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Cap 13 14 Colheita Cap Oper

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Academic year: 2021

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13. COLHEITA

A colheita é a última operação realizada no campo no processo de produção agrícola.

As colhedoras mecânicas constituem um grande avanço tecnológico, propiciando rapidez, redução de custos e mão-de-obra durante a colheita.

As colhedoras do tipo combinadas são dotadas das seguintes partes principais:  Plataforma de corte;  Mecanismo de alimentação;  Mecanismo de trilha;  Mecanismo de separação;  Mecanismo limpeza;

 Tanque ou depósito de grãos.

As plataformas de corte diferem caso o cereal a ser colhido seja o milho ou os demais cereais como soja, trigo e arroz.

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13.1. Plataforma de corte para o milho

Partes principais:

 Separadores individuais para cada linha a ser colhida;  Corrente de dentes (empurrar as espigas colhidas);  Rolos espigadores;

 Condutor helicoidal (sem dedos retráteis).

Plataforma de corte para milho (Fonte: Balastreire)

13.2. Plataforma de corte para os demais cereais

Barra de corte de uma colhedora: a) vista geral de uma barra de corte; 1) barra, 2) faca, 3) condutor helicoidal. b) detalhe de construção da barra; 1) guarda, 2) placa de apoio, 3) placa de desgaste, 4) barra da faca, 5) seção da faca, 6) grampo, 7) barra de suporte.( Fonte: Balasteire)

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Partes principais:

 Separadores (extremidades laterais da plataforma);

 Molinete (orientar as plantas que serão cortadas em direção à barra de corte);

 Barra de corte;

 Condutor helicoidal (com dedos retráteis).

13.3. Mecanismo de alimentação

O mecanismo de alimentação tem a função de levar o material cortado até o mecanismo de trilha. Constituem-se basicamente de uma esteira transportadora que conduzem o material ao mecanismo de trilha.

13.4. Mecanismo de trilha

Existem basicamente três tipos de mecanismos de trilha:  Cilindro de dentes e côncavo;

 Cilindro de barras e côncavo;  Cilindro axial.

13.4.1. Cilindro de barras e côncavo

No cilindro existem flanges feitas em aço com ranhuras. O côncavo é constituído com barras lisas e permitem a passagem dos grãos trilhados para as peneiras de separação.

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13.5. Mecanismo de separação

Após a ação do mecanismo de trilha, resulta uma mistura de palha, grãos debulhados, palha triturada e grãos não debulhados. A separação dos grãos debulhados dos demais materiais é feita basicamente em três lugares diferentes:

 Grelha do côncavo;

 Grelha sob o cilindro batedor;e  Saca-palhas.

13.5.1. Saca-palhas

É um mecanismo de separação constituído de seções. Cada seção possui duas laterais de chapa cortadas em forma de dentes de serra voltados para a parte traseira da máquina. No fundo de cada seção possui pequenos retângulos de chapas de bordas recortadas que se sobrepõem como se fossem escamas. Na parte inferior de cada seção, há uma bandeja que coletam os grãos e os encaminha para uma bandeja localizada abaixo e atrás dos cilindros trilhador e batedor.

Nas colhedoras modernas, podem existir na saída do saca-palhas um picador de palhas que possui a função de reduzir a palha em tamanhos menores e distribuí-la sobre terreno colhido.

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13.6. Mecanismo de limpeza

Os principais mecanismos de limpeza de uma colhedora são: peneira superior, peneira inferior e o ventilador.

13.6.1. Peneira superior

A peneira superior fica localizada sob o saca-palhas. Na extremidade posterior desta peneira existe uma extensão destinada a orientar as partes não trilhadas para um condutor helicoidal que levará o material para retrilha.

A limpeza do material sobre a peneira superior é feita mecanicamente pela ação da própria peneira e pela ação da corrente de ar provocada pelo ventilador.

13.6.2. Peneira inferior

A peneira inferior separa as sementes dos pequenos resíduos que atravessam a peneira superior. Os grãos limpos atravessam a peneira e são conduzidos para um condutor helicoidal que os levará ao tanque graneleiro. As impurezas menores são conduzidas para fora da máquina pela ação da corrente de ar promovida pelo ventilador.

Mecanismo de limpeza de um colhedora (Fonte: Colheita Mecanizada)

13.7. Perdas na colheita

As perdas podem ser naturais ou artificiais.

13.7.1. Perdas naturais

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 Tendência ao acamamento, ação dos ventos, chuvas, pássaros, insetos e roedores.

13.7.2. Perdas artificiais

As perdas artificiais, devido à máquina, ocorrem basicamente:  Plataforma de corte;

 Mecanismos de trilha;

 Mecanismos de separação (saca-palhas);

 Mecanismos de limpeza (peneiras e ventilação).

13.8. Determinação das perdas

13.8.1. Determinação da produtividade das culturas

 Amostra de 100m² divididas igualmente em pequenas áreas de 2x2m²;  Pese o material colhido em uma balança de precisão;

 Transforme a quantidade colhida em 100m² para 1ha;

 A produtividade da lavoura é dado pela relação: Peso da amostra x

100(kg/ha).

13.8.2. Perdas Pré-Colheita (ou Natural)

 Faça um mínimo de três em locais diferentes da área que se pretende colher;

 Coloque uma armação no sentido transversal ao plantio das linhas;  Conte os grãos soltos e os que estão nas espigas ou vagens caídas

encontrados dentro da armação;

 Pese o total de grãos encontrados nas medições;  Some as áreas das armações;

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Armação colocada para a colheita de pré-colheita (Fonte: Colheita Mecanizada)

13.8.3. Perdas na Plataforma de Corte

 Colha uma pequena área, aproximadamente ¼ do tanque graneleiro;  Pare a colhedora e deixe-a em funcionamento até que toda a palha

tenha saído da mesma;

 Dê ré na colhedora a uma distância igual a de seu comprimento;

 Coloque a armação na parte colhida em frente a colhedora e recolha todos os grãos ali presentes (soltos ou dento das vagens ou espigas);  Pese os grãos coletados;

 Obter o peso dos grãos perdidos na plataforma por hectare;

 Subtrair as perdas de pré-colheita das perdas na plataforma de corte.

Esquema de colocação da armação para medição das perdas na plataforma de corte (Fonte: Colheita Mecanizada)

13.8.4. Perdas na Trilha, Saca-Palhas e Peneiras

 Coloque a armação atrás da Colhedora, na parte colhida, e colete os grãos presentes nesse espaço, estando eles nas vagens ou espigas, ou não;

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 Pese os grãos coletados;

 Obter o peso dos grãos perdidos por hectare;

 Subtrair as perdas anteriores das perdas na trilha, saca-palhas e peneiras.

OBS: O picador de palha deve estar desligado.

Esquema de colocação da armação para medição das perdas de trilha, saca-palhas e peneiras (Fonte: Colheita Mecanizada)

13.8.5. Perda Total da Colhedora

Perdas total = (perdas na plataforma) + (perdas na trilha, saca-palhas e peneiras)

13.8.6. Percentagem das Perdas e Eficiência

Exemplo:

Suponha que se obteve em campo uma perda total da colhedora de 100 kg/ha e produtividade igual a 3.000 kg/ha, pergunta-se qual a porcentagem de perdas e qual é a eficiência de colheita da máquina?

E a eficiência é:

Para uma produtividade de 3000 Kg/ha, uma perda de 100 Kg/ha corresponde a 3,33% e a máquina teve uma eficiência de 96,67%.

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14. CAPACIDADE OPERACIONAL DOS CONJUNTOS MECANIZADOS

É a unidade de rendimento, ou seja, é a quantidade de trabalho (produção) que um conjunto mecanizado é capaz de executar por unidade de tempo.

Exemplo de conjunto mecanizado:

Conjunto trator arado. CT = Área / tempo (ha/h)

É determinada em função de três fatores:

a) Velocidade de trabalho

(manual do trator => rotação e marcha)

Varia de acordo com o tipo de tarefa, espaçamento e tipo de cultura, topografia, etc.

Velocidades mais comuns:  Aração = 5 a 6 km/h;  Gradagem = 7,0 km/h;  Plantio = 5 a 8 km / h;  Subsolagem = 5 km / h. (unidades = km/h ou m/h) b) Largura de trabalho

A largura de trabalho pode ser obtida nos catálogos, ou medida diretamente no campo.

Arados de aivecas

L = largura de cada aiveca x n° de aivecas

Arados de discos Ø disco 24” (60 cm) 26” (65 cm) 28” (70 cm) 30” (75 cm) Larg. Corte 8” (20 cm) 10” (25 cm) 12” (30 cm) 14” (35 cm) * Máximo 5 de 30” Grades L=(n-1) 0,2

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L = largura de corte (m)

n = número de discos de ataque

4 discos de ataque 8 discos de ataque

Números de discos de ataque

L=(n-1) 0,2

(tira 1 para ficar 7 espaços)

c) Eficiência de campo (fator de campo = f)

É o percentual do tempo realmente utilizado em trabalho útil, efetivo, sendo influenciado por:

 Formato, tamanho e disposição da área.

Terrenos inclinados e plantados em nível: < f

Terrenos planos trabalhando no sentido da maior dimensão : > f  Necessidade de parada Descanso do operador Reabastecimento Operação f Aração 70 a 80% Gradagem 70 a 90% Plantio 60 a 80% Subsolagem 75 a 90% Colheita 60 a 80% Na prática utilizar f de 70 a 80% (f de 0,7 a 0,8)

1 2

3

5 6

7

4

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Capacidade de trabalho teórica (CTT)        h ha CTT 10 (m) L x (Km/h) V ou 000 . 10 (m) L x (m/h) V

Capacidade de trabalho efetiva (CTe)

       h ha CTe 10 f x (m) L x (Km/h) V ou 000 . 10 f x (m) L x (m/h) V T e T e CT CT f f CT CT    

14.1. Tipos de capacidade operacional a) Capacidade de campo (trabalho)

É a mais utilizada nos conjuntos mecanizados. É determinada geralmente pela razão entre área e tempo (área/tempo = ha/h).

b) Capacidade de produção

É determinada geralmente pela razão entre volume e tempo (sacos/h, litros/h). Exemplo: Colhedoras.

c) Capacidade de manipulação

É determinada geralmente pela razão entre massa e tempo (kg/h, t/h). Exemplo: Trilhador, secador.

14.2. Exercícios resolvidos:

1. Para um conjunto trator-arado de aivecas com 4 aivecas de largura de corte de 30 cm cada, velocidade de trabalho de 6 km/h e eficiência de campo de 80% (f = 0,80), determine:

 CTe;

 Tempo gasto para arar 15 ha; e

 Número de dias gastos na operação (8h/dia).

m cm L430 1,20 h ha 0,576 10 x0,80 1,20 x 6   e CT Tempo: 1h --- 0,576 ha xh --- 15 ha x = 26,04 h

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Número de dias: 26,04 / 8 = 3,26 dias.

2. Tem-se um arado de discos com 3 discos de 28” e uma grade offset de 24 discos. Quantos dias serão necessários para fazer o preparo convencional do solo (1 aração e 2 gradagens) para uma área de 20 ha e uma jornada de trabalho de 8 h/dia?

Aração: m cm L328"330 0,90 h ha 0,432 10 x0,8 0,9 x 6   e CT Tempo: 1h --- 0,432 ha xh --- 20 ha x = 46,30 h Gradagem: m L(121)0,22,2 h ha 1,232 10 x0,8 2,2 x 7   e

CT , para uma passada

h ha 0,616 2

1,232

 , para duas passadas

Tempo: 1h --- 0,616 ha xh --- 20 ha x = 32,47 h Tempo total: 46,30 + 32,47 = 78,77 h Número de dias: 78,77 / 8 = 9,85 dias.

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14.3. Determinação da quantidade de máquinas e implementos a serem utilizados

Para melhor elucidar esse item, tomemos o seguinte exemplo:

Uma propriedade agrícola necessita de dimensionar os implementos necessários para o preparo convencional do solo (1 aração e 2 gradagens) de uma área de 50ha no máximo em 20 dias úteis.

Dados:

 Arado (V=5km/h; f=0,75; 2/3 do tempo)

 Grade (V=7km/h; f=0,80; 1/3 do tempo para duas passadas)

Aração 20 dias * 8 h/dia = 160 h 160 h * 2/3 = 106,67 h para aração h ha h ha h Tempo ha Área Cte 0,47 67 , 106 50 ) ( ) (    m L m L f m L h km V Cte 1,25 10 75 , 0 * ) ( * 0 , 5 47 , 0 10 * ) ( * ) / (     

O arado deverá ter uma largura mínima de 1,25 metros para arar 50 ha em 106,67 horas.

Podemos usar:

5 discos de 26” = 1,25 m; ou 4 discos de 30” = 1,40 m.

Dependendo da potência disponível.

Gradagem

20 dias * 8 h/dia = 160 h

160 h * 1/3 = 53,33 h para a gradagem com duas passadas 53,33/2 = 26,66 h para a gradagem de uma passada

h ha h ha h Tempo ha Área Cte 1,87 66 , 26 50 ) ( ) (    m L m L f m L h km V Cte 3,35 10 80 , 0 * ) ( * 7 87 , 1 10 * ) ( * ) / (     

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3,35 m deverá ser a largura de ataque para gradear 50 ha em 53,33 h (2 passadas).

L=(n-1) 0,2

3,35 = 0,2 n – 0,2

n = 17,75 discos de ataque ≈ 18 discos Podemos usar uma grade tandem de 36 discos.

Após o preparo do solo, será necessário efetuar o plantio em 4 dias úteis com as seguintes condições de semeadura:

 V=6km/h;  f=0,65; e

 Jornada de trabalho de 8 h por dia.

A largura útil da semeadora será determinada da seguinte maneira: 4 dias * 8 h/dia = 32 h h ha h ha h Tempo ha Área Cte 1,56 32 50 ) ( ) (    m L m L f m L h km V Cte 4 10 65 , 0 * ) ( * 6 56 , 1 10 * ) ( * ) / (     

A colheita será feita em 10 dias úteis com as seguintes condições:  V=6km/h;

 f=0,65; e

 Jornada de trabalho de 8 h por dia.

A largura útil da plataforma de corte da colhedora será determinada da seguinte maneira: 10 dias * 8 h/dia = 80 h h ha h ha h Tempo ha Área Cte 0,625 80 50 ) ( ) (    m L L f m L h km V Cte 1,60 10 65 , 0 * * 0 , 6 625 , 0 10 * ) ( * ) / (     

A colhedora deverá ter uma largura útil mínima da plataforma de 1,60 metros para colher 50 ha em 80 horas.

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15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BALASTREIRE, L. A. Máquinas Agrícolas. São Paulo: Manole, 307 p. 1990. Colheita Mecanizada. Disponível em:

< www.ufv.br/poscolheita/colheita/Site/Cereal/Indice.htm>

GRANDI, L. A. O Prático: Maquinas e Implementos Agrícolas. Lavras: UFLA/FAEPE, 224 p. 1998.

TEIXEIRA, M. M.; BRITO, M. R.; FIEDLER, N. C.; SANTOS, W. L. Práticas de

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