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PROJETO PROVEDOR DE INFORMAÇÕES SOBRE O SETOR ELÉTRICO

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Academic year: 2021

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PROJETO PROVEDOR DE INFORMAÇÕES SOBRE

O SETOR ELÉTRICO

RELATÓRIO MENSAL ACOMPANHAMENTO DE CONJUNTURA:

INTERNACIONAL

SETEMBRO DE 2012

Nivalde J. de Castro Tomaz Hamdan Melo Coelho

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SUMÁRIO ... 3

1-INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA ... 4

2-Conjuntura energética na América Latina ... 4

2.1-ARGENTINA ... 4 2.2-CHILE ... 5 2.3-PERU ... 6 2.4 – PARAGUAI ... 7 3. Energia no mundo ... 8 3.1 – ESTADOS UNIDOS ... 8 3.2 - CHINA ... 8 3.3 – ESPANHA ... 9

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SUMÁRIO

A integração energética esteve presente no Terceiro Congresso Internacional de Supervisão do Serviço Elétrico. Onde foram informadas as boas praticas desenvolvidas na região.

Na Europa, por sua vez, a Espanha divulgou que terá um novo tributo a geração elétrica e provavelmente ao gás natural, sem diferenciação de tecnologia produtiva e chegando a 7%.

Por fim, os Estados Unidos avançam na substituição progressiva de petróleo e carvão como as principais fontes de geração de energia elétrica.

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1-INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA

Neste mês de setembro, em relação à integração energética, a exportação de gás natural para a Argentina seguiu rompendo marcas históricas na Bolívia. O volume total exportado em outubro chegou a 498,7 mi de m3. Os dados foram fornecidos pela Entidade Nacional Reguladora de Gás da Argentina. Em comparação ao mesmo período em 2011, as exportações de gás sofreram um aumento de 46,5% no primeiro semestre deste ano.

Ainda no âmbito dos projetos de integração, a nova interconexão elétrica entre Brasil e Uruguai de 500 MW reduzirá os custos operacionais de importar energia em US$ 88 mi anuais entre 2013 e 2017, de acordo com o CAF. O projeto também ajudará na redução das emissões de CO2 em torno de 442.000 toneladas ao ano, gerando aproximadamente US$ 8,8 mi em créditos de carbono. A nova conexão será realizada entre San Carlos e Presidente Médici, além de contar com uma estação conversora de freqüência a longitude da LT será de 420 km, com custo de US$ 150 mi e deverá entrar em operação em 2013.

Além disso, especialistas e funcionários dos organismos reguladores e supervisores do sistema elétrico de vários países latino-americanos se reuniram, no Terceiro Congresso Internacional de Supervisão do Serviço Elétrico, para analisar a problemática do setor elétrico na região. Através do evento, realizado pela Osinergmin foram informadas as boas práticas desenvolvidas na região e houve um intercâmbio de experiências na área.

Por fim, o ministro do Planejamento da Argentina foi a SP para a segunda etapa de uma série de encontros que promove com empreiteiros no exterior para atrair interessados à licitação da construção da usina hidrelétrica “Presidente Nestor Kirchner”, que será construída na província de Santa Cruz, Patagônia. A usina será licitada juntamente com outra unidade, a “Governador Jorge Cepernic”, formando um complexo de 1,8 mil MW de potência. Foram convidados 60 empresários para a reunião na Fiesp. A usina será o terceiro maior empreendimento hidrelétrico do país.

2-Conjuntura energética na América Latina

2.1-ARGENTINA

No mês de setembro, o vice-ministro de Economia argentino informou que sua equipe colocará em marcha acordos individuais para determinar os lucros das empresas do setor elétrico baseado em seus custos. Este ajuste é justificado pelos investimentos em projetos de

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geração baseados no sistema de fixação de preços de energia, o que implica que as usinas mais eficientes cobravam o mesmo preço que as menos eficientes que não possuíam um estímulo para reduzir seus custos. Por outro lado as empresas que enfrentam tarifas congeladas há anos esperam que um ajuste nas tarifas venha como uma boa noticia.

Com o aval do Governo, a YPF avançará em compra direta, sem licitação do GNL necessário para o fornecimento interno básico no próximo ano. Será algo em torno de 60 carregamentos com valor de mercado estimado em US$ 2,4 bilhões. A empresa terá o mesmo privilégio na compra de gasoil e fueloil, que somado ao GNL terão valor de mercado estimado em US$ 5 bilhões.

O consumo de eletricidade em grande nível registrou em agosto um crescimento de 0,8% em relação ao mesmo mês de 2011, de acordo com dados da Fundelec. O aumento foi puxado por um aumento no consumo do interior. A demanda total foi de 10.406,7 GWh. De janeiro a agosto a demanda total do país cresceu 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Por fim, o Ministro da economia argentino apresentou o planejamento de 2013 para o congresso. O documento trás ênfase no abastecimento energética. Entre as medidas está autorização de reservas livres do Fundo de Endividamento para pagar vencimentos de dívidas contraídas pela aquisição de bens de capital por empresas elétricas e a YPF. A prioridade energética ainda se manifesta em várias partes do documento, como a que autoriza o tesouro a emitir até 12 bilhões de pesos para adquirir combustíveis líquidos, gasosos e garantir a importação de energia elétrica e bens de capital.

2.2-CHILE

O Ministério da Energia chileno deu por finalizado o decreto de racionamento preventivo que afetava o funcionamento do Sistema Interconectado Central e afetava 93% da população. O racionamento inicial era de 500 GWh mas em abril deste ano já havia sido reduzido para 312 GWh. A chegada do fim do inverno junto com o inicio das operações na central de Santa Maria e de testes na central Bocamina 2, ambas com 340 MW de potencia, garantem uma maior segurança ao fornecimento de energia, e permitem a suspensão do racionamento.

Apesar de na última década varias empresas estrangeiras terem decidido investir no setor elétrico nacional do Chile, a maioria delas têm enfrentado uma série de dificuldades que dificultaram suas projeções de crescimento dentro do país. Todas as principais firmas

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estabelecidas nos últimos anos encontraram problemas judiciais ou conflitos com as comunidades locais. O exemplo mais recente é o caso da termelétrica de Castilla da MPX e a E.ON, mas houve outros, como o fracassado projeto hidrelétrico da SN Power em 2008. Em maio deste ano a Suprema Corte também entrou com recurso de proteção contra o projeto da Central Cuervo, levado adiante pela Origin Energy e a Xstrata. A Pacific Hydro também recebeu uma decisão desfavorável da Suprema Corte chilena pelos direitos de utilização da água no vale da Tinguiririca, onde estão instaladas as centrais La Higuera e La Confluencia, que juntas somam 309MW. Por fim, a Ecopower viu ruir suas intenções de construir um parque eólico de 112 MW no país, após um recurso de proteção da suprema corte. Francisco Aguirre, sócio da Electroconsultores, afirma que estes episódios elevam muito o risco de investimentos no país.

O aumento do custo da energia, a queda dos preços das matérias primas, e as altas nos salários foram os principais fatores que explicaram a queda de 16.2% nos resultados das empresas chilenos no primeiro semestre de 2012. A redução dos preços das matérias primas afetou principalmente empresas do setor de mineração e de celulose. Os custos da energia afetam a indústria como um todo, mas são mais graves aos setores eletro intensivos.

2.3-PERU

O Organismo Supervisor do Investimento em Energia e Minas peruano reduziu as tarifas em 0,5% para os usuários residenciais conectados ao sistema elétrico interconectado. Os usuários industriais experimentaram uma queda entre 0,1% e 0,6%. O ajuste foi realizado devido à redução dos preços do cobre, alumínio e o reajuste para baixo do câmbio.

A demanda do Sistema Elétrico Interconectado Nacional peruano deverá crescer em uma taxa media anual de 8.6%, com pico em 2014 (10%), de acordo com o balanço Oferta-Demanda 2012-2016. O estudo foi publicado pela Direção Geral de Eletricidade em conjunto com o Ministério de Minas e Energia. Em 2016 a demanda chegará a 7481 MW e especula-se que até lá 4400 mW de energia serão adicionados ao sistema. Deste total 1880 MW correspondem a centrais hidrelétricas.

Nesse mês de setembro, foi divulgado que o setor elétrico peruano enfrentará uma iminente crise no curto prazo, a partir do ano de 2013 até 2015, devido a um crescimento da demanda por eletricidade 2% maior do que o da economia em si, de acordo com um estudo do Ex-Ministro de Energia e Minas, Carlos Descalzi. De acordo com o estudo “Análisis del Sistema

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Eléctrico 2012-2016” realizado pela Associação para o Fomento da Infraestrutura Nacional (AFIN) o gás de Camisea já está chegando ao seu limite máximo para abastecer novos projetos de geração elétrica. Esta etapa crítica pela qual passará o sistema elétrico será agravada caso haja atrasos na ampliação da capacidade de transporte do gás natural até Lima. No médio prazo o setor enfrentará uma série de incertezas, dependendo da execução oportuna de projetos de transmissão e geração, além de variáveis climatológicas. Até 2015 a previsão e de alta nos preços de energia. Outro problema serão os gargalos que diversos projetos baseados no gás natural do lote 88 já enfrentam, sendo assim forçados a reduzir sua capacidade.

2.4 – PARAGUAI

Nesse mês de setembro, foi divulgado que a estratégia do governo paraguaio é atrair empresas que possam utilizar o excedente de energia do país. E o Brasil está no centro desses planos. O projeto inclui a atração de transformadoras do metal brasileiras para se instalarem no entorno da unidade da Rio Tinto e, assim, criar um polo de fabricação de itens como cabos e fios, componentes e peças fundidas e embalagens, entre outros produtos. "O objetivo é ser um bom parceiro do Brasil.

Por fim, as obras da linha de transmissão de 500 Kv até o momento encontram-se 60% concluídas, com 115 torres e 300 bases e seu traçado vai de Hernandarias (Subestação de Itaipu) até Villa Hayes, percorrendo 350km. Através desse sistema haverá maior flexibilidade e confiança no sistema elétrico do país. Nas obras estão incluídas as adequações das subestações de Limpio, Botánico, Parque Caballero, Sajonia e Central, além de melhoras no nível geral das LTs da ANDE.

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3. Energia no mundo

3.1 – ESTADOS UNIDOS

Os Estados Unidos avançam na substituição progressiva de petróleo e carvão como as principais fontes de geração de energia elétrica. O petróleo foi quase abandonado, representando apenas 1% do total de energia produzida, o carvão, entretanto correspondia a 42% da energia produzida em 2011. A queda da participação dos combustíveis fósseis foi compensada pela subida do gás natural, que hoje representa 25%. 19% são gerados por fontes nucleares e 13% por energias renováveis. Entre os renováveis o destaque é para eólica, que passou de 6 bi de kWh em 2000 para 120 bi de kWh em 2011.

O relatório da IMS Research, denominado “PV Demand Report”, denotou que o mercado norte-americano foi o que mais contribuiu para o avanço fotovoltaico global, respondendo por 40% do crescimento da capacidade nova em 2012. Por outro lado, a previsão é de que o mercado europeu possa encolher quase 3GW este ano, apesar do forte desempenho da Alemanha. Seguindo a tendência, a previsão é de que a demanda global continue acelerada no segundo semestre de 2012, apesar de uma leve desaceleração de mercados europeus importantes como a Alemanha e a Itália. A pesquisa da IMS prevê que as instalações podem bater o recorde 18GW no segundo semestre do ano, impulsionado por mercados como o chinês e o japonês, como também a América.

3.2 - CHINA

No mês de setembro, a Comissão Européia anunciou a abertura de uma investigação sobre uma possível ação de dumping por parte da indústria solar chinesa - prática que estaria impactando negativamente os negócios das empresas européias que atuam no setor. A iniciativa é uma resposta a um pedido da EU ProSun, entidade que representa mais de 20 empresas ligadas à manufatura fotovoltaica, que enviou à Comissão em julho um pedido para que sejam analisadas essas supostas práticas de comércio desleal. Para se ter uma ideia, os módulos fotovoltaicos da China absorveram uma fatia de 80% do mercado europeu. “Tais práticas levaram a mais de 20 grandes fabricantes europeus da área de solar a saírem do negócio em 2012”, estima a EU Prosun em comunicado. A entidade ainda estima que em um ano o continente comprou 21 bilhões de euros em equipamentos solares da China.

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A expansão do mercado eólico para novas regiões da China deve fazer com que o país chegue aos 300GW de capacidade instalada em 2020, podendo chegar a 400GW em 2030. As informações são do relatório denominado “China Wind Power Outlook 2012”, documento produzido pela Creia, GWEC e o Greenpeace. A fonte eólica pode ser responsável por 8,4% da energia gerada, correspondendo, ao mesmo tempo, a 15% da capacidade instalada na China em relação a outras fontes. De acordo com o estudo, a região sul chinesa, além da parte oriental do país, dá passos cada vez maiores em direção ao desenvolvimento eólico. Só no ano passado, mercados não tradicionais dobraram sua capacidade instalada. Enquanto isso, áreas como Shandong, Jiangsu, Guangdong e Fujian superaram a marca de 1 GW. Apesar de o levantamento apontar que os problemas de conectividade ainda são obstáculos para o desenvolvimento eólico da China, a fonte deve continuar a figurar no país com maior potencial.

3.3 – ESPANHA

No mês de setembro, o governo anunciou o fechamento da central nuclear de Garoña, em Burgos, em julho de 2013. Apesar da possibilidade de prorrogação da vida útil até 2019, seu fechamento ocorrerá ano que vem. A empresa terá de explicar a seus acionistas os motivos de ter “mudado de ideia” em relação ao processo. A Nuclenor em pronunciamento afirmou que não poderia se comprometer a extensão por motivos de incerteza regulatória, se referindo à reforma energética a ser realizada pelo ministério da indústria.

A reforma energética espanhola terá entre seus componentes um novo tributo a geração elétrica e provavelmente ao gás natural, sem diferenciação de tecnologia produtiva e chegando a 7%. A expectativa e que a reforma entre em vigor no inicio de 2013. Uma decisão que terá de ser tomada ainda é se haverá um novo aumento das contas de energia, como no ultimo trimestre de 2011. A idéia do ministro da Indústria e Energia , José Soria, é de não alterar na parte regulada da tarifa.

Referências

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