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CAP INF DOUGLAS SILVA OLIVEIRA LEAL

Rio de Janeiro 2019

ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS

A NECESSIDADE DA CRIAÇÃO DE UM ESTÁGIO DE SALTO LIVRE OPERACIONAL A GRANDE ALTITUDE PARA O EFETIVO DAS FA (PADRONIZAÇÃO, FORMAÇÃO DOS PILOTOS, TRIPULANTES, MÉDICOS E

SALTADORES)

A CONSOLIDAÇÃO DA DOUTRINA DE SALTO LIVRE OPERACIONAL A GRAN- DE ALTITUDE NAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS

(2)

CAP INF DOUGLAS SILVA OLIVEIRA LEAL

Trabalho acadêmico apresentado à Esco- la de Aperfeiçoamento de Oficiais, como requisito para especialização em Ciências Militares com ênfase em Gestão Opera- cional.

Rio de Janeiro 2019

A NECESSIDADE DA CRIAÇÃO DE UM ESTÁGIO DE SALTO LIVRE OPERACIONAL A GRANDE ALTITUDE PARA O EFETIVO DAS FA (PADRONIZAÇÃO, FORMAÇÃO DOS PILOTOS, TRIPULANTES, MÉDICOS E

SALTADORES)

A CONSOLIDAÇÃO DA DOUTRINA DE SALTO LIVRE OPERACIONAL A GRAN- DE ALTITUDE NAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS

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DECEx - DESMil

ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS (EsAO/1919)

_____________________________________________

DIVISÃO DE ENSINO / SEÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO FOLHA DE APROVAÇÃO

Trabalho acadêmico apresentado à Es- cola de Aperfeiçoamento de Oficiais, como requisito para especialização em Ciências Militares com ênfase em Ges- tão Operacional, pós graduação uni- versitária lato sensu.

BANCA EXAMINADORA Autor: Cap Inf DOUGLAS SILVA OLIVEIRA LEAL

Título: A NECESSIDADE DA CRIAÇÃO DE UM ESTÁGIO DE SALTO LIVRE OPERACIONAL A GRANDE ALTITUDE PARA O EFETIVO DAS FA (PADRONIZAÇÃO, FORMAÇÃO DOS PILOTOS, TRIPULANTES, MÉDICOS E SALTADORES)

A CONSOLIDAÇÃO DA DOUTRINA DE SALTO LIVRE OPERACIONAL A GRANDE ALTI- TUDE NAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS

APROVADO EM ___________/___________/___________ CONCEITO: __________

Membro Menção Atribuída

JOBEL SANSEVERINO JUNIOR - Maj Cmt C Inf e Presidente da Comissão

SAUL ISAÍAS DA ROSA - Maj 1º Membro

THIAGO DE PAULA SOTTE - Cap 2º Membro e Orientador

___________________________________

DOUGLAS SILVA OLIVEIRA LEAL - Cap Aluno

(4)

SALTADORES)

A CONSOLIDAÇÃO DA DOUTRINA DE SALTO LIVRE OPERACIONAL A GRANDE ALTITUDE NAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS

Douglas Silva Oliveira Leal 1 Thiago de Paula Sotte 2 RESUMO

O Salto Livre Operacional (SLOp) é uma atividade destacada dentre as forças armadas do mundo, pois é um meio dissimulado de inserir uma tropa com características especiais no Teatro de Operações. A dissimulação se dá pela utilização de rotas de voos comerciais, não expondo o meio aéreo ao alcance de artilharia antiaérea, e sem a necessidade de passar sobre a área desejada, devido ao alcance proporcionado pelos paraquedas. Com este dado, alguns países como Estados Unidos da América, Espanha e Portugal tem um módulo espe- cífico para a formação militar neste meio de infiltração. No Brasil, as tropas especiais ado- tam o SLOp como uma forma de infiltração de seus destacamentos operacionais, porém, por não haver uma formação específica neste assunto, há pequenas diferenças na exe- cução entre as Forças. Isso dificulta o adestramento conjunto, em especial pela incompatibi- lidade de material e procedimentos à bordo da aeronave. O presente artigo busca oferecer uma padronização de procedimentos que, a médio prazo, poderá ajudar a estabelecer pa- dronizações quanto aos procedimentos, emprego de material e planejamento. Isso poderá aumentar a segurança na execução da atividade e economizar meios/horas de voo.

Palavras chave: Salto Livre Operacional. Padronização. Procedimentos. Economia. Segu- rança.

RESUMEN

El Salto Operacional Libre (SLOp) es una actividad prominente entre las fuerzas armadas del mundo, ya que es un medio disfrazado para insertar una tropa con características espe- ciales en el teatro de operaciones. La ocultación se produce mediante el uso de rutas de vuelo comerciales, sin exponer el entorno aéreo al alcance de la artillería antiaérea, y sin tener que pasar sobre el área deseada debido al alcance proporcionado por los paracaídas.

Con estos datos, algunos países como Estados Unidos de América, España y Portugal tie- nen un módulo específico para la formación militar en este medio de infiltración. En el Brasil, las tropas especiales adoptan el SLOp como una forma de infiltrarse en sus destacamentos operativos, pero debido a que no existe un entrenamiento específico en este asunto, existen ligeras diferencias en la ejecución entre las Fuerzas. Esto dificulta el entrenamiento conjun- to, especialmente debido a materiales y procedimientos incompatibles a bordo de la aerona- ve. Este documento tiene como objetivo proporcionar una estandarización de los procedi- mientos que, en el mediano plazo, pueden ayudar a establecer la estandarización de los procedimientos, el uso de materiales y la planificación. Esto puede aumentar la seguridad en la realización de la actividad y ahorrar medios / horas de vuelo.

Palabras clave: Salto Libre Operacional. Estandarización. Procedimientos. Economía. Se- guridad.


Capitão da Arma de Infantaria. Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das

1

Agulhas Negras (AMAN) em 2008.

Capitão da Arma de Infantaria. Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das

2

Agulhas Negras (AMAN) em 2007. Mestre em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoa- mento de Oficiais (EsAO) em 2017.

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1 INTRODUÇÃO

As operações aeroterrestres destacam-se por oferecerem às Força Armadas (FA) uma grande flexibilidade no combate, sendo um "fator dissuasório relevante no campo estratégico, devido à sua mobilidade e ao seu curto prazo de desdobramento com tropas paraquedistas", que podem ser empregadas conforme o alcance de um avião para intervir no nível operacional e tático do combate. (BRASIL, 2017)

De maneira geral, uma Operação Aeroterrestre está relacionada com o mo- vimento aéreo e a introdução de forças de combate, com seus respectivos apoios, por meio do pouso das aeronaves ou por meio de lançamento aéreo com paraque- das, em uma determinada área, visando à execução de uma ação de natureza tática ou estratégica para emprego imediatamente após a chegada ao destino (BRASIL, 2014).

Neste ínterim, uma Operação Aeroterrestre é desencadeada normalmente no bojo das operações ofensivas e como uma operação complementar, possuindo peculiaridades que devem ser consideradas para a sua realiza- ção: condições técnicas necessárias para seu desencadeamento, o concei- to de emprego, as múltiplas finalidades, a composição dos meios a empre- gar, o planejamento e a execução. (BRASIL, 2017)

Considerada a evolução doutrinária do emprego do binômio avião/paraque- das, o processo de lançamento livre é todo lançamento de pessoal executado acima de 2.200 pés de altura, em relação ao nível da área onde será executada o pouso, Zona de Lançamento. No meio militar, empregado apenas em instrução e treinamen- to básico para adestramento da tropa paraquedista (BRASIL, 2014).

Na FAB, o SLOp é muito mais do que o equipamento utilizado (inclusive pa- raquedas) e o armamento conduzido, o SLOp se caracteriza pela finalidade, pois será sempre com uma finalidade tática, e pela maneira como é executado, sendo assim definido:

A Força Aérea Brasileira define o Salto Livre Operacional (SLOp) de aero- nave militar onde o paraquedista se utiliza de paraquedas comandado. É realizado por tropas especiais que objetivam realizar uma infiltração com a maior furtividade possível (BRASIL, 2014).

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Neste contexto, os paraquedistas podem-se valer da técnica de SLOp, não para inserir grandes massas de paraquedistas no teatro de operações, como em uma operação de assalto aeroterrestre, através do salto semiautomático, mas como meio de infiltrar pequenos efetivos de elementos de operações especiais, buscando o máximo de sigilo na infiltração.

Nos últimos cinco anos, as FA do país participaram de eventos cujo tema central era a atividade de SLOp, com foco nos saltos acima da FL120 (flight level 12.000 ft). Algumas dessas atividades foram internas, em conjunto as três FA, e ou- tras em intercâmbio com países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Nestas ocasiões de grande valia, pôde ser observado que em outros países existem uma formação do saltador livre operacional a grande altitude, onde todo o conhecimento necessário para a execução desta atividade é transmitido ao militar durante o curso, seja ele em módulos ou completos.

Diferentemente de outros países, no Brasil existem três Estágios de Salto Livre: dois no Exército e um na Marinha. No entretanto, em nenhum deles o militar forma-se com o conhecimento necessário para a condução do SLOp a grande altitu- de, atividade que contém grande risco de morte, mesmo antes da saída da aerona- ve, visto que a exposição a alturas acima de 12.000 ft podem causar doenças des- compressivas.

As Unidades das FA que realizam este tipo de atividade possuem procedi- mentos diferentes, todos derivados das práticas adotadas por experimentação. Isso dificulta o adestramento conjunto. Além disso, os materiais são incompatíveis, o que encarece a manutenção e/ou reposição de peças do material.

1.1 PROBLEMA

Da necessidade de realizar a elaboração de uma doutrina comum às FA, vi- sando a criação de um Estágio SLOp a Grande Altitude ou aperfeiçoamento dos Es- tágios já existentes, pode-se considerar o seguinte problema:

A padronização dos meios e procedimentos para a execução do SLOp à Grande Altitude poderia ser feita por meio da criação de um Estágio de Salto Livre Operacional a Grande Altitude no âmbito das Forças Armadas?

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1.2 OBJETIVOS

Do exposto e para fins de direcionar a metodologia do trabalho, foram apre- sentados o objetivo geral e os objetivos específicos deste estudo, como se segue.

1.2.1 Objetivo Geral

Examinar se a padronização dos meios e procedimentos para a execução do SLOp à Grande Altitude poderia ser feita por meio da criação de um Estágio de Salto Livre Operacional a Grande Altitude no âmbito das Forças Armadas.

1.2.2 Objetivos Específicos

De modo a viabilizar a consecução do objetivo geral de estudo, foram formu- lados os objetivos específicos, abaixo relacionados, que permitiram o encadeamento lógico do raciocínio descritivo apresentado neste estudo:

a. Descrever o salto livre operacional a grande altitude;

b. Citar os processos de salto livre operacional a grande altitude (HAHO/

HALO);

c. Descrever as capacidades e limitações do salto livre operacional a grande altitude, no tocante a material e quantidade de adestramentos desta natureza;

d. Enunciar os procedimentos não padronizados nas FA para a prática do SLOp;

e. Apresentar uma proposta de instruções para a formação do Saltador Livre Operacional; e

f. Apresentar um modelo de Plano de Adestramento (Normas Gerais de Ação para o Salto Livre Operacional).

1.3 JUSTIFICATIVAS E CONTRIBUIÇÕES

O salto livre operacional será particularmente indicado quando "não houver possibilidade de lançamento semiautomático, quando a aterragem com um maior grau de precisão for impositiva ou quando a reorganização imediata da equipe for

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impositiva" (BRASIL, 2016). Porém, atualmente as Forças Armadas Brasileiras não possuem uma Doutrina fixa em relação a formação e adestramento dos militares ha- bilitados para realizar este tipo de atividade.

Desta maneira, fica impossibilitado o adestramento conjunto das Forças, pois as diferenças estendem-se desde pequenos procedimentos à aquisições de materiais específicos para a prática dos quais pode-se destacar:

Primeiro, por se tratar de uma atividade de alto risco. Uma vez que acima de 12.000ft ocorre uma "escassez" de oxigênio, se o saltador não for suprido por equi- pamento portátil de oxigênio, ele poderá vir a óbito ainda a bordo da aeronave.

Segundo, pelo alto custo para se manter adestrada uma equipe. Agravada se, por falta ou incompatibilidade material, não for possível aproveitar a máxima ca- pacidade da aeronave, com maior número possível de saltadores por decolagem.

Como consequências, destacam-se a necessidade de uma maior quantida- de horas de voo para os adestramentos, mesmo possuindo um efetivo reduzido de praticantes, o encarecimento na aquisição de material e peças de reposição, além da manutenção dos mesmos.

O adestramento conjunto das três Forças, sempre que possível, seria uma maneira de otimizar gastos e diminuir a probabilidade de riscos de acidentes, mes- mo que inicialmente com materiais incompatíveis, diminuindo o esforço aéreo.

Este estudo cresce de importância, pois busca aproximar as melhores práti- cas adquiridas pelas OM com capacidade de realizar o SLOp à Grande Altitude, de maneira a normatizar os procedimentos, seja pela proposta de uma padronização para os militares habilitados ou pela adoção de um Estágio, que padroniza o empre- go do material e os procedimentos, buscando a eficiência quanto ao uso da técnica do SLOp, para futuros operadores.

2 METODOLOGIA

A pesquisa é do tipo aplicada e possui, quanto à natureza, traços quantitati- vos e qualitativos que permitiram um estudo estatístico corroborado por um conjunto de opniões, da amostra de estudo, no que tange às variáveis de estudo. Em relação ao objetivo principal, será empregada uma pesquisa do tipo exploratória, uma vez que a doutrina sobre o Salto Livre Operacional a Grande Altitude ainda não está

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consolidada no Brasil, consultando principalmente manuais estrangeiros. Serão apresentadas sugestões acerca do assunto, mas vale ressaltar que outros aspectos devem ser discutidos.

Cabe ressaltar que devido a doutrina de salto livre operacional no Brasil não estar consolidada, este trabalho será baseado nas Normas Gerais de Ação de Salto Livre Operacional (NGA SLOp) da Companhia de Precursores Pára-quedista (Cia Prec Pqdt). Esta NGA está baseada no manual norte americano Military Free-Fall Operation Special Forces, dos EUA, que por sua vez possui uma doutrina consoli- dada. Serão levados em consideração, também, os relatórios de missões de inter- cambio de SLOp.

Esta pesquisa irá contemplar uma análise sobre as capacidades de pessoal e material, buscando uma formação comum a todos os envolvidos na atividade de HAHO/HALO, de forma que o final desejado seja um ponto comum que facilite o emprego do meio aéreo da FAB, independente com qual fração das FA esteja. Da mesma forma, possibilitar o Adestramento conjunto, otimizando o meio e aumentan- do a capacidade de nossas FA.

2.1 REVISÃO DE LITERATURA

Além de uma pesquisa bibliográfica em diversas literaturas, principalmente em manuais estrangeiros, relatórios de intercâmbio com tropas que possuem doutri- na formada, Normas Gerais de Ação das Unidades que praticam a atividade de Salto Livre Operacional a Grande Altitude no Brasil, da documentação constante na Seção de Ensino III, do Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil (Curso de Salto Livre), manuais de Campanha e Técnicos da Força Aérea Brasileira, serão rea- lizados ainda, entrevistas com especialistas sobre o assunto.

Nas citadas pesquisas, foram buscadas referências da prática do SLOp por tropas de operações especiais, com especial atenção para a execução do salto. Por- tanto, não foi dado o real valor para itens importantes, como o planejamento por exemplo, por não ser o foco deste estudo.

Nas entrevistas, buscou-se focar na formação do saltador livre operacional, ressaltando o tempo necessário para a formação. Porém, foi dado atenção a exe- cução do SLOp Gr Alt, como forma de atingir o ápice da formação do saltador livre operacional.

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2.2 INSTRUMENTOS

Para a realização da pesquisa qualitativa para abordar o problema em ques- tão, serão levados em consideração os dados obtidos por meio de questionários que expressarão a percepção dos especialistas (militares da Companhia de Precursores Pára-quedista, do Batalhão de Forças Especiais, do Curso de Salto Livre e médicos do Destacamentos de Saúde Pára-quedista do Exército Brasileiro; militares do Gru- pamento de Mergulhadores de Combate e do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais - Batalhão TONELEIRO, da Marinha do Brasil; militares da Unida- de Aérea de Salvamento - Pára SAR e pilotos, tripulações e médicos das Unidades Aéreas da Força Aérea Brasileira), buscando opniões sobre a capacidade para a realização desta atividade quanto à procedimentos.

Os instrumentos utilizados para o presente estudo serão os questionários enviados a militares especializados em SLOp HAHO / HALO das Unidades Especia- lizadas e entrevistas realizadas com militares das Unidades especializadas das FA, como especificado abaixo:

2.2.1 Entrevistas

Com a finalidade de ampliar o conhecimento teórico e identificar experiên- cias relevantes, foram realizadas entrevistas exploratórias com 24 militares especia- listas no emprego da técnica de SLOp.

2.2.2 Grupo Focal

Militares da Companhia de Precursores Pára-quedista, do Batalhão de Fo- rças Especiais, do Curso de Salto Livre e médicos do Destacamentos de Saúde Pára-quedista do Exército Brasileiro; militares do Grupamento de Mergulhadores de Combate e do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais - Batalhão TONELEIRO, da Marinha do Brasil; militares da Unidade Aérea de Salvamento - Pára SAR, da Força Aérea Brasileira

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3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Este capítulo é dedicado à apresentação dos resultados obtidos, sua análise e a discussão em torno do objeto formal de estudo: A NECESSIDADE DE CRIAÇÃO DE UM ESTÁGIO DE SALTO LIVRE OPERACIONAL A GRANDE ALTITUDE NAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS.

3.1 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

3.1.1 O salto livre operacional à grande altitude

Dentre alguns aspectos para a classificação desta técnica, o SLOp pode ser classificado de acordo com sua altitude como de baixa altitude (até 5000 pés ou ft), de média altitude (de 5000 a 12000 ft), e a grande altitude (acima de 12000 ft) (Nota de aula CSL EMSL p. 4-28), sendo este último o foco de estudo deste artigo.

Dentro da doutrina de SLOp, o salto a grande altitude pode ser executado com infiltração velame aberto, quando o comandamento do paraquedas se faz tam- bém a grande altitude, chamado de Higth Altitude Higth Open (HAHO), ou com que- da livre e comandamento baixo, chamado de Higth Altitude Low Open (HALO) (EUA, 1990. p. I-6). De modo geral, podemos diferenciar o SLOp do Salto Livre como ex- posto na tabela a seguir:

Quadro 1 - Diferença entre lançamentos Fonte: NGA SLOp Cia Prec Pqdt

(12)

A que se acrescentar que, neste tipo de operação, além do material neces- sário para a missão tática a ser executada, todos os envolvidos deverão possuir um suporte de oxigênio a bordo da aeronave e, no caso dos saltadores, outro para o uso após a saída da aeronave. Isso implica em uma necessidade a mais de treinamento e preparação específicas para esta atividade, como por exemplo: as instruções de preparação para fisiologia de voo, módulo paraquedista , ministradas pelo Instituto 1 de Medicina Aeroespacial (IMAE), da Força Aérea Brasileira.

Neste sentido, a experiência dos militares envolvidos é fundamental em to- dos os processos de desenvolvimento do salto, que vai desde a preparação do ma- terial, passando pela fase de planejamento e ensaios, a preparação da aeronave, o embarque na aeronave, até a subida da altitude de lançamento (flight level - FL) pre- vista para o salto. Isto envolve mais do que somente a equipe de saltadores, pois neste processo os pilotos, a tripulação, os médicos de bordo, o mestre de oxigênio e seu auxiliar deverão estar tão preparados e familiarizados aos procedimentos quanto os militares que irão abandonar a aeronave.

3.1.2 O emprego tático do salto livre operacional à grande altitude

As técnicas de combate encaram o tempo todo novos desafios e complexi- dades. O Manual de Operações EB20-MF-10.103, DOUTRINA MILITAR TERRES- TRE, traz as seguintes considerações:

As operações terrestres desencadeadas nos ambientes operacionais con- temporâneos se caracterizam por serem realizadas, normalmente, em cam- pos de batalha não lineares, pela ênfase na destruição da força inimiga em detrimento da conquista do terreno, por serem executadas em profundida- de, com velocidade e de forma continuada, priorizando as manobras envol- ventes e desbordantes contra os flancos ou retaguarda do inimigo, possibili- tando o surgimento de oportunidades para o emprego de unidades leves e versáteis. (BRASIL, 2014)

Instrução destinada a transmitir informações sobre as causas das doenças descompressivas e suas

1

consequências.

(13)

Nesta concepção, se aplica o emprego de tropas paraquedistas que por sua mobilidade estratégica que o alcance dos aviões e o desembarque com uso de pa- raquedas lhe conferem, constitui-se em tropa de pronta resposta por excelência, ca- paz de ser lançada em curto prazo em qualquer Área de Operações; Isso define, na essência, sua grande missão precípua.

Nesta mesma linha de raciocínio, o SLOp é um dos meios mais eficazes de se infiltrar uma tropa de pequeno valor, utilizando-se um meio dissimulado, pois po- dem ser utilizadas rotas de voos comerciais, e com alcance em profundidade, sem a necessidade de se passar sobre a área desejada. Desta maneira, o emprego do HAHO/HALO será a forma de infiltração mais eficaz e sigilosa. (BRASIL, 2017, Não publicado).

3.1.3 A formação do saltador livre operacional

A formação do saltador livre militar deve atender uma premissa básica, a de que ao final do curso, ele deve ser empregado em uma operação militar. Diferente- mente disto, atualmente nas Forças Armadas, a formação do saltador livre militar ocorre em dois sistemas distintos:

Um por meio de dois estágios, ambos no Exército (um básico e um avança- do, no Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil), onde o saltador tem a instrução teórica e prática para ser um saltador livre. Porém, se comparado à formação do curso básico paraquedista, onde o militar concludente está apto para ser empregado em um Assalto Aeroterrestre , pode-se concluir que o saltador livre 1 não é formado por completo para o seu possível emprego, pois não estará pronto para o emprego.

O outro por meio da Marinha do Brasil (no Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais - Batalhão TONELEIRO). Neste foi observado que, através de opniões de militares especializados, é dado uma maior ênfase na formação de cará- ter militar do saltador livre, porém sem que os mesmos atinjam um nível adequado para o emprego. Isso decorre das especificidades do Salto Livre, onde demanda

Assalto Aeroterrestre - fase de uma operação aeroterrestre, durante a qual as unidades

1

aeroterrestres são lançadas ou aterram sob controle descentralizado para conquistar obje- tivos iniciais, interditar áreas e preparar o desembarque subsequente de outros elementos.

(BRASIL, 2003)

(14)

uma maior aptidão e controle do militar para que o mesmo consiga, em segurança, compor uma equipe para uma infiltração.

Como forma de completar a formação do saltador, e para atender as neces- sidades de segurança e operacionalidade que se exigem na pratica do SLOp, as tropas brasileiras adotam Normas Gerais de Ação ou Programas de Treinamento.

Nestes, fazem constar um plano de adestramento, contendo um plano de carreira para que o militar possa atingir NÍVEIS OPERACIONAIS (NOp), como por exemplo, o adotado pela Companhia de Precursores Pára-quedista, a saber:

(1) NOp 1 > É o saltador possuidor do Estágio Básico de Salto Livre ou Treinamento Específico de SLOp enquadrado na categoria “A”. Deverá rea- lizar após a conclusão do curso, aproximadamente 5 saltos realizando os seguintes trabalhos todos ainda desequipados: curva-curva, looping, track, 1⁄2 série e nível. Além disso, deverá realizar navegação individual chegando em área com 50 m de raio.

(2) NOp 2 > Atingirá o NOp 2 o saltador que concluir todos os trabalhos do NOp 1. Além disso, deverá realizar os seguintes trabalhos: salto com mochi- la, salto armado e equipado, salto desequipado, aproxima / afasta desequi- pado, curva-curva com mochila, track com mochila, além de uma navega- ção individual chegando em área com 25 a 40m de raio. Tais trabalhos de- verão ser executados com uma quantidade mínima de 10 saltos.

(3) NOp 3 > Atingirá o NOp 3 o saltador que concluir todos os trabalhos pre- vistos para o NOp 2. Além disso, dentro da continuidade do adestramento, deverá realizar salto de adaptação ao equipamento de grande altitude des- equipado diurno até 12000ft, salto noturno armado e equipado, velame aberto desequipado e equipado diurno. No que se refere à navegação, de- verá navegar enquadrado em uma equipe SLOp pousando a no máximo 25m do líder. Para isso o saltador deverá levar em média cerca de 10 sal- tos.

(4) NOp 4 > Atingirá o NOp 4 o saltador que concluir todos os trabalhos pre- vistos para o NOp 3. Além disso, deverá executar com correção os seguin- tes trabalhos: realizar no mínimo um salto HALO diurno e um noturno (os dois desequipados), realizar um HAHO diurno desequipado e um HALO diurno equipado, além de realizar uma navegação enquadrado em uma equipe SLOp, sendo capaz de chegar junto ao líder a uma distância de 10 metros. Para atingir estes trabalhos o saltador levará no mínimo 20 saltos.

(5) NOp 5 > Atingirá o NOp 5 o saltador que concluir todos os trabalhos pre- vistos para o NOp 4, devendo realizar ainda os seguintes trabalhos: partici- par de uma formação operacional de 4 elementos, realizar um salto HALO

(15)

equipado noturno, realizar um HAHO equipado diurno e outro noturno, além de ser capaz de realizar navegação em equipe para uma área restrita.

(BRASIL, 2017)

De acordo com os níveis expostos anteriormente, no que se restringe a rea- lização do SLOp Gr Alt, a Cia Prec Pqdt (BRASIL, 2017) exige do militar a seguinte Qualificação:

(1) Ter atingido o NOp 4;

(2) Estar com o plano de provas de salto livre em dia;.

(3) Ter realizado o treinamento fisiológico específico para paraquedista mili- tar no IMAE (Instituto Médico Aeroespacial), dentro do período mínimo de 48 meses. O treinamento consiste no teste de Câmara Hipobárica e instru- ção teórica de fisiologia de voo. O teste é realizado a uma altitude de 25.000 ft. Para saltos acima de 30000 ft, considera-se fator decisivo para o sucesso da missão, a realização de um novo teste de câmara para a altitude de lan- çamento, sendo levados a essas condições também o equipamento a ser utilizado no salto, com vistas a atestar seu perfeito funcionamento. Segundo dados do fabricante do equipamento atualmente utilizado pela Cia Prec Pqdt, o perfeito funcionamento é garantido até a altitude de 35.000 ft.

(4) Ter executado, no mínimo, um salto de adaptação ao equipamento após ter assistido a instrução específica para esse tipo de salto, realizando 30 seg de queda estabilizada e "track" de afastamento e comandamento do paraquedas dentro da altura pré- determinada. O primeiro SLOp a grande altitude deverá ser realizado apenas com o equipamento de oxigênio, du- rante o dia e a uma altitude de até 18.000 ft.

Desta forma, para que o militar tenha atingido os índices mínimos desejáveis para a realização do SLOp, ele deverá ter realizado, no mínimo, 55 saltos, cumprin- do com os índices de segurança e operacionalidade necessários.

No entanto, a NGA SLOp da Cia Prec Pqdt é uma forma de ser complemen- tada a formação, fruto das experiências adquiridas no decorrer de seu trabalho. Isto ocorre com as demais organizações militares de nossas FA, todas complementando a formação de seu saltadores de maneira empírica, baseado em suas próprias expe- riências adquiridas, divergindo entre si em pequenos detalhes que, acumulado ao longo dos anos, faz com que o adestramento entre si se torne difícil ou mesmo im- praticável por diversos motivos, como aponta pesquisa realizada com militares es- pecialistas das diversas forças.

(16)

O gráfico a seguir expõe as principais dificuldades encontradas por militares das três FA em adestramentos conjuntos, onde pode ser constatados que a incom- patibilidade no material suporte de oxigênio e as diferenças em planejamento e pro- cedimentos foram os principais fatores observados.

Gráfico 1: Dificuldades encontradas em adestramentos SLOp com outras OM das FA Fonte: o autor

3.1.4 A Doutrina do SLOp no Brasil

Parte da teoria para a execução do SLOp Gr Alt no Brasil vem da Doutrina de voo adotada pela Força Aérea Brasileira, encontrada no Manual de Campanha 55-20 - DOUTRINA E EMPREGO DA AVIAÇÃO DE TRANSPORTE, em seu item 4.4.3. SALTO LIVRE OPERACIONAL, onde são abordados os procedimentos de bordo para o lançamento.

Paralelamente a estes procedimentos, a equipe de saltadores realiza seus próprios procedimentos para o salto, resumidamente como especificado a seguir:

18 % 3 %

45 %

8 % 8 % 20 %

Diferenças de procedimentos no planejamento

Diferença de procedimentos na execução (a bordo da Anv) Diferença nos procedimentos (Salto)

Incompatibilidade de material Diferença de linguagem Outros

(17)

Quadro 2 - Procedimentos a bordo da Anv Cia Prec Pqdt Fonte: NGA SLOp Cia Prec Pqdt

Como citado anteriormente neste trabalho, o método do SLOp HAHO/HALO será opção "quando a aterragem com um maior grau de precisão for impositiva ou quando a reorganização imediata da equipe for impositiva” (BRASIL, 2016), com a finalidade de infiltrar uma pequena fração em território hostil ou de posse do inimigo.

No entanto, deve ser observado, para fins de adestramento, o que é previsto pela doutrina seguida pela FAB, em relação ao voo realizado acima da FL 120 , 1

Instruções Operacionais de Comando (IOC), da antiga V FAE, atual ALA11, com orien

1 -

tações do Instituto de Medicina Aeroespacial (IMAE)

(18)

onde, devido aos riscos fisiológicos relacionados à hipóxia e aos disbarismos em 1 altitude, para este tipo de voo deve haver um período de repouso de doze horas an- tes e após a atividade (BRASIL, 2014).

No tocante a tropa paraquedista, isso impossibilita o prosseguimento para o cumprimento da missão estabelecida, pois a fase do planejamento que corresponde ao voo em grande altitude, se tratar apenas do meio de inserção da equipe no TO, impactando diretamente no preparo.

Além da divergência citada anteriormente, entre os procedimentos da tropa paraquedista e a doutrina da FAB, soma-se os resultados encontrados nas pesqui- sas realizadas. Quando perguntado se em sua Unidade existe um plano de ades- tramento de SLOp à Gr Alt, considerando como existente, um plano elaborado com metas e objetivos, sem interferência de personalidades que estejam conduzindo os adestramentos, 63% dos entrevistados que, as OM possuem um plano de adestra- mento. Todos com a finalidade de complementar a formação e adestrar o militar para emprego com a utilização da técnica SLOp Gr Alt, porém todos distintos entre si.

Gráfico 2 - Diferença entre as OM para a formação do Saltador Livre Operacional Fonte: O autor

Resulta, disso, a falta de sinergia para uma soma de esforços, buscando melhorar a execução de uma atividade restrita, de grande risco e cara, por não ha- ver uma padronização de procedimentos diversos e incompatibilidade de material.

hipóxia de altitude ou hipóxica: Resulta de uma troca gasosa inadequada na membrana

1

capilar-alveolar. Isso pode ser causado por uma quantidade de oxigênio inadequada no ar inspirado, por defeito na ventilação ou por uma obstrução das vias respiratórias. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipóxia>. Acessado em 8 de agosto de 2019

23 %

23 % 14 %

27 % 14 %

1 ano 2 anos

55 saltos 100 saltos

Não há

(19)

3.1.5 As diferenças dentro das Forças Armadas

As diferenças de procedimentos, passando desde o planejamento inicial de consumo de oxigênio aos pontos pré planejados para o abandono da aeronave, difi- cultam sobremaneira este adestramento como foi observado durante a Campanha Guarani, Operação Conjunta, desenvolvida em Setembro de 2017, na cidade de Campo Grande-MS, com o objetivo de certificar a Aeronave KC-390, desenvolvida pela EMBRAER, para o SLOp Gr Alt.

Para que possa ser exemplificado, foram selecionadas as principais difere- nças encontradas na prática do SLOp dentro das OM que realizam este meio de in- filtração. Destaca-se que este trabalho vai se ater a um ponto especifico para exem- plificar estas diferenças, abordando uma fase do salto que não demande uma expli- cação técnica, de modo que qualquer leitor possa compreender sua importância.

O primeiro ponto tem o carácter prático, envolvendo os procedimentos ado- tados para a execução do SLOp. Para facilitar o entendimento, será abordado a fase correspondente aos 6 e 4 minutos, citados anteriormente no quadro 2. Esta etapa do salto será resumida, em forma de quadro, com os procedimentos a serem executa- dos, separados por OM.

Quadro 3: Principais diferenças na execução do SLOp Fonte: O autor

Procedimento 1 Procedimento 2 Procedimento 3

6 minutos fora

MOx reporta direção/

intensidade do vento para os saltadores*

Líder desconecta. Líder reporta direção/

intensidade do vento para os saltadores*

MOx reporta direção/intensidade do vento para os saltadores*

4 minutos fora

MOx comanda levantar. Líder comanda levantar. Saltadores se levantam e desconectam em dupla.

Saltadores, em dupla, se desconectam do console

central.

MOx desconecta os saltadores, um

a um. Saltadores se inspecionam.

MOx inspeciona os saltadores.

1 minuto fora

MOx comanda em posição,

após contato com Inter* Líder comanda em posição, após

contato com Inter* Líder comanda em posição, após contato com Inter*

Líder cerra a frente e encara o

painel de luzes. Líder cerra a frente e encara o

painel de luzes. Líder cerra a frente e encara o painel de luzes.

LV Líder comanda o salto. Líder comanda o salto. Líder comanda o salto.

Obs.: *Necessidade de folia com a tripulação.

(20)

Dentre as principais diferenças na execução do SLOp observadas no quadro acima, destacam-se dois pontos: a função do Mestre de Oxigênio (MOx), desenvol- vendo a função de Mestre de Salto Livre (MSL); e a segunda, a desconexão dos consoles centrais de oxigênio no ponto de 4 minutos.

Na primeira situação, além do controle e regulagem de todo material atinen- te ao suporte de oxigênio, o MOx executa todas as funções de controle do salto den- tro da Aeronave. Isso permite que o Líder se prepare mental e fisicamente para o salto, não realizando esforços desnecessários a bordo da aeronave.

Na segunda situação, a desconexão é feita de três maneiras distintas. A que apresenta um maior risco é quando a mesma é feita em duplas e sem a checagem do MOx. Isto porque os saltadores estão com seus movimentos e campo visual limi- tados, devido a grande quantidade de equipamento, podendo a checagem ser inefi- ciente e o saltador estar com seu suporte individual de oxigênio inoperante após a desconexão. O único que apresenta uma dupla verificação do funcionamento correto do material é o procedimento número 1. Neste, o saltador é inspecionado por outro saltador e pelo MOx.

Dependendo do tipo de material que está em uso, militar poderá continuar respirando normalmente porém sem o suporte de oxigênio, o que levará a um qua- dro de hipóxia, ainda a bordo da aeronave ou em voo. Em qualquer um dos casos, o militar poderá vir a óbito, aumentando suas chances de vida se a falha for percebido ainda dentro da aeronave.

Esta ultima situação leva a uma outra análise levantada por este estudo, o das diferenças encontradas no material. A seguir, será exposto o material utilizado pelas Forças Armadas Brasileiras.

Figura 1: Console de oxigênio central (8 Man - Oxycon 3000) Fonte: Airborne System

(21)

Figura 2: Console de oxigênio central (Portable oxygen console) Fonte: COBHAN

Figura 3: Distribuidor de oxigênio (Booster) Fonte: Sierra Precision

Figura 4: Sistema de oxigênio individual + máscara (SOLR®® 4500 Special Operations Long Range Oxygen Supply + SOLR® Oxygen Mask)

Fonte: Airbone System

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Figura 5: Sistema de oxigênio individual + máscara (TWIN-50 JUMP BOTTLE SYSTEM + GENTEX EFA/ACS OXYGEN MASK)

Fonte: COBHAN

Figura 6: Máscara de oxigênio (GENTEX EFA/ACS OXYGEN MASK) Fonte: Gentex Cooporation

O quadro a seguir visa sintetizar os materiais utilizados dentro das FA, bem como mostrar a compatibilidade entre eles. Não foram abordados todos os materiais existentes para a execução do SLOp, somente uma pequena parte que caracteriza as diferenças encontradas.


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Descrição Material OM Compatibilidade

8 Man - Oxycon 3000 (Airborne System)

Cia Prec Pqdt, 1º B FEsp, Btw TONELEIRO

Compatível com SOLR®®

4500 Special Operations Long Range Oxygen Supply e, mediante adaptador, com TWIN-50 JUMP BOTTLE

SYSTEM

Portable oxygen console

(COBHAN) Pára-SAR Compatível com TWIN-50

JUMP BOTTLE SYSTEM

Booster GRUMEC

Compatível com 8 Man - Oxycon 3000 e Portable oxygen console (COBHAN)

!! !

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Quadro 4: Materiais e compatibilidade Fonte: O autor

Descrição Material OM Compatibilidade

SOLR®® 4500 Special Operations Long Range Oxygen Supply 4,500 psig +

SOLR® Oxygen Mask

Cia Prec Pqdt, 1º B FEsp, Btw TONELEIRO

Compatível com 8 Man - Oxycon 3000

TWIN-50 JUMP BOTTLE SYSTEM + GENTEX EFA/ACS

OXYGEN MASK

Pára-SAR Compatível com Portable oxygen console (COBHAN)

GENTEX EFA/ACS OXYGEN

MASK 1º B FEsp e Pára-SAR Compatível com TWIN-50

JUMP BOTTLE SYSTEM

!! !

(25)

3.2 PROPOSTA PARA A ADEQUAÇÃO DA DOUTRINA SLOp

Como forma de adaptar as melhores práticas colhidas pelos militares espe- cialistas, unindo-as ao conceito operativo do Salto Livre Operacional, este trabalho irá propor algumas alternativas para minimizar as diferenças encontradas na exe- cução do SLOp Gr Alt pelas tropas especiais das Forças Armadas Brasileiras.

Dentro deste escopo, sugere-se a adequação da Doutrina existente, chefia- da pelo Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, e à condução do estudo de implementação de um Estágio de Salto Livre Operacional. Inicialmente, este Estágio terá por objetivo atualizar os Oficiais e Sargentos já habilitados, como forma de disseminar os procedimentos para esta atividade e, consequentemente, alcançando os demais militares que estão envolvidos na prática e suporte deste meio de infiltração.

3.2.1 O Estágio de Salto Livre Operacional

Atualmente, os Estágios de Salto Livre (ESL) e de Mestre de Salto Livre (EMSL), do Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, forma e aper- feiçoa, respectivamente, Oficias e Sargentos das diversas OM Pára-quedistas das FA, enquanto o Treinamento Específico de Salto Livre Operacional (TSLOp), forma os Cabos e Soldados. Apesar da nomenclatura diferente, o TSLOp e o ESL possuem a mesma carga horária e os mesmos objetivos, sendo a responsável pela formação básica do saltador livre. Nesta etapa, o saltador apreende a como executar um salto com paraquedas operacional, conduzindo sua mochila.

Como forma de complementar a formação, durante o EMSL, os alunos aprendem técnicas de lançamento livre, inspeção de pessoal e material para o Salto, planejamento para o lançamento SLOp, dentre outros assuntos. Nesta etapa, pode- mos destacar a condução de um ensaio de SLOp Gr Alt, que é conduzido pela Cia Prec Pqdt, como o mais próximo da disseminação da Doutrina SLOp em nosso país.

Apenas com essas informações adquiridas, o MSL estará “pronto” para conduzir os adestramentos e infiltrações SLOp.

As pesquisas, executadas com especialistas durante este estudo, apontam para a necessidade de aprofundar os conhecimentos na parte operativa do Salto

(26)

Live, ainda durante a formação do saltador. Porém, por possuírem recursos diferen- ciados para sua implementação, sendo o ESL/EMSL pelo Sistema DECEx e o TS- LOp pelas Grandes Unidades, não é possível a implementação deste Estágio no âmbito dos Cabos e Soldados, pois implicaria em uma maior necessidade de horas de voo para as GU.

Do exposto, segue-se uma sugestão para a adequação dos Estágios e Trei- namento Específico, com uma possível equalização das horas de voo, sendo esta provavelmente a necessidade de estudo mais específico.

3.2.1.1 TSLOp / ESL

Formação básica do saltador livre. Após a conclusão, os militares estarão aptos a compor a equipe de Salto Livre Desportivo das FA correspondente, seguindo seleção e treinamento específico para tal, a cargo da equipes desportivas corres- pondentes. Os militares especializados, poderão se adestrar com as equipes opera- tivas de suas Unidades e, cumprindo com os requisitos a serem especificados no item 3.2.2 deste estudo, poderão compor as equipes operativas de suas Unidades.

Requisito básico: ser paraquedista militar

3.2.1.2 EMSL

Formação de especialização do saltador livre. Possui o ensino das técnicas de lançamento livre, inspeções de pessoal e material, navegação e segurança. Des- tina-se a oficiais e sargentos possuidores do ESL. Após este estágio o militar estará apto a compor a equipe de Instrução do Curso de Salto Livre. Requisito básico: ser paraquedista militar e Mestre de Salto

3.2.1.3 ESLOp

Aperfeiçoamento do MSL, com um viés operativo, preparando o militar para compor equipe para infiltração SLOp e conduzir o adestramento dos militares pos- suidores do TSLOp/ESL nesta atividade. Inicialmente, está sendo proposto para esta etapa de formação, um currículo mínimo a ser alcançado uma padronização nos

(27)

procedimentos para a realização do SLOp Gr Alt, para que seus concludentes, sir- vam como disseminadores dos conhecimentos nas OM. Requisitos básicos: além das anteriores, compor o quadro de especialistas das Unidades de Tropas de Ope- rações Especiais das FA.

3.2.2 Proposta de Plano de Adestramento SLOp

Com a finalidade de adotar um planejamento comum para se alcançar os objetivos propostos para formação do Saltador Livre Operacional, será exposto um Plano de Adestramento, baseado no plano seguido pela Companhia de Precursores Pára-quedista (BRASIL, 2016, não publicado), atendendo às observações analisa- das nas pesquisas realizadas e bibliografias consultadas. Deve ser levado em con- sideração que este plano buscará a complementação do saltador formado pelo TS- LOp e ESL, os dois estágios que formam o saltador livre básico.

Para tal, deve-se atentar que a realização de uma infiltração por Salto Livre Operacional é uma missão que, por sua complexidade, é limitada a pequenos efeti- vos de homens altamente adestrados. O adestramento deverá ser fruto de um tra- balho continuado, metódico, responsável, planejado e conduzido por militares pos- suidores do ESLOp. Para que os objetivos deste adestramento sejam atingidos, é necessário que, como em qualquer atividade de instrução, os padrões mínimos de execução de Salto Livre sejam realizados e avaliados. Com esta finalidade, que de- verão ser selecionados os militares mais experientes, orientados pela Seção de Operações da OM, para que conduzam o adestramento.

3.2.2.1 Adestramento

1) Primeiramente, o adestramento poderá englobar uma parte teórica, como forma revisar o conhecimento adquirido nos ESL/TSLOp, seguida de uma parte prá- tica. Ambas conduzidas pelo Chefe da Seç SLOp (militar mais antigo, possuidor do ESLOp), ou por outro militar possuidor do EMSL e que, pelo menos, esteja no NOp 4, devendo todas as atividades serem fiscalizadas pela Seção de Operações da OM.

2) Sugere-se que, para emprego operacional, a OM deverá ter no mínimo 1 (uma) Equipe Operativa de 18 (dezoito) homens em condições de realizar uma Infil-

(28)

tração SLOp, considerando todos os envolvidos por parte da tropa (saltadores, MOx, Aux MOx e médico). O número de militares para a realização da missão, dependerá das condicionantes da missão e especificidade de cada tropa.

3) A Seç SLOp é responsável pelo controle e atualização do grau de ades- tramento desta equipe, pelo planejamento das atividades durante o ano, com previ- são de datas e locais onde o SLOp será realizado mensalmente.

4) Para cumprir as finalidades supracitadas, e para que o efetivo prioritário possa evoluir na escala dos NOp, é necessário que as missões sejam planejadas de tal forma que os saltadores mais experientes possam também melhorar em seu adestramento, não servindo somente como observadores dos demais.

3.2.2.2 Sequência dos trabalhos

1) A Seç SLOp deverá observar a sequência de trabalhos de cada saltador ao planejar o adestramento, devendo na medida da disponibilidade dos meios aé- reos, fatores meteorológicos e outras condicionantes que afetem a execução da ati- vidade, adequar o planejamento das missões, de forma a não haver perda da solu- ção de continuidade dos níveis atingidos pelos saltadores.

2) Deverá ainda, sempre que possível, haver a previsão de saltos de ades- tramento para os militares responsáveis pela observação, para que não fiquem es- tagnados em suas performance.

3) O planejamento dos trabalhos deve ser feito de forma a habilitar o mais rápido possível o saltador a enquadra-lo em uma equipe SLOp.

3.2.2.3 Diretrizes seguidas pela Seç SLOp

1) Dividir os saltadores livres em prioridades, da seguinte forma:

a) Prioridade 1 para militares do Destacamento de Salto Livre;

b) Prioridade 2 para Of, Sgt, Cb e Sd de outros destacamentos, que têm aptidão para a atividade de Salto Livre, e que poderão ocupar claros neste Des- tacamento;

c) Prioridade 3 para aqueles que só precisam manter o adestramento durante o ano (atendendo o prazo mínimo para a readaptação)

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2) Priorizar militares que permanecerão mais tempo na atividade para reali- zação de cursos (TESLOp, ESL, MSL e ESLOp);

3) Planejar para que o plano de carreira do saltador livre seja da seguinte forma:

a) O recém formado na especialidade realiza o curso de salto livre no seu 1o ano na OM

b) Permanece 1 (um) ano se adestrando como 2a (segunda) prioridade em sua equipe inicial;

c) Os militares que estiverem se destacando são transferidos para o Dst SLOp e passam cerca de 1 (um) ano se adestrando como 1a (primeira) priorida- de, estando em condições de realizar boa parte das missões de salto livre;

d) Após 2 (dois) anos de adestramento SLOp, o militar estará em con- dições de integrar uma equipe para infiltração SLOp, e em condições de cumprir to- das as missões de salto livre.

Figura 7: Etapas da formação do saltador Fonte: o autor

Nível Operacional

ESL

Adestramento

Equipes Operativas

TSLOp

EMSL

ESLOp

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3.2.3 Proposta para a Padronização de procedimentos

O Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, Escola de Pára- quedista do Exército Brasileiro, é o estabelecimento de ensino responsável pela for- mulação da Doutrina aeroterrestre em nosso país. Portanto, cabe a esta Unidade de ensino a centralização das melhores práticas obtidas pelas Unidades praticantes da atividade de SLOp Gr Alt, e em coerência com a Doutrina seguida pela Força Aérea Brasileira, a padronização dos procedimentos a serem seguidos nesta atividade ope- racional de grande risco.

Figura 8: A adequação da Doutrina SLOp nas Forças Armadas Brasileiras Fonte: O autor

Adoção de âmbito procedimentos estabelecidos em uma das OM para a realização do SLOp Gr Alt como base para a expe-

rimentação Doutrinária e condução do Estágio Sugestão: NGA SLOp Companhia de Precursores Pára-quedista

Motivação: Nos últimos anos a Cia Prec Pqdt participou de atividades impor- tantes referentes ao tema abordado, podendo atualizar seus procedimentos, atendendo a especificações da FAB, alinhando-se com os principais praticantes

desta atividade no mundo.

Referências: Operação TRANSPORTEX 2014 (FAB), Ensaio para a Campan- ha GUARANI 2017, Camapnha GUARANI 2017 (homologação da Anv KC-390

para SLOP Gr Alt / EMBRAER), Operação Multinacional LONEPATROOPER 2013, 2015, 2018 e 2019 (OTAN)

SEMINÁRIO SLOp Gr Alt

Condução do Seminário pelo Centro de Instrução Pára-quedista

A necessidade de criação de um Estágio de Salto Livre Operacional Adestramentos nas OM Operativas (a cargo de cada OM) Principais diferenças entre as OM (procedimentos e material)

Sugestões para a consolidação da Doutrina

Estágio de SLOp

Formulação da Doutrina SLOp

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Como citado no subitem anterior, a criação de um Estágio de Salto Livre Operacional, como forma de completar a formação do saltador livre militar, visando o seu emprego na atividade fim, será um disseminador dentre esta OM, em consonân- cia com uma padronização de procedimentos e consolidação de Doutrina.

De forma a se conseguir os dados mais fidedignos e, sem interferência de personalismos, sugere-se que um primeiro Estágio de Salto Livre Operacional, seja realizado em sequência a um seminário de Salto Livre Operacional a Grande Altitu- de, onde os principais condutores desta atividade nas OM seriam os primeiros alu- nos, e por consequências, os primeiros difusores da Doutrina. A figura 8 é uma su- gestão para a condução deste primeiro Estágio.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A necessidade de evolução do saltador para integrá-lo a um destacamento operacional e do nível de segurança que atenda a execução de um Salto Livre Ope- racional a Grande Altitude, somado com a falta de Doutrina neste meio de infiltração, fez com que as Unidades das Forças Armadas Brasileiras buscassem solucionar este problema dentro de seus adestramentos. Ao longo dos anos, fruto das melhores práticas obtidas nestes adestramentos, esta Unidades desenvolveram uma “Doutrina própria”, que por vezes, divergem entre si.

Diante das dificuldades encontradas nos últimos anos, quando os adestra- mentos conjuntos tornaram-se crescentes devido uma confluência de fatores (es- cassez de horas de voo, o desgaste do material para o salto e a crescente indispo- nibilidade de nossas aeronaves), faz-se necessário a busca pela padronização de procedimentos e materiais, e como consequência, a consolidação da Doutrina do SLOp em nossas Forças Armadas.

Atualmente, o Exército Brasileiro possui algumas ferramentas para dirimir estas divergências. A primeira passa pelo próprio Centro de Instrução Pára-quedista que, durante o Estágio de Mestre de Salto Livre, apresenta a atividade SLOp, con- duzindo um ensaio para o SLOp Gr Alt, por meio da Cia Prec Pqdt, sendo possível o contato dos alunos do Estágio com o material e procedimentos existentes nesta OM.

Outra excelente ferramenta que facilita no desenvolvimento do saltador livre, seja para o ramo desportivo ou seja para a vertente operacional, é o Simulador de

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Queda Livre, também conhecido como Túnel de vento, localizado no Comando de Operações Especiais, em Goiânia-GO. Ele permite a evolução do saltador, de ma- neira que o mesmo possa atingir, dentro dos NOp anteriormente citados, a prepa- ração para o NOp 3 (simulação para o comandamento estabilizado de um Salto HALO). Esta ferramenta possui uma NGA própria que, dentro de uma de suas ver- tentes, visa a progressividade do saltador operacional e encontra-se disponível para o uso das três Forças. Este fato, já é um importante passo na busca pela padroni- zação dos procedimentos pois todos os saltadores que a utilizam, tem a mesma vi- são da correta equipagem e voo com o equipamento SLOp (capacete, óculos, más- cara e cilindro de oxigênio), juntamente com os simulacros de paraquedas, equipa- mento individual de combate e armamento. Sendo este, um dos fatores essenciais para a segurança do salto em equipe.

Porém, no tocante a procedimentos dentro da Aeronave, mesmo que apre- sentando uma forma de ocupação por meio da instrução no EMSL, não é absoluta para todos os envolvidos. Estas diferenças vão desde o militar que vai regular os consoles que conduzem o oxigênio suplementar para os saltadores, passando pelas funções a bordo da aeronave, até os procedimentos relativos a execução do salto.

Acrescenta-se ainda, a diferença no material suplementar de oxigênio exis- tente, a inexistência de especialização para o militar realizar a manutenção destes equipamentos, fazendo com que se tenha total dependência do fornecedor do mate- rial e, consequentemente, encarecendo a manutenção. Além do aumento do risco de acidentes decorrentes de possíveis falhas no consoles de oxigênio por falta de con- trole ou falha no manuseio.

Como conclusão deste artigo, após a realização de pesquisas bibliográficas e pesquisas com militares experientes deste assunto em todas as OM com tais ca- pacidades, chegamos a conclusão de que um módulo de complementação para a formação do saltador livre operacional, com seu auge na realização do SLOp HAHO/

HALO, seria uma possível solução para diminuir estas nuanças que prejudicam a evolução de nossas tropas especiais. Consequentemente, este módulo ou estágio complementar, irá ajudar na consolidação de nossa doutrina, contribuindo para o melhor preparo de nossos militares, adjudicando meios e aumentando a segurança nesta atividade de grande risco.

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REFERÊNCIAS

BRASIL. Exército Brasileiro. Operações Aeroterrestres, EB70-MC-10.217, 1a Ed.

Ministério da Defesa. Brasília, DF: Centro de Doutrina do Exército, 2017.

BRASIL. Exército Brasileiro. Glossário de termos e expressões para uso no Exército C 20-1. 3a Ed. Ministério da Defesa. Brasília, DF: Estado Maior do Exérci- to, 2003.

BRASIL. Exército Brasileiro. Meteorologia para o aeroterrestre: T 57-280. 2a Ed.

Ministério da Defesa. Brasília, DF: Centro de Doutrina do Exército, 2000.

BRASIL. Exército Brasileiro. Precursor Pára-quedista: EB 60MT - 34.403. 1a Ed.

Ministério da Defesa, Brasília, DF: Centro de Doutrina do Exército, 2018.

BRASIL. Exército Brasileiro. Manual técnico de salto livre: EB 60 MT34.405. 1a Ed. Ministério da Defesa, Departamento de Educação e Cultura, 2014.

BRASIL. Exército Brasileiro. Doutrina militar terrestre: EB20-MF- 10.102. 1a Edição. Ed: Centro de Doutrina do Exército, Brasília, DF: Centro de Doutrina do Exército, 2014.

BRASIL. Exército Brasileiro. Operações: EB20-MF-10.103. 1a Ed: Centro de Doutri- na do Exército, Brasília, DF: Centro de Doutrina do Exército, 2014 a.

BRASIL. Exército Brasileiro. Nota de Coordenação Doutrinária Nr 01/2013, de 26 de abril de 2013. Estado Maior do Exército, Brasília: Centro de Doutrina do Exército, 2013.

BRASIL. Exército Brasileiro. Catálogo de capacidades do Exército: EB 20- C-07.001. Estado Maior do Exército, Brasília: Centro de Doutrina do Exército.

BRASIL. Exército Brasileiro. Relatórios da operação LONEPATROOPER (exercí- cios multinacionais de salto livre operacional a grande altitude, com países participantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Ministério da Defesa, Companhia de Precursores Pára-quedista, Ed. 2013, 2015, 2017 e 2018, Não publicado.

BRASIL. Exército Brasileiro. Normas gerais de ação aeroterrestre (NGA Aet). Mi- nistério da Defesa, Brigada de Infantaria Pára-quedista, 2010, Não publicado.

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BRASIL. Exército Brasileiro. Normas gerais de ação para o salto livre operacio- nal (NGA SLOp). Ministério da Defesa, Companhia de Precursores Pára-quedista, 2016, Não publicado.

BRASIL. Força Aérea Brasileira. Manual de operações da aviação de transporte:

MCA 55-20. Comando da Aeronáutica, 2014.

BRASIL. Força Aérea Brasileira. Instrução Operacional de Comando, procedi- mentos para o lançamento aéreo a grande altitude: IOC PRO-11. Ministério da Defesa, Quinta Força Aérea, 2014.

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA. FM 3-05.211 (FM 31019): MCPW 3-15.6 NAV- SEA SS400-AG-MMO-010. AFMAN 11-41(I). Special Forces Military Free-fall Ope- rations. Washington, DC: Headquarters Department of the Army US Marine Corps, April, 2005.

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA. FM 90-26: Airborne Operations. Washington, DC: Headquarters Department of the Army US, December, 1990.

(35)

ANEXO A – ENTREVISTA DISTRIBUÍDA AOS ESPECIALISTAS ACERCA DAS DI- FICULDADES ENCONTRADAS NOS ADESTRAMENTOS DE SALTO LIVRE OPE- RACIONAL COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES MILITARES DAS TRÊS FORÇAS ARMADAS.

Questionário – Pesquisa de Campo

O presente questionário é parte integrante da dissertação do artigo cientifico do Cap DOUGLAS SILVA OLIVEIRA LEAL, cujo tema é a necessidade da criação de um estágio de salto livre operacional a grande altitude para o efetivo das FA (padronização, formação dos pilotos, tripulantes, médicos e saltadores): a consolidação da doutrina de salto livre operacional a grande altitude nas for- ças armadas brasileiras. Tem por objetivo, por meio de análise científica, verificar se a criação de um curso específico para o Salto Livre Operacional a Grande Altitude poderá auxiliar na consolidação de uma doutrina SLOP Grd Alt nos destacamentos operativos do Exército Brasileiro, influenciado na tomada de decisões, desde à aqui- sição de material atinente a atividade até formação do saltador livre operacional.

Isto posto, no sentido de orientar esta pesquisa, foi formulado o seguinte pro- blema: em que medida a criação de um Estágio de Salto Livre Operacional à Grande Altitude no âmbito das Forças Armadas poderia padronizar os proce- dimentos de todos os envolvidos nesta técnica de salto livre?

A fim de subsidiar a presente pesquisa, o senhor foi selecionado por ser parte do efetivo das FA brasileiras com capacidade para realizar esta atividade e terá grande relevância na busca da solução do problema. Desde já, agradeço pela cola- boração prestada e coloco-me à disposição para quaisquer esclarecimentos neces- sários.

PARTE 1 – IDENTIFICAÇÃO

ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS SEÇÃO DE PÓS GRADUAÇÃO

Nome Função OM Telefone

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PARTE 2 - ENTREVISTA

Q-1. Em que ano realizou o Estágio de Salto Livre?

___________________________________________________________________

Q-2. Quantas vezes já realizou SLOp Grd Alt? Em quais aeronaves?

___________________________________________________________________

Q-3. Possui alguma experiência de SLOp Grd Alt no exterior? Se sim, poderia des- crever como foi essa experiência?

___________________________________________________________________

Q-4. Partindo do princípio de que o adestramento segue uma sequência do mais simples para o mais complexo, transportando isso para o adestramento SLOp Grd Alt, de que forma o Sr avalia o adestramento individual, não inserido em uma Eq (1ª fase do adestramento), no SLOp Grd Alt, nos seguintes itens:

a. Preparação do material (check, equipagem e ajustes):

( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) desnecessário justifique:____________________________________________________________

b. Saída da aeronave:

( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) desnecessário justifique:____________________________________________________________

c. Estabilização de voo e comandamento:

( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) desnecessário justifique:____________________________________________________________

d. Navegação individual:

( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) desnecessário justifique:____________________________________________________________

e. procedimentos na final para o pouso e pouso propriamente dito:

( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) desnecessário justifique:____________________________________________________________

Q-5. Seguindo na 2ª fase do adestramento SLOp Grd Alt (inserido dentro de uma equipe para infiltração), de que forma o Sr avalia o adestramento do militar nos se- guintes itens:

a. Preparação do material (check, equipagem e ajustes):

(37)

( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) desnecessário justifique:____________________________________________________________

b. Ensaios:

( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) desnecessário justifique:____________________________________________________________

c. Procedimentos a bordo da Anv:

( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) desnecessário justifique:____________________________________________________________

d. Navegação em Equipe (comunicação e procedimentos):

( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) desnecessário justifique:____________________________________________________________

e. procedimentos na final para o pouso e pouso propriamente dito:

( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) desnecessário justifique:____________________________________________________________

f. Reorganização:

( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) desnecessário justifique:____________________________________________________________

Q-6. Em sua Unidade existe um plano de adestramento de SLOp à Gr Alt?

___________________________________________________________________

Q-7. Em média, quanto tempo demora para a formação de um saltador neste tipo de atividade e quais requisitos apontam para o militar estar apto a realizar esta ativida- de?

___________________________________________________________________

Q-8. Em contato com outras OM que realizam o SLop Gr Alt nas forças Armadas Brasileiras, qual foram as maiores dificuldades encontradas para a realização do adestramento conjunto? (Considere a escala de 1 a 5, da maior para a menor difi- culdade)

Diferenças de procedimentos no planejamento

Diferença de procedimentos na execução (a bordo da Anv)

(38)

Diferença nos procedimentos (Salto) Incompatibilidade de material

Diferença de linguagem

Q-9. Na avaliação do Sr, a adoção de um módulo voltado para a formação do Salta- dor Livre Operacional, a mais do que hoje existe no centro de Instrução Pára-quedis- ta General Penha Brasil, facilitaria na consolidação da Doutrina SLOp no âmbito das Forças Armadas Brasileiras? Considere em sua avaliação dois aspectos: a possibili- dade de limitar ainda mais uma atividade que já é bastante restrita; e o preparo da atividade (a condução dos Adestramento, aquisição de material, manutenção, otimi- zação de horas de voo, compatibilidade de material inter forças, melhores práticas para a formação). Dê a sua opinião.

___________________________________________________________________

Q-10. Caso tenha algo a acrescentar:

___________________________________________________________________

A sua colaboração será muito importante. Obrigado!

(39)

ANEXO B – PROPOSTA PARA CONDUÇÃO DE SEMINÁRIO SOBRE SALTO LIVRE OPERACIONAL A GRANDE ALTITUDE E ADEQUAÇÃO DA DOUTRINA NAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS - ESTÁGIO DE SALTO LIVRE OPERACIONAL

PROPOSTA PARA SEMINÁRIO

ESTÁGIO DE SALTO LIVRE OPERACIONAL A GRANDE ALTITUDE

1. DURAÇÃO DO SEMINÁRIO: 40 (quarenta) - 01 (uma) semana 2. OBJETIVOS:

2.1. Objetivo geral:

Atualizar oficiais, subtenentes e sargentos, possuidores do Estágio de Mestre de Salto Livre, em procedimentos de salto livre operacional a grande altitude (SLOp Grd Alt).

2.2. Objetivo específico

Capacitar os mestres de salto livre na condução do adestramento do salto livre operacional a grande altitude;

Padronizar procedimentos para a execução do SLOp no âmbito das Forças Armadas, nos seguintes aspectos:

Curto prazo

- técnicas de utilização de material para o salto livre operacional a grande altitude;

- técnicas de inspeção sumária de pessoal e material de SLOp Grd Alt;

- as atribuições do MSL, Aux MSL, MOx e Aux do MOx no SLOp Grd Alt;

- planejamento do SLOp Grd Alt;

- navegação operacional; e

- medicina hipobárica.

Médio prazo:

- compatibilidade de material para a execução do SLOp Gr Alt ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS

SEÇÃO DE PÓS GRADUAÇÃO

Referências

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