UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA BÁRBARA FRITZEN MONGUILHOTT
CENTRO DE APOIO AO SURF
Florianópolis Agosto de 2017
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BÁRBARA FRITZEN MONGUILHOTT
CENTRO DE APOIO AO SURF
Trabalho de Conclusão de Curso I apresentado ao Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, como requisito parcial para a obtenção de título de Arquiteta e Urbanista.
Orientador: Prof. Dr. Alexandre Fabiano Benvenutti.
Florianópolis Agosto de 2017
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BÁRBARA FRITZEN MONGUILHOTT
CENTRO DE APOIO AO SURF
Trabalho de Conclusão de Curso I apresentado ao Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, como requisito parcial para a obtenção de título de Arquiteta e Urbanista.
Florianópolis, 23 de novembro de 2017.
______________________________________________________ Professor e orientador Alexandre Fabiano Benvenutti, Dr.
Universidade do Sul de Santa Catarina
______________________________________________________ Prof. Nome do Professor, Dr./Ms./Bel./Lic
Universidade do Sul de Santa Catarina
______________________________________________________ Prof. Nome do Professor, Dr./Ms./Bel./Lic
5 Dedico este trabalho a todos que estiveram ao meu lado durante minha trajetória acadêmica e que, de alguma forma, contribuíram para a realização deste sonho.
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AGRADECIMENTOS
Gostaria inicialmente de agradecer aos meus pais, Ines Fritzen e Sergio Roberto Monguilhott, por tudo que me proporcionaram até hoje, por estarem sempre dispostos a me ajudar e incentivando meus desejos.
Ao professor e orientador Alexandre Fabiano Benvenutti pela sua dedicação, confiança e comprometimento neste trabalho, disponibilizando seu tempo, incentivo e conhecimentos.
Aos demais professores que fizeram parte da minha graduação pelos incentivos e conhecimentos repassados.
Aos amigos que fiz neste curso que compreendem a trajetória que passamos, me auxiliaram nos estudos e se mostraram companheiros. Aos meus amigos fora do espaço acadêmico, que sempre estiveram ao meu lado nas necessidades, vibrando junto nas conquistas e se mostrando presente nas derrotas.
7 “A gente tem é que sonhar, senão as coisas não acontecem.” (NIEMEYER, 2005).
8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ... 1 1.1 JUSTIFICATIVA ... 1 1.2 OBJETIVOS... 1 1.2.1 Objetivo Geral ... 1 1.2.2 Objetivos Específicos ... 1 1.3 METODOLOGIA ... 2 2 O PANORAMA DO SURF ... 3 3 ESTUDO DE CASO ... 8
3.1 CENTRO DE SURF DE SOMO ... 8
4 REFERENCIAIS ... 13
4.1 ATELIÊ WÄLS ... 13
4.2 CENTRO ESPORTIVO DE BEIJING ... 15
4.3 ÓPERA DE OSLO ... 16
5 ESTUDO DA ÁREA... 19
5.1 LOCALIZAÇÃO ... 19
5.2 HISTÓRIA ... 20
5.3 USO DO SOLO E INFRAESTRUTURA ... 21
5.4 ASPÉCTOS AMBIENTAIS E CLIMÁTICOS ... 22
5.5 CONDICIONANTES LEGAIS ... 24
9 5.7 VISUAIS ... 28 5.8 ANÁLISE DO TERRENO ... 30 6 PARTIDO ARQUITETÔNICO ... 30 6.1 PROPOSTA ... 30 6.2 DIRETRIZES URBANAS ... 31
6.2.1 Adequação da via de acesso ... 32
6.2.2 Revitalização do passeio do bairro ... 32
6.2.3 Requalificação da antiga rótula ... 34
6.2.4 Requalificação do canteiro central de desembarque ... 35
6.2.5 Requalificação do acesso à praia ... 35
6.2.6 Valorização do visual ... 36 6.2.7 Requalificação do estacionamento ... 37 6.3 PROGRAMA DE NECESSIDADES ... 38 6.4 FLUXOGRAMA ... 40 6.5 IMPLANTAÇÃO E SETORIZAÇÃO ... 41 6.6 PLANTAS ESQUEMÁTICAS ... 42
6.7 CORTES ESQUEMÁTICOS E ELEVAÇÕES ... 44
6.8 VOLUMETRIA E MATERIAIS ... 46
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1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho trata da elaboração do partido arquitetônico de um Centro de Surf, localizado na Praia da Joaquina, em Florianópolis. Através de mecanismos de estudo e análise, se chegara na criação do projeto.
Está apresentado o panorama do surf, descrevendo os motivos para a escolha deste tema, os referencias e um estudo de caso para auxiliar na elaboração do programa de necessidades e partido, a análise da área para compreender o bairro em que se pretendia realizar o projeto e análise do terreno para conferir se ele tem as características necessárias para a implementação do equipamento proposto.
Após, foram apresentadas diretrizes para melhoria do bairro e a proposta arquitetônica, contendo implantação, plantas baixas, cortes e perspectivas para total compreensão da mesma.
1.1 JUSTIFICATIVA
O surf é um esporte de muita visibilidade no mundo inteiro, praticado em diversos países, com adeptos de todas as idades e níveis sociais. Ele possibilita a integração social, pois influencia a convivência de jovens e adultos. No Brasil o esporte cresce profissionalmente cada vez mais, obtendo diversos nomes na elite do surf mundial.
Porém, nota-se que o esporte não obtém uma infraestrutura necessária para a realização de campeonatos, além de ambientes para o suporte aos esportistas e usuários das praias, proporcionando-os conforto, segurança, lazer e cultura.
A praia de maior visibilidade que se tem para a prática do esporte em Florianópolis é a Joaquina, considerada “berço do surf” da região. Ela atrai muitos praticantes e já foi sede de diversos campeonatos, tornando-a uma boa localização para um centro voltando ao esporte. Além disso, o local é de uma beleza exuberante, caracterizada pelo encontro de dunas, extensa faixa de areia, rochas, água azul e vegetação preservada.
A partir desta definição buscou-se um terreno no local com as especificações necessárias de legislação e zoneamento, adequado para a implantação de um equipamento público e social.
Descartando-se os terrenos já edificados encontrou-se o ideal para a execução do projeto, que atualmente comporta quatro quadras de beach tênis. Para não extinguir este outro esporte da praia, pretende-se incorporar quadras e outras possibilidades da prática dele no programa de necessidades no novo projeto.
1.2 OBJETIVOS
1.2.1 Objetivo Geral
O objetivo deste trabalho consiste na elaboração do partido do projeto de um Centro de Surf na Praia da Joaquina – Florianópolis.
1.2.2 Objetivos Específicos
1. Levantar dados históricos e atuais sobre a área; 2. Analisar a viabilidade técnica e legal;
2 3. Diagnosticar a área de estudo;
4. Pesquisar referenciais projetuais com tema similar; 5. Analisar a demanda do público praticante do esporte; 6. Definir programa de necessidades;
7. Desenvolver o partido arquitetônico. 1.3 METODOLOGIA
Para a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, serão feitas pesquisas sobre a história do local, através da consulta e coleta de informações em biblioteca, publicações da Prefeitura Municipal de Florianópolis, publicações do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e sites institucionais e educacionais.
Para a realização do diagnóstico serão programadas e realizadas visitar técnicas ao local, com o objetivo de verificar aspectos climáticos, topográficos, mobilidade, infraestrutura e características do terreno. Nas visitas serão realizados levantamentos fotográficos, desenhos esquemáticos e anotações. Além das visitas ao local, a etapa de diagnostico também utilizará imagens de satélite, através do programa Google Earth, para realizar análises.
As atividades referentes à pesquisa de referenciais, estão organizadas em três etapas. A primeira etapa busca realizar pesquisa no acervo da UNISUL e da UFSC, com o objetivo de verificar a existência de trabalhos acadêmicos que abordaram o tema. A segunda etapa realizará pesquisa em sites e publicações voltadas ao esporte de praia. A terceira etapa, desenvolverá pesquisas em revistas específicas de arquitetura de caráter nacional e internacional.
Para analisar a viabilidade técnica e legal, serão realizadas pesquisas de leis e normas, em visitas à sites e órgãos municipais.
Para analisar a demanda do público praticante do esporte serão realizadas entrevistas com os surfistas para conhecer as necessidades específicas dos praticantes do esporte e estudados projetos já elaborados sobre o tema, assim aprendendo quais pontos foram positivos e quais foram negativos.
Após reunidas as informações necessárias, será realizado um programa de necessidades que irá servir de base para a elaboração do partido arquitetônico.
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2 O PANORAMA DO SURF
O surf atualmente é um esporte muito popular, atraindo tanto o público praticante, que engloba os dois sexos e uma variedade grande de idades, como também o público que gosta de assistir e acompanhar amigos e atletas. Entre diversas opiniões sobre o que o surf representa, não se nega que é um esporte democrático e de inclusão, onde se evitam as diferenças sociais e agregam valores e sentimentos. (SOUZA, 2013).
Figura 2.1 – Prática do surf.
Fonte: DE RYCK (2017).
O esporte também tem um papel importante na preservação ambiental pois a comunidade de surfistas valoriza muito a qualidade do ambiente em que eles praticam o surf, tanto a água quanto a praia, a vegetação e, consequentemente, grande parte destes praticantes desenvolvem uma consciência de preservação e até
acabam se envolvendo em oportunidades e organizações dedicadas a melhorar a situação do meio ambiente. Uma curiosidade apontada por Ramos (2014) em estudos e entrevistas que realizou sobre o tema, é que devido a essa valorização da qualidade ambiental que os surfistas procuram, muitas vezes eles praticam o esporte em praias afastadas dos centros urbanos, que consequentemente tem menos ação do homem na natureza e uma maior preservação.
Outro ponto abordado por Ramos (2014) é que os novatos no esporte também dão bastante valor a infraestrutura de ensino e segurança nos locais onde a prática do surf é possível.
Em Florianópolis o surf começou a ser praticado na década de 1970, aperfeiçoando-se aos poucos, principalmente com a troca de conhecimentos com os cariocas, que já praticavam há mais tempo e tinham técnicas e pranchas muito mais aprimoradas. A ilha é um local em que a geografia permite que o surf possa ser praticado todos os dias do ano, pois recebe ventos em todos os quadrante, e em que, dentre as 42 praias que possuiu, 12 são propícias ao esporte: Moçambique, Galheta, Mole, Joaquina, Matadeiro, Morro das Pedras, Lagoinha do Leste, Naufragados, Campeche, Brava, Ingleses e Santinho. (Figura 2.2).
4 Figura 2.2 – Ilha de Florianópolis com as praias propícias à prática do surf em
destaque.
Fonte: Autoria Própria.
Em 1980 foi fundada a Associação Catarinense de Surf (ACS) que, após 7 anos, passou a ser reconhecida como Federação Catarinense de Surf (FECASURF). Este é órgão máximo do esporte em Santa Catarina, gerenciando e determinando os critérios dos campeonatos.
Figura 2.3 – Público na praia assistindo a um campeonato de surf.
Fonte: https://www.cidade24h.com/portal/regiao-dos-lagos/publico-lota-praia-de-saquarema-para-o-mundial-de-surfe/. (Acesso 09 de outubro de 2017).
Segundo Maurio Borges (2017), fundador e integrante da FECASURF, o primeiro campeonato ilhéu aconteceu na praia da Joaquina em 1975, intitulado como Piu Surfboards. Foi um campeonato simples que contou com a presença de 50 participantes e teve repercussão apenas local, diferente do que foi realizado no ano
5 seguinte, o Rock, Surf & Brotos, que já teve maior visibilidade e
estrutura, contando com a presença de todo o estado, além de cariocas e paulistas.
A praia da Joaquina desde então, assim como o restante das praias da ilha de Santa Catarina, foi ganhando visibilidade pelos praticantes do esporte e virando sede de diversos outros campeonatos, tanto nacionais quanto internacionais. Estes eventos podem ser realizados em qualquer época do ano, mas é na primavera e no verão que o local presencia as maiores ondas.
Figura 2.4 – Campeonato Hang Loose Pro Contest na praia da Joaquina em 1986, reunindo aproximadamente 40 mil pessoas.
Fonte: http://waves.terra.com.br/waves/competicao/qs/hang-loose-pro-contest-2016/fotos/imagens-historicas. (Acesso 09 de outubro de 2017).
Em 1986 esta praia recebeu uma etapa classificatória do circuito mundial de surf, evento que foi intitulado “Hang Loose Pro Contest” e obteve em um final de semana a visita de 40 mil pessoas, tornando este um grande marco, já que era algo novo para a época. Assim, 30 anos depois, foi decidido fazer uma nova edição deste evento em comemoração, utilizando até a mesma identidade visual de logomarca e cores. Este aconteceu em 2016 e contou com a participação de 179 competidores de 21 países diferentes, lotando a faixa de areia, rochas e dunas do local com 12 mil expectadores.
Figura 2.5 – Campeonato Hang Loose Pro Contest na praia da Joaquina em 2016, reunindo aproximadamente 12 mil pessoas.
Fonte: http://surftoday.com.br/como-ha-30-anos-hang-loose-pro-contest-tem-mais-um-dia-de-praia-cheia/. (Acesso 09 de outubro de 2017).
6 Mais que a fim de competição, o esporte promove lazer,
saúde e bem-estar. Afim de comprovar e avaliar este assunto já foram realizados diversos projetos, um deles foi o Surf Salva Camp 2016 em Portugal, onde se afirmou que:
O autoconhecimento, a exploração, o esforço e perseverança, a resolução de problemas, a gestão do tempo, as competências de grupo, as relações interpessoais e a regulação emocional, tiveram uma evolução positiva nos participantes ao longo do projeto. (MATOS Et al., 2016)
Figura 2.6 – Participantes do Surf Salva Camp prontos para uma aula de iniciação ao surf.
Fonte: http://surftotal.com/noticias/nacionais/item/8493-surf-salva-para-um-verao-mais-seguro. (Acesso 09 de outubro de 2017).
Neste projeto foram realizadas sessões com 48 adolescentes entre 10 e 16 anos que estavam em risco de exclusão social, incluindo
(...) atividades de promoção de competências sociais e emocionais, atividades de coesão de grupo, aulas de iniciação ao surf, ações de sensibilização para uma cultura de segurança ativa nas praias e formação em técnicas de socorro a náufragos, que de uma forma pedagógica e lúdica procuraram contribuir para a inclusão social, para a promoção de valores de grupo e estimular o desenvolvimento de recursos pessoais, como a autoestima, a auto eficácia e um pensamento positivo. (SANTOS, 2016).
Além de se verificar que houve uma mudança positiva nos problemas de comportamento dos jovens participantes já durante o projeto, ao final a grande maioria expressou desejo de continuar a pratica do esporte.
Outro projeto interessante é realizado pela Associação dos Pais Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (APABB), que se empenha em adaptar e tornar possível o acesso de todos à todas as atividades de lazer. Dentre as atividades que a associação promove está a pratica do surf, que além do grande número de participantes também tem muitos espectadores nas praias.
Já foram realizados muitos estudos abordando o tema da prática de esporte por pessoas com deficiência, como os citados por Bissolotti (2012) em sua tese, que concluem que além de notável diferença do condicionamento físico e saúde de quem pratica algum esporte frequentemente, também se nota muita melhora nas relações com outras pessoas também. Pesquisas estas que também concluem
7 especificamente que a prática de surf promove saúde, sendo uma
ótima escolha de lazer para o tempo livre de pessoas com deficiência, sendo uma atividade completamente inclusiva.
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3 ESTUDO DE CASO
Para o desenvolvimento de qualquer projeto é de grande importância o estudo de caso de projetos de arquitetura e a busca de referenciais arquitetônicos e conceituais, afim de se coletar dados tanto positivos quanto negativos e termos uma base para a elaboração do programa de necessidades e fluxos espaciais.
De tal maneira, foi encontrado um projeto construído com a proposta semelhante a deste trabalho e este será utilizado como objeto de um estudo de caso.
3.1 CENTRO DE SURF DE SOMO
Figura 3.1 – Visual da edificação vista do estacionamento - Fachada Sul do Centro de Surf de Somo.
Fonte: SOTO (2017).
O projeto do centro de surf localizado na cidade de Somo, na Espanha, foi desenvolvido pelo escritório Javier Romero Soto Arquitecto entre os anos de 2010 e 2012. É um equipamento voltado aos surfistas, mas com usos aos demais banhistas.
Ele está localizado entre um estacionamento urbano e a praia de Somo, em um terreno há 20 metros da faixa de areia da praia que contém 3 metros de inclinação, sendo que seu ponto mais alto está mais próximo a praia, permitindo assim a realização de um projeto contendo dois pavimentos que não interferiu no impacto visual do local, valorizando a paisagem.
Além disso o terreno tem como fatores positivos também a boa orientação solar e a proteção contra ventos, devida ao fato de sua localização se encontrar numa baía.
Figura 3.2 – Visual da edificação vista da praia - Fachada Norte do Centro de Surf de Somo.
9 Figura 3.3 – Antes (2010) e depois (2012) da implantação do projeto.
Fonte: SOTO (2017). Dados trabalhados pela autora.
Figura 3.4 – Fluxos de circulação e acessos do Pavimento Térreo do Centro de Surf de Somo.
Fonte: SOTO (2017). Dados trabalhados pela autora.
O escritório tomou partido da função antiga do terreno, que era transição da área urbana para a praia e incorporou esta característica ao projeto, juntamente com o programa de necessidades do cliente:
Uma área de informação ao turista, uma sala em que se pode ministrar aulas de cursos ou realizar exposições, escritórios, banheiros, área de armazenagem, uma zona de vestiários específica para surfistas, um espaço de armazenagem das pranchas e um espaço voltado para a gestão e controle das atividades esportivas. (SOTO, 2012)
Figura 3.5 – Materiais Utilizados no Centro de Surf de Somo.
Fonte: SOTO (2017). Dados trabalhados pela autora.
10 Analisando internamente nota-se a clara divisão de
setores e a formação de um eixo central por meio de um pátio interno. Este elemento além de formar um local de passagem convidativo e interativo, aproveita a incidência solar e ilumina naturalmente ambientes internos. A volumetria proposta também ajuda a barrar o vento marítimo em determinados espaços do projeto.
Figura 3.6 – Fluxos de circulação e acessos do Pavimento Térreo do Centro de Surf de Somo.
Fonte: SOTO (2017). Dados trabalhados pela autora.
As circulações verticais são solucionadas por duas generosas escadarias, que dão opção de acesso ao outro nível passando ou não pelo pátio interno central do projeto. A partir deste pátio se tem acesso a todos os ambientes do pavimento térreo, contendo esta permeabilidade também no pavimento superior.
Figura 3.7 – Fluxos de circulação e acessos do Pavimento Superior do Centro de Surf de Somo.
Fonte: SOTO (2017). Dados trabalhados pela autora.
11 O projeto dividiu espacialmente seus 405m² internos em
dois blocos, um com apenas um pavimento e o outro contendo dois. O pavimento térreo é basicamente semi-público, com exceção das circulações, que são públicas, e da área técnica do auditório.
Figura 3.8 – Setorização da Planta Baixa do Pavimento Térreo.
Fonte: SOTO (2017). Dados trabalhados pela autora.
Já o segundo pavimento é totalmente privado em sua área coberta, e contém um grande deck público, que serve de mirante para a praia.
Figura 3.9 – Setorização da Planta Baixa do Pavimento Superior.
Fonte: SOTO (2017). Dados trabalhados pela autora.
12 Externamente, encontra-se uma edificação com aspecto
contemporâneo e leve, utilizando uma agradável composição de materiais e volumetrias. Dentro dos materiais utilizados destacam-se vidro para fechamentos de ambientes que permitem a visão do público externo, madeira para fechamento de ambientes privativos, concreto aparente para estrutura e demais fechamentos.
Figura 3.10 – Área de transição com chuveiros e vista da recepção.
Fonte: http://www.romerosoto.com/index.php/projects/2012-somo-surf-center/. (Acesso 11 de setembro de 2017).
Figura 3.11 – Perspectiva externa Centro de Surf de Somo.
Fonte: ArchDaily. (Acesso 11 de setembro de 2017). Figura 3.12 – Perspectiva externa Centro de Surf de Somo.
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4 REFERENCIAIS
4.1 ATELIÊ WÄLS
Projeto: Gustavo Penna Arquiteto & Associados. Área: 1.900m².
Localização: Olhos D'Água, Belo Horizonte – MG/Brasil. Ano: 2017.
Figura 4.1.1 – Fachada em perspectiva do Ateliê Wäls.
Fonte: GABRIELLE (2017).
O complexo cervejeiro é uma experiência sensorial e arquitetônica, toda pensada em elementos que remetem o universo do tema, principalmente na escolha de seus materiais.
Logo na fachada nos depara-se com uma cobertura de madeira que lembra uma barrica de fermentação de desdobrando (figura 4.1.1), a qual além de demarcar a entrada, cria um espaço de desembarque e estar.
A experiência segue em seus espaços internos, sendo muito utilizados a madeira, metal, bolhas, garrafas e rolhas. No ambiente apresentado na figura 4.1.2 destaca-se uma cortina feita com 135 mil rolhas a qual envolve o bar, que contém prateleiras repletas de garrafas produzidas no local e uma bancada de torneiras de chope. Figura 4.1.2 – Lounge de barris no espaço interno de degustação do Ateliê Wäls.
14 A área de degustação conta com lounges cercados de
barricas, que estão fermentando a cerveja e, para a iluminação do local, foi reunido luminárias em forma de globo, de diferentes tamanhos, remetendo às bolhas das cervejas.
Figura 4.1.3 – Lounge de barris no espaço interno de degustação do Ateliê Wäls.
Fonte: GABRIELLE (2017).
Esta edificação está localizada no topo de uma montanha e cercada de áreas verdes, portando o visual era um ponto importante a ser pensado no projeto. O arquiteto optou pelo fechamento em vidro dos pontos altos do projeto, envolvendo assim, o ambiente externo ao interno e permitindo aos visitantes apreciarem a paisagem que os cerca.
Figura 4.1.4 – Perspectiva do Ateliê Wäls mostrando seu entorno.
Fonte: GABRIELLE (2017). Figura 4.1.5 – Fachada do Ateliê Wäls.
15 4.2 CENTRO ESPORTIVO DE PEQUIM
Projeto: Decode Urbanism Office. Área: 47.000m².
Localização: Pequim – China. Ano: 2012.
O objetivo do projeto foi criar um centro esportivo sem sua forma tradicional, além de conseguir atrair o público tanto no período diurno quanto noturno.
O edifício consiste na composição de ambientes de diferentes escalas, onde se formam “vazios” que criam uma permeabilidade entre o terreno e o contexto urbano que o cerca. Estes espaços de diferentes alturas e formas são cenários de diferentes atividades ao ar livre.
Figura 4.2.1 – Permeabilidade do Centro Esportivo de Beijing.
Fonte: VERA (2017).
Figura 4.2.2 – Perspectiva externa do Centro Esportivo de Beijing.
Fonte: VERA (2017).
A cobertura é utilizada, também, como espaços de estar e segue as alturas dos ambientes, formando um “vale” ao meio. A permeabilidade da geometria do edifício entre o vale cria espaços flexíveis para diversos eventos, como comércio, exposições, exercícios, encontros, apresentações e leitura.
Figura 4.2.3 – Utilização da cobertura do Centro Esportivo de Beijing.
16 4.3 ÓPERA DE OSLO
Arquitetos: Snohetta
Localização: Oslo - Noruega. Área: 38.500m².
Ano do projeto: 2007.
Figura 4.3.1 – Perspectiva externa da Ópera de Oslo.
Fonte: https://nextstopnorway.com/planning-your-trip/clearing-up-5-common-misconceptions/. Acesso em: 03 nov 2017.
A Ópera de Oslo é o mais importante centro de artes cênicas da Noruega e seu projeto foi realizado através de um concurso, onde o escritório Snohetta se classificou como primeiro colocado, além de ganhar o Prémio de Arquitectura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe.
A edificação fica localizada na zona industrial da capital da Noruega e teve como objetivo ser a pioneira na transformação e desenvolvimento da cidade, fazendo a ligação dela com sua orla.
Este projeto é articulado e diversificado, suas atividades internas podem ser vistas pelo lado de fora, como as salas de ballet nos pisos superiores e as oficinas no nível da rua. É uma conexão nova, animada e cheia de vida, o encontro da urbanidade com a paisagem.
Figura 4.3.2 – Perspectiva externa da Ópera de Oslo.
Fonte:
www.google.com.br/search?q=%C3%B3pera+de+oslo&source=lnms&tbm=isch& sa=X&ved=0ahUKEwiltvuLgaPXAhUEFZAKHVdnAS0Q_AUICigB&biw=1366
&bih=662#imgrc=GBl4bEM47jzMcM. Acesso em: 03 nov 2017.
O local é considerado ponto de encontro da Noruega com o resto do mundo, por ser uma cidade portuária. Este simbolismo foi
17 representado pela cobertura da edificação: um grande carpete de
mármore branco inclinado cobre o edifício e se perde nas águas do mar.
Figura 4.3.3 – Perspectiva mostrando ocupação da cobertura da Ópera de Oslo.
Fonte: STOFELLA (2017).
Esta cobertura também exerce uma função urbana, formando um grande espaço público utilizado para diversas funções pelos usuários, como ponto de encontro, feiras e espaço de contemplação de apresentações.
Outro ponto importante do projeto foi a escolha dos materiais, onde, desde o início já se tinha decidido que seriam pedra
branca, madeira e metal, para pisos, paredes onduladas internas e área da “fábrica”, respectivamente. Porém, no decorrer do projeto, surgiu também a utilização do vidro, importante para os visuais da obra. Cada um destes foi escolhido pelo conjunto de suas propriedades: peso específico, cor, textura e temperatura.
Figura 4.3.4 – Perspectiva interna mostrando parede de ondas em madeira da Ópera de Oslo.
Fonte: STOFELLA (2017).
Pelo seu desempenho acústico e organicidade, a madeira foi escolhida para as paredes em curva do projeto, compostas por peças de pequena dimensão. Em determinados ambientes ela também foi utilizada para revestimento de pisos e forros.
18 A pedra banca foi escolhida, dentre outros motivos, por
ser um material neutro e que não chama atenção de longe, não interferindo na arquitetura e ideia geral que o edifício quer passar. Porém ao vê-la mais de perto nota-se a bela paginação e trabalho realizado pelos artistas colaboradores do projeto, alterando texturas, criando relevos e cortes negativos.
Figura 4.3.5 – Detalhe do piso de mármore da cobertura da Ópera de Oslo.
Fonte: STOFELLA (2017).
Assim como o mármore, o metal foi projetado e testado por um conjunto de artistas colaboradores, com a mesma intenção de ser um detalhe visto e apreciado quando o visitante chega perto da obra. Ele foi utilizado para fechamento da área da “fábrica”, que consiste nos ambientes de apoio. As características principais deste material para ser escolhido para tal local foram a durabilidade, estética e a alta capacidade de refletir a luz, positiva para países que tem pouco sol.
Figura 4.3.6 – Detalhe do metal da área da “fábrica” da Ópera de Oslo.
Fonte:
https://pt.wikiarquitectura.com/constru%C3%A7%C3%A3o/opera-de-oslo/. Acesso em 03 nov 2017.
Já o vidro foi escolhido pela sua transparência, que além de permitir o visual das atividades internas para quem está na rua, permite a entrada de luz no interior do edifício.
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5 ESTUDO DA ÁREA
5.1 LOCALIZAÇÃO
A praia da Joaquina encontra-se a leste da ilha de Santa Catarina, no Distrito da Lagoa da Conceição, há aproximadamente 15km do centro de Florianópolis.
Figura 5.1.1 – Localização de Florianópolis no Brasil, em sequência da localização da Joaquina em Florianópolis.
Fonte: Google Imagens (2017). Dados trabalhados pela autora.
Figura 5.1.2 – Localização do terreno na praia da Joaquina e o uso das construções locais.
Fonte: Google Earth (2017). Dados trabalhados pela autora.
O terreno localiza-se na faixa de areia da praia, com um estacionamento a frente de sua fachada frontal, o mar aos fundos, e está entre dois restaurantes.
20 5.2 HISTÓRIA
Figura 5.2.1 – Imagem aérea da praia da Joaquina em 1957, mostrando que no local não havia edificações nem acesso pavimentado.
Fonte: http://geo.pmf.sc.gov.br/ (2017).
O local até hoje não é muito explorado, dados as condicionantes ambientais impostas a ele. Começou a povoar-se na década de 1960 e até 1970 era frequentado apenas por pescadores, a partir desta data surfistas começaram a frequentar o local, influenciando o crescimento comercial.
Em 1975 pode-se observar que o estacionamento já estava presente, assim como um dos hotéis e alguns estabelecimentos comerciais (Figura 5.2.2).
Figura 5.2.2 – Imagem aérea da praia da Joaquina em 1975.
Fonte: Google Imagens (2017).
Suas construções consolidaram-se na área hoteleira e comercial, não havendo habitações na área de estudo e uma única estrada foi aberta para chegar ao local, devido sua geografia. Esta estrada está localizada entre as dunas e um morro de mata nativa, conectando a praia da Joaquina a Lagoa da Conceição.
21 5.3 USO DO SOLO E INFRAESTRUTURA
Os usos que se encontram no local são basicamente dois: hoteleiro e comercial. O hoteleiro constitui-se de dois hotéis no início da praia, um com três pavimentos -sendo que o térreo é comercial- e o outro com quatro.
Figura 5.3.1 – Hotéis existentes na praia da Joaquina.
Fonte: Google Maps (2017).
Já o uso comercial constitui-se de seis edificações, entre eles cinco são restaurantes e uma é um edifício de dois pavimentos comercial. Segundo Borges (2017), este edifício tinha o intuito inicial de servir como apoio aos banhistas, com banheiros de qualidade e espaços para guardar pertences, porém foi mal utilizado e ilegalmente acabaram alugando o espaço para lojas comerciais. Além destes há
também o comércio ambulante, que ocupa grande parte da calçada e atrapalha o fluxo de circulação.
Figura 5.3.2 – Comércio ambulante na praia da Joaquina.
Fonte: da Autora (2017).
Duas edificações encontram-se perto da praia em estado aparentemente abandonadas, parecendo ser antigas casas de pescadores.
22 Figura 5.3.3 – Edificações aparentemente abandonadas.
Fonte: da Autora (2017).
O único terreno sem alguma construção no bairro, dentro de legislações que permitam a construção de uma edificação, é o que está em estudo para este trabalho, onde atualmente encontram-se quatro quadras de beach tênis.
A iluminação pública, segundo relatos, é eficiente, porém seus equipamentos são inadequados e antigos. Há uma boa quantidade de lixeiras, mas elas não seguem um padrão e grande maioria está localizada atrapalhando a circulação nos passeios. Não existem lugares específicos para guardar pertences, a não ser pedindo favor a comerciantes. Há chuveirinhos, equipamento altamente necessário aos banhistas, porém eles não se encontram em boas condições.
Figura 5.3.4 – Chuveirinhos localizados na lateral do um edifício comercial.
Fonte: da Autora (2017).
5.4 ASPÉCTOS AMBIENTAIS E CLIMÁTICOS
Florianópolis é caracterizada por ter suas estações bem definidas, com verões quentes, invernos frios e sua média anual de temperatura é de 20ºC. Devido à grande exposição que a Joaquina tem para o vento sul, seus dias frios costumam sensação térmica muito abaixo da temperatura registrada. Já em questão da incidência de outros ventos, o local está protegido por barreiras físicas naturais, como o morro ao leste e dunas à norte e oeste.
23 Figura 5.4.1 – Incidência solar e de ventos no terreno.
Fonte: da Autora (2017).
Em relação a incidência solar, temos a fachada principal voltada ao norte que receberá luz natural durante todo o dia. Porém a fachada sul, que terá importância ao projeto também pois está virada para o mar, é a menos favorecida recebendo pouco incidência de luz. As construções existentes não passam de quatro pavimentos e as adjacentes ao terreno do projeto tem no máximo dois. Contando com o fato da fachada frontal e traseira não tem construções, nota-se que a edificação a ser projetada não sofrerá muito com sombras, porém, sim, com os ventos, principalmente o marítimo sul.
O local do projeto tem como diferencial a presença das dunas, montanhas de areia que permitem a prática de um esporte muito conhecido desta praia: o sandboard. Ele é um esporte também praticado com uma prancha, sendo apelidado de “surf na areia”, é um atrativo do local trazendo usuários para a praia.
Figura 5.4.2 – Prática de sandboard.
Fonte: http://www.dragondune.com/. Acesso em 04 nov 2017.
Trata-se de uma área de preservação ambiental, assim nota-se poucas edificações que, inclusive, foram construídas ilegalmente e destruíram parte da vegetação.
No morro localizado à leste do terreno a vegetação ainda é nativa, assim como a rasteira existente nas dunas. Porém no estacionamento encontram-se vegetação que não é original da área, compondo o paisagismo dos canteiros centrais.
24 5.5 CONDICIONANTES LEGAIS
A área foi analisada segundo a legislação vigente, Lei Complementar nº482/2014, do Plano Diretor de Florianópolis, mostrando que o terreno de interesse ao projeto enquadra-se em dois zoneamentos = ACI e ATL.
Figura 5.5.1 – Plano diretor da área de estudo.
Fonte: Lei Complementar 482/2014 (2017). Dados trabalhados pela autora.
Figura 5.5.2 – Legenda do plano diretor da área de estudo.
Fonte: Lei Complementar 482/2014 (2017). Dados trabalhados pela autora.
25 Um deles é o de Área Comunitária Institucional (ACI),
que “é aquela destinada a todos os equipamentos comunitários ou aos usos institucionais, necessários à garantia do funcionamento satisfatório dos demais usos urbanos e ao bem-estar da população”.
Já em relação a outra parte do terreno, encontra-se em Área Turística de Lazer (ATL). Segundo o Plano Diretor estas áreas: (...)se caracterizam por serem dotadas de singularidades e atributos, tais como os naturais e culturais, dentre outros, e que deverão ser preferencialmente apropriadas para o uso coletivo público e voltadas para atividades de lazer, turismo e hospedagem de baixo impacto ambiental. (PLANO DIRETOR DE FLORIANÓPOLIS, 2014). Estes zoneamentos determinam o uso a qual o terreno destina-se, além de limitantes projetuais. Está imposto que o terreno pode construir um máximo de dois pavimentos, ocupar 50% de sua área, seu índice de aproveitamento é 1, taxa de impermeabilidade máxima é de 70% e pode-se construir um subsolo com 50% da área do terreno.
Em relação aos afastamentos, é determinado que o frontal tenha no mínimo quatro metros e ambos os laterais tenham no mínimo um metro e cinquenta centímetros. Já o afastamento dos fundos, será respeitado o padrão das outras edificações, que consideraram um afastamento médio de 12 metros da linha de costa – linha que separa a área “mutável” da área “não mutável” da faixa de areia (Figura 5.5.3).
Figura 5.5.3 – Área de projeto dentro do terreno, estabelecendo os afastamentos mínimos.
Fonte: da Autora (2017).
Assim, área total em que se pode construir neste terreno é de 1.725,95m².
26 5.6 SISTEMA VIÁRIO, MOBILIDADE E FLUXOS
Para chegar a este local de carro tem-se apenas um acesso – pela Lagoa da Conceição -, assim como de transporte público, onde se tem apenas uma linha de ônibus, a 363-Joaquina, que tem como ponto de partida o Terminal de Integração da Lagoa e sua média de intervalo de saída é a cada uma hora. Pode-se também pegar outros ônibus que partem do mesmo local e descer no final da Avenida das Rendeiras, porém resta um caminho de aproximadamente trinta minutos de caminhada até chegar a praia da Joaquina.
Este acesso se dá pela Av. Pref. Acácio Garibaldi São Thiago, uma via classificada local, a qual contém nove metros e meio de largura, sendo utilizado de forma que caibam duas pistas, um estacionamento lateral e uma calçada. Nos dias em que o movimento não é grande na praia, os carros estacionam devidamente paralelos a via (Figura 5.3.3), porém nos dias de maior movimento os automóveis são estacionados perpendicular à via, invadindo a área de vegetação nativa e a deteriorando (Figura 5.3.4). Esta via e a calçada são pavimentadas com lajotas hexagonais, que se encontram, em geral, num bom estado, porém com alguns pontos degradados.
Também se pode acessar o local caminhando ou de bicicleta pela praia, vindo do bairro Campeche.
Figura 5.6.1 – Acessos à Praia da Joaquina.
27 Figura 5.6.2 – Corte da via de acesso de veículos à praia da Joaquina.
Fonte: da Autora (2017).
Figura 5.6.3 – Corte da via de acesso de veículos à praia da Joaquina com esquema de uso em dias não movimentados.
Fonte: da Autora (2017).
Figura 5.6.4 – Corte da via de acesso de veículos à praia da Joaquina com esquema de uso em dias movimentados.
Fonte: da Autora (2017).
Figura 5.6.5 – Via de acesso à praia da Joaquina.
Fonte: Google Maps (2017).
Figura 5.6.6 – Vista da chegada à praia da Joaquina.
28 O fluxo para veículos é bem definido Existe uma pista
para chegar e outra para voltar. Chegando à praia tem-se um retorno em uma área de embarque e desembarque. Este fluxo simples acaba não gerando conflito entre veículos. Porém, esta área de embarque e desembarque não apresenta faixa de pedestres para acesso à calçada, podendo gerar conflito entre carros e pedestres, principalmente no acesso aos hotéis e no direto à praia.
Figura 5.6.7 – Fluxos na praia da Joaquina.
Fonte: da Autora (2017).
Há, também, a opção de deixar o veículo no estacionamento local, que é pago e, dentro dele, tem-se um fluxo lento de carros, onde o pedestre tem preferência e não gera conflitos. Para quem já chega à praia a pé, o fluxo de pedestres é feito por meio de calçadas com bom dimensionamento e fácil acesso à praia e edificações.
5.7 VISUAIS
A seguir, tem-se os três visuais mais importantes do terreno: como ele é observado pelo pedestre em sua chegada por três pontos. Um deles é a chegada pela calçada, outro pelo estacionamento e o último pela praia.
Figura 5.7.1 – Esquema dos visuais.
29 Figura 5.7.2 – Visual 01 – terreno observado pela calçada lateralmente.
Fonte: da Autora (2017).
Figura 5.7.3 – Visual 02 – terreno observado pela calçada.
Fonte: da Autora (2017).
Figura 5.7.4 – Visual 03 - terreno observado pela praia.
30 5.8 ANÁLISE DO TERRENO
O terreno está localizado na faixa de areia, entre um estacionamento e o mar, com acesso somente de pedestres pelo passeio ou pela praia. Apresenta área de 2.723,59m², profundidade média de 67,00m, testada de 48,76m e um desnível médio de 4,50m.
No esquema representado ao lado (Figura 5.8.1) estão demonstradas as dimensões, assim como as curvas de nível numeradas -em destaque a curva número 05- e onde passam as linhas de corte do terreno (Figuras 5.8.2, 5.8.3 e 5.8.4).
Figura 5.8.1 – Dimensões do terreno em centímetros.
29 Figura 5.8.2 – Corte AA’ do terreno, com escala gráfica em centímetros.
Fonte: da Autora (2017).
Figura 5.8.3 – Corte BB’ do terreno, com escala gráfica em centímetros.
Fonte: da Autora (2017).
Figura 5.8.4 – Corte CC’ do terreno, com escala gráfica em centímetros.
30
6 PARTIDO ARQUITETÔNICO
6.1 PROPOSTA
O principal objetivo da proposta é elaborar um local com infraestrutura para dar apoio aos surfistas, mas também aos demais frequentadores da praia. Qualificando-se os usos necessários de uma praia, como sanitários e chuveiros, assim como implementando outros usos. Um espaço que possa ser utilizado por diversas atividades simultaneamente, que seja um ponto de permanência e que valorize as práticas locais.
Tem-se como objetivo também a criação de um equipamento para uso nos momentos não convencionais de uma praia, como à noite, quando o tempo não está ensolarado e durante o inverno. Além de ser um padrão de equipamento à ser implementado em outras praias, não somente a que se destina este trabalho.
O projeto buscou integrar também outro esporte relacionado ao surf e ao sandboard: o skate. Através das entrevistas realizadas foi possível perceber a imensa relação que eles têm, e o desejo dos usuários de que eles tenham integração. Para muitos, o skate é um “aquecimento” para a prática de surf, para outros é um meio de inserção neste esporte.
Em relação à área de inserção, notou-se que os fluxos e desenhos atuais são eficientes, precisam apenas de requalificações e adaptações, pois sua estrutura está degradada. A seguir estão dispostas as diretrizes urbanas.
31 6.2 DIRETRIZES URBANAS
Não só no terreno que se deve pensar num projeto, mas sim em todo seu ambiente de implementação. Após o bairro ser estudado, pontos foram destacados para melhor experiência do usuário.
Na figura 6.2.1 eles estão localizados e numerados, com legenda abaixo. A descrição e proposta para cada um dos itens vem nos tópicos a seguir.
01. Adequação da via de acesso 02. Revitalização do passeio do bairro 03. Requalificação da antiga rótula
04. Requalificação do canteiro central de desembarque 05. Requalificação do acesso à praia
06. Valorização do visual
07. Requalificação do estacionamento
Figura 6.2.1 – Esquema da localização dos pontos de interesse das diretrizes a serem propostas ao local de implantação do projeto.
32
6.2.1 Adequação da via de acesso
Hoje a via de acesso à Praia da Joaquina, Av. Pref. Acácio Garibaldi São Thiago contém nove metros e meio de largura, uma dimensão que não é adequada aos trechos necessários para o local: duas pistas, um estacionamento, um passeio e uma ciclofaixa.
O Plano Diretor vigente de Florianópolis determina que a via obtenha as divisões e dimensões apresentadas na Figura 6.2.1.1, e este trabalho propõe que o mesmo seja implementado.
Figura 6.2.1.1 – Plano de corte do projeto da Av. Pref. Acácio Garibaldi São Thiago.
Fonte: Lei Complementar 482/2014 (2017).
6.2.2 Revitalização do passeio do bairro
O passeio que provém da via de acesso ao bairro tem uma dimensão pequena (um metro e meio) e diversos obstáculos que dificultam a circulação: lixeiras, placas, vasos de flores, comércio ambulante, etc.
Figura 6.2.2.1 – Estado atual do passeio do bairro.
33 Figura 6.2.2.2 – Estado atual do passeio do bairro.
Fonte: da Autora (2017).
Portanto, é proposto um alargamento do passeio seguindo os padrões impostos pelo Plano Diretor de Florianópolis, com a dimensão de três metros e uma readequação destes elementos que estão no momento atrapalhando a paisagem. Realocar e trocar os postes, lixeiras e extinguir os vasos de flores e o comércio no local de passagem.
Já o passeio que fornece o acesso ao terreno em estudo é generoso, com quatro metros de largura e acessível, que necessita apenas de uma revitalização pois está um pouco degradado e fora dos requisitos de acessibilidade (Figura 7.1.2.1).
Figura 6.2.2.3 – Passeio próximo ao terreno em estudo.
34
6.2.3 Requalificação da antiga rótula
Antes da formação viária atual do bairro, o retorno se dava por uma rótula que chegava bem perto da praia, que hoje está fechada para carros e pavimentada caracterizando um local para pedestres. Porém se encontra com seu antigo desenho, o qual não é adequado para um passeio de pedestres, além de ter um potencial muito maior por ser a chegada principal dos usuários e ter dimensão suficiente para ser um ponto de encontro e estar.
Figura 6.2.3.1 – Rótula fechada para pedestres da Joaquina.
Fonte: Google Maps (2017).
Figura 6.2.3.2 – Imagem aérea de como a antiga rótula está atualmente.
Fonte: http://geo.pmf.sc.gov.br/ (2017).
Dado isso, propõe-se uma requalificação desta, mudando seu desenho e a integrando o piso com o do passeio, projetando também pontos de permanência e paisagismo, de maneira que nenhum dos novos equipamentos obstrua a vista de quem está chegando na praia.
35
6.2.4 Requalificação do canteiro central de desembarque
Há uma área de desembarque chegando na praia, que também tem espaço para vans e ônibus turísticos estacionarem, que faz papel de rótula para os veículos. Ela tem um formato e dimensionamento bons, faltando apenas acessibilidade, troca de piso e qualificar seus equipamentos e paisagismo.
Figura 6.2.4.1 – Canteiro central de desembarque.
Fonte: da Autora (2017).
6.2.5 Requalificação do acesso à praia
Além da antiga rótula, outro acesso à praia é uma entrada a qual se localiza o posto dos bombeiros. O local tem grandes dimensões e além de ser restaurados pontos degradados, propõe-se a
adoção de mobiliários que caracterizem o local como ponto de encontro e permanência.
Figura 6.2.5.1 – Canteiro central de desembarque.
Fonte: da Autora (2017).
Figura 6.2.5.2 – Canteiro central de desembarque.
36
6.2.6 Valorização do visual
A chegada na praia se dá por uma decida com um visual direto ao mar. Porém, com a quantidade de placas e fiação esta vista é atrapalhada e mal se nota a presença desta paisagem (Figura 6.2.3.1).
Figura 6.2.6.1 – Vista da chegada à Praia da Joaquina.
Fonte: da Autora (2017).
Sugere-se a troca da fiação convencional pela subterrânea e a adequação da sinalização de transito para, quando possível, ser realizada através de informações no piso e, quando necessárias, placas aéreas que sejam estrategicamente colocadas de forma a não atrapalhar o visual.
Figura 6.2.6.2 – Vista da chegada à Praia da Joaquina, próxima à rótula.
37
6.2.7 Requalificação do estacionamento
Atualmente o estacionamento está com piso e canteiros degradados, além de uma composição vegetal que não é nativa e não valoriza o local.
A proposta para este equipamento, além de sua revitalização, é a troca de balizadores existente no local, uma reformulação dos canteiros centrais com adequação das vagas para veículos, a implementação de vagas adaptadas e para motocicletas e um projeto de paisagismo que se adapte melhor à paisagem.
Figura 6.2.7.1 – Estacionamento da Praia da Joaquina.
Fonte: da Autora (2017).
Figura 6.2.7.2 – Estacionamento da Praia da Joaquina.
38 6.3 PROGRAMA DE NECESSIDADES
Para a elaboração do programa de necessidades foi considerado o atendimento e infra-estrutura aos praticantes de surf como ponto principal a ser abordado, mas também um ambiente que dê suporte a banhistas e turistas e seja um ponto de encontro com atrativos aos usuários. Assim, foram realizadas pesquisas com pessoas atuantes na área (tanto praticantes como profissionais) para entender suas necessidades.
A seguir estão dispostos os ambientes e suas necessidades:
AMBIENTE REQUISITOS EQUIPAMENTOS QNT. POP.
FIXA
POP. VARIÁVEL ÁREA
APROX.
Administração Iluminação, acessibilidade Mesas, cadeiras, armário 01 02 06 10m²
Área de Duchas Iluminação, ventilação natural, acessibilidade
Chuveiros, local para apoio de pertences
01 - 06 9,60m²
Área de Simulação de Surf
Iluminação, acessibilidade Simuladores de Surf 01 - 04 36,30m²
Auditório Iluminação, acessibilidade Projetor, tela, antecâmara, área para palestrante, cadeiras
01 - 50 69m²
Bar/Café Iluminação natural, ventilação natural, acessibilidade
Cozinha, balcão atendimento, banheiro próprio
01 03 20 130m²
Bicicletário Iluminação natural, ventilação natural, acessibilidade
Suporte para estacionar bicicleta 01 - 10 8,50m²
Brinquedoteca Monitorada
Iluminação, acessibilidade Brinquedos, mesa, cadeira, armário
01 01 16 30m²
Depósito para Manutenção
Iluminação, acessibilidade Prateleiras 01 - 02 5,6m²
Espaço para Equipamentos Pessoais
Iluminação, acessibilidade Lockers 01 - 08 9,5m²
Lounge/Mirante Iluminação natural, ventilação natural, acessibilidade
39
AMBIENTE REQUISITOS EQUIPAMENTOS QNT. POP.
FIXA
POP. VARIÁVEL ÁREA
APROX. Quadras de beach
tênis
Iluminação natural, ventilação natural, acessibilidade
Rede, trave 02 - 08 256m²*
Recepção Iluminação natural, ventilação natural, acessibilidade
Balcão, armários e poltronas 01 02 20 30m²
Recepção – Banheiro
Iluminação, ventilação natural, acessibilidade
Vasos sanitário e pia 01 - 01 6,5m²
Sala Memorial Iluminação, acessibilidade Expositores 01 - 20 30m²
Salas Multiuso Iluminação, acessibilidade Mesas, cadeiras 03 - 06 18m²
Sanitários Iluminação, ventilação natural, acessibilidade
Vasos sanitários, chuveiros, pias, bancos
02 - 08 50m²
*Por serem duas quadras de areia, apenas com marcação no chão, não contarão na área total do projeto.
Área Total 515m²
Legenda:
Pavimento Térreo Pavimento Superior
Os espaços definidos servirão para os seguintes fins:
Administração – idealizada para atender a necessidade de
organização da distribuição das salas e controle do bom funcionamento do equipamento;
Área de Duchas – área pública de apoio a todos os banhistas;
Área de Simulação de Surf – consiste em um equipamento em forma
de prancha, com um motor em baixo, que imita os movimentos realizados pelo mar, para a prática do surf fora da água;
Auditório – previsto para 50 assentos, com possibilidade de
integração com a área externa para determinados eventos. Idealizado para a realização de palestras, aulas, encontros e exposições. Sua localização foi pensada no intuito de atrair o usuário da praia;
Bar/Café – pelas entrevistas realizadas com os praticantes do esporte
em questão, notou-se uma necessidade de que as praias de Florianópolis tenham um café aberto durante os períodos fora de temporada e em dias que o tempo não seja propício para a praia (mas sim para o surf), servindo bebidas e alimentos quentes, não apenas “alimentos de verão”. Além disto, também se notou o desejo de que tais estabelecimentos fiquem abertos até mais tarde, para após saírem da praia tenham um uso a noite. Portanto o objetivo desta área é atender estes pontos – servir todos os tipos de alimentos, em todos os períodos do ano, funcionando desde de manhã até o final da noite;
Brinquedoteca Monitorada – ambiente que surgiu também através
40 para deixar seus filhos com segurança enquanto estiverem na água
surfando. O espaço terá capacidade de abrigar 15 crianças e contará com um monitor em todos os momentos;
Espaço para Equipamentos Pessoais – amplo espaço com
mobiliário adaptado a guardar pranchas e demais equipamentos de surf, além dos demais equipamentos pessoais;
Lounge/Mirante – tem como objetivo principal ser um local para se
assistir campeonatos e shows realizados na praia, integrando dois lounges e uma rampa elabora com o mesmo intuito. Quando não há eventos acontecendo, é utilizado para convívio e permanência;
Quadras de beach tênis – como o terreno utilizado para o projeto
comporta atualmente quadras de beach tênis, elas foram integradas ao projeto para não haver extinção do esporte na praia;
Recepção – local para informações e acesso aos demais ambientes; Banheiros da Recepção – implantados para suprir os usuários
presentes no pavimento superior;
Sala Memorial – implantada em um volume diferente dos demais do
programa para atrair os usuários chamando atenção, ela comportará uma exposição fixa sobre a história do surf em Florianópolis, e terá espaço para exposições temporárias;
Salas Multiuso – três salas de planta livre para suprir qualquer
necessidade dos usuários;
Sanitários – localizados no nível da praia, eles tem objetivo de servir
de apoio aos banhistas, mas também terão estrutura suficiente para o usuário tomar banho e poder ir direto a um compromisso depois da praia.
6.4 FLUXOGRAMA
Com base nos dados estudados acima, percebeu-se a presença de três setores: administrativo e manutenção (privado), utilização do público (público) e de visitação e utilização pelo público (semi-público). Este terceiro é considerado semi-público pois apenas será utilizado na presença dos administradores do local.
Assim, foi realizado um fluxograma para determinar a disposição destes ambientes (Figura 6.2.1).
Figura 6.5.1 – Fluxograma.
41 6.5 IMPLANTAÇÃO E SETORIZAÇÃO
Figura 6.6.1 – Implantação com a planta do pavimento superior do projeto, no mesmo nível do passeio.
42 6.6 PLANTAS ESQUEMÁTICAS
Figura 6.7.1 – Planta baixa esquemática do pavimento superior, no mesmo nível do passeio, que será considerado nível 0,00m.
Fonte: da Autora (2017).
O pavimento superior encontra-se no mesmo nível do passeio, cortando-o por meio de paginação de piso para realizar a integração com o skate parque também proposto.
Como apresentado na implantação, foi criado um eixo central com objetivo de valorizar o visual da praia. Este, junto de dois Lounges, compõe uma grande área de convivência que terá função de mirante e plateia para shows e competições realizadas na praia.
Neste pavimento está localizada também a “sala memorial”, como um elemento separado para despertar interesse e permeabilidade. No bloco principal encontra-se uma grande recepção, com serviço de informações; uma administração; três salas multiuso; uma brinquedoteca com monitor; um bar e café; banheiros e depósito.
43 Figura 6.7.1 – Planta baixa esquemática do pavimento térreo, no mesmo nível da faixa de areia, que será
considerado nível -3,50m.
Fonte: da Autora (2017).
Este pavimento tem integração direta com a praia, portanto contém a área de duchas, banheiros e área de armazenamento de itens pessoais.
A área de simulação de surf e o auditório foram locados neste pavimento como atrativos dos usuários da praia para dentro do equipamento.
Como se pode observar, os fluxos são praticamente todos livres, com exceção da entrada na área de armazenamento, a qual tem um funcionário controlando e garantindo a segurança.
44 6.7 CORTES ESQUEMÁTICOS E ELEVAÇÕES
Figura 6.8.1 – Localização das linhas de corte nas plantas baixas do projeto.
Fonte: da Autora (2017).
Foram realizados dois cortes esquemáticos afim de explicar a implantação do projeto na área. O corte AA’ é longitudinal, mostrando desde o mar, passando pelo projeto, estacionamento e enfim as dunas. Ele explica como foi solucionado a implantação nas curvas de nível e seus diferentes acesso por cada pavimento. Já o corte BB’ explica a relação do projeto com as outras edificações, mostrando a relação de alturas e dimensionamento. Como se pode notar, ele está dentre o padrão construído no local.
45 Figura 6.8.2 – Corte AA’ do terreno, com implantação do partido e escala gráfica em centímetros.
Fonte: da Autora (2017).
Figura 6.8.3 – Corte BB’ do terreno, com implantação do partido e escala gráfica em centímetros.
46 6.8 VOLUMETRIA E MATERIAIS
A edificação resultou na composição de três volumes criados pelos ambientes, unidos por uma longa laje e emolduradas por uma rampa escultural. Os dois elementos localizados na parte superior da rampa contêm as mesmas características de cobertura, estrutura e fechament os, assim com o elemento localizado na parte frontal do volume inferior. Já a parte posterior no volume do pavimento térreo é toda fechada em alvenaria pela privacidade que os ambientes necessitam.
Figura 6.8.1 – Perspectiva vista da praia.
47 As lajes e skate parque serão construídas com concreto armado, assim como os muros de contenção, pela eficiência e durabilidade do material em contato com o solo. Já os blocos serão estruturados em aço, com fechamentos em vidro e a cobertura em madeira. O vidro foi escolhido por ser um material visualmente leve e que permite integração de ambientes e pouco impacto visual da construção. O aço pela composição visual com o vidro e a madeira pela eficiência energética.
Figura 6.9.2 – Perspectiva vista da praia.
48 Figura 6.9.3 – Perspectiva vista da praia.
49 Figura 6.9.4 – Perspectiva do observador no Lounge.
50 6.9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O tema deste projeto surgiu pela observação da falta de infraestrutura existente nas praias de Florianópolis e das condições dos equipamentos públicos existentes. Além disto, por meio de conversas com praticantes do esporte, esta perspectiva da necessidade de melhoria das praias aumentou para a de extinguir os desafios que os usuários mais frequentes têm.
Acredita-se que o objetivo deste trabalho foi alcançado, apresentando um partido arquitetônico suprindo as necessidades impostas, pensando sempre nos aspectos bioclimáticos e de impacto visual do local.
Abaixo encontra-se um comparativo entre o que o Plano Diretor vigente de Florianópolis permite em relação à construção de uma edificação no terreno e o que se alcançou no partido deste projeto:
ATL 2.5 Permitido Alcançado
Índice de Aproveitamento 1 0,59 Taxa de Ocupação Máx. 50% 37,30% Nº de Pavimentos 2 2 Taxa de Impermeabilização 70% 37,30%
51
REFERÊNCIAS
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São Paulo, 2012. Disponível em: <
https://atividart.files.wordpress.com/2012/04/surf-proposta-de-lazer-para-deficientes.pdf>. Acesso em: 10 out. 2017.
BORGES, Maurio. Pesquisa: depoimento. Entrevistador: Bárbara Fritzen Monguilhott. Florianópolis. 2017. Gravação de áudio no celular da entrevistadora.
DE RYCK, Marlies. Paraísos do surf: 10 lugares incríveis para pegar onda. Disponível em: https://welovewebshops.com.br/dicas/10176-2/. Acesso em: 02 out. 2017.
GABRIELLE. Encravado no topo de um mirante entre verdes-montanhas da capital mineira, complexo cervejeiro se destaca pelo traçado arquitetônico inventivo e envolvente de Gustavo Penna. Disponível em: <http://au.pini.com.br/2017/09/encravado-no-topo-
de-um-mirante-entre-verdes-montanhas-da-capital-mineira-
complexo-cervejeiro-se-destaca-pelo-tracado-arquitetonico-inventivo-e-envolvente-de-gustavo-penna/>. Acesso em: 29 set. 2017. REF A REVISTA
MATOS, Margarida; SANTOS, Anabela; FAUVELET, Cristiana; MARTA, Francisco; EVANGELISTA, Ema; FERREIRA, José; MOITA, Miguel; CONIBEAR, Tim e MATTILA Matt. O Surf na promoção da saúde e bem-estar em jovens em contexto de acolhimento – Avaliação de uma intervenção. Revista de Psicologia
da Criança e do Adolescente, Lisboa, v. 7, n. 1-2, 2016. Disponível
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http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2424>. Acesso em: 25 set. 2017.
PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS. Lei Complementar 482/2014, de 17 de janeiro de 2014. Institui o Plano Diretor de Florianópolis. Disponível em: < http://www.pmf.sc.gov.br/sites/planodiretor/?cms=plano+diretor+de +florianopolis>. Acesso em: 17 nov 2017.
RAMOS, Pedro. Entrevista com Pedro Ramos realizada em 30 dez.
2014. Portugal, 2014. Disponível em
<https://www.surfguru.com.br/ciencia/2014/12/o-surf-como-promotor-de-preservacao-ambiental.html>. Acesso em: 16 out. 2017. SANTOS, Anabela Caetano. Relatório Surf Salva Camp 2016.
Disponível em: <
https://www.researchgate.net/publication/314286629_Relatorio_Surf _Salva_Camp_2016>. Acesso em: 02 out. 2017.
SOTO, Romero. Surf center, Somo, Cantabria, España. Disponível em: <http://www.romerosoto.com/index.php/projects/2012-somo-surf-center/> Acesso em 14 out. 2017.
SOUZA, Pedro Caetano. Surf: do desenvolvimento histórico ao profissionalismo. Rev. Acta Brasileira do Movimento Humano, Ji-Paraná/RO, Vol.3, n.3, p.84-98 – Julho\Set. 2013. Disponível em: < http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/actabrasileira/article/view File/2879/2155 >. Acesso em: 25 set. 2017.
STOFELLA, Arthur. Ópera de Oslo / Snohetta. Disponível em: < http://www.archdaily.com.br/br/759855/oslo-opera-house-snohetta>. Acesso em: 01 nov 2017.
52 VERA, Gracia. Beijiao Sports Center / Decode Escritória de
Uranismo. Disponível em:
<https://www.archdaily.com/360891/beijiao-sports-center-decode-urbanism-office>. Acesso em: 01 nov 2017.