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MAT 0143 Aula 14/ 30/04/2014

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Texto

(1)

MAT 0143

Aula 14/ 30/04/2014

Sylvain Bonnot (IME-USP)

2014

(2)

Resumo:

1 Site:http://www.ime.usp.br/~sylvain/courses.html

2 Derivada desen,cos

3 Regra da cadeia

4 Fun¸c ˜oes inversas

5 Derivada da fun¸c˜ao inversa

6 Logaritmos

(3)

Derivada de g = f

1

Teorema

Seja f uma fun¸c˜ao invers´ıvel, com fun¸c˜ao inversa g. Se f e g forem diferenci´aveis, temos que

g0(x) = 1

f0(f1(x)) = 1

f0(g(x)) para todosx∈Dg

for deriv´avel em q=g(p), com f0(q)6=0, e se g for continua em p, ent˜ao g ser´a deriv´avel em p.

Prova:temos que

f(g(x) =x.

Podemos tomar a derivada:

f0(g(x).g0(x) =1⇒g0(x) = 1 f0(g(x))

(4)

Fun¸c˜ oes Logar´ıtmicas

Observa¸c˜ao: paraa>1,x7→ax ´e continua e crescente (ou decrescente), ent˜ao existe uma func¸˜ao inversa chamadafun¸c˜ao logaritm´ıca com base a, denotada por loga

logax=y⇔ay=x Propriedades I:

loga(ax) =xpara todox∈R alogax=xpara todox>0 Propriedades II:

Teorema (Leis dos logaritmos) Se x e y forem>0, ent˜ao:

1 loga(xy) =logax+logay

2 loga(x/y) =logax−logay

3 loga(xr) =r. logax onde r ´e qualquer n ´umero real.

(5)

Fun¸c˜ oes Logar´ıtmicas II

Gr´afico em rela¸c˜ao `aax:

Log e limites:

xlim0+logax=−e tamb´em lim

xto+logax= +

(6)

Logaritmos naturais

Defini¸c˜ao:logex=lnx Propriedades I:

lnx=y⇔ey=x ln(ex) =xparax∈R

elnx=xparax>0 Propriedades II:”Mudanc¸a de base”

logax= lnx

lna para todoa>0,a6=1 Teorema (Logaritmos e derivadas)

1 d

dx(ex) =ex,

2 Para todo x∈ (0,∞) dxd lnx= 1x

3 d

dx(ax) =ax. lna

4 d

dx(logax) = xln1a

(7)

Exemplos

Exerc´ıcio

Determine a derivada:

1 y=e3x.arcsen(2x)

2 y=x2.earctg(2x).

3 y=e3x+ln(arctgx)

(8)

Equa¸c˜ oes diferenciais

Defini¸c˜ao

Uma equa¸c˜ao diferencial ´e uma equa¸c˜ao cuja inc´ognita ´e uma fun¸c˜ao y que aparece na equa¸c˜ao tamb´em com as derivadas de y.

Exemplos:y0 =3y+1,y00 =−y,y.y0 =2y00. O primeiro teorema ´e muito intuitivo:

Teorema

As solu¸c˜oes da equa¸c˜ao y0 =0num intervalo(a,b)s˜ao exatamente as fun¸c˜oes constantes.

Teorema

As solu¸c˜oes da equa¸c˜ao y0 =k.y num intervalo(a,b)s˜ao exatamente as fun¸c˜oes

y(t) =C.ekt, onde C ´e uma constante.

(9)

Solu¸c˜ ao de y

0

= ky

Prova:E facil de ver quey(t) =C.ekts˜ao soluc¸ ˜oes.

Agora sejag(t)uma soluc¸˜ao. Vamos definir uma nova func¸˜ao h(t) =g(t).ekt

Ent˜aoh0(t) =g0(t).ekt+g(t)(−k.ekt) =kg(t)ekt−kg(t).ekt=0.

Isso implica queh(t) =Constante=C, e depois queg(t) =C.ekt. Exerc´ıcio (Equa¸c˜ao y0 =ky+b)

1 dar um exemplo de solu¸c˜ao.

2 Mudar de variavel: escolher uma fun¸c˜ao simples do tipo u=α.y+β para obter uma nova equa¸c˜ao do tipo u0 =K.u

3 resolver a equa¸c˜ao original.

(10)

Aplica¸c˜ ao: decaimento radioativo

Radioatividade:Um n ´ucleo de um ´atomo vai se desintegrar de

maneira espontˆanea, emitindo radiac¸ ˜oes (exemplo: emiss˜ao alfa, isto ´e, de uma particula alfa= 2 pr ´otons e 2 nˆeutrons).

Fato experimental: a taxa de transformac¸˜ao de n ´ucleos radioativos ´e proporcional ao n ´umero de ´atomos dos n ´ucleos. AquiN(t)´e o n ´umero de particulas (func¸˜ao do tempo):

dN(t)

dt = −λ.N(t) Resolu¸c˜ao da equa¸c˜ao:

N(t) =C.eλ.t =N0.eλ.t

”Vida m´edia” de um elemento: ´e definida comoτ= ln 2

λ . E o tempo depois do qual a quantidadeNde particulas se reduziu ´a metade. Isto

´e:

N(τ) = N0 2

(11)

Decaimento II

Mas ja sabemos que: N(τ) =N0.eλ.τent˜ao

N0/2=N0.eλ.τ12 =eλ.τ. Podemos tomar o logaritmo natural:

ln(1/2) =−ln 2=−λ.ττ= ln 2 λ Exemplos:para CarbonoC14,τ=5730 anos.

(12)

Aplica¸c˜ ao:Data¸c˜ ao por radiocarbono

Fato 1: A atmosfera contem uma proporc¸˜ao constante de 14−C.

Fato 2: plantas vivas contem uma proporc¸˜ao constante de 14−C radioativo.

(13)

Aplica¸c˜ ao:Data¸c˜ ao por radiocarbono 2

A planta vai morrer:a fotoss´ıntese para, e a quantidade de 14−C dentro da planta vai diminuir (decaimento radioativo)

Consequˆencia:sejaN1a quantidade que a planta deveria conter, eNr a quantidade real.

Nr=N1.eλ.t ⇒t =11 λln

Nr

N1

(14)

Estudo da varia¸c˜ ao das fun¸c˜ oes

Objetivo: dadaf :RR, queremos cortarRem intervalos(a,b) ondef ´e crescente ou decrescente.

Teorema (Teorema do valor m´edio)

Se f for cont´ınua em[a,b]e deriv´avel em(a,b), ent˜ao existir´a pelo menos um c∈(a,b)tal que

f(b)−f(a)

b−a =f0(c), ou f(b)−f(a) =f0(c).(b−a)

(15)

Intervalos de crescimento e de decrescimento

Teorema

Seja f cont´ınua no intervalo I

1 Se f0(x)>0para todo x interior a I, ent˜ao f ser´a estritamente crescente em I,

2 Se f0(x)<0para todo x interior a I, ent˜ao f ser´a estritamente decrescente em I.

Demonstra¸c˜ao: Vamos mostrar o primeiro caso: sejams<t. Ent˜ao existec∈(s,t)tal quef(t)−f(s) =f0(c).(t−s)>0.

Exerc´ıcio

Determine os intervalos de crescimento e de decrescimento e esboce o gr´afico:

1 f(x) =x3−3x2+1

2 f(x) =x+ 1x

3 x= t

1+t2

4 f(x) = (lnx)/x

(16)

Dois teoremas sem demonstra¸c˜ oes

Teorema (do valor intermedi´ario)

Se f for cont´ınua em[a,b]e seγfor um real compreendido entre f(a)e f(b), ent˜ao existir´a pelo menos um cin]a,b[tal que f(c) =γ.

Consequˆencia importante: sef(a)<0,f(b)>0 ef cont´ınua em[a,b] ent˜ao existeγ∈]a,b[tal quef(γ) =0.

Teorema

Se f for cont´ınua em[a,b]ent˜ao exisir˜ao x1e x2em[a,b]tais que

f(x1)≤f(x)≤f(x2)para todo x∈[a,b]. (Isto ´e f(x1)´e o valor m´ınimo de f em[a,b], e f(x2)´e o valor m´aximo)

(17)

Mais consequˆ encias do teorema do valor medio

Exerc´ıcio (ex mais rapidamente que x)

1 Mostrar ex >x para todo x≥0

2 Mostre que ex>(x2)/2para todo x≥0

3 Mostre quelimx e

x

x = +

Exerc´ıcio

Prove que a equa¸c˜ao x3−3x2+6=0admite uma ´unica raiz real. Determine um intervalo de amplitude 1 que contenha tal raiz.

(18)

M´ aximo, m´ınimo local

Defini¸c˜ao

1 Uma fun¸c˜ao f tem um m´aximo local em c se f(c)≥ f(x)para todo x em algum intervalo aberto contendo c.

2 Uma fun¸c˜ao f tem um m´ınimo local em c se f(c)≤f(x)para todo x em algum intervalo aberto contendo c.

Como reconhecer um m´aximo ou m´ınimo local paraf derivavel:

Teorema

Se f tiver um m´aximo ou m´ınimo local em c e f0(c)existir, ent˜ao f0(c) =0.

Demonstra¸c˜ao:

Defini¸c˜ao

Um n ´umero cr´ıtico de uma fun¸c˜ao f ´e um n ´umero c no dom´ınio de f tal que f0(c) =0ou f0(c)n˜ao existe.

(19)

Exerc´ıcios

Exerc´ıcio

Encontre os n ´umeros cr´ıticos:

(20)

M´ aximo absoluto (ou global)

Defini¸c˜ao

Uma fun¸c˜ao f tem m´aximo absoluto (ou m´aximo global) em c se f(c)≥f(x) para todo x∈Df. O n ´umero f(c)´e chamado valor m´aximo de f em Df. Tamb´em f tem um m´ınimo absoluto em c se f(c)≤f(x)para todo x∈Df, e o n ´umero f(c)´e chamado valor m´ınimo de f em Df. Os valores m´aximo e m´ınimo de f s˜ao chamados valores extremos de f .

Como determinar os valores extremos defcont´ınua em[a,b] fechado:

1 Encontre os valores def nos n ´umeros cr´ıticos defem(a,b);

2 Encontre os valores def nos extremos do intervalo (isto ´e, emae b);

3 O maior valor das etapas 1 e 2 ´e o valor m´aximo absoluto, e o menor desses valores ´e o valor m´ınimo absoluto.

(21)

Encontre os valores m´ aximo e m´ınimo locais e absolutos de f

Exerc´ıcio

Referências

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