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Elasticidade linear unidimensional

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Academic year: 2021

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Elasticidade linear unidimensional

Projeto - MAP3121

Entrega: 12/06

1

Deslocamentos longitudinais de uma barra

Nesta se¸c˜ao apresentaremos a equa¸c˜ao diferencial que modela deslocamentos de uma barra el´astica sujeita a uma carga axial1. Considere a resposta est´atica de uma barra de comprimento L com se¸ao transversal

de ´area A(x) vari´avel. O objetivo ´e determinar a distribui¸c˜ao σ(x) da tens˜ao (for¸ca por unidade de ´area) na barra, onde x denota a coordenada do eixo.

A tens˜ao resulta do deslocamento longitudinal u(x) dos pontos da barra, que por sua vez ´e respons´avel pela deforma¸c˜ao (x) da barra definida como varia¸c˜ao do deslocamento por unidade de comprimento:

(x) = du

dx. (1)

Assumiremos que a tens˜ao e a deforma¸c˜ao relacionam-se pela Lei de Hooke,

σ(x) = E(x)(x), (2)

onde E ´e o m´odulo de elasticidade ou m´odulo de Young. Pense em uma vers˜ao cont´ınua de um sistema de massas e e molas. O m´odulo de Young pode depender de x (por exemplo, para um material composto). A hip´otese constitutiva (2) ´e uma boa aproxima¸c˜ao quando os deslocamentos s˜ao pequenos.

Figura 1: Barra de comprimento L

A barra pode estar sujeita a uma for¸ca corporal b(x) devida, por exemplo, `a gravidade (se a barra estiver posicionada verticalmente), a uma for¸ca magn´etica ou a uma for¸ca de expans˜ao/compress˜ao devido a varia¸c˜oes de temperatura. Como estamos tratando de um caso unidimensional, vamos supor que b ´e uma densidade linear de for¸ca.

(2)

Impondo-se o equil´ıbrio entre a for¸ca interna σ(x)A(x) e a for¸ca externa b(x) atuando na dire¸c˜ao longitudinal do corpo obtemos, em um trecho α ≤ x ≤ β da barra, a express˜ao

σ(β)A(β) − σ(α)A(α) + Z β

α

b(x) dx = 0,

que pode ser reescrita na forma

Z β α  d dx[σ(x)A(x)] + b(x)  dx = 0.

Como α e β s˜ao arbitr´arios, a igualdade acima nos leva a expressar a equa¸c˜ao de equil´ıbrio de for¸cas como

d

dx[σ(x)A(x)] + b(x) = 0.

Substituindo (2) e (1) na igualdade acima obtemos a equa¸c˜ao diferencial

−d dx  E(x)A(x)du dx  = b(x), 0 < x < L, (3)

para o deslocamento u(x).

Para a resolu¸c˜ao desta equa¸c˜ao diferencial, ´e necess´ario prescrever condi¸c˜oes de contorno nos dois extremos da barra. Podemos especificar, por exemplo, deslocamentos nos extremos da barra,

u(0) = ¯u0, u(L) = ¯uL, (4)

ou o deslocamento em um extremo e uma carga, denominada tra¸c˜ao, no outro extremo,

u(0) = ¯u, E(L)A(L)du

dx(L) = ¯t. (5) A tra¸c˜ao ¯t ´e medida em unidades de for¸ca por ´area. O problema (3) com condi¸c˜oes de contorno (4) ou (5) ser´a resolvido pelo M´etodo de Elementos Finitos, descrito na ´ultima se¸c˜ao. Uma vez obtida a aproxima¸c˜ao da solu¸c˜ao, a tens˜ao σ(x) pode ser tamb´em aproximada.

2

Orienta¸

oes

2.1

Observa¸

oes gerais

• O objetivo desse projeto ´e anal´ıtico e explorat´orio. Vocˆe deve usar o roteiro abaixo apenas como guia, mas recomendamos tentar explorar al´em do sugerido e discutir as an´alises no relat´orio.

• Tente buscar valores reais de parˆametros al´em dos aqui fornecidos, e discuta no relat´orio a influˆencia de cada parˆametro no relat´orio com exemplos reais ou simulados.

• O projeto pode ser feito em duplas, mas sempre com algu´em da mesma ´area de engenharia que a sua.

• Apenas um aluno deve entregar o projeto, definido por ordem alfab´etica, destacando no relat´orio e c´odigo o nome de ambos os alunos.

• A entrega deve constar de relat´orio (em pdf), contendo a an´alise do problema estudado e resultados, e do programa fonte do c´odigo usado para as simula¸c˜oes computacionais (em c ou python). O relat´orio e o programa podem ser entregues em um arquivo compactado ´unico.

2.2

Valida¸

ao

(3)

2.3

Material composto e se¸

ao transversal constante

Uma barra el´astica de comprimento L = 4m e ´area da se¸c˜ao transversal constante A = 0.1m2´e formada

por dois materiais. O m´odulo de Young ´e constante por partes cujos valores s˜ao

E(x) = (

108N m−2, se x ∈ [0, L/2),

105N m−2, se x ∈ (L/2, L).

A barra est´a fixa em x = 0m e sofre uma tra¸c˜ao ¯t = −500 N m−2 em x = 4m. Calcule o deslocamento, a deforma¸c˜ao e a tens˜ao. Apresente gr´aficos.

2.4

Se¸

ao transversal vari´

avel sob a¸

ao da gravidade

Uma barra el´astica de comprimento L est´a suspensa verticalmente, sofrendo a a¸c˜ao da gravidade. Es-colhendo a coordenada de modo que x = 0 ´e o extremo superior da barra, que est´a fixo, e x = L ´e o extremo inferior da barra, que est´a livre, a ´area da se¸c˜ao transversal ´e dada por

A(x) = A0  1 − x 2L 2 .

Supondo que o material ´e homogˆeneo, o m´odulo de Young E e a densidade ρ s˜ao constantes (vocˆe precisa do valor de ρ para calcular a for¸ca externa, que n˜ao ´e constante).

Use os parˆametros

L = 1 m, A0= 0.01 m2, E = 1.4 × 1010N m−2 e ρ = 0.75 Kgm−3

para calcular u(x), σ(x) e tamb´em a for¸ca interna p(x) = σ(x)A(x). Apresente gr´aficos. Os parˆametros relativos ao material foram escolhidos para a madeira do tipo carvalho. Experimente mudar o material e eventualmente os outros parˆametros.

3

etodo de Elementos Finitos

Apresentamos aqui uma breve introdu¸c˜ao ao m´etodo de elementos finitos para solu¸c˜ao da equa¸c˜ao:

L(u(x)) := (−k(x)u0(x))0+ q(x)u(x) = f (x) em (0, 1), u(0) = u(1) = 0 (6)

onde k(x) > 0, q(x) ≥ 0, k(x) ∈ C1[0, 1], q(x), f (x) ∈ C[0, 1]. Uma solu¸ao cl´assica desta equa¸ao ´e uma

fun¸c˜ao

u(x) ∈ V0= {v ∈ C2[0, 1] : v(0) = v(1) = 0}

satisfazendo (6). Por outro lado se u(x) ∈ V0´e solu¸c˜ao de (6) e v(x) ∈ V0 temos que:

Z 1 0 L(u(x))v(x) dx = Z 1 0 f (x)v(x) dx .

Integrando por partes o primeiro termo de L(u(x)) e usando que u e v se anulam nos extremos do intervalo, obtemos: Z 1 0 k(x)u0(x)v0(x) + q(x)u(x)v(x) dx = Z 1 0 f (x)v(x) dx , ∀v ∈ V0 . (7)

Por outro lado, se u(x) ∈ V0 satisfaz (7), ent˜ao u(x) ´e solu¸c˜ao de (6), ou seja as formula¸c˜oes (6) e (7)

s˜ao equivalentes para u(x) ∈ V0. Agora, ao passo que na equa¸c˜ao (6) uma solu¸c˜ao necessariamente tem

que ser duas vezes continuamente diferenci´avel, a equa¸c˜ao (7) pode ser formulada para fun¸c˜oes mais gerais. Podemos escolher u(x) e v(x) no espa¸co U0 das fun¸c˜oes cont´ınuas, continuamente diferenci´aveis

(4)

´

e a chamada vers˜ao fraca da equa¸c˜ao (6) (onde a fun¸c˜ao f tamb´em pode ser admitida como sendo cont´ınua por partes e limitada). Vamos observar que

hu, viL=

Z 1

0

k(x)u0(x)v0(x) + q(x)u(x)v(x) dx

define um produto interno no espa¸co U0. As propriedades hu, viL = hv, uiL, hαu, viL = αhu, viL, hu1+

u2, viL = hu1, viL+ hu2, viL e hu, uiL ≥ 0 s˜ao de verifica¸c˜ao imediata. Para concluir que hu, uiL = 0

implica que u = 0 no caso em que q(x) = 0, observe que necessariamente u0(x) = 0 em [0, 1] e portanto

u deve ser constante. Como vale 0 nos extremos do intervalo, u ´e a fun¸c˜ao nula.

Vamos agora introduzir o m´etodo de Ritz-Raleigh para a aproxima¸c˜ao da solu¸c˜ao do problema (8) (veja tamb´em a se¸c˜ao 11.5 do livro texto do Burden / Faires). A aproxima¸c˜ao ser´a determinada por um m´etodo de m´ınimos quadrados em um subespa¸co de dimens˜ao finita Un de U0, atrav´es da proje¸c˜ao

ortogonal da solu¸c˜ao u(x) de (8) em Un. O problema ´e que desconhecemos u(x) (que ´e quem gostar´ıamos

de determinar ...). Como projet´a-la em Un ? Isto se torna vi´avel ao substituirmos o produto interno

usual hu, vi = R1

0 u(x)v(x) dx pelo produto interno hu, viL oriundo do problema (8). Neste caso a

proje¸c˜ao ortogonal ¯un de u(x) (solu¸c˜ao de (8)) em Un ´e tal que hu − ¯un, vniL = 0 ∀ vn ∈ Un, ou seja,

h¯un, vniL = hu, vniL. Usando o fato de que u ´e solu¸c˜ao de (8) e que Un ⊂ U0 temos que para todo

vn ∈ Un, hu, vniL = hf, vni. Assim, podemos obter a proje¸c˜ao ortogonal de u em Un obtendo a fun¸c˜ao

¯

un tal que:

h¯un, vniL= hf, vni , ∀vn∈ Un . (9)

A fun¸c˜ao ¯un minimiza o valor de ||u − vn||L = hu − vn, u − vni 1/2

L , para vn ∈ Un (ou seja, ¯un ´e a

melhor aproxima¸c˜ao da solu¸c˜ao u no espa¸co Un, que conseguiremos determinar, mesmo desconhecendo

u!). Para obter a solu¸c˜ao de (9), precisamos de uma base φ1, φ2, ..., φnde Un. Obtemos ent˜ao as equa¸c˜oes

h¯un, φiiL= hf, φii, i = 1, ..., n. Escrevendo ¯un=P n

i=1αiφi, chegamos ao sistema linear:

  hφ1, φ1iL hφ2, φ1iL ... hφn, φ1iL ... ... ... ... hφ1, φniL hφ2, φniL ... hφn, φniL  .   α1 .. αn  =   hf, φ1i .. hf, φni   (10)

3.1

Escolha do espa¸

co U

n

e sua base: Elementos Finitos

Iremos escolher Un como o espa¸co de Splines Lineares S02,n[0, 1] com n´os uniformemente espa¸cados em

[0,1]. Tomando h = 1/(n + 1) e xi= ih, i = 0, 1, ..., n + 1 teremos:

S02,n[0, 1] =s(x) ∈ C[0, 1] : s(0) = s(1) = 0 e s |[xi,xi+1]∈ P1

, ou seja, cada spline em S0

2,n[0, 1] ´e uma fun¸c˜ao cont´ınua em [0,1], se anulando nos extremos e coincidindo

com uma reta entre cada dois n´os. Cada spline em S0

2,n[0, 1] fica unicamente determinado atrav´es de

seus valores nos n´os x1, x2, ..., xn. (Verifique que S2,n0 [0, 1] ´e um espa¸co vetorial de dimens˜ao n.) Uma

base para este espa¸co de Splines ´e dada pelas fun¸c˜oes “chap´eu” φi(x), i = 1, .., n que valem 0 fora

de [xi−1, xi+1], φi(x) = (x − xi−1)/h em [xi−1, xi] e φi(x) = (xi+1− x)/h em [xi, xi+1]. O intervalo

[xi−1, xi+1] ´e chamado o suporte da fun¸c˜ao φi, fora dele a fun¸c˜ao se anula. No m´etodo de elementos

finitos procura-se utilizar bases cujos elementos tenham suportes ”pequenos”. Note que a intersec¸c˜ao entre os interiores dos suportes de φie φjser´a n˜ao vazia apenas se |i − j| ≤ 1. Decorre que, hφi, φjiL= 0

se |i − j| > 1. Isto faz com que a matriz do sistema linear (10) seja tridiagonal. Al´em disso temos que:

hf, φii = Z 1 0 f (x)φi(x) dx = Z xi+1 xi−1 f (x)φi(x) dx .

Observe ainda que φ0i(x) ´e nula fora de [xi−1, xi+1], vale 1/h em (xi−1, xi) e −1/h em (xi, xi+1). No

caso em que k(x) = 1 e q(x) = 0 (veja (6)) a matriz do sistema (10) ´e tridiagonal com valores 2/h na diagonal principal e −1/h nas diagonais vizinhas a esta.

3.2

Montagem da matriz e solu¸

ao do sistema

Para montar o sistema (10) e resolvˆe-lo vocˆe dever´a utilizar as rotinas que desenvolveu nas tarefas computacionais 2 e 3 do curso. A montagem da matriz requer a avalia¸c˜ao dos produtos internos hφi, φjiL,

para |i − j| ≤ 1 e hf, φii. Para tanto vocˆe deve aproximar os valores das integrais correspondentes atrav´es

do m´etodo de Romberg desenvolvido na tarefa 3 (use precis˜ao  = 10−6). Note que a integral deve ser calculada no intervalo de n´os em que φi ´e n˜ao nula. Uma vez montado o sistema tridiagonal, este deve

(5)

3.3

Solu¸

ao do m´

etodo de elementos finitos

Uma vez resolvido o sistema (10) obtemos a fun¸c˜ao ¯un(x) = P n

i=1αiφi(x) solu¸c˜ao de (8), que melhor

aproxima a solu¸c˜ao u(x) de (7) (e portanto de (6) caso u(x) ∈ C2[0, 1]). Refinando-se o problema (ou

seja, aumentando o valor de n e consequentemente reduzindo h) melhora-se a aproxima¸c˜ao. Se a solu¸c˜ao u(x) for suficientemente diferenci´avel teremos que ||¯un(x) − u(x)|| = O(h2).

3.4

Teste da ordem de convergˆ

encia

Teste a ordem de convergˆencia do m´etodo com o exemplo onde k(x) = 1, q(x) = 0, f (x) = 12x(1 − x) − 2. Neste caso a solu¸c˜ao exata de (6) ´e a fun¸c˜ao u(x) = x2(x − 1)2. Calcule a solu¸ao para os valores de

n = 15, 31, 63, 127 e 255 e avalie em cada caso ||¯un(x) − u(x)|| = maxi=1,n|¯un(xi) − u(xi)| e constante

a convergˆencia de segunda ordem.

3.5

Condi¸

oes de fronteira n˜

ao homogˆ

eneas

O que fazer se na equa¸c˜ao (6) as condi¸c˜oes de fronteira forem u(0) = a e u(1) = b ? Pode-se reduzir este problema ao caso homogˆeneo resolvendo-se a equa¸c˜ao

L(v(x)) = f (x) + (b − a)k0(x) − q(x)(a + (b − a)x) = ˜f (x) , v(0) = v(1) = 0 .

Mostre que neste caso u(x) = v(x) + a + (b − a)x ´e a solu¸c˜ao da equa¸c˜ao (6) com condi¸c˜oes de fronteira u(0) = a e u(1) = b.

3.6

Condi¸

oes de fronteira mistas

Uma situa¸c˜ao de interesse em aplica¸c˜oes ´e dada pelo problema

(−k(x)u0(x))0+ q(x)u(x) = f (x) em (0, 1), u(0) = k(1)u0(1) = 0.

A diferen¸ca em rela¸c˜ao a (6) ´e a substitui¸c˜ao do valor nulo de u pelo valor nulo do fluxo em x = 1. Se no lugar do espa¸co V0 usarmos o espa¸co

V00 = {v ∈ C2[0, 1] : v(0) = 0},

ent˜ao, multiplicando-se a equa¸c˜ao por v e integrando por partes, obtemos (use u0(1) = v(0) = 0)

Z 1 0 k(x)u0(x)v0(x) + q(x)u(x)v(x) dx = Z 1 0 f (x)v(x) dx , ∀v ∈ V00.

Pode-se mostrar que se u ∈ V00satisfaz a rela¸c˜ao acima, ent˜ao u ´e solu¸c˜ao da equa¸c˜ao diferencial e satisfaz automaticamente u0(1) = 0. N˜ao ´e necess´ario definir um espa¸co englobando esta condi¸c˜ao. Sutil, n˜ao?

Se definirmos U00 como o espa¸co das fun¸c˜oes cont´ınuas, continuamente diferenci´aveis por partes que se anulam em x = 0, a vers˜ao fraca do problema consiste ent˜ao em determinar u ∈ U00 tal que

Z 1 0 k(x)u0(x)v0(x) + q(x)u(x)v(x) dx = Z 1 0 f (x)v(x) dx , ∀v ∈ U00.

Podemos definir o mesmo produto interno hu, viL em U00 e proceder da mesma maneira descrita

ante-riormente. Algo mudou? A diferen¸ca estar´a na escolha dos subespa¸cos. Continuaremos a usar splines lineares, mas somente com a restri¸c˜ao de se anularem em x = 0:

Un+10 =s(x) ∈ C[0, 1] : s(0) = 0 e s |[xi,xi+1]∈ P1 .

A dimens˜ao agora ´e n + 1. A base ser´a formada pelas fun¸c˜oes φi(x), 1 ≤ i ≤ n definidas anteriormente,

mais a fun¸c˜ao φn+1(x) = (xn+1− x)/h para x ∈ [xn, xn+1] que se anula em [0, xn]. Vocˆe pode usar o

mesmo exemplo da Se¸c˜ao 3.4 para testar a ordem de convergˆencia.

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