TÍTULO: PERCEPÇÃO DOS FAMILIARES FRENTE A PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM DURANTE A HOSPITALIZAÇÃO INFANTIL
TÍTULO:
CATEGORIA: EM ANDAMENTO CATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:
SUBÁREA: Enfermagem SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO(ÕES): UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO - UNISA INSTITUIÇÃO(ÕES):
AUTOR(ES): SAYONARA MARTINS FELIX DE MEDEIROS AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): MARIANO CHINAIA JÚNIOR ORIENTADOR(ES):
PERCEPÇÃO DOS FAMILIARES FRENTE A PROCEDIMENTOS DE
ENFERMAGEM DURANTE A HOSPITALIZAÇÃO INFANTIL
MEDEIROS; Sayonara Martins Felix¹ Júnior; Mariano Chinaia.² 1. RESUMO
Introdução: Os membros da família são afetados pela hospitalização infantil, baseados no relacionamento com a criança e seu papel na família. As habilidades de enfrentamento dos pais/cuidador podem estar reduzidas por diversos motivos, sejam eles, estressores financeiros, emocionais ou relacionadas ao trabalho, isto posto, ainda precisamos levar em conta os procedimentos de enfermagem realizados durante a hospitalização infantil, que pode intensificar as emoções deste pai/cuidador. Objetivos: Identificar a percepção dos familiares frente a procedimentos enfermagem durante a hospitalização infantil. Método: Trata-se de uma Revisão de literatura, recorte temporal de 2007 á 2017, nas bases de dados LILACS, BDENF, e portal de revistas SCIELO, foram encontrados 23 artigos, destes, 8 foram selecionados e 15 excluídos, pois não estavam relacionados com o tema central. Resultados: O estudo mostra a necessidade dos familiares de serem compreendidos no momento de extrema sensibilidade, caracterizada pela internação hospitalar e todos os anseios que envolvem este momento. Percebeu-se que através da interação com a equipe de enfermagem, a família passa a desenvolver novas habilidades e participam ativamente do processo terapêutico. Pois, a composição de um familiar ou acompanhante para a criança torna o envolvimento no processo terapêutico fundamental para a compreensão da dinâmica da relação entre os profissionais que prestam os cuidados, no caso, o enfermeiro e o familiar da criança. O estudo pode identificar conflitos entre as mães e as equipes e diversas tentativas de mediação desses, pois os familiares destacam que os impasses surgem em função da diferença de expectativas e de poder de decisão sobre os cuidados da criança, entre os pais e enfermagem, assim como em decorrência do estresse e do sofrimento determinados pela experiência que os procedimentos causam tanto nos pais quanto nas crianças, refletindo na própria equipe.
Descritores: Criança Hospitalizada, Cuidados de Enfermagem, Enfermagem Pediátrica, Família, Hospitalização.
¹Graduanda em Enfermagem da Universidade Santo [email protected]
²Professor orientador: Enfermeiro especialista em Pediatria, Universidade Santo Amaro- [email protected]
2. INTRODUÇÃO
Uma maneira de humanizar o ambiente hospitalar inclui trazer a família no cuidado à criança hospitalizada, pois além da criança sentir-se mais segura, auxilia também na aceitação e adaptação das condições de internação, diminui o sentimento de abandono da criança em relação a outros membros da família, além de facilitar a relação do paciente com a equipe de saúde. 1
Ao ser admitida em uma unidade hospitalar, a criança é atendida e cuidada por uma equipe multidisciplinar de acordo com os recursos humanos disponíveis e suas necessidades atuais. A criança receberá no mínimo a assistência de membros da equipe de enfermagem e equipe médica, portanto, é imprescindível que os familiares também estejam presentes e participem deste momento de internação, sentindo-se presentes e úteis para a recuperação da criança. 2
Percebe-se que através da interação com a equipe de enfermagem, a família passa a desenvolver novas habilidades e participam ativamente do processo terapêutico. Pois, a composição de um familiar ou acompanhante para a criança torna o envolvimento no processo terapêutico fundamental para a compreensão da dinâmica da relação entre os profissionais que prestam os cuidados, no caso, o enfermeiro e o familiar da criança. 1
Estudos recentes identificaram conflitos entre as mães e as equipes e diversas tentativas de mediação desses, pois os familiares destacam que os impasses surgem em função da diferença de expectativas e de poder de decisão sobre os cuidados da criança, entre os pais e enfermagem, assim como em decorrência do estresse e do sofrimento determinados pela experiência que os procedimentos causam tanto nos pais quanto nas crianças, refletindo na própria equipe. 3
Em decorrência desses conflitos, os profissionais da saúde se empenham a favor da presença dos acompanhantes nas unidades pediátricas, visando minimizar os efeitos iatrogênicos causados pela hospitalização e os procedimentos que as crianças são submetidas no decorrer do período de internação. 4
O sistema de internação conjunta traz diversas vantagens para a criança, para a instituição hospitalar e para a mãe, pois, quando se conhece a família, é possível conhecer e identificar melhor o mundo em que a criança está inserida, tendo a chance de interagir melhor com o paciente. 5
O interesse em realizar este estudo, surgiu da observação da autora em campo de trabalho e estágio realizado na graduação ao se questionar sobre a percepção dos familiares frente aos procedimentos de enfermagem realizados durante o período de hospitalização infantil.
Foi perceptível que a hospitalização traz sofrimento para as crianças que precisam se adaptar ao ambiente hospitalar e aos familiares que acompanham todo o processo de cuidados e tratamentos, muitas vezes contra sua vontade imediata. Como futura enfermeira, é de grande relevância saber qual é a percepção dos familiares frente aos procedimentos de enfermagem durante o período de hospitalização infantil, para que eu possa oferecer um cuidado integral, humanizado, baseado nas necessidades das crianças sem deixar de lado os familiares que também precisam de atenção.
Há estudos que abordam este tema, porém, poucos relatam a percepção dos familiares sobre este assunto. Portanto, dos estudos que tive oportunidade de consultar e analisar durante a pesquisa nenhum deles tinha como objetivo identificar a percepção dos familiares frente aos procedimentos de enfermagem durante a hospitalização infantil. Sendo assim, este estudo nos proporcionará uma reflexão para esta simples e significativa ação.
Descritores: Criança Hospitalizada, Cuidados de Enfermagem, Enfermagem Pediátrica, Família, Hospitalização.
3 . OBJETIVO
3.1 Objetivo Geral
Percepção dos familiares frente aos procedimentos de enfermagem durante a hospitalização infantil.
4. MÉTODO E DESENVOLVIMENTO
Trata-se de uma revisão da literatura, método que busca reunir as pesquisas e conteúdos disponíveis sobre “Percepção Dos Familiares Frente a Procedimentos de Enfermagem Durante a Hospitalização Infantil” e apresentar os resultados de modo a ser significativo para a prática assistencial. Esse tipo de estudo permite revisar teorias e evidências e analisar problemas metodológicos como, por exemplo, assuntos relevantes à saúde e enfermagem. Dessa forma, deve-se considerar que a revisão da literatura é um instrumento válido da Prática Baseada em Evidências, abordagem que atrela o cuidado clínico ao ensino baseado no conhecimento e que, atualmente, é um foco importante na área de enfermagem. O estudo foi realizado de acordo com as seis fases do processo de elaboração da revisão literária:
Elaboração da pergunta norteadora; Busca ou amostragem na literatura; Coleta de dados;
Analise dos estudos incluídos; Discussão dos resultados;
Apresentação da revisão da literatura;
A questão norteadora do estudo foi: Qual é a percepção dos familiares mediante os procedimentos de enfermagem durante a hospitalização infantil?
A busca bibliográfica foi realizada no Criança Hospitalizada, Cuidados de Enfermagem, Enfermagem Pediátrica, Família, Hospitalização. Foi consultado para a busca dos artigos o portal da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), sendo utilizadas as bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem on-line (MEDLINE).
Estabeleceram-se como critérios de inclusão: artigos disponíveis gratuitamente na integra, publicados no idioma português e que respeitaram os limites de publicação dos últimos 10 anos. Foram excluídas teses, dissertações e monografias e artigos que após a leitura dos resumos não correspondiam à temática do estudo.
A partir da combinação dos descritores (Quadro 1) foram encontrados 15 artigos e, respeitando os critérios de inclusão e após a leitura do resumo, foram selecionados 8 artigos para leitura na íntegra. Após a leitura detalhada, excluíram-se
5 artigos que não correspondiam à temática estudada, 05 seis que se encontravam repetidos nas bases de dados e 05 seis que não estavam disponíveis gratuitamente. Sendo assim, este estudo foi composto por 05 oito artigos científicos. A seleção dos artigos, bem como a leitura dos mesmos foi realizada pela pesquisadora principal do estudo. Para complementar este estudo foram utilizados, 3 obras literárias e 1 caderno do Ministério da saúde.
Quadro 1. Processo de seleção dos artigos após leitura integral do estudo
Combinação de Descritores
Artigos encontrados
Artigos
selecionados Critérios de Inclusão Enfermagem Pediátrica And Família And Criança hospitalizada 8 Artigos 3 Artigos
Foram utilizados somente artigos com texto completo,
em português, com recorte temporal de 10 anos Hospitalização
And Cuidados de Enfermagem
7 Artigos 2 Artigos
Total 15 artigos 5 artigos
Fonte: Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem on-line (MEDLINE)
5. RESULTADOS
O estudo mostra a necessidade dos familiares de serem compreendidos no momento de extrema sensibilidade, caracterizada pela internação hospitalar e todos os anseios que envolvem este momento. 1-2
Percebeu-se que através da interação com a equipe de enfermagem, a família passa a desenvolver novas habilidades e participam ativamente do processo terapêutico. Pois, a composição de um familiar ou acompanhante para a criança torna o envolvimento no processo terapêutico fundamental para a compreensão da dinâmica da relação entre os profissionais que prestam os cuidados, no caso, o enfermeiro e o familiar da criança. 3
O estudo pode identificar conflitos entre as mães e as equipes e diversas tentativas de mediação desses, pois os familiares destacam que os impasses surgem em função da diferença de expectativas e de poder de decisão sobre os cuidados da criança, entre os pais e enfermagem, assim como em decorrência do estresse e do sofrimento determinados pela experiência que os procedimentos causam tanto nos pais quanto nas crianças, refletindo na própria equipe. 3-4
Em decorrência desses conflitos, os profissionais da saúde se empenham a favor da presença dos acompanhantes nas unidades pediátricas, visando minimizar os efeitos iatrogênicos causados pela hospitalização e os procedimentos que as crianças são submetidas no decorrer do período de internação. 2-3-5
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os familiares necessitam serem encorajados para que assim sintam-se capazes e atuem como participantes ativos da recuperação dos seus filhos, que tenham espaço para serem ouvidos e que suas dúvidas e angústias sejam levadas em consideração, para que este se sinta ativo no processo terapêutico da criança.
7. REFERÊNCIAS
1. Rodrigues PF, Amador DD, Silva K, Reichert APS, Collet N. Interação entre equipe de enfermagem e família na percepção dos familiares de crianças com doenças crônicas. Esc. Anna Nery [Internet]. 2013 Dez [cited 2018 May 18]
; 17( 4 ): 781-787. Disponivel em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-81452013000400781&lng=en.
2. Murakami R, Campos CJG. Importância da relação interpessoal do enfermeiro com a família de crianças hospitalizadas. Rev. bras. enferm. [Internet]. 2011 Abr [cited 2018 May 18] ; 64( 2 ): 254-260. Disponivel em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672011000200006&lng=en.
3. Aline O, Silveira MA. A experiência de interação da família que vivencia a doença e hospitalização da criança. Rev Latino-am Enfermagem 2006
novembro-dezembro; 14(6). Disponivel em:
http://www.scielo.br/pdf/rlae/v14n6/pt_v14n6a10.pdf
4. Lima RAG, Rocha SMM, Scochi CGS. Assistência à criança hospitalizada: reflexões acerca da participação dos pais. Rev. Latino-Am. Enfermagem [Internet]. 1999 Abr [cited 2018 May 18] ; 7( 2 ): 33-39. Disponivel em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11691999000200005&lng=en.
5. Aline CS, Aline CP,Giovanna CG, Marina SM. Cuidado de enfermagem a crianças hospitalizadas: percepção de mães acompanhantes. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2011 abr/jun; 19(2):262-7. Disponivel em: http://www.facenf.uerj.br/v19n2/v19n2a15.pdf