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Patricia Santos Martins

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Academic year: 2021

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orges Pós-Doutor em Direito pela UNISINOS. Doutor em Direito na UFRGS. Professor do Curso de Direito da

Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). [email protected]

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artins Mestre em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS (2016). Bolsista Capes/ PROEX. Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Faculdade Meridional – IMED

(2013). Professora visitante no Curso de Pós-Graduação em Direito Previdenciário (UNIRITTER). Professora no Curso de Pós-Graduação em Direito Empresarial – disciplinas Flexibilização das Normas Trabalhistas e Responsabilidade Civil (Faculdade CNEC Farroupilha). Advogada. [email protected]

Recebido em: 25.07.2017 Pareceres: 21.08.2017 e 25.08.2017

áreado direito: Consumidor

resumo: O objetivo da presente pesquisa é

anali-sar as nanotecnologias, que são um conjunto de técnicas inovadoras que permitem trabalhar a bi-lionésima parte do metro, oriunda das pesquisas e desenvolvimento tecnológicos de ponta, capazes de causar danos aos consumidores em razão da falta de informação. São utilizadas para a elabo-ração de produtos novos, que, em razão das ca-racterísticas físico-químicas diversas proporcio-nadas pela escala nano, podem submeter o con-sumidor a riscos ainda incertos ou incalculáveis, tornando-os, em razão disso, hipervulneráveis. Parte-se da hipótese da exposição dos nanocon-sumidores a um mercado ainda pouco conhecido

abstract: The objective of the present research

is to analyze nanotechnologies, which are a set of innovative techniques that allow to work the billionth part of the meter, derived from the la-test technological research and development, ca-pable of causing damages to the consumers due to the lack of information. They are used for the preparation of new products with physicoche-mical characteristics at a nano scale which are still unknown and which subject the consumer to risks that are still uncertain or incalculable, making them hypervulnerable. It is based on the hypothesis of the exposure of nanoconsumimers to a market still little known of the general public,

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do grande público, mas com grande exposi-ção dos riscos. Essa perspectiva se dará por meio da utilização do método de abordagem hipotético-dedutiva interdisciplinar, com a realização de pesquisa bibliográfica, bem como análise da normatização brasileira. A análise do atual contexto normativo, incluindo a ausência de marcos regulatórios específicos compara-dos aos direitos fundamentais já positivacompara-dos, demonstra que deve haver sintonia entre o contexto jurídico-legislativo e a realidade so-cial, somente por meio do qual se poderá, com responsabilidade e informação, garantir ao consumidor um patamar mínimo de conheci-mento sobre os produtos que consome. Con-clui-se, portanto, no sentido de que é direito fundamental do nanoconsumidor o acesso às informações em razão de sua posição de hiper-vulnerabilidade.

but with great exposition of the risks. This pers-pective will be given through the use of the hypothetical-deductive interdisciplinary me-thod, with the accomplishment of bibliographi-cal research, as well as analysis of the Brazilian standardization. The analysis of the current normative context, including the absence of specific regulatory frameworks compared to fundamental rights already affirmed, shows that there must be a syntony between the legal--legislative context and the social reality, only through which one can, with responsibility and information, guarantee Minimum level of kno-wledge about the products it consumes. There-fore, it is concluded that it is the fundamental right of the nonsmoker to access information because of their position of hypervulnerability.

Palavras-chave: Nanotecnologias –

Consumi-dor – Hipervulnerabilidade – Direito à informa-ção – Marcos regulatórios.

Keywords: Nanotechnologies – Consumer –

Hyper-vulnerability – Right to information – Regulatory frameworks.

Sumário: 1. Introdução. 2. As nanotecnologias, os riscos incertos e o direito à

informa-ção do consumidor. 2.1. As nanotecnologias e o risco: perspectiva da pós-modernidade. 2.2. Fundamentos do direito à informação. 3. Os (possíveis) danos aos nanoconsumidores e a sua posição de hipervulnerabilidade em face da carência/ausência do direito à informa-ção. 3.1. Os (potenciais) danos aos nanoconsumidores. 3.2. A hipervulnerabilidade do nano-consumidor diante da carência/ausência de informações. 4. O direito fundamental do na-noconsumidor à informação no cenário das nanotecnologias. 5. Conclusão. 6. Referências.

1. i

NTrodução

O tema das nanotecnologias tem sido recorrente nos dias atuais em razão do avanço no desenvolvimento das pesquisas e da tecnologia. O termo nano representa uma medida e equivale à bilionésima parte de um metro, isto é, ao se dividir um metro por um bilhão de vezes, chegamos ao nanômetro. Essa medida também pode ser representada pela notação científica de 10-9.

As nanotecnologias são técnicas utilizadas no manejo de produtos a serem colocados no mercado de consumo. Deve-se observar que, muito embora ofer-tados com diversos benefícios, ainda não há certeza científica quanto aos riscos de sua utilização e do potencial lesivo na produção de resultados inesperados

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Os danos, em razão da enormidade de aplicações em diversas áreas, são pa-tentes, uma vez que há incerteza quanto à toxicidade dos materiais trabalhados com a utilização de técnicas de nanotecnologias.

Portanto, produtos que foram manejados utilizando as nanotecnologias já estão amplamente em circulação no mercado, sendo consumidos sem que existam maiores informações acerca de seus riscos e, nesse caminho, diante da ausência de informação segura ou carência dela pela falta de experimentos científicos, pode-se considerar o nanoconsumidor em posição de hipervulne-rabilidade em razão da carência/inexistência do direito à informação, gerando a responsabilidade do fornecedor de produtos ou serviços em face do risco do desenvolvimento.

6. r

eFerêNcias

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(6)

P

esquisas do

e

ditorial

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• A informação como direito fundamental do consumidor, de Paulo Luiz Netto Lôbo –

RDC 37/59-76, Doutrinas Essenciais de Direito do Consumidor 3/595-614 e Doutrinas Essenciais de Responsabilidade Civil 8/95-114 (DTR\2001\748)

• Nanotecnologias e Código de Defesa do Consumidor: um olhar a partir do princípio da precaução, de André Stringhi Flores, Juliano Dossena Junior e Wilson Engelmann –

RDC 76/152-175 e Doutrinas Essenciais de Direito do Consumidor 3/1139-1160

(DTR\2010\790); e

• Os potenciais riscos das nanotecnologias, de Vladmir Oliveira da Silveira e Queila Rocha Carmona dos Santos – RDC 97/173-196 (DTR\2015\1378).

Referências

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