DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EXERCÍCIO FINDO EM 31.12.2013
1. BALANÇOS PATRIMONIAIS
2. DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO
3. DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE 4. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
5. DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA 6. DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO 7. NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
8. RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES
9. PARECER DO CONSELHO FISCAL
CNPJ: 02.341.467/0001-20
DEMONSTRAÇ BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO
(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS)
ATIVO NOTAS 2013
2012 (Reapresentado
(Nota 3.27))
01.01.2012 (Reapresentado
(Nota 3.27)) CIRCULANTE
Caixa e equivalente de caixa 4 84.656 390.677 94.928
Clientes 5 372.341 335.655 370.515
Tributos e contribuições sociais 6 34.063 31.789 28.795
Direito de ressarcimento 8 10.195.291 6.348.222 3.093.464
Estoque 7 141.381 77.318 57.744
Outros 9 152.906 102.208 99.050
10.980.638
7.285.869 3.744.496 NÃO CIRCULANTE
Clientes 5 53.619 51.317 -
Tributos e contribuições sociais 6 1.749.861 1.450.703 1.383.426
Cauções e depósitos judiciais 22 270.213 190.062 139.604
Ativo financeiro - concessões de serviço público 11 3.039.230 2.138.126 1.476.138
Outros 9 9.071 9.077 12.876
Investimentos 10 7.678 7.670 7.670
Intangível 12 121.613 629.606 630.370
Imobilizado 13 1.257.715 1.278.105 1.310.156
6.509.000
5.754.666 4.960.240
TOTAL DO ATIVO 17.489.638 13.040.535 8.704.736
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
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BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO
(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS) ( continuação)
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PASSIVO A
DESCOBERTO) NOTAS
2013
2012 (Reapresentado
(Nota 3.27))
01.01.2012 (Reapresentado
(Nota 3.27)) CIRCULANTE
Fornecedores 15 4.841.004 2.937.920 2.292.595
Obrigação de ressarcimento 8 7.783.701 5.328.423 1.236.077 Financiamentos e empréstimos 16 472.434 270.381 102.072 Arrendamento mercantil 17 181.596 162.929 142.997 Encargos setoriais 18 - 6.352 42.012 Tributos e contribuições sociais 19 63.227 47.250 68.043 Obrigações estimadas 20 48.028 40.130 21.491 Benefício pós emprego 1.022 - -
Outros 21 848.812 540.103 866.831
14.239.824
9.333.488 4.772.118 NÃO CIRCULANTE
Fornecedores 15 599.631 - 48.038 Financiamentos e empréstimos 16 715.349 758.962 452.759 Arrendamento mercantil 17 1.891.628 1.860.104 1.775.544 Obrigações estimadas 20 4.849 - - Benefício pós emprego 37.1.2 1.362 11.562 - Provisões para causas judiciais 22 273.615 298.218 171.141 Obrigação de ressarcimento 8 2.009.423 1.591.287 1.401.167 Adiantamentos para futuro aumento de capital 23 - 277.687 63.919 Concessões a pagar 24 295.259 279.392 300.106
Outros 21 23.890 21.159 35.064
5.815.006
5.098.371 4.247.738
PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PASSIVO A DESCOBERTO)
Capital social 26 4.610.171 4.330.917 4.330.917
Ajuste de avaliação patrimonial (2.409) (13.498) (1.647)
Prejuízos acumulados (7.172.954) (5.708.743) (4.644.390)
(2.565.192)
(1.391.324) (315.120) TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
(PASSIVO A DESCOBERTO) 17.489.638 13.040.535 8.704.736
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DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS EM 31 DE DEZEMBRO
(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA)
DESCRIÇÃO NOTAS 2013
2012 (Reapresentado
(Nota 3.27))
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 27 2.711.484 2.070.391 CUSTO OPERACIONAL
Custo com Energia Elétrica 28 (406.444) (98.100) Energia elétrica comprada para revenda (406.444) (98.100) Custo de Operação (1.161.541) (1.103.753) Pessoal, material e serviços de terceiros 29 (473.350) (442.942) Depreciação e amortização (143.194) (127.978) Utilização de recursos hídricos (6.363) (5.593) Combustível para produção de energia elétrica (3.751.983) (3.294.316) Recuperação de despesas - CCC 3.611.563 3.124.593
Outros 30 (398.214) (357.517)
Custo de construção (988.576) (719.202)
LUCRO BRUTO 154.923 149.336
DESPESAS OPERACIONAIS 31 (850.283) (575.549) RESULTADO DO SERVIÇO DE ENERGIA ELÉTRICA (695.360) (426.213) RESULTADO FINANCEIRO 32 (768.851) (638.140) PREJUÍZO DO EXERCÍCIO (1.464.211) (1.064.353)
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DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE EM 31 DE DEZEMBRO
(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA)
DESCRIÇÃO 2013
2012 (Reapresentado
(Nota 3.27))
Prejuízo do exercício (1.464.211) (1.064.353)
Ganho (Perda) atuarial com benefícios pós emprego 11.089 (11.851) Total do resultado abrangente do exercício (1.453.122) (1.076.204)
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DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS)
CAPITAL PREJUÍZOS
INTEGRALIZADO ACUMULADOS
Em 01 de dezembro de 2012 4.330.917 (1.647) (4.644.390) (315.120) Resultado abrangente - Perda atuarial com benefícios pós-
emprego - (11.851) - (11.851) Prejuízo do exercício - - (1.064.353) (1.064.353)
Em 31 de dezembro de 2012 4.330.917 (13.498) (5.708.743) (1.391.324) Resultado abrangente - Perda atuarial com benefícios pós-
emprego - 11.089 - 11.089 Integralização de Capital (Nota 23) 279.254 - - 279.254 Prejuízo do exercício - - (1.464.211) (1.464.211) Em 31 de dezembro de 2013 4.610.171 (2.409) (7.172.954) (2.565.192)
TOTAL
DESCRIÇÃO
AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL
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DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EM 31 DE DEZEMBRO (VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS)
Notas 2013 2012
(Reapresentado (Nota 3.27))
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais
Prejuízo do exercício (1.464.211) (1.064.353)
Aj u st es p/ r econ ci liar o pr ej u ízo com o caix a ger ado pelas oper ações
Depreciação e amortização 154.067 133.551
Encargos financeiros 32 95.275 63.300
Var i ação m on et ár ia e cam bial líqu i da 32 (1.308) (1.084) Acr ésci m o m or at ór io sobr e en er gi a v en di da 32 (66.219) (37.497) At u ali zação m on et ár ia do adi an t am en t o par a f u t u r o au m en t o de capit al - AFAC 23 1.567 5.428 At u ali zação m on et ár ia da seli c 11.810 15.487 At u ali zação m on et ár ia dos depósit os j u dici ai s (35.335) (21.439)
Bai x a de depósit os j u dici ais 12.255 16.120
Encargos financeiros do arrendamento financeiro 32 379.771 412.152
AVP - Av al iação at u ar ial 891 (290)
Pr ov isão par a cr édit o de li qu i dação du v idosa 31.1 39.427 86.872 Con st it u ição de pr ov i são par a cau sas j udi ci ai s 31.2 (22.407) 61.670 Bai x a de at iv o f in an cei r o con cessão 11 66.316 36.771 Bai x a de at iv o i n t an gív el 58.981 - Bai x a de at iv o i m obil izado 13 3.412 6 Bai x a de i nv est i m en t o 2 - Val or Nov o de Reposição - VNR 11 500.198 (6.577)
Reversão de contrato oneroso 15.867 -
Pr ov isão par a per da n a ali enação de ben s 31.3 - 24.863 Provisão para perda com prescrição de créditos tributários 31.2 - 35.976 Pr ov isão ( r ev er são) par a r edu ção ao v alor r ecu per áv el de cr édi t os t r i bu t ár ios ( i m pair m en t ) 31.3 (92.528) 92.528 Provisão (reversão) para redução ao valor recuperável de ativos (impairment) 31.3 (183.520) (522)
(525.689)
(147.038) Variações no Ativo Circulante
Clientes (9.894) (14.515)
Estoque (64.063) (44.437)
Tributos e contribuições sociais (2.274) (2.994)
Direito de ressarcimento (3.847.069) (3.254.758)
Outros (49.390) (2.074)
(3.972.690)
(3.318.778)
Variações no Ativo Não Circulante
Clientes (2.302) (51.317)
Tributos e contribuições sociais (206.630) (195.781)
Outros 6 3.799
(208.926)
(243.299)
Variações no Passivo Circulante
Fornecedores 1.903.084 645.325
Obrigação de ressarcimento 2.455.278 4.092.346
Arrendamento mercantil 18.667 19.932
Tributos e contribuições sociais 15.977 (20.793)
Encargos setoriais (6.352) (35.660)
Obrigações estimadas 7.898 18.639
Ben ef íci o pós em pr ego 1.022 -
Outros 308.709 (326.728)
4.704.283
4.393.061 Variações no Passivo Não Circulante
Fornecedores 599.631 (48.038)
Obrigação de ressarcimento 406.326 174.633
Arrendamento mercantil (348.247) (327.592)
Pr ov isões par a cau sas j u di ciais (2.196) 65.407
Obrigações estimadas 4.849 -
Obr igações especi ai s - at i v o fi n an ceir o con cessão 75.791 48 Obr igações especi ai s - at i v o in t an gív el 2.432 4
Outros 2.731 (13.905)
741.317
(149.443) Caixa Proveniente das Atividades Operacionais
Pagam en t o de en car gos f in an cei r os (93.525) (42.287)
Depósit os j u di ci ai s (57.071) (45.139)
587.699
447.077
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento
Aqu i si ção de i n v est im en t os em par t i ci pações societ ár ias (10) - Aqu i si ção de At iv o f in an ceir o - con cessão (956.994) (688.005) Aqu i si ção de at i v o im obi lizado (47.636) (40.227) Aqu i si ção de at i v o in t an gív el (14.920) (8.452) Aqu i si ção de at i v o in t an gív el - con cessão (30.850) (76.483) CAIXA LÍQUIDO APLICADOS NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS (1.050.410) (813.167) Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento
Recebi m en t o de r ecu r sos dest in ados a au m en t o de capi t al - 208.340 Em pr ést im os e fi n an ciam en t os obt idos 329.924 549.454 Pagam en t os de em pr ést i m os e f in an ciam en t os (173.234) (95.955) CAIXA LÍQUIDO APLICADO DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO 156.690 661.839 AUMENTO (REDUÇÃO) NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (306.021) 295.749
Cai x a e equ iv alen t es de cai x a n o in íci o do ex er cício 390.677 94.928 Cai x a e equ iv alen t es de cai x a n o f in al do ex er cício 84.656 390.677
DESCRIÇÃO
CAIXA LÍQUIDO (APLICADO NAS) GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
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DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO EM 31 DE DEZEMBRO (VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS)
DESCRIÇÃO NOTAS 2013
2012 (Reapresentado
(Nota 3.27))
GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO 3.255.180 2.720.563
Receitas de Vendas de Energia e Serviços 27 3.250.780 2.717.574
Outras Receitas 4.400 2.989
INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (2.270.356) (1.482.457)
Custo da energia elétrica comprada (406.444) (98.100)
Serviços de terceiros (249.808) (251.664)
Material (38.837) (46.835)
Combustíveis p/produção de energia elétrica (140.420) (169.723)
Custo de construção (988.576) (719.202)
Provisão para perda com prescrição dos créditos tributários 31.2 - (35.976)
Provisão para redução ao valor recuperável dos ativos (impairment) 31.3 (110.297) 522
(Provisão) Reversão para redução ao valor recuperável de créditos tributários (impairment) 31.3 92.528 (92.528)
Valor Novo de Reposição - BRR (500.198) 6.577
Outros 71.696 (75.528)
VALOR ADICIONADO BRUTO 984.824 1.238.106
RETENÇÕES (354.353) (329.292)
Depreciação e amortização (154.067) (133.551)
Provisões/Reversão de provisões (200.286) (195.741)
VALOR ADICIONADO LÍQUIDO 630.471 908.814
VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 127.990 73.988
Receitas financeiras 32 127.990 73.988
VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR 758.461 982.802
DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Remuneração do trabalho 296.545 255.618
Governos (Impostos e contribuições) 592.725 596.642
Contribuições Sociais INSS e FGTS 79.545 71.627
ICMS 27 301.315 344.937
ISS 27 291 0
COFINS e PIS/PASEP 27 211.574 180.078
Financiadores 1.307.286 1.072.727
Encargos de dívidas, variação monetária e outros 32 896.841 712.128
Aluguéis 410.445 360.599
Encargos setoriais 27 26.116 122.168
PREJUÍZO DO EXERCÍCIO (1.464.211) (1.064.353)
VALOR ADICIONADO DISTRIBUÍDO 758.461 982.802
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NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013
(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA)
NOTA 1 INFORMAÇÕES GERAIS
A Am azonas Dist ribuidor a de Ener gia S.A. ( Am azonas Ener gia ou Com panhia ) é um a companhia de capit al fechado, de dir eit o pr ivado, com at uação no Est ado do Am azonas, t endo com o at ividades pr incipais a ger ação, dist r ibuição e com er cialização de energia elétrica.
A sede da Com panhia est á localizada na Avenida Set e de Set em br o, nº 2.214, Cachoeirinha Manaus Amazonas.
A Am azonas Ener gia t em ger ação pr ópr ia ( 2.203,9 MW) e com plem ent a sua necessidade par a at endim ent o aos consum idor es com pr ando ener gia de produt or es independent es.
Com a incor poração da Com panhia Energét ica do Am azonas ( CEAM) pela Am azonas Ener gia o parque ger ador foi acr escido de 97 ( novent a e set e) usinas t érm icas isoladas próprias e m ais 3 ( três) usinas supr idas por t er ceir os. A Com panhia de Elet r icidade do Acre ELETROACRE supr e o m unicípio de Guaj ará. O m unicípio de I t acoat iar a, apesar de possuir par que t ér m ico pr ópr io, com plet a sua necessidade com pr ando ener gia da Herm asa Navegação da Am azônia S.A. ( Aut opr odut or ) e BK Ener gia I t acoat iar a Lt da.(Produtor Independente). Esse complexo é composto, quase todo, por usinas térmicas a diesel.
A Am azonas Energia com o int uit o de m ant er os ser viços de for necim ent o de ener gia elét rica de for m a adequada nas usinas do int erior , com níveis de cont inuidade e confiabilidade t écnico- oper acional sat isfat ór ia e em conform idade com as exigências da Agência Nacional de Ener gia Elét r ica - ANEEL, m ant ém cont r at o com diver sas em presas, alocando gr upos ger ador es operant es nas usinas do int er ior de for m a a evit ar racionamento e acarretar prejuízos aos consumidores em geral.
A par t ir do exercício de 2011, as usinas dos Pr odut or es I ndependent es PI Es passar am a ut ilizar o gás nat ur al do cont r at o de com pra e venda de gás nat ur al fir m ado ent r e a Com panhia e a Com panhia de Gás do Am azonas - CIGÁS. Os PI Es est ão repassando apenas os cust os com óleo com bust ível, vist o que as usinas dos PI Es m esm o conver t idas pr ecisam de um a quant idade m ínim a de óleo com bust ível par a oper ação devido à t ecnologia ut ilizada par a conver são das usinas par a operação bi- com bust ív el. Os gast os com a conver são das usinas dos PI Es par a operação bicom bust ível est ão previst os em clausula contratual e, neste caso, a Companhia não possui nenhuma obrigação.
A Com panhia det ém a concessão par a geração e dist r ibuição de energia elét r ica em t odos os m unicípios do Est ado de Am azonas j unt o a ANEEL, m ediant e o Cont r at os de Concessão nº 01/ 2010 ( Ger ação) e nº 020/ 2001 ( Dist r ibuição) - ANEEL, e t r ês t er m os adit ivos celebr ados, r espect ivam ent e, em 17 de out ubro de 2005, 04 de novem br o de 2008 e 08 de j unho de 2010, com v igência at é 7 de j ulho de 2015 ( Dist ribuição) . Em 19 de j unho de 2012, a Companhia protocolou o pedido de renovação da concessão de distribuição junto à ANEEL, obj et ivando a pr orr ogação do cont r at o de concessão, pelo pr azo previst o em Lei que venha a disciplinar a m at ér ia. Com a edição da Medida Pr ovisór ia nº 579 de 11 de set em bro de 2012 e o dispost o no § 2º do Ar t . 2º de Decr et o nº 7.805 de 14 de set em br o de 2012 que regulam ent a a Medida Prov isór ia, as Com panhias det ent or as de Concessões de ener gia Elét r icas, podem solicit ar a r enovação, m ediant e at endim ent o das dir et r izes
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NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013
(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA)
determinadas na mesma. Neste sentido a Companhia, através da CTA- PR 215/2012, de 24 de set em bro de 2012 rat ificou o seu int er esse quant o à pror r ogação do seu Cont r at o de Concessão nº 020/2001, manifestando a concordância integral com os termos exigidos.
A ANEEL apr ovou as novas r egras par a os pr ocessos r elat ivos ao 3º Ciclo de Rev isões Tar ifár ias Per iódicas ( RTP) das t ar ifas de energia elét r ica. A r evisão das t ar ifas acont ece em m édia a cada quat r o anos e é o m om ent o em que são r eavaliados os cust os das dist r ibuidor as, r ever t endo- se par a a m odicidade t ar ifár ia os ganhos m édios de eficiência por elas obtidos. A Companhia passou no exercício de 2013 pelo processo do Terceiro Ciclo de Revisão Tarifária- 3RTP (3º Ciclo). Durante esse processo foram revistos todos os custos da concessionár ia, a Base de Rem uner ação Regulat ór ia - BRR, o novo pat am ar de r econhecim ent o das per das r egulat ór ias e as novas m et as de at endim ent o aos indicador es de qualidade.
Nas dem onst rações financeir as de 31 de dezem br o de 2012, apresent adas par a fins de com par ação, o Aj ust e ao Valor Novo de Reposição VNR com o valor dos at iv os vinculados à concessão r em anescent es ao final da concessão, ou sej a, não ainda depr eciados e suj eit os à indenização do Poder Concedent e ( at ivo financeir o) apr esent ou o valor de R$
6.577. Em 2013, em função dos r esult ados do 3º Ciclo de Rev isão Tar ifár ia ( conform e Not a Ex plicat iva nº 41) , no que t ange a definição do valor t ot al da Base Rem uner ação Regulatória BRR e no aprimoramento da interpretação dos termos da Lei 12.783/2013, a Com panhia decidiu pela baixa do aj ust e à VNR sobr e o at ivo financeiro, no valor de R$
(493.621).
Adicionalm ent e, a BRR foi ut ilizada na bifur cação dos at ivos r elacionados à infr aest r ut ura, com o base para det erm inar o valor dos at ivos financeir o e int angível das concessões de dist r ibuição de energia elét rica. Vale r essalt ar que a BRR t am bém foi ut ilizada na bifurcação dos ativos de geração da Companhia.
Est á pr evist o par a ocor r er em 2014, a desvert icalização da Com panhia. Nest e est udo est á sendo consider ada a t ransfer ência das at ividades de ger ação par a um a nova sociedade a ser criada no âmbito do Sistema Eletrobras. (vide nota 40).
(*) Informação não auditada
NOTA 1.1 CONTINUIDADE OPERACIONAL DA COMPANHIA
Em 31 de dezembro de 2013, a Com panhia t em apur ado pr ej uízos r epet it ivos em suas oper ações e apr esent ou excesso de passiv os sobr e at ivos cir culant es no encer r am ent o do exer cício no m ont ant e de R$ 3.259.186, pr ej uízo acum ulado no m ont ant e de R$
7.172.954 e passivo a descobert o no m ont ant e de R$ 2.565.192 necessit ando assim de r ecursos de longo prazo par a fazer fr ent e à sua dívida de curt o pr azo. A adm inist r ação adot ou m edidas visando o equilíbr io econôm ico- financeir o e a r edução de seu endividam ent o. A Com panhia vem envidando esforços no sent ido de m elhor ar a eficiência no for necim ent o de ener gia elét r ica com a cr iação de gr upo de t rabalho. A Com panhia efet uou div ersos cont rat os de em pr ést im os para cober t ura de déficit oper acional com a holding Elet robr as, e esper a par a o pr óxim o exercício m elhorar o flux o de caixa de suas oper ações. Adicionalm ent e, as dem onst rações financeir as for am prepar adas no pr essupost o da cont inuidade oper acional nor m al dos negócios da Com panhia, de acor do
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(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA)
com o CPC 21 (R1) em seus it ens 25 e 26. A insuficiência de capit al de gir o é supor t ada pelo acionista controlador mediante ingresso de recursos destinados a aumento de capital.
NOTA 2 CONCESSÕES DE SERVIÇO PÚBLICO DE ENERGIA ELÉTRICA
A Com panhia det ém as seguint es concessões e aut or izações j unt o ao Órgão Regulador do Serviço Público de Energia Elétrica:
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(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA)
Capacidade Instalada
Capacidade Utilizada
(MW) (*) (MW) (*)
Portaria do MME nº. 371, datada de
28.12.2007, prorrogada por vinte
anos a concessão, a partir de 1º.
de março de 2007
01.03.2027 277,5 250,0
Bloco 1 161,5 120,0
Bloco 2 121,0 80,0
Bloco 1 149,5 132,0
Bloco 2 -
Desativado 0,0 0,0
Bloco 3 110,0 110,0
Bloco 4 171,5 157,5
Bloco 5 93,0 77,6
Bloco 6 166,1 153,4
Bloco 7 48,0 38,4
UTE Electron
A Resolução Autorizativa ANEEL n°
4.244, de 16 de julho de 2013,
transferiu a outorga da UTE
Electron da Eletronorte para a
Amazonas Distribuidora de Energia S/A.
06.07.2020 121,1 60,0
Resolução ANEEL n.º 048, de
02.02.2001, art. 22 da Lei 9.074, de 07.07.1995. Portaria n.º 35, de
20.02.2001 MME .
Res. Autorizativa ANEEL n.° 1.304, de 18.03.2008, em seu art. 1. anui à incorporação da CEAM pela MESA,
com transferência das concessões
de geração e distribuição e versão
dos ativos e passivos. Ofício nº
1.573 - SCG/ANEEL, de 01.12.2011
07.07.2015 439,0 344,0
Resolução ANEEL n.º 283, de
26.07.2000, e Resolução ANEEL n.º
53, de 08.02.2001, Contrato de
Concessão n.º 20/2001 ANEEL, de
21.03.2001, e os seus Aditivos,
Portaria n.º 34 MME, de
20.02.2001, art. 22, § 2º da Lei n.º 9.074, de 07.07.95.
07.07.2015 - -
Despacho ANEEL nº 3.209, de
25.08.2009, autoriza a Manaus
Energia a alterar a capacidade
instalada da UTE Flores
07.07.2015 124,7 94,6
Despacho ANEEL nº 1.596, de
07.06.2010, autoriza a Amazonas
Energia a alterar em caráter
excepcional as características
técnicas da UTE
07.07.2015 29,7 22,8
Despacho ANEEL nº 1.596, de
07.06.2010, autoriza a Amazonas
Energia a alterar em caráter
excepcional as características
técnicas da UTE
07.07.2015 66,6 54,7
Despacho ANEEL nº 1.596, de
07.06.2010, autoriza a Amazonas
Energia a alterar em caráter
excepcional as características
técnicas da UTE
07.07.2015 51,3 42,8
Despacho ANEEL nº 1.596, de
07.06.2010, autoriza a Amazonas
Energia a alterar em caráter
excepcional as características
técnicas da UTE
07.07.2015 73,4 60,9
2.203,9 1.798,7
UTE FLORES Concessões
Autorizações Ato autorizativo Vencimento
UHE Balbina (Rio Uatumã)
UTE Aparecida
A Resolução Autorizativa ANEEL n°
4.244, de 16 de julho de 2013,
estabelece que as outorgas de
autorização da UTE Mauá e da UTE Aparecida vigorarão pelo prazo de 30 (trinta) anos, a contar da data de publicação da Portaria nº 156, de 06 de julho de 1990.
06.07.2020
UTE Mauá
A Resolução Autorizativa ANEEL n°
4.244, de 16 de julho de 2013,
estabelece que as outorgas de
autorização da UTE Mauá e da UTE Aparecida vigorarão pelo prazo de 30 (trinta) anos, a contar da data de publicação da Portaria nº 156, de 06 de julho de 1990.
06.07.2020
Reagrupamento com 61 municípios para distribuir
Energia Elétrica e respectivas instalações de
transmissão de âmbito próprio.
Distribuição Município de Manaus
UTE Cidade Nova
UTE Iranduba **
UTE Distrito **
UTE São José
Total
(*) I nform ações não audit adas. Nest e quadro não est á com put ado o valor de 120MW de capacidade instalada a UTE Electron, pois a concessão da mesma pertence à Eletronorte.
(**) Utilização de parte da outorga da UTE Mauá
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(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA)
A Am azonas Energia det ém a concessão, com vencim ent os em 07 de j ulho de 2015 e 01 de m ar ço de 2027, respectivamente, par a dist r ibuição e geração de ener gia elét r ica no Est ado do Am azonas, atendendo a 100% dos consum idores da sua ár ea de concessão. A Companhia não atende consumidores livres no Estado, por atuar num sistema isolado.
No quadro a seguir está demonstrado o resumo da quantidade de municípios atendidos, bem como as datas de vigência do contrato de concessão:
Manaus
21.03.2001 07.07.2015
Manaus 11.04.2008 07.07.2015
Vencimento da Concessão
61 - municípios reagrupados para distribuição de energia
elétrica/Amazonas
Localidade da Sede Data da
Concessão
01 - Município de Manaus/Amazonas Nº de Municípios Atendidos
NOTA 3 RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS
As dem onst r ações financeiras for am apr ovadas e aut or izadas par a publicação pelo Conselho de Administração da Companhia em 26 de março de 2014.
As dem onst r ações financeiras da Com panhia for am pr epar adas de acor do com as pr át icas contábeis adot adas no Br asil, em consonância com as disposições da Lei das Sociedades por Ações Lei nº . 6.404/ 1976 e suas alt er ações post er ior es, os Pr onunciam ent os, as Or ient ações e as I nt erpr et ações em it idas pelo Com it ê de Pr onunciam ent os Contábeis ( CPC) e apr ovados pela Com issão de Valor es Mobiliár ios ( CVM) , os quais est ão em confor m idade com as nor m as int er nacionais de cont abilidade em it idas pelo I nt ernat ional Accounting Standards Board (IASB).
As políticas cont ábeis descr it as em det alhes abaixo for am aplicadas de m aneir a consistente a todos os períodos apresentados nessas demonstrações financeiras.
A Com panhia adot ou t odas as norm as, r evisões de norm as e int er pret ações em it idas pelo Com it ê de Pr onunciam ent os Cont ábeis ( CPC) que est avam em vigor em 31 de dezem br o de 2013. As demonstrações financeiras foram preparadas utilizando o custo histórico como base de v alor e o valor j ust o, quando aplicáv el. As pr incipais políticas cont ábeis adot adas pela Companhia estão descritas abaixo:
3.1 Caixa e Equivalente de Caixa
Caixa e equiv alent e de caix a incluem saldos de caixa, depósit os bancários à vist a e as aplicações financeir as com liquidez im ediat a, com a finalidade de at ender a com prom issos de curto prazo (Nota 4).
3.2 Clientes
Cor r esponde ao for necim ent o de ener gia elét r ica fat urado e não fat urado, ser viços pr est ados, acréscim os m or at ór ios e out r os, at é o encer r am ent o do balanço, cont abilizado com base no regime de competência (Nota 5).
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(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA)
3.2.1 Provisão para Créditos de Liquidação D uvidosa - PCLD
A PCLD é const it uída com base nos valor es a receber dos consum idores da classe r esidencial vencidos há m ais de 90 dias, da classe com ercial vencidos há m ais de 180 dias e das classes indust rial, r ur al, poder es públicos, ilum inação pública e serv iços públicos vencidos há m ais de 360 dias. Consider a, t am bém , um a análise individual dos t ít ulos a r eceber e do saldo de cada consum idor , de for m a que se obt enha um j ulgam ent o adequado dos crédit os considerados de difícil r ecebim ent o, baseando- se na experiência da Administração em relação às perdas efet ivas, na exist ência de garant ias r eais, ent r e outros. As análises da PCLD dos cont r at os de par celam ent os são feit as indiv idualm ent e, sendo o valor negociado excluído da pr ovisão após o pagam ent o da t er ceir a par cela ( Nota 5.c).
3.3 Estoque
Os m at er iais em est oque, classificados no at iv o cir culant e est ão regist r ados ao cust o m édio de aquisição e não ex cedem os seus cust os de reposição ou valor es de r ealização.
As prov isões par a est oques de baixa r ot at ividade ou obsolet os são const it uídas quando consideradas necessárias pela Administração da Companhia (Nota 7).
3.4 Investimentos
Os invest im ent os que não se dest inam ao obj et ivo da concessão est ão regist r ados pelo custo de aquisição, líquidos de provisão para perdas, quando aplicável (Nota 10).
3.5 Ativo Financeiro Concessões de Serviço Público
Refere- se à par cela est im ada dos invest im ent os r ealizados e não am or t izados at é o final da concessão classificada com o um at ivo financeiro por ser um dir eit o incondicional de r eceber caixa ou out ro at ivo financeir o dir et am ent e do Poder Concedent e, decor rent e da aplicação da I nt er pr et ação Técnica I CPC 01 (R1) Cont rat os de Concessão e da Orientação Técnica OCPC 05 Contratos de Concessão (Nota 11).
Parte da infraestrutura referente ao segm ent o de dist r ibuição de ener gia, não aplicável à ger ação, classificada com o at ivo financeir o sendo rem unerada por m eio do denom inado WACC r egulat ór io, que consist e na r em uner ação do inv est im ent o e que é cobr ada mensalmente na tarifa de energia dos consumidores.
3.6 Imobilizado
É avaliado ao cust o de aquisição ou const r ução, cor r igido m onet ar iam ent e at é 31 de dezem br o de 1995, deduzido da depreciação acum ulada e per da por r edução ao v alor recuperável (Nota 13).
A depreciação é r econhecida com base na vida út il est im ada de cada at ivo, calculada pelo m ét odo linear , de acor do com as t axas fixadas pela ANEEL, que repr esent am um a base razoável de vida útil dos respectivos bens.
Um item do imobilizado é baixado após alienação ou quando não há benefícios econômicos
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(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA)
baix a de um it em do im obilizado são det erm inados pela diferença ent r e os v alor es recebidos na venda e o valor contábil do ativo e são reconhecidos no resultado.
Em função da adoção pela Com panhia dos Pr onunciam ent os Técnicos I CPC 01 (R1)- Cont r at os de Concessão e o OCPC 05 Cont r at os de Concessão, os valor es r egist r ados com o at ivo im obilizado cor r espondem a t odos os bens que não são ut ilizados na at iv idade fim da Com panhia, incluindo- se t am bém nest e gr upo as operações com arr endam ent o mercantil. Dem ais at ivos vinculados a concessão, foram reclassificados com o At ivos Financeiros Indenizáveis (Concessão) e Intangíveis.
3.7 Intangível
Com pr eende o direit o de uso da infr aest r ut ur a, const r uída ou adquir ida pelo oper ador ou fornecida par a ser ut ilizada pela out or gant e com o part e do cont r at o de concessão do ser viço público de energia elét rica ( direit o de cobr ar dos usuár ios do serv iço público por ela pr est ado) , em consonância com as disposições das Deliber ações CVM nº s 644, de 02 de dezembro de 2010, 677, de 13 de dezem br o de 2011 e 654, de 28 de dezem br o de 2010, que apr ovam r espect iv am ent e o CPC 04 (R1) At ivos I nt angív eis, o I CPC 01 (R1) Contratos de Concessão e o OCPC 05 Contratos de Concessão.
É avaliado ao cust o de aquisição, deduzido da am or t ização acum ulada e das per das por redução ao valor recuperável, quando aplicável (Nota 12).
A Adm inist ração da Com panhia ent ende que a am ort ização do at ivo int angível é apropriada de for m a sist em át ica ao longo da sua vida út il est im ada. Assim sendo, esses bens devem ser am or t izados, r espeit ando a vida út il de cada um deles, lim it ada ao pr azo de vencimento da concessão, pelo método linear.
3.8 Provisão para Redução ao Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros A Administração da Companhia revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o obj et ivo de avaliar event os ou m udanças nas cir cunst âncias econôm icas, operacionais ou t ecnológicas, que possam indicar det er ioração ou per da de seu v alor r ecuper ável. Quando t ais evidências são ident ificadas e o valor cont ábil líquido excede o valor r ecuper ável, é const it uída pr ovisão par a r edução de at ivo não financeir o, aj ust ando o valor cont ábil líquido ao valor recuperável.
O valor r ecuper ável de um at ivo ou de det erm inada unidade gerador a de caixa é definido como sendo o valor em uso.
Na est im at iva do valor em uso do at iv o, os flux os de caix a fut ur os est im ados são descont ados ao seu valor present e, ut ilizando um a t ax a de descont o que r eflit a o cust o m édio ponderado de capit al par a o set or em que oper a a unidade gerador a de caixa (Nota 14) .
3.9 Arrendamento Mercantil
Conform e or ient ações do Pr onunciam ent o CPC 06 (R1) Oper ações de Ar r endam ent o Mer cant il e da I nt er pr et ação Técnica I CPC 03- Aspect os Com plem ent ar es das Oper ações
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(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA)
Com panhia det enha sobr e bens cor pór eos dest inados à m anut enção de suas at ividades, decor rent es de ar r endam ent o m er cant il financeir o que t r ansfiram ao arr endat ár io os benefícios, r iscos e cont r ole sobr e os bens. No início do ar r endam ent o financeir o, est es bens são capit alizados pelo m enor valor ent re o valor j ust o do bem ar r endado e o v alor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento.
Os ar rendam ent os financeir os são regist rados com o se fosse um a com pr a financiada, r econhecendo, no m om ent o da aquisição, um at ivo im obilizado e um passivo de financiam ent o ( ar rendam ent o) . Cada par cela paga do ar r endam ent o é alocada, par t e no passivo e par t e aos encar gos financeiros, par a que, dessa for m a, sej a obt ida um a t axa const ant e sobre o saldo da dívida em aber t o. As obr igações cor r espondent es, líquidas dos encargos financeiros, são incluídas em outros passivos a longo prazo.
Os j ur os e out r as despesas financeir as são r econhecidos na dem onst r ação do r esult ado dur ant e o per íodo do arr endam ent o, para pr oduzir um a t axa periódica const ant e de j ur os sobr e o saldo r em anescent e do passivo par a cada per íodo. O im obilizado adquir ido por m eio de ar r endam ent o m er cant il financeir o ( a) est á classificado no At ivo Não Cir culant e sendo amortizado durante a sua vida útil (Nota 17).
3.10 Cauções e Depósitos Judiciais
Os depósit os j udiciais são aqueles que se prom ovem em j uízo, em cont a bancária vinculada a processo judicial, sendo realizado em moeda corrente com o intuito de garantir a liquidação de pot encial fut ur a obr igação. São avaliados de acordo com o CPC 38 - I nst rum ent os Financeir os: Reconhecim ent o e Mensur ação e est ão apresent ados segundo o CPC 26 (R1) Apresentação das Demonstrações Contábeis (Nota 22).
a) Avaliação: at endem a definição de at ivo financeir o ( dir eit o cont r at ual de receber caixa) , são classificados na cat egor ia em prést im os e recebíveis e m ensur ados pelo cust o am ort izado, ist o é, at ualizados m onet ar iam ent e, segundo rem uner ação da Caixa Econômica Federal (TR, SELIC, etc.)
b) Apr esent ação: os depósit os j udiciais decor r ent es de pr ocessos t r ibut ár ios, efet uados pelo valor int egr al da obrigação/ cont ingência, t or nam a exigibilidade do crédit o t r ibut ário suspensa. Nessas circunst âncias, esses depósit os são apr esent ados reduzindo o valor do passivo cor r espondent e, e os valor es at ualizados são abert os em not a explicat iva. Par a os dem ais t ipos pr ocessuais de depósit os, são analisadas as peculiar idades de cada caso par a eventual apresentação líquida.
3.11 Financiamentos e Empréstimos
São inst r um ent os financeiros m ant idos at é o vencim ent o, regist rados pelo valor líquido dos cust os incor ridos nas t r ansações e subsequent em ent e m ensur ados ao cust o amortizado, ou sej a, cust o inicial, acr escido das var iações m onet ár ias ou cam biais e dos j uros incor r idos at é a dat a do balanço pat r im onial, de acor do com os t erm os dos cont r at os financeiros, deduzidas dos custos de transação incorridos na captação dos recursos.
Todos os out r os cust os com em pr ést im os são r econhecidos no r esult ado do exercício, quando incorridos (Nota 16).
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(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA)
3.12 Outros Ativos e Passivos Circulantes e Não Circulantes
Um at ivo é r econhecido quando for prov ável que seus benefícios econôm icos fut ur os serão ger ados em fav or da Com panhia e seu cust o ou valor puder ser m ensurado com segurança.
Um passiv o é r econhecido quando a Com panhia possui um a obr igação legal ou const it uída com o result ado de um event o passado, sendo pr ovável que um recur so econôm ico seja r equerido par a liquidá- lo. As pr ovisões são r egist r adas t endo com o base as m elhor es estimativas do risco envolvido.
Os at iv os e passivos são classificados com o cir culant es quando sua r ealização ou liquidação é pr ovável que ocorr a nos pr óxim os doze m eses. Caso cont r ár io são demonstrados como não circulantes.
3.13 Ajuste a Valor Presente de Ativos e Passivos
Os at ivos e passivos m onet ár ios de longo pr azo e os de cur t o pr azo, quando o efeit o é consider ado relevant e em r elação às dem onst rações financeiras, são aj ust ados pelo seu valor presente.
O aj ust e a valor pr esent e é calculado levando em consider ação os fluxos de caixa cont r at uais e a t axa de j uros explícit a e, em cer t os casos, im plícit a, dos r espect ivos at ivos e passivos. Dessa for m a, os j ur os em but idos nas receit as, despesas e cust os associados a esses at ivos e passivos são descont ados com o int uit o de r econhecê- los em conform idade com o regim e de com pet ência de exer cícios. Post eriorm ent e, esses j ur os são r ealocados nas linhas de despesas e receit as financeir as no r esult ado por m eio da ut ilização do método da taxa efetiva de juros em relação aos fluxos de caixa contratuais.
3.14 Receitas e Despesas Financeiras
Com post as principalm ent e por j ur os e var iações m onet ár ias e cam biais decor rent es de aplicações financeir as, em pr ést im os e financiam ent os concedidos e operações com instrumentos financeiros (Nota 32).
3.15 Provisões para Causas Judiciais
As pr ovisões são r econhecidas quando a Com panhia t em um a obr igação pr esent e, legal ou não for m alizada, com o r esult ado de event os passados e é prov ável que um a saída de r ecursos sej a necessár ia par a liquidar a obr igação e um a est im at iva confiável do v alor possa ser feit a. Dessa for m a, o valor const it uído com o provisão é a m elhor est im at iva de liquidação de um a pr ovável obrigação na dat a das demonstrações financeiras, levando em consideração os riscos e incertezas relacionadas (Nota 22).
O j ulgam ent o da Com panhia é baseado na opinião de seus consult or es j ur ídicos. As pr ovisões são rev isadas e aj ust adas par a levar em cont a alt er ações nas cir cunst âncias t ais com o, pr azo de prescrição aplicáv el, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais ident ificadas com base em novos assunt os ou decisões de t r ibunais. Os resultados reais podem diferir das estimativas.