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Cad. Saúde Pública vol.10 número2

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Academic year: 2018

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270 Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, 10 (2): 269-271, abr/jun, 1994 tificação das dimensões biológica e social

ine-rentes à questão. Estas dimensões expressam-se sob a perspectiva biológica individual – enquanto produto da relação consumo/neces-sidades – e sob a perspectiva social, exem-plificada pela identificação e análise dos determinantes da organização social.

Respondendo por aproximadamente meta-de do livro (capítulos II a V), a avaliação atra-vés de parâmetros antropométricos, principal metodologia de diagnóstico nutricional a ní-vel comunitário, é abordada em sua complexi-dade sem no entanto perder a direcionalicomplexi-dade para o público ao qual se destina. No capítulo II, são identificadas as principais medidas e indicadores antropométricos, sua relevância e, por último, a operacionalização e as vantagens e desvantagens das principais classificações do estado nutricional. O capítulo III apresenta o aparato estatístico básico que é utilizado em avaliação nutricional. os dois últimos (capítu-los IV e V) abordam questões como população

de composição corporal. Trazem também algu-ma discussão sobre indicadores antropo-métricos para avaliação de adultos e gestantes. Os capítulos restantes tratam dos demais pro-cedimentos diagnósticos, quais sejam: clínicos e laboratoriais (capítulo VI); demográficos (ca-pítulo VII); consumo alimentar (ca(ca-pítulo VII) e sócio-econômico e culturais (capítulo IX). A abordagem destes tópicos, feita com proprie-dade, coloca o leitor em contato com meto-dologias e conceitos complementares necessários aa um melhor entendimento do tema.

Os diversos capítulos dão ao leitor uma di-mensão global das principais abordagens em-pregadas em avaliação nutricional, ficando, portanto, à disposição de todos aqueles dedica-dos ao assunto uma interessante contribuição.

Gilberto Kac Escola Nacional de Saúde Pública Fundação Oswaldo Cruz

Compêndio de Defensivos Agrícola (Guia Prático de Produtos Fitossanitários para Uso Agrí-cola). Organização Andrei (Org.). 4ª ed., São Pau-lo: Organização Andrei, 1993. 448 p. 28,46 URVs.

A Organização Andrei Editora vem prestan-do um grande serviço não só aos agrônomos, mas também aos sanitaristas, com a publicação atualizada desses compêndios. Apesar de o pre-sente volume não abordar os chamados produtos domissanitários, onde melhor se enquadram os usados na Saúde Pública, ele apresenta algumas informações úteis aos sani-taristas.

Estamos de acordo com a editora em chamar esses produtos de defensivos, ao invés de agrotóxicos. Tanto a nossa experiência pessoal como a dos antigos serviços nacionais de malaria, febre amarela e peste mostram que es-ses produtos só são tóxicos para quem não sabe trabalhar. Nesta mesma linha de pensamento,

o colega Hélio Palma de Arruda escreveu um capítulo muito ponderado sobre o receituário agronômico, complementado, no final do com-pêndio, por uma explicação detalhada sobre a Lei nº 7.802, de 1989, regulamentada pelo De-creto nº 98.816, de 1990, que disciplinam o as-sunto. O exame desta lei e deste decreto faz pensar na necessidade de um receituário domissanitário, a ser executado por profissio-nais preparados pelo Ministério da Saúde. Al-guns acidentes ocorridos neste próprio Ministério mostram a falta que fazem profissi-onais competentes.

Pela primeira vez vimos, num desses com-pêndios, um capítulo sobre “Precauções no manuseio de defensivos agrícolas”, feito pela própria editora.

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Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, 10 (2): 269-271, abr/jun, 1994 271 a Saúde Pública proporciona um consumo

marginal de produtos desenvolvidos, visando solucionar problemas da agricultura.

Há de se informar que todos os dados foram fornecidos pelos fabricantes dos produtos, o que talvez não agrade muito aos militantes dos movimentos ecológicos. Deve-se, entretanto, reconhecer que o Brasil é um país fraco, prin-cipalmente em pesquisa tecnológica. Não há,

portanto, o que reclamar. Tivemos ocasião de participar da elaboração do manual Praguicidas em Saúde Pública, do Ministério da Saúde, e lá, também, a quase totalidade das informações são estrangeiras.

Mário B. Aragão

Referências

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