo. Esta situação
é representada pelo sinal de menos ao se utilizar a lei de Ohm.
1,64[V] 10V 510 100 100 v(t) R R R v(t) R R (t) v 2 1 2 2 1 i i 2 x
0,836[V] 100 8,36mA (t)R i (t) v 8,36[mA] 10mA 100 1 510 1 100 1 i(t) G G (t) i x 2 2 x 2 1 i i 2 2
17
Teorema da Superposição: Exemplo
O circuito ao lado mostra o resultado de uma simulação com PSPICE que resulta em um valor de 0,8033[V] para vx(t). Comprova-se que a análise esta
correta. Portanto, o valor da tensão vx será:
(t) v(t) 1,64 ( 0,836) 0,804[V] v (t) vx x1 x2 (10mA) 1 I de ão contribuiç (10V) 1 V de ão contribuiç
Por se tratar de um circuito com excitações DC não é necessário utilizar a
representação de dependência com a variável tempo (t).
O teorema da superposição é de
fundamental importância na análise de
circuitos eletrônicos que contenham dispositivos semicondutores
.
Geralmente, para estes circuitos existirão fontes de alimentação DC
responsáveis pela polarização dos elementos semicondutores e fontes de
excitação AC.
10V R2 100 R1 510 10mATeorema da Superposição: Exemplo
Determine a tensão vx no circuito abaixo que contém uma fonte de corrente ontrolada
por corrente (CCCS).
v
x
v
x
Contribuição da fonte de tensão (fonte de corrente em repouso)
Contribuição da fonte de corrente (fonte de tensão em repouso)
3A 2i1 i1 2V 4Ω 3Ω + _
v
x
Teorema da Superposição: Exemplo
v
x
A
0
v 3V v v 1[V] v 3Ω i 2V KVL 1[A] 2i i 0 2i i A) (nó KCL 0,5[A] 4Ω 2V i Ohm de Lei x x x 3 1 3 1 3 1 _
+
v
v
x
0
A
+
v
_
v 0 v 9[V] v 3Ω i 0V KVL 3[A] i 3A 2i i A) (nó KCL 0[A] 2i 0[A] 4Ω 0V i Ohm de Lei x x 3 3 1 3 1 1 vx=vx1+vx2=-10[V] 9Seja f(x) = f(x +2π) uma função integrável sobre o intervalo [−π,π ], sendo n um número natural, a série de Fourier de f(x) é a série trigonométrica:
1 n n n 0 sen(nx) b nx cos a 2 a f(x)Teorema da Superposição: Exemplo
onde a0, an e bn são os coeficientes de Fourier de f (x) definidos por:
O símbolo ≈ foi usado aqui, pois nem sempre esta série de funções converge para
f(x), mas se a função for 2π-periódica e seccionalmente diferenciável, obteremos a
convergência da série trigonométrica, e dessa forma poderemos substituir o sinal de ―aproximadamente‖ pelo sinal de igualdade.
π π n π π n 0 π π 0 )dx f(x)sen(nx π 1 b )dx f(x)cos(nx π 1 a médio valor 2 a f(x)dx π 1 a11
x 0,697sen
x 0,212sen
3x 0,127sen
5x ... f ... 5x sen 5π 2 3x sen 3π 2 x sen π 2 x f 300[Hz] f f 2 ωt 1885t sen (t) v 180[Hz] f f 2 ωt 1131t sen (t) v 60[Hz] f f 2 ωt 377t sen (t) v ωt 1 ωt 2 ωt 1 Teorema da Superposição: Exemplo
Aplicando a definição da série de Fourier a uma onda quadrada (com valor médio zero e 1[vPP]), tem-se a relação abaixo com um truncamento no terceiro termo:
Podemos usar um amplificador operacional em uma configuração somador inversor como ilustrado abaixo para verificar a ―recomposição‖
do sinal quadrado. Esta soma de tensões está sendo aplicada a um resistor de 1K. Pede-se
avaliar a sua potência média dissipada.
-+ AO 10K 15K 5K1 v1(t) 47K 75K v3(t) v2(t) Inversor
+
0, 667v1(t) 0, 133v3(t) 0, 213v2(t) vo(t) 1KJean-Baptiste Joseph Fourier: Ficou órfão muito jovem, pois a sua mãe morreu quando ele
tinha nove anos e o seu pai no ano seguinte. Ele foi internado na escola militar de Auxerre, um colégio beneditino, onde inicialmente mostrou ter talento para a literatura, mas aos treze anos começou a interessar-se pela matemática e em 1783 recebeu o primeiro prémio pelo seu estudo da Mecânica Geral de Charles Bossut. Em 1787 decidiu seguir a carreira religiosa e entrou na abadia beneditina de St. Benoit-sur-Loire. Em 1789 visitou Paris onde apresentou um artigo à Academia Real de Ciências francesa sobre as suas pesquisas para a solução de equações numéricas, assunto que o interessou para o resto da vida. Em 1790 tornou-se professor de matemática na escola militar de Auxerre (onde já tinha estudado). No final de 1794 é nomeado para estudar na Ecole Normalize de Paris. Nesta escola, onde demonstrou ser um dos alunos mais brilhantes, Fourier tem como professores Joseph-Louis de Lagrange, Pierre Simon Laplace e Gaspard Monge, os maiores físicos-matemáticos da época. Ele começou então a ensinar primeiro no Collège de France e depois na École Polytechnique sob a direção de Lazare Carnot e Gaspard Monge, e iniciou uma atividade mais séria em investigação matemática, mantendo excelentes contatos com Lagrange, Laplace e Monge. Em 1795 ele voltou a ensinar na École Polytechnique e em 1797 sucedeu a Lagrange ao ser nomeado para a cátedra de Análise e Mecânica nesta escolaFoi em Grenoble que Fourier desenvolveu a maioria do seu trabalho experimental e teórico sobre a propagação do calor. Este permitiu-lhe modelar a evolução da temperatura através de séries trigonométricas. Em 1822 Fourier escreveu “Theorie analytique de la chaleur" (Teoria Analítica do Calor), um marco na física-matemática. Este trabalho contribui aos fundamentos da termodinâmica e constitui uma melhoria muito importante para a modelização matemática dos fenómenos físicos. Abre a área matemática de teoria de análise de Fourier. No entanto, uma simplificação excessiva e pouco rigorosa, geram muitas críticas de Laplace e Lagrange. Em particular, neste trabalho Fourier afirma que uma função de uma variável, contínua ou descontínua, pode ser expandida em uma série de senos de múltiplos da variável. Este resultado incorreto teve no entanto uma grande importância ao incluir a possibilidade de expandir deste modo também funções descontínuas. Lagrange, que já tinha estudado este problema anteriormente, foi particularmente crítico da demonstração apresentada por Fourier. Mais tarde esta demonstração foi melhorada por matemáticos como Johann Dirichlet, François Budan e Jacques Charles François Sturm, que apresentou a versão final ao chamado teorema de Fourier em 1829.
13
Teorema da Superposição: Exemplo
0s 4ms 8ms 12ms 16ms 20ms 24ms 28ms 32ms -800mV -600mV -400mV -200mV 0V 200mV 400mV 600mV 800mV 0s 4ms 8ms 12ms 16ms 20ms 24ms 28ms 32ms -800mV -600mV -400mV -200mV 0V 200mV 400mV 600mV
Teorema da Superposição: Exemplo
W] 222[ 1000 0,471 R (t) v (t) p 471[mVrms] 2 V (t) v sen377t 0,667 (t) v 2 2 1 1 P 1 VP 1
ˆ ˆ Contribuição de v1 (v2 e v3 em repouso)
W] 22,8[ 1000 0,151 R (t) v (t) p 151[mV] 2 V (t) v sen1131t 0,213 (t) v 2 2 2 2 P 2 VP 2
ˆ ˆ Contribuição de v2 (v1 e v3 em repouso)
W] 8,8[ 1000 0,094 R (t) v (t) p 94[mV] 2 V (t) v sen1885t 0,133 (t) v 2 2 3 3 P 2 VP 2
ˆ ˆ Contribuição de v3 (v1 e v2 em repouso)
W] 253,5[ 1000 0,094 0,151 0,471 R (t) v (t) v (t) v R (t) v p(t) W] 253,6[ 8,8 22,8 222 (t) p (t) p (t) p p(t) 2 2 2 2 2 3 2 2 2 1 2 3 2 1 ˆ ˆ ˆ ˆ Observar a validade da superposição de potência média!Importante: Superposição da Potência Média
15 Como vimos, na solução de circuitos elétricos com mais de uma fonte de corrente ou
tensão, independentes, podemos utilizar o teorema da superposição, somando as respostas a cada fonte. Isto é uma consequência da linearidade aplicada aos circuitos. Mas, no que diz respeito à potência média, nem sempre é possível aplicar o teorema.
Considere o exemplo a seguir.
Como o teorema da superposição é válido para tensões e correntes de circuitos lineares, i(t)=i1(t)+i2(t). A potência
instantânea fornecida à resistência R é:
Portanto, exceto para o caso trivial no qual o produto i1(t).i2(t) é identicamente nulo,
Importante: Superposição da Potência Média
Para formas de onda periódicas, a potência média é calculada como:
de maneira que P ≠ P1+P2, e a superposição não se aplica à potência média,
a menos que
O caso mais importante no qual a superposição é válida para a potência média é aquele em que a corrente i(t) consiste de componentes senoidais de freqüências
diferentes. O conceito pode ser estendido para tensões senoidais.
As correntes são ditas ―ortogonais‖
Teoremas de Thévenin e Norton
17
Qualquer combinação de resistores e de fontes controladas com
somente dois terminais externos pode ser reduzida a uma única
resistência equivalente como foi mostrado anteriormente.
Introduziremos, agora, dois circuitos equivalentes que substituem uma
combinação que, novamente, tem dois terminais externos somente, mas
que, agora, contém uma ou mais fontes independentes. Como poderia
ser esperado, uma tal combinação não pode, em geral, ser substituída
por um único elemento. Eles são os
circuitos equivalentes de
Thévenin e Norton
, e que podem ser demonstrados utilizando o
teorema da superposição;
consequentemente, eles somente podem ser
aplicados a circuitos lineares, ou somente à parte linear dos circuitos
com elementos não-lineares
. O teorema de Thévenin foi publicado em
1883 por L. C. Thévenin, um engenheiro francês que trabalhava em
telegrafia. O segundo pode ser considerado um corolário do primeiro e
Teoremas de Thévenin e Norton
Léon Charles Thévenin born in Paris, France, graduated from the École Polytechnique in Paris in 1876. In
1878, he joined the corps of telegraph Engineers (which subsequently became the French PTT). There, he initially worked on the development of long distance underground telegraph lines. Appointed as a teaching inspector at the École Supérieure de Télégraphie in 1882, he became increasingly interested in the problems of measurement in electrical circuits. As a result of studying Kirchhoff's circuit laws and Ohm's law, he developed
his famous theorem, Thévenin's theorem, which made it possible to calculate currents in more complex electrical circuits and allowing people to reduce complex circuits into simpler circuits called Thévenin's equivalent circuits. Also, after becoming head of the Bureau des Lignes, he found time for teaching other subjects outside the École Supérieure, including a course in mechanics at the Institut National Agronomique, Paris. In 1896, he was appointed Director of the Telegraph Engineering School, and then in 1901, Engineer in chief of the telegraph workshops. He died in Paris (1926). Thévenin consulted several scholars well known at that time, and controversy arose as to whether his law was consistent with the facts or not. Shortly before his
death he was visited by a friend of his, J. B. Pomey, and was surprised to hear that his theorem had been accepted all over the world. In 1926, he was taken to Paris for treatment. He left a formal request that no one
should accompany him to the cemetery except his family and that nothing be placed on his coffin but a rose from his garden. This is how he was buried at Meaux. Thévenin is remembered as a model engineer and
employee, hard-working, of scrupulous morality, strict in his principles but kind at heart.
Edward Lawry Norton (28 July 1898, Rockland, Maine–28 January 1983, Chatham, New Jersey) was
an accomplished Bell Labs engineer and scientist famous for developing the concept of the Norton equivalent circuit. He attended the University of Maine for two years before transferring to M.I.T. and
received a S.B. degree (electrical engineering) in 1922. He received an M.A. degree from Columbia University in 1925.Although interested primarily in a communications circuit theory and the transmission of data at high speeds over telephone lines, Edward L. Norton is best remembered for development of the dual of Thevenin's equivalent circuit, currently referred to as Norton's equivalent
Circuit. In fact, Norton and his associates at AT&T in the early 1920s are recognized as some of the first to perform pioneering work applying Thevenin's equivalent circuit and who referred to this concept simply as Thévenin's theorem. In 1926, he proposed the equivalent circuit using a current
source and parallel resistor to assist in the design of recording instrumentation that was primarily current driven. His areas of active research included network theory, acoustical systems,
electromagnetic apparatus, and data transmission. A graduate of MIT and Columbia University, he held nineteen patents on his work.Norton died on January 28, 1983 in Chatham, New Jersey.
Teoremas de Thévenin e Norton
19 Seja o circuito de dois terminais denominado A em que ―ativo‖ indica que o
circuito contém fontes independentes. Quando não houver ligações externas (carga), de maneira que não haja corrente saindo do circuito A, a tensão nos seus
terminais será denotada voc. O índice ―oc‖ pretende sugerir um par de terminais em circuito aberto (―open circuit‖). A corrente que sai do circuito em condições
de curto-circuito, ou seja, quando os terminais externos são diretamente conectados, de maneira que a tensão externa seja nula, é denotada isc . O índice
―sc‖ sugere terminais em curto-circuito (―short circuit‖). A notação “A (em
repouso)” significa que todas as fontes independentes (mas não as fontes
controladas) dentro do circuito A foram colocadas em repouso. Se A não contiver elementos que armazenam energia, o circuito ―A em repouso‖ pode ser
substituído por uma única resistência equivalente Req , também denotada por RTH. A tensão voc, às vezes, também é chamada de tensão de Thévenin e denotada vTH. Da mesma forma, isc pode ser denotada por iN, conhecida como corrente de Norton. O teorema de Thévenin estabelece que o circuito A pode ser
substituído pelo seu circuito equivalente Thévenin para calcular correntes e tensões externas (ao circuito A), não importando o que esteja ligado aos terminais. O teorema de Norton estabelece que o circuito A pode ser substituído
por seu equivalente Norton com as mesmas considerações anteriores. Os teoremas de Thévenin e Norton são um exemplo de dualidade.
Teoremas de Thévenin e Norton
A
(ativo)
v(t)
i(t)
carga
A
(ativo)
+
_
0
i(t)
v
OC(t)
carga
Como o saldo de corrente é zero, representa um circuito aberto!
O valor da tensão da fonte
que foi inserida para que o
saldo de corrente seja zero
é, obrigatoriamente, v
OC(t)
Inserimos uma fonte de tensão entre o
circuito A e a carga e ajustamos o seu
valor de tal modo que o saldo de corrente
entre estes dois circuito seja zero. Ou seja,
a fonte v(t) produz uma corrente no
sentido contrário da corrente do circuitoA.
Relembrando: Circuito ―A‖ linear com fontes
independentes podendo conter fontes
Teoremas de Thévenin e Norton
21A
(repouso)
v(t)
i(t)
carga
+
_
v
OC(t)
Equivalente Théveninv(t)
i(t)
carga
v
TH(t)
R
THTem-se, portanto, uma avaliação
da tensão equivalente que causa a
corrente i(t). Resta, agora,
considerar a superposição dos
efeitos utilizando o circuito A
com suas fontes independentes
Teoremas de Thévenin e Norton
Utilizando o conceito de dualidade, tem-se para o equivalente Norton:
Conversão de Equivalentes: Thévenin-Norton e Norton-Thévenin
v(t) i(t) vTH(t) RTH v(t) i(t) iN(t) RN
v(t)
i(t)
i
N(t)
R
NPara que o desempenho seja idêntico nos dois casos, é necessário que o par de variáveis (v(t),i(t)) seja comum a ambos os circuitos, tornando irrelevante o tipo de fonte responsável
pelo seu estabelecimento. N
TH N N N TH N TH R t v t i R t i t v R R ) ( ) ( ) ( ) (
Teoremas de Thévenin e Norton
23
Estes equivalentes podem ser vistos como
transformações de fontes
,
ou seja, converter uma fonte de tensão em série com um resistor para
uma fonte de corrente em paralelo com o mesmo resistor.
Transformações de fonte podem ser interessantes para reduzir a
complexidade de um circuito.
Exercício: Demonstrar as relações de conversão entre os equivalentes Thévenin e Norton
.
Consideração sobre Fontes Ideais e Reais
Ao descrevermos as fontes de tensão e corrente partimos do princípio
que os seus valores são constantes e independentes. Na prática, toda
fonte irá apresentar uma
Resistência Interna
. Novamente, os
equivalentes Thévenin e Norton são adequados para a representação
desta resistência.
Devemos, então, verificar a validade de ―idealização‖ de uma fonte em
função da carga que ela alimenta.
RL V1
10V
Rin
Teoremas de Thévenin e Norton
1K 2K 3K 4K 5K 6K 7K 8K 9K 10K 0V 1V 2V 3V 4V 5V 6V 7V 8V 9V 10V
V
L L in L 1 L R R R V V 100Ω )@R f(R VL L in Observar que para valores do resistor de carga superiores a 10R
ina tensão de
saída é superior a 90% de V
1.
Para ―idealizar‖ uma fonte de tensão, na prática, é aconselhável fazer a sua
resistência interna a mais baixa possível (idealmente zero).
Teoremas de Thévenin e Norton
RE RC R2 VB+
-+ - V CC R1
A
B
O esquema elétrico ao lado representa uma
polarização universal para um transistor
bipolar. Considere R
1=10K e R
2=2K2.
Pede-se reduzir o circuito aplicando o
equivalente Thévenin entre os pontos A e B.
RE RC R2 VB
+
-R1 + - V CC + - VCC
O circuito pode ser redesenhado
para evidenciar a sua parte que será
substituída pelo equivalente
Thévenin. Observar que, em termos
práticos, seria um contrassenso a
presença de duas fontes.
R2 R1
+ - VCC
VOC
Teoremas de Thévenin e Norton
A
Primeiro Passo:
calcular a tensão entre os pontos A e B em circuito aberto. 1,8[V] 2K2 10K 2K2 10V R R R V V Tensão de Divisor do Lei x 2 1 2 CC OC Segundo Passo:
calcular a resistência equivalente entre os pontos A e B com as fontes independentes em repouso.
R2 R1 VCC=0 Req
A
B
B
] 1,8[K 2K2 10K 2K2 10K R R R R R paralelo em estão R e R x 2 1 2 1 eq 2 1 26+ - 1 2 2 CC TH R R R V V 2 1 2 1 TH R R R R R
Teoremas de Thévenin e Norton
A Portanto, VOC=VTH e Req=RTH B + -VB + -1,8[V] ] 1,8[K CC V E R C R
Atenção:
Caso o circuito a ser substituído pelos seus equivalentes Thévenin ou Norton
possua fontes dependentes existem duas formas para se determinar o valor do
resistor equivalente R
th.
) ( ) ( t i t v R O O th Circuito Original com as suas fontes independentes em repouso Circuito Original com as suas fontes independentes em repouso vO(t) iO(t) + _ vO(t) iO(t) + _
Teoremas de Thévenin e Norton: Circuito com Fontes Dependentes
Determinação de Rth: ) ( ) ( t i t v R SC OC th Circuito Original Circuito Original vOC(t) + _ iSC(t) ExemploAvalie no circuito seguidor de emissor a resistência equivalente ―vista‖ do terminal
do emissor. Simplifique o resultado considerando que o parâmetro ro do
transistor bipolar é muito maior
comparativamente às outras resistências e que o parâmetro β é muito maior que 1.
vb rb + _
emissor
r
eqTeoremas de Thévenin e Norton: Circuito com Fontes Dependentes
A resistência equivalente vista do emissor é avaliada colocando-se a fonte de sinal vb em repouso, ou seja, trata-se da avaliação de um resistência equivalente de Thévenin.
Para esta avaliação é necessário substituir o transistor bipolar (elemento geral de circuito) pelo seu modelo equivalente. Embora o transistor bipolar seja um elemento
não linear, estamos admitindo a sua operação em pequenos sinais, portanto, o seu modelo é considerado linear.
r
eqr
eq29 O transistor bipolar, assim como os seus modelos, será objeto de estudo na disciplina
de Eletrônica I. Entretanto, o que queremos ressaltar é o fato da importância de uma base sólida em análise de circuitos elétricos como um elemento facilitador para o
entendimento das topologias a ser apresentadas.
vb rb + _ ib vb =0 rb r e ro βib ib
Teoremas de Thévenin e Norton: Circuito com Fontes Dependentes
r
br
er
oβi
bv
+
_i
i
oi
bx
+
_ +-i
+
_ KVL(1) KVL(2) β r r r i v β r 1 , r 1 r 1 p 0 i β r r i β r v 0 i r r i r v r r i r v β r r i r v i 0 r i ir v KVL(2) r r i r v i 0 r i ir v KVL(1) i βi ou β 1 β 0 i i βi 0 i i βi i 0 i x ponto o para KCL b e eq b e o b e b o e o b e b o e o o o o e b e b b b b e b b o b o b b 4 1 k K
/Portanto a resistência ―vista‖ do emissor é: re+rb/β
Um resultado interessante para a análise deste dispositivo é que resistências no ramo
da base (rb) aparecem ―refletidas‖ no ramo do emissor divididas por β.
Teoremas de Thévenin e Norton: Conceito da Reta de Carga
Uma forma tradicional de encontrar o ponto de operação de um circuito não-linear é através de retas de carga. O objetivo é dividir o circuito em um equivalente simples (Thévenin por exemplo) e uma carga que representa o elemento não linear. Resolver,
então, através de um método gráfico no intuito de encontrar as soluções necessárias. O mesmo objetivo pode ser atingido conhecendo-se a equação para operação do
elemento não-linear. Em algumas aplicações são bastante úteis e auxiliam na interpretação da operação do circuito como um todo.
Considere o esquema ao lado que representa um elemento não linear (diodo
semicondutor) sendo ―alimentado‖ por um equivalente Thévenin. A idéia é determinar os valores de VD e ID sem a necessidade da utilização do equacionamento do dispositivo não linear. Aplicando-se os conceitos das leis
de Kirchhoff, temos: b ax y R V R V I (KVL) V R I V TH TH TH D D D TH D TH
A
B
31Teoremas de Thévenin e Norton: Conceito da Reta de Carga
O equacionamento do slide anterior mostra que as variáveis I
De V
Dpodem comporta-se linearmente caso uma carga resistiva seja colocada
entre os nós A e B. E não poderia ser de outra forma tendo em vista
que relacionam-se com um equivalente Thévenin. Entretanto, ao
colocarmos um elemento não linear a solução do sistema pode ser
encontrada graficamente pela sobreposição da curva característica do
componente (I
D=f(V
D)) e da reta de carga.
O coeficiente angular da reta é -1/R
THe o ponto de intersecção com o
eixo y (I
D) é V
TH/R
TH. O ponto de intersecção com o eixo x (V
D) é
V
TH(basta fazer I
D=0). Observar que através destes dois pontos
podemos traçar a reta de carga e eles significam dois extremos para os
terminais A e B. Um deles e quando V
Dé igual a zero, ou seja, um
circuito aberto. O outro é quando I
Dé igual a zero, ou seja, um
Teoremas de Thévenin e Norton: Conceito da Reta de Carga
ID VD -1/RTH IDQ VDQ Q A B TH D D V V 0A I B ponto TH TH D D R V I 0V V A ponto Ponto de Operação ou Ponto Quiescente
Curva característica do diodo
Uma desvantagem que poderia ser
associada a este método é a necessidade de ter em mãos a curva característica do
elemento não linear.
Teorema da Máxima Transferência de Potência
Considere a configuração de circuito a seguir em que a carga RL é um resistor variável. O circuito A será substituído pelo seu equivalente Thevénin:
A
(ativo)
v(t)
i(t)
R
L + -RL Rth vth v(t) i(t)
th L 2 4 L th 2 L 2 th L 2 L th 2 L 2 L th th L L L th th 2 L L R R 0 R p(t) v uv' u'v v(x) u(x) dx d que: lembrando R R R R R p(t) R R vth R R R v R (t) p R R v i(t) e i(t) R (t) p Se tomarmos a derivada dapotência em relação à carga RL e igualarmos à zero, temos o ponto de inflexão que representa o maior valor
da função. Portanto, quando RL é igual à Rth dizemos que a carga está casada e temos
Teorema da Máxima Transferência de Potência
Retornando a equação da potência podemos avaliar o maior valor desta:
th 2 2 th th th th L 4R vth R R v R (t)(MAX) p
A potência fornecida pela fonte, nesta condição, e a eficiência são dadas por:
50% (MAX) p p % η 2R v 2R v v i(t) v (t) p L fonte th 2 th th th th th fonte 600 700 800 900 1K 0.2W 0.4W 0.6W 0.8W 1.0W 200 100 300 400 500Exemplo para uma fonte com resistência interna de 100[Ω] ilustrando a potência
fornecida e a potência dissipada na carga. No eixo ―x‖, a variação de RL
entre 1[Ω] e 1000[Ω].
Considere um circuito (parâmetros concentrados) que possua B ramos e N nós. Relembre que, em uma rede elétrica, ramo é um caminho único contendo um elemento de circuito que conecta un nó a outro nó qualquer. Suponha que para cada
ramo nós arbitremos uma diferença de potencial vk e uma corrente ik obedecendo a uma única conveção para os bipolos (normalmente: passivo), então:
Se as diferenças de potencial e correntes satisfazem as restrições impostas pelas leis de Kirchhoff (KVL, KCL), então o teorema de Tellegen é extremamente geral. É válido para circuitos de parâmetros concentrados que contenham elementos lineares
e não lineares, passivos ou ativos e variantes ou não no tempo.
Teorema de Tellegen
B 1 k k ki
0
v
Bernard D.H. Tellegen (Winschoten, 24 June 1900 – Eindhoven, 30 August 1990) was a Dutch electrical engineer and
inventor of the penthode and the gyrator. He is also known for a theorem in circuit theory, Tellegen's theorem. He obtained a masters degree in electrical engineering from Delft University in 1923, and joined the Philips Natuurkundig Laboratorium (Philips Physics Laboratory) in Eindhoven. In 1926 he invented the penthode vacuum tube. The gyrator was invented by him
around 1948. The gyrator is useful to simulate the effect of an inductor without using a coil. For example, it is used in hi-fi graphic equalizers. He held 41 US patents.
In the period 1946–1966. The Australian Institute of Radio Engineers appointed Tellegen an honorary life member in 1953. He was Fellow of the IEEE, and he won the IEEE Edison Medal in 1973 "For a creative career of significant achievement in
electrical circuit theory, including the gyrator". Tellegen was elected a member of the Royal Netherlands Academy of Sciences in 1960. In 1970 the University of Delft conferred on an doctor honoris causa degree.
Uma conclusão alternativa do teorema de Tellegen é melhor explicada através de um exemplo. Considere o circuito a seguir onde o bloco A contenha apenas resistores:
Teorema de Tellegen: Inferência
B 1 k k k t i t 0 v ( )' ( ) Convenção “passivo”
B 1 k k k t i t 0 v ( ) ( )' Se v1=6[V], v2=2[V], RL=2[Ω] e i1=-2[A] encontre v2’ se RL=4[Ω], v1’=10[V] e i1’=-3[A]. 4[V] 0,5A 2W ' v ' 1Av 20W ' 0,5Av 18W 2Ω 2V ' v 2A) 10V( 4Ω ' v 2V 3A) 6V( 'i v 'i v ' i v ' i v (t) (t)'i v (t)' (t)i v 2 2 2 Ohm de lei 2 Ohm de lei 2 2 2 1 1 2 2 1 1 B 1 k k k B 1 k k k
37A
somente resistores + _ i2(t) v1(t) + _ RL v2(t) i1(t)Um conjunto de N fontes de tensão (v1, v2...vN) associadas em paralelo e
considerando que cada uma delas possui uma resistência interna RN (R1, R2, ...RN) pode ser representado por uma única fonte de tensão em série com um resistor
equivalente. Este teorema, e seu dual, constituem a utilização dos Teorema de Thévenin e Norton juntamente com a propriedade de transformação de fontes.
Teorema de Millman e seu Dual
N k k eq eq N 1 k k k R R onde R R v v 1 1 1 1 + -R1 v1...
+ -R2 v2 + -RN vN + -Req v A B A B
N k k eq eq N 1 k k k R R onde R R i i 1 R1 i1...
Req RN R2 iN i2 A B A B iO Teorema de Miller estabelece uma forma de se retirar um elemento que faz uma ―realimentação‖ entre a saída e a entrada de um circuito linear para o qual se conhece a relação entre v2 e v1 (denominado ganho de tensão). A reflexão deste elemento ocorre tanto
para a entrada quanto para a saída e simplifica a análise.
Teorema de Miller e seu Dual
39 R v1 v2 + -+ -+ -iR Ativo (linear) KVL v1 + -Ativo (linear) v2 + -1 A R iR iR 1 A AR v2=Av1 vR Ohm de lei R R Ri v
1 A
R v i 0 Ri 1 A v 0 Av Ri v 0 v Ri v KVL 1 R R 1 1 R 1 2 R 1
A 1
AR v i 0 Ri A 1 1 v 0 v Ri A v 0 v Ri v KVL 2 R R 2 2 R 2 2 R 1 Atenção: Não está na convenção “passivo”
Desafio: Como ficaria o dual deste
Jacob Millman, who was an expert on radar, electronic circuits and pulse-circuit techniques, was born in Russia and came to the United States in 1913. He earned a Ph.D. from the Massachusetts Institute of Technology in 1935. Except
for three years during World War II, when he was a scientist with the Radiation Laboratory at M.I.T., he was a professor of engineering at City College of New York from 1936 to 1952. From 1952 until he retired in 1976, he taught at Columbia University. He was named chairman of the department of electrical engineering in 1965 and, at his retirement, became the Charles Bachelor Professor Emeritus of Electrical Engineering. He was the author or co-author
of eight textbooks on electronics and computer science. His most notable achievement was the formulation of Millman's Theorem (otherwise known as the Parallel generator theorem), which is named after him.
Millman e Miller
John Milton Miller (22 June 1882 - 17 May 1962) was a noted American electrical engineer, best known for discovering the Miller effect and inventing fundamental circuits for quartz crystal oscillators (Miller oscillators). Miller was born in Hanover, Pennsylvania. In 1904 he graduated from Yale University, in 1907 he received an M.A.
from Yale, and in 1915 he received his Ph.D. in physics from Yale. From 1907-1919 he was a physicist with the National Bureau of Standards, then a radio engineer at the United States Navy's Radio Laboratory (1919-1923) in Anacostia, District of Columbia, and subsequently at the Naval Research Laboratory (NRL). From 1925-1936 he led radio receiver research at the Atwater Kent Manufacturing Company, Philadelphia, and from 1936-1940 was assistant
head of the research laboratory for the RCA Radiotron Company. In 1940 he returned to NRL where he became superintendent of Radio I Division (1945), associate director of research (1951), and scientific research administrator
(1952). He married Frances Riley; the couple had seven children — two girls and five boys. Miller was awarded the Distinguished Civilian Service Award in 1945 for "initiation of the development of a new flexible radio-frequency cable urgently needed in radio and radar equipment which solved a desperate material shortage in the United States during World War II," and the IRE Medal of Honor in 1953 for "his pioneering contributions to our basic knowledge of
41
Conceito de Referência de Tensão
A energia elétrica chega até nós através de uma concessionária. Em nosso
estado temos a CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais) que
disponibiliza um sistema de distribuição baseado no consumo (demanda) da
unidade consumidora.
Por exemplo, a tabela a seguir classifica o sistema de distribuição para
consumidores residencias:
O sistema a dois fios disponibiliza uma fase e um neutro (127V – RMS), o
de tres fios, duas fases e um neutro (127V e 220V) e o de quatro fios, tres
Conceito de Referência de Tensão
Por uma questão de
segurança, a
concessionária coloca o
fio neutro (algumas
vezes denominado de
retorno) em contato
íntimo com a terra
(chão).
Por este motivo, as
fases também são
chamadas de ―vivo‖.
127[Vrms]
220[Vrms]
Neutro
Fase
Fase
FASE NEUTRO FASE FASEFASE FASE NEUTRO FASE 0,577v v 3 v v
43
Conceito de Referência de Tensão
O potencial de terra é assumido como sendo a ―referência‖ para
as diferenças de potencial que estão envolvidas no sistema e é
simbolizada por:
Por garantia, pode-se utilizar no local em que se está
utilizando as fases e neutro, uma haste de aterramento. Esta
será conectada ao fio neutro.
Entretanto, existe um outro tipo de referência denominado de
―massa‖ ou ―chassi‖ que consiste em alocar um referencial de
tensão a partir de um ponto conectado a uma estrutura
metálica ou carcaça isolada do terra.
Este tipo de referência é simpolizada por:
Em nosso curso
estaremos usando o símbolo de terra
indistintamente pois
consideramos que quaisquer ―chassi‖ estejam conectados, também, ao fio
neutro.
Importância do aterramento: Proteger o usuário do equipamento das descargas atmosféricas, através da viabilização de um caminho alternativo para a terra, de descargas atmosféricas. “ Descarregar” cargas estáticas acumuladas nas carcaças das máquinas ou equipamentos para a terra. Facilitar o funcionamento dos
-+ AO vout Rf Ri vin Ci Co R R C +vCC VCC/2
Conceito de Referência de Tensão
Exemplo para V
CC=15[V]:
Equipotencial de 7,5[V]
7.44V 7.46V 7.48V 7.50V 7.52V 7.54V 7.56V VDC = 7,5V VPP = 100mVEm alguns circuitos existe o conceito de ―equipotencial‖ cujo
símbolo é ilustrado ao lado:
45
Conceito de Referência de Tensão
A utilização da referência em nossos circuitos é melhor representada
através do exemplo a seguir:
R1 R2 R3 V a b c d + _ + _+ _
Notação de duplo índice:
V=V
ab+V
bc+V
cde
V
ab= -V
baV
bc= -V
cbV
cd= -V
dc R1 R2 R3 V a b c dAo estabelecer o ponto d como
referência, algumas notações de
diferença de potencial podem ser
simplificadas, por exemplo:
V
cd= V
cConceito de Referência de Tensão
Uma tensão é sempre referida entre dois pontos. E uma tensão é uma
diferença de potencial entre dois pontos. Quando um desses pontos for o
referencial terra, não há necessidade de dizer, por exemplo, diferença de
potencial entre o ponto ―a‖ e o terra. Já que a terra é a referência, diz-se
apenas, potencial do ponto ―a‖.
Portanto, toda vez que o termo potencial for utilizado em nossos circuitos
elétricos, é porque se trata de uma diferença de potencial entre um
determinado ponto e a terra.
O uso do referencial terra também simplifica bastante a representação de
circuitos elétricos. Veja os exemplos:
R1 R2 R3 V a b c d R1 R2 R3 V a b c R1 R2 R3 +V b c
v
(+)v
(-)v
ov
d+
_
r
idr
o + _Av
d 47Teoremas: Exemplos
v
(+)v
(-)v
o+
_
AO
Os amplificadores operacionais (AOs) são considerados um dos mais
versáteis dentre os circuitos integrados analógicos. Suas aplicações típicas
incluem os seguintes sistemas, dentre outros: controle e instrumentação
industrial, instrumentação nuclear, instrumentação médica, equipamentos de
telecomunicações e audio.
As figuras a seguir ilustram a sua representação esquemática e seu modelo
equivalente (em operação linear). Vamos utilizá-lo em alguns exemplos de
Teoremas: Exemplos
O circuito abaixo é um ―Buffer‖ que apresenta como característica uma
relação entre a tensão de saída e a tensão de entrada como sendo unitária,
além de uma alta resistência de entrada e uma baixa resistência de saída.
Sempre que o AO está em uma configuração com
realimentação negativa
(existe um elemento de circuito conectado entre a saída e o terminal -)
existe o que chama de curto-circuito virtual entre as entradas inversora (-) e
não inversora (+), ou seja, v
dtende para 0[V]. Demonstre a validade das
afirmações citadas e calcule a resistência de saída.
v
dv
o+
_
AO
v
iPara efeito de cálculos númericos,
considere o AO LM741 que
apresenta:
r
id= 1[MΩ]
r
o= 75[Ω]
v
iv
d+
_
r
idr
o + _Av
d+
_
v
o+
_
- +
i
49Teoremas: Exemplos
1 v v v v 0 v 0 v v , A p/ 1 A v v v v v 1 A v v v v 0 v 1 A v 1 r r r r r 0 Av r r r v v r v i 0 Av r r i v 0 Av ir ir v i o o i d o i i o i o i i o i d d i id o id o id d o id id d i id d d o id i d o id i O conceito do curto-circuito virtual é fundamental para a a análise de circuitos lineraes com AOs. O termo virtual representa algum fenômeno que existe como uma propriedade intrínseca, porém sem efeito
real. No curto circuito real temos uma ddp igual a zero porém com uma corrente diferente de zero. No
curto-circuito virtual a ddp é zero e a corrente também se aproxima de zero pelo alto valor
Teoremas: Exemplos
v
i=0
v
d+
_
r
idr
o + _Av
dv
+
_
+ -
i
i’
i”
] 0,75[m 10 75 // 10 r 1 A r // r r r 1 1 A r 1 i v r 1 r 1 A v i r v r v Av i v v 0 r v r v Av i 0 i" i' i 5 6 saída o id saída id o id o id o d id d o d A relação entre v
oe v
ié denominada de
ganho de
tensão
e, normalmente representada por A
V.
A resistência de saída do buffer implementado
com o LM741 é menor que 1[mΩ].
Que teorema usamos para determiná-la?
A saída do buffer ―idealiza‖ que tipo de fonte?
51
Teoremas: Exemplos
vi vd + _ rid ro + _ Av d vo Ri Rf
A 1
R r p/ 1 A R //r 1 A R r R p/ Av r R R Av v A p/ R 1 A AR f id f id f o f d o f f d o f f Avalie o ganho de tensão para o circuito:
vo + _ LM741 vi Ri Rf Ri = 10K Rf = 33K vi vd + _ rid ro + _ Av d vo Ri vx
A 1
Rf
AARf1
Teoremas: Exemplos
] 3,3[ 10K 33K R R A os apresentad valores os p R R A v v r R A p/ R R v 1 A R R R v A v Av v 1 A R R R v R 1 A R 1 A R v v v i f V i f V i o o f i f i i f f i o d o i f f i i f f i d x : /Interpretação do sinal
negativo:
Existe uma defasagem de
180° entre o sinal de saída e
o sinal de entrada
.
Em termos de ação do
circuito esta defasagem, a
princípio, não afeta o seu
comportamento.
O potencial v
xé,
normalmente, referido como
sendo um ―
terra virtual
‖
53
Exercícios
1. Determine a potência fornecida por cada uma das fontes do circuito ao lado usando o teorema da superposição. Verifique que a potência total fornecida pelas fontes iguala-se à potência dissipada pelas resistências.
V(t)=14cos10t [V] 10 [V]
2. Considerando o circuito ao lado, determine a potência média dissipada no resistor de 2 [Ω].
3. Considerando o circuito ao lado, determine a diferença de potencial V AB.
4. Refaça o exercício (1), porém antes de aplicar o teorema da superposição transforme a estrutura estrela em delta. Compare os resultados.
Exercícios
5. Determine a ddp entre os pontos A e B do circuito ao lado. Inicialmente substitua as fontes de tensão por fontes de corrente. Depois, resolva novamente usando o teorema de Millman e compare os resultados. Utilize um Ry de 1K e depois calcule o seu valor para que haja a maior transferência de potência.
6. Considerando o circuito ao lado, determine o seu equivalente Norton. Faça a transformação de fonte e indique o seu equivalente Thévenin.
7. Avalie as resistências equivalentes rb e rc utilizando o dual do Teorema de Miller:
1,5[V] 2,0[V] 2,5[V] 1K 2K2 3K3 re ro βib E B C ib R E B C rb rc
O modelo para o transistor bipolar é indicado ao lado.