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DISSERTA ÇÃ O CRITICA

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(1)

DISSERTA ÇÃ O CRITICA

SOBRE

& B O S S E O e A I S THESE : £ a ^ ' i

Q U E F O I A P R E S E N T A D A

AFACULDADEDEMEDICINADORIODEJANEIRO,

E SUSTENTADA A 7 DE DEZEMBRO DE 1842,

rou

70HE S3 õ iZJ àlXS scsssavss

FILHO DE

S 2 AOTffiA íBE *

Francisco 3

ase

fiotuißursî)r 3itòraòr

,

X A i r S A LP AVILLAP E PARATY(PBOVINCIA PO BIO DK J A K l I B o),

DOUTOB EM MEDICINA PELA MESMA FACULDADE

.

f

Le sublimede laphilosophieest denous ramener»u CABANIS.

bonsens.

l'n médecinquinefond pointsa fortune surlignoran

-

cedu vulgaire,etquiveutserendrehabile dans artpardesvoies honnêtes,nadopte pointindistincte

-

mentles theories,qui ontcours dans la pratiquede la médecine,nilesrejette pasnonplus sans examen1 SACTACIS

son

lexempledes imperiques.

(

Ht * fc

\

? j )

;n<»r

*

>

TVPOGRAPHIAIMPARCIAL DEFRANCISCODEPAULA BRITO,

PRAÇA DA CONSTITUIÇÃO N

.

*64

.

1842

.

(2)

FACULDADE DE MEDICINA

1)0 MO

DK

JANEIRO

.

D lH E C T O R

OSu

.

DR.JOSE' MARTINS DA CRUZ JOBIM

.

Professores

.

OsSNRS.Da<,

1.°A N N O

.

Francisco/le1

aidaCandido

FranciscoF/rireAliemão

.

.Examinador. 2.° A N N O

.

PhysicaMedica

.

BotunicuMedica,eprincípios elementaresde Zoologia.

ChimicaMedica,eprincí pioselementares<ie Mineralogia.

Anatomiageral,edescriptiva

.

{

Joaquim Vicente Torres//«mew.Exam

. j

José MaurícioNunesGarcia 3

.

°A N N O.

J oséMaurício NunesGarcia Anatomiageral, edescriptiva. Physiologia.

Vatjo.

4

.

° A N N O.

Luiz Francisco Ferreira

.

Joaquim Josédaòi/ca

.

PnthologiaPathologiaexternainterna..

Pharmacia,Materia Medica, especialmentea Brasileira,Thcrapeutica,eArte deformular

.

Operações, Anat

.

topograph,eApparellios

.

j Partos,Moléstias«lasmulheres pejadasepari*

l das,ede meninosrecem

-

nascidos

.

Hygiene, eHistoria daMedicina. Medicina Legal.

2’ wi°AIanoclFelicianoP.deCarca/fio

.

Clinicaexterna,eAnat.patholog.respectiva

.

ô°a

.

o6°Manoel de Fatladão Pimentel.Pr

.

Clinicainterna,eAnat.patholog

.

respect»a. Substitutos

.

JoãoJosédeCarcalho Supplente

. j

5.° A N N O. Candido Borges Monteiro

. ...

.

FranciscoJulio Xacier 6

.

° A N N O

.

Thmaz Gomes dos Santos.

.

JoséMartinsda Cruz Jcbirn

AgostinhoThoniazdeAquino Antonio Felix Martins JoseBento da Roza

Luizde Ahn

-

idoPt rciradaCunha

.

Ex

.

\

DomingosMarinhodeAzer.°Americano

. j

^

Cirur<ri

Lutzda Lunhabcqo j

Secretario

.

Secçãodas Scienciasacccssorias

. I

Secção Medica

.

ica.

LuizCarlosdy,Fonceca.

A.B

.

AFanddath

-

nâoapprova,nemdesapprovaasopiniões emittidasnos Theses

.

lhesãoapresentadas

.

(3)

AOILLUSTRISSIMOSEMIOR OOMMENDADOR

& V

D 2 I C S L :

5

MEUESTIMADÍSSIMO ERESPEITÁVEL TIO

.

AOSR

.

CÂNDIDO JOSE RODRIGUES DE ANDRADE

.

MEU MUITO PRESADOIRMAO

.

AOILLM

.

SR

.

JOÃO JOSÉDE AZEVEDOEMELLOPITADA

,

MEUPREDILECTOEGENEROSOPRIMO,

PT/BI

.

TCO l'RSÏEMtTNÎrO1*AMAI?Aí,TAGRAT Í Í)AÒK PIM.T.ÍIA AT!TZAXTT,

(4)

AOS MEUS DISTINCTOS MESTRES

O R . - SR . ANTONIO FERREIRA VI

Ç

OSO;

OSILLUSTRISSIMOS SENHORES DOUTORES,

m ünDISIL ID ® WlILILAID â ® IPnmrEH

Ï

TIBIl *

E

f

L U I Z D A C U N H A F E I J O

.

PROVA DOMAIOR RESPEITO; HOMENAGEMAOSABER

.

AO I L L M

.

S R

.

P E D R O CÂN D I D O C A R L O S GARCIA

,

MEUESTIMÁVEL CUNHADO.

ATODOSOS MEUS OUTROSVERDADEIROSAMIGOS,

SIGNAL D E ETERNAAMIZADE

.

(5)

PREFACIO

.

Tocá mos o momento ultimo denossavidaescolástica: seislongosannosgas- t á mos empercorrcl

-

a;caProvidenciaconcedendo

-

nos osíruclos deincessantes fadigasbemcompensounossostrabalhos:nuisisto nãobasta;sobrenóspésa ain - daoneroso dever, e forca é cumpril

-

o

.

Releva pois,depondo o natural aca

-

nhamento,que nos tolheeembaraça ,subjeitemosárazãopublicaomíseropai- nel de nossosconhecimentos medicos,convictosdequesãoassáslimitados para queaguardemos prosperoexilo

.

Ahomocopalhiaé oobjecto, que paranossadissertaçãoescolhemos:a razão de tal preferencia, cujo assumptovac alemde nossas forças,cexigepara hem serdesempenhado â par de não vulgar talento profunda erudicção e aturado estudo dos diversosramosda vastasciencia medica,critérioe lúcidalinguagem, fácilecorrccto pensamento, predicados quenosfnllcccm, ó o se n ão terainda nesta corteensopadouma penna, elevado

-

se uma vozque discutisseessesys

-

toma bem que tenhamosumjornala

Revista Medica

;massco Redactormu

-

docm objectos,que radicalmcnto versam sobreaessênciaintimadamedicina classica,«pieaferem emscosmais culminantes princípios,eirrogam aseosse

-

ctáriostí tulososmais insultantes, parece1erolvidadoasobrigações,queojornalista conlrahc

.

A’vista detãosensí velfalha,ávista da opporlunidade de prestarmos àsciencia o contingente que cila reclamade seos filhos, nós julgámos deve

-

ríamos, semternereomprometlimenlos, c vencendo osóbices nascidos de nossa inhabilidade,alcançaragloriareservadaáaquclle, que encetasseoexame dessa doctrinn damnosa

.

Lamentamos todavia que causa tãosaneia, eque de tão proximo interessa ã humanidade, tenha de esteiar

-

secm nossosdehois hombros, certosdohellopen

-

samentodoeloquente M

.

Forget

Riennenuitàunebonecause corne l'ignorance oulamaladressede ses défenseurs

.

Nãoapresentamoso plano,áquenoscingiremos, por que pensamosque um conviria, ou antesque, sendo asquestõesmuitas,eadiscussão complicada, melhorattingiriamosaofimaquenos devotamosseguindo ummelhodoanomalo

.

eexpendendosem constrangimentode ordem (quopropriamente seria

desordem

) nossasideas

.

nem-

1

(6)

DISSERTA ÇÃ O CRITICA

SOBHE

4

Volvidosbaslanlcsséculos desde que a medicina formulada fôra pelo immortal Hippocrates; apósde multiplicadas innovações, que nalurolmenlc lhe deverão caberpara amoldar

-

se ao progressodaiulelligeucia naescala dosconhecimen

-

tos,c quando melhor firmada via consideravelmente accrcscido o numerode suasdescobertaspelostalentos deSydenham,Baglivc,Bocrhaavc,Stahl, Haller, Morgagni,Pinei, Bichat, c Corvisart, queseguindoa natureza emsua mar

-

cha preenchiam anormatraçadaporNewton, adoptada porPascaleLaplace, unicaprofícua cmscicnciasde observação; na cpocha liualmenlo, cm queo reformador da medicina, ogrande Broussais, com ogenio, queselhe reconhe

-

ce, pulvcrisavaas doclrinassyslemalicas,quecmperennolutadisputavamapree

-

minência , na Alemanha Hahnemannplanejavaumsystcma,quenãotardou cm desenvolver e procurar

-

lhe addictos,syslema informe, am álgama de elementos avessos,constituído pelosupersticiosovitalismodeStahl ebarbaroBrownismo; mystcrioso, poético, cprosaico nafrase de umpicante critico;systcmaque,ba

-

nido desua propria pnlria,peregrina peloscantosdo mundo, sem mais merilo e utilidade queode especulação einteresse,sem outroapoioetitulo queode charlalancria

.

Lesteèosystcmaaqueseoauclordenominouliomocopatliia,edo

«piaivamosdarresumido esboçoparaque melhorsejamoscomprchendidos

.

Observando llahncnann (diz elle)quegrandenumero demedicamentosassim comoeramdeproveitoá muitasmoléstias, cmoutrascircumstanciasosmesmos eu muianalogosmales produziam; queaquina, indicadaásaílccçõcscomapire

-

xia,em o homemphysiologico áphenomenosintermittentes davaorigem;

mercúrio,especificodasyphilis,doresoslcocupas culcerasdecaraclcrvenéreo pro

-

v

°

cava;equoofogo,agonieda combustão,eraomaispromploeseguromeiopara qoco

(7)

fl

acalmarsous proprios cflbitos,dcduziodolacsobserva çõesoprincipio cardealda suahouveradoclrinapredilo

Similia simllibusnosseguintesOne fireversossananturburns:

out,

another * burningque já o poetaanglicanoShakspeare

Onepainislessendbyanolhersanguish:

Take thousomenewinfectiontotlie eye, Anil the rankpoisouofthe oldwill die. (t)

Aproficuidadedabelladonaemaescarlatina,adascilla naperipneumonia,ea do enxofreem asarna, foram outros tantos motivos,que lhe gravaram naalmaa religiosacrençade talprincipio

.

Desdeentãofez

-

se

-

lhenecessáriaumanosologiaconsentâneacornasimplicidade daindicação;eelleaformulou

.

Duassósdivisõesabrangeram todasasmoléstias, aprimeiracontendo asdymnamicasoumedicas,casegundaasinstrumcntaesou cirúrgicas

.

Asmoléstiasforam aindadenominadasagudas, quandoseus symplomas semanifestavamcomviolência , c chronicasquandoeramlentascnãocompromct

-

tiamdeproximoavida

.

Bemcomo asauden ãoseja outra cousaquoolivreexercicio dasfuneções,quecons

-

tituem a vida, oregular trabalhodaforça que regeeanimaoorganismo, assimaho

-

mocopalhiateve deconsiderarasmoléstias dependendodosdesvios dessaforça

.

A 1resprincípiosreifere cila aorigemdas moléstiaschronicas,ápsora,ácycosos,e ã syphilis,quenão são senãovariedadesdohttmunicoelemento(apsora )susceplivel desertransmiltido deumaoutroindiv íduo

,

depaesafilhos, cirá remotasgera

-

çõesmanifestarseuslerriveiselTcilos

.

Os agentes,quaconstituema lherapeutica homocopathica, sãoinnumeros;c é sócmvirtude desuapropriedade pathogenelica,quediesscprestamaocurativo .dasmoléstias, substituindo uma moléstia artificialou medicamentosa ámoléstia natural

.

E’ pois pelaapparição de uma novamoléstia, queodoenteserácurado emconsequência dequenãopodohum mesmo orgãoestarsimultaneamente affec

-

tadopordons modossemelhantes

.

Achando

-

se oorganismo palhologicamentc modificado, epor issocom maior susccplibilidadeánovasmodificações, o remédio empregadodeveserassásfraco parascnão tornarperigoso;assimepelaescalamillcsimo

-

decimaldc hum grãoaté

seomaiorfraccionamenloquese deverãoregrarasprcscripções de dose:(2) nnn

-

(1)Urn fogo apagaoutro;um pezar poroutroseallivin;sobrevenhaa teoolhoumaalTcc

-

ção nova, queaantigadcsappntecerá.Itcv.13rit.

(2) Amillioncsima parto<lcumgrão é umadose ordinaria;mas çõesdescemábillioncsima,trillionesima,cmesmoá(Iccillionesimaparte

ccdc

-

sc nestadivisão,éaseguinte

.

Supponhmnos quelemosadividirpor estatenuidadouma substancia solida;loma-scdeliaumgrào c com 39 outrosde assueardeleite tritura

-

seporcf

-

algumasvozes suasreduc- manciraporquepro-

:a

(8)

5

cadoveiulo

-

socmprcgnrurna nevadosesenãoquandoos cíFeiloadaprimeirale nhamdusapparecido

.

Amanipulaçãopharmacculica,eos variados modos depreparareadministrar osmedicamentos,dão

-

lheactividadetalque nem

-

umaproporçãoguardamcomas relaçõesde natureza , volume,epesodas substancias; actividadeesta ,que pode serauginenladasegundoaexigência doscasos

.

Asrelaçõesexistentesentre oseíleilos medicamentososeos symplomasmórbi- dos levaramaHahnemannaestabelecer1resmclhodosthcrapeulicosinleiramc

-

ulo

distinclos,mclliodoantipatliico, lieleropalliico,chomoeopnlhico,segundoqueos phenomenosmórbidoseosmedicamentosossão entresi contrários,diversos, ou semelhantes

.

Omelbodoantipatliicoem começo, diz oorganon, pelasmelhorasdequeé se

-

guidoíazacreditartersido a moléstia neutralisada,caniquilado radioalmenleo mal :masqueiston ãoó senãoapparente, equeoutrojuizonão tardaráaserleitoe putenlear

-

seoerro

.

Apenas suspendidaa medicação,reproduzemse ossympto

-

II)as,renasccinosmesmosphenomenos,eeisdenovoamoléstia tantomaisforte eintensa, quantoenérgicaé a reacção.

Omelbodohctcropathicoéainda maispernicioso(pieoprecedente,poisque se eíleilosforemmaisfracosdoqueosda moléstia,ella continuarácm suamar- cha,cnão serádesloucada;c semaisfortesepoderosaspara queaescondam ,em

# omomento desuasuspensãocquandosereputatudovencido,odoente sohré-car

-

rogndodenovos males,exhaustodeforças,etransidodedores seráinfallivelmenlc licliinadctãoimprudentepratica

.

Sóomelhodohomoeopalhico portanto pode conseguira verdadeiracura sem perigoesoflrimcntos do doente :arapidezesegurançacomquea saudeserege

-

nera,dizHahnemann,afacilidadecomqueserestabelecem asforçasdevem tor

-

narestemethodopreferidoálodosos outros;eacerteza , comquecontaomedico desalvarodoentequandotem encontradoperfeita semelhança entreo niedicamen.

t o c amoléstia,imprimeneste syslcmathcrapeulicoocunho daexccllcncia,queo distingue

.

fma condicçã o bastanteessencialao bom exilo cifra

-

se nasimplicidadedos medicamentos;cporissoéindispensávelqueosintermédios,excipienles, eveln- seus

[içode uma hora:tomn-seaodepoisumgrãodesta mistura e tritura

-

sedenovo comgggrãos

do mesmoassucar;demaneira que cada grão»lestasegunda composiçãocontenha somente u

.

udecimu-millcsimodogrãoprimitivo

.

t

-

inaterceira operaçãosemelhanteàsegunda levaráasproporçõesA ummiUioncsimo vvlaá umbilliuncsirao;c assimpor dianteseparecer conveniente levararcducção maislonge

.

"

quetrinosdito dossolidos,diremos dosliipiidos, misturandohumagotadcmedicamentocom

j'jdealcohol;outravezuinaieslumisturacomoutras 9gdo alcoholetc

.

;nina

2

(9)

()

Culossejamcompletamcntcinertes,eque absolutomentosenãojuntemsubstancias activas

.

A dietaénestesystcmasobremaneira austera:aqualidadeequantidadedos ali

-

mentos devem serprescriptasemattcnçSoao medicamentoemuso , aohabitoe actual estado do doente

.

Tacssãoospontos culminantes, osprincípios geraesebases dahomocopalhia: expozemol

-

acmnossaspalavraspara não truncarmoscitações, masconservamos em toda a exposiçãoogenuinosentidodoauthor,comoseralacil verificarseá medidaqueformosdiscutindo; ccrcia-sequeatéaquifal íamos comoseloramos liomocopalhisla

.

Assim ahomocopalhia despreza quaesquerconsideraçõesdçdusidasdaorganisa

-

ção,causas,temperamentos,idades,sexos, climas, estações, localidades, profis

-

s õesde vida,emiloutrosobjectes assásimportantes:desconheceointeresse do diagnostico, e as vantagensdaanatomiapolhologica, eportalformasimplificaa diflicilartemedica, a tantorebaixaascicncia da \ida ,queapenasbastamosrudi

-

mentosdesimplesleituraparafazer dehumcnmponczoplimohomoeopathista

.

Temos findooesboço,que julgá mospreciso, ehaviamospromettido:passaremos agoraaoexameecontestaçãodosystcmaquenosoccupa

.

ANALYSE DA PATHOLGG1 A GERAL

.

Emverdade queomelhor, omais sublime pensamento,mais brilhanteeuniforme comaphilosophianaturaléodereduzir quantopossivel áforçasoupotências os phenomenosdanatureza, lias se esta maxima deAndounósapplaudiinos,nein j)orisso consentiremos que prevaleçamabusos,quesemultipliquem potências, e queseasentifiquem:éesto umdoserros dahomoeopalhia

» Quandoohomem adoece,dizHahnemann, estaforçaespiritual activaporsi a mesma,cexistindoemtodaaparte daorganisação,éaprimeiraqueseresente ada influenciadymnamicadoagentehostilávida; sócilaapôs de acordadapor

n estapcrcepçaopodeprocurar aoorganismoas sensaçõesdesagradaveis quesof

-

II fre,cleval

-

oaos aclosinsolilos

...

// (I)

Estaidéa, assaz velha para que pertença iginalmenle ã homocopalhia, pa

-

rece

-

nosperigosaaosavanços dascicnciaalemdeser

imuiincntemcnlc

falsa: epor issoqueelladata jádos primeirosdias cvemdelongiquos tempos,

mesmocontadistinctesproselytes,e entre nósangaria alToições,

interesse de aseu respeitoexpendernossasconvicçõeseas justas razões, que as appoiam

.

on

porissoque suseila-se

-

nos o

(i) Asproposiçõescilada*,cujaorigemn ã ocspccialisarinoí,o e.Tlrahidasdo

teriamedica deHahnemann, organonou ma

(10)

Hyppocrntesligurou umaforçaactivacpensante, aque cliamoumormon,futit;

Vristotolos domuninou

-

aprincipiomotor; Booorhavo iinpetiim faciens; Van

-

llel

-

montarchoo;Stahlalma;outros vis iusita

,

visvitæ,força vitalAc

.

:aphysiolo

-

giamodornaonella proemincnlemeutcMagendie,Bouillaud eRoslan recusamse aadmiltirforçasvilacs

.

Kemverdadenom

-

umaconsideraçãophilosophica jasti

-

üca similhantoadmissão,nem-urnautilidade recommc

.

nda

-

a; e necessário seria,

para quoentãofossemosconsequentes,crcarinostantasforças, quantos os actos distinctes da organisaçã o ; assimao lado da longacadea dephenomenos, que constituem a vida,tiriamosnão menor serie de potências,queexplicassemsua existênciaeapresidissem: apárda tonicidade postar

-

se

-

iamadigcslibiiidade,a respirabilidade,nulribilidadeeoutrasdestaordem,queporventuraáimaginação e ontologismoaprouvessecrear,sem que com isto houvcsseuios adiantadoumsó passocmelhorexplicadoosfactos

.

Hahnemann áexemplodaescola vitalisln, á imitação deParacclso, Yan

-

IIcl

-

mont ,Stahleoutros,aotempocmque diziacingir

-

seáexperiência c ob>crva

-

ção sós, fulminando anathemascontraossyslcmalisadoros,cmaisque escrupuloso cmraciocinar,julgando favoráveisessasforçasásuadoctrina,creou

-

as,dolou

-

as

devida, lel

-

asactivas ,capazes de discernirem, susccptiveisdeadoecerememedi

-

carcm

-

se;enellas baseou obello ideal desua nosogenesesemhesitarpelasdilli- culdadcs, queencontramos

.

Omedico,comobemseexprime M

.

Roslan,nãodevevêrcm o homem mais queorgãos cfuneções;estas sãoelleitosd’aquelles,c por talimmediata cabso

-

Intamenle embaixo desuadependência:assima menor alteraçãomaterialouor

-

gânicatrará após sialteraçõesproporcionaesásfuneções;e secilastão graves fo

-

rem,queestas se tornemdiíliceisouimpossíveis,eisavida compromettida,eis pró

-

ximaamorte

.

Sendo avida nadamaisquehuma existência,cujocaracter é a actividadc,cujaexpressão omovimento, ecuja essencia toda modal é consliluida pelos phenomenosorgânicos, nascedesde queoprimeiro orgão trabalhaetermina quando oultimo repousa;esse lurbijhãodemomentos,quet ãodepressase esva

-

hem e jamais tornam, marca sua duração

.

Ora seella ó posterior aos cr. gàos,se mesmo n ã o ó um serreal, como1erpropriedadesque possamtornar

-

se mórbidas? A sensibilidadeetonicidade nada são emsi mesmas, apenas indi- cam humamaneira deserdecertosorgãosmanifestada pelaacção de tacs c tacs instrumentos, c nuncaverdadeirosseresdesligáveis doscorposaqueestãoannc

-

xos

Voarnous(omesmoM

.

Roslan)lespropriétésditesvitales nesontquele ré

-

sultatdelamatièreorganisé;ccstlamatièreenmouvement;c’estlamatièremiseen jeu

.

Ncmseobjectequoperdurandoosorgãos,cmuitasvezesÍntegrosalem da vida, existindoalóqueapulrefacção osconsuma,cos redusa a seuselementos chi.

micospassando*os paraestadosnovos;cque havendocessadoa vitalidadeantes

(11)

8

queestasmudançastivessemlugar

,

devemas

propriedades

vilãesporesseso(act; seremcoisasoutrasedistinctasdaorgnnisação

,

visto que dam*»« os‘aso»do«xo

-

ISfio; talmaneira doraciocinar aberrada Poisse,comodicemos , exis

-

tiremjuntaseseparadas dos orgãos

.

sitalógica, emuito dista de seuconveniente rigor,

lindooorganismoeinplenaintegridade, seusaclos deverão ollnctuar

-

see<xc

-

cutar

-

sesuasfuncçõos ;semediante modificações quolliedizemrespeitoeola

-

tomarrelações,que nãosejam physiologicas, seusaclostranstornam

-

scese

amoldam na razãodircclaaográudeintensidadeda modificaçãoorganisa; como figurar

-

soumaexistência dislincla, odar

-

se pcrleila independênciaáaquillo,qu<

-

apenasé seuproprioexistirehuma

.

maneiradeseuestado ? Concessãosimiilianlc movimento abstractocindependente zem

importariao mesmo que dar

-

seexistênciaao

dcum'corpo,sóporqueessecorpo possaestarora emrepouso,oraem agiliçao

.

Se Hahnemann entendesseporpropriedadevitalopoder,faculdade,aptidão disposição doscorpos organisadosaproduzir phenomenos,cujaexplicaçãonãoacha cabida em as leis phy/icasechimicasconhecidas, c não um ser, uma forç a ou

espiritual;então seriamos deaccordoaindamesmoquen ãoenxergássemos nieocia nisso,enosconvencêssemos dequopersisteriam insolúveisasquestões, ca sciencia nadaganharia (I )

.

Mas transigircom tãogrosseiro onlologismo, n ã o o

podemos

.

Nada uniscomplicado cestupendo haqueaorganisação humana! Machinas livdraulicas, laboratorios chimicos, pilhas eleclricas, iuians poderosos,alavancas de todas as especies, e mil outros admiráveisobjectesnãodeixam duvidaquea naturezaprimaraemsuacomposição

.

O admirave!arranjodetantosapparelhos,

amaravilhosa delicadezadecadauma desuasparles, seuconsensoa certose.de- terminados fins,emais que tudoa harmoniaeregularidadeentreIão prodigio>o numero deoperários,sãocoisas, quenossurprchendem e abysmamsemascom prehendermos,eque nos revelamoaltopoderda mysterio

.

sumão,queascrcou. Ora,sena ordem physica,emnossasmachinas muito maissimplicesafalta, ades

-

locaçãodehumapeçaacarreiamudanças cm seutrabalho; e sehaentrecilaso as couve

-

dènossoscorpos alguma analogia, sen ãobastante,(reservadasas restricçõesdeli

-

das);quala razãoporque nãofaremosaoestudo das moléstiasapplicaveisa>no

-

ções,quenosemprestamosconhecimentos mcchanicos&c

.

? Seáseceãode musculo, por exemplo, se á Iraclura dc talossoinvariavelmente acompanham alteraçõesdc movimentosnas rc.

-

peclivasparles,n ão seráconcludente, alteraçõessejam merosofleitos dessas lesões?

/

,

Bem comoaelasticidade,dix Andral,modificadaemqualquer corpoleva

-

um essas que suppor que fora occusionada pela nosa

(0Aindarecorrendoáessapotência,áforçaespiritual,como pudcr

-

sciaexplicar

de do coração depois dc arrancado docorpo,a conlracçáodc suas eulos, corno se

lambem uma

tliilida

-

auiiculaso doscu»veniri

-

porquenessa porçãodocorpoteul»>vindo n m* lemobservadopor inuilas vc7

.

es?Será

porçãodo espirito? Talvc/.!!

(12)

0

-

modificaçãomaterialdessecorpo; assim devemos procederrespeitoiinatureza ani

-

mada;o teremosquoasmodificações deirritabilidade&c

.

,serãoproduzidas por alteraçõesproporcionacs<lcsees respeclivos orgàos«:caindaquandoaslesões organicasforemleves para que expliquemgraves plienomenos; cquandomesmo seasnãoencontrem, nãodevemos suppôt*aexistência dosuascausasfora daor

-

ganisação

.

Pois que nossos fracos meiossãoinsuflicicnlcs, nossossentidosim

-

perfeitosparaqueencontremosasdifferenteslesões,deque»aosuscepliveisnossos orgãos,diremosquenadaexistesõporquenada vemos ? K porventurancham

-

sc

Itemestudadasesabidasasdillercuçascspecinos de nossossolidos,eUnidosquer noestadodesaude, quer nodemoléstiaparâ queapreciando

-

as possamossent erro<*comconhecimento decausadecidir ? Quesabemosnósdetudoisto?ligei- rasmudançasdetextura, def órma,còr,densidadeopoucomais

.

Nãodevemo magnetismo,clectricidude,calorico &c

.

,modificadores essenciaes representarim

-

portante papelempaibologia?I',quasinada sabemos a seorespeito

.

Enesta carênciaefaltas queovitalisme fixaudo-sc nos diz: osdesordens que nolnesemasfuneções, amorlc queselhessegue,sãoconsequênciasdos des

-

acordosda vitalidade,da falta de uquilibrioou abolição dasforças,<jneanimame vivificamosseresorganizados;aslesões,quovêdes nosinstrumentosda vida,no materialdestesseresderivam

-

se da iullnencia jámórbida dessasforças,sãoco

-

meçodedecomposiçãoaindacm vida, sãoprecursoresde umproximo fim ,ctotal destruição

.

Sófundadonaignorância,cego á lodo progresso, eobstinadonainaeção,o vilalismopretende que oconhecimentodas causasnãosahirádos mysteriös,que anaturezaparasireservou;queéprofanai

-

atentarsuspenderovéo,queasenco

-

bre,comlcmnando

-

scáestaca eaimpossibilidade deaperfeiçoamento

.

Outrapo- réme amarcha feiiz que ndoplamos

.

Quando nossasinvestigaçõesnccroscopicas sebaldam, enosnã oexplicamasalteraçõesfunccionaes,quandoem ocadavernão encontramosarazão da morte,procuramosdenovo,cacreditandocoinBroussais que

.

sealgumasvezesosorgãos nosparecemmudos, lieporque ignoramosaarte dcinterrogarmos, redobramosdeesforçosatéque a descubramos, cesgotemosos soccorrosemprestados pelo cbimicoepelophysico

.

Opinamosportanto que todas asmoléstias devem encontrar-se,só esimplesmentesó,nasgradaçõesassásdiversas doestadodo organismo;cque essas,cuja naturezac sédesão ainda boje pro

-

blemáticas, melhor estudadaspassarão paraamesmaserie dasfebres essenciaes da antiga escola

.

Aanatomiapathologie»ospanlosamcnleprogrede, ecom cila facilita

-

soodiagnostico;aguardemosulteriores descobertas, e a obratentadapelo autordanosographi»philosophic» eácargodaescola modernaserárcalisada,

»andodehutnuvoz aestúpidaclassificaçãodeaficcçõcsvilãesouessenciaes

.

Tal é nossopensarrespeitoanosoiogia homoeopathies, que mais lacónicacresumida do que as fundadas sobreoscccoehúmidodos primeirostempos,ostrictionetla

-

ces

-

3

(13)

10

.

rumdoThomisson, asteuiaoastcniudo Brown ómais doquocllas falsa, remoscomamesmaprestezaaooxamo das causasouolhiologiadoHahnemann,

occupamiosdapsoradc quoellefazorigem para grandenumerodouio

-

Pa»*a

.

semnos leslias

.

ANALYSE DAETHIOLOGIA

.

Ascausas denossasmoieslias nãopodemsermaleriacs;por quanto

» substancia ou partícula extranha ainda innocente quenospareçaintroduzidaem vasossanguíneos,érepellida pelasforças vilãescomo se lora umveneno,<

»seonãopuderser,occasionaráamorte

.

Insinue

-

sc omenorcorpúsculo em uos

-

semqueconsigaeí i

-

amenor

» os

ssas partessensí veis,queoprincipiodavidan ãodescançará

» minal

-

oprovocandoadôr, febre, suppuração egangrena, n

Claramente resulta desta doclrinaqueámedicina nada imporiaoconhecimento dos maleriacs,que alleclam emodificamaeconomia; queasmoiesliasdevem ã outras aeções, quen ão ás destes seres, sua causalidade;equenão cahindo esta ao alcance dossentidos cinlelligenciaInunano, nosdevemos recusar ã sua investigação

.

Hahnemann quer fallardascausasprimaseirnmediatas,quea vèrs ãojáconsequênciase estadosmorbidos,sãojáphenomenospalhologicos

.

Cer

-

tamenlenão podemos apprcciaresta natureza de causas, masnãodevemos deixar de considerarcomocausasoscorpos, que sobronós tãopoderosamenleinfluem, e cujaremoçãomuitasvezesnãopouconosinteressa;ecomo oCariamosseéãcor

-

pos querecorremospara intervirem nosprocessosdo tratamento ? Scestescorpo*

mesmo na lherapeulica homoeopalhica gozamdepropriedades palhogeneticas? Dc nem uma forma

.

É t ão falsaquantoinconsequenteecontraproducenteapropo

-

sição deHahnemann:anaiysemos

.

Verdadeéqueáinlroducãodoarcm as

nosso

veias algumas vezes se leni seguido rapidamorte;accidenteeste bastantegraveequeassas compromette avida na» operações,emquese cortamgrossosvasos,eque zombadeordináriodossoccor

-

ros d’artc

.

Mas concluir

-

sedo.

-

tcfactoedoutrosaelleanalogos, queascausas mor

hidas nãopossamser maleriacs,ó faltar positivaedireclamenleísregras do mai* simplesraciocí nio

.

A'primeiravistaparece queseo ar, acujo contacto somosde continuoafleilos,écapazdeoccasionar accidentestãoperigosos, de maiorgravidade devemser «quellesproduzidos poragentes mais cxlranhoseaclivos;

çadetuncorpo,quealodooinstanterespiramos,esemo qual nãoexistir íamos, é deste modo damnosa c mort ífera , não poderia

d

-

aqelles,a quenão fossemos habituados

.

Entretanto

queseapresen

-

innocente á presença errariam os quo assim pensassem, o ascicncia possuo experiências bastantese não poucos factos para queno»convençamos destaverdade, quandonosescusássemosa procurar neac

-

çáo chunicadoãr sobreosangue negroarazãode tacs phenomenos

.

Sim; re ser

(14)

11

flicta

-

se nosprocessos, áqueas leis doaílinidadoemparles tãoimprópriasdarão

infallivelmenle logar, allcnda

-

seá natureza econsequênciasdeseuse(feitos,que ter

-

se

-

ão explicadoos accidentes perigososdainlroducçãodo arern o syslcma venoso

.

Em 1G65SirChristophe Weren, FabriciusdeDalningcm1GG7, e Sinit cm 1GGSforamos primeiros,quopela injecçãonasveias introduziram medicamentos rm aeconomiasemconsequênciaalguma funesta, e antescom reconhecida utili

-

dade

.

Fontana aodepois, Brodie, Magendie,Orfilla eullimainentcoDr

.

Hale emsipropriomostraramporexperiências reiteradas quenemumperigoexistiaem misturarcomosanguemedicamentos enérgicos,cque este meio deapplicação fa

-

cilitavamesmon ão sóapresteza, como aenergia daacção dassubstancias, bas

-

tando muitomenordoseassim administrada para produzir,emaisrapidamente, osmesmosphenomenos,que dosesduplas pelasviasordinárias

.

Oricino,ipeca

-

cuanha, coloquinlidas,rhnibarbn, tartaroslibiado,magnesia,espiritode vinho e outrasmuitas substancias foram vanlaiosamcnle empregadas por estemclhodo

.

Fica portantofora de duvida,que substanciasmaleriacspodempor

-

seeinimme

-

diatecontactocom osanguee emseu proprio apparelho, semquea forçavital tratedcnsexpelliroamortetenha lugar

.

E ainda quando nãofossefalso,couiode

-

monslrã mos, esseprincipio, éelle inconsequentepara que produzaprova algumaa favordaimmatcrialidade dascausas

.

Temos por incontestável verdade, queosystem avenoso n ãoconstitue de per si

$6 oapparelhoabsorvente;queosvasos lymphalicosconcorrem sobre

-

manciraa

estefim,equeostecidos orgânicos gozando da mesma permeabilidadequeos brutos,embebendo

-

sedeliquidese obedecendoá sleis encontradas por corpos

Dotrochel, facilitam a circulação, edão aosfluidosrelações sempre novas:por consequênciapodem osprincípios deletérios poroutrasvias, que naoasdosys

-

tem «sanguí neo,peneirar aorganisação,o irinfeccioiiala

.

Ea nãopensarcom

-

iioscocouioexplicaria Hahnemann acoramarcllada dos ossos pelo usoda ruiva dos tintureiros,adaconjunctiva pela iclcricia,asmétastasesvfcc

.

, elle quenão adniillc que tenham para abisidolevados a ruiva,ebillis pelosyslcma rubro? Negariaestesc outros lados mil vezesobservados, ouadmillirin queoutrosca

-

naes,outrosvias restam detransito,cassimrenegariaseopropriodogma

.

Dicemosser contro

-

produccnlc a proposição, que examinámos;cnada ha mais obvio

.

Por isso que a força vitalnãorepousaráatéquotenha eliminado o cor

-

púsculo, que aincommoda

,

provocando dor,febre,suppuração cgangrena, di

-

zer

-

sc queacausa mórbida n ã opodesermaterial,é ccrlamcnto omaisfanalico espiritualismo, o maisestranho paradoxo!Pois quo! humcorpolevaaperturba

-

çãoaoorganismo, provoca

-

o ; avitalidade dcsmanda

-

sc;dores, lebres,suppura

-

ção,ogangrenaapparccom,cessecorponão é oprovocador,acausa detodoeste apparalomórbido ? Porventura

,

para quofossecausa

,

seria preciso quesuapre

-

(15)

4 2

sença fossoinnocente

,

cemharmonia comasforçasdavida fossoporellas beníg

-

namontehospedado,o somio manifestasse symplomaalgum do moléstia?quea febre, dor, suppnraçãoegangrenanãoexistissem?Sim;dizahomoeopalhia

,

esse atome, dequemtantoscresenleaforça vital,nada faz;aiii existe como se não existira:tomaparlonaproducção da moléstia;mas nüo c de l órmaalgumacausa; é o motortantimali

,

masinnocente! Taléo codigodeHahnemann!!

De. mais, qual é a essência dosmiasmas chronicos

,

fonte lecundapalhogcnctica? variedades,para que

-

sejatransmissive!de um a ou

-

qual anaturezadapsoraesuas

troindivíduo,depaesáfilhos,e vápercorreratéremotasclongínquasgerações? Aceitemosos factostaes,quaesosobservamos; esqueçamos amania detudo cs

-

piritualisar,demosde mão ãsinnovaçõesemetaphysicassubtilezas,quetantopre

-

judicam á sciencia, e cedo locaremoso positivo,overdadeiro progresso

.

CondemnnmosportantocouiofalsaacthiologiadeHahnemann: enãoscpense, quando assimdissertamos,quenossaintenção étudomatérialisai

-

,éreduziroho

-

memtodo aumnccumulo dc mntoriacs, ámnasimples machina Não ,jamais negaremosaimperiosainfluenciado moral sobreophysico, c nemduvidamosda nmtuaereciprocadependência, emqueseelles ligam; fizcnio

-

m>souvir como medico,cdeixámosdc lado, oque possapertenceraopsicoiogisla;procurámos apontarocaminho azadoáobservação, epretendemosdesviarosvoos daimagina- ção;procurámoshem seguir ospassosdeHippocrates, arrancandoasciencia da vida ásgarrasdaphylosophia; eoxalános nãoseparemosdeseusvestígios!Possa

estaingénuadeclaraçãoarredar dcnóssinistros intérpretes,esatisfazerásuscepli

-

bilidadeassásescrupulosa daquellcs,áquem tenhamos parecido emextremoma- terialista.

Malpreenchemososdeveres, quenosimpozemosnoexamedasquestões, que justa é a desculpa; a analyse de um syslema medico por certo não cabonoacanhado campode mna these, c nãopoderíamos,sem nos tornarmosprolixos,persistirnoexame de outros pontosdapnthologiageral

.

Dei

-

xando pois qunesquer questõesrelativasápsora, especial,porquea nãotem a homoeopalhia,entraremos constitue propriamenteadoctrioa

.

tfi

á ven amos; mas

esemmesmo fallardapnthologia

em atlierapeuliea,que

ANALYSE DATHERAPEUTICA

.

Similia similibussanantur :eis o axioma therapetilicodahomoeopalhia;eiso resumo, em quesecifram todasas indicações , c ácuja cxlravaganciadeveHah

-

nemanntodaacelebridade de sen nome: eeis paranós omaishemdelineadoqua

-

drodosdesvariosdaraz ão, cdas diíTiculdadesdaexperiencia

.

Um unicoprin

-

cipiothen peu tico por tal formagcncrolisadun ãopoderáseinriso serouvidono

(16)

13

cslado actual dascioncia: cm verdade mereceHahnemannoPanlcon onaSalpe Iriòro,ncorôa do louroouacamisade força

.

A homoeopalhia considerando cada caso mórbido como um casoespecial, cada tnoleslia como uma unicne formadadecerlossymplomas,quescnão cn

-

conlram cm outra quabpier, dcvco porestas vislas procurarparacada deliasum meiode tratamento distincte,cujas indicações leriam outraorigem que nãooenraeler da moléstia e naturezadascausas;são estasindicaçõesque uma

passamosaexaminar

.

Desta verdade incontestável que alem da totalidade dossymplomasnada mais

I, trazaomedicooconhecimentoda moléstia,queexigesoccorros,devemos in

-

ferir que não lia outraindicação queacollccção dossymplomasobservados

a emcadaum caso

.

n

Sãoportantoossymplomas a bússolaúnica quedeveguiar o homoepalhista nosescondrijosdotherapenlica;sóellesaindicação,eellessó bastam!talvez por

-

queignorequantonãovejamseusolhos,seusouvidos não ouçam, en ãoimpres

-

sioneseussentidos

.

Alem dospungentesgrilos, da convulsiva lebree apparente estado desuavictima, noda elle conhece;tãosensualistsnaindicação,quantome

-

laphysiconasdosesI

Mas,admiraitile dictai apenasbaseadonos symplomas esimples confissãodo rèoelle posueapedra phylosophal, oremédio infal í vel, e o elixiruniversaláque uiolesliaalguma resiste; cuja vista,sombraousimples cheirodão promptegar

-

rote aomaismortí feromalesemprecitò,lato,etjucundè ! Quando vós,allopalhis

-

tas incansáveis, esquadrinbadoresdaorganização, pesquisadoresdanatureza,ex

-

perimentadores consummados nada podeiscsó vos é dadopalliarasmoléstiasou aggraval

-

as por vossosimprudentes processos!

Deixemos o rid ículo proprio áhomoeopalhia, e tratemosde refutal

-

a

.

Atodos,osquesc dãoaoestudoda vida mórbidaeprocuramencontrara ra

-

zã ode seusphenomenos,outracousaéconhecidaalém desses phenomenos;elles chegam aappreciararelaçãode causalidadeentreobjectos,queseconsociame Coexistem:exemplifiquemos

.

E’ deevidencia queaporalysia seguidaásecçã ode um musculo nasce da falta deste instrumento; que aspostulasdesenvolvidas pela inoculaçãodavaccinadevem ácilasuaorigem;queaaltadosed’opio, destriqui

-

ninaououtro qualquer toxicoéoratiosufficiensdo envenenamento;queaossi

-

licaçaodostecidos na idadesenilé aconsequência mui natural de leisphysiolo

-

gicas:que aapoplexia é o factor decerlosebemestudadosphenomenos;linal

-

uicntc,quemilcausaspodemserconhecidas

.

Ora, setemosassimconhecimento nãounicamentedos symplomas,mas das causas, teremos outrosdadosemque firmemosaindicaçãotherapenlica. E que dados mais racionaeseestáveis queas causas,quenos mostram a um tempo a sédeenaturezada moléstia? Nãohesita

-

ntesna escolha cpreferencia,poisques ão obvios osdamnosdamedicinasympto

-

U

(17)

-

i/l

-

malien :ecomquasitodosos Pinticosopinamos queoconhecimentodas causas

&amais imperiosa condição paraobomempregodos medicamentos;condição bemexpressa noaphorismosublatacausa lolitur effectus

.

Muitasoutrasconsideraçõesmerecem, debaixo deste mesmo ponto de vista,alia altençào ; oclima,estação, localidade, idade, sexo,temperamento,idiosencrasias, constituiçõesindividuaesealmosphericas,oestadoeperiododa moléstia&

.

c

.

,são objcclos detãoreconhecida utilidade, quenos

tangiacom nossasrcllexões

.

nãodaremosadiminuirsuaimpor

-

Rcctisaiuos poislaesbases deindicações

.

a i\ãobc senãoemvirl

.

ule deuma nova moléstiaproduzida pelosmedicamen

-

tos,cem virtudedc suapropriedade palliogenelica

.

que.ellesserãoproveitosos; epreciso óque a moléstia artificialsejaomaissiiuiiliantepossivelá moléstia

natural para quese(»peieacura

.

n

Tal õ o melhodo preteridoáallopalhia, isto é,amedicina ordinário, deque Hahnemann fezIão mádivisão:melhodogeneralisudoálodososcasos,equecerta

-

mentonãocomprehend«:grandenumerodelles;porexemplonasmoléstiasprodu

-

zidaspela sublracçào«le um excitante natural, oufunccionai ahoinoeopalliia longedorecorrer a seusgiobnlose::oprincipiosimilianãosalvaráodoente ame

-

nos quen ãorestitua aoorgào oestimulantedequo carece;nos casosde moléstias arlifieiaes, emquese propõesustara acçà o de uma substancia empregada,«le umvenenooanlidolo nem

-

umasimilitude temde acçào comasubstancia, eto

-

daviaaniquilaseu

- -

vmpinmas ; acanfora por exemploó oanlidolo do enxofre com quanto em nadas»;lhepareça,eoenxofren ão«:oanlidolo dacanfora, islo be, uma mole>tia sulfurosa ésiiuiilianteámoléstiacanforosa, pois cedoásoi acçào,e a mole

-

lia canforosa n ão é similbanleásulfurosa,absurdocommuin a todos os casos destegenero:na

-

moléstiasephemeras que desapparecem pelos sim- ph

-

smeiosbygienicos&c

.

&c

.

Kmlodosestes,eoutroscasos,aindaliomoeopalhi

-

camenluconsiderados,opriucijiiostmilLi similibuscabeem falha,ou nãooscom

-

prebende

.

Km referenciaámedicina clasica,essemelhodo muda muito derelações,que Comosurtir podem conviria examinarsenão fos

-

eni palpaveis seosabsurdos

.

bonselfeilos dosesliinubmlesnasallecçõesinllaminalorias,

edos ilebilaulesnas moléstias anémicas, nascachexias«íxc. ? Cerlamenlc flegmasiasgástricas: nas

o em

-

pregode talmedicaçãoseriaum verdadeiro allenlado, um assassinato direclo

.

A Iberwpeiitica doBrowneratoda incendiaria, o vinhosempre prescriplopelo» partidários«limedicina escocesacon

-

tiliiin a panacea;mas Brawn havia organi

-

sado umanosologia sua, que appropriadaaesteplanodetratamentoajustificava: osmoléstiasabiclassificadasquasitodasaslhenicas,na razãodo97para100.tor

-

navam improváveis os insiicccssosda therapeutic»

.

Clnmicos, dosKocumalislas,doiUsori, dcIVíostuilz&c.,

Os systi mas medicos d« » sãomais oumono»

Referências

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