Profa. Ms. Daniela
Profa. Ms. Daniela CartoniCartoni
Sociologia e Antropologia em Administra
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Aula 3
Aula 3
A Revolu
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o Industrial e os
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Impactos para a Sociedade
Leitura para a aula
DIAS, Reinaldo. Sociologia Geral. Campinas: Alinea, 2008.
Capítulo 1: Introdução às Ciências Sociais
Leia também o resumo, já disponível na sala virtual: Sociologia – Resumo – Parte 1
Evolução dos modelos de gestão, padrão tecnológico e
ondas de crescimento econômico
1a.Revolução Industrial 2a.Revolução Industrial 3a.Revolução Industrial Idade Média
Surgimento da Sociologia
• Decorrência dos abalos na sociedade provocados pela Revolução Industrial.
Impactos das indústrias no âmbito social
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Sociologia visava compreender o novo modo de viver em sociedade dos indivíduos.
Impactos da Revolução Industrial
• Crescimento das cidades e urbanização
• Nascimento de uma nova classe social (proletariado industrial)
• Concentração da propriedade (máquinas, terras e ferramentas) sob o controle do empresário capitalista
• Questão social (exploração nas fábricas);
• Problemas sociais da urbanização (doenças, ausência de moradia, suicídios, violência, epidemias, etc).
SISTEMAS ECONÔMICOS
E RELAÇÕES DE TRABALHO
ESCRAVISMO FEUDALISMO SOCIALISMO
ESCRAVISMO
Predominante na Antiguidade e o período que vai do século XVI ao XIX.
Roma: “tripalium”
Grécia: Defesa do escravismo (trabalho como
FEUDALISMO
Predominante na Idade Média, subsistiu desde a queda do Império Romano até o século XIV.
Economias fechadas, auto-suficiente e estamentais, admitindo a servidão.
Como na Antiguidade, a classe de menor valor social estava ligada ao Trabalho.
CAPITALISMO
Início “simbólico” com a 1ª Revolução Industrial no século XVIII.
Caracteriza-se por:
propriedade privada dos meios de produção trabalho livre assalariado
SOCIALISMO
Economias planificadas, meios de produção nas mãos do Estado e limitações à propriedade privada.
Estado assume funções essenciais (emprego, pensões, serviços de saúde, seguro social, polícia)
FASES DO CAPITALISMO
Pré-capitalismo
Capitalismo comercial
Capitalismo industrial
Conseqüências da Revolução Industrial
Feudalismo Sociedade Agrária Sociedade Agrária Estamental Estamental Teocrática Teocrática Fundiária Fundiária Era Moderna Era Moderna Urbanização Urbanização Burguesa Burguesa Laica Laica Comercial Comercial Expansão comercialPioneirismo inglês (Cercamentos, Monarquia Parlamentar e triunfo da ideologia liberal)
Expansão imperialista
Invenções e aperfeiçoamento técnico Urbanização e pauperização
Impactos da Revolução Industrial
• Crescimento das cidades e urbanização
• Nascimento de uma nova classe social (proletariado industrial)
• Concentração da propriedade (máquinas, terras e ferramentas) sob o controle do empresário capitalista
• Questão social (exploração nas fábricas);
• Problemas sociais da urbanização (doenças, ausência de moradia, suicídios, violência, epidemias, etc).
Primeira Revolução Industrial
(1780 – 1880)
Primeira Revolução Industrial
Dica de Filmes:
Fundadores da Sociologia
A partir de diferentes pressupostos teóricos, analisaram os impactos da industrialização e dos progressos científicos na
vida em sociedade. Auguste Comte Émile Durkheim Max Weber Karl Marx
Fundadores da Sociologia
Auguste Comte (1798 – 1857)
• Filósofo, foi o fundador da Sociologia e da Teoria positivista (corrente filosófica que ele fundou com o objetivo de reorganizar o
conhecimento humano)
• “Física Social”: aplicação dos princípios e métodos às ciências humanas
•Experimentação: contra a especulação, as
causas dos fenômenos devem ser investigadas em sua realidade social (uso da estatística,
pesquisas de campo, etc). • Lema: “Ordem e Progresso”
Fundadores da Sociologia
Émile Durkheim (1858 – 1917)
• Foi o primeiro sociológico
• Compreensão dos fatos sociais (“Os fatos sociais
devem ser tratados como coisas”)
• Conceito de “solidariedade”
• Forneceu uma definição do normal e do
patológico aplicada a cada sociedade (“O normal
seria aquilo que é ao mesmo tempo obrigatório para o indivíduo e superior/exterior a ele)
• Principais obras: Da divisão do trabalho social (1893); Regras do método sociológico (1895); O suicídio (1897); As formas elementares de vida religiosa (1912).
Fundadores da Sociologia
Karl Marx (1818 – 1883)
• Pensador revolucionário muito influente em sua época até os dias atuais.
• “Luta de classes” (burgueses X proletários)
• Marxismo e o socialismo científico (busca de
uma teoria geral e apoio aos programas dos movimentos operários. • Dialética materialista: contra a alienação da condição social de exploração (a consciência dos homens é determinada pela realidade social, ou seja, pelo conjunto dos meios de produção,
base real sobre a qual se eleva uma super estrutura jurídica e política sob as quais se reproduzem as desigualdades sociais.
• Principais obras: Manifesto do Partido Comunista, O Capital, dentre vários.
Fundadores da Sociologia
Max Weber (1864 – 1920)
• Intelectual alemão, sociológo, jurista e economista
• Influenciou também a ciência política e a administração com seus escritos sobre
poder (legitimidade e autoridade) e burocracia
• Analisou as estruturas sociais e sua estratificação
• Principais obras: "A ética protestante e o espírito do capitalismo" (1904), a obra póstuma "Economia e Sociedade" (1920), "A ciência como vocação" (1917) e "A política como vocação" (1919).
Análise da evolução das
estruturas sociais
Impactos da sociedade
capitalista
DIVISÃO TÉCNICA E SOCIAL DO TRABALHO
ARTESANATO
MANUFATURA
CAPITALISMO E LUCRO
Capitalismo lucro não é apenas o que se paga ao
comerciante pelo trabalho realizado.
Lucro = premissa de acumulação e diferenciação pessoal
Início com o Mercantilismo – sistematização do pensamento burguês (séc. XII e XIII)
Desenvolver consumidores
PENSAMENTO LIBERAL
Busca da liberdade:
- plano econômico e na contratação - na escolha dos governantes
- plano social com acordos e associações entre os indivíduos
Pensamento Liberal e Estado
O Estado não é a pessoa que governa, mas a instituição abstrata e suas relações com a coletividade.
Além da circulação de bens e riquezas, criava-se o princípio da circulação do poder (ex.: Locke e Monstesquieu
ADAM SMITH (1723-1790)
• Obra clássica: “A Riqueza das Nações” Uma investigação sobre a natureza
e as causas da Riqueza das Nações
Contribuições:
Divisão do Trabalho
Especialização
Fase I: Trabalho Artesanal
• Artesão a domina todo o processo • Trabalho: qualificado
• Ritmo do trabalho é determinado pelo trabalhador
Fase I Artesanato Fase II Divisão do trabalho Fase I Mecanização
Fase I: Trabalho Artesanal
• Exemplo:Tempo Necessário para Produzir 1 par de sapatos 2 h
Jornada diária de 8 horas
4 pares/dia
Jornada de 5 dias semanais
20 pares/sem.
Jornada de 4,5 semanas mensais
90 pares/mês
Força de Trabalho de 300 pessoas
27.000 pares/mês
Fase II: Divisão do Trabalho
Fase I Artesanato Fase II Divisão do trabalho Fase I Mecanização • Artesãodomina todo o processo parcelamento das tarefas:
– Artesão 1: corte de couro – Artesão 2: corte de solado
– Artesão 3: costura do couro no solado
(*) Ritmo do trabalho ainda é determinado pelo
Fase II: Divisão do Trabalho
• Exemplo:
* Note que, agora, o trabalho não é mais individual
Tempo Necessário para produzir 1 par de sapatos30 min
Jornada diária de 8 horas
16 pares/dia
Jornada de 5 dias semanais
80 pares/sem.
Jornada de 4,5 semanas mensais
360 pares/mês
Força de Trabalho de 300 pessoas*
36.000 pares/mês
Fase III: Mecanização
Fase I Artesanato Fase II Divisão do trabalho Fase I Mecanização início do processo de desqualificação do trabalho• Trabalhador não necessita dominar todo o processo
• Aumento da capacidade produtiva Especialização
Fase III: Mecanização
Fase I Artesanato Fase II Divisão do trabalho Fase I MecanizaçãoManufatura (Putting-Out System)
Transição para: Industrialização
Fase III - Etapa 1: Putting-Out System
• Ainda dominado pelas “Corporações de Ofício”
• Capitalismo Mercantil: capitalista ainda era um mero comprador de mercadorias baratas
Fase III - Etapa 1: Putting-Out System
• Exemplo:
** A mecanização é apenas "auxiliar" no processo
Tempo Necessário para produzir 1 par de sapatos15 min
Jornada diária de 8 horas
32 pares/dia
Jornada de 5 dias semanais
160 pares/sem.
Jornada de 4,5 semanas mensais
720 pares/mês
Força de Trabalho de 300 pessoas**
72.000 pares/mês
Fase III - Etapa 2: Industrialização
• Urbanização acelerada
• Capitalismo Industrial: capitalista agora é o dono da grande indústria
• Ritmo do trabalho determinado pela máquina Capital torna-se independente do trabalho
Fase III - Etapa 2: Industrialização
• Exemplo:
*** A máquina dita o ritmo do trabalho
Tempo Necessário para produzir 1 par de sapatos 3 min
Jornada diária de 8 horas
160 pares/dia
Jornada de 5 dias semanais
800 pares/sem.
Jornada de 4,5 semanas mensais
3600 pares/mês
Força de Trabalho de 300 pessoas***
360.000 pares/mês
Produtividade
Produção
Mensal
Ganho de
Produtividade
Fase I: Trabalho artesanal
27.000
-Fase II: Divisão do trabalho
36.000
33%
Fase III - Etapa 1: Putting-Out System
72.000
167%
Fase III - Etapa 2: Industrialização
360.000
1233%
Aspectos gerais de Adam Smith
Bem-estar social Determinado pelo acesso da
população a uma quantidade maior de bens
Determinado pela quantidade de trabalho socialmente necessária à produção (valor-trabalho)
Guiadas individualmente por uma “mão invisível”, a lei dos mercados, que leva ao bem comum.
Valor econômico
Relações de trabalho e produção
Karl Marx
(1818 - 1883)
"Os que no regime burguês trabalham não lucram e os que lucram não trabalham."
Principais conceitos marxistas
• Relação Capital X Trabalho = Relação Social
• Luta de Classes: Capitalista X Proletariado
• Mais Valia e Exploração do Trabalho
• Trabalho X Força de Trabalho
• Alienação
Homem = apêndice da máquina
Trabalho intelectual (concepção) X Trabalho manual (execução) Aprofundamento do Taylorismo/Fordismo
Segunda Revolução Industrial
(1880 – 1970)
Segunda Revolução Industrial
Dica de Filmes:
Terceira Revolução Industrial
(1970 – hoje)
Filme: The Corporation
É um documentário baseado no livro The Corporation – the Pathological
Pursuit of Profit and Power”, de Joel Bakan, que também é o roteirista do filme. O filme compõe um painel com dezenas de entrevistas de jornalistas, acadêmicos, executivos e escritores - pessoas ligadas direta ou indiretamente ao mundo
corporativo - traçando um retrato das corporações e o resultado de suas ações nas sociedades onde atuam.
Através dos depoimentos e imagens de arquivo, o filme procura mostrar como as grandes corporações, em sua maioria, funcionam de acordo com regras e
motivações que muitas vezes não levam em conta danos causados a pessoas e à sociedade de um modo geral.
As entrevistas são complementadas com cenas de filmes, vídeos institucionais antigos, anúncios, propagandas das empresas e muitas imagens documentais.
O filme faz a pergunta: “E se de repente alguém colocasse as grandes empresas no divã do psiquiatra? E se lhe fossem aplicados os critérios de diagnóstico da Organização Mundial da Saúde? Qual seria o resultado?”
Algumas hipóteses são relacionadas como a manipulação com o objetivo de gerar lucros, desrespeito a normas sociais, insensibilidade em relação aos sentimentos das pessoas, negligência com a segurança e incapacidade de absorver e reconhecer críticas.
A discussão articula o relacionamento das grandes companhias com o indivíduo em várias dimensões - social,
cultural e política - evidenciando como a lógica do lucro pode ser responsável pela construção da cultura corporativa e da responsabilidade social e política das organizações.
Corporation mostra também como determinadas práticas e posturas se refletem nas relações de trabalho, levantando questões relacionadas com processos desumanos de produção, assédio moral e outros tipos de danos incompatíveis com as teorias sobre a gestão de pessoas no mundo de hoje.