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AS DIFICULDADES ENCONTRADAS POR MÃES NO MERCADO DE TRABALHO

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Academic year: 2022

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AS DIFICULDADES ENCONTRADAS POR MÃES NO MERCADO DE TRABALHO

DIAS, Nicoly Silva1 MARTINS, Mikely Lopes2 DE PAULA, Adonias Miranda3 ZOBOLI, Joelma Aparecida4 ARAÚJO, Aline Giuri5

INTRODUÇÃO

Para que uma empresa alcance a eficiência e o sucesso, é preciso que ela tenha bons funcionários, e para isso o processo de recrutamento e seleção é de suma importância para que profissionais capacitados para o cargo façam parte deste time de sucesso. Entretanto, no mercado de trabalho atual, pessoas encontram em seu caminho um problema que acaba dificultando sua entrada em organizações: o preconceito.

Vários empresários temem um possível aumento de gastos com mulheres mães, visto que elas passam um tempo afastadas para cuidarem de seus filhos e com isso acabam criando uma cultura na empresa onde recusam a contratação de mães, principalmente se forem novas, onde, acabam achando que essas mulheres não têm compromisso e não vão se dedicar completamente ao trabalho. E com isso, o desemprego nesta classe acaba sendo maior e as dificuldades para manter suas casas seus filhos consequentemente aumentam, THOMPSON (1979).

Neste contexto, o problema desta pesquisa é: qual a percepção das mulheres que se tornaram mães jovens em relação a existência de preconceito na hora da contratação?

Esse trabalho se justifica pelo aumento do número de famílias chefiadas por mulheres, que segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA (2009),

1Graduanda do Curso de Administração do Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected]

2Graduando do Curso de Administração do Centro Universitário São Camilo-ES - [email protected]

3Graduando do Curso de Administração do Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected]

4Professora orientadora. Mestre em Economia Familiar. Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected]

5Professora orientadora. Mestre em Engenharia e Desenvolvimento Sustentável. Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected]

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passou de 27% em 2001 para 35% em 2009, representando um total de 21,9 milhões de famílias.

Assumindo como pressupostos teóricos, pode-se afirmar que as entrevistadas afirmam existir preconceito no momento da contratação por serem mães jovens.

Diante do exposto, o objetivo desse estudo é averiguar a percepção das mulheres que se tornaram mães jovens em relação ao preconceito na hora da contratação.

METODOLOGIA

A área de estudo compreende Cachoeiro de Itapemirim, município do estado do Espírito Santo. Sua população é de 220.000 habitantes (IBGE, 2010), sendo o quinto município mais populoso do estado. A população da pesquisa de estudo foram oito mulheres que são mães que estão ou necessitam entrar no mercado de trabalho.

Quanto a forma de coleta de dados, estes foram coletados por meio de um questionário elaborado no Google Forms, através de compartilhamento dele nas redes sociais dos autores.

Quanto a abordagem, trata-se de uma pesquisa quantitativa, como forma de coleta de dados classifica-se como uma pesquisa de campo e, quanto aos objetivos, uma pesquisa exploratória.

Os critérios para participação da pesquisa foi a disponibilidade das mulheres em participarem da mesma, onde não houve problema na hora da inclusão de suas devidas presenças.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Após as grandes guerras mundiais, intensifica-se a entrada feminina no mercado de trabalho, por diversas razões e movimentos mundiais. Enfrentando dificuldades e preconceitos, em um primeiro momento, as atividades exercidas não eram bem-vistas e muito menos valorizadas pela sociedade. Nas décadas de 1960 a 1970, os movimentos emancipatórios forma o início desta transformação, afirma Dutra (1996).

A partir dessas décadas, houve um significativo acréscimo de mulheres entre estudantes universitários e passaram a considerar a carreira tão importante quanto a função procriadora. NASSER (2004).

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Se por um lado a mulher deixar o mercado de trabalho para cuidar de questões familiares, lesões por esforço repetitivo (doença mais comuns entre as mulheres), ciclo menstrual, cuidar e educar os filhos, por outro, notamos que o crescimento na hierarquia das organizações tem sido considerável, mais ainda são poucas.

Acompanhando esse fato, também tem-se a questão salarial, espantando o estigma da má remuneração feminina, pois o setor de prestação de serviço as mulheres recebem 8,1% mantendo vantagem, onde os homens perfazem 5,3%. Mas não se pode esquecer que no ramo agrícola, por exemplo as mulheres são 5,3%

enquanto os homens ocupam 11% dos rendimentos (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS, 2004).

Com relação a idade das mães pesquisadas, 77,8% têm entre 21 e 30 anos e 22,2% têm idade entre 30 a 40 anos. Já referente a escolaridade, 55,6% têm ensino superior incompleto/cursando, 22,2% têm superior completo, 11,1% têm ensino médio completo e 11,1% têm fundamental completo. Atualmente 56,6% das mulheres estão casadas e 44,4% estão solteiras. 77,8% têm apenas um filho e 22,2% delas tem dois filhos.

Quando perguntadas sobre quais novas possibilidades a chegada da maternidade trazem ou trouxeram a você e para a sua vida profissional, as respostas foram diversas como “um amor materno que não há nada no mundo que possa expressar o que é o amor de mãe”; só trouxe algumas barreiras; as “possibilidades ficam finitas, infelizmente”; “não há novas possibilidades. Contente ou não, de certa forma vai ter julgamento ou algum tipo de diminuição pelo fato de ser mãe.

Principalmente quando se é mãe solteira”; “nenhuma, impossibilitada de conseguir trabalhar e manter minha filha”; “Nenhuma, tudo na mesma”; “nenhuma, somente mais dificuldades”; trouxe experiência e maturidade.

Segundo Furlanetto (2001):

“A mulher que desenvolve atividade fora do lar enfrenta, muitas vezes, dupla ou até tripla jornada de trabalho. Ocupa-se em desempenhar funções profissionais para ajudar o orçamento doméstico e ainda, no seu dia-a-dia, preconceitos de toda ordem:

ganhar salário menor que o homem que executa a mesma tarefa, discriminação por ser mulher, a obrigação de estar sempre bonita e pronta para vencer as dificuldades de uma sociedade machista.”

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O resultado dessa pesquisa mostra que além da dupla jornada de trabalho enfrentada pelas mulheres, a chegada de um filho que a primeiro momento trás uma felicidade indescritível as mães, também carrega barreiras que dificultam ainda mais a entrada das mães no mercado.

Quando perguntadas se sentem algum julgamento externo negativo pela sua escolha/necessidade de trabalhar versus maternidade, 66,7% responderam que sim e 33,3% responderam que não. Das 66,7% das mães que responderam sim, foi perguntado quais são os tipos de julgamento que sofre ou já sofreu, e as respostas foram diversas: “Não sofri julgamento, eu sofro com a culpa de as vezes me ausentar do papel de mãe já que o trabalho me suga e me ausentar do trabalho pra cuidar da minha filha”, “já sofri julgamentos tanto por trabalhar e deixar meu filho na escola e não estar integralmente com ele, quanto por ter que sair fora de horário por ex no trabalho por causa da maternidade”; “o fato de menosprezarem a sua capacidade de conseguir conciliar e ser boa em casa aspecto ou que por ser mãe vai sempre priorizar o filho e esquecer do resto, sendo tanto para mercado de trabalho quanto para outros aspectos na vida”; “seu dever é ser mãe”; “tu que pariu, quer colocar os outros pra cuidar, assim é fácil”; “que não dou atenção suficiente pra minha filha”; tudo tem que estar perfeito, tem que dar conta de tudo, tem que ser mãe, mulher, esposa, trabalhadora, estudante, gerenciar a casa e afazeres na maioria das vezes sem ajuda Insegurança de não dar conta de tudo”.

Quando perguntadas se a empresa em que trabalha ou trabalhou te proporcionou todos os seus direitos trabalhistas durante a gravidez, 66,7%

responderam que sim e 33,3% responderam que não.

Segundo as entrevistas, 66,7% delas já deixaram de ser selecionadas para uma vaga de trabalho para a qual era qualificada pelo fato de ser mãe e 33,3%

responderam que não.

Em relação a deixar de ser selecionada para uma promoção na empresa que trabalha pelo fato de ser mãe, 57,1 responderam que não e 42,9% responderam que sim.

Foram questionadas se já se sentiram discriminadas, durante uma entrevista, pelo fato de ser mãe, 57,1% responderam que não e 42,9% responderam que sim.

Em relação a já ter visto uma vaga de emprego para o qual tinha a qualificação necessária e especificar que vaga era para homem, 57,1% responderam que sim 49,2 responderam que não.

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Diante das respostas obtidas percebe-se que várias mães recebem julgamentos por parte da sociedade, onde acabam recebendo críticas pelo fato de ter que trabalhar e ficando ocasionalmente longe dos filhos, como consequência disso muitas sentem-se culpadas por acabar não participando diariamente da vida dos mesmos. Vemos também que não importa o grau de instrução dessas mulheres o preconceito ainda fica evidente em todos os casos.

Na pesquisa aplicada, a maioria das mães não viram possibilidades novas com a chegada da maternidade, pelo contrário, há barreiras e julgamentos com a chegada da mesma. Mesmo com várias respostas negativas, percebemos que durante o período em que estavam grávidas a maioria das mães tiverem acesso aos seus direitos trabalhistas o que prova que mesmo que exista preconceito em seus ambientes profissionais as empresas ainda cumprem com a lei que vos é de obrigação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dessa forma o objetivo do resumo expandido era averiguar quais dificuldades mulheres mães encontram ao ingressar/retornar ao mercado de trabalho. Conforme foi descrito no questionário pelo público-alvo da pesquisa, as mães sofrem discriminação e julgamento por parte maior da sociedade onde são julgadas pelo fato de trabalhar e serem obrigadas a deixarem seus filhos com parentes, ou na escola para trazer sustento ao seu lar, e com isso acabam se sentindo culpadas por tais situações.

Como limitações de pesquisa pode-se citar as dificuldades em obtiver um maior número de participantes, por mais que fosse o compartilhamento e assim obtivemos poucas respostas do questionário para apresentar nossos resultados, mas não impediu na hora de enfatizar o objetivo proposto dele.

Sugere-se, então, a continuidade da pesquisa por meio da realização de outras análises mais aprofundadas, até mesmo por outro recurso, para que possamos obter mais informações e conhecimentos do devido objetivo e assim poder entender o motivo em si desse preconceito estipulado no momento do ingresso ou retorno no mercado de trabalho e diligenciar o fim do mesmo na sociedade contemporânea, para que as mulheres possam ter a liberdade de poder trabalhar sem se sentir culpada por ser mãe.

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REFERÊNCIAS

FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS. Ainda existe discriminação salarial contra as mulheres no mercado de trabalho da região sul do brasil?. Disponível em: <

www.fcc.org.br>

http://www.gm.adv.br/uploads/informativos/textos/1337166859_17151.pdf IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. População de Cachoeiro.

Disponível em: <www.ibge.gov.br> Acesso em:

https://cidades.ibge.gov.br/brasil/es/cachoeiro-de-itapemirim/panorama

IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Percentual de famílias chefiadas pela mulher avança 8 pontos de 2001 a 2009. Disponível em: <www.ipea.gov.br> Acesso em:

https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_alphacontent&ordering=3&limit start=4450&limit=10

NASSAR, Paulo. Gestão de carreira. Disponível em:< www.eadb.br->

FURLANETTO, M. A. A mulher e a dupla jornada de trabalho. Jornal Carreira &

Sucesso, 2001.

DUTRA, Joel Souza. Administração de Carreira: Uma proposta para repensar a gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 1996.

THOMPSON, Edward P. Classe, cultura e experiêcia na obra de E. P. Thompson:

contribuições para a pesquisa em educação 1979 Disponível em:

https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640461 acesso em:

https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640461/8020

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