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Custos Industriais. Prof. Valdecir Knuth

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Academic year: 2021

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2009

C ustos I ndustrIaIs

Prof. Valdecir Knuth

(2)

Elaboração:

Prof. Valdecir Knuth

Revisão, Diagramação e Produção:

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri UNIASSELVI – Indaial.

657.42

K786c Knuth, Valdecir.

Caderno de Estudos: Custos Industriais/ Valdecir Knuth. Centro Universitário Leonardo da Vinci – Indaial: Grupo UNIASSELVI, 2009.x ; 190 p.: il.

Inclui bibliografia.

ISBN 978-85-7830-232-0

1. Custos Industriais 2. Administração - Finanças I. Centro Universitário Leonardo da Vinci.

II. Núcleo de Ensino a Distância III. Título

(3)

a presentação

Caro(a) acadêmico(a), iniciamos o estudo da disciplina de CUSTOS INDUSTRIAIS. Este caderno traz para você conhecimentos sobre as ferramentas utilizadas na elaboração e apuração dos custos industriais, além de incentivá- lo a colocar os conhecimentos adquiridos em prática, contribuindo para a sua atuação profissional. Também possibilitará conhecer as diferenças entre custos, gastos, despesas e perdas. Por quê? Porque as empresas, na verdade, GASTAM recursos. Mas, o que são esses gastos? Isso envolve as operações industriais e as atividades de apoio (administração geral).

Assim, o presente caderno está dividido em três unidades. Na unidade 1, iniciaremos os estudos, apresentando a necessidade de controle das atividades administrativas, além das atividades de produção e dos custos de produção existentes em uma empresa industrial. É importante ressaltar as diferenças entre custos e despesas, e que estes podem ser variáveis ou diretos e fixos ou indiretos. Além disso, existem diversos sistemas de custeio. Neste caderno, abordaremos os dois sistemas mais utilizados no país que são: o sistema de custeio por absorção e o sistema de custeio direto.

Na unidade 2, vamos estudar a aplicação dos custos diretos industriais. Identificaremos as embalagens, os demais componentes diretos dos produtos e os centros de custos de acordo com a sua finalidade na empresa. Vamos compreender porque o preço está associado ao processo de tomada de decisões estratégicas da empresa, uma vez que seus resultados financeiros são parcialmente dependentes do preço praticado no mercado.

Desta forma, será abordada a formação de preços e a utilização do mark-up, um índice importante na formação dos preços de vendas.

A unidade 3 abordará o planejamento da produção da empresa, envolvendo as atividades inerentes ao esse processo produtivo, assim como o sistema de custos por ordens de produção e o sistema de custos por processo.

Por fim, estudaremos o ponto de equilíbrio de produção na empresa, que serve para identificar o volume mínimo de produção e vendas necessário para a empresa cobrir todos os seus gastos, sem geração de lucro. E, no último tópico, abordaremos as características e a forma de apuração e apresentação de um demonstrativo de resultados do exercício (DRE).

(4)

Porém, a busca de mais informações e uma atualização constante são indispensáveis para o enriquecimento de seus conhecimentos. Então, vamos ao estudo do nosso caderno!

“O mundo que criamos hoje, como Resultado de nosso pensamento, tem agora problemas que não podem ser resolvidos se pensarmos da mesma forma que quando criamos.” (Albert Einstein)

Valdecir Knuth

(5)

Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há novidades em nosso material.

Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura.

O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.

Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador.

 

Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto em questão.

Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa continuar seus estudos com um material de qualidade.

Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – ENADE.

 

Bons estudos!

(6)
(7)

s umárIo

UNIDADE 1 - CONCEITUAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS

E MÉTODOS DE CUSTEIO ... 1

TÓPICO 1 - CONCEITOS E CLASSIFICAÇÃO DOS GASTOS ... 3

1 INTRODUÇÃO ... 3

2 CONCEITUAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO ... 3

2.1 CUSTOS ...4

2.2 DESPESAS ...7

2.3 GASTOS ... 10

2.4 INVESTIMENTOS ... 11

RESUMO DO TÓPICO 1... 12

AUTOATIVIDADE ... 13

TÓPICO 2 - ASPECTOS COMPORTAMENTAIS DOS GASTOS ... 15

1 INTRODUÇÃO ... 15

2 ASPECTOS COMPORTAMENTAIS ... 16

2.1 CUSTOS VARIÁVEIS OU DIRETOS ... 16

2.1.1 Principais características dos Custos Variáveis ou Diretos... 17

2.2 DESPESAS VARIÁVEIS OU DIRETAS ... 18

2.3 CUSTOS FIXOS OU INDIRETOS ... 18

2.3.1 Principais características dos custos fixos ou indiretos ...20

2.4 DESPESAS FIXAS OU INDIRETAS ... 21

RESUMO DO TÓPICO 2... 23

AUTOATIVIDADE ... 24

TÓPICO 3 - MÉTODOS DE CUSTEIO ... 25

1 INTRODUÇÃO ... 25

2 MÉTODO DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO ... 26

2.1 ASPECTOS CONCEITUAIS... 26

2.2 METODOLOGIA DE APRESENTAÇÃO DO SISTEMA DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO ... 31

2.2.1 Pontos fortes e pontos fracos do sistema de custeio por absorção. ... 33

2.2.1.1 Pontos fortes ... 33

2.2.1.2 Pontos fracos... 34

2.3 FORMA DA APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS POR ABSORÇÃO ... 34

3 MÉTODO DE CUSTEIO DIRETO OU VARIÁVEL ... 40

3.1 ASPECTOS CONCEITUAIS...40

3.2 METODOLOGIA DE APRESENTAÇÃO DO SISTEMA DE CUSTEIO DIRETO OU VARIÁVEL ... 43

3.2.1 Pontos fortes e pontos fracos do sistema de custeio variável ...45

3.2.1.1 Pontos fortes ...45

(8)

3.4 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO ... 53

3.5 PONTO DE EQUILÍBRIO ...54

LEITURA COMPLEMENTAR ... 57

RESUMO DO TÓPICO 3... 59

AUTOATIVIDADE ... 61

UNIDADE 2 - APURAÇÃO DOS CUSTOS INDUSTRIAIS: MÉTODO POR ABSORÇÃO ... 63

TÓPICO 1 - IDENTIFICAÇÃO DOS CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS INDUSTRIAIS ... 65

1 INTRODUÇÃO ... 65

2 MATERIAIS DIRETOS... 66

2.1 EMBALAGEM E ETIQUETAS DE IDENTIFICAÇÃO ... 68

2.2 MÃO DE OBRA DIRETA E INDIRETA ...70

2.3 HORAS DE PRODUÇÃO DISPONÍVEIS ... 76

2.4 VALOR DO CUSTO/HORA ...77

RESUMO DO TÓPICO 1... 78

AUTOATIVIDADE ... 80

TÓPICO 2 - IDENTIFICAÇÃO DOS GASTOS DE PRODUÇÃO ... 81

1 INTRODUÇÃO ... 81

2 PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO ... 82

3 DEPRECIAÇÃO ... 84

3.1 MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO ... 86

3.2 CÁLCULO DA DEPRECIAÇÃO ... 87

4 NATUREZA E AVALIAÇÃO DOS CENTROS DE RESPONSABILIDADES ... 89

4.1 CENTRO DE CUSTO ... 89

4.2 CENTRO DE VENDAS ... 89

4.3 CENTRO DE DESPESAS ...90

4.4 CENTRO DE INVESTIMENTOS ...90

4.5 CENTRO DE LUCRO ... 91

RESUMO DO TÓPICO 2... 93

AUTOATIVIDADE ... 94

TÓPICO 3 - APURAÇÃO DOS CUSTOS (FICHAS DE PRODUÇÃO) ... 95

1 INTRODUÇÃO ... 95

2 FICHA DE PRODUÇÃO ... 95

3 PREÇOS DE VENDAS ... 105

3.1 POLÍTICA DE PREÇOS ... 107

3.1.1 Formação do preço de venda ... 107

3.1.2 Erros na formação do preço de venda ... 108

3.1.3 A equação do preço de venda ... 108

3.2 TIPOS DE PREÇOS ... 109

3.2.1 Tipo de comportamento competitivo ... 109

3.2.1.1 Posição da empresa dentro do comportamento competitivo... 110

3.2.1.2 Formação de preços dentro do comportamento competitivo ... 111

3.2.1.3 Objetivos dos preços dentro do comportamento competitivo ... 111

(9)

3.4 DETERMINAÇÃO DO PREÇO ... 113

3.4.1 Como os preços são formados ... 113

3.4.1.1 Estratégias de preços distintos ... 114

3.4.1.2 Estratégias de preços competitivos ... 115

3.5 ANÁLISE DO COMPOSTO COMPETITIVO ... 116

3.5.1 Estrutura de custos ... 116

3.5.2 Estratégia e política de preços ... 116

3.5.2.1 Produtos ... 117

3.5.2.2 Fatores ambientais ... 117

LEITURA COMPLEMENTAR ... 118

RESUMO DO TÓPICO 3... 124

AUTOATIVIDADE ... 126

UNIDADE 3 - GESTÃO DOS PROCESSOS GERENCIAIS E RELATÓRIOS DE DESEMPENHO ... 129

TÓPICO 1 - GESTÃO DOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO ... 131

1 INTRODUÇÃO ... 131

2 PLANEJAMENTO DE PRODUÇÃO ... 131

3 REDESENHANDO PROCESSOS ... 134

3.1 FLUXO DE PROCESSOS ... 135

3.2 OS NÍVEIS DE PROCESSOS ... 136

3.3 TEMPO DO CICLO DO PROCESSO ... 137

3.4 EFICÁCIA ... 137

3.5 TIPOS DE CLIENTES ... 138

3.6 ANÁLISE DE VALOR ... 138

3.7 MEDIÇÕES ... 138

3.8 GESTÃO DE PROCESSOS ... 139

RESUMO DO TÓPICO 1... 140

AUTOATIVIDADE ... 142

TÓPICO 2 - SISTEMAS DE CUSTO: ORDEM DE PRODUÇÃO E PROCESSO ... 143

1 INTRODUÇÃO ... 143

2 SISTEMAS DE CUSTO POR ORDEM DE PRODUÇÃO ... 143

2.1 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ... 144

3 SISTEMAS DE CUSTO POR PRODUÇÃO CONTÍNUA OU POR PROCESSO ... 145

3.1 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ... 146

3.2 DISTINÇÃO ENTRE PRODUÇÃO POR ORDEM E PRODUÇÃO CONTÍNUA ... 147

3.3 POLÍTICA DE REDUÇÃO DE CUSTOS... 147

3.3.1 Política de redução de custos ... 147

3.3.2 Atributos de uma política de redução de custos ... 148

3.4 DEFINIÇÃO DA POLÍTICA DE REDUÇÃO DE CUSTOS ... 149

RESUMO DO TÓPICO 2... 151

AUTOATIVIDADE ... 153

TÓPICO 3 - RELATÓRIOS GERENCIAIS DE DESEMPENHO ... 155

1 INTRODUÇÃO ... 155

(10)

4 PONTO DE EQUILÍBRIO ... 170

4.1 PONTO DE EQUILÍBRIO POR PRODUTOS ... 170

4.2 PONTO DE EQUILÍBRIO GERAL DA EMPRESA ... 179

5 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DA EMPRESA ... 181

LEITURA COMPLEMENTAR ... 183

RESUMO DO TÓPICO 3... 186

AUTOATIVIDADE ... 188

REFERÊNCIAS ... 189

(11)

UNIDADE 1 CONCEITUAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO

DOS CUSTOS E MÉTODOS DE CUSTEIO

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

PLANO DE ESTUDOS

A partir do estudo desta unidade, o(a) acadêmico(a) estará apto(a) a:

• conhecer os conceitos e a classificação dos gastos industriais;

• compreender as diferenças entre custos, despesas, gastos e investimentos.

O conhecimento destas diferenças é importante para a correta aplicação e avaliação dos custos nas empresas industriais;

• identificar o que são custos diretos e indiretos, fixos e variáveis e sua aplicação no processo industrial;

• identificar a importância e aplicabilidade das despesas, gastos e investimentos nas empresas industriais;

• conhecer e aplicar o método de custeio por absorção e método de custeio variável;

• identificar as características e os aspectos legais e fiscais do método de custeio por absorção e do método de custeio variável;

• conhecer os diferentes tipos de critérios de rateios e seus impactos na apuração dos custos;

• identificar de que forma o método de custeio variável pode contribuir para a apuração da margem de contribuição e cálculo do ponto de equilíbrio;

• apurar e analisar o ponto de equilíbrio para identificar o volume mínimo de produção e vendas necessário para a empresa industrial cobrir todos os seus custos de produção e suas despesas administrativas e gerais.

Esta unidade está dividida em três tópicos com a finalidade de auxiliá-lo na compreensão das noções básicas do conceito e classificação dos gastos industriais, dos aspectos comportamentais dos gastos e dos principais métodos de custeio existentes que contribuem para o atendimento dos preceitos legais, fiscais e gerenciais das empresas. Além disso, em cada um dos tópicos, você encontrará atividades o(a) ajudarão a consolidar o aprendizado.

TÓPICO 1 – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÃO DOS GASTOS

(12)
(13)

TÓPICO 1

UNIDADE 1

CONCEITOS E CLASSIFICAÇÃO DOS GASTOS

1 INTRODUÇÃO

Neste tópico, estudaremos os conceitos e classificação dos gastos industriais.

Esses gastos são oriundos do processo de produção, que é um conjunto de atividades para transformar bens em novos produtos, podendo ser denominados de custos, despesas e demais gastos para a manutenção do sistema produtivo da empresa.

Os custos são aqueles gastos efetuados para produzir algum produto até deixá-lo em condições de venda. As despesas são necessárias para a manutenção das atividades da empresa e para a formação dos preços de venda, embora não tenham relação com o processo industrial de produção. Além disso, existem alguns tipos de gastos que podem estar ou não relacionados com o sistema de produção.

Outro item que vamos estudar são os Investimentos. Muitas vezes, não observamos que os investimentos podem se tornar gastos. Pode-se considerar como exemplo o investimento no imobilizado, que no decorrer do seu uso se transforma em custo ou despesa.

2 CONCEITUAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

Com certeza, você já se questionou sobre tudo o que é gasto nas empresas industriais para produzir algo ou alguma coisa.

Será que este gasto é CUSTO? Se sua resposta for SIM, você está certo, pois as empresas incorrem em diversos tipos de gastos que são necessários para deixar seus produtos em condições de venda. Mas não podemos esquecer que fabricar algum produto não envolve apenas o processo de produção e os custos necessários para essas atividades. Além das atividades produtivas, é preciso controlar atividades administrativas como as cobranças de duplicatas, as contas a pagar dos fornecedores e demais contas necessárias para a aquisição de insumos.

Não podemos esquecer os gastos com folha de pagamento, encargos sociais, enfim, que existem outros departamentos, como o Departamento de Vendas, o Departamento Financeiro e o Departamento Contábil, além do Departamento de Produção. Observe a figura a seguir. De maneira bastante simplificada, pode-se

(14)

FIGURA 1 – DIFERENÇA ENTRE SETOR INDUSTRIAL E SETOR ADMINISTRATIVO.

Setor Industrial Setor Administrativo FONTE: Autor (2009).

Caro(a) acadêmico(a), lembre-se de que o setor industrial é o local em que se fabricam os produtos, e o setor administrativo é o ponto em que está localizado o administrador e todo o seu pessoal de apoio que contribui para o controle e acompanhamento de todas as atividades da empresa.

UNI

Setor Industrial  Processo Produtivo.

Setor Administrativo  Processo de administrar a empresa.

Isto é importante para compreender porque existem as diferenças entre custos e despesas.

Vamos a busca desse conhecimento?

A seguir, estudaremos o que são custos.

2.1 CUSTOS

Bem, caro(a) acadêmico(a), estamos agora envolvidos na definição de custos. Você sabe o que significa custos?

Para Crepaldi (1998, p. 56), os “[...] custos são gastos (ou sacrifícios econômicos) relacionados com a transformação de ativos (exemplo: consumo de matéria-prima ou pagamento de salários)”.

(15)

De acordo com o autor, podemos entender que os custos são os gastos atribuídos na transformação e produção de novos bens utilizando os bens materiais da empresa como a matéria-prima e demais componentes necessários ao processo industrial, para transformar e/ou criar outros tipos de bens materiais.

IMPORTANTE

Isso mesmo, caro(a) acadêmico(a)!

No processo industrial utilizam-se determinados bens para transformar novos bens!

Vamos verificar outro conceito deste mesmo autor. Conforme Crepaldi (1998, p. 57), “CUSTO-Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens e serviços são todos os gastos relativos à atividade de produção”.

Portanto, podemos concluir que:

a) Custo é um gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. São insumos de bens de capitais ou serviços efetuados para execução e transformação de determinados objetos em novos produtos.

b) Custos são insumos de capitais, bens ou serviços efetuados para consecução de determinados objetivos. Estes insumos assumem, primeiramente, uma expressão física e se traduzem posteriormente pela expressão monetária.

Assim, o custo de um bem ou serviço é a expressão monetária dos insumos físicos realizados na obtenção daquele bem ou serviço, considerando-se o total retorno dos capitais empregados em termos de reposição.

c) Custo é o consumo de um fator de produção medido em termos monetários para a obtenção de um produto, de um serviço ou de uma atividade que poderá ou não gerar renda.

d) O custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços) para a fabricação de um produto ou execução de um serviço.

NOTA

(16)

Esses recursos utilizados para a transformação e/ou criação de novos produtos podem ser denominados da seguinte maneira:

• salários do pessoal da produção;

• matéria-prima utilizada no processo produtivo;

• combustíveis e lubrificantes usados nas máquinas da fábrica;

• aluguéis e seguros do prédio da fábrica;

• depreciação dos equipamentos da fábrica, que são utilizados no processo industrial de produção;

• gastos com manutenção das máquinas da fábrica (que são utilizados no processo industrial de produção).

Caro(a) acadêmico(a)! Observe na figura a seguir, uma ilustração de como se processam e transformam os insumos (materiais e matéria-prima) em novos produtos.

FIGURA 2 – INSUMOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO.

FONTE: Autor (2009).

De acordo com a figura anterior, o resultado desse processo industrial é a oferta dos produtos prontos ao mercado consumidor. Então, entende-se que os insumos e demais recursos são utilizados no processo industrial para a geração e transformação de novos produtos que abastecerão o mercado consumidor.

Martins (2000, p. 25) afirma que:

O Custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo, no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Exemplo: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou em investimento, e assim foi durante o tempo de sua Estocagem; no momento de sua utilização na fabricação de um bem, surge o Custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Este por sua vez, é de novo um investimento, já que fica ativado até sua venda.

(17)

IMPORTANTE

CUSTO  Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços.

Vejamos o exemplo a seguir:

A aquisição de uma máquina é considerada um gasto. Quando for efetuado o pagamento, é considerada um desembolso, quando for registrado conforme a nota fiscal, é considerada um investimento permanente, e quando começa a sua depreciação e a sua manutenção é considerada como um custo integrante dos produtos fabricados. Esta classificação se aplica a todos os materiais e insumos que a empresa adquire.

2.2 DESPESAS

Caro(a) acadêmico(a), já aprendemos o que são custos. Agora vamos estudar as DESPESAS. Mas o que são as DESPESAS?

As despesas possuem a conotação ou o mesmo entendimento de custos, podendo muitas vezes se confundir. Porém, os custos são os gastos que compõem um produto e as despesas são todos os gastos necessários para a empresa obter receitas. São os esforços que a empresa tem para fazer a “máquina” girar.

De acordo com Martins (2000, p. 26), as despesas são “[...] bem ou serviço consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas”.

Imaginamos que a empresa teve determinados gastos para fabricar um produto. Esses gastos são chamados de CUSTO DE PRODUÇÃO, conforme vimos no item 2.1 Custos, deste tópico.

A partir do instante em que estes produtos estão prontos para a venda, é preciso que a empresa incorra em outros gastos para fazer com que os produtos cheguem até o mercado consumidor (consumidor final). Esses gastos poderão ser os salários dos vendedores, encargos sociais desses salários, as comissões sobre vendas entre outros.

(18)

IMPORTANTE

CUSTOS  São os gastos para a empresa criar ou fabricar os produtos.

DESPESAS  São os gastos envolvidos no esforço para a geração de receitas.

Então, podemos compreender que a comissão do vendedor e os impostos, por exemplo, são gastos que se tornam imediatamente despesas, pois incidem assim que a empresa faturar os produtos vendidos.

Isso mesmo, caro(a) acadêmico, se for realizado um faturamento (um esforço de venda) ocorrerão despesas com impostos sobre as vendas e despesas com a comissão do vendedor.

Viu só?

Vamos imaginar agora um computador utilizado no setor de contas a pagar e contas a receber da empresa. Este equipamento não é utilizado para a produção, mas sim para controlar as atividades relacionadas às vendas dos produtos. Podemos dizer então que as Despesas são os bens ou serviços consumidos diretamente para a obtenção de receitas, ou ainda, o gasto aplicado na realização de uma atividade que vai gerar renda para a empresa.

Veja a sequência de procedimentos:

ADMINISTRATIVO  Computador do Setor Contas a Pagar e a Receber  Gera Depreciação  Atividades de Controle Administrativo  Controle das Contas a Pagar e a Receber.

As atividades do Setor Administrativo servem para controlar as atividades necessárias do SETOR DE PRODUÇÃO como os controles de Contas a Pagar e a Receber da empresa.

IMPORTANTE

As contas a pagar referem-se às aquisições das matérias-primas para a produção e outras necessidades para a manutenção da empresa, e as Contas a Receber referem-se ao controle das cobranças das vendas.

(19)

As despesas são itens que reduzem o patrimônio e que têm a característica de representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas. Todas as empresas possuem despesas que são decorrentes da geração de receitas, enquanto os gastos decorrentes da produção de bens e serviços são chamados de custos.

Vamos imaginar um equipamento usado na fábrica para a produção de um produto. Inicialmente, é considerado um investimento, posteriormente é considerado parcialmente como custo e na venda do produto torna-se uma despesa. Logo, todas as despesas são ou foram gastos. Então, os valores dos gastos desse equipamento utilizado na fábrica, que aqui pode ser chamado de depreciação, são considerados custos.

Porém, existem gastos que em alguns casos não se transformam em despesas. Como exemplo, citem-se os terrenos que não são depreciados ou que se transformam somente quando efetivar a sua própria venda.

IMPORTANTE

DEPRECIAÇÃO  São os gastos com o uso do bem. Se a empresa utilizar um bem, ele acaba gastando seu potencial tecnológico e perdendo valor ao longo de um determinado tempo.

Recordando! Vimos que a comissão do vendedor e os impostos são gastos que se tornam imediatamente despesas, pois incidem assim que faturar. Um computador é considerado um investimento no momento da aquisição. Quando for efetivado o seu pagamento, é considerado um desembolso, no momento do registro da nota fiscal é considerado um investimento permanente (imobilizado), a sua depreciação e a sua manutenção são consideradas despesas.

DICAS

DESPESA  É a valorização monetária do consumo de recursos realizados para a obtenção de receitas ou de algum benefício. As despesas estão relacionadas com a administração e a comercialização. É um bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas e não está relacionada à produção.

(20)

Caro(a) acadêmico(a)! No próximo item, vamos estudar o significado de gasto, considerando a sua identificação e aplicação!

2.3 GASTOS

Os gastos podem ser aplicados em todos os bens e serviços adquiridos, não importando a forma de pagamento, seja com matéria-prima, material de expediente, máquinas, veículos ou contratação de serviços em geral.

Esses Gastos podem ser aplicados tanto na produção como na área administrativa e de vendas. Mas o que alguns especialistas nesta área dizem referente ao termo gasto?

Conforme Martins (2000), gasto é a compra de um produto ou serviço qualquer que gera sacrifício financeiro (desembolso), sendo representado pela entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).

Então, caro(a) acadêmico(a)! Gasto é o primeiro ato que antecede a despesa, o custo e o imobilizado.

Esse conceito é amplo e se aplica a todas as variações monetárias (saídas), sendo aplicável também em aquisições com pagamento a prazo. Existe o GASTO referente à compra de matéria-prima, à mão-de-obra na produção e na distribuição, os honorários da diretoria, à compra de um bem imobilizado, dentre outros.

Porém, o gasto só existe no ato da passagem do bem ou serviço para a propriedade da empresa. Ele se efetiva no momento que existe o reconhecimento contábil da dívida assumida ou da redução do ativo efetuado em pagamento, que pode ser caracterizado como a redução do saldo do dinheiro em caixa, do saldo da conta banco, dentre outras formas.

Assim, podemos dizer que gasto é o compromisso financeiro assumido por uma empresa na aquisição de bens e serviços que sempre resultará em uma variação patrimonial, seja qualitativa (ato ou operação de aquisição) no início e/

ou quantitativa (envolvendo recursos financeiros) em seguida. Também pode ser definido como gasto de investimento, quando o bem ou o serviço for utilizado em vários processos produtivos (imobilizado, estoques etc.) e como gasto de consumo quando o bem ou o serviço for consumido no momento da produção ou do serviço que a empresa realiza. Dependendo da destinação do gasto de consumo, ele poderá converter-se em custo ou despesa. O mesmo acontece com o gasto de investimento: à medida que o investimento for utilizado, poderá transformar- se em custo ou despesa, dependendo do objeto em que for aplicado. Exemplo:

gasto com a aquisição de uma máquina para a produção - primeiramente ela será ativada, sendo que gradativamente sofrerá redução em seu valor por causa do desgaste e da obsolescência, fenômeno que é chamado de depreciação, tornando- se neste momento um custo de produção.

(21)

DICAS

GASTO  É o sacrifício, normalmente em moeda, que a entidade faz para a obtenção de um produto ou serviço. Pode ser a entrega de numerário ou assumir um compromisso para pagar em data posterior.

Bem caro(a) acadêmico(a)! Agora que vimos o que são gastos, vamos estudar e compreender o que são investimentos.

2.4 INVESTIMENTOS

O investimento consiste em tudo o que é necessário para o desenvolvimento das atividades. Por exemplo: uma indústria necessita de materiais e máquinas.

Os materiais são classificados temporariamente como investimentos circulantes, pois serão consumidos no processo produtivo (estão localizados nos estoques da empresa), e as máquinas são classificadas como investimentos permanentes (no Ativo Imobilizado), pois se restringem ao uso na transformação dos materiais para o produto final.

Os terrenos e prédios adquiridos também são considerados investimentos.

Martins (2000, p. 25) afirma que investimento é o “[...] gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s)”. São todos os sacrifícios de aquisição de bens ou serviços (gastos) que são estocados no ativo da empresa para baixa quando da sua venda, ou do seu consumo, ou da sua desvalorização.

Os investimentos podem ser de diversas naturezas e de períodos de ativação variados. No exemplo acima, podemos observar que a matéria prima é um gasto contabilizado temporariamente como investimento circulante e a máquina é um gasto que se transforma num investimento permanente dependendo da intenção da aquisição.

DICAS

INVESTIMENTO  É o gasto que a empresa realiza na compra de um bem ou na obtenção e posse de um direito que vai gerar benefícios no futuro e que não será totalmente consumido ou utilizado em um período ou em um exercício. Os investimentos são considerados como custos ou despesas à medida que a empresa usa ou consome

(22)

Caro(a) acadêmico(a), chegamos ao final do tópico 1. Vamos fazer uma revisão do que estudamos até agora?

Neste tópico, estudamos a conceituação e classificação dos custos que ocorrem na empresa e podemos pontuar os seguintes aspectos:

• Além da produção e dos custos de produção, as empresas precisam controlar todas as atividades administrativas, como as cobranças de duplicatas, as contas a pagar dos fornecedores e outros gastos necessárias para a aquisição de insumos.

• Compreendemos de forma clara e objetiva as diferenças que ocorrem entre as atividades da produção e da administração da empresa.

• Os custos são os gastos atribuídos para a transformação dos ativos da empresa, ou seja, a utilização dos bens materiais para criar ou transformar outros tipos de bens materiais.

• Enquanto os custos são os gastos que compõem um produto, as despesas são todos os gastos necessários para a empresa obter receitas. Podemos dizer que DESPESAS são os esforços necessários para fazer a “máquina girar”, isto é, a empresa funcionar.

• As Despesas são a valorização monetária do consumo de recursos utilizados na obtenção de receitas ou de algum benefício e estão relacionadas com a administração e a comercialização. É um bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas e não está relacionada à produção.

• Os gastos são os sacrifícios, normalmente em moeda, para a obtenção de um produto ou serviço. Este sacrifício pode ser a entrega de numerário ou a incumbência de um compromisso para pagar em data posterior.

• Os investimentos são os gastos que a empresa realiza na compra de um bem ou na obtenção e posse de um direito que vai gerar benefícios no futuro e que não será totalmente consumido ou utilizado em um só período, em um só exercício social da empresa.

Os investimentos são considerados como custos ou despesas à medida que a empresa usa ou consome gradativamente esses bens ou direitos. Dois exemplos de custos ou despesas provenientes dos investimentos são a depreciação dos equipamentos e a requisição de material em estoque.

RESUMO DO TÓPICO 1

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Caro(a) Acadêmico(a)! Vamos fazer uma auto-avaliação sobre o que aprendemos no Tópico 1. Procure responder com suas palavras as questões a seguir. Não hesite, vá com calma! Sucesso para você!!!

1 Dê a diferença entre o Setor Industrial e o Setor Administrativo.

2 Explique com suas palavras o que é Atividade de Produção.

3 Explique com suas palavras o que é Custo.

4 Explique com suas palavras o que é Despesa.

5 Explique com suas palavras o que são Gastos em uma empresa.

6 Explique com suas palavras o que são Investimentos.

7 Explique com suas palavras em que momento os Investimentos passam a ser considerados Custos ou Despesas em uma empresa.

AUTOATIVIDADE

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TÓPICO 2

ASPECTOS COMPORTAMENTAIS DOS GASTOS

UNIDADE 1

1 INTRODUÇÃO

Os custos podem ser classificados de diversas maneiras conforme o tipo de gasto existente. Seus aspectos comportamentais dizem respeito a essa classificação que, dependendo da sua finalidade, podem ser identificados como custos diretos ou variáveis e custos indiretos ou fixos.

Os custos podem ser diretos quando são identificados e considerados diretamente no consumo e aplicação dos produtos, ou seja, quando têm sua composição consumida diretamente na criação ou produção de um novo bem. Mas podem ser indiretos quando, mesmo sendo identificados no processo industrial, no processo de produção, não têm uma relação direta com esse processo de fabricação e transformação da matéria-prima. Desta maneira, não fazem parte da composição do produto final, mas fazem parte do processo industrial. Pode-se dizer que os custos existem e são necessários para a fábrica funcionar, mas não farão parte do componente final. Por exemplo, na depreciação, o uso da máquina provoca um desgaste, mas não existe um “pedaço” da máquina que compõe o produto final. Além dos gastos diretos e indiretos, existe o comportamento dos custos em variáveis e fixos.

São custos variáveis aqueles gastos que dependem do volume de produção. Quanto mais a empresa produz, mais componentes de matéria-prima deverão ser consumidos. Pode-se dizer que se, para produzir uma unidade de determinado produto são consumidos R$ 100,00 em matéria-prima, para produzir duas unidades do mesmo tipo de produto gastase-á em valor de matéria-prima o equivalente a R$ 200,00 e assim por diante. Os custos variáveis têm relação direta com o processo industrial.

Os custos fixos, por outro lado, não variam de acordo com o volume de produção. Imagine que uma empresa possui um departamento chamado de Supervisão Industrial ou Gerência Industrial. Nas atividades desse departamento, que possuem relação apenas com as atividades de controle e gerenciamento da produção, haverá gastos que independem da existência de produção ou não. Por essa característica comportamental, eles são tratados como custos fixos.

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2 ASPECTOS COMPORTAMENTAIS

Caro(a) acadêmico(a)! Vamos analisar os aspectos comportamentais dos custos. Iniciaremos pelos custos variáveis ou diretos.

2.1 CUSTOS VARIÁVEIS OU DIRETOS

Custos variáveis ou diretos são aqueles que mantêm sua relação direta com o volume de produção ou serviço. Podem ser facilmente quantificados e identificados aos produtos ou serviços e valorizados com relativa facilidade, não necessitando de critérios de rateios para serem alocados aos produtos. Entende- se que são todos os materiais utilizados no processo de transformação para a obtenção de um produto novo.

Sobre este assunto Crepaldi (1998, p. 59) contribui dizendo que os custos diretos:

São os que podem ser diretamente (sem rateio) apropriados aos produtos, bastando existir uma medida de consumo (quilos, horas de mão-de-obra ou de máquina, quantidade de força consumida etc.). Em geral, identificam-se com os produtos e variam proporcionalmente à quantidade produzida. São aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados, porque há uma medida objetiva de seu consumo de fabricação.

É possível, então, afirmar-se que o material direto é um dos fatores principais na formação do custo do produto? Sim, caro(a) acadêmico(a)!

O material ou matéria-prima é o único elemento concreto que pode ser fisicamente reconhecido no produto acabado, uma vez que todos os demais custos (mão-de-obra direta e gastos indiretos) são alocados neste produto apenas como componentes financeiros.

Temos os seguintes exemplos: materiais diretos e mão-de-obra direta.

• Os Materiais diretos são compostos por matérias-primas, material de embalagem, componentes e outros materiais necessários à industrialização, ao acabamento e à apresentação final do produto acabado. Isto envolve todo o material necessário para que o produto fique pronto para ser comercializado pelo consumidor final.

• A Mão-de-obra direta é o trabalho dos funcionários aplicados diretamente na confecção do produto ou na prestação de serviços. O custo de mão-de-obra compõe-se dos salários, encargos sociais e provisões para férias e décimo terceiro.

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DICAS

Enquanto os custos fixos ou indiretos permanecem constantes, independente da quantidade produzida, os custos diretos ou variáveis têm relação direta com a produção, pois se não produzir nenhuma unidade o custo direto não existirá.

Custo Fixo: Existe, produzindo ou não.

Custo Variável: Existe proporcionalmente ao volume de produção.

Vamos verificar as principais características dos custos variáveis ou diretos?

2.1.1 Principais características dos Custos Variáveis ou Diretos

As principais características dos custos variáveis ou diretos em um processo industrial são as seguintes:

• Seu valor total varia na proporção direta do volume de produção. Se utilizar 100 gramas para cada unidade produzida, simulando com dez unidades em produção, o consumo será de 1.000 gramas ou um quilo de matéria-prima para esse produto.

• O valor é constante por unidade produzida independente da quantidade produzida. O custo de 100 unidades de peso (gramas ou quilos) para cada unidade produzida será sempre o mesmo por unidade, independente de quantas unidades forem produzidas. Exemplificando: Se um produto consome R$ 50,00 de matéria-prima para cada unidade de produção e a empresa produzir 100 unidades, o consumo total será de R$ 5.000,00, mas o custo por unidade de matéria-prima continuará em R$ 50,00.

• A alocação dos produtos ou centros de custos é normalmente feita de forma direta, sem necessidade de utilização de critérios de rateios. Continuando no exemplo do consumo da matéria-prima, o custo das 100 unidades de matéria- prima será sempre calculado como uma unidade por produto finalizado.

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DICAS

CUSTOS DIRETOS

São aqueles que podem ser diretamente apropriados aos produtos bastando existir uma medida de consumo (quilograma de materiais consumidos, embalagens utilizadas, horas de mão-de-obra utilizadas e até mesmo quantidade de energia elétrica consumida).

Podemos dizer também que são aqueles que se identificam e são apropriados diretamente ao produto e variam proporcionalmente à quantidade produzida, sendo possível conhecer exatamente quanto cada produto utiliza de custo, existindo uma medida de consumo.

2.2 DESPESAS VARIÁVEIS OU DIRETAS

É importante conhecer o que são as despesas variáveis ou diretas, apesar de não haver relação com o sistema de produção. As despesas variáveis ou diretas são aquelas que podem ser facilmente quantificadas (identificadas em valor) e apropriadas em relação às receitas de vendas dos produtos e/ou venda de prestação de serviços.

Em outras palavras, variam proporcionalmente ao volume das receitas.

Exemplo: impostos e comissões sobre as vendas, fretes e seguros.

As características são idênticas aos custos variáveis. O que muda é que seu valor não varia conforme a quantidade produzida e sim pela quantidade vendida. Se não houver faturamento, não haverá o gasto como os impostos e comissões sobre as vendas, mas, por outro lado, quanto mais a empresa faturar, mais paga em impostos e comissões sobre vendas.

2.3 CUSTOS FIXOS OU INDIRETOS

Os custos fixos ou indiretos são aqueles custos que permanecem constantes em determinada capacidade instalada de produção, independente do volume de produção. Consequentemente, não são identificados como custos de produção do período, mas como custos de um período de produção.

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UNI

O custo de um período de produção pode ser a depreciação de uma máquina industrial ou o salário da administração da fábrica. Isso quer dizer que esses dois tipos de custos existirão na empresa, havendo ou não produção durante o mesmo período. Por esse motivo, ele se chama fixo (sempre vai existir) e indireto (pois não é aplicado diretamente ao produto).

Como esse tipo de custo não é identificável ao produto, não há uma medida objetiva de consumo, havendo a necessidade de distribuir o custo através de rateio que é, na maioria das vezes, decisão arbitrária.

São exemplos de Custos Indiretos: o aluguel, o material de consumo geral da fábrica e o salário dos encarregados.

Conforme Crepaldi (1998, p. 59), os custos fixos ou indiretos “[...] são os que, para serem incorporados aos produtos, necessitam da utilização de algum critério de rateio”.

IMPORTANTE

O custo fixo ou indireto independe do volume de produção. Exemplo: o valor mensal do aluguel do prédio ou galpão da fábrica é o mesmo durante um período contratual, não importando se a empresa produzirá 1.000 ou 1.200 unidades/mês de determinado produto naquele local

Esses custos necessitam da utilização de algum critério de rateio ou distribuição para sua alocação aos produtos, pois não podem ser apropriados de forma direta nas unidades específicas, ordens de serviços ou produtos e serviços executados.

Caro(a) acadêmico(a), o custo indireto de fabricação – CIF - é todo o custo que não pode ser identificado facilmente com uma unidade de produto.

Um custo é considerado indireto quando não pode ser identificado diretamente aos seus portadores finais, isto é, aos objetivos que consomem os recursos ou às atividades que geraram esses custos. Geralmente, são comuns a dois ou mais objetos de custeio e são formados pelos seguintes elementos:

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Exemplo: Os materiais utilizados pela manutenção da fábrica, material de expediente, material de segurança e ferramentas de consumo.

b) Mão-de-obra indireta: é todo o trabalho realizado no setor de fabricação não pertinente especificamente a algum produto, compreendendo os trabalhos auxiliares ou de assessoramento em determinada produção. Pode-se dizer que a mão-de-obra indireta engloba, principalmente, trabalhos relacionados com o controle e o planejamento da produção, tais como aqueles desenvolvidos por apontadores, programadores, controladores, encarregados de produção, supervisores, almoxarifes, dentre outros.

c) Outros custos indiretos: são os demais gastos com itens que também participam do processo produtivo, mas não se identificam diretamente com o produto.

Exemplo: depreciação de equipamentos, seguros do prédio industrial, energia elétrica e aluguel.

DICAS

Rateio  Critério de rateio significa adotar uma forma de dividir esses custos fixos por quantidade de volume de produção, ou horas totais disponíveis dos funcionários contratados pela fábrica, ou peso total do volume de produção realizada, dentre outras formas possíveis.

Vamos verificar as principais características dos custos fixos ou indiretos?

2.3.1 Principais características dos Custos Fixos ou Indiretos

Vamos verificar as principais características dos custos fixos ou indiretos, que são as seguintes:

• O valor total permanece constante dentro de determinado intervalo de volume de produção. Se a produção for zero, o gasto existe. Se a produção for 1.000 unidades, o valor do gasto continuará sendo o mesmo.

• O valor por unidade produzida varia à medida da variação no volume de produção, por se tratar de um valor fixo total diluído por uma quantidade maior ou menor de produção. Supondo que os custos fixos ou indiretos totalizam R$

10.000,00 e em um determinado período, a empresa produz 1.000 unidades, o custo fixo ou indireto unitário será de R$ 10,00, mas se no próximo período a empresa produzir 900 unidades, o custo indireto unitário será de R$ 11,11. Em outras palavras, o valor do custo fixo ou indireto por unidade será maior ou menor conforme o volume de produção.

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• Sua alocação para os departamentos ou centros de custos necessita, na maioria das vezes, de critérios de rateios determinados pela administração. Essa alocação (critérios de rateio) pode ser efetuada de diversas formas. Vejamos dois exemplos: podemos dividir o valor da fatura da água pelo número de colaboradores e o valor da fatura da internet pode ser dividido pela quantidade de usuários. Esses critérios devem ser definidos pela administração e variam de uma empresa para outra, procurando-se utilizar o que melhor se adapta para a realidade da empresa.

DICAS

Uma característica que pode facilitar o trabalho de diferenciar os custos fixos ou indiretos dos custos variáveis ou diretos é a necessidade da empresa industrial de adotar qualquer forma de rateio dos produtos.

Bem, caro(a) acadêmico(a), aqui você estudou as principais características dos custos fixos ou indiretos. No próximo item, vamos conhecer as despesas fixas ou indiretas.

2.4 DESPESAS FIXAS OU INDIRETAS

É importante conhecermos o que são as despesas fixas ou indiretas, apesar de não haver relação com o sistema de produção, pois são aquelas despesas que permanecem constantes dentro de determinada faixa de atividades geradoras de receitas, independente do volume de vendas de produtos da empresa industrial.

São gastos que não podem ser identificados precisamente com as receitas geradas.

Geralmente são considerados como despesas do período e não são distribuídos por tipo de receita. Podemos citar como exemplo as despesas administrativas, as despesas financeiras e outras despesas, como imposto de renda, contribuição social, aluguéis, seguros, salários e encargos sociais, alimentação, transporte, telefone e internet.

As características das despesas fixas ou indiretas são semelhantes aos custos fixos ou indiretos. O que muda é que a base para análise é o faturamento e não a produção. A empresa precisa pagar o salário de um administrador ou de um supervisor financeiro se não tiver faturamento? Claro que sim! Não podemos deixar de pagar o seu salário, e se a empresa faturar o valor de R$ 1.000.000,00, o administrador ou o supervisor financeiro recebem o mesmo valor, portanto, trata-se de uma despesa indireta ou fixa.

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DICAS

As características das despesas fixas ou indiretas são semelhantes aos custos fixos ou indiretos. O que muda é que a base para análise é o faturamento e não a produção.

Bem, caro(a) acadêmico(a), finalizamos o Tópico 2. Vamos fazer um resumo do mesmo?

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RESUMO DO TÓPICO 2

Caro(a) acadêmico(a), chegamos ao final do Tópico 2, no qual estudamos os gastos (custos e despesas) e seus aspectos comportamentais, sendo possível compreender os seguintes assuntos:

• Os custos variáveis ou diretos são aqueles que mantêm uma relação direta com o volume de produção ou serviço.

• Os custos variáveis ou diretos são aqueles que podem ser quantificados e identificados aos produtos ou serviços e valorizados com relativa facilidade e, dessa forma, não necessitam de critérios de rateios para serem alocados aos produtos.

• São os custos diretos que têm relação direta aos produtos.

• Os materiais diretos são compostos por matérias-primas, material de embalagem, componentes e outros materiais necessários à produção, ao acabamento e à apresentação final do produto acabado, ou seja, todo material necessário para que o produto funcione.

• A mão-de-obra direta é o trabalho aplicado diretamente na confecção do produto, de suas partes ou seus componentes, ou na prestação de serviços.

• As despesas variáveis ou diretas são aquelas que podem ser facilmente quantificadas e apropriadas em relação às receitas de vendas e a prestação de serviços, ou seja, aquelas que variam proporcionalmente ao volume das receitas.

Exemplo: impostos, comissões, fretes e seguros.

• Os custos fixos ou indiretos são aqueles que permanecem constantes dentro de determinada capacidade instalada, independente do volume de produção.

Conseqüentemente, não são identificados como custos de produção do período, mas como custos de um período de produção.

• Os materiais indiretos são empregados nas atividades auxiliares da produção cuja pertinência ao produto inexiste ou é praticamente nula.

• A mão-de-obra indireta é todo o trabalho realizado no setor de fabricação não pertinente especificamente a nenhum produto. Exemplo: encarregado, supervisores e almoxarifes.

• As despesas fixas ou indiretas são aquelas despesas que permanecem constantes dentro de determinada faixa de atividades geradoras de receitas, independente

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Vamos, neste item, realizar uma autoavaliação referente ao Tópico 1.

Procure responder com suas palavras as questões abaixo. Não hesite, vá com calma. Sucesso para você!!!

1 Explique o que são os custos variáveis ou diretos.

2 Comente que tipo de custos tem relação direta com os produtos.

3 Fale sobre o único elemento concreto que pode ser fisicamente reconhecido no produto acabado.

4 Demonstre os demais custos que são alocados no produto apenas como componentes financeiros.

5 Mostre quais são os custos indiretos ou fixos.

6 Referente aos custos indiretos ou fixos apure o valor do custo do aluguel por unidade de produção, utilizando como critério de rateio, o volume de produção por período.

AUTOATIVIDADE

Valor do Aluguel Mensal: R$ 5.000,00 2500 4000 Produção do mês 1:

Produção do mês 1: peças (em unidades).

peças (em unidades).

Valor do Custo Fixo mês 1:

Valor do Custo Fixo mês 2:

valor por unidade.

valor por unidade

7 De acordo com o resultado apurado na questão 6, se os custos fixos não se alteram durante o exercício social (ano) da empresa, mas houver oscilação no volume de produção física, os valores dos custos fixos unitários tendem a:

8 Evidencie em qual atividade (quais atividades) local (locais) da empresa, pode (podem) ser aplicado (aplicados) material (materiais) indireto (indiretos) nas atividades auxiliares da produção.

9 Explique o que são as despesas fixas ou indiretas.

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TÓPICO 3

MÉTODOS DE CUSTEIO

UNIDADE 1

1 INTRODUÇÃO

Caro(a) acadêmico(a), neste tópico conheceremos quais são os sistemas de custeio existentes. Sabe-se que cada país possui o seu sistema de custeio com base em critérios legais próprios existentes. No Brasil, é aceito apenas o sistema de custeio por absorção.

Um sistema de custeio estabelece critérios para que, de acordo com o sistema adotado, determinados gastos possam ou não fazer parte dos custos de produção. Assim, é preciso que o gestor interessado nas informações fornecidas pela Contabilidade de Custos considere qual é o sistema de custeio adotado pela empresa e quais os efeitos sobre a composição dos custos de produção. E, principalmente, obedecer aos critérios legais para o cumprimento fiscal.

IMPORTANTE

Então, CUSTEIO significa método de aplicação dos custos.

O autor Martins (2000, p. 41) destaca os custeios mais difundidos na literatura especializada, que são os seguintes: “[...] Custeio por Absorção, Custeio Direto, Custeio Padrão, ABC, RKW etc”.

Embora existam outros, neste caderno de estudos, abordaremos especificamente dois tipos de sistemas de custeio, que são os dois modelos principais utilizados no mercado brasileiro: o Sistema de Custeio Direto e o Sistema de Custeio por Absorção.

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IMPORTANTE

O sistema de custeio direto é utilizado apenas para fins gerenciais como o cálculo do ponto de equilíbrio (este tipo de cálculo será estudado na Unidade 3 deste caderno de estudos).

O sistema de custeio por absorção é o que as empresas estabelecidas em território brasileiro precisam utilizar para cumprir as normas legais.

Vamos a busca desse conhecimento!

2 MÉTODO DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO

Veja a seguir os aspectos conceituais, a metodologia de apresentação do sistema de custeio por absorção e as formas de apropriação dos custos por absorção.

2.1 ASPECTOS CONCEITUAIS

Caro(a) acadêmico(a), iniciaremos pelo sistema de custeio por absorção que possui uma sistemática diferente do sistema de custeio variável ou direto para a apuração dos custos. Vamos analisar suas particularidades.

O sistema de custeio por absorção pressupõe que tanto os custos diretos utilizados no processo industrial de produção como os custos e as despesas indiretas ou fixas, também utilizadas no processo de produção, são incluídos nos estoques e nos custos dos produtos vendidos.

Este sistema considera que quando a empresa opera no volume normal de produção os custos indiretos de produção são considerados como custeio do produto.

Para Martins (1988, p. 41), “[...] o custeio por absorção consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os de produção; todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são distribuídos para todos os produtos feitos”. Mas vamos buscar a contribuição de outros autores.

Para Beulke e Berto (2005, p. 32). “[...] esse sistema de custeio se caracteriza pela apropriação de todos os custos aos produtos (tanto variáveis como fixos, ou então tanto diretos como indiretos)”.

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DICAS

Entende-se que o Sistema de Custeio por Absorção é a apropriação dos produtos elaborados pela empresa, incluindo todos os custos envolvidos no processo de fabricação, quer estejam diretamente vinculados ao produto, quer se refiram à tarefa de produção em geral, e somente podem ser destinados aos bens fabricados indiretamente, isto é, mediante rateio.

Vejamos, Caro(a) acadêmico(a)! No sistema de custeio por absorção, é como se a empresa estivesse separada em duas partes: a fábrica e a atividade comercial; é como se a atividade comercial vendesse os produtos que a fábrica produz por um determinado valor que cobrisse tudo o que ela tenha gasto para produzi-los.

A totalidade desses custos é atribuída a todos os produtos e só será deslocado para despesas, afetando o resultado do período quando forem vendidos, ou seja, no CPV - Custos dos Produtos Vendidos. Assim, podemos separar o que são custos e despesas na empresa industrial.

Conforme Megliorini (2001), todos os custos fixos ou variáveis são absorvidos pelos produtos. O procedimento é fazer com que cada produto ou produção (ou serviço) absorva parcela dos custos diretos e indiretos relacionados à fabricação.

Este método é proveniente de um sistema desenvolvido na Alemanha, no início do século XX, conhecido por RKW (Reichskuratorium für Wirtschaftlichtkeit).

Todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são rateados entre todos os produtos acabados.

IMPORTANTE

Não vamos aprofundar o sistema RKW neste caderno de estudos, mas é relevante saber que existe uma relação entre o custeio por absorção e o RKW em relação à absorção dos gastos de produção indiretos aos produtos.

O ponto mais importante no sistema de custeio por absorção diz respeito aos custos fixos, visto que estes não sofrem variação em razão do volume da produção, como vimos no Tópico 2, item 2.3. No período de um mês (30 dias), os gastos fixos serão os mesmos, independente do volume de produção realizado.

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• Depreciação das máquinas e equipamentos: é o mesmo valor identificado para cada mês em cada tipo de equipamento, pois mesmo que essas máquinas e equipamentos não sejam utilizados em um determinado período, sofrerão o desgaste tecnológico.

• Aluguel de prédio ou galpão: o valor do aluguel é determinado por contrato, e é pago por valor fixo em um período, geralmente de 30 dias.

• Salário da supervisão da fábrica: o salário mensal que o supervisor da fábrica recebe não modifica em função do volume de produção.

Mas como proceder com esses custos fixos para serem identificados aos produtos?

DICAS

Para os Custos Fixos serem identificados aos produtos deverão ser rateados.

Para Megliorini (2001), a dificuldade para alocar custos indiretos está na definição da base de rateio utilizada, pois é uma tarefa que envolve aspectos subjetivos e arbitrários. Se o critério adotado não for bem consistente, o resultado de custos será prejudicado e o gestor terá dificuldades com o recebimento de informações gerenciais importantes para tomadas de decisão.

Como pode ser efetivado o rateio dos custos indiretos aos produtos? O rateio pode ser realizado com base em:

• horas de produção;

• quantidade de produção em peças;

• quantidade de produção consumida de matéria-prima;

• área útil da fábrica.

Além desses critérios de rateio acima mencionados, podem ser utilizados outros de acordo com as necessidades da empresa.

O custo de fabricação de um produto pode variar de acordo com o critério de rateio adotado pela empresa para apropriação dos custos fixos. A consequência é a variação do resultado apurado na venda de um produto.

Diferentes critérios de rateio apresentam diferentes bases para apuração dos custos e, assim, a apuração dos resultados dos períodos na empresa também se altera.

Para Crepaldi (1998, p. 83):

(39)

O Custeio por Absorção ou Custeio Pleno consiste na apropriação de todos os custos (sejam eles fixos ou variáveis) à produção do período.

Os gastos não fabris (despesas) são excluídos. É o método derivado da aplicação dos princípios fundamentais de contabilidade e é, no Brasil, adotado pela legislação comercial e pela legislação fiscal.

Este é o método adotado pela contabilidade financeira e aceito pela legislação vigente no país, pois existe a valorização dos estoques para fins de balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício. Por intermédio deste método, todos os custos de fabricação, independente de serem fixos, variáveis, diretos ou indiretos, são absorvidos/identificados aos produtos e considerados nos valores dos estoques. São os chamados custos totais do produto.

Apenas os gastos que não são específicos da produção, isto é, que não estão ligados à fabricação como os administrativos, os financeiros e as vendas, não são absorvidos pelos produtos. São chamados de despesas do período. A sua função é relacionada ao tempo, ou seja, o período necessário para a produção e não com a fabricação dos produtos.

Existem três componentes utilizados no custo de fabricação, que são os seguintes: os materiais diretos, a mão-de-obra direta e os custos indiretos de fabricação.

Nos materiais diretos e na mão-de-obra direta atribui-se o valor diretamente ao produto por ser de fácil identificação, enquanto os custos indiretos de fabricação são alocados por critérios de rateio. Mas o que vem a ser RATEIO?

DICAS

Rateio significa dividir ou distribuir os custos de acordo com algum critério que pode ser por número total de unidades produzidas ou número total de horas de produção, dentre outras formas.

Veja a seguinte suposição:

• Valor dos Custos Diretos de Produção (por unidade) = R$ 60,00

• Valor dos Custos Indiretos de Produção (totais do período) = R$ 230.000,00

• Volume de produção (em unidades) = 20.000 unidades

• Rateio dos Custos Indiretos de Produção (pelo volume de produção) = R$

230.000,00/20.000 unidades = R$ 11,50 por unidade (Custos Indiretos).

• Valor do Custo Final do Produto = R$ 60,00 + R$ 11,50 = R$ 71,50.

(40)

Vejamos a seguinte suposição com a mesma base de dados (os mesmos valores), porém com o critério de rateio dos Custos Indiretos estabelecidos em horas totais disponíveis de produção que, neste caso, podemos supor que tenham sido de 15.000 horas. Foram utilizadas 15.000 horas para produzir 20.000 unidades de produtos.

O valor apurado será o seguinte:

• Valor dos Custos Diretos de Produção (por unidade) = R$ 60,00

• Valor dos Custos Indiretos de Produção (totais do período) = R$ 230.000,00

• Volume de produção (em horas) = 15.000 horas

• Rateio dos Custos Indiretos de Produção (pelo montante de horas) = R$

230.000,00/15.000 horas = R$ 15,33 por unidade (Custos Indiretos).

• Valor do Custo Final do Produto = R$ 60,00 + R$ 15,33 = R$ 75,33.

Percebeu a diferença?

IMPORTANTE

Diferentes critérios de rateio permitem identificar e apurar diferentes valores de custos dos produtos.

Situação 1 = Custo de R$ 71,50.

Situação 2 = Custo de R$ 75,33.

Caro(a) acadêmico(a), você poderia até pensar que o critério de rateio é subjetivo, pois os resultados são diferentes, uma vez que um volume maior de custos fixos (indiretos) podem ser alocados de um produto para outro em um determinado critério e no outro isto não acontecer.

Sim!!! Isso mesmo.

E esse critério de rateio é realizado de acordo com a experiência e habilidade que o contador tem para desempenhar essa função e tomar a decisão mais adequada.

Por isso, deve-se ter o cuidado com a aplicação do critério de rateio de custos, identificando a melhor forma de rateio da produção.

Conforme Leone (2000, p. 326), “[...] todos os custos e despesas de fabricação, não importa se fixos ou variáveis, são carregados ao custo da produção”.

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IMPORTANTE

No custeio por absorção, é como se a empresa estivesse separada em duas partes: a fábrica e a atividade comercial; é como se a atividade comercial adquirisse da fábrica os produtos por um determinado valor que cobrisse tudo o que ela tenha gasto para produzi-los. A totalidade desses custos é atribuída a todos os produtos e só será deslocado para despesas, afetando o resultado do período, quando forem vendidos.

A seguir, vamos identificar a metodologia do sistema de custeio por absorção e suas formas para apropriação dos custos aos resultados da empresa.

2.2 METODOLOGIA DE APRESENTAÇÃO DO SISTEMA DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO

Caro(a) acadêmico(a)! Bem vindo a este item de estudos! Se você chegou com facilidade até este ponto, significa que podemos apresentar a metodologia da apropriação dos custos diretos e indiretos para o estoque de produtos prontos da empresa, e reconhecer o seu impacto no resultado da empresa na Demonstração do Resultado do Exercício – DRE.

Observe na figura a seguir como os custos dos produtos e os gastos fixos e variáveis são apresentados:

(42)

FLUXOGRAMA DO SISTEMA DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO Matéria - prima,

M.O Direta, Energia (parte) VARIÁVEIS

Produção em Andamento

Despesas do Período

RESULTADO VENDAS (-) C.P.V.

= RESULT. BRUTO (-) DESP. ADM.

(-) DESP. VENDAS

= RESUL. LIQUIDO Estoque de

Produtos Acabados M.O Indireta,

depreciação, aluguel, Energia (parte)

FIXOS

Despesas Administrativas FIXAS

Custos Produtos

PELAVENDA

Despesas de Vendas VARIÁVEIS

Despesas de Vendas FIXAS

FIGURA 3 - FLUXOGRAMA DO CUSTEIO POR ABSORÇÃO.

FONTE: Autor

De acordo com o sistema de custeio por absorção, a demonstração de resultado da empresa se apresenta da seguinte forma:

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO

 + Receita de Vendas

 ( - ) Custo do Produto Vendido

 = RESULTADO BRUTO

 ( - ) Custo Fixo de Produção

 ( - ) Despesas Administrativas

 ( - ) Despesas de Vendas

 = RESULTADO DO PERÍODO

Referências

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